Imprensa Sindical 115

 

Embed or link this publication

Description

Jornal Imprensa Sindical - Edição nº 115

Popular Pages


p. 1

ANO XIII | 115a EDIÇÃO Trabalhador terá ato unificado contra a terceirização trabalho e dos movimentos populares, entre elas, o repúdio ao projeto que amplia ilimitadamente a terceirização no Brasil, e o combate à nova tentativa dos setores mais reacionários da sociedade brasileira de aprovarem a redução da maioridade penal. Na capital paulista, a tradicional comemoração será no Vale do Anhangabaú, região central, e terá PAULINHO DA FORÇA-SP IMPRENSA SINDICAL MAIO/2015 //As centrais sindicais CTB, CUT e Intersindical, junto aos movimentos sociais, já se preparam para o grande ato de celebração do 1º de maio, Dia Mundial do Trabalhador, que este ano será mobilizado em defesa da democracia, da Petrobras, dos direitos sociais e trabalhistas e pela reforma política democrática. A festa do trabalhador irá reunir bandeiras importantes do mundo do AÉCIO NEVES início às 10 horas com um ato ecumênico, ao qual se seguirá o ato político com a participação de dirigentes sindicais, líderes partidários e representantes dos movimentos sociais. À tarde, a partir das 13 horas se inicia o ato cultural, com shows de diversos artistas, entre eles Rappin Hood, Thobias da Vai Vai, Leci Brandão e Alceu Valença. “Este ano, os trabalhadores vão comemorar fazenSÃO PAULO do do 1º de maio o seu ato de luta!”, diz o diretor executivo da CTB, Eduardo Navarro. E, de fato, a data este ano vem carregada de simbolismo, uma vez que paira perigosamente no ar a ameaça de perda de direitos constitucionalmente assegurados caso sejam aprovados na Câmara as medidas provisórias trabalhistas (MPs 664 e 665) e o PL4330. Geraldo Alckmin, governador de São Paulo Presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, apresenta propostas para aprimorar o sistema polí-tico brasileiro Página 3 Senador Aécio Neves (PSDB) - MG Para entender o projeto da terceirização Página 16 Paulinho da Força, deputado federal e presidente nacional do Solidariedade Dourado ganha estação de tratamento de esgoto Página 8 JOSÉ SERRA-SP CUT-SP LU ALCKMIN Senado aprova projeto de voto distrital de Serra Página 9 Senador José Serra-SP SECOVI-SP Enquanto o PL 4330 não for a nocaute, CUT baterá no projeto, indica Vagner Página 4 Vagner Freitas, presidente da CUT-SP Presidente do FUSSESP conhece os novos alunos de Corte e Costura e Modelagem da Unidade São João Página 9 FORÇA SINDICAL-SP SINDUSCON - SP Ministro Gilberto Kassab diz que o Minha Casa, Minha Vida passará por mudanças estruturais Página 14 Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP Página 6 Nossa posição é a mais correta Terceirizar não significa necessariamente precarizar Página 6 Miguel Torres, presidente da Força Sindical SINDIQUÍMICA-BA José Romeu Ferraz Neto, presidente do Sinduscon-SP ITUIUTABA-MG AEROVIÁRIOS-SP BRASIL, O PAÍS DOS IMPOSTOS! Página 11 Reginaldo Alves de Souza, Mandú, presidente do SAESP Foto: Fábio Nunes Teixeira/Prefeitura Guarulhos Sindiquímica participa de mobilizações e protestos na Bahia contra o PL 4330 da terceirização Página 16 Luiz Pedro, prefeito de Ituiutaba/MG RIO GRANDE DO SUL Índice de asfaltamento em Ituiutaba deve chegar próximo de 100% Página 11 GUARULHOS-SP PERNAMBUCO PARÁ Prefeito de Guarulhos, Sebastião Almeida SÃO PAULO-SP Incentivos fiscais garantem empregos e atraem investimentos para Guarulhos Página 5 Governador da Pernambuco, Paulo Câmara JADER BARBALHO Patrimônio Cultural do Estado, Forte de Tamandaré, será totalmente requalificado Página 5 Tesouro do Estado repassa R$ 16,5 milhões a 113 hospitais no RS Página 7 Governador do RS, José Ivo Sartori BAHIA Governador do Estado do Pará, Simão Jatene Governo garante piso e aula suplementar com remuneração que supera R$5,5 mil Página 7 GRÁFICOS-SP Prefeitura investe em ações para conscientização ambiental Página 10 Jader quer Pedral e Ferrovia em programa federal Fernando Haddad, prefeito de São Paulo Página 15 Estação do metrô em Bom Juá beneficia 70 mil soteropolitanos Senador Jader Barbalho (PMDB) 1° de Maio Página 16 Governador da Bahia, Rui Costa José Alexandre da Silva (Gaúcho), Diretor do Sindicato dos Gráficos de São Paulo Página 15 Anuncie no IMPRENSA SINDICAL (11) 3666-1159 99900-0010 95762-9704

[close]

p. 2

Opinião //por Clemente Ganz Lúcio e Patrícia Lino Costa IMPRENSA SINDICAL // MAIO/2015 // PÁGINA 2 Editorial //O jornal Imprensa Sindical parabeniza o trabalhador pelo seu dia. É o trabalhador que move o mundo da economia e da sociedade. Sem trabalho nada acontece. Empresários e patrões em geral devem tudo o que têm aos trabalhadores. Sem eles suas empresas, suas fortunas, o conforto que podem oferecer a suas famílias não seria possível. Por tudo isso, é justo que, empresas amigas do trabalhador trate-os com respeito e dignidade, oferecendo-lhes benefícios que se estendam a suas famílias, como plano de saúde decente, participação nos lucros, e que atendam às leis trabalhistas, regidas pela CLT. Sabemos que há muitos empresários que se preocupam com o bem estar do trabalhador e sua família, pois compreendem que um trabalhador saudável, respeitado e com condições de prover o sustento de sua família é um trabalhador muito mais produtivo; porém também sabemos que são minoria. A organização dos trabalhadores para fazer valer seus direitos é necessária frente ao capital, que é poderoso, capaz de comprar arbitrariedades. O mundo do capital muda velozmente com as novas tecnologias, que interferem diretamente na organização do trabalho e de postos de trabalho. O trabalhador têm acompanhado essas mudanças com uma adaptação, também muito rápida, ao novo sistema de produção das empresas. Ele vem superando os desafios do mercado. Parabéns trabalhador pelo seu dia!!! Agradecemos a todos os anunciantes pela contribuição e aos que colaboraram com matérias para o enriquecimento do conteúdo do jornal IMPRENSA SINDICAL. É preciso avançar nos espaços de poder para chegar à equidade de gênero Em meio a muitas adversidades enfrentadas no dia-a-dia, as mulheres vêm conquistando alguns avanços no mercado de trabalho. A situação ainda está muito longe da ideal, mas um estudo realizado pelo Dieese, para marcar o Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, mostra que seguimos em direção a um mercado de trabalho com maior equidade de gênero. A base do estudo é a Pesquisa de Emprego e Desemprego, que o Dieese realiza em conjunto com a Fundação Seade e outras entidades parceiras e apoio do Ministério do Trabalho e Emprego e Fundo de Amparo ao Trabalhador. De acordo com os números, a presença feminina na força de trabalho se estabilizou nos últimos anos e, de cada 100 mulheres, cerca de 50 estão no mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas na Região Metropolitana de São Paulo. Desemprego A taxa de desemprego da mulher é sistematicamente maior que a dos homens, mas, recentemente, a diferença vem diminuindo, o que indica a criação de mais postos de trabalhos para elas. Mesmo assim, as mulheres ainda correspondem a mais da metade do número de desempregados. Todo o movimento de elevação do número de postos de trabalho com carteira de trabalho assinada, no período recente, beneficiou também as mulheres, pois houve crescimento do número de empregadas com proteção social. Contudo, quando ocupadas, elas encontram maior dificuldade de ascensão profissional, principalmente para chegar a cargos de chefia. E, em termos gerais, ganham menos do que os homens, apesar de possuir maior escolaridade. É preciso ainda lembrar da dificuldade enfrentada pela mulher negra no mercado de trabalho. Ela acumula dupla discriminação: por sexo e raça. A grande maioria ainda está no emprego doméstico ou em setores sem proteção social, onde recebe menores salários e tem pouca chance de crescimento profissional. Para essas mulheres, deveria haver maior atenção por parte do poder público, com ações e políticas de incentivo e proteção redobradas. Equidade O debate rumo à equidade de gênero precisa mudar de patamar. O movimento sindical e social tem demandado que a mulher ocupe espaços de poder, onde possa efetivamente ajudar a construir uma sociedade mais justa. Mais da metade da população brasileira é mulher, mas a presença feminina é baixíssima em cargos de representação política. Em 2014, cresceu o número de candidatas mulheres, mas, na Câmara dos Deputados, somente 9,9% dos parlamentares são do sexo feminino. No Senado, o percentual é 13,6%. Como resultado dessa baixíssima participação, a mulher e os problemas que ela enfrenta são sub-representados nas leis criadas. Outra questão importante diz respeito à mudança de comportamento nas empresas. A presença feminina em cargos executivos e de chefia é muito pequena. Além disso, as trabalhadoras são mais suscetíveis ao assédio moral e sexual. A forma de mudar a percepção sobre o papel da mulher dentro dessas organizações é pela negociação coletiva. Os acordos negociados indicam uma grande melhora em termos de proteção à mulher que é mãe, mas ainda é preciso transformar as cláusulas de igualdade e equidade em ações efetivas dentro da empresa, para transformar o ambiente de trabalho. Para que isso aconteça, é preciso que haja a ampliação da participação das mulheres nas entidades sindicais, na elaboração das pautas e nas mesas de negociação. Mais cara Também não é admissível que continue a vigorar o pensamento que diz que a mão de obra feminina é mais cara porque a mulher engravida ou precisa cuidar dos filhos ou dos pais. É preciso intensificar ainda mais a discussão, já em pauta, sobre a necessidade de se compartilhar as responsabilidades familiares e, para isso, é preciso repensar os papéis socialmente atribuídos ao homem e a mulher. Enquanto o homem ocupado faz cerca de 9,8 horas semanais de serviços domésticos, a mulher ocupada faz 20,6 horas, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Pnad/IBGE). Por que a maior parte do trabalho doméstico precisa ser feita pela mulher? Outra ponta dessa questão são as políticas públicas. Para promover a igualdade de condições de inserção da mulher no mercado de trabalho, as políticas públicas precisam universalizar o direito de acesso às creches, à educação infantil, básica e média, em tempo integral, assim como assegurar serviços que possam amparar as famílias nos cuidados com os idosos. A verdadeira transformação só acontecerá quando as mulheres passarem a ocupar mais os espaços de formulação política, sindical e dentro das empresas; quando a educação incorporar a necessidade de disciplinas que ensinem as crianças a enxergar um mundo em que o papel de cuidar da família pertence aos adultos e não apenas à mulher; quando houver mudanças nas políticas públicas e; quando a discussão sobre a situação feminina deixar de ser feita entre mulheres, mas também incluir os homens. Clemente Ganz Lúcio é sociólogo, diretor técnico do Dieese e membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Patrícia Lino Costa é economista do Dieese Hegel, Lacan e o mato //Em seu novo livro, Christian Dunker traz a psicanálise como capítulo privilegiado da formação intelectual do Brasil //por Vladimir Safatle Expediente Jornal IMPRENSA SINDICAL www.jornalimprensasindical.com.br Matriz: Largo Santa Cecilia, 62 - CEP 01225-010 - São Paulo - SP . Fone: (11) 3666-1159 Diretor Responsável Carlos Alberto Palheta Jornalista Responsável: Mara Oliveira - MTB 12437-0/SP Publicidade e Propaganda Carlos Alberto Palheta (11) 99900-0010 Diretoras Executivas Raimunda Duarte Passos e Jéssika Carla Passos Palheta Fones (11) 3666-1159 | (11) 95762-9704 DISTRIBUIÇÃO NACIONAL Produção: Kerach Comunicação Projeto Gráfico e Diagramação: Mara Oliveira E-mail: maraoliveira23@hotmail.com Fones (81) 9651-5071 | (81) 9460-9586 E-mails: kerach23@hotmail.com | kerach23@ig.com.br www.kerachcomunicacao.com.br OBS.: MATÉRIAS ASSINADAS NÃO REFLETEM NECESSARIAMENTE A OPINIÃO DO JORNAL, SENDO DE EXCLUSIVA RESPONSABILIDADE DE SEUS AUTORES. O CONTEÚDO DOS ANÚNCIOS É DE INTEIRA RESPONSABILIDADE DE SEUS ANUNCIANTES. Mal-estar, Sofrimento, Sintoma: Uma psicopatologia do Brasil entre muros, novo livro de Christian Dunker, é a prova maior da vitalidade madura do pensamento psicanalítico brasileiro e de sua capacidade singular de ampliação de seu universo de questões. Ele coloca a reflexão social psicanaliticamente orientada na linha de frente de construção de um modelo teórico no qual problemas nacionais são apresentados com um setor elucidativo de potencialidades ainda pouco exploradas ligadas a questões gerais de reconhecimento social. Dunker já vem, desde seu Estrutura e Constituição da Clínica Psicanalítica: Uma arqueologia das práticas de cura, psicoterapia e tratamento, se firmando como um dos mais originais psicanalistas da atualidade, graças à sua capacidade de fornecer chaves compreensivas que, ao mesmo tempo, recolocam a psicanálise em um espectro no qual clínica, teoria da cultura e história das ideias se encontram e abrem campos ainda inexplorados. Não deixa de ser interessante salientar como, em um momento no qual a produção psicanalítica perdeu muito de sua força criativa em países onde ela sempre foi muito presente, é no Brasil que ela encontra atualmente uma renovação na aliança entre práxis clínica e teoria, não se contentando em pensá-las em dissociação. O livro de Dunker tem ao menos quatro desenvolvimentos de grande originalidade, e um só bastaria para justificar seu interesse. Primeiro, ele consegue sintetizar um modelo de desenvolvimento de práticas disciplinares diferente dos aparelhos ideológicos tradicionais, como família, Estado, Igreja, escola e empresa, entre outros. Trata-se do condomínio. Afinal, só mesmo um país como o Brasil poderia transformar um pesadelo distópico (a Alphaville do filme homônimo de Godard) em sonho de consumo. Dunker recebe na clínica pacientes que sofrem por viver a lógica do condomínio com seu tipo de figura de autoridade (o síndico), suas ansiedades e defesas contra o mal-estar. Vai de sua astúcia mostrar como essa forma singular de habitar produz modos de sofrer que lhe são próprios e que fornecem uma chave privilegiada para desmontar o nacional como patologia. Partindo desse ponto, o livro traça um impressionante movimento de introdução da psicanálise como capítulo privilegiado do processo de formação intelectual do Brasil. Trabalho exaustivo e historiográfico de grande riqueza. Muitos já haviam percebido a peculiaridade da transformação da psicanálise em forte tradição de produção intelectual nacional, mas Dunker talvez seja um dos primeiros a vincular tal singularidade à capacidade da psicanálise de ter se colocado como uma clínica social das fantasias de superação do atraso da condição da alma nacional que remonta à sua apropriação literária por Oswald e Mário de Andrade. Enquanto clínica social, ela não estava apenas presa à perpetuação do fantasma da “superação do atraso”. Antes, ela esteve em vários momentos à procura de um modelo capaz de dar conta de nossa formação que não se reduzisse ao cortejo de fracassos e inadequações. Aqui encontramos o terceiro desenvolvimento do livro de Dunker e um dos mais originais. Trata-se de procurar reconstruir a base normativa da psicanálise por meio da transformação de seu fundamento antropológico. Não mais a antropologia totêmica freudiana, nem mesmo a antropologia estruturalista de Lacan, mas o perspectivismo ameríndio de Viveiros de Castro. Mudança na base antropológica que implica, ao mesmo tempo, modificações na razão diagnóstica e abertura a um horizonte de recompreensão da natureza do sofrimento de um Brasil entre muros. A floresta contra o condomínio: há de se admirar a beleza poética dessa solução intelectual. Como se não bastasse, Dunker termina seu livro utilizando tal base antropológica para reposicionar as potencialidades das teorias contemporâneas do reconhecimento, abrindo um espaço de discussão que se recoloca claramente para além dos problemas da experiência nacional. Não é somente o Brasil que está entre muros, mas a dificuldade de nosso pensamento em se livrar das estruturas normativas do indivíduo moderno e de uma individualidade centrada na redução egológica do sujeito. Contra isso, como disse com grande propriedade José Aidar, Dunker convida Hegel, após ler Lacan, a adentrar na Floresta Amazônica. Alguns podem levar um susto com tal alta-costura, mas, como dizia Tom Jobim, o Brasil não é para amadores. Vladimir Safatle, professor da Faculdade de Filosofia da USP , é autor do livro “A esquerda que não teme dizer seu nome”

