Fomos Combatentes Nº2

 

Embed or link this publication

Description

Ex-Combatentes

Popular Pages


p. 1

Nº 2 Publicação Trimestral l Preço 7.50€ Faleceu o General Augusto Espírito Santo Se gu nd Edição Especial Eventos de Ex-Combatentes de Norte a Sul do País a Ed i çã o

[close]

p. 2



[close]

p. 3

Fomos Combatentes EDITORIAL “QUANDO O HOMEM SONHA...” S enhoras e Senhores, Combatentes, Camaradas e Companheiros, embora sabendo que existem “n” ESCRITOS sobre a Guerra do Ultramar e que são muitos e diversificados: livros, páginas na internet, blogs, etc, quero apenas mencionar que apesar de haver muita literatura sobre o assunto, na minha perspectva tudo, ou quase tudo, é sempre sobre uma facção única, seja ela um Pelotão, uma Companhia, um Batalhão, até uma Especialidade, ou mesmo um ramo das Forcas Armadas. Não existe nada global, um meio de comunicação que fale a uma só voz e englobe tudo o que esteve de uma ou outra forma envolvido na GUERRA ULTRAMARINA. Sonhamos com este assunto, mas como fazê-lo? Os obstáculos eram muitos e alguns quase intransponíveis. Para onde quer que nos virássemos, só víamos dificuldades, até que um dia deitámos mão daquele provérbio do povo “QUEM CASA NÃO PENSA E QUEM PENSA NÃO CASA”. Como já casámos duas vezes e continuamos solteiros, achámos por bem deixar de pensar, iniciar a AVENTURA, e navegar “à vista”. Sim, não tem sido fácil. Sim, temos encontrado vários obstaculos. Sim, estamos atrasados com o nosso trabalho. Sim, vamos em frente. SIM, VAMOS “LEVAR A CARTA A GARCIA”. È um facto - não temos a certeza de que “Garcia” vai cumprir, ou pelo menos tentar, com todas as recomendações que a carta transcreve, mas daqui a alguns anos esperamos estar aqui para escrever um outro EDITORIAL, dizendo-vos se isso aconteceu ou não. De acordo com alguma informação que nos foi possível recolher, existe um número substancial, acima do meio milhão, de EX-COMBATENTES VIVOS, e uma boa centena de milhar deles razoavelmente bem na vida. Será que não conseguimos 5000 para assinar esta revista, que tem o objectivo de os manter, através da escrita, em contacto uns com os outros, e se possível com todos? Se este objectivo não for alcançado, isso não mostra que falhámos, mas sim que os EX-COMBATENTES de facto não quiseram que este seu orgão de comunicação se mantenha vivo e palpável - este, que acreditamos não ser um orgão de comunicação “qualquer” que escreve abstratamente sobre os Ex-COMBATENTES, mas sim uma revista que assiste aos vossos eventos e vos preserva a memória com imagens reais vossas, com os vossos amigos, com as vossas famílias, as quais podem ver, reviver, e falar de quando lá estiveram, com quem estiveram e até as conversações que mantiveram. Como mencionado acima, não seremos nós a falhar! (…) o Editor, Alves da Cunha ÍNDICE 4 Cantinho do Leitor 6 Necrologia - Homenagem ao General Espírito Santo 8 Necrologia Eventos 10 Associação de Fuzileiros, 24º Curso de Formatura 12 Batalhão de Caçadores 1906 14 Companhia de Caçadores 2469 16 Associação de Especialistas da Força Aérea 18 1º C. Artilharia do B. Artilharia 6222 20 Companhia de Construções 440 22 Companhia de Caçadores 1804 24 Companhia de Caçadores 2700 26 Batalhão de Cavalaria 1928 28 Batalhão de Caçadores 5012 30 Batalhão de Caçadores 4518 32 Polícia de Segurança Pública 34 C.C.S. do Batalhão de Caçadores 2930 36 Companhia de Caçadores 1589 38 Companhia de Caçadores 3518 40 Companhia de Artilharia 2388 42 Companhia de Caçadores 2457 44 Companhia de Caçadores 2590 46 Companhia de Cavalaria 1483 48 C.O.M. de Artilharia 1960/61 50 Natal Inter-Núcleos Liga dos Combatentes FICHA TÉCNICA Propriedade e Edição Alves da Cunha NIPC 255 122 489 Rua da Conceição da Glória, 55 R/C 1250-080 Lisboa Contactos Tel. 210 997 559 | 218 056 009 Tm. 916 260 207 | 934 557 482 fomoscombatentes@gmail.com DIrector: Alves da Cunha ( augustoalvesdacunha@gmail.com ) Sub-Director: Aníbal Cunha ( anibalcunha@gmail.com ) Controle Financeiro e Coordenação: Glória Aguiar e Maria Marques Composição Gráfica: Tiago Sá, Tiago Rodrigues Fotografia: Rui Zabelo, João Braz, João Torres, Joana Rodrigues, Ricardo Baltazar, Tiago Rodrigues, Maria Leonardo, José Palhinha, Sérgio Martins, Joana Jesus, Rui Freire, Andreia Fonseca, Rui Freire, Carlos Silva, Vítor Gonçalves, António RIbeiro, Tiago Sá Pré-Impressão e Impressão Gráfica \ REGISET Comunicação e Artes Gráficas Periocidade Trimestral / Tiragem 5000 exemplares 2014 . Nº 3 . FOMOS COMBATENTES . 3

