Jornal dos Estatutários - maio de 2015

 

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JORNAL DOS ESTATUTÁRIOS LUTAR SEMPRE UNIDADE E LUTA Nº 16 – 15 maio 2015 S I N D I C AT O D O S S E R V I D O R E S E S TAT U T Á R I O S M U N I C I PA I S D E S A N T O S Continua negociação da campanha salarial Após a primeira fase da luta de data-base, com pontos econômicos, desenvolvemos agora os pontos sociais Continuam, em maio e junho, as negociações do sindicato com a prefeitura sobre as reivindicações da segunda fase da campanha salarial, que trata das reivindicações específicas. 151 Em 7 de maio, por exemplo, prosseguiram os entendimentos sobre a resolução 151-1978 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que se arrastam há quase dois anos. A prefeitura prometeu, em 2014, apresentar, até dezembro passado, um projeto de lei municipal para regulamentar a resolução, por meio de projeto de lei enviado à câmara. Já estamos em maio de 2015 e até agora isso não aconteceu. Assim, o direito de greve ao servidor, embora garantido pela constituição federal, ainda não está regulamentado em lei específica. FOTOS: ARQUIVO Aposentados A cesta básica para os aposentados, até o nível ‘r’, também voltará à mesa de negociações, nos próximos dias. A prefeitura já havia prometido o benefício, mas depois o colocou na geladeira. Outros Também estarão na pauta as reivindicações do pessoal a serviço do programa ‘saúde da família’, demutran, cemitérios e oficiais administrativos, entre outros. Reivindicações da categoria saem do sindicato, passam pela prefeitura e câmara (quando necessário) e retornam ao funcionalismo em forma de conquistas PROTESTO Abaixo o ‘pl’ da terceirização da mão de obra Representando a Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), o presidente Fábio Pimentel e a diretoria do nosso Sindest participaram de protesto, em Cubatão, em 15 de maio, sexta-feira, contra o projeto de lei da terceirização. Estavam presentes a diretoria do Sindicato dos Químicos, em nome da Força Sindical, e representantes da UGT. Os sindicatos e centrais aproveitaram a presença do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, na cidade. Ele é um dos maiores incentivadores da nefasta medida. Última página FOTOS: ALEXANDRE CRUZ Ato público foi diante do escritório do centro das indústrias do estado de São Paulo (Ciesp), em Cubatão

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Jornal dos ESTATUTÁRIOS IMPOSTO Nº 16 – 15 MAIO 2015 - PÁGINA 2 Jornal do Sindest. Publicação do Sindicato dos Servidores Estatutários Municipais de Santos. Rua Monsenhor de Paula Rodrigues, 73, Vila Mathias, Santos, 13-3202-0880, contato@sindest.com.br , www.sindest.com.br . Presidente: Fábio Marcelo Pimentel. Diretor responsável: Rogério Catarino. Redação e edição: Paulo Esteves Passos, MTb 12.646, matrícula sindical 7588 SJSP. Colaborador: Mário Ribeiro, MTb 15.381 Diagramação: www.cassiobueno.com.br Impressão: Graficópias Nunes. 