[close]

p. 3

IMPRENSA SINDICAL // MAIO/2015 // PÁGINA 3 Aécio Neves Presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, apresenta propostas para aprimorar o sistema político brasileiro cional em favor de um projeto de poder. Portanto, acho que o fim da reeleição é adequado ao Brasil, com uma isonomia maior para todas as candidaturas”, afirmou o tucano. Além do fim da reeleição, Aécio ressaltou que o PSDB defenderá no Congresso a adoção Aécio Neves, senador da República e presidente nacional do PSDB do mandato de cinco anos para cargos do //Brasília - Em audi- datos, a adoção do sis- Executivo e do Legislaência na comissão es- tema eleitoral distrital tivo e o retorno da chapecial da Câmara dos misto e o fim da reelei- mada cláusula de deDeputados que analisa ção no país. sempenho, que estipula as diferentes proposAécio disse que o uma representação mítas de reforma política, uso vergonhoso de em- nima na sociedade para o presidente nacional presas públicas e ór- que um partido possa do PSDB, senador Aé- gãos federais em favor ter acesso aos recursos cio Neves, ressaltou a da candidatura gover- do fundo partidário e importância de o Con- nista, ocorrido nas últi- ao tempo de rádio e TV. gresso Nacional avan- mas eleições para prePara o senador, a çar nas discussões sobre sidência da República, medida é necessária o tema. Na opinião de desmoralizou o instituto para evitar a multiplicaAécio, a legislatura atu- da reeleição no Brasil. ção dos chamados partial é a última com condi“Se alguém tinha dos de aluguéis. “Agora ções de aprovar as mu- alguma dúvida sobre o é a última chance que danças que a sociedade efeito nefasto da reelei- o Brasil moderno tem cobra para aprimorar o ção, esta última eleição de fazer uma reforma sistema eleitoral brasi- presidencial mostrou política, porque hoje na leiro. que ela não pode conti- Câmara já são 28 partiEm seguida, Aécio nuar. A atual presidente dos, depois da próxima Neves apresentou o da República desmo- eleição vão ser mais de projeto do PSDB para a ralizou o instituto da 40 partidos. E aí, infelizreforma política. Entre reeleição. O que nós mente, as negociações as principais propostas assistimos nessa última se tornarão quase que defendidas pelo partido eleição presidencial foi impossíveis. Nós que estão: a fixação de um o mais acintoso e ver- vivemos em uma demoteto para as doações gonhoso processo de cracia participativa não financeiras aos candi- utilização do Estado na- conseguiremos avançar na definição de reformas estruturais ou das graves questões nacionais sem que os partidos políticos existam e funcionem e estejam conectados com a sociedade”, afirmou. Transparência das campanhas eleitorais Para Aécio, a definição do sistema eleitoral e o financiamento das campanhas estão no centro dos debates da reforma política. O PSDB defende a adoção do sistema distrital misto, o fim das coligações proporcionais e o financiamento misto de campanha por pessoas físicas e jurídicas com fixação de um teto como limite para as doações. “Defendo a liberação para o financiamento de pessoas físicas diretamente aos candidatos e de pessoas jurídicas sempre com um teto para os partidos, mas teto para cada uma das candidaturas, sejam elas do Legislativo, sejam elas do Poder Executivo. Acho que existem dois sentimentos maiores que devem orientar o tratamento de todas essas matérias. Primeiro, o fortalecimento dos partidos políticos. Segundo, a isonomia e transparência na disputa das eleições. O estabelecimento de um teto para os candidatos é essencial”, destacou. Propaganda Outra proposta defendida pelos tucanos é a mudança da regra que define o tempo de rádio e TV nas eleições. O partido sugere que o tempo de propaganda seja proporcional às bancadas das legendas do candidato e do vice, excluindo da soma o tempo de outros partidos que façam parte da coligação. Aécio também é favorável a mudanças nas regras dos programas eleitorais de rádio e TV com o objetivo de focar a disputa nas propostas de cada candidato e não mais nos truques de marketing. “Propaganda eleitoral sem trucagem, sem essa marquetagem sem limites, sem esse ilusionismo que nós assistimos na última eleição. É o candidato pessoalmente com debates entre os candidatos que deverá orientar a campanha eleitoral. O custo será infinitamente menor do que o custo das campanhas na televisão hoje”, defendeu.

[close]