[close]

p. 4

Fomos Combatentes CANTINHO DO LEITOR Rogério dos Santos, Fuzileiros Especial em pleno Teatro Operacional / Moçambique: Lago-Niassa, 1969 “A DOR DA NAÇÃO QUE ABRIL NÃO CANTOU” Abril é sempre Abril. Abril não é apenas o libertar Das almas acorrentadas e amordaçadas Às torturas das prisões É também o luto da nação Chorando seus filhos Tombados em terra queimada Guardiões da bandeira Que no heróico cumprimento do dever Honraram a ditosa Pátria amada. Abril é também O renascer da esperança É o hino p’rá liberdade São ventos de bonança Com marés de gente a vibrar Em brados de alegria Rosto de criança a brilhar Enlevo de fantasia Tempo de paz para amar. Abril é chama viva em folia É a revolução do povo É o cantar do poeta na alegria Que em forma de poesia Nos ilustra um país novo Ao nascer de um novo dia. Abril é dar voz aos injustiçados Abril são todos Os que serviram a pátria São os que abriram As portas de abril E lutaram contra O antigo regime São todos os que deram as mãos De contentamento e alegria Pelo fim da ditadura E o nascer da democracia. Abril, são os lenços a acenar No adeus do cais à despedida São lágrimas no rosto a rolar Numa dor incontida São os desesperos das mães Regresso de filhos sem vida. Abril és tu irmão camarada Que no mato traiçoeiro Por penas aplicadas E não cometidas Prepotentes perversos atrevidos Que no incriminar sem conceito A uma defesa arbitral Gente decerto anormal Que negam os direitos Aos oprimidos Como se nos seus cruéis corações Abril não tivesse nascido Abril é o revelar da vergonha De relatos em factos reais Noites de autêntico terror Vividos nalguns hospitais Do nojo à falta de higiene Que aos doentes horrorizava Batalhões de repugnantes percevejos Que sem dó nem piedade A todos o sangue sugavam Vela por mim Das metralhas sem razão Como foices ceifando capim. 4 2014 . Nº 2 . FOMOS COMBATENTES .