10 mil exemplares. Luta não sai barato As lutas sindicais não são baratas. A publicação de um edital na imprensa é cara. A edição, diagramação e impressão dos jornais e boletins do sindicato são mais custosas ainda. Pagar salário e encargo de funcionário, advogado, jornalista, profissional de saúde, limpeza, segurança do prédio, portaria e outros trabalhadores exige caixa. Tem ainda contas de energia elétrica, água, manutenções, equipamentos, suportes técnicos e uma infinidade de itens também necessários às lutas sindicais. O romantismo do sindicato mantido apenas pelas contribuições espontâneas não existe. Infelizmente, nem todos têm a consciência corporativa e de classe dos que se sindicalizam. Assim, a contribuição compulsória acaba sendo uma necessidade. Se o movimento sindical não tivesse esse recurso, as empresas, a mídia e os governos acabariam com ele em três tempos. Aos patrões, que no caso do funcionalismo são os governos, não interessa um sindicalismo forte, FACEBOOK Resultados das campanhas de database e de lutas por setor beneficiam todo o funcionalismo, independente da pessoa ser sindicalizada ou não pujante e batalhador. Ao contrário, para eles, quanto mais fraco, melhor. Nessa linha de raciocínio, defendemos aqui o imposto sindical que, neste ano, por determinação da Justiça, abrangeu todo o funcionalismo e não apenas os sindicalizados. Vale lembrar, porém, que se trata de um imposto determinado por legislação federal, baseada na constituição, e não fruto de ação da atual diretoria do sindicato. O sindicato soltou um boletim especial sobre o imposto, no começo do mês passado, e ainda há vários exemplares disponíveis, na sede, para quem quiser conhecer melhor o assunto. Infelizmente, um grupo de servidores, alguns por vontade própria e outros insuflados por divisionistas rancorosos, requereram restituição do valor correspondente ao tributo. A diretoria espera que essas pessoas reflitam sobre os benefícios que as lutas do sindicato trouxeram aos seus vencimentos. Benefícios dos quais, diga-se de passagem, ninguém abriu mão. YOUTUBE Para ter um sindicato forte, não podemos contar apenas com as mensalidades sindicais ‘Fanpage’, de vento em popa Há cerca de um ano, o sindicato iniciou suas atividades para o Facebook, com o perfil Sindest Santos. Como o crescimento foi muito lento, há dois meses começou a migração de informações para a ‘fanpage’, o que fez o trabalho nas mídias sociais triplicar. Já na primeira semana, tivemos quase mil curtidas. Estamos ainda longe de nosso objetivo, mas iniciamos o grande trabalho. A meta é, no segundo semestre, alcançarmos 2 mil servidores diariamente. https://www.facebook.com/sindest Para você, Sindest TV O sindicato desenvolveu mais uma alternativa de diálogo e comunicação com o servidor. É a TV Sindest, pelo Youtube, interligado às mídias sociais e ao nosso site. O diretor de comunicação, Rogério Catarino, acredita que, nos próximos meses, poderemos desenvolver diversos serviços por meio da nova mídia. “A cobertura da nossa ida a Brasília foi produzida em nosso canal do Youtube, compartilhado simultaneamente no nosso site e em nossa ‘fanpage’ no Facebook”. Alexandre Cruz, da assessoria de comunica- ção, produtor e editor, também enxerga um futuro promissor para a Sindest TV: “Em um ano, poderemos ter diversos programas”. “A programação será ligada ao bem-estar, ao direito e entretenimento, tudo produzido por nós e voltado exclusivamente para o desenvolvimento e crescimento da categoria”. Acesse: https://www.youtube.com/channel/UCQ -ZGhOQK0yqw7wevKJLiVw Ou digite TV Sindest na coluna de busca do Youtube PAULO PASSOS