p. 4

IMPRENSA SINDICAL // MAIO/2015 // PÁGINA 4 Sindical CUT-SP Foto: Sérgio Silva Enquanto o PL 4330 não for a nocaute, CUT baterá no projeto, indica Vagner Atos em São Paulo reuniram milhares de trabalhadores //por Vanessa Ramos e Walber Pinto Em todas as 27 capitais brasileiras houve atos e paralisações como um recado ao Congresso //A Avenida Paulista mais uma vez foi palco da mobilização da classe trabalhadora dia 15 de abril, Dia Nacional de Paralisação contra o PL 4330, projeto que amplia a terceirização para todas as áreas da empresa e retira direitos trabalhistas. O ato, que reuniu milhares de pessoas, começou em frente à Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), por volta das 15h30. Bonecos representando o presidente da câmara federal, Eduardo Cunha, o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SD-SP), e o empresário Paulo Skaf sofreram a ‘malhação de Judas’ e foram queimados em seguida. Um dos protagonistas da mística foi o bancário Nelson Canesin, ferido em Brasília. Nada mais lúdico do que usar do simbolismo para dar o recado direto ao Congresso e aos patrões de que os trabalhadores não aceitarão o retrocesso. Foi assim que os militantes saíram em caminhada para formar um bloco ainda maior com os movimentos sociais, como o de moradia. Enquanto isso, um terceiro bloco partiu do Largo da Batata rumo à unidade na luta pela democracia. O ponto de encontro foi a Caixa Econômica Federal, que teve sua frente ocupada no instante da chegada dos sindicalistas. A bandeira mesclava o fim do PL da “precarização da mão de obra”, como chamavam alguns, com o direito à moradia digna. Foi neste momento, embaixo de uma chuva fortíssima, que o presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas destacou que as paralisações e atos ocorreram nas 27 capitais brasileiras. “Os parlamentares estão reunidos pensando o que vão fazer com relação ao 4330. Eles achavam que iriam passar o trator em cima da classe operária e que iríamos ficar apenas ouvindo. Mas estamos e continuaremos nas ruas fazendo o enfrentamento”, alertou. Informações chegavam até os militantes de que, muito provavelmente, a sessão seria adiada na Câmara. E foi o que aconteceu. “Até o PSDB está revendo a sua opinião com relação ao projeto. Não porque eles querem defender o trabalhador, mas porque eles sabem que nós podemos derrotá-los nas ruas”, afirmou Vagner. O presidente da Confederação Sindical Internacional (CSI), João Felício, alerta que o ataque do empresariado acontece no Brasil, mas também faz parte de uma prática dos empresários latino-americanos. “Cada país tem uma legislação que garante direitos. Mas aqui querem reformar a CLT [Consolidação das Leis do Trabalho] o que é péssimo porque sabemos o papel de liderança que o país tem aqui no Continente. Mas acredito na nossa capacidade de força para impedir que isso avance”. Coordenador Estadual da CMP (Central de Movimentos Populares), Raimundo Bonfim explicou que a luta contra o PL 4330 está na pauta da Jornada Nacional de Luta por Moradia Digna, o chamado Abril Vermelho, realizado neste período pelos movimentos sem-teto que cobram direitos sociais. “Hoje vários Estados estão se dirigindo até a capital federal. Amanhã terá um ato da reforma urbana em Brasília e, com essa força e pressão dos movimentos populares urbanos, vamos cobrar uma reunião com a presidenta Dilma. Queremos dizer que não aceitaremos o PL 4330, nem a privatização da Caixa e nem o corte de verbas para programas de regularização fundiária e de saneamento básico”, disse na ocasião Raimundo Bonfim. Enfrentamento permanente Os petroleiros, uma das categorias em que a terceirização se faz presente em forma de acidentes fatais, também esteve no ato e alertou que o crescimento desse modelo de contratação é sinônimo de péssimas condições de trabalho, conforme apontou a coordenadora do Sindicato dos Petroleiros Unificado de São Paulo, Cibele Vieira. “A Petrobrás tem hoje 300 mil trabalhadores terceirizados e esse número, caso o PL 4330 não caia, só vai aumentar e piorar muito a vida desses trabalhadores e trabalhadoras”, explicou. Secretária de Imprensa da CUT São Paulo, Adriana Oliveira Magalhães avalia que com as manobras do Congresso Nacional em relação ao 4330, os trabalhadores que elegeram a composição atual percebem que muitos são os parlamentares que não os representam. Também bancária, a dirigente aponta quais prejuízos a lei representa para a categoria. “Significa que os bancos podem terceirizar caixa, central de atendimento e tecnologia da informação. O acordo coletivo de vinte anos que representa todos os bancários do país e garante uma elevação salarial e negociações a cada ano será rasgado”, disse. Representante da Consulta Popular, Paola Strada avaliou que é urgente uma mudança do sistema político. “Com esse Congresso não dá, ele não fará a reforma política. Esse Congresso coloca o PL 4330 e daqui a alguns semanas vai votar o financiamento privado de campanhas eleitoral e vai querer impor através dessa figura do Eduardo Cunha, mais uma derrota do povo brasileiro. Precisamos estar juntos, mobilizados”, finalizou. No final da tarde, outra parte dos movimentos sociais e sindical chegou à Avenida Paulista com rojões. A Polícia Militar intensificou sua frota neste momento. Às 20h30 todas as organizações se encontraram para o encerramento final do intenso dia de mobilizações. Não tem arrego! Milhares vão às ruas contra terceirização //Debaixo de muita chuva, movimentos sociais e centrais sindicais travaram São Paulo e mostraram força //por Igor Carvalho //Sem selfie com a PM, sem apologia a golpe e sem axé, milhares de pessoas foram às ruas na noite do dia 15 de abril, em um grande ato que parou São Paulo e encerrou o “Dia Nacional de Paralisação contra PL 4330”. Passava das 18h quando os movimentos sociais e centrais sindicais partiram do Largo da Batata, na zona oeste de São Paulo, e começaram a caminhada até a avenida Paulista, onde chegaram às 20h30, reencontrando os sindicalistas que durante a tarde protestaram na frente do prédio da Fiesp. Durante o trajeto, palavras de ordem contra o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e discursos que combatiam pautas da direita como redução da maioridade penal e, principalmente, o PL 4330, que amplia a terceirização no Brasil. A chuva não impediu que os manifestantes caminhassem até a avenida Rebouças e seguissem até a rua Oscar Freire, via ocupada por lojas luxuosas, onde em um dos comércios um menino negro, filho de um cliente, foi expulso no dia 31 de março. Com nossos direitos, a direita não vai mexer. No alto do caminhão de som, lideranças sindicais e de movimentos sociais se revezavam no microfone. Além da CUT e do MTST, estavam presentes a Intersindical, Nova Central e Conlutas, além do MST. Algumas personalidades da política nacional também apoiaram o ato, como Luciana Genro, do PSOL e o professor da USP , Vladimir Safatle. “Para nós termos um Brasil melhor, vai ter que mexer na linha econômica. Ajuste, se for pra fazer, que faça nas grandes fortunas”, defendeu o presidente da CUT, Vagner Freitas, que atacou o projeto da terceirização. “Se for preciso fazer uma greve nacional pra impedir que se mexa no PL 4330, não tenham dúvidas de que faremos.” Guilherme Boulos, coordenador nacional do MTST, também criticou o proje- to do ex-deputado Sandro Mabel, que hoje é defendido com afinco por Eduardo Cunha. “Nós vamos barrar o PL 4330, nem que seja na marra. Não vão nos calar. Não vamos aceitar o maior ataque aos direitos dos trabalhadores na história do Brasil.” Na linha de ataque ao avanço da direita nos direitos e conquistas dos trabalhadores e trabalhadoras, o MST lembrou do “abril vermelho” e anunciou que outras ações ocorrerão no campo para lembrar os 19 anos do “Massacre de Eldorado dos Carajás”. Para o dirigente do movimento, Gilmar Mauro, a reforma agrária deve estar na pauta como a reforma política e “a terceirização é um assalto que não podemos permitir”. “Não haverá golpes nesse país, sem resistência de massa. Os nossos movimentos não formaram covardes”, afirmou. O ato encerrou um dia intenso, de luta e paralisações em todo o país. Ações coordenadas pela CUT e demais centrais sindicais foram responsáveis por paralisações de rodovias, interrupção da circulação de ônibus, trens e metrô em diversas capitais, além do fechamento de agências bancárias em todo o país, entre outras atividades. Os atos cooperaram para mostrar à Brasília que os trabalhadores brasileiros não aceitarão passivamente o PL 4330.

[close]

p. 5

Brasil Guarulhos-SP //Mesmo diante de crises que atingiram a economia mundial nos últimos anos, com reflexos no Brasil, a cidade de Guarulhos vem mantendo um bom nível de crescimento. O Produto Interno Bruto (PIB) do município, índice que mede a produção de riquezas, teve um crescimento de 250% em uma década. O reflexo pôde ser visto também no mercado de trabalho, com criação de 133.139 novos postos de trabalho entre 2004 e 2014, o que representa uma massa de trabalhadores equivalente a 10% dos habitantes da cidade. O resultado é uma combinação de investimentos ocorridos na cidade, aliados a estratégias para manter o município atrativo para a instalação e manutenção de empresas. Entre as mais novas iniciativas da Prefeitura para manter o nível de empreendimentos está a Nova Lei de Incentivos Fiscais e Tributários (7.306/2014). A lei concede isenções e descontos em tributos municipais para empresas se instalarem ou ampliarem suas unidades na cidade, exigindo como contrapartida a manutenção dos postos de trabalho, a abertura de mais vagas ou o acréscimo no valor adicionado que a companhia representa para Guarulhos. A nova lei entrou em vigor em setembro do ano passado, e inclui entre as possíveis empresas beneficiadas, além de indústrias, os centros de distribuição, ou seja, unidades cuja nota fiscal é emitida no município, independentemente de onde seja a origem da compra e a entrega do produto. Têm direito aos benefícios empresas com valor adicionado mínimo de 500 mil UFGs (Unidade Fiscal de Guarulhos). As companhias podem obter desconto ou isenção do Imposto Territorial Urbano (IPTU) por um período de até 10 anos e também do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) aplicado à mão de obra utilizada na obra, seja de instalação ou ampliação. O resultado registrado no ano passado reforça que as concessões dos benefícios geram, no final, um retorno expressivo ao município. No ano passado, as isenções representaram uma renúncia de R$ 6,6 milhões. Em compensação, gerou um valor adicionado total de R$ IMPRENSA SINDICAL // MAIO/2015 // PÁGINA 5 Pernambuco Patrimônio Cultural do Estado, Forte de Tamandaré, será totalmente requalificado Fotos: Aluisio Moreira/SEI Incentivos fiscais garantem empregos e atraem investimentos para Guarulhos //Programa de Incentivos Fiscais da Prefeitura concede isenções de impostos em troca de manutenção de empregos e criação de novos postos de trabalho Governador de Pernambuco, Paulo Câmara, autoriza requalificação do Forte de Tamandaré, patrimômio cultural do Estado Viaduto Cidade de Guarulhos 1,81 bilhão, garantindo ainda 11.994 postos de trabalho na cidade, com remuneração média de R$ 3 mil, resultando numa massa salarial anual de mais de R$ 500 milhões. Cidade atrativa Para 2015, o Programa Municipal de Incentivo Fiscal fez a renovação da isenção para 72 empresas e incluiu mais seis novas companhias. Além disso, com as mudanças ocorridas com a lei aprovada no ano passado, com a inclusão dos centros de distribuição entre as beneficiárias, o programa tornou-se ainda mais atrativo. Tanto é que atualmente 17 empresas já fizeram pedido para serem contempladas com o incentivo. Os números mostram que a cidade tem se tornado cada vez mais atrativa para investimentos e para a instalação de novos empreendimentos, como da Mobensani Industrial e Automotiva Ltda., instalada em Guarulhos desde 2008 no bairro de Bonsucesso. Com área total de 15 mil m², a empresa vai fazer mais uma ampliação em seu parque industrial e pleiteia receber os incentivos da Prefeitura. Com a expansão, novas vagas de trabalho devem ser abertas. “Nós continuamos em franco crescimento e sempre temos vagas em aberto. Estamos sempre em contato com as escolas da região, as faculdades, sempre para colocar pessoas da região, porque a gente dá prioridade para quem mora em Guarulhos”, explica Simone Azevedo, diretora comercial da Mobensani. Segundo ela, ao se instalar na cidade dispunha de 58 funcionários. Hoje, o quadro funcional conta com 200 empregados. Na avaliação de Simone, iniciativas como os incentivos fiscais concedidos pela Prefeitura ajudam a criar um vínculo entre a empresa e a cidade, pois cria uma sinergia. “É sinal de que o governo tem muitos projetos para que aquela região e a empresa cresçam. E sabendo que tem esse respaldo do lado de lá, a gente pode investir do lado de cá”, destaca. Além da manutenção de empregos no município, os incentivos também podem servir para garantir aos trabalhadores mais alguns benefícios. Essa foi a iniciativa tomada pela empresária Marta Cristina Russo, proprietária da metalúrgica Alboss, instalada no bairro de Bonsucesso desde 2004 e atualmente com cerca de 50 empregados. Segundo ela, o desconto que recebeu com os incentivos fiscais possibilitou oferecer plano de assistência médica aos seus funcionários e familiares. “O incentivo é muito importante, pois resolve não só uma questão financeira, em relação ao auxílio para o qual eu o destino, mas também demonstra que você está na condição de empresa correta, que tem a documentação em dia. Porque para atender as exigências desse incentivo você tem de estar dentro da lei nas exigências que a Prefeitura faz”, avalia Marta Cristina. As condições oferecidas pela Prefeitura foi um dos fatores determinantes para a empresa do ramo de embalagens de papelão SBC Indústria e Comércio de Embalagens Ltda. se instalar em Guarulhos e expandir sua fábrica. Situada no bairro Cidade Aracília, a firma chegou à cidade há três anos, vinda do Parque Novo Mundo, na Capital. Com projeto de ampliar sua estrutura em mais 900 m², a companhia busca receber os benefícios concedidos pela Lei 7.306 e, futuramente, ampliar seu quadro funcional, atualmente com 28 funcionários. Serviço: Mais informações sobre o Programa de Incentivos Fiscais pelo telefone 2475-7927 ou pelo e-mail sde.incentivosfiscais@gmail.com. Os interessados também podem procurar o Fácil Empresarial ou o Setor de Incentivos Fiscais da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), na avenida Emílio Ribas, 1.120, no Gopoúva. //Palco da luta contra os invasores holandeses no passado, considerado um dos cenários mais importantes da história de Pernambuco, o Forte de Santo Inácio de Loyola, também conhecido como Forte de Tamandaré, será totalmente requalificado pelo governo do Estado. O governador Paulo Câmara foi ao município, dia 24 de abril, autorizar o início das obras. Mais cedo, o chefe do Executivo estadual fez a abertura do Todos por Pernambuco da Mata Sul, em Palmares. Com investimentos de R$ 6,8 milhões –recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Estado–, o equipamento receberá serviços de revestimento de paredes e teto, hipermeabilização, esquadrias, pintura, monitoramento arqueológico, instalações hidrossanitárias e elétricas; além de climatização e tratamento paisagístico, entre outras intervenções. A previsão é de que as obras sejam concluídas dentro de seis meses. Erguido no século XVII, o Forte de Tamandaré é um importante equipamento turístico, cuja visitação deve ser incentivada, como defendeu o governador Paulo Câmara. “Não podemos nunca es- quecer que temos aqui um belo cartão postal de Pernambuco. Ampliaremos os atrativos dessa cidade com essa requalificação. Com certeza, muita gente tem a curiosidade de conhecer esse Forte”, ressaltou Paulo Câmara. O governador destacou ainda a importância de se manter vivo o passado de lutas libertárias, travadas em terras pernambucanas. “Esse Forte vai relembrar a história desse município e da região; a história de Pernambuco. E Pernambuco tem muito a contar para o Brasil porque sempre fomos pioneiros nas tradições libertárias. Em pensar na democracia, na República e na melhoria da qualidade de vida do nosso povo. Em combater os que não estavam fazendo bem à nossa terra, como foi feito em tantas invasões que aqui ocorreram. É essa história que temos que contar para as novas gerações”, cravou Paulo. SAÚDE – Ainda em Tamandaré, o governador inaugurou as novas instalações do Hospital José Múcio Monteiro, que foi reformado e ampliado. A intervenção recebeu recursos do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEM) e da Prefeitura do município, que apresentou o projeto na edição de 2013. O aporte foi de R$ 1,2 milhão. Com a reforma e ampliação, o hospital, que contava com 16 leitos, distribuídos em clínicas médica, cirúrgica, pediátrica e obstetrícia, praticamente dobrou sua capacidade, passando a contar com 30 leitos. Além disso, a emergência da unidade de saúde, agora, conta com sala vermelha adequada, dentro dos padrões para atendimento de urgência e emergência; e boxes para observação dos pacientes, garantindo, assim, um atendimento eficaz e completo. A nova estrutura tem um centro de diagnóstico com Raio X e laboratório próprios, para evitar transferências desnecessárias. O setor de triagem, agora com classificação de risco, garante atendimento prioritário para pacientes graves. O centro cirúrgico também foi ampliado, aumentando o número de cirurgias eletivas semanais, evitando a transferência para outros hospitais, o que vai gerar mais conforto e praticidade para a população. No município, o governador também visitou a Escola Almirante Tamandaré, reformada pela prefeitura.