[close]

p. 5

Fomos Combatentes CANTINHO DO LEITOR Legião de vampiros Que em comunhão habitavam Na incorporação dos reponsáveis Todas as noites atacavam. Abril é a Histórica manifestação Dos deficientes / mutilados Abandonados pelo estado Mesmo após a revolução Estes valorosos militares Que sem armas na mão E na voz a razão Marcham na firmeza de conceitos São a dor da nação Na luta de plenos direitos. Abril é também o calar das almas E do arrear da bandeira É o regresso à pátria amada Ao seio da querida família É o conforto do lar No bom cheiro da chouriça assada No calor da brasa a crepitar Rogério dos Santos Abril é a voz da razão Daqueles que não se calaram É o troar do canhão Em selva de mata cerrada É a agonia da morte De um amigo camarada É um não à condecoração Já me chega o peso da farda E do famoso néctar reservado Para gargantas refrescar Por entre lágrimas e gargalhadas De franca e fraterna alegria Na certeza de podermos caminhar Sem receio das picadas minadas Ou o medo das emboscadas Que muitas vidas ceifou Para um grito de revolta Gritar bem alto Viva a liberdade...Viva a liberdade A merda da guerra Acabou. Desembarque do 12º Destacamento de Fuzileiros Especiais 2014 . Nº 2 . FOMOS COMBATENTES . 5

[close]

p. 6

Fomos Combatentes NECROLOGIA I Homenagem ao General Espírito Santo Homenagem ao General Espírito Santo A lei da Morte libertou para os céus mais um, dos melhores que a Pátria já teve. Alguém cujo nome é reconhecido por todos nós, e pelos melhores motivos. O seu nome, Gabriel Augusto do Espírito Santo, natural de Bragança, veio ao mundo a 8 de Outubro de 1935 e deixou-o a 17 de Outubro de 2014. Podiam escrever-se vários volumes sobre os contributos do General Espírito Santo à nossa Pátria, mas resumindo aqui, para aqueles que possivelmente pouco saibam sobre este homem, destacamos os cargos de Representante Militar Permanente de Portugal do Comité Militar da NATO, o de ViceChefe de Estado-Maior do Exército, o de Chefe do Estado-Maior do Exército e o de Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas. Foi ainda agraciado com algumas das mais altas distinções, das quais destacamos a Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada e a GrãCruz da Ordem Militar de Avis. No percurso da sua vida, o General Espírito Santo tocou vários corações, moldou vidas, fez Homens. Ao deixar-nos, deixou para trás todos estes corações devotos, que agora, olham com gratidão pela passagem e influência de Gabriel Espírito Santo nas suas vidas. Exemplo são os seus pupilos do Curso de Oficiais Milicianos de Artilharia, da Escola Prática de Vendas Novas, nos anos de 1960 e 61. Este grupo, ainda hoje unido e representado pelo nosso muito amigo e camarada Ãngelo Vidal Correia, entrou em contacto com a Fomos Combatentes, imediatamente após a publicação da notícia do falecimento do General, requisitando-nos a publicação da Homenagem colectiva do C.O.M. 60/61 ao seu mui querido Mentor. É uma honra e um orgulho para a Revista Fomos Combatentes atender a este pedido. Transcrevemos então aqui, integralmente, a Homenagem e mostramos ainda algumas imagens da cerimónia de enterro. “ A nossa Homenagem a Sua Excelência o Senhor General Gabriel Espírito Santo inexorável morte levou consigo mais um Homem que na sua rápida passagem pela terra deixou atrás de si um fulgurante rasto. Homens como este, quer pela sua inteireza de carácter, quer pela sua beleza moral, são raros nos dias em que vivemos. Pela ideia e pelo sangue fez este Homem jus ao Portugal que o viu nascer. A sua inteligência lúcida em perfeita consonância com o seu ser e o seu carácter de Português, Transmontano de nascimento e raça, equilibravam o seu porte de indiscutivel aprumo. Onde eles estivesse, fosse em paz ou em guerra, desempenhando as múltiplas funções de elevada resposabilidade que lhe foram confiadas ao longo da sua brilhante carreira, o amor à Pátria e à Família, que educou nos moldes que a si, pelos seus maiores, lhe foram transmitidos, a amizade que dedicava aos seus Amigos e o cumprimento do A dever, estiveram sempre à frente e acima, muito à frente e muito acima das suas conveniências pessoais. Se a tudo isto acrescentarmos o que fez pela Pátria que serviu, a nossa admiração cresce e avoluma-se na razão oposta do desgosto que a sua perda nos causa. E menos um, dos maiores e mais valiosos, dos que fazem falta, dos que são raros... diríamos mesmo, dos insubstituíveis. Conhecemo-lo, corria o ano de 1960, ainda Tenente, instrutor de um pelotão de Cadetes Milicianos de Artilharia de Campanha na Escola Prática, em Vendas Novas. Formou aí Oficiais que, 1961/62 e mais tarde, combateram na Guerra do Ultramar. Revelou-se-nos aí, tal como foi durante toda a sua vida: um militar brioso, competente, responsável e interessado ao pormenor, por aqueles que instruía e comandava. 6 2014 . Nº 2 . FOMOS COMBATENTES .