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contato@sindest.com.br • www.sindest.com.br Rua Monsenhor de Paula Rodrigues, 73, Vila Mathias, Santos SINDICALIZE-SE 13-3202-0880 Jornal do ESTATUTÁRIOS Nº 16 – 15 MAIO 2015 - PÁGINA 3 PRESIDENTE Fábio reeleito FOTOS: PAULO PASSOS Posse marcada para 17 de junho, com mandato de cinco anos. Dos 42 diretores, nove são mulheres Diretoria eleita, comissão eleitoral e integrantes da Nova Central Sindical dos Trabalhadores, na noite da eleição A eleição foi finalizada, por aclamação, na noite de 15 de abril, uma quarta-feira, em assembleia da categoria. Apenas uma chapa estava inscrita. O processo eleitoral foi iniciado em dezembro de 2014. Conforme o parágrafo único do artigo 75 do estatuto do sindicato, quando se inscreve apenas uma chapa, o recolhimento de votos em urnas fica dispensado e a eleição ocorre por aclamação, em assembleia. O sindicato representa mais de 12 mil funcionários estatutários da prefeitura, suas autarquias, fundações e câmara municipal, além de aproximadamente 2 mil aposentados. Fábio Pimentel já foi presidente por três gestões. As duas primeiras, consecutivas, de 1992 a 1998, em dois mandatos de três anos cada. A terceira gestão foi de 2010 a 2015. O sindicalista foi fundador da entidade, sócio número 23, em 1989, e vice-presidente naquela primeira gestão, até 1992. Foi também eleito secretário-geral para a gestão de 1998 a 2001, mas se afastou em 1999. Projetos Fábio Pimentel espera “consolidar e ampliar as vitórias já alcançadas na atual gestão, principalmente os aumentos salariais acima da inflação conquistados pelo Sindest desde 2010”. Na campanha salarial de 2015, por exemplo, os estatutários de Santos conseguiram correção de 8% nos salários, uma das maiores da baixada santista e litoral até o momento. Além disso, o sindicalista destaca as correções nas grades salariais de várias funções, algumas chegando a 50%, como os enfermeiros. Essas campanhas específicas continuam em andamento. Fábio Marcelo Pimentel foi reeleito para o segundo mandato consecutivo como presidente do Sindest Especial Outro destaque apontado por Fábio é a luta pela aposentadoria especial, aos 25 anos de serviço, por insalubridade e risco no ambiente de trabalho e às pessoas com deficiência. Essa campanha foi lançada pelo Sindest há cerca de três anos, quando a diretoria iniciou entendimentos com a prefeitura para elaboração de projeto de lei. O projeto já está pronto, mas ainda não foi enviado á câmara de vereadores por encontrar impedimentos provocados pelo ministério da previdência social. A diretoria Além de Fábio, fazem parte da diretoria Ariovaldo Vasconcelos, Lenina Bento, Antônio Carlos Prado, José Antônio Ferreira, Pedro Rodrigues da Matta, Carlos Roberto dos Santos, Elaine Cristina Rodrigues, José Antônio de Lima, Rogério Catarino, Donizete Fabiano Ribeiro, Josias Aparecido da Silva, Carlos Alberto Reis Nobre, Viviane Santos de Carvalho, Manuel Lareu Pereiras, Maria Cristina Reis Motta, Ricardo Rocha Barrio. Cláudio Gaspar Cardoso, Eduardo Rodrigues, Arnaldo Tebecherane Haddad, Cláu- dio Roberto da Silva, Manuel Pereira de Almeida, Maria de Fatima Santos, Moacir Matias dos Santos, Janilton Resende, Cristiano Silva Souza, Hugo de Oliveira de Souza, Iraci Gomes de Aguiar, Paulo Sérgio Santos, Carlos Marcelo dos Santos Ribeiro, Vanilda Mastrodomênico Sobral, João Climaco Neto, Manoel Pereira dos Santos, Luiz Carlos dos Santos, Roberto Damásio Barbosa, Maria da Penha Amorim Santos, Ariovaldo Hortas, Edi Cléia Taibo Ribeiro Xisto, Cesar Pereira dos Santos, João Carlos Mendes, Rogério Cardoso, Roberto Fernandes de Freitas.