[close]

p. 6

IMPRENSA SINDICAL // MAIO/2015 // PÁGINA 6 Sinduscon-SP Terceirizar não significa necessariamente precarizar //JOSÉ ROMEU FERRAZ NETO //A terceirização é uma realidade no Brasil e envolve 12 milhões de trabalhadores. A precarização também é uma realidade. Mas a precarização não decorre necessariamente da terceirização, e não ocorre somente entre as empresas terceirizadas. Se regulamentarmos a terceirização, estaremos contribuindo para combater a precarização e não para acentuá-la. Na construção civil, a subcontratação de empresas especializadas é inteiramente legal, pois as construtoras hoje funcionam mais como montadoras. E no Estado de São Paulo, há anos fazemos questão de regulamentar o trabalho terceirizado, de acordo com as convenções coletivas firmadas entre o SindusCon-SP e as entidades representativas dos trabalhadores. Desta forma, as subcontratadas obrigam-se a cumprir todas as obrigações trabalhistas em relação aos seus empregados, e as construtoras contratantes assumem responsabilidade subsidiária, fiscalizando-as. Por esses motivos, a construção civil é favorável à regulamentação da terceirização, sem precarização. No entanto, o substitutivo ao projeto de lei aprovado em abril na Câmara dos Deputados requer diversos aperfeiçoamentos no Senado, sob pena de prejudicar a atividade da construção civil que já pratica legalmente a terceirização. Por exemplo, é imprescindível modificar a redação do item que veda a contratação de pessoa jurídica cujo sócio ou titular seja administrador ou equiparado da contratante. Na construção civil, é comum a constituição de SPEs (Sociedades de Propósito Específicos), que subcontratam empresas para a execução de determinados serviços cujos sócios fazem parte das SPEs. Também é comum que construtoras, por questões puramente de gestão, constituam empresas para prestarem serviços à própria companhia. Quando empresas contratantes fiscalizam o cumprimento das obrigações trabalhistas das subcontratadas, como acontece no Estado de São Paulo, não se justifica que elas devam assumir a responsabilidade solidária por aquelas obrigações. É preferível, neste caso, que a responsabilidade se mantenha como subsidiária, como prescrevia originalmente o substitutivo. Não é justo que a contratante seja demandada judicialmente antes da contratada, se a fiscalização tiver sido efetuada corretamente. Será muito importante também que o Senado rejeite qualquer tentativa de elevar a contribuição previdenciária a ser retida pelas empresas contratantes. O substitutivo aprovado na Câmara prevê retenção de 20% sobre a folha de pagamento das subcontratadas, no caso de cessão de mão de obra, e manutenção da retenção de 11%, no caso de fornecimento de serviços que envolvam também utilização de insumos. Outro dispositivo que precisa ser revisto proíbe a contratação de pessoa jurídica cujos titulares ou sócios tenham prestado serviços à contratante na qualidade de empregado ou autônomo nos últimos 12 meses. Entendo que se pretenda evitar a chamada “pejotização”, mas do jeito que está o dispositivo também impede que, pelo prazo de um ano, ex-funcionários de uma construtora, que tenham constituído empresa, prestem serviços justamente à companhia que os reconhece como bons profissionais. Também não concordamos com uma possível autorização da terceirização apenas para algumas atividades da empresa e não para todas. Quando a subcontratada se tratar de empresa especializada, como acontece na construção, e desde que atendidas as demais exigências legais, não há porque criar limitações à subcontratação. Também precisa ser esclarecido no Senado o dispositivo que exige demonstração de qualificação técnica por parte da empresa contratada mediante registro e anotação dos profissionais legalmente habilitados. No projeto de lei, ficou indefinido quem estabelecerá se os serviços são técnicos ou não, e como se fará a comprovação de aptidão, se por Anotação de Responsabilidade Técnica ou atestados fornecidos por pessoas jurídicas. Merecem um exame mais profundo as exigências de comunicação aos sindicatos dos trabalhadores sobre terceirização de parte das atividades, quais os setores envolvidos e a ocorrência de acidentes do trabalho. Não há respaldo legal para essas exigências, uma vez que sindicatos não são órgãos fiscalizadores. Finalmente, não há como atender o dispositivo que obriga a contratante a efetuar diretamente o depósito do FGTS, caso comprove que a contratada não o realizou: somente esta última empresa dispõe do código e da conectividade via certificado eletrônico para efetuar o depósito. Portanto, somos favoráveis à terceirização das atividades-fim e, portanto, à regulamentação da matéria pelo Legislativo, porém estes aperfeiçoamentos são necessários. JOSÉ ROMEU FERRAZ NETO é presidente do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), vice-presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), membro dos Conselhos da Fiabci-Brasil (Federação Internacional das Profissões Imobiliárias, seção Brasil) e da Adit Brasil (Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico, seção Brasil). Força Sindical - SP //A realidade parece comprovar que a posição de nossa Central em negociar o projeto de lei (PL) 4.330, com as quatro emendas do deputado federal do Solidariedade-SP , Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, está correta. Com as mudanças, serão igualados os direitos entre trabalhadores terceirizados e contratados. Diante do fato consumado segundo o qual PL iria passar independentemente dos protestos das Centrais Sindicais, passamos a debater dois encaminhamentos: participar das manifestações em frente à Câmara dos Deputados; ou negociar melhorias no PL 4.330, cujo texto original não levava em conta os interesses dos trabalhadores. A Força Sindical decidiu encaminhar a segunda opção, a fim de interferir no processo, salvaguardando os interesses dos cerca de 12 milhões de terceirizados, que hoje não têm garantias de direitos trabalhistas, e nem sabem de quem cobrar seus direitos quando demitidos. O novo texto vai instituir a responsabilidade subsidiária e solidária. Significa que se a empresa terceirizada não pagar os direitos trabalhistas, a empresa contratante terá de arcar com a conta. Ficou as- Nossa posição é a mais correta segurado ainda que a companhia só poderá terceirizar sua atividade-fim para outra da mesma categoria econômica. Nesse caso, os trabalhadores terceirizados serão representados pelo mesmo sindicato dos empregados da contratante, tendo, inclusive, os mesmos direitos da convenção coletiva. É importante esclarecer, também, que consta do texto do relator um item que impede a demissão de funcionários pela empresa para que sejam recontratados como pessoa jurídica (com menos direitos trabalhistas), uma prática conhecida como “pejotização”. De agora em diante, vamos manter nossa vigilância na Câmara e no Senado para sensibilizar e esclarecer os parlamentares sobre a necessidade de votar para garantir os direitos dos empregados. Miguel Torres, presidente da Força Sindical

[close]

