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ECO DA TRADIÇÃO - ANO XIII - Nº 165 - MAIO DE 2015 Campanha #vempromate #pelapazmundial fez sucesso Foto: Divulgação Prendas do Rio Grande do Sul se despedem em maio Foto: Liliane Pappen EDITORIAL A inversão de valores Página 02 ECO ENTREVISTA Conheça os peões do RS Páginas 14 e 15 CEVANDO O MATE Página 20 Páginas 03 e 18 As relações entre MTG e entidade Página 17 15ª RT conquista o Entrevero Lourenço Nunes, de Portão, é o Peão Farroupilha do RS, conquistando o mesmo título que seu pai obteve em 1990. Tiago Radin, de Nova Bassano, 11ªRT, confirmou o 1º lugar de Guri Farroupilha Bernardo Cossetin, de Ijui, 9ª RT, entrou para história ao conquistar o 1º titulo de Piá do RS Foto: Rogério Bastos Páginas Centrais Página 10 Em um evento que teve muita confraternização e colaboração entre os participantes, também tiveram famílias e amigos reunidos torcendo e incentivando. A 4ª e a 9ª região conquistaram 02 crachás cada, os demais foram para a 20ª, 3ª, 11ª, 7ª e 15ª RTs.

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2 Ano XIII - Edição 165 EDITORIAL Manoelito Savaris - Presidente Maio de 2015 OPINIÃO Por: José Roberto Fischborn Vice-presidente Artístico A inversão de valores Rua Guilherme Schell, 60 Porto Alegre / RS CEP: 90640-040 Email: ecodatradicao@mtg.org.br www.mtg.org.br mtg-rs.blogspot.com wp.clicrbs.com.br/mtg Contato: 51. 3223-5194 Há uma regra do direito que diz: “o ônus da prova cabe a quem acusa”. Dessa premissa é que derivam inúmeros procedimentos judiciais e administrativos. É com base nesse primado que se constroem direitos jurídicos e garantias individuais. Esta é uma regra com a qual todos concordam e que, aparentemente, todos respeitam. Aparentemente! Há duas instâncias em que essa premissa não é respeitada: a mídia e o mundo político (legislativo). Claro que os muitos jornalistas e vários políticos não concordam comigo. Os primeiros dizem: “estamos somente dando publicidade a uma notícia” e os segundos “não estamos acusando, estamos investigando”. Ora, ora. Não é assim que as coisas funcionam. Não é assim que a sociedade encara as notícias e as “investigações parlamentares”. Se alguém tem dúvidas, observe os comentários ou analise o comportamento das pessoas diante de uma “notícia” do tipo: “o vereador fulano de tal propõe a realização de uma CPI para apurar tal fato”. Na prática funciona assim: se o jornal publicou é verdade! Se o político disse, é verdade! Se a televisão anunciou, nem se discute! É difícil explicar porque as coisas são dessa forma, especialmente porque sabemos que muita coisa que é publicada pela mídia não é verdadeira, ou não ocorreu daquela forma, ou não se deu naquela dimensão. Assim como estamos cansados de saber que por trás da maioria das iniciativas “moralizadoras” dos políticos está o interesse pessoal, partidário ou eleitoreiro. Jornalistas escrupulosos e parlamentares cuidadosos, antes de expor publicamente alguma coisa, se certificam de que aquilo é verdade e que há indicativos concretos e claros para a acusação. Recentemente um importante noticiário da televisão deu destaque a uma iniciativa da Câmara de Vereadores de Viamão que realizou uma CPI para apurar “irregularidades” em evento realizado pela Fundação Cultural Gaúcha. Quem conhece o assunto sabe que não houve qualquer irregularidade capaz de ser tratada como delito ou desvio de conduta, no entanto, grande parcela da população já tomou aquela divulgação como uma sentença: “o fulano ali citado é culpado e não se discute mais”. Agora é outro vereador que requer instalar uma CPI para “apurar fatos relacionados com a aplicação dos recursos públicos anuais aplicados nos festejos do acampamento farroupilha realizado no Parque Mauricio Sirotsky Sobrinho”. Pois bem, fiscalizar a aplicação de recursos públicos é uma tarefa do vereador. Certamente esse vereador faz isso com todos os recursos públicos utilizados em eventos públicos. Nenhum reparo à essa iniciativa. Por outro lado, a mídia ao dar publicidade a isso, já sentenciou: “câmara apura irregularidades”. Quais irregularidades? Quem as cometeu? De que forma? Quem foram os beneficiados de tais delitos? A esses questionamentos não há respostas. Nem pode haver. Simplesmente nada foi apurado ainda. Mas, os comentários de muita gente (uns mal informados, outros mal intencionados e outros com interesses bem definidos) já são como se tivesse havido uma apuração, se houvesse uma acusação clara contra alguém, se já houvesse uma sentença judicial. Infelizmente, está havendo uma permanente inversão do primado de que “todo cidadão é inocente até que se prove sua culpa”. Pior ainda é a situação em que o acusado tem que provar não ser culpado. Ao acusador nada se exige. Claro que no final, depois de feitas as apurações e de ficar constatado que não há irregularidade, tudo se encerra e fica o dito pelo não dito. Ao acusado, já “condenado” pela sociedade e pela mídia, resta lamber suas feridas, administrar a vergonha de ter sido exposto como se fosse bandido, encarar os filhos e dizer a eles: “não se envergonhem do pai de vocês, ele nada deve e nada fez de errado” e esperar que o tempo se encarregue de mostrar quem é quem. Painel, Arte e Tradição! Anualmente o Painel Artístico de Danças Tradicionais tem a finalidade de expor a forma de trabalho da Comissão de Avaliação Artística, buscando equalizar o entendimento entre avaliadores, instrutores e posteiros sobre as danças tradicionais. Neste ano o painel trouxe debates sobre contextos, pares independentes, condução das prendas, andamento musical, um pouco de liberdade aos olhares, comedir as flexões e inflexões, o que pode o que não pode e etc. Todo esse debate me fez pensar no nível técnico ao qual nossas danças e apresentações estão impregnados, e ouso a me perguntar: aonde queremos chegar? Será que a naturalidade, espontaneidade e tradicionalidade sucumbirá a frieza e exatidão das execuções tecnicamente minuciosas e detalhadas? Pergunto isso pois nesse dia vi e ouvi questionamentos à comissão das mais diversas pessoas, dotadas de um conhecimento ímpar, esmerilhando cada detalhe de cada dança, vi pessoas com uma voracidade contextual incrível, na ansiosa busca da perfeição, tentando antever todas as formas de possíveis pensamentos ou argumentos dos painelistas, dando a nítida impressão de tentarem sair dali com seus grupos pré-avaliados. Me arrisco um pouco mais e faço mais um questionamento para que possamos refletir: E a Arte e a Tradição? Qual seu espaço no meio de tudo isso? E quando falo arte, falo daquela arte espontânea, aquela com o coração, aquela que nos emociona, como fica ela no meio da precisão e perfeição de todas essas execuções técnicas? Realmente não vi relevante preocupação com essa questão nos debates. Mas quem sabe em uma próxima oportunidade, possamos nos aprofundar nessa seara! Quando nossas danças foram descritas e registradas, os relatos da época mostravam execuções muito simples carregadas de muita alegria, naturalidade e espontaneidade, e que ao longo dos anos foram sendo aprimoradas, as