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Jornal dos ESTATUTÁRIOS ESPECIAL contato@sindest.com.br • www.sindest.com.br Rua Monsenhor de Paula Rodrigues, 73, Vila Mathias, Santos SINDICALIZE-SE 13-3202-0880 Nº 16 – 15 MAIO 2015 - PÁGINA 4 ‘Governo federal contra o servidor’ Fotos: Alexandre Cruz Fomos a Brasília acompanhados de um governo neoliberal, conversar com um governo progressista que nos disse ‘não’ Diretores Donizeti, Fábio, Ferreira, Rogério e Josias, em busca da aposentadoria especial para os servidores O governo federal investe contra a aposentadoria especial com integralidade e paridade aos servidores que ingressaram no serviço público até dezembro de 2003. A reclamação é do presidente do nosso sindicato, Fábio Marcelo Pimentel, que esteve em Brasília, entre 6 e 9 de abril, com outros diretores, tratando do assunto. Eles estiveram no gabinete do senador Paulo Paim (PT-RS), autor da proposta de emenda constitucional (pec) 54-2013, que prevê o benefício. Mas não gostaram das novidades. Ficaram sabendo, por exemplo, que o governo federal, por meio do senador Romero Jucá (PMDB-RR), apresentou a pec 56-2014, para anexar à de Paulo Paim, anulando a paridade. A integralidade e a paridade garantem a aposentadoria com os mesmos valores salariais do servidor em atividade, situação que o governo não aceita. “Trata-se manobra covarde e rasteira contra a proposta de um senador governamental reconhecidamente comprometido com os trabalhadores, que é Paulo Paim”, critica Fábio. Ele ouviu do parlamentar petista que não vinculará a ‘pec’ 56, alegando que isso seria “descaracterizar a ‘pec’ 54, em prejuízo de 10 mil servidores santistas e milhões de outros no Brasil”. Os sindicalistas conseguiram apoio à ‘pec’ de Paim da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e dos deputados Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) e Beto Mansur (PRB-SP). Também obtiveram compromissos dos deputados Chico Lopes (PCdo-CE), Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Orlando Silva (PCdoB-SP) e Paulo Tavares Papa (PSDB - SP). Mais apoios Por meio da confederação dos servidores públicos do Brasil (CSPB), a diretoria do Sindest continuará atuando, na capital federal, em defesa da ‘pec’ do senador petista. “É um belo exemplo do sindicato municipal de Santos. Ele mostra que podemos avançar na questão dos direitos previdenciários”, elogiou a diretora da CSPB Cinthia Rangel. O projeto, segundo os sindicalistas, tem apoio do prefeito santista, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), o que tornará mais fácil a adesão da bancada peessedebista no congresso nacional. “Aposentadoria especial não é prêmio”, diz Fábio Pimentel. “Aposentar-se por falta de saúde, por exercer atividade especial, não é desejo de ninguém”. Fábio Pimentel: ‘Perder a paridade e a integralidade salarial, nesse caso, é um castigo da legislação brasileira aos servidores. As dificuldades para regulamentação do projeto são resultado da política neoliberal adotada pelo governo, sobretudo neste segundo mandato da presidente Dilma’ “O governo aposta no corte de gastos sociais para reduzir custos, retirando direitos trabalhistas e poupando a elite econômica de sacrifícios no ajuste fiscal”, reclama o sindicalista. Para ele, “essa atitude revela profunda mudança estratégica e ideológica, incoerente com o que foi pregado na campanha eleitoral e com a história do PT, forjado no movimento sindical”. Os diretores que acompanharam Fábio a Brasília são Ariovaldo Vasconcelos, Donizete Fabiano, José Ferreira, Josias Aparecido e Rogério Catarino. O assessor, Alexandre Cruz. “Os diretores e o assessor foram importantes nas articulações com os parlamentares, em seus gabinetes, marcando reuniões e conversas simultâneas”, destaca o presidente. Em março Em 16 de março, os sindicalistas estiveram no Ministério da Previdência Social, também em Brasília, que não autorizou a concessão do benefício. A emenda de Paim está subscrita por 28 dos 81 senadores. Para o consultor jurídico do ministério, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, e o diretor do departamento de regimes de previdência, Narlon Gutierre Nogueira, a medida é inconstitucional. Eles receberam o secretário municipal de gestão, Fábio Alexandre Fernandes Ferraz, o presidente do Iprev (instituto de previdência dos servidores), Jorge Manuel de Souza Ferreira, e Fábio Pimentel. “Fomos a Brasília acompanhados de um governo neoliberal”, ironiza Fábio Pimentel, referindo-se à prefeitura santista do PSDB, “conversar com um governo progressista que nos disse ‘não’”. Segundo o sindicalista, a prefeitura concorda em elaborar legislação e mandá-la à Câmara, onde tem maioria, concedendo a aposentadoria especial com integralidade e paridade. Na audiência, os representantes ministeriais ameaçaram suspender o código de registro previdenciário (crp) da prefeitura, caso o prefeito elabore a legislação pretendida pelo sindicato. “Fomos lá discutir paridade e o governo diz que municípios nem podem legislar sobre isso”, diz Fábio Pimentel. “Nossa campanha junto ao executivo federal acabou. Por isso, fomos ao legislativo”. “Por sorte, o PT ainda tem alguns valorosos parlamentares conscientes do trabalhismo”, cutuca o sindicalista. “E Paulo Paim é um deles, com quem estaremos para organizar nossa luta”.