p. 7

Geral Rio Grande do Sul IMPRENSA SINDICAL // MAIO/2015 // PÁGINA 7 Pará Governo garante piso e aula suplementar com remuneração que supera R$5,5 mil //Com as novas propostas apresentadas pelo governo do Estado para representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), foi estabelecido, além do pagamento do piso, o limite de 70 horas de aulas suplementares na jornada, que chega a 284 horas por mês, garantindo Os secretários de Educação, Helenilson Pontes, e de Administração, Alice Viana, falaram sobre as assim que a remuneração medidas que têm como objetivo a retomada das aulas inicial do professor fique em R$ 5.525,54, podendo cumprida com qualidade. Reformas de escolas chegar a até R$ 8.840,10, “Essa é a questão deste O titular da Seduc ainse acrescidas de vantagens debate, que deixou de ser o da esclareceu que a secrepessoais. Este foi um dos piso, já definido há 15 dias taria mantém a preocupontos abordados pelos se- e que será cumprido na fo- pação e o trabalho que já cretários de Estado de Edu- lha de abril. Carga horária vinha sendo feito com recação, Helenilson Pontes, excessiva e baixa qualida- formas de escolas em todo e de Administração, Alice de da aula vão ao caminho o Estado. “As informações Viana, durante coletiva contrário do governo, que sobre os atuais processos concedida à imprensa no tem o objetivo de ter uma licitatórios estão disponífim da tarde de 23 de abril. educação de qualidade e veis no site da secretaria. O valor da remunera- alcançar a reversão dos in- Nos próximos meses, oução de um professor em dicadores de educação no tras mais de 50 entrarão início de carreira está, com Estado do Pará”, detalhou em processo de licitação. a nova proposta, quase Helenilson. Este é um processo permatrês vezes mais do que o Retorno das aulas nente. O Estado conta com piso nacional da categoria, Os titulares da Seduc uma rede física de mais hoje fixado em R$ 1.917 e e Sead ainda expuseram de mil escolas que sempre cujo reajuste, de 13,01%, outros pontos já apresen- passam por um processo está garantido já na folha tados pelo governo aos necessário de manutenção de abril. A aplicação do li- representantes do Sinte- e dentro de um cronogramite de 70 horas também pp, como a proposta de ma”, explicou. subiu em cerca de 42% pagamento do retroativo Diálogo pela o valor da remuneração do piso referente a janeiro qualidade do ensino inicial de professor no Es- e março deste ano. A SePara a secretária Alitado, que estava em R$ duc também informou que ce Viana, a definição de 3.962. Na proposta inicial, irá publicar a portaria de limite para a jornada de o governo do Estado havia lotação em 284 horas e, trabalho atende, inclusive, estabelecido a aplicação com isso, inicia a série de uma bandeira histórica dos imediata da jornada de medidas que podem ser professores. “Chegamos a 200 horas por mês, sem tomadas para a retomada propor, inicialmente, a apliestabelecer a possibilida- das aulas para os estudan- cação imediata da jornada de de aula suplementar. tes da rede pública de en- de 200 horas, sem aulas Porém, representantes do sino já a partir da próxima suplementares. Porém, no Sintepp alegaram que a semana. As aulas da rede processo de discussão com aplicação deveria ser gra- estadual estão em parte a categoria, definimos um dativa, mantendo as aulas prejudicadas pela greve do limite para isso, buscando suplementares. Sintepp, que chegou, no atender a reivindicação, “O Estado tem feito um dia 23 de abril, a 28 dias mas sem perder o foco da esforço num sentido maior de duração. priorização da qualidade que a remuneração, obApesar dos reconhe- do ensino”, afirmou Alice servando uma carga horá- cidos avanços, a propos- Viana. Segundo ela, com o ria que pode ser cumprida, ta foi recusada durante a limite, permite-se que a Lei sem prejudicar a qualidade assembleia do sindicato. 8.030/2014 seja aplicada do ensino. A questão não é Com isso, a Seduc irá tra- de forma gradativa, em financeira. É de qualidade balhar com a contratação até dois anos. do ensino. Lamentavel- de professores, buscando Piso nacional mente, o sindicato insiste retomar as aulas a par“Adicionalmente a em querer manter cargas tir da última semana de isso, o governo do Estado horárias superiores a 300 abril. A Justiça já declarou já adotou todas as provie até mesmo 400 horas a abusividade da greve de- dências e já implantou na por mês, o que gera uma flagrada pelo Sintepp. folha de pagamento do jornada diária, no míni“Nossa disposição mês de abril o reajuste de mo, acima de doze horas sempre foi pelo diálogo 13,01% garantindo incluside trabalho. Isso não é e demonstrando nossa ve a negociação do pagabom para o profissional e preocupação em garan- mento do retroativo desse é ainda pior para o aluno, tir a remuneração, mas piso, que representa 100 que certamente terá um principalmente a questão milhões de reais, pagando rendimento do professor da jornada excessiva, que em 18 meses desde que em sala de aula abaixo do precisa ter um limite esta- fosse feita a suspensão do esperado. Por isso nosso belecido. Os outros pon- movimento grevista. O Esesforço em fazer os ajustes tos sempre debatemos, e tado se preocupou ainda e estabelecer limites. Isso queremos manter a mesa com as consignações para vai garantir que o Estado aberta para o diálogo. que não houvesse um alto tenha uma real avaliação Diante dessa intransigên- comprometimento e está da necessidade de mais cia do sindicato e cons- implantando apenas o liprofessores e concretize o cientes de que uma gran- mite estabelecido por lei concurso, que está previsto de maioria dos professores que é de 30% da remunepara ocorrer já em 2015”, será atendida com a aber- ração e as demais sejam disse o secretário de Edu- tura do limite de 70 horas negociadas com os credocação, Helenilson Pontes. suplementares por mês, res”, comentou a secretáCom a nova proposta, decidimos, contudo, to- ria de Administração. estabelecido o limite de 70 mar esse encaminhamenConcursos públicos horas para concessão de to para evitar que o aluno “Também já confirmaaula suplementar, que na seja ainda mais prejudica- mos a realização de conprática significa hora extra, do”, disse Helenilson. curso público, e o Estado o valor da remuneração O secretário de Educa- publicou uma portaria da inicial aumentou em 42% ção também garantiu que comissão de realização do em relação à apresenta- os principais pontos de de- concurso, e em conjunto da anteriormente, quando bate com o sindicato já fo- com a Seduc e a Sead já não se previa a autoriza- ram resolvidos, como por adotou todas as medidas ção para aula suplemen- exemplo, a piso salarial necessárias para que ainda tar. O ajuste foi feito nos que está acima da média em 2015 tenhamos uma termos da Lei 8.030/2014, nacional, sendo a quinta seleção feita para profesque permite no limite ao melhor remuneração para sores em todas as regiões professor uma jornada professores da rede públi- do Estado”, afirmou Alice de trabalho que possa ser ca no país. Viana. Foto: Fernando Nobre/ASCOM SEDUC Tesouro do Estado repassa R$ 16,5 milhões a 113 hospitais no RS //Hospitais filantrópicos e santas casas que prestam serviços pelo SUS receberam dia 24 de abril, um total de R$ 16,5 milhões, da Secretaria da Saúde (SES/RS). Os recursos são do Tesouro do Estado e correspondem à diferença do pagamento integral da média complexidade, que ficou pendente na terceira semana do mês de abril. No dia 16 de abril, foram liberados aos hospitais e santas casas R$ 54 milhões com recursos federais referente ao mês de março. Com o repasse efetuado dia 24, fica quitado o contratado com as instituições, que soma R$ 70 milhões. O pagamento da média complexidade, feito com recursos federais –um valor fixo e com teto limite– não cobre na integralidade a produção contratualizada com os hospitais. Ou seja, nos últimos anos, a Secretaria da Saúde se com- prometeu com verbas além da sua capacidade orçamentária para fazer a suplementação dos valores, fato esse que a gestão atual está buscando equacionar. Desde janeiro, o governo estadual vem complementando esses repasses para pagar os compromissos na sua integralidade. Em 2015, o Tesouro já destinou mais de R$ 56,2 milhões para suplementar os valores contratados com as instituições. Educação Dois dias só para o Brasil em Harvard //Conferência inédita terá petistas e tucano. Presença e interesse pelo país crescem na universidade //Harvard é a universidade mais antiga dos Estados Unidos e uma das mais famosas do mundo. Dos 20 mil estudantes, cerca de 100 são brasileiros, marca atingida pela primeira vez em 2015. A crescente presença nacional levou à criação de uma associação de alunos do país no ano passado. Crescente também é o interesse despertado ali pelo Brasil. Uma professora argentina costuma recomendar a leitura de textos sobre a história do PT, do Bolsa Família e do orçamento participativo em gestões petistas de Porto Alegre. Não surpreende que agora Harvard hospede uma conferência exclusiva sobre o Brasil, com personagens graúdos da política nacional –e adversários. Iniciativa inédita, a conferência aconteceu em 17 e 18 de abril, tendo como mote o fim da ditadura militar. Foi batizada de “O legado de 30 anos de democracia e os desafios à frente”. Teve um time eclé-tico de palestrantes. O embaixador Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores no governo Lula e da Defesa com Dilma Rousseff. O senador tucano José Serra, ministro do Planejamento e da Saúde na gestão Fernando Henrique. O ministro do Supremo Tribunal Federal Luis Roberto Barroso. E o deputado federal petista Alessando Molon, entre outros. “Tínhamos a preocupação de promover uma discussão qualificada e plural sobre os temas, com visões distintas tanto em termos de orientação ideológica e filiação politica, quanto de área de atuação e trajetória pessoal”, diz Adauto Modesto Junior, um dos diretores de conteúdo do evento. O país será abordado por três ângulos diferentes. No painel “Instituições Democráticas”, os debates se concentrarão nas manifestações de junho de 2013, na reforma do sistema político brasileiro, na influência do avanço tecnológico sobre o debate público e no Marco Civil da internet, lei aprovada após a descoberta da espionagem dos EUA contra Dilma Rousseff. Em “Educação”, vai se discutir como o país pode avançar mais além do que já foi feito nos últimos anos, trilha tida como fundamental no combate à enorme desigualdade social brasileira. Já em “Economia”, a associação de alunos, organizadora do evento, quer debater como aumentar a renda per capita, expandir os serviços públicos e reduzir as desigualdades de renda e de oportunidade. “Nosso objetivo é elevar o escopo e a qualidade da discussão de temas relacionados ao Brasil em Harvard, em particular, e no plano internacional, em geral”, afirma Gustavo Ribeiro, outro diretor de conteúdo do evento. Como os organizadores também estão de olho na imagem do país no exterior, o evento não será apenas de brasileiros para brasileiros. Haverá convidados estrangeiros entre os conferencistas e na plateia. Carl Meacham, diretor para as Américas de um think tank sediado em Washington sobre questões estratégicas internacionais, o CSIS, será um dos oradores, por exemplo. O professor de Direito David Trubek, pesquisador sênior em Harvard especialista em direitos humanos, será outro.

[close]

p. 8

IMPRENSA SINDICAL // MAIO/2015 // PÁGINA 8 São Paulo Dourado ganha estação de tratamento de esgoto //Obra vai beneficiar todos os moradores do município e contribuirá para a despoluição do Ribeirão Dourado Foto: Du Amorim – A2 Fotografia //A cidade de Dourado, localizada a 260 km da capital paulista, ganhou uma estação de tratamento de esgoto. Foram investidos mais de R$ 6,9 milhões nas obras da estação, que beneficiará cerca de 8,6 mil habitantes. A unidade foi inaugurada dia 17 de abril, pelo governador Geraldo Alckmin. “Essa estação trará muitos benefícios para a população, que passará a ter saneamento básico total. É importante para o meio ambiente, para a limpeza dos rios, além de contribuir com o turismo”, destacou o governador. O novo sistema é capaz de tratar 100% dos esgotos coletados da cidade. Serão 23 litros por segundo de esgoto que passarão por ele, o que contribuirá para a despoluição do Ribeirão Dourado –que desemboca no Ribeirão Jacaré-Pepira, um afluente do Rio Tietê. Alckmin explicou que o governo do Estado está fazendo um grande investimento na área de saneamento no interior paulista. “Nós estamos construindo 102 estações de tratamento de esgoto no interior, sendo 20 apenas aqui nessa região”, afirmou.

[close]

p. 9

IMPRENSA SINDICAL // MAIO/2015 // PÁGINA 9 Lu Alckmin - Ação Social-SP Presidente do FUSSESP conhece os novos alunos de Corte e Costura e Modelagem da Unidade São João //Lu Alckmin deu as boas-vindas aos 124 novos alunos matriculados nos períodos da manhã e da tarde do Social são voltados, principalmente, para pessoas desempregadas que estão em busca de uma nova oportunidade no mercado de trabalho. Todos podem aprender uma nova profissão”, disse Lu Alckmin. Com dois meses de duração, os cursos são oferecidos gratuitamente para pessoas com mais de //A unidade São João do Fundo Social de Solidariedade do Estado 16 anos. A Escola de Qualificação de São Paulo (FUSSESP), localiza- Profissional do FUSSESP capacida na região central da capital, tou, até o momento, mais de 105 recebeu dia 2 de abril, a primeira- mil pessoas nas Escolas de Moda, -dama e presidente do FUSSESP , Beleza e Construção Civil, além Lu Alckmin, para uma visita aos da Padaria Artesanal, em suas alunos da 20ª turma da Escola de unidades próprias presentes na capital e na Grande São Paulo e Qualificação Profissional. Nos períodos da manhã e da nos Polos Regionais mantidos em tarde, são oferecidas 124 vagas parceria com os municípios e em para os cursos de Corte e Costura entidades sociais. Os interessados em obter mais e Modelagem. “Os cursos do Funinformações sobre os cursos devem entrar em contato pelos telefones (11) 2588-5702 ou (11) 25885848 ou acessar o site www.fundosocial.sp.gov. br. O endereço da Unidade São João é Rua Ana Cintra, 123, Centro, São Paulo – SP . José Serra-SP Senado aprova projeto de voto distrital de Serra //BRASÍLIA – O projeto que institui o voto distrital para vereadores (PLS 25/2015), de autoria do senador José Serra (PSDB-SP), foi aprovado dia 22/04, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. A proposta, que prevê eleições majoritárias nos municípios com mais de 200 mil eleitores, foi aprovada em caráter terminativo, ou seja, não precisará passar por votação no Plenário da casa, seguindo diretamente para a Câmara dos Deputados. Para José Serra, a implantação do voto distrital fortalecerá as identidades locais e a representatividade dos eleitos. Mais ainda, diminuirá muito os custos das campanhas eleitorais. “O projeto reforça a cidadania local e aumenta o peso do eleitor e aproxima a comunidade do seu representante”, afirmou Serra. O senador lembrou ainda que o voto distrital é uma das pautas reivindicadas pelos manifestantes que saíram às ruas nos últimos protestos realizados em todo o país. Para que o novo sistema eleitoral comece a valer nas próximas eleições municipais, em 2016, é preciso ser aprovado pelo Congresso Nacional até o final de setembro. A etapa do Senado já foi cumprida. De acordo com o relator do projeto, senador Eunício de Oliveira (PMDB-CE), o atual sistema permite que um candidato “puxador de votos”, que conquista grande fatia do eleitorado, eleja colegas de partido ou coligação, até quando a votação deles é menor que a de candidatos de outras legendas. “Não podemos ir para as eleições de 2016 com essa mesma legislação eleitoral, sob pena de a população ficar ainda mais distante desta Casa. Esse é um importante passo que estamos dando para a reforma política”, disse Eunício. De acordo com o projeto, uma cidade com mais de 200 mil eleitores será dividida em distritos, em número igual ao de vagas na câmara municipal. Cada distrito elegerá um vereador por maioria simples (50% dos votos mais um), ou seja, será eleito o candidato mais votado. A divisão do município em distritos ficará a cargo dos Tribunais Regionais Eleitorais, conforme regulamento a ser expedido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O partido ou coligação poderá registrar apenas um candidato a vereador por distrito e cada vereador terá direito a um suplente.

[close]