vezes distorcidas e até mesmo inventadas, nos conduzindo a nossa atual realidade. Hoje, nos resta pensar. Pensar se este é realmente o caminho certo, e quando formos preparar nossos grupos devemos nos lembrar que estamos representando a tradição gaúcha, deixemos as invencionices de lado, pois elas têm ocorrido de formas muito exageradas e inconsequentes, chegando até mesmo a ferir a relação de respeito de homem e mulher, e quem sabe passemos a nos preocupar um pouco mais com a simplicidade e tradicionalidade. Foto: Divulgação EXPEDIENTE: SUPERVISÃO: Manoelito Carlos Savaris DIREÇÃO GERAL: Nairioli Callegaro DIREÇÃO DE REDAÇÃO: Rogério Bastos DIAGRAMAÇÃO E DESIGN: Liliane Pappen CONSELHO EDITORIAL: Nairioli Callegaro, Odila Paese Savaris e Gustavo Bierhaus JORNALISTAS RESPONSÁVEIS: Rogério Bastos (16.834) Liliane Pappen (16.835) Fúlvio Lopes (16.200) ESTÁGIO E REVISÃO: Ticiana Leal COMERCIAL E EXPEDIÇÃO: Emeli Duarte IMPRESSÃO: Zero Hora TIRAGEM: 3 mil exemplares Atendimento 09 às 12 horas e das 13 às 18 horas De segunda a sexta-feira Valores da Anuidade R$ 940,52 Plena R$ 808,44 Parcial R$ 500,26 Especial Estudantis R$ 148,05 40% do valor é repassado às RTs. Maio Valor MTG: PRESIDENTE: Manoelito Carlos Savaris VICE PRESIDENTE DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS: Nairioli Callegaro VICE PRESIDENTE DE CULTURA: Elenir Winck VICE PRESIDENTE ARTÍSTICO: José Roberto Fischborn VICE PRESIDENTE CAMPEIRO: José A. Araújo VICE PRESIDENTE ESPORTES: Martim Guterres Damasco Não nos responsabilizamos pelas opiniões publicadas no jornal Painel utilizou espaço confortável da UFSM

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Ano XIII - Edição 165 CIRANDA CULTURAL DE PRENDAS Maio de 2015 3 Programação da 45ª Ciranda Cultural de Prendas 14h - Recepção às prendas concorrentes, familiares e delegações das Regiões Tradicionalistas Local: CIDEC-SUL, Universidade Federal do Rio Grande/FURG – Av. Itália, KM 08 16h - Passeio pelo Centro Histórico de Rio Grande Local de saída: Prefeitura Municipal do Rio Grande, Largo Eng. João Fernandes Moreira, s/n 19h - Missa Crioula Local: Catedral de São Pedro Calçadão de Rio Grande - R. General Bacelar esquina General Neto 20h - Despedida das Prendas do Rio Grande do Sul - gestão 2014/2015 Local: Salão Guanabara - Hotel Atlântico Praia Av. Rio Grande , nº 387 – Balneário Cassino/RS 21 de Maio - Quinta-feira 12h - Cerimônia no Monumento Túmulo do General Bento Gonçalves da Silva Local: Rua Gal. Neto na Praça Tamandaré 13h - Pausa para o almoço. 14h - Início da avaliação da Mostra Folclórica Local: CIDEC/Sul na Univers. Federal do Rio Grande - Av. Itália 20h30 - Sessão Solene de Instalação da 45ª Ciranda Cultural de Prendas Local: CIDEC/Sul na Univers. Federal do Rio Grande - Av. Itália CATEGORIA PRENDA MIRIM RT 1ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 8ª 9ª 11ª 12ª 13ª 14ª 15ª 18ª 19ª 20ª 21ª 22ª 23ª 24ª 25ª 26ª 27ª 28ª 30ª NOME STEFANI RESTONE TAVARES CARINE CLERICI DIEMINGER MILENA OLIVEIRA CORREA SINDYANE MACHADO DE SOUZA LAURA NUNES CAMPOS GABRIELY PORTELA RAMOS FLÁVIA L. MORAES RAFAELA BRIATO DA SILVA LAURA ANDREAZZA MORANDO MISHELY GODOY FERRARI BRUNA FLORES CAMPOS GABRIELLA PEREIRA PALMEIRA AMANDA CAROLINA COSTA JULIA TRINDADE MODERNEL THAIANE CARARO MOMO YASMIN DE CASTRO REINEHR MARIA OTHÁVIA MARIANI ROQUE MARIA EDUARDA BUHLER BRENDA LUIZA MOREIRA MAGNI SINARA STOLL VITÓRIA TERESINHA A. BARTELLE EMILY DIAS SOARES ANA CAROLINA CAMILO DE OLIVEIRA NÁDIA VITÓRIA DA ROSA DELAGERISI EMILLI KAUANE PORTES DE SOUZA ENTIDADE DTG CAIBOATÉ CFTG FARROUPILHA CENTRO FARROUPILHA CTG CARRETEIROS DA SAUDADE CCN SENTINELA DO RIO GRANDE CTG SENTINELAS DO PAGO CTG ALEXANDRE PATO CTG TROPEIRO VELHO CTG QUERÊNCIA DO PRATA CTG ESTÂNCIA DE SAPUCAIA DT QUERÊNCIA DAS DORES CTG 3 COQUEIROS CTG VELHA CAMBONA CTG QUERENCIA XUCRA CTG RODEIO DA QUERÊNCIA CTG TROPEIROS DO BURICÁ CCTG LILA ALVES CTG OS TAURAS DA COLINA CTG POTREIRO GRANDE CTG ERVA MATE CTG RONDA CHARRUA CTG SINUELO DO SUL CTG QUERÊNCIA CTG GAUDÉRIOS DO RODEIO CTG ESSÊNCIA DA TRADIÇÃO LOCALIDADE GUAIBA SÃO BORJA ALEGRETE PANTANO GRANDE RIO GRANDE MARAU LAGOA VERMELHA PANAMBI NOVA PRATA SAPUCAIA DO SUL SANTA MARIA SOLEDADE PORTÃO SÃO GABRIEL CAMPINAS DO SUL TRÊS DE MAIO PINHEIRO MACHADO IGREJINHA TRAMANDAI VENANCIO AIRES FARROUPILHA PELOTAS CANELA RODEIO BONITO NOVO HAMBURGO 9h - Prova escrita Local: CIDEC/Sul na Universidade Federal do Rio Grande 22 de Maio - Sexta-feira 8h30 - Início das Provas Orais e Provas Artísticas para todas as categorias Local: CIDEC/Sul na Univers. Federal do Rio Grande - Av. Itália Categoria Mirim: Palco A Categoria Juvenil: Palco B Categoria Adulta Palco C 12h - Pausa para o almoço 13h30 - Reinício das provas Orais e Artísticas Local: CIDEC/Sul na Universidade Federal do Rio Grande - Av. Itália 22h30 - Fandango com divulgação dos resultados da 45ª Ciranda Cultural de Prendas Local: Centro Português Sede Campestre Bairro Bolaxa, nº 5509 – ERS 734, KM 12 (Estrada para Balneário Cassino) 23 de Maio - Sábado 9h30 - Acolhida aos familiares, delegações e visitantes Local: CTG Farroupilha, ao lado do prédio do CIDEC-SUL/ FURG 11h às 12h30 - Montagem da Mostra Folclórica Local: CIDEC/Sul na Universidade Federal do Rio Grande - Av. Itália CATEGORIA PRENDA JUVENIL RT 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 9ª 10ª 11ª 12ª 13ª 15ª 16ª 18ª 19ª 20ª 21ª 22ª 24ª 25ª 28ª 30ª NOME EDUARDA N.DE FREITAS JAYNE NASCIMENTO MACHADO PÂMELA DE LIMA DA COSTA MARIANA B. QUEVEDO DE FREITAS TASSYA PEREIRA MARASCIULO DIOVANA FERNANDA MORATES DAIANA DAL ROS KATHELYN ANTUNES MENEZES ALEXIA TRENTO FERNANDA DUTRA DOS ANJOS RAFAELA ANVERSA SCHREINER DIENIFER CANABARRO NATHALI FUMAGALLI NEUTZLING JÉSSICA VILLAR RODRIGUES BIANCA SCOTTON TESSMANN VITÓRIA ROLIM LAMPERT AMANDA G. DOS SANTOS JÚLIA CALVI DA SILVA LUIZA PESSI ROSSETTI LIENGRED BARBOSA CARDOSO GABRIELA TATTO ROGGIA ALEXSANDRA SANTOS RAMOS ENTIDADE CTG RAÍZES DA TRADIÇÃO CFTG FARROUPILHA CTG ACONCHEGO DOS CARANCHOS CTG SINUELO DA LIBERDADE CCN SENTINELA DO RIO GRANDE CTG UNIDOS PELA TRAD.RIOGRANDENSE CTG CLUBE FARROUPILHA CTG COXILHA DE RONDA CTG SINUELO DA SERRA CTG MATA NATIVA DTG AVENIDA TÊNIS CLUBE CTG SENTINELA DO PORTÃO CTG SEPÉ TIARAJU CTG PRENDA MINHA CTG GALPÃO CAMPEIRO CTG MISSIONEIRO DOS PAMPAS CCTG LILA ALVES CTG SANGUE NATIVO DTG HERANÇA MARAGATA CTG CAMPO DOS BUGRES CTG SENTINELA DA COXILHA CTG M´BORORÉ LOCALIDADE CHARQUEADAS SÃO BORJA ALEGRETE ENCRUZ. DO SUL RIO GRANDE CARAZINHO IJUI SANTIAGO SERAFINA CORREA CANOAS SANTA MARIA PORTÃO S. LOURENÇO DO SUL BAGÉ ERECHIM TRÊS PASSOS PINHEIR O MACHADO PAROBÉ BOQUEIRÃO DO LEÃO CAXIAS DO SUL CAIÇARA CAMPO BOM Presidente - Luciano Gonçalves - Fone: 53 9945 8786 Vice-Presidente - Hurben Luis Castro Borges - Fone: 53 8423 4879 Tesoureiro - Roberto dos Santos Ferreira - Fone: 53 9909 3806 Secretária - Carmem Cenira - Fone: 53 8466 1671 1ª Prenda do RS - Caroline C. de Ávila de Lemos - Fone: 53 8108 6144 Hospedagem e Alojamento - Nilton Damasceno - Fone: 53 9942 1921 Alimentação - Aryoni Gomes Muller - Fone: 53 9937 7097 Recepção - Neila Gonçalves Silva - Fone: 53 9971 2877 Comissão Executiva CATEGORIA PRENDA ADULTA RT 1ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 8ª 9ª 11ª 12ª 13ª 14ª 15ª 18ª 21ª 22ª 28ª NOME CRISTEL MOURA DA MOTTA DIANA JUCIÉLI RIBEIRO BRUNA HYULLI OJEDA CHARÃO CAMILLA EIDT SCHIEDECK BIANCA OLIVEIRA DE MELO MARINA GIOLO ALINE ALMEIRA DE SOUZA JARIANE TEREZINHA DE O. GOMES DANIELA FORMAGINI MARANGONI NATASHA SALES BOHRER MARINA LARA S. DOS S. TEIXEIRA FERNANDA PINHEIRO NARRIMAN CAROLINE DE RAMOS DIÉLLEN TEIXEIRA GODOI SOARES YARANA ESTER DE C. BORGES JOANA DAMASCENO BRESOLIN IOLI FERRO DA SILVA ENTIDADE 35 CTG CTG FRONTEIRA DA AMIZADE CTG TRÍPLICE ALIANÇA CTG CARRETEIROS DA SAUDADE CCN SENT. DO RIO GRANDE CTG LALAU MIRANDA CTG ALEXANDRE PATO CTG JÚLIO DE CASTILHOS CTG SINUELO DA SERRA CTG MATA NATIVA CTG SENTINELA DA QUERÊNCIA CTG OSÓRIO DE ASSIS CTG VELHA CAMBONA CTG PRENDA MINHA CTG JOAQUIM PAULO DE FREITAS CTG RANCHO DO CHIMARRÃO CTG RODEIO DA QUERÊNCIA LOCALIDADE PORTO ALEGRE TUPARENDI URUGUAIANA PANTANO GRANDE RIO GRANDE PASSO FUNDO LAGOA VERMELHA JÚLIO DE CATILHOS SERAFINA CORREA CANOAS SANTA MARIA FONTOURA XAVIER PORTÃO BAGÉ CANGUÇU IGREJINHA FRED. WESTPHALEN

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4 PROSEANDO COM TENÊNCIA Ano XIII - Edição 165 Maio de 2015 MOVIMENTO TRADICIONALISTA GAÚCHO Por Rogério Bastos Casos e Acasos Árvores que dão bons frutos são as que mais levam pedradas Não é difícil constatar que as árvores frutíferas são as que mais levam pedradas. Quanto mais carregadas, mais pedras são arremessadas, e mais pessoas, dos seus frutos, querem se aproveitar. Os objetivos, dessas pessoas, nem sempre são só o de apanhar os frutos maduros, mas também o de machucar as árvores e, sem preocupações, derrubar os frutos, ainda que verdes, para que ninguém mais possa desfrutar deles. Ocorre que uma árvore frutífera sempre estará capacitada a produzir novos frutos ainda que seja apedrejada. E os novos frutos, muitas vezes, vêm mais doces e mais saborosos. A pedra arremessada pode até machucar, mas não poderá prejudicar sua produtividade. Algo semelhante acontece entre as pessoas. Sempre que alguém se sobressai em suas atividades, com produções arrojadas para benefício de uma coletividade é visto como árvore frutífera. E como produtor de bons frutos, torna-se alvo de pessoas invejosas que não medem esforços em suas críticas na intenção de derrubar, de destruir e de desperdiçar os frutos produzidos. Os bons produtores não devem se incomodar com as pedradas dos invejosos. Elas, apenas, vão sinalizar e fortalecer os benefícios da colheita quando estiverem realmente prontos para servirem de alimento. O que a humanidade precisa é de um pomar cada vez maior com árvores que deem bons frutos e que, a inveja, o despeito e a maldade, não as atinjam. DATA 01/05 02/05 06/05 07/05 16/05 Calendário do MTG - 1º Semestre EVENTO 3ª Reunião de Coord. Regionais e Diretores Culturais 3ª Reunião do Conselho Diretor MTG Curso para instrutores iniciantes danças tradicionais 1ª Renovação cartão administrativo- Instrutor de danças CFOR Avaliadores: voltado para os avaliadores das diversas modalidades do MTG 45ª Ciranda Cultural de Prendas - Fase Estadual Prazo final - Inscrições 46ª Ciranda Cultural de Prendas e 28º Entrevero Cultural de Peões – fase regional CFOR Básico Cfor Patronagem 28ª RT, em Iraí CFOR Patronagem 20ª RT, em Coronel Bicaco 4ª Reunião Ordinária do Conselho Diretor (Provas) 46ª Ciranda Cultural de Prendas - fase regional 28º Entrevero Cultural de Peões – fase regional 4ª Reunião Coord. Regionais e Diretores Culturais Acendimento da Chama Crioula Internacional 80ª Convenção Tradicionalista Gaúcha - Ordinária Rio Grande Porto Alegre Sede do MTG Minuano CTG CTG Tropeiros do Campo Santo. Porto Alegre Regiões Regiões Porto Alegre Colônia/Uruguai Porto Alegre CIDADE Porto Alegre Porto Alegre Sede da 1ª RT A definir 21 a 23/05 27/05 30/05 13/06 14/06 20/06 27/06 27/06 04/07 12/07 25/07 Faltam pesquisas voltadas à nossa área Recebemos mensalmente, por e-mail, dezenas de questionários, de pedidos de ajuda para TCCs, Monografias, teses, mas, há bastante tempo não temos trabalhos como estes apresentados em Congressos. Digo isso, pensando, que não pensamos mais. A Comissão Gaúcha de Folclore, o Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, os próprios tradicionalistas, e aqui me refiro aos que labutam no Movimento, estão devendo isso para a sociedade. #ficaadica Primeira Região Tradicionalista promove cursos Por Jeandro Garcia - diretor de Comunicação da 1ª RT Cursos são promovidos pela 1ª RT #vempromate e #pelapazmundial Desde o dia 10 de abril temos trabalhado para que pudéssemos medir o quanto gostamos da nossa bebida símbolo do Rio Grande do Sul, o chimarrão. “Lançada a campanha para convidar amigos para uma mateada virtual atingimos varias partes do mundo onde gaúchos mateiam. Destaco a mateada na China, Estados Unidos, Canadá, Portugal, Espanha Quênia, Itália, e Alemanha, e a cavalgada que o piquete da minha família fez na praia do Magistério até Pinhal. Temos de parabenizar a Escola do Chimarrão, Comissão Gaúcha de Folclore, MTG, IGTF e Estancia da Poesia Crioula pelo empenho em fazer tal atividade. E, claro, a ideia excelente da assessora de imprensa do MTG, Sandra Veroneze. A 1ª Região Tradicionalista começou 2015 com seu calendário repleto de atividades, dentre estas atividades, mas vale destacar os cursos que estão sendo desenvolvidos para o treinamento e formação nos departamentos artístico e cultural. A frente do departamento artístico está Rodrigo Maciel, que realizou no mês de abril o curso de avaliador de danças tradicionais, com 47 inscritos, o curso superou as expectativas, trazendo tradicionalistas até do estado do Mato Grosso, além de diversas cidades aqui do estado. Amplamente elogiado por seus participantes pela qualidade e estrutura, este curso foi ministrado pela equipe do MTG/RS. Dando seguimento, estará sendo realizado, nos dias 16 e 17 de maio, na sede da 1ª RT, os painéis de dança de salão gaúcha (16), declamação (16), chula (17) e danças tradicionais (17), as inscrições estão abertas. Por sua vez, o departamento cultural, dirigido por Vera Lúcia Menna Barreto, está realizando, semanalmente, dois cursos importantíssimos no desenvolvimento dos tradicionalistas. Iniciando pelo curso de cultura gaúcha, que acontece todas as quintas-feiras, em cada subcoordenadoria, tendo seu foco no desenvolvimento dos departamentos culturais das entidades e de prendas e peões, sendo, cada dia um palestrante e um tema diferente, além de atividades desenvolvidas pelos próprios participantes. Em paralelo tem acontecido, nas quartas-feiras, o curso de avaliadores de concursos de prendas e peões destinado não somente a quem deseja avaliar, mas também informar-se sobre as exigências destes concursos. Os dois cursos estão tendo uma grande participação de pessoas e entidades, com sua importância e qualidade atestada pelos participantes. Todas estas atividades da 1ª RT são destinadas a qualquer tradicionalista, de qualquer região, sendo todos muito bem-vindos, para quem deseja mais informações basta acessar ao site www.1rtrs.com.br. Por ir Elom a Malt REFLEXÃO solo dos corações, conduzindo o arado milagroso do Amor, para que as sombras da ignorância abandonem a ( ) terra para sempre” . Emmanuel “Aprenda a semear a luz no Grupo reunido ao final de mais um dia de curso