[close]

p. 7

Fomos Combatentes Homenagem ao General Espírito Santo I NECROLOGIA Desde então nunca mais nos abandonou, quer coletiva, quer individualmente. A sua disponibilidade permanente e incondicional para com os “seus Cadeites” manteve-se até ao fim da sua vida. Soube ser um Camarada d’Armas, um militar da cabeça aos pes, um grande Amigo, enfim, um grande Homem, de uma enorme alma. Devemos-lhe muito, para além de o recordarmos com admiração e, felizmente, muitos de nós, tivemos ocasião de lho manifestar enquanto esteve entre nós. Resta-nos a saudade e o podermos recordá-lo com imensa gratidão. Certamente não terá deixado a sua Mulher e aos Filhos e Netos maior fortuna que não seja a de o lembrarem como Marido, como Pai e como Avô, em cujo exempplo se podem justificadamente rever. Deixou-lhes, para além disso, de incomensurável valia, a sua honrada espada e as merecidas condecorações com que foi galardoado e que atestam o seu enorme mérito como Homem e como Militar. Espada essa que não saiu da baínha senão na defesa dos valores Pátrios aos quais, ainda muito novo, jurou fidelidade e que sempre defendeu até às últimas consequências. Podem os seus Filhos e Netos beijá-la com muito amor e orgulho, estreitando-a contra o peito, como reflexo da alma do seu Pai e do seu Avô. Permitam-nos que o façamos também nós, os “seus Cadetes”, por tudo quanto dele recebemos. “ Ãngelo Vidal Correia 2014 . Nº 2 . FOMOS COMBATENTES . 7

[close]

p. 8

Fomos Combatentes NECROLOGIA E stimados assinantes e leitores da revista “Fomos Combatentes”, informamos que a nossa revista tem em permanência esta área de Necrologia, para divulgação e homenagem daqueles combatentes que “SE VÃO DA LEI DA MORTE LIBERTANDO”. Necessitamos que nos informem do nome, data de nascimento, data de passagem para o além, se possível uma foto e também o noma da unidade onde serviu. Assim todos podem identificar a pessoas que pretendemos homenagear, se assim for conveniente. Júlio Pereira Natural de Ourém Pertenceu à Companhia de Cavalaria 779, do Batalhão de Cavalaria 782 “Para Diante” Serviu a Pátria da Região Militar de Angola, entre 1965 e 1967 Faleceu a 28/9/2014 Comandante Guilherme Alpoim Calvão Natural de Chaves, nascido a 6/1/1937 Detentor das mais altas condecorações de Portugal, conquistadas ao longo de 18 anos de serviço à Pátria como Oficial da Marinha Portuguesa. Destacamos as seguintes condecorações: Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, L  ealdade e Mérito, com Palma (Grau Oficial); Medalha Militar de Ouro de Valor Militar, com Palma; Ordem Militar de Avis (Grau Cavaleiro); Ordem do Infante D. Henrique; Medalha Militar de Prata de Comportamento E  xemplar Faleceu a 30/9/14 João Manuel G. Condeço Natural de Arraiolos, nascido a 13/2/1945 Pertenceu à Companhia Caçadores 2527 “Nunca Tão Poucos Valeram Tanto” Serviu a Pátria da Região Militar da Guiné, entre 1969 e 1971 Faleceu a 25/10/2014 8 2014 . Nº 2 . FOMOS COMBATENTES .