p. 10

São Paulo-SP Brasil IMPRENSA SINDICAL // MAIO/2015 // PÁGINA 10 Prefeitura investe em ações para conscientização ambiental //Criação das sacolinhas verdes, das duas centrais de triagem mecanizadas e a ampliação da coleta seletiva para mais dez distritos da capital seguem uma agenda pioneira para o tratamento de resíduos recicláveis na cidade //Com o intuito de estimular e ampliar o plano de coleta seletiva, a prefeitura de São Paulo investe em uma série de medidas para atingir a meta de aumentar o percentual de reciclagem dos atuais 3% para 10%, até 2016. A adoção das “sacolinhas verdes” é apenas uma entre várias medidas adotadas pela prefeitura para alavancar a coleta seletiva em São Paulo e reduzir a quantidade de resíduos que são encaminhados para os aterros. Desde o início da gestão, com a criação das duas centrais de triagem mecanizadas (em Santo Amaro e na Ponte Pequena), além da ampliação da coleta seletiva para mais dez distritos da capital, a cidade possui uma agenda pioneira para o tratamento dos resíduos recicláveis. As diretrizes para a gestão de resíduos na cidade estão organizadas no Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos da Cidade de São Paulo (PGIRS), documento elaborado de maneira participativa com entidades e cooperativas. Atendendo à Política Nacional de Resíduos Sólidos, o plano lançado em abril de 2014 estabelece metas e ações na área para os próximos 20 anos. Atualmente, a cidade de São Paulo produz diariamente cerca de 20 mil toneladas de resíduos de todos os tipos (coleta domiciliar, resíduos da construção civil, entulhos, resíduos de saúde, resíduos orgânicos das feiras). Aproximadamente 12,5 mil toneladas são de resíduos da coleta domiciliar. Desse total, São Paulo recicla cerca de 3%, que são processados pelas duas centrais mecanizadas e pelas 21 cooperativas conveniadas. Do montante dos resíduos da coleta domiciliar, aproximadamente 35% é considerado resíduo seco com possibilidade de ser reciclado. Cerca de 50% é o orgânico e o restante são rejeitos. Sacolinhas Verdes Desde o dia 5 de abril, os estabelecimentos comerciais da cidade de São Paulo podem oferecer a seus clientes apenas sacolas reutilizáveis, produzidas com matéria prima renovável, considerada menos nociva ao meio ambiente. A medida não tem a intenção de criar uma “indústria de multas” ou um clima de perseguição ou constrangimento aos cidadãos, comerciantes ou consumidores. Por isso, neste momento, não haverá acompanhamento jornalístico dos trabalhos de fiscalização. Com uma identidade visual de cunho educativo, as sacolinhas funcionam como mais um recurso de sensibilização e conscientização do cidadão na promoção da coleta seletiva. Esta medida tem o intuito de promover um clima de mudança de comportamento com relação ao lixo/resíduo ao oferecer a opção da sacola verde ou cinza para facilitar as compras e estimular a reciclagem. Todos devem se adaptar e, eventualmente, podem receber orientação ou advertência. A decisão judicial que considerou válida a lei que proíbe as sacolas plásticas comuns não tem impacto de custo, assim como o decreto da prefeitura que oferece a alternativa da sacola reutilizável padronizada. Cabe a cada comerciante optar por oferecer ou não, com cobrança ou não, as novas sacolas –da mesma forma que ocorria com as sacolas anteriores. As medidas estão previstas na Lei Municipal 15.374, conhecida como lei das sacolinhas, que foi regulamentada pelo prefeito Fernando Haddad no dia 7 de janeiro deste ano, após a justiça considerá-la constitucional. Além das cores de identificação, as novas sacolinhas ainda terão impressas orientações sobre o descarte correto de resíduos e educação ambiental. As novas sacolas deverão ser oferecidas em dois modelos apenas, nas cores verde e cinza. O fornecimento ou a venda de sacolas plásticas comuns ou as sacolinhas brancas utilizadas atualmente serão vetados. Sacolinha verde – será usada pelo consumidor para carregar as compras e, posteriormente, deverá ser reutilizada para o descarte do lixo reciclável na coleta seletiva (resíduos secos, como materiais de plástico, papel, papelão, vidro e metal). Sacolinha cinza – deverá ser usada para os resíduos orgânicos e rejeitos (fraldas, bitucas de cigarro, chicletes, absorventes femininos, lixo de banheiro e fitas adesivas). Estas poderão destinadas a coleta domiciliar. O munícipe pode consultar os dias e horários de coletas em sua região no site da própria Secretaria Municipal de Serviços. Ampliação da coleta seletiva Quanto a coleta seletiva de resíduos sólidos, em 2013 o serviço era realizado em 75 distritos, sendo que em 14 deles a coleta era universalizada (atingindo todas as ruas). Em setembro de 2014, a prefeitura ampliou a coleta seletiva de lixo para mais dez distritos da cidade com a aquisição de 11 novos caminhões do programa SP Recicla. Atualmente a cidade conta com 62 caminhões que realizam o serviço de coleta seletiva de resíduos secos em 86 distritos, realizado pelas concessionárias Loga, EcoUrbis ou pelas cooperativas conveniadas com a prefeitura, atingindo 46 distritos com coleta universalizada. Esta ampliação possibilitou que um milhão de pessoas passassem a ser beneficiadas com o serviço na cidade, totalizando 4,7 milhões de pessoas. Segundo dados de janeiro deste ano, a cidade de São Paulo tem 70,7% dos seus distritos atendidos pelo serviço de coleta seletiva na cidade, o que corresponde a 61,59% de domicílios atendidos. Ainda em 2015, a previsão é que a prefeitura intensifique os trabalhos para que até o final da gestão a ampliação do serviço de coleta seletiva seja realizada de forma universalizada em 54 distritos. Novas centrais mecanizadas Em um processo inédito na reciclagem de resíduos sólidos, as duas primeiras centrais mecanizadas de triagem da América Latina em Santo Amaro e Ponte Pequena, na região do Bom Retiro, permitiram que capacidade de processamento de recicláveis fosse triplicada. Em conjunto com os investimentos realizados nas cooperativas, a ação fez com que a capacidade de reciclagem dos resíduos gerados na cidade chegasse a 7%, triplicando o serviço e fortalecendo as cooperativas de catadores. Cada um dos equipamentos tem capacidade de processar 250 toneladas por dia. Para a instalação destas centrais foram investidos R$ 59 milhões, sem custo para a prefeitura, pois as empresas concessionárias Loga e Ecourbis são responsáveis pelos empreendimentos como parte de obrigações do contrato de prestação do serviço de coleta de lixo na cidade. Os equipamentos instalados nas centrais automatizadas de São Paulo são inéditos na América Latina e foram importados da França, da Espanha e da Alemanha. Ao longo do processamento, o maquinário tem capacidade de separar por volta de 10 tipos diferentes de resíduos. Todo o trajeto dos materiais ocorre em esteiras automatizadas. Outras duas devem ser inauguradas até 2016, na Vila Maria e em São Mateus, atingindo a marca de cerca de 1.250 toneladas diárias. Inclusão social A política pública de ampliação da coleta seletiva está acompanhada de um processo de valorização das cooperativas de reciclagem. A renda gerada pela venda da produção das quatro centrais mecanizadas será revertida para o Fundo Municipal de Coleta Seletiva, Logística Reversa e Inclusão de Catadores. A central da Ponte Pequena emprega atualmente por volta de 50 catadores da cooperativa Coopere Centro. Com a ampliação do processamento, a quantidade de cooperados envolvidos irá dobrar, com cerca de 70 catadores em dois turnos. Os trabalhadores atuam na seleção, inspeção e controle de qualidade dos materiais. Educação Renato Janine fala em aproximar a educação do mundo da cultura //Em sua primeira entrevista depois da indicação para o MEC, Janine fala sobre sua visão da educação e cultura //por Bruno Bocchini //“Acredito na educação como libertação. Saber não é uma transmissão de conteúdos, não é uma padronização. Penso que um dos pontos importantes é como a gente aproxima isso do mundo da cultura”, disse em entrevista o novo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, ao jornalista Alberto Dines, no programa Observatório da Imprensa, da TV Brasil, que foi ao ar em 31 de março, às 20h. “O mundo da educação é muito mais regulado, porque há cursos, currículos, nota, diploma. Estou fazendo uma esquematização muito simples. O mundo da cultura, você pode ver (o filme) Lincoln, do (diretor Steven) Spielberg, é uma aula sobre escravagismo e abolição. Aula mesmo seria diferente”, acrescentou Ja- nine, lembrando que o aprender tem se tornado mais uma obrigação e menos um prazer. Professor titular de ética e filosofia política da Universidade de São Paulo (USP), o ministro disse estar empolgado com sua nova missão e confessou que, para ele, foi uma “enorme surpresa” a indicação da presidenta para que ele assumisse a pasta. “Estou empolgado. Foi uma surpresa. Realmente eu não esperava. Houve algumas postagens no Facebook em favor do meu nome, mas também em favor de outros nomes.” Manifestações Também fez reflexões sobre a democracia brasileira e as recentes manifestações de rua. Considerando que a democracia depende de instituições, mobilização política e cultura política, o professor avaliou que o país ainda enfrenta problemas no terceiro quesito. “O problema é a cultura política. Política quer dizer que não existe um lado totalmente certo e outro totalmente errado. Você tem preferências. Tem de ter pelo menos dois grupos divergentes, apresentando propostas diferentes. Mas ambos dignos, ambos legítimos”, destacou. “A tendência para escassez de cultura política é achar que a origem de todos os males está sempre na corrupção. E sempre o corrupto é o partido que nós não gostamos. É o outro. Quando vejo esse tipo de discurso, a recusa de diálogo, me parece coisa infantil”, explicou. Direita Sobre como analisaria o reaparecimento de movimen- tos fascistas, Janine informou que vê na atualidade muita liberdade, mas também insegurança. E que, ao contrário de décadas atrás, as pessoas não vivem mais dentro de um pacote de identidade, que antes trazia garantias. “No passado, cada um de nós vivia em um pacote identitário. A gente nasceu na classe média. Tinha umas três ou quatro carreiras universitárias para fazer. Iríamos escolher uma, casar no rito religioso. Tudo está pronto e você não sai dele”, observou. “De repente, nada mais é obrigatório. Você pode dar vazão ao que você é e ao que você quer. Ficamos em situação mais instável, mas com maior liberdade, com maior possibilidade de realização pessoal, mas, estranhamente, com maior possibilidade de frustração. Acho que esse horizonte assusta muito”. O ministro acrescentou que, após receber a indicação para assumir a pasta, recebeu muitas mensagens. Um pequeno número delas cobrando disciplina na sala de aula e até a expulsão de alunos em determinadas situações. “Olho e penso que eles estão falando de condutas horríveis, que não podem ser toleradas. Concordo. Mas a demanda principal é saber se se colocar ordem na bagunça vai resolver. Isto não existe. Este não é um projeto pedagógico, não é um projeto de país.” “No Brasil, há uma certa ideia muito antiga de que, com um homem providencial, autoritário, mal-humorado, despótico, tudo vai funcionar”, concluiu.

[close]

p. 11

IMPRENSA SINDICAL // MAIO/2015 // PÁGINA 11 Aeroviários-SP BRASIL, O PAÍS DOS IMPOSTOS! //O Brasil possui uma das mais altas cargas tributárias de todo o mundo e o país que proporciona o pior retorno dos valores arrecadados em benefício da sociedade. Para 2015, a previsão de arrecadação governamental com impostos é de R$ 2 trilhões, o que baterá todos os recordes. Em nosso país inexiste uma política tributária focada na justiça social, que fizesse com que cada um pagasse seus tributos de acordo com a respectiva capacidade contributiva. Por exemplo, os impostos incidentes sobre os alimentos tem uma média de 27,% do valor cobrados pelos produtos; o que é altíssimo se comparado com vários países desenvolvidos. Nos Estados Unidos, a carga de impostos sobe alimentos é de 14,82 e em Portugal é de 15,36%; só para citar alguns exemplos discrepantes com a realidade brasileira. Algo que saiu da pauta do debate político do Brasil foi o imposto cobrado pelo rendimento auferido, em forma de salários, pelos trabalhadores. Num passado não muito distante, o saudoso político André Franco Montoro, quando era senador da República, tinha uma tese de que “salário não é renda”. Isto sempre fez sentido, só que, a exemplo de outras teses de relevo social, acabou caindo no esquecimento e nunca mais ninguém tornou a tocar no assunto. O fato concreto é que os trabalhadores não tem como escapar das afiadas garras do leão, que devora os minguados recursos que o povão consegue ter em troca de muito suor. Poderia servir de arrimo à tese de que “salário não é renda”, o fato de sua definição essencial apontá-lo como sendo de natureza “alimentar”. Em verdade, os assalariados, em sua quase totalidade, transformam seus vencimentos em subsistência, quase sempre sofrendo com a impossibilidade de arcar com todos os compromissos financeiros, pois os impostos devoram grande parte do poder de compra; além das insuportáveis taxas de juros praticadas no Brasil. Se o montão de dinheiro que o povo paga em impostos retornasse em forma de serviços públicos de qualidade, teríamos outra realidade, pois ninguém teria que se preocupar com gastos com saúde, educação, transportes, saneamento básico, etc. Mas não é esta a realidade em que vivemos! Além da iniquidade tributária e o vazio de retorno na forma de serviços; a sociedade sofre ao ver que uma boa parte Reginaldo Alves de Souza, Mandú, presidente do SAESP do que é pago, acasociedade brasileira seja ba migrando para ne- informada, didaticamengociatas que explodem te, sobre o quanto paga em formas de corrupção de tributos diretos e indique, além do desvio dos retos e o que é feito com recursos públicos para as estes recursos em todas obras e serviços essen- as esferas de governo. É ciais, solapam a estrutu- necessário que haja uma ra ética e moral do país. ampla mobilização social O resumo da ópera para a cobrança de uma é que o sistema tributá- reforma tributária focada rio brasileiro é injusto e na justiça social. Afinal contribui para a perpe- de contas, de que adiantuação e o aprofunda- ta termos um Estado rico mento das desigualda- à custa de uma sociedades sociais. Urge que a de pobre? Ituiutaba-MG Índice de asfaltamento em Ituiutaba deve chegar próximo de 100% //Os índices apresentados pela Secretaria Municipal de Obras e Serviços Púbicos mostram que a atual administração está desenvolvendo o maior projeto de asfaltamento e de recapeamento de vias públicas das últimas décadas, deixando o índice de ruas asfaltadas em mais de 93%, onde 16 bairros receberam o benefício nos últimos quatro anos. “Estamos iniciando uma nova etapa de asfaltamento, mas vou ainda lutar por recursos para que possamos deixar nossa cidade com 100% de asfalto”, comentou o prefeito de Ituiutaba, Luiz Pedro Corrêa do Carmo. Juntamente com o secretário municipal de Obras e Serviços Públicos, Luiz Manoel Parreira, e o secretário de Planejamento, Carlo Novais, Luiz Pedro tem visitado todos os setores verificando onde devem ser priorizados os serviços, especialmente conforme o volume de casas em cada rua. Nos bairros Santa Edwiges e Santa Maria, o trabalho começou com a construção de redes pluviais, obra de suma importância para que no futuro moradores da região não sofram as consequências das chuvas, como ocorre em vários setores da cidade. “No passado foram asfaltadas muitas ruas e avenidas e não fizeram redes pluviais e isso tem sido um enorme problema”, comentou o secretário de Obras. A Avenida Redenção é uma das vias que recebe a obra de rede pluvial, sendo que em seguida receberá o asfalto. “Quero trabalhar para que a região do Santa Maria e Tupã, em breve tenha todas as suas ruas asfaltadas”, comentou o prefeito. A obra também será levada a outros setores da cidade, como o bairro Paranaíba e Satélite Andradina.