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Ano XIII - Edição 165 DEPARTAMENTO JOVEM Marcel Heinrich – Diretor do Dpto Jovem do MTG Abril de 2015 NOTÍCIAS 5 O Entrevero e a Liderança Jovem O Entrevero Cultural de Peões tem trazido ao Departamento Jovem as lideranças que conduzem as atividades desde a existência do mesmo, com sabedoria e dedicação neste espaço do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG). Estes jovens, alicerçados em seus conhecimentos e vivências repassam as experiências e assim conduzem as novas gerações. Nas alterações de regimento no ano de 2009, tivemos o Peão Farroupilha do Rio Grande do Sul (RS) gestão 2007/08 Bruno Fernandes como diretor, passando no ano seguinte para o peão Destaque artístico do RS gestão 2007/08, Juliano Rosales. Em 2012 após a criação efetiva dos diretores inter-regionais realizou-se a primeira eleição para o cargo de Diretor e Vice, quando foi escolhido o Peão Giordano Tarso. A condução dos trabalhos em 2013 esteve a cargo do Peão Farroupilha do Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Tarumã, de São Gabriel Jonathas Igisk e o vice-diretor Éridio Silveira, sendo Guri Farroupilha por duas gestões na 4ª Região Tradicionalista (RT). Continuando os trabalhos para 2014, a responsabilidade ficou com Murilo Andrade que fora Guri Destaque Campeiro do RS 2007/08 e Peão Farroupilha 2012/13. Nestes seis anos, este espaço ganhou força e destaque no movimento pela dedicação e empenho de seus diretores. Em 2015, cabe ao Guri Destaque Artístico Cultural da 9ª RT (2011/12), Marcel Heinrich e o Peão Farroupilha da 24ª RT, por duas gestões, Diego Goethel, a responsabilidade de dar continuidade aos objetivos traçados por seus antecessores. Manter os jovens tradicionalistas engajados no cultivo às tradições do Rio Grande do Sul está entre as metas definidas pelo departamento Jovem para esta gestão. Estamos no mês de maio, momento em que o Movimento conhecerá as novas Prendas Estaduais, e assim traremos na próxima edição aquelas que com sabedoria e maestria já conduziram o Departamento nestes anos de existência. Savaris tratou da Chama Crioula com autoridades uruguaias O presidente do MTG, Manoe- surpreendendo com o conhecimento lito Carlos Savaris, reuniu-se no hotel de características que diferenciam os Plaza São Rafael, na tarde desta terça povos, e que, ao mesmo tempo, os feira, com membros do departamento aproxima. Dia 28 de abril, Savaris foi Code cultura da intendência de Colônia, do Uruguai, local do acendimento da lônia para uma reunião, finalizando os preparativos e, dia 30, esteve em Monchama crioula Internacional. A Diretora de Cultura de Colonia, tevideo. Este será o primeiro evento Mariela Zubizarreta, Alejandro Velluti, internacional voltado aos festejos farpresidente da Associacion Turistica roupilhas do Rio Grande do Sul (oficial del Departamento de Colonia, e car- do estado - pois Aceguá, Livramento, e los Decurnex, juntamente com Lara outras cidades de fronteira costumam Lindemeyer, produtora cultural gaú- ter essa aproximação). Foto: Rogério Bastos cha, conversaram longamente sobre o evento que movimentará a velha Colônia do Sacramento, símbolo da conquista da América. Manoelito Savaris explanou sobre a historia do Rio Grande do Sul e tamSavaris(C), tratou com uruguaios o acendimento da chama bém do Uruguai, TEMA ANUAL: PARA CADA COMPETIÇÃO, MOMENTO DE CONFRATERNIZAÇÃO.

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6 NOTÍCIAS Ano XIII - Edição 165 ESPAÇO DO IGTF Maio de 2015 Por: Ivo Ladislau Janicsek - Diretor Técnico da FIGTF 35 CTG premiou destaques com troféu Pioneiro Comemoração: Em tradicional noite de premiação, que realiza anualmente, pioneiro das tradições gaúchas, 35 entregou títulos de benemerência e troféu Pioneiro Fotos: Jeandro Garcia Visões da península A Península estende-se de Capivari do Sul até São José do Norte e sua localização entre o Mar e a Lagoa dos Patos, o “mar de dentro”, contribui, em muito, para agregar ao seu microclima características diferenciadas e ricas. Sempre que sigo para lá, de repente não mais do que de repente as visões momentâneas se apropriam do meu pensamento e vão se intercalando com o presente. Vejam: De repente, na tela do tempo avisto dois barcos em imensas carretas puxadas por juntas intermináveis de bois emergindo das águas calmas do Rio Capivari e lá se vão, lentamente, a navegar por aquelas coxilhas acariciadas pelo sal que veio no lombo do vento, seguidos de uma procissão de guerreiros pensativos, decididos e silentes. De quando em vez, um quero-quero quebra o silêncio como se fosse parceiro e sinalizador do caminho. As imagens vão se mesclando com o horizonte. Retorno ao presente e já estou a cruzar por Palmares do Sul e a visão volta e me aponta crianças a dançar e a cantar: “ai bota aqui, ai bota ali o seu pezinho...”. Sigo o caminho e uma ema cruza os campos se perdendo em meio ao butiazal. Mostardas já está logo ali. Outra visão insiste: sob uma figueira, um choramingar de criança embalada por uma mãe sentinela e amorosa. Volto e o olhar se fixa na pedra de Anita que marca o passado, enquanto os arrozais dançam no ritmo dos ventos e da forte luminosidade, ambos responsáveis, pela sua inigualável qualidade. Tavares se aproxima. A visão agora recorda a luta ferrenha do Campo da Honra - a Batalha de Mostardas - com o sangue tingindo os sangradouros. Saio do êxtase quando ouço a batida de um tambor e o cantar das aves migratórias, que se dirigem para o maior restaurante a céu aberto do mundo, na Lagoa do Peixe, mantendo vivo o ciclo de reprodução da vida. Então se apresenta a minha última visão: já em São José do Norte, assisto o ferrenho combate de 16 de julho dos Farroupilhas contra os Imperiais e nitidamente vejo Bento Gonçalves a dizer, quando lhe aventaram a possibilidade incendiar a cidade: por tal preço não quero a vitória! E assim foi feito. Já no derradeiro momento os olhos se fazem em “águas” ao avistar a Festa de Nossa Senhora dos Navegantes, a segunda mais antiga do Brasil, elevo minhas preces, afinal quem tem fé tem luz e proteção. O anoitecer retira o sol de cena e o campeiro-pescador se rende ao chimarrão e a um licor de butiá servido pela sua terna parceira afro-açoriana. Ambos ansiosos aguardam a chegada de um Terno Junino, para cantarem juntos a boa safra. Laureados com o Troféu Pioneiro, homenagem máxima do 35 CTG Na festiva noite do dia 23 de abril, o pioneiro 35 CTG, homenageou personalidades que contribuiriam com a entidade ao longo do ano. Outros que já vem dando sua contribuição por décadas, caso da Estancia da Poesia Crioula e da Comissão Gaúcha de Folclore. Foram homenageados como associados beneméritos: Dalmiro Schaf Lopes, José Sadi Carvalho e La