[close]

p. 9

12apostolos Agência Funerária “ O tempo é a essência oculta da vida; é a própria vida em todo o seu percurso. ” Os nossos serviços: ◊◊ ◊◊ ◊◊ ◊◊ ◊◊ ◊◊ ◊◊ Auto Fúnebre Serviço Cemitério Cremação Exumação Tanatopraxia e Tanatoestética Florista Necrologia Preços Especiais para Pára-Quedistas Avenida Independência Colónias 24-B 2900-406 Setúbal www.funeraria12apostolos.pt Telefone: 265 23 46 58 Telemóvel: 961 28 52 80

[close]

p. 10

Fomos Combatentes EVENTOS l Associação de Fuzileiros, 24º Curso de Formatura 40º Aniversário do 24º Curso de Formação de Oficiais da Reserva Naval Barreiro 22.02.2014 F oi há 40 anos, em 1974, que se deu inicio ao 24º Curso de Formação de Oficiais: é uma efeméride que não podia deixar-se passar em branco. Ao invés, planeou-se uma celebração em grande, perfeita para o início da temporada de cobertura de eventos da equipa Fomos Combatentes. O grupo reuniu-se pela manhã: uma manhã nublada mas curiosamente com muita luz. O ponto de encontro foi na Escola de Fuzileiros do Barreiro. Os camaradas foram chegando, alegres e bem dispostos, cumprimentandose calorosamente. Mas antes de começarem a transformarem-se em rapazes de 20 anos novamente, há-que tratar das formalidades primeiro: houve cerimónias, presididas pelo pessoal da Escola. Houve a deposição de uma coroa de flores e a inauguração de uma placa comemorativa no mural de honra, ficando assim cimentada para toda a posterioridade a passagem deste 24º curso. Ainda era cedo, e, portanto, antes do almoço ainda havia agendada uma visita ao Museu do Fuzileiro - o mínimo que temos a dizer é que é francamente impressionante e recomendamo-lo vivamente a todos os que por acaso estiverem na área do Barreiro. A fome já apertava, então rumou-se para o restaurante da Associação de Fuzileiros, onde os esperava excelentes momentos de convívio e nostalgia. O convívio durou até muito tarde e os senhores Oficiais mantiveram-se firmes ate ao final. Houve muitas e diversificadas conversações, outras tantas boas disposiçoes e ainda aqui e ali um boa gargalhada que surgia sempre que alguem mais desinibido dizia algo que agradava a todos. Foi um privilegio ter tido a oportunidade de estar presente neste evento. Esperamos ter deixado boa impressão e que sejamos bem vindos sempre que haja essa oportunidade. 10 2014 . Nº 2 . FOMOS COMBATENTES .

[close]

p. 11

Fomos Combatentes Associação de Fuzileiros, 24º Curso de Formatura l EVENTOS 2014 . Nº 2 . FOMOS COMBATENTES . 11

[close]