[close]

p. 12

Emprego Economia IMPRENSA SINDICAL // MAIO/2015 // PÁGINA 12 Emprego na indústria cai 0,5% em fevereiro, diz IBGE //Na comparação com fevereiro de 2014, houve queda de 4,5%. É a segunda queda consecutiva do ano –em janeiro, variação foi de -0,2% //O emprego na indústria brasileira registrou queda de 0,5% em fevereiro na comparação com janeiro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a segunda queda consecutiva do ano. Em janeiro, houve variação negativa de 0,2%. Em dezembro de 2014, houve acréscimo de 0,3%. Na comparação com fevereiro de 2014, o emprego industrial teve queda de 4,5%, 41º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto e o mais intenso desde novembro de 2014 (-4,7%). No índice acumulado para o primeiro bimestre deste ano, o total do pessoal ocupado na indústria recuou 4,3%. No índice acumulado dos últimos 12 meses, a queda é de 3,6%, mantendo a trajetória descendente iniciada em setembro de 2013 (-1,0%), segundo o IBGE. Ramos pesquisados Em relação a janeiro, houve redução de trabalhadores nos 18 ramos pesquisados, com destaque para meios de transporte (-8,7%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-12,2%), produtos de metal (-9,4%), outros produtos da indústria de transformação (-8,5%), máquinas e equipamentos (-4,6%), calçados e couro (-7,1%), alimentos e bebidas (-1,3%), vestuário (-3,9%), metalurgia básica (-6,0%) e papel e gráfica (-3,0%). No acumulado do primeiro bimestre do ano, as taxas negativas foram registradas em 17 dos 18 setores investigados. As contribuições negativas mais relevantes sobre a média nacional vieram de meios de transporte (-8,2%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-11,8%), produtos de metal (-8,8%), outros produtos da indústria de transformação (-8,3%), máquinas e equipamentos (-4,5%), calçados e couro (-7,0%), alimentos e bebidas (-1,3%), vestuário (-3,8%), metalurgia básica (-6,0%) e papel e gráfica (-3,2%). Por outro lado, a atividade de produtos químicos (0,0%) foi única que não assinalou queda no índice acumulado no ano. setores pesquisados apontando redução. O índice acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de -4,1% em janeiro para -4,4% em fevereiro, manteve a Horas pagas trajetória descendente Em fevereiro, o nú- iniciada em setembro mero de horas pagas de 2013 (-1,0%). aos trabalhadores, já Valor da folha descontadas as influênde pagamento cias sazonais, apontou Em fevereiro de ligeira variação negativa de 0,1% frente a ja- 2015, o valor da folha de pagamento real dos neiro (0,2%). Na comparação com trabalhadores da indúsfevereiro de 2014, o tria ajustado sazonalnúmero de horas pagas mente (considerando as mostrou redução de variações de épocas do 5,2%, 21ª taxa negativa ano) recuou 0,9% frente consecutiva. A redução ao mês imediatamente foi registrada nos 18 anterior, após também ramos pesquisados. mostrar queda em jaNo acumulado do neiro último (-0,6%). primeiro bimestre de Na comparação com 2015, houve recuo de fevereiro de 2014, o 5,2%, com 17 dos 18 valor da folha de pagamento real recuou 6,1%, nona taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto e a mais intensa desde abril de 2003 (-6,8%), com resultados negativos nos 18 ramos investigados. No índice acumulado no primeiro bimestre de 2015, o valor da folha de pagamento real na indústria recuou 5,2%, com taxas negativas nas 18 atividades pesquisadas. O índice acumulado nos últimos 12 meses, ao mostrar redução de 2,5% em fevereiro de 2015, apontou o resultado negativo mais intenso desde janeiro de 2004 (-3,0%) e permaneceu com a trajetória descendente iniciada em janeiro de 2014 (1,6%). Desemprego Oi corta 1.070 postos de trabalho e vê gasto com pessoal 20% menor //Demissões atingem todos os níveis da companhia. Empresa teve prejuízo de R$ 4,4 bilhões no quarto trimestre de 2014 //A Oi está eliminando 1.070 postos de trabalho da empresa em abril, ou 6% do quadro de funcionários diretos, em mais uma etapa do plano de reorganização iniciado no quarto trimestre de 2014 para simplificar sua estrutura. As demissões atingem todos os níveis da companhia e se somam ao corte de cerca de 150 diretores e gerentes em outubro passado. O ajuste no quadro de pessoal faz parte de uma ampla estratégia do presidente da Oi, Bayard Gontijo, de fortalecer a saúde financeira da empresa, que tem alto endividamento e ainda ressente da fracassada fusão com a Portugal Telecom. Segundo comunicado da Oi à Reuters, com os desligamentos e o bloqueio de número não informado de vagas que estavam abertas, o grupo de telecomunicações reduzirá em ao redor de 20% suas despesas relacionadas à estrutura de pessoal. Os encargos com as demissões serão contabilizados no resultado da Oi do segundo trimestre. “O ano de 2015 é desafiador em todo o contexto macroeconômico do país e também no setor de telecomunicações. Considerando este cenário e os próprios desafios da companhia, a Oi desenvolveu um plano orçamentário para 2015 para assegurar ganhos de produtividade e de rentabilidade”, disse a Oi. “Mesmo com a redução do quadro funcional, (a Oi) continua sendo um dos maiores empregadores do Brasil, gerando cerca de 177 mil empregos diretos e indiretos em todo o território nacional”, acrescentou a companhia. Rumores Na últimas semanas, sindicatos de trabalhadores de telecomunicações buscaram agendar audiência com representantes da Oi, em meio a rumores de demissões na empresa. O presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores de Empresas de Telecomunicações (Fenattel), Almir Munhoz, disse à Reuters ter sido informado pela Oi que o Estado mais afetado pelos cortes será o Rio de Janeiro, onde fica a sede do grupo. De acordo com o sindicalista, a Fenattel demandou benefícios aos demitidos, tais como convênio médico e um salário por ano trabalhado, com o objetivo de minimizar o impacto aos dispensados. No dia 27 de março, o presidente da Oi disse em teleconferência com analistas que concentrará esforços na redução de custos e na geração de caixa neste ano, após o grupo ter registrado prejuízo de R$ 4,4 bilhões em 2014. “Temos reuniões semanais para analisar todas as linhas dos custos para melhorar em todos os aspectos, e (quadro de) pessoal é uma das linhas”, disse o presidente da Oi na ocasião, sem dar mais detalhes. Outras também cortam Segundo a Fenattel, a Oi não está sozinha na redução de funcionários. A federação informou que a Telefônica Brasil, que opera a marca Vivo, demitiu cerca de 1 mil pessoas em fevereiro. Neste mês, a Nextel cortou 1 mil funcionários em São Paulo. Procuradas, Telefônica Brasil e Nextel confirmaram a realização de ajustes em seus quadros de empregados, mas não revelaram quantos funcionários foram atingidos. A Telefônica Brasil promoveu “uma reorganização em suas áreas com o objetivo de obter maior sinergia de processos e atividades” em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, por meio de programa de demissões voluntárias. A Nextel disse que reestruturou sua área de serviço de atendimento ao cliente para “otimizar recursos e consolidar um modelo sustentável para suas operações”.

[close]

p. 13

Saúde “Pensaram que eu era surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei a minha própria realidade.” Frida Kahlo IMPRENSA SINDICAL // MAIO/2015 // PÁGINA 13 A depressão e os músculos //Novo estuda explica como os exercícios físicos ajudam quimicamente o cérebro a suportar melhor o estresse //Que a prática de exercícios está associada à sensação de bem-estar todos reconhecem. Nem por isso nós nos sentimos motivados a incorporá-los à vida cotidiana, prática que exige esforço e disciplina. Depois de caminhar, correr, nadar ou pedalar entramos num estado de paz e tranquilidade mental, quase inacessível nos dias sedentários. Com os músculos exaustos, ficamos mais relaxados, otimistas e autoconfiantes. Embora essas sensações sejam conhecidas por qualquer pessoa que se disponha a caminhar alguns quilômetros, o mecanismo pelo qual a atividade física exerce influência sobre o cérebro a ponto de alterar o humor e o estado de espírito, é mal conhecido. Em estudo recente publicado na revista Cell, por L. Agudelo e colaboradores do Instituto Karolinska, sugere que um metabólito do aminoácido triptofano (essencial para a produção de vitamina B3) esteja envolvido nesse mecanismo. Esse metabólito é a quinurenina. A quinurenina e seus metabólitos (compostos resultantes de sua decomposição) participam de funções biológicas essenciais à sobrevivência, como a dilatação dos vasos sanguíneos durante os processos inflamatórios e a organização da resposta imunológica. Sabemos há algum tempo que o aumento da produção de quinurenina pode precipitar sintomas depressivos. Seus metabólitos estão associados às deficiências cognitivas, às encefalopatias, à esclerose múltipla, aos tiques, ao metabolismo das gorduras, à demência pelo HIV e a outros distúrbios psiquiátricos. O cortisol e outros hormônios liberados durante o estresse, e certos mediadores que participam dos processos inflamatórios, ativam enzimas responsáveis pela síntese de quinurenina, aumentando sua produção, seus níveis na corrente sanguínea e a presença no cérebro. Ao entrar no cérebro, a quinurenina é convertida em metabólitos que promovem estresse celular e interferem no comportamento. Quando o estresse é acompanhado por exercícios físicos, as sucessivas contrações da musculatura promovem uma cascata de reações bioquímicas que levam ao aumento da produção de determinados enzimas (KATs), que se encarregam de transformar quinurenina em ácido quinurênico. Ao contrário do composto que lhe deu origem, o ácido quinurênico é incapaz de penetrar a barreira que separa o sangue periférico do líquor, o líquido que banha o sistema nervoso central. Dessa forma, o cérebro fica menos exposto aos efeitos depressivos da quinurenina, portanto mais resistente ao estresse. Por essas razões, a atividade física deve ser incorporada às estratégias de prevenção e tratamento dos distúrbios relacionados com o estresse, como é o caso das depressões. O conhecimento desses mecanismos abre a possibilidade de desenvolver drogas que interfiram nos mediadores produzidos durante as contrações musculares, capazes de reduzir a quantidade de quinurenina na circulação sanguínea. Colher os benefícios da atividade física tomando comprimidos, sem sair da poltrona, é o sonho de todo sedentário. Lazer Horóscopo //O amor está no ar. Preste atenção! 21/03 a 19/04 20/04 a 20/05 Culinária Pão de minuto //INGREDIENTES • • • • • • • 3 ovos 3 colheres de açúcar 1 colher de sal rasa 1/2 copo de óleo 60 g de fermento fresco 1 kg de farinha de trigo 2 copos (americano) de leite morno //MODO DE PREPARO • Bater tudo no liquidificador por alguns minutos. • Coloque em uma vasilha grande e acrescente aos poucos o trigo peneirado, até desgrudar da mão. • Deixe crescer por 30 minutos. • Enrole e leve ao forno pré-aquecido. • Tempo de preparo: 1h30min • Rendimento: 20 porções Fonte: http://www.tudogostoso.com.br/receita/66748-pao-de-minuto.html //Amigos são uma grande fonte de alegria. Que tal tomar uma boa dose de amigos?! //A felicidade bate à sua porta. Abra-a e saboreia com moderação! 21/05 a 21/06 22/06 a 22/07 //Vá com calma! Seja bom ou ruim, é recomendado ir com calma. Humor Oportunidades... //Lazer, lazer, lazer... Essa é a pedida para sua saúde. 23/07 a 22/08 //Coisas misteriosas acontecem no universo. Confie na providência divina. 23/08 a 22/09 //Sabe aquele desejo mais ítimo seu?! Cuidado, ele pode acontecer! 23/09 a 22/10 23/10 a 21/11 //Lance a flecha em direção ao seu objetivo. O resto é com o universo. //Um dia você quis. Hoje você colhe. Seja feliz! 22/11 a 21/12 //Há muito a harmonia não se faz presente. Não desperdice-a. Curta cada segundo seu. 22/12 a 19/01 //Felicidade chegou e você a agarrou. Este momento é todo seu. Curta-o!!! 20/01 a 18/02 Fonte: http://www.umsabadoqualquer.com/1505-oportunidades/ //Há algumas pessoas que com elas tudo é tão bom. Tudo é mais só coração. Esteja perto delas! 19/02 a 20/03 “Pinto a mim mesmo porque sou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor.” Frida Kahlo