Hire de José de Camargo. Conselheiros Beneméritos: Dalmiro Schaf Lopes, José Sadi Carvalho, La Hire de José de Camargo, Itamar de Souza, Ivo Benfatto e José Pereira Guimarães. Moção de Reconhecimento e Aplauso: AN Hoffamnn - Laudos de Engenharia, Armando Fraga, Caroline Castanha de Lemos, Demétrio de Freitas Xavier, Elisângela Mello Reghelin, Escola de Educação Infantil Pequeno Gênio, Fundação Zoobotânica do RS, Jornal Cidade Leste, José Arnildo Mello, Madekasa - Materiais de Construção, Nairioli Antunes Callegaro, Padre Valdir Antonio Formentini, Otacilio Souza - O Xirú, Shana Goulart Muller, Vera lucia Menna Barreto e Vera Lucia Gonçalves Ottin. Troféu Pioneiro: Celso Vega leal, Comissão Gaúcha de Folclore, Enio de Lima e Telda Carvalho de Lima (De Lima e Leninha), Itamar de Souza, José Pereira Guimarães e a Estancia da Poesia Crioula. Shana Muller foi homenageada do Pioneiro Shana Muller, homenageada da noite, esteve no Jornal do Almoço da RBS, neste dia, para receber outra boa noticia: Sua música, “El alma vuela”, de Erlon Pericles e Paulinho Fagundes, fazendo sucesso na direção de Jayme Monjardin, “Sete Vidas, novela das 18h, da rede Globo. Sem dúvida nenhuma, um grande impulso na carreira, daquela que já foi prenda juvenil do RS. Shana Muller tem música tema na novela das 18 horas, da Globo Em Sete Vidas, novela do horário próximo às 18h, os gaúchos podem se reconhecer na voz de Shana Müller, ex-prenda juvenil do RS. A cantora e apresentadora do Galpão Crioulo, foi ouvida pela primeira vez no capítulo do dia 22 de abril, como tema do personagem Felipe (Michel Noher) e a musica “La alma vuelva”. Shana Müller recebeu o convite do próprio Jayme Monjardim para participar da trilha sonora da novela. A cantora participou da produção musical do filme “O Tempo e o Vento”, e agradou bastante o diretor. Com a missão de preparar uma canção inédita para a novela das 18h, Shana encomendou a letra ao amigo Érlon Péricles e os arranjos foram feitos por Paulinho Fagundes, irmão de Neto Fagundes. “Eu precisava de uma música que funcionasse como trilha, que fosse em espanhol e que falasse de amor. Foram quase três anos até que surgisse o momento ideal para lançar a música, mas a espera veio bem a calhar, porque a novela tem várias cenas na Argentina e a canção será lançada com a chegada do personagem Felipe, vivido por um ator argentino” - contou Shana ao site da RBSTV. Foto: Gustavo Vara Nairo Callegaro foi homenageado Caroline Lemos veio de Rio Grande receber homenagem do Pioneiro Shana Muller: Prenda do RS faz sucesso nacional

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Ano XIII - Edição 165 ESPAÇO DA CBTG Por: João Ermelino Melo - Presidente da CBTG Abril de 2015 NOTÍCIAS 7 Presidente da CBTG recepciona Governador do RS No dia 14 de abril, João Ermelino de Mello Presidente da Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha (CBTG) e sua esposa Carmen Beatriz Kraemer, juntamente com a Patronagem do MTG-MS e do CTG Tropeiros da Querência e o gaúcho e Deputado Federal Carlos Marun, recepcionaram autoridades dos Estados do Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul que compõem o Codesul (Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul) na sede do CTG Tropeiros da Querência, em Campo Grande/ MS. Na oportunidade foi realizada uma homenagem aos integrantes do Codesul, em especial ao Governador do Estado do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori. O ex Secretário de Segurança Pública de Mato Grosso do Sul e atual titular da pasta no Rio Grande do Sul, Wantuir Jacini, também foi homenageado por seu aniversário. “Uma grande alegria receber o Governador Sartori no nosso Estado durante esse encontro fraternal. E o Jacini é um grande companheiro e sempre prestigiou os nossos eventos, além dos festejos farroupilhas quando residia aqui no Mato Grosso do Sul. Um momento respeitável de confraternização e integração, difundindo a história e o folclore”, comentou o Presidente da CBTG, João Ermelino de Mello. As autoridades estiveram no Mato Grosso do Sul para o evento do Codesul. Foto: Juliano Marzola Em recente parecer emitido pelo Conselheiro de Cultura do Rio Grande do Sul, Dr. Franklin Cunha (médico, escritor e ocupante de uma cadeira na Academia Rio-grandense de Letras) temos uma aula a respeito do papel dos RODEIOS CRIOULOS. Vale a pena refletir sobre esse pequeno texto. “Os eventos denominados, em geral, como Rodeios, na realidade são festivais e danças, cantos, poesia, concursos de laços, culinária e, principalmente de confraternização e entretenimento populares. E ainda, como subprodutos interessantes e necessários, neles divulgam-se além de músicas, danças, os costumes, os estilos de vida regionais. E tais atuações e exibições tornam-se importantes por exercitarem e estimularem a diversidade cultural, num mundo pós-moderno em marcha célere e avassaladora em direção a uma uniformidade cultural, econômica, política e ideológica , fatos que poderão nos levar à abolição das diversidades de pensamento e de espírito crítico e como consequência final a uma ditadura monolítica de um Brave New World”. CBTG completa 28 anos em maio No dia 24 de maio a maior entidade do Movimento Tradicionalista Gaúcho Brasileiro - a CBTG - comemora aniversário de fundação. São 28 anos valorizando, organizando, defendendo, promovendo e representando a cultura gaúcha por meio de suas entidades filiadas distribuídas pelo País. “Após renúncia de nosso Presidente Erival Bertoline em maio do ano passado assumimos a Presidência da CBTG na cidade de São José dos Pinhais/PR durante reunião do Conselho Diretor conforme Artigo 30 do Estatuto Social. De imediato convocamos o 18º Congresso Extraordinário para o dia 09 de agosto de 2014 na cidade de Piratuba/SC para então elegermos a e empossarmos a nova Diretoria da CBTG. Na oportunidade realizamos a família tradicionalista gaúcha. Não é possível comparecer em todos os eventos das Federações conforme convites recebidos, pois a situação financeira da CBTG não condiz com a realidade necessária para cobrir as despesas de participação em todos os eventos. No período de 05 a 08 de fevereiro deste ano realizamos em parceria com o MTG/SC o 13° Fenart, 7° Jogos Tradicionalistas e 17° Rodeio Crioulo Nacional de Campeões, eventos de grande sucesso onde todos os MTG`s participaram em diversas modalidades. Contando sempre com a ajuda de todas as federações tradicionalistas nesta empreitada seguimos em frente para os novos desafios!”, pontuou o Presidente da CBTG - João Ermelino de Mello. Presidente da CBTG - João Ermelino de Mello e esposa Carmen Beatriz Kraemer recepcionando em Campo Grande/MS o Governador do RS - José Ivo Sartori Convenção Extraordinária da CBTG. E agora podemos observar que “de maio a maio” conseguimos organizar a situação administrativa contando com a união e apoio de todas as Federações. Trabalho e desafios continuam imensos sempre com propósito de fortalecer o movimento e unir a grande Secretaria de Estado da Cultura apresenta: TEMA ANUAL: PARA CADA COMPETIÇÃO, MOMENTO DE CONFRATERNIZAÇÃO.