p. 12

Fomos Combatentes EVENTOS l Batalhão de Caçadores 1906 Encontro dos Ex-Combatentes do Batalhão de Caçadores 1906 (Moçambique 67/69) Fátima 08.03.2014 O Batalhão de Caçadores 1906, saído do RI 15 de Tomar, embarcou a 4 de Fevereiro de 1967 em direcção em Nacala, onde desembarcou um mês depois. As três companhias que o constituíam foram distribuídas pelo Sector E: a Companhia de Caçadores 1653 foi colocada em Mecula; a 1655 em Candulo; a 1654 foi reforçar o Batalhão de Artilharia 1893 em Maúa até Setembro do mesmo ano, altura em que regressou à subordinação do Batalão de Caçadores 1906, sendo colocada em Nantuengo. Em Fevereiro de 1968, o Batalhão foi transferido para o Sector F, na região de Tete, ficando as três companhias colocadas em Muze, Zambué e Fingoé. Um ano depois a comissão chega ao fim e, a 5 de Fevereiro de 1969, o Batalhão embarca para o regresso à Pátria. Assim, 45 anos depois, este Batalhão volta a encontrar-se, graças aos senhores Álvaro Matos, José Campos e António Teixeira Bilhó, que tomaram para si a tarefa hercúlea de reunir as três companhias para um fim de semana muito preenchido de reencontro, memórias, nostalgias, várias actividades e muito boa disposição. No primeiro dia, sábado, marcou-se o encontro para as 16:30, no Hotel São Nuno, em Fátima, onde os convivas pernoitariam mais tarde. Após os normais rituais de reencontro, houve uma visita guiada à Adega Joaquim d’Avó. Seguiu-se um farto lanche, que foi dedicado à memória do camarada José Graça. Houve vários petiscos regionais e muita animação musical, com as concertinas a “abanar” o pessoal. Ainda mal se digeria o lanche, já estavamos na hora de jantar! Este foi em grande: Sopa Juliana, Arroz de peixe, Bifinhos au Champignon, etc. Para terminar este primeiro dia em grande houve comédia Stand-up e ainda ilusionismo pelo “Mágico ABC”. Os convivas foramse retirando para os seus quartos para repôr energias para o dia seguinte. O pequeno-almoço foi no hotel e o pessoal ficou à sua vontade, na cavaqueira ou passeando, até às 11 horas, altura em que haveria a missa na capela do hotel, que teve a participação do coral da Irmãs Franciscanas. Às 13 horas começou o almoço que, à semelhança do jantar, foi um verdadeiro banquete: Canja, Bacalhau à casa, Lombo estufado, vinhos vários. Houve ainda o momento clássico do corte do bolo e toda a gente bebeu um espumante, celebrando mais um excelente encontro e fazendo votos de que o Batalhão 1906 se permaneça unido por muitos e longos anos! 12 2014 . Nº 2 . FOMOS COMBATENTES .

[close]

p. 13

Fomos Combatentes Batalhão de Caçadores 1906 l EVENTOS 2014 . Nº 2 . FOMOS COMBATENTES . 13

[close]

p. 14

Fomos Combatentes EVENTOS l Companhia de Caçadores 2469 18º Convívio da Companhia de Caçadores 2469 Arouca 08.03.2014 C hegou, a 22 de Março deste ano, a altura do 18º convívio da Companhia de Caçadores 2469, do Batalhão de Caçadores 2862. Foi há 45 anos antes (45 e dois meses, para ser mais preciso) que se encontraram todos no “Niassa”, a caminho de Lourenço Marques. Desta vez o encontro foi em Arouca. Os combatentes concentraram-se em frente ao belo Mosteiro de Santa Maria a partir das 10 da manhã e seguiram para o Monumento aos Heróis da Guerra do Ultramar, pois faziam questão de relembrar e homenagear todos aqueles que, como eles, deram o sangue pela Pátria. Após a curta mas muito sentida cerimónia e deposição da coroa de flores, seguiu-se ainda a missa, no Mosteiro, dedicada aos seus camaradas que tombaram no campo de batalha. Seguidamente rumou-se ao Hotel S. Pedro, onde já os esperava uns bons petiscos e aperitivos. O almoço começou pelas 13 horas, com música ao vivo e até dançarinos, do grupo “Os churrasqueiros do Marquês”! O “pitéu” de destaque, foi a típica Vitela Arouquesa com carne de porco.Entre abraços e conversa, o convívio extendeu-se pela tarde dentro, terminando com o já normal bolo comemorativo e um excelente champagne. 14 2014 . Nº 2 . FOMOS COMBATENTES .

[close]

p. 15

Fomos Combatentes Companhia de Caçadores 2469 l EVENTOS 2014 . Nº 2 . FOMOS COMBATENTES . 15

[close]

Comments

no comments yet