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contato@sindest.com.br • www.sindest.com.br Rua Monsenhor de Paula Rodrigues, 73, Vila Mathias, Santos SINDICALIZE-SE 13-3202-0880 Jornal do ESTATUTÁRIOS enormes prejuízos à população e, estejam certos, ao funcionalismo. Até o momento, segundo notícias recentes, 37 instituições de bons samaritanos, sem fins lucrativos, se interessaram pelo projeto neoliberal da prefeitura. Na área da saúde, duas têm a preferência do grupo que escolherá as vencedoras: uma certa Fundação ABC e a tam bém Fundação Lusíada. Al guém acredita, em sã consciência, que não visem lucro? Isso faz lembrar os defensores da terceirização, para quem os trabalhadores não serão prejudicados. Ora, a partir do momento em que terão dois patrões, já estarão no prejuízo. São inúmeras as denúncias de corrupção de lavagem de dinheiro nas organizações sociais espalhadas pelo Brasil. Se até a rede Globo, que não prima pela ética, repercute a denúncia, imagine o mostro que se cria. Quanto aos servidores, estaremos atentos a qualquer tipo de prejuízos que eventualmente venhamos a sofrer, além da óbvia restrição no mercado de Arquivo Nº 16 – 15 MAIO 2015 - PÁGINA 5 SAÚDE Servidor e população perdem com as OSs Problema exige ampla mobilização do funcionalismo em debate amplo e democrático O neoliberalismo é uma espécie de ideologia econômica que consiste no fortalecimento do setor privado e enfraquecimento do estado até em funções sociais como saúde, educação, segurança e outras. Entre seus incentivadores, tivemos elementos de triste lembrança na história recente da humanidade, como Augusto Pinochet, no Chile, Ronald Reagan, nos Estados Unidos, e Margaret Thatcher, no Reino Unido. O neoliberalismo é o pai da terceirização da mão de obra, das privatizações, da revogação de direitos trabalhistas e outras mazelas. No Brasil, teve sua alavanca em Collor de Mello. No mundo, foi responsável pela chamada ‘financeirização’, quando as transações e mercados financeiros ganham força no sistema econômico mundial, em detrimento da produção e consumo. Esse sistema obviamente reduziu a demanda de bens materiais, marginalizou a maior parte da população do planeta e resultou na crise econômica mundial de 2008 até os dias 12 MAIO atuais. A Europa já vem percebendo, há algum tempo, que o modelo neoliberal não interessa aos países do velho continente, mas o Brasil, como sempre, mostra-se atrasado e tosco em relação ao problema. O PSDB, que promoveu o maior escândalo de lesa-pátria de nossa história, com as privatizações nos dois governos de Fernando Henrique, é seu principal motor por aqui. Aliás, até o PT vem se tornando neoliberal. Como a nossa prefeitura agora é comandada pelo tucanato, nada mais natural que seu titular, Paulo Alexandre Barbo sa, queira incrementar esse modelo econômico ultrapassado na administração pública. Daí que ele deverá lançar, até o final de junho, os primeiros editais para contratar organizações sociais (OSs) interessadas em gerenciar equipamentos e serviços públicos de saúde e educação municipais. A diretoria do Sindest, de antemão, coloca-se contra essa política que, com certeza, trará Saúde e educação municipal correm sério risco de perder qualidade com as organizações sociais anunciadas pela prefeitura trabalho. O assunto é sério e o Sindest quer ouvir a categoria. Se colocarmos o bloco na rua contra a iniciativa, fazendo o estardalhaço que o fato merece, obviamente teremos a contrapartida. As várias negociações que o sindicato mantém com a prefeiHABITAÇÃO tura, beneficiando o funcionalismo de vários setores, poderão ser travadas em represália à nossa postura contra as OSs. Para