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8 NOTÍCIAS Ano XIII - Edição 165 NOTÍCIAS Maio de 2015 Rodeio cancelado por confirmação da doença do Mormo em cavalo O rodeio crioulo previsto para o mes de abril em Macieira foi cancelado pelo prefeito Emerson Zanella, em função do registro da doença de Mormo no município de São Cristóvão do Sul. A informação foi confirmada em entrevista à Rádio Tropical na manhã desta quarta-feira, pelo Presidente da Cidasc, Enori Barbieri. De acordo com ele, por meio de um exame laboratorial no dia de ontem, confirmou-se a existência em um Equino na cidade de São Cristóvão do Sul, com a doença do Mormo. A doença que infecta cavalos, não acontecia segundo Barbiere há 11 anos no Estado de Santa Catarina. Ele alerta que a zoonose, pode atingir humanos, afetando as vias respiratórias. Barbieri salienta que devido a existência de um foco da doença do Mormo em Santa Catarina, está suspenso o trânsito de equinos no estado. Também segundo o Presidente ficam suspensos todos os eventos com aglomeração de cavalos, como rodeios e cavalgadas. Tal medida conforme o presidente, será mantida até o momento que for verificada a não mais existência do foco da doença do Mormo em Santa Catarina, especialmente na cidade de São Cristóvão do Sul. Conselheiro do MTG é patrono da feira do Livro da capital da Paz Reconhecimento: Nelso Oliva, 75 anos, conselheiro do MTG será patrono da 11ª Feira do Livro de Dom Pedrito de 05 a 11 de outubro. Nelso da Silva Oliva, nascido em 1939 está com 75 anos. Foi proprietário por muitos anos da empresa Agência Torpedo, especializada em peças e acessórios para bicicletas, pioneira em Dom Pedrito. Em 1990 prestou concurso para a Prefeitura Municipal, sendo nomeado como auxiliar administrativo, cargo que ocupou até sua aposentadoria. É técnico em Contabilidade. Iniciou sua vida tradicionalista nos anos 60, participando da invernada artística do CTG Rodeio da Fronteira, onde fez parte, por muitos anos, da patronagem. Foi Assessor de Tradição e Folclore de Dom Pedrito, Coordenador Municipal de Tradicionalismo, Coordenador da 18ª RT e Conselheiro do MTG. Recebeu por duas vezes a comenda João de Barro, do MTG. Pesquisador da história do RS e de Dom Pedrito. Escreveu o livro, produziu e dirigiu o documentário em vídeo “Reconstituição do Tratado de Paz da Revolução Farroupilha”. Escreveu diversos artigos para jornais e fez inúmeras palestras, sempre sobre história e cultura riograndense. Escreveu a obra “CTG Rodeio da Fronteira – 50 anos de história”, que conta a história de uma das entidades pioneiras no RS. A Feira do Livro de Dom Pedrito é a oportunidade que, tanto a comunidade, quanto os escritores tem, de divulgar e difundir a literatura, numa época em que impera a tecnologia, que crianças já não são estimuladas a ler. É um espaço de cultura e entretenimento, muito importante para o município. Orgulhoso do convite, Nelso Oliva diz ser uma honra representar a feira, e um orgulho poder fazer parte desse momento literário e cultural. “Quando se dedica a pesquisar a historia e a cultura de um povo, pretende-se, naturalmente, deixar um legado de conhecimento, no meu caso, de amor e dedicação à cultura rio-grandense” – conta Oliva. O MORMO O Mormo também conhecido como lamparão é uma doença causada por uma bactéria antigamente conhecida como Pseudomonas mallei e mais recentemente designada como Burkholderia mallei. Doença contagiosa de eqüídeos, acomete cavalos e, de forma mais grave, asininos e muares. Pode ainda acometer humanos de forma também grave e outros mamíferos. A doença é transmitida através do contato com fluídos corporais dos animais doentes, como pus, urina, secreção nasal e fezes. A bactéria possui um período de incubação de aproximadamente quatro dias. 14ª RT realizou evento junto com CTG Guido Mombelli De 13 a 15 de março o CTG Guido Mombelli realizou o 28º Rodeio Crioulo da entidade, juntamente, com o I Festival Artístico da 14ª RT. O principal objetivo da 14ª Região Tradicionalista com o Festival foi proporcionar aos CTG’s da região maior atividades durante o período mais frio, para que as invernadas tenham mais integração entre si e possam se visitar. “A 14ª RT possui 88 entidades distribuídas em 28 municípios, com alguns bem distantes”, relatou o coordenador artístico da 14ª RT, Jonei Ractz. A programação foi intensa já na sexta, dia 13, com a missa crioula e com a abertura oficial do rodeio. No sábado com provas campeiras e artísticas. O Festival iniciou as 14 horas com concursos individuais e de danças tradicionais. No domingo de manhã a 1ª Prenda do Estado do Rio Grande do Sul, Caroline Lemos, esteve presente com um bate-papo sobre “Ser gaúcho uma vez por ano?”. Os participantes ficaram encantados com o carisma e a fala da prenda estadual. O Festival terá mais etapas, sendo a última, na cidade do Salto do Jacuí no Rodeio do CTG Potreio Grande. A Patronagem do CTG Guido Mombelli ficou satisfeita com o evento e já se programa para 2016. Foto: Divulgação A voz de ouro do campeão do ENART Talento: Campeão do ENART 2014, modalidade interprete solista vocal masculino, Francisco Oliveira lança seu primeiro trabalho solo. Francisco Daison de Oliveira Melo Junior, 32 anos é uma pessoa simples e dedicado ao que faz, Musico e Técnico em Enfermagem, representa o CTG Sentinela da Querência de Santa Maria, pelo qual foi Campeão do ENART 2014. “Comecei minha carreira no ano de 2007, em Santa Maria, cidade onde resido hoje, canto em festivais pelo estado desde 2008, interpretando músicas de parceiros” – conta Oliveira. Apreciador de um bom churrasco, Francisco Oliveira gosta de estar ao lado da família, de onde ele diz tirar o aprendizado para a vida. De lá veio a inspiração para ganhar o ENART: “Ganhar o ENART foi uma emoção bem diferente de ganhar um Festival Nativista porque no Enart o jurado esta ali para só avaliar o Interprete e nos festivais o conjunto todo” – disse orgulhoso. O livro preferido de Oliveira é “Bagualles - Um Canto de Amor a Terra”. Para contratar o show de Francisco Oliveira basta ligar: (55) 9658-8443 com Francisco (55) 9911-3337 com Sabani ou (55) 9971-7906 com Cicero 14ªRT tem realizado eventos culturais dentro dos rodeios TEMA QUINQUENAL: O MTG ENGAJADO NA CAMPANHA DE COMBATE À CORRUPÇÃO - “LAÇANDO A CORRUPÇÃO”

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Ano XIII - Edição 165 NOTÍCIAS Maio de 2015 TURISMO NO SUL 9 Por Jeandro Garcia Projeto Mala de Garupa é lançado em Soledade, 14ªRT Com a proposta de difundir a cultura gaúcha, valorizando suas singularidades, além de compreender o sentido social do tradicionalismo, o Projeto Mala de Garupa, foi lançado nesta segunda-feira, 20/04, no Gabinete do Prefeito Paulo Cattaneo. A idealizadora do projeto, Mara Muniz, afirmou que na Semana Farroupilha deste ano, os talentos da comunidade e colaboradores serão convidados para conhecer a biblioteca (mala de garupa), com apresentações artísticas sendo programadas. O projeto será avaliado pela observação da motivação, do envolvimento e participação dos participantes. Após ser realizado um acervo literário e confeccionada a mala de garupa, serão distribuídas nas escolas, durante evento cultural, a biblioteca em forma de mala de garupa para passear em todas as salas de aula. Cada escola receberá de uma a duas malas, uma relação de títulos e autores regionalistas. Os professores serão responsáveis pelo acesso dos alunos à mala, pelo registro das percepções dos alunos com as obras lidas e o registro de entrada e saída. O projeto será desenvolvido em todas as escolas do Sistema Municipal de Ensino de Soledade. Foto: Divulgação São Jerônimo, uma cidade forjada pelo minério e a pecuária Encerrando o ciclo de publicações sobre as inter-regionais do ENART trazemos a cidade que sediará a primeira etapa, São Jerônimo. Na história da cidade vemos que atividades como pecuária e mineradora foram o berço de sua riqueza. Às margens do Rio Jacuí surgiram as charqueadas, que processavam a carne dos gados abatidos nos campos do município. Aliada a prosperidade das estâncias, a exploração das jazidas de carvão mineral contribuiu para o desenvolvimento da cidade. Originária de Triunfo, São Jerônimo foi elevada à categoria de município em 30 de setembro de 1861. Nesta data comemora-se o aniversário do município e, também, o dia de São Jerônimo, santo conhecido como tradutor da Bíblia do Grego e Hebraico para o Latim. Porém, a emancipação definitiva de São Jerônimo aconteceu em 02 de março de 1938, após atingir um grande desenvolvimento econômico. A população de São Jerônimo é predominantemente de origem luso-brasileira, o que pode ser visto ainda hoje no centro da cidade e nos casarios de estilo açoriano-colonial, um verdadeiro patrimônio histórico deste lugar. Sendo uma cidade ribeirinha e histórica, agradável para seus visitantes, com ares de interior e próxima à capital dos gaúchos. Entre as atrações naturais, os mais aventureiros podem explorar as cachoeiras nas localidades de Quitéria e Morrinhos. Mas o maior atrativo fica com o rio Jacuí, que oferece praias agradáveis para os moradores e visitantes. O destaque é a praia do Encontro, que fica no encontro