[close]

p. 14

IMPRENSA SINDICAL // MAIO/2015 // PÁGINA 14 Secovi-SP Ministro Gilberto Kassab diz que o Minha Casa, Minha Vida passará por mudanças estruturais // Durante encontro da política “Olho no Olho” do Secovi-SP , dia 10 de abril, o ministro das Cidades disse que o governo vai atingir a meta de contratar mais 3 milhões de habitações até 2018 //O ministro das Cidades, Gilberto Kassab, esteve no Secovi-SP (Sindicato da Habitação) dia 10 de abril, em mais uma edição do encontro da política “Olho no Olho” da entidade. Para empresários, políticos e jornalistas, Kassab falou que a prioridade do governo é investir em habitação de interesse social. “Não há país que tenha feito um programa habitacional com essas proporções”, enfatizou, referindo-se ao programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). De acordo com o ministro, o Minha Casa, Minha Vida e o Bolsa Família melhoraram a qualidade de vida de mais de 50 milhões de pessoas. Para o presidente do Secovi-SP , Claudio Bernardes, a indústria imobiliária tem papel relevante no desenvolvimento do país, mas precisa de condições econômicas básicas para operar. “Confiamos na sensibilidade do ministro e acreditamos que as decisões corretas para o setor serão tomadas.” Novidades – A fase 3 do MCMV será concluída em breve, conforme disse o ministro Kassab, e vai trazer inúmeras mudanças, como o reajuste dos valores dos preços, a fim de repor o aumento da inflação, a regionalização, para atender convenientemente as famílias e respeitar as diferenças de um país com as dimensões do Brasil e inclusão no programa do Minha Casa Melhor (financiamento da Caixa para a compra de móveis e eletrodomésticos). Ainda não está definida a data de lançamento dessa nova etapa, mas a meta é de contratar mais 3 milhões de unidades, até 2018. “Tenho convicção de que a cumpriremos”, afirmou. Conforme a secretária Nacional de Habitação, Inês Magalhães, foram contratadas, nacionalmente, 3.755 milhões de unidades pelo Minha Casa, Minha Vida. Em São Paulo, onde o preço da terra é muito elevado, 674 mil unidades foram contratadas, 377 mil entregues e 468 mil concluídas. Kassab disse que o Ministério das Cidades cuida do saneamento, do transporte e da moradia e que a união e o atendimento deles proporcionam qualidade de vida. Após questionamento, Kassab opinou sobre a reforma política. “Existe uma proposta já aprovada no Senado que proíbe a coligação proporcional. Pessoalmente, sou favorável a ela, para que possamos montar agendas políticas e dar cara aos partidos.” Autoridades presentes – Nesta edição do encontro “Olho no Olho”, inúmeros representantes do poder público compareceram. Dentre eles, Rodrigo Garcia, secretário da Habitação do Estado de São Paulo; os deputados federais Ricardo Izar e Walter Shindi Ihoshi; Elton Santa Fé Zacarias, secretário-executivo do Ministério das Cidades; Inês Magalhães, secretária Nacional de Habitação do Ministério das Cidades; Arley Ayres, chefe de gabinete do Ministério das Cidades; Fernando de Mello Franco, secretário municipal do Desenvolvimento Urbano de São Paulo; José Floriano, secretário municipal da Habitação de São Paulo; Edir Sales, vereadora e vice-presidente da Câmara Municipal de São Paulo; José Police Neto, vereador da Câmara Municipal de São Paulo; Vinicius CaFoto: Secovi-SP/Calão Jorge marinha, prefeito Municipal de Marília; Gabriel Ferpato dos Santos, prefeito de Piracicaba; Felipe Penedo de Barros, secretário municipal da Habitação de Limeira; Renata Paiva, vereadora da Câmara Municipal de São José dos Campos; Januário Montone, ex-secretário municipal da Saúde de São Paulo; Ricardo Pereira Leite, ex-secretário Municipal da Habitação de São Paulo. Da esquerda para a direita: ministro Gilberto Kassab, secretária Nacional de Habitação Inês Magalhães, e presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes

[close]

p. 15

Geral Jader Barbalho-PA empreendimentos, ambos considerados de fundamental importância para a infraestrutura de transportes do Estado e também das Regiões Norte e Centro-Oeste. Na correspondência encaminhada ao ministro do Planejamento, o pedido do senador – reiterado a seguir diretamente à Presidência da República–, teve por objetivo a inclusão, no novo programa de concessões do governo federal, dos projetos de derrocamento do Pedral do Lourenço, no rio Tocantins, e da construção do ramal da Ferrovia Norte/Sul no trecho que vai de Açailândia, no Maranhão, até o porto de Vila do Conde, no município de IMPRENSA SINDICAL // MAIO/2015 // PÁGINA 15 Jader quer Pedral e Ferrovia em programa federal Barcarena. A materialização dos dois empreendimentos, conforme frisou Jader Barbalho, é uma aspiração das lideranças políticas, dos dirigentes empresariais e de toda a sociedade paraense. A manifestação do líder maior do PMDB do Pará foi provocada, desta feita, por declarações do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, a agências noticiosas. A notícia, distribuída para todo o Brasil e divulgada dia 20 de abril, dá conta da elaboração pelo governo, sob a responsabilidade direta do Ministério do Planejamento, de um novo programa de concessões. No ofício ao ministro, Jader considerou louvável a iniciativa e ressaltou que um programa de tal natureza vai, sem dúvida, atrair a participação de investidores privados em obras de infraestrutura, “o que é vital para o fortalecimento da economia nacional e para o aumento da eficiência da cadeia logística do Brasil”. Destacou o senador que a operacionalização da Hidrovia do Tocantins –tendo como pré-condição necessária o projeto de derrocamento do Pedral do Lourenço– vai baratear o custo de transporte entre as Regionais Norte e Centro-Oeste do Brasil, assegurando com isso maior rentabilidade aos nossos produtores. Também vai facilitar o escoamento da produção de grãos de ambas as regiões, desafogar os já saturados sistemas portuários do Sul/Sudeste do país, aumentar a competitividade do produtor brasileiro e ampliar significativamente a inserção do Brasil no mercado internacional. Quanto ao projeto de ampliação da Ferrovia Norte/Sul, ressaltou Jader Barbalho que, a par de contribuir para o aprimoramento da cadeia logística do Pará e de toda a Região Norte do Brasil, é por demais evidente o caráter estratégico do empreendimento. A começar, conforme assinalou, pelo fato de que a ferrovia cortará algumas das regiões de maior potencial produtivo do Brasil, devendo assim constituir-se em poderoso instrumento indutor do desenvolvimento econômico. Ressaltou, também, que a ferrovia tem uma importância crucial para a consolidação do Porto de Vila do Conde como principal saída do Brasil pela Região Norte para os mercados do Caribe, América do Norte, Ásia e Europa. E será no futuro, uma vez construída, peça fundamental para integrar toda a logística de transportes do Norte e Centro-Oeste ao Porto do Espadarte. Localizado em frente ao município de Curuçá, no litoral nordeste paraense, o Espadarte será um dos maiores terminais marítimos do planeta, o que confere desde já ao Pará –e ao Brasil– uma posição de grande destaque na movimentação mundial de cargas num futuro de médio prazo – acrescentou. //Por meio de ofício dirigido ao ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, com cópia endereçada também à presidente Dilma Rousseff, o senador Jader Barbalho (PMDB) reforçou, dia 22 de abril, a luta que vem travando desde o início do atual mandato em defesa de obras destinadas a modernizar e tornar mais eficiente a cadeia logística do Pará. Desta feita, o pleito diz respeito especificamente a dois Bahia Estação do metrô em Bom Juá beneficia 70 mil soteropolitanos Fotos: Manu Dias/GOVBA ção Bom Juá começou a atender o público logo após a cerimônia de inauguração, realizada com a presença do prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto, e de outras autoridades. Kassab disse que os investimentos em Salvador, como os aplicados na mobilidade, vão //Os moradores drados de área cons- continuar e têm sido da região de Bom Juá, truída, beneficia cerca prioridade para o goem Salvador, já podem de 70 mil moradores verno federal. “Já foi utilizar, desde o dia dos bairros da Fazenda investido um volume 23 de abril, a estação Grande do Retiro, São grande, cerca de R$ do metrô, inaugurada Caetano, Calabetão, 2,3 bilhões nos últimos possibilitando pelo governador Rui Mata Escura, Arraial do anos, Costa, com a presença Retiro, Barreiras e São que as obras continuem sendo executadas”. do ministro das cida- Gonçalo. Segundo Rui Cos- Economia de tempo des, Gilberto Kassab. O A diarista e cuidadodeslocamento dos usu- ta, as obras do metrô ários, entre Bom Juá e prosseguem com inves- ra de idosos, Maria das a Lapa, será feito em timentos feitos a partir Neves, 65 anos, mora aproximadamente 15 de empréstimos toma- na Rua Rio Branco, próminutos. Com a entre- dos pela CCR Metrô xima à entrada da nova ga da sexta estação do Bahia, empresa da ini- estação. Esperando o equipamento público, a ciativa privada que ad- ônibus no ponto pela Linha 1 do metrô passa ministra o equipamento última vez, enquanto a ter nove quilômetros em Salvador. “Em junho a solenidade era realide extensão, amplian- ou julho, será entregue zada, ela disse que no do também seu poten- a estação de Pirajá e, dia 22 de abril ficou cial de embarque. A até 2017, teremos 41 esperando ônibus no nova estação, que pos- quilômetros de metrô Barbalho por uma hora sui 5.150 metros qua- em Salvador”. A esta- e quarenta minutos e ainda enfrentou mais uma hora no engarrafamento, até conseguir chegar em casa. De metrô, o mesmo trajeto teria sido feito em menos de 15 minutos. “Se fosse hoje, eu teria ido até o Campo da Pólvora e pegado o metrô. Às vezes eu também ia até o Retiro pegar o metrô para ir ao centro, só para não enfrentar os engarrafamentos. Hoje mesmo, mais tarde, vou pegar o metrô para ir ao Shopping Bella Vista”. A nova estação é moderna e confortável e segue os padrões de acessibilidade com rampas, elevadores e escadas rolantes, piso-tátil e sinalização-tátil nos corrimãos das escadas. Também tem sanitários públicos feminino e masculino e sanitários adaptados para pessoas com deficiência. As linhas 1 e 2 do metrô têm investimento total de R$ 3,6 bilhões dos governos estadual e federal e da concessioná- ria CCR Metrô Bahia. Projeto VLT Durante o evento, o governador Rui Costa disse que apresentou ao ministro o projeto do VLT, que vai substituir o trem do Subúrbio Ferroviário de Salvador. “Sobrevoamos o trecho e estamos prontos para licitar, assim que houver a autorização da Caixa. Serão 18 quilômetros de VLT, saindo de Paripe até o Comércio”. As obras de transporte de massa na capital baiana vão se somar a outras já concluídas ou em andamento, como as avenidas transversais, linhas Azul e Vermelha, ligando a Orla Atlântica ao subúrbio, passando pela Gal Costa, Pinto de Aguiar, 29 de Março e Orlando Gomes. Para o governador, a cidade está passando por uma grande transformação, a partir do projeto Mobilidade Salvador. “As obras abrem o vetor de desenvolvimento, com a instalação de novos equipamentos. Já temos um grande empreendimento da iniciativa privada sendo construído entre Pirajá e Águas Claras, que deve gerar até seis mil empregos permanentes, além dos postos de trabalhos criados durante a construção”. Governador Rui Costa e o Ministro das Cidades, Gilberto Kassab, inauguram a Estação Bom Juá da Linha 1 do Sistema Metroviário de Salvador

[close]

Comments

no comments yet