isso não acontecer, será preciso uma ampla mobilização dos servidores, e não apenas meia dúzia de traques nas escadarias do paço municipal e galerias do legislativo. Viva o dia da enfermagem Projeto vai bem A diretoria do Sindest felicitou os enfermeiros, enfermeiras e demais profissionais da área, do serviço municipal de saúde, no dia internacional da categoria, 12 de maio, comemorado mundialmente desde 1965. A data, porém, foi oficializada pelo conselho internacional de enfermeiros apenas em 1974, para assinalar a importância dos serviços desses profissionais na sociedade. O dia foi escolhido por ser a data de aniversário de Florence Nightingale, considerada a ‘mãe’ da enfermagem moderna. Considerada inglesa, ela nasceu em Florença, Itália, daí o seu nome. Aos 17 anos, Florence, cristã anglicana, decidiu ser enfermeira por acreditar que atendia a um chamado de Deus para fazer enfermagem. Foi na guerra da Crimeia que ela ficou conhecida. O Reino Unido participou do conflito, entre 1853 e 1856, quando ela foi chamada de ‘dama da lâmpada’, que usava durante a noite para ajudar melhor os feridos. Florence fundou a primeira escola de enfermagem do mundo, na Inglaterra, em 1860. No Brasil, a data passou a ser comemorada em 1938, quando foi instituída por decreto do então presidente Getúlio Vargas. Santos Recentemente, após intensa luta da categoria, no Sindest, o prefeito Paulo Alexandre (PSDB) sancionou a lei muni cipal que aumentou os salários de 267 enfermeiros em 50%. A lei altera o plano de cargos, carreiras e vencimentos. Os enfermeiros, que estavam no nível ‘p’, com salário de R$ 2.714, passaram ao nível ‘q’, R$ 4.080, com acréscimo de R$ 1.365. A conquista é fruto de luta do sindicato assimilada pelo prefeito quando ainda estava em campanha eleitoral e assumiu esse compromisso com os profissionais de saúde. Uma servidora já foi contemplada no programa habitacional que o Sindest desenvolve há quatro anos. Por enquanto, conseguimos exclusividade em alguns apartamentos da Facciolli Imóveis, em São Vicente. Fotos: Alexandre Cruz Continua o cadastramento, exclusivo pra sindicalizados, também para imóveis em Santos. Informações de segunda a sexta-feira, das 8 as 12 e das 14 as 18 horas, com o diretor Carlos Nobre ou o assessor Alexandre Cruz. Fone 3202-0880

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Jornal dos ESTATUTÁRIOS A diretoria do Sindest acredita que não só as lutas reivindicatórias movem o sindicalismo. Desde sua posse, a direção do sindicato procura sempre o melhor para os associados e dependentes. Nossos convênios e parcerias, por exemplo, oferecem benefícios gratuitos e vários descontos em serviços essenciais. Isso certamente melhora a qualidade de vida do funcionalismo. Neste encarte especial, mostramos alguns desses convênios. Qualquer dúvida sobre os serviços que eles oferecem pode ser tirada com os diretores, na sede ou nos locais de trabalho. Nº 16 – 15 MAIO 2015 - PÁGINA 6 Conheça os convênios e parcerias do Sindest ÓTICAS - SAÚDE - ASSISTÊNCIA FAMILIAR A Nova Ocular 13-3384-6601 - 3304-6602 EDUCAÇÃO Consultório na Plano de assistência familiar. Gratuito para associados, cônjuges e filhos menores de 18 anos. Osan Gratuito para associados e dependentes. Sede do sindicato. www.unimonte.br 13-3228-2100 www.unisantos.br 13-3205-5555 www.treinasse.com.br 13-3232-9273 Farmácia de manipulação e homeopatia 13-3301-1304 Memorial Necrópole Ecumênica 13-3226-4900 • www.memorialcemiterio.com.br www.skinline.com.br 13-3252-4095 www.leao13.com.br 13-3231-1328 Aulas de Inglês Terça e quinta, das 18h30 às 19h30 horas. Sede do sindicato. Segunda e quarta-feira, das 8 às 9 horas.

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Jornal do SERVIÇOS ESTATUTÁRIOS Nº 16 – 15 MAIO 2015 - PÁGINA 7 BOX • ESPELHOS • VIDROS SINDICALIZE-SE FONE: 13 3202-0880 Rua Almeida de Morais, 172 Vila Mathias - Santos (13) 3877-5156 ID 957*6113 Use e abuse da nossa assessoria imobiliária Maquete de conjunto habitacional à mostra no corredor de entrada do sindicato contato@sindest.com.br www.sindest.com.br EDUCAÇÃO PRODUTOS DISPONÍVEIS Crédito imobiliário Cartão de crédito Empréstimo consignado Cheque especial Abertura de contas CDC salário Consórcio Unisanta, entre os nossos convênios O Sindest aguarda o desenrolar do processo 946-2014, relativo às condições de trabalho dos guias turísticos e recepcionistas bilíngues da secretaria de turismo. Os diretores do sindicato Pedro da Matta e Josias Aparecido se reuniram com um grupo desse segmento, em 23 de julho passado, e aprovaram uma pauta de negociações. Nessa reunião foi também formada uma comissão. Logo em seguida, protocolamos pedido de reunião com o secretário de turismo, Luiz Dias Guimarães, ocorrida cinco dias depois. Os diretores do sindicato e os integrantes da comissão perguntaram por que a prefeitura não pagava as horas extras referentes aos domingos e feriados. Mais: por que era proibido o ponto facultativo ao pessoal? E ainda por que as dependências do paço municipal não eram liberadas para os profissionais que trabalham nos finais de semana e feriados. Em 19 de agosto, o presidente do sindicato, Fábio Pimentel, acompanhou os diretores Pedro e Josias Aparecido, mais os funcionários André Cruz e Sheila Costa, em nova reunião com a prefeitura. SEGUROS PET Descontos para seguros automotivos, residenciais e de vida. Valdívia Seguros Pet Memorial www.memorialcemiterio.com.br 13-3226-4900 ADVOGADO CÍVEL E CRIMINAL

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Jornal dos ESTATUTÁRIOS ROUBADA DO FURTADO contato@sindest.com.br • www.sindest.com.br Rua Monsenhor de Paula Rodrigues, 73, Vila Mathias, Santos SINDICALIZE-SE 13-3202-0880 Nº 16 – 15 MAIO 2015 - PÁGINA 8 Adiado, de novo, julgamento da ação que revoga direito Sindest mantém diretoria e departamento jurídico acompanhando a tramitação do processo O julgamento da ação do ministério público estadual, para diminuir de 20% para 10% ao ano as incorporações salariais do funcionalismo municipal de Santos, foi novamente adiado. Desta vez, para 27 de maio. Essa foi a segunda transferência do julgamento, originalmente marcado para 29 de abril, quando foi adiado, para 13 de maio. Festa A ação foi proposta pelo ‘mp’, por meio do procurador Márcio Fernando Elias Rosa, a pedido do vereador Benedito Furtado (PSB), que acha “uma festa” os valores de algumas aposentadorias do funcionalismo. “Festa que ele mesmo, Furtado, ajudou a organizar”, rebate o presidente do nosso Sindest, Fábio Marcelo Pimentel. O sindicalista colocou o deCONTRA partamento jurídico, dois diretores e um assessor da entidade para acompanhar a tramitação do processo e critica o que chama de “demagogia retardada” do parlamentar. “Furtado foi um dos responsáveis pela organização dessa festa que hoje tanto critica”, dispara Fábio Pimentel. “Ele e os ex-prefeitos Telma de Souza e David Capistrano”, ambos do PT. Segundo o sindicalista, Furtado aprovou a criação de 200 cargos em comissão pela administração petista, em 1989, que ele apoiava como vereador da bancada situacionista. Barganha “Antes, não havia esses cargos”, lembra Fábio. “O que havia eram funções gratificadas, conhecidas por ‘fg’. Em troca, a prefeita sancionou lei aumentando de um para três os assessores da vereança”. “Em 1995, já no governo de David Capistrano, Furtado apoiou um plano de carreira que elevou em até 200% os salários dos cargos comissionados criados por Telma”, destaca o sindicalista. Fábio lembra que, naquele ano, o funcionalismo fez uma greve de 35 dias contra a medida, que, segundo ele, era prejudicial ao conjunto da categoria. “Mas venceu a vontade da administração, em conluio com Furtado e os demais vereadores. Chegamos a patrocinar ações judiciais contra a medida, mas não adiantou”. “Portanto, esses salários agora denunciados por Furtado como ‘festa’ são resultados também de sua atividade legislativa. Hoje, demagogicamente, ele critica o que promoveu. Vai entender!”. Ele já foi ótimo sindicalista portuário, mas agora se coloca contra o funcionalismo Acompanhamento Os diretores do Sindest Pedro Rodrigues da Mata e José Antônio de Lima foram ao pa lácio da justiça, do TJSP, na capital paulista, acompanhados da advogada Ana Lúcia Reis e do assessor Alexandre Cruz. A advogada explica a ação direta de inconstitucionalidade (2199841-54.2014.8.26.0000) é julgada em órgão especial de direito público. Terceirizar é explorar a família trabalhadora O presidente da federação das indústrias do estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, diz por aí que os trabalhadores são favoráveis ao projeto de lei da terceirização. Quem é esse sujeito para falar em nome dos assalariados? Quando muito, e olhe lá, pode falar em nome dos industriais. Mesmo assim, vários não estão nada contentes com ele. Para deixar claro que ele não representa trabalhador, o movimento sindical foi recebê-lo, em 15 de maio, sexta-feira, em Cubatão, no escritório do centro das indústrias de São Paulo (Ciesp). Com faixas, cartazes, panfletos, carros de som e banda de música, os sindicalistas presentes se colocaram frontalmente contra o projeto de lei, que agora tramita no senado. Fomos lá para deixar bem claro, a Paulo Skaf, que não defendemos, como eles, perda salarial, direitos trabalhistas e segurança. Fomos denunciar suas mentiras. Aproveitamos para fazer propaganda do dia nacional de lutas contra a terceirização, programado para 29 de maio, em todo o país. A ideia é preparar uma grande greve geral contra a medida. Os protestos englobam também as famigeradas medidas Fotos: Alexandre Cruz Sindest e NCST presentes no ato público contra a terceirização, em Cubatão provisórias 664 e 665, do chamado ajuste fiscal, que dificultam o acesso a direitos previdenciários. Quanto à terceirização, foram distribuídos tabloides falando que ela implicará em redução de salários, impunidade das empresas, jornada de trabalho maior e menos empregos. A medida facilitará o trabalho escravo no país, aumentará os acidentes de trabalho, colocará em risco as aposentadorias e fortalecerá o empresariado nas relações de trabalho. Os jornais mostram ainda fotos, nomes e e-mails dos deputados federais da região que votaram a favor do ‘pl’: Beto Mansur (PRB), João Paulo Papa (PSDB), Bruno Covas (PSDB) e Marcelo Squassoni (PRB). Arquivo

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