do rio Taquari com Jacuí, onde ocorrem anualmente eventos como: Garota Verão, Triatlon, lançamento da temporada de verão, torneios esportivos e canoagem, entre outras atividades. O turismo cultural também é um atrativo de São Jerônimo, que teve como imigrantes principais os portugueses. Eles trouxeram suas tradições e suas casas no estilo colonial, com eira e beira. Esses casarões podem ser vistos ainda hoje, alguns em bom estado de conservação, espalhados pela cidade. Um desses casarões foi transformado na Casa de Cultura, que desenvolve atividades como oficinas e artesanatos, estimulando a produção local. O turismo de eventos também atrai muitos visitantes, principalmente para a Festa de São Jerônimo, Ovelha Fest, bailes da terceira idade e Rodeios. Foto: Divulgação Mara Muniz (E) incentiva o tradicionalismo e a literatura em Soledade PTG China Véia, de Dongguan, na China, realizou mateada Pelo mundo: Os tradicionalistas que moram na China também comemoraram o dia do chimarrão, preservando a tradição gaúcha Apesar das dificuldades para se reunirem, em uns pais como a China, que tem grande preocupação com as reuniões populares, visto sua condição política, os gaúchos que foram morar lá para trabalhar no setor coureiro calçadista, promovem encontros para relembrar suas tradições, de quando moravam no Rio Grande do Sul. No dia 17 de abril eles reuniram quase 200 pessoas para a 1ª Mateada Internacional na China, com comidas típicas, como carreteiro e churrasco, e não poderia faltar o amargo companheiro de todas as horas, o chimarrão. O PTG China Véia reúne-se com certa frequência, pois já passam de 50 encontros, desde sua fundação em janeiro de 2012, para preservar as tradições gaúchas na China. Prainhas do rio Jacuí atraem turistas Foto: Jorge Luiz Marcon Foto: Divulgação PTG China Véia tem 3 anos e mais de 50 encontros de tradição gaúcha Prédios históricos compõe o panorama da cidade

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10 Ano XIII - Edição 165 Maio de 2015 25 anos depois, o PL Timbaúva, 15ªRT con Fotos da Página: Rogério Bastos Lourenço Nunes repete o feito de seu pai em 1990 e conquista o titulo de Peão Farroupilha do Rio Grande do Sul. O pe O concurso de peão farroupilha começou na quinta-feira, dia 16, com a missa, rezada pelo padre Valdir Formentini, e a despedida da gestão estadual de peões. Na sexta, foi a vez da prova escrita, pela manhã, pois quem chegava, bastava ver a aflição dos pais em frente a escola. Na parte da tarde vieram as provas artísticas, verdadeiros espetáculos promovidos pelos concorrentes. Musica, canto, poesia, trova e dança embalavam as avaliações. Um a um, iam mostrando o quanto estavam preparados. À noite veio a abertura oficial onde o prefeito de Marau, Josué Longo, fez um discurso emocionado referindo-se à importância que tem um evento como o entrevero, bem como o concurso de prendas, e que, ajudar na realização destes, não é um gasto, ele considera um investimento. O segredo do CTG Felipe Portinho Em seu pronunciamento, o presidente da comissão executiva e patrão do CTG, Jovino Segala, revelou o segredo da estrutura do CTG Felipe Portinho (perguntado por tanta gente durante o dia) - apontou ex-patrões entre a plateia, pessoas que estavam lá com suas famílias, trabalhando pelo CTG, sem nada cobrar. Além destes, outros voluntários, nos quais se somavam as filhas de João La Maison, patrão fundador da entidade na década de 50. Manoelito Savaris, presidente do MTG, disse ao patrão do CTG que faltou revelar algo que ele achava muito importante: “O senhor revelou um segredo do sucesso do Felipe Portinho, mas acredito que faltou o segundo. Este CTG realiza somente fandangos, com pessoas pilchadas, e bem pilchadas. E a entidade está sempre cheia. Eventos assim atraem as famílias, fosse diferente, de qualquer jeito, estaria espantando elas. Por isso o Felipe Portinho, com 57 anos e uma belíssima estrutura, é um exemplo”, disse Savaris. Concorrentes na abertura do Entrevero Airto Timm conversando com N Anijane Varela e Alina Paese Savaris Lourenço Nune PEÕ 1º Rodrigo Moura, Ana Paula Labres e Lairton Santos Momento de descontração, assistindo as provas campeiras do concurso PIÁS 1º Izolde Fischer, Murilo Andrade, Priscila Tisott e Volber Carvalho 2º CATEGO 1º PIÁ - Bernardo Dam 2º PIÁ - Leônidas Augusto d 3º PIÁ - Gabriel Ktuge CATEGO 1º GURI - Tiago Luigi Gadagnin 2º GURI - Guilherme Henrique 3º GURI - Victor matheus M. d Marcia Gress(D) foi madrinha ao lado de Oscar Gress 2º 3º CATEGO 1º PEÃO - Lourenço de Oliv 2º PEÃO - Marco Antonio S. 3º PEÃO - Jardelino Neto San

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Ano XIII - Edição 165 Maio de 2015 11 nquista o título estadual do entrevero. Fotos da Página: Rogério Bastos equeno Bernardo entra para a história como o 1º Piá do estado, categoria mirim dos peões. Sábado – Provas campeiras e o fandango Apesar da chuva que caia na manhã do sábado, 18 de abril, todos foram para o sindicato rural de Marau para as provas campeiras. Três comissões distintas atendiam as três categorias, dando atenção especial a todas. Comissões formadas por pessoas que já haviam estado do outro lado da mesa, ou seja, já tinham colocado seus aprendizados e conhecimentos à prova em outras oportunidades, desta forma davam tranquilidade aos avaliados. Chimarrão, churrasco, charque, emalar poncho ou capa, trançar, provas rotineiras para quem vive no galpão. E a cada chimarrão preparado uma explicação de forma diferenciada, conforme os costumes regionais. O jeito de assar, de espetar a carne, cada explicação mostrava à comissão o grau de preparação do candidato para o concurso. Logo após o almoço (sendo que algumas categorias não pararam para tal) continuaram as provas de galpão e iniciaram as provas pro campo (encilha, laço, tosa, rédeas...). Um momento de simplicidade e de emoção foi a chegada da imagem de Nossa Senhora, trazida pelo padrinho do Entrevero, Oscar Gress, que entrou à cavalo na cancha acompanhado dos peões e guris farroupilhas do estado. Cada concorrente passou e pediu a bênção à frente da imagem da santa. Lourenço repete o feito do pai O ano era 1990, em que se realizava o segundo concurso “Troféu Farroupilha”, onde, Agnaldo Reis entregava o seu titulo. Naquele ano, sagrava-se Peão Farroupilha do RS, o jovem Ernani Nunes, do PL Timbaúva, da 15ªRT, cidade de Portão. 25 anos depois, seu filho, Lourenço Nunes, Guri Farroupilha do RS 2011/2012, conquistou o título máximo da cultura, arte e campeirismo, do estado, levando para Portão, em 2016, o 28º Entrevero de Peões. Nairo Callegaro pela TvTradição Presidente conversa com coordenador da 9ªRT na grama da campeira es declamando Padre Valdir Formentini dá sua bênção à peonada ÕES Integração entre os piás que concorreram no Entrevero Piás descontraem durante o concurso GURIS 3º 1º Marco Antônio na prova da tosa ORIA PIÁ mião Cossetin - 9ªRT - Ijui da Silva - 20ªRT - Horizontina er Macht - 3ªRT - Giruá ORIA GURI n Radin - 11ªRT - Nova Bassano e B. Nervo - 7ªRT - Agua Santa da Conceição - 4ªRT - Alegrete ORIA PEÃO veira Nunes - 15ªRT - Portão Saldanha Jr - 4ªRT - Alegrete ntos Coelho - 9ªRT - Tupaciretã 2º 3º Cyro Winck brinca e faz combinações com os piás

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12 ECO ENTREVISTA Ano XIII - Edição 165 Maio de 2015 TV Educativa, uma TV pública para o povo do Rio Grande Narrando uma história de cultura e tradição Novidades: O Jornal Eco da Tradição entrevistou o Diretor de Jornalismo Paixão: Narrando em média quatro rodeios por mês, o cabeleireiro e da TVE, Fundação Piratini, Cid Furtado Filho, para saber sobre as radialista de Passo Fundo, descobriu uma paixão por rodeios, descrevendo perspectivas da TV para com a cultura do estado com entusiasmo os tiros de laço pelo Rio Grande afora. Eco – Qual a concepção que tens de TV pública? Uma TV pública é aquela que busca atender ao interesse de toda a população a que está ligada mais diretamente. No caso da TVE, falamos de toda a população do estado e não apenas de Porto Alegre. Por ser pública não pode estar sujeita a questões políticas, nem ser usada como instrumento de qualquer grupo, seja ele político ou econômico. Tem por obrigação estar focada no cotidiano, no interesse do cidadão, na informação sobre os serviços disponíveis, buscando ajudá-lo a entender a realidade local, do país, do mundo, e, ao mesmo tempo deve preservar e fomentar os valores importantes para a sociedade, como a educação e a cultura, incluindo ai, a tradição e as raízes de seu povo. Ainda, por suas características, as emissoras públicas podem e devem buscar veicular conteúdos de maior qualidade, sendo efetivamente uma opção às emissoras comerciais. Devem ser um laboratório para desenvolver uma comunicação moderna, que integre todas as plataformas atuais de comunicação, e que tenha efetiva participação da sociedade na sua construção. Eco – Como foi feito este planejamento voltado à parcerias com outras entidades? A formação de parcerias proposta e colocada em prática pela atual gestão da TVE, é fruto da experiência dos gestores na área de televisão e do entendimento que uma emissora pública, tem que contar com a participação da sociedade na sua construção. Não somente através de organizações ou instituições públicas integrantes de conselhos ou outros órgãos, mas também, com a participação de outros veículos de comunicação, de todas as regiões do estado e por fim, mas não de menor importância, a participação direta do cidadão no envio de conteúdos para veiculação dentro da programação da emissora. Cabe esclarecer que o planejamento foi rápido e a execução se iniciou basicamente ao mesmo tempo em que os novos gestores tomaram posse. Essa agilidade é necessária e corriqueira no mundo onde se impõe a velocidade dos próprios meios de comunicação, como a internet. Dentro desse conceito, procuramos trazer de volta à emissora, informações de todo o estado, através da construção de uma rede de parceiros diferenciados como emissoras de universidades, comunitárias e canais Web. Eco – Quais os objetivos e metas da TVE para 2015? Os objetivos para este primeiro ano de gestão são diversos, mas entre eles podemos citar: a conclusão do processo de digitalização, o investimento na melhoria e modernização da programação e da linguagem, a ampliação da produção jornalística, a formação de uma rede de parceiros que traga para a emissora uma visão mais real do estado e dos interesses de sua população, manter e ampliar o incentivo à produção audiovisual no estado e a busca pela auto sustentabilidade. Eco – Como vês o tradicionalismo e o folclore adaptados par a TV? Como destaquei anteriormente uma emissora pública tem como parte de suas missões precípuas incentivar a educação e a preservação cultural. Preservar as raízes e a tradição de nosso povo é essencial. As principais preocupações com a adaptações de material cultural são com a qualidade de conteúdo, para que não desvirtue os valores ali repassados e, de outro lado, com o entendimento e uso da linguagem correta para cada veículo de comunicação. Por exemplo, um conteúdo para televisão exige o uso de muitas imagens para ilustrar e tornar atrativo o conteúdo, bem como na Internet, é necessário que o material seja trabalhado de forma mais reduzida, textos curtos e com apoio de outros instrumentos como vídeos e áudios. Tudo deve estar dentro de um padrão que facilite a compreensão do público. Evandro dos Santos Meireles, 34 anos, 2º grau completo, cabeleireiro, radialista e narrador de rodeios, casado, dois filhos. Iniciou suas atividades como narrador em 2005, e desde então, vem representando a entidade Quadro de Laçadores Caminhos da Tradição, filiado ao CTG Lalau Miranda. Eco – Evandro, como começou essa paixão por narrar rodeios? Desde que iniciei a lida do tiro de laço, a narração chamava minha atenção, por ver narradores contando a historia da nossa cultura e emocionando laçadores, famílias e o publico em geral, então recebi o convite de um amigo narrador e diretor campeiro da 7º RT, no ano de 2010, Luis Adelar Dickel, que me ensinou, incentivou e me deu a oportunidade de começar a expressar e transmitir o amor pela nossa tradição, então comecei a narrar, de rodeio em rodeio, e assim se tornou uma paixão eterna de levar alegria e animação nas canchas de laço. Eco – Quantos rodeios narra por mês? Atualmente tenho narrado quatro rodeios por mês. Eco – Nessa vida de rodeios, uma passagem que muito te emocionou: Entre tantas que já me emocionaram, uma em especial foi a seletiva da 7ºRT, onde, na minha garganta, narrei a classificação do meu filho, Evander, para a FECARS 2015. Foi um momento de grande realização e alegria como narrador e pai, levando a todos que estavam atentamente assistindo aquele momento a não conterem a emoção. Eco – fale sobre a modalidade Vaca Parada na FECARS A respeito da vaca parada na FECARS, acho lindo ver pais, mães, parentes e delegações vibrando e comemorando a cada armada de seus representantes, a vaca parada na FECARS é lagrimas tanto nas vitorias quanto nas derrotas, isso é lindo de se ver, pois mesmo uns vencendo e outros não, eles se abraçam e se parabenizam pelas conquistas, aprendendo desde cedo por em pratica a humildade , amizade e companheirismo, assim nascendo futuros laçadores do nosso Rio Grande do Sul . Eu mesmo vivenciei narrando a vaca parada da FECARS 2015, um gesto nobre de duas crianças disputando a modalidade piazito, Kauã Bueno da 9º RT e Leonardo da 25º RT, após 86 voltas de laço Kauã , que já foi campeão nesta modalidade, concedeu o 1º lugar a Leonardo e ai se concretiza o valor da vaca parada, na formação de novos seres com caráter e personalidade. Eco – Quando não está narrando rodeios, o que o Evandro gosta de fazer? Quando não estou narrando rodeios, gosto de estar com minha família, levando passear, pescar e viajar . Também gosto de estar e fazer as lidas de casa, como podar uma arvore, cortar grama etc. Eco – Comida preferida Gosto muito de saborear uma ovelha assada, costelão assado ao fogo de chão, e quando faz frio uma vaca atolada. Eco – Livro preferido Contos Gauchescos e Lendas do Sul, de Simões Lopes Neto, e ABC do Tradicionalismo Gaúcho, de Salvador Ferrando Lamberty Eco – um ídolo A ilustre figura da Revolução Farroupilha, Bento Gonçalves. TEMA QUINQUENAL: O MTG ENGAJADO NA CAMPANHA DE COMBATE À CORRUPÇÃO - “LAÇANDO A CORRUPÇÃO”

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Ano XIII - Edição 165 NOTÍCIAS Abril de 2015 GRANDES MOMENTOS DA HISTÓRIA 13 7ª Cavalgada de Prendas do Paranhana será dia 17 de maio Foto: Inema Silva Paes funda Rio Grande História: Com 250 homens, o Brigadeiro José da Silva Paes desembarcou em Rio Grande para fundar, em 1737, a primeira povoação portuguesa na capitania do sul Cidade mais antiga do Rio Grande do Sul, Rio Grande, foi fundada em 19 de fevereiro de 1737, pelo Brigadeiro José da Silva Paes, que comandava uma expedição militar portuguesa, destinada a assegurar aos lusitanos, a posse de terras no sul, objeto de disputa entre Portugal e Espanha, materializada em batalhas, onde se defrontavam luso-brasileiros e castelhanos em terras hoje gaúchas e uruguaias. Ponto estratégico para a consecução dos objetivos de denominação lusa, a Barra do Rio Grande de São Pedro, constituía-se no acesso ideal para que aqui se instalasse um reduto militar que, efetivamente, garantisse a presença portuguesa no Sul, mesmo após a queda da Colônia do Sacramento. Em 1737, Silva Paes transpôs a Barra do Rio Grande de São Pedro, fundando o presídio do Rio Grande, e erguendo o Forte Jesus, Maria e José. Nascia assim a primeira povoação do Rio Grande do Sul. Em 1751, o povoado foi elevado à condição de vila. Com o crescimento da Vila, em 1760 o Rio Grande, que até então estava sujeito a Capitania de Santa Catarina, passou a ser a Capital da nova Organização Administrativa, a Capitania do Rio Grande de São Pedro. Mas os conflitos entre Portugal e Espanha, por disputa de terras no extremo sul, ainda eram constantes. Assim, a Vila foi ocupada pelos Espanhóis em 1763, que aqui permaneceram por 13 anos, quando em abril de 1776, o Governo Português reconquistou a Vila, graças a ação do Sargento-Mor Rafael Pinto Bandeira. Em 1835, a Vila do Rio Grande de São Pedro, passou a denominação de Cidade do Rio Grande. Com a Revolução Farroupilha, Rio Grande retornou a condição de Capital da Província, devido a transferência da Sede do Governo Imperial de Porto Alegre, ameaçada pelos Farroupilhas, para o nosso Município. A cidade construiu sua riqueza ao longo de sua história devido à forte movimentação industrial. Ainda hoje é uma das cidades mais ricas do Rio Grande do Sul, e a mais rica da Zona Sul do estado, principalmente devido ao seu porto (o segundo em movimentação de cargas do Brasil), e à sua Refinaria (a cidade é a sede da Refinaria de Petróleo Ipiranga), sendo a plataforma petrolífera P-53, a primeira grande operação na cidade. Cavalgada feminina no Paranhana Após três anos de planejamento, a cavalgada teve sua largada em 2009, seguindo os passos das cavalgadas de prendas da região serrana. É uma atividade campeira que possibilita também, a participação de pessoas com necessidades especiais, sendo assim inclusivo. A cavalgada trabalha no sentido do turismo de aventura, destaca-se, hoje em dia, com grande ênfase no cenário rio-grandense as atividades de montaria em geral, como o movimento tropeiro, os esportes de equitação e principalmente, no que se refere ao povo gaúcho nas tradicionais cavalgadas. Historicamente a mulher gaúcha tem apego pelas coisas da terra, seja na família, na sociedade como um todo e, principalmente, no Movimento Tradicionalista, onde se coloca como guardiã dos valores e esteio da família em uma sociedade tão conturbada e com vários compromissos, a mulher chama a atenção dos que lhe rodeiam para o valor da natureza e da cultura de sua terra. O trajeto será para contemplação do Rio Paranhana, seguindo por estradas de chão batido, com três travessias de rodovias com policiamento. Da Sede Campestre do CTG “O Fogão Gaúcho, às margens da RS 115, seguirão pela Estrada Velha até o bairro Casa de Pedra, no Piquete Estância Casa de Pedra, em Igrejinha onde farão uma confraternização com churrasco, acompanhamentos típicos da região, mateada, distribuição de certificados e mimos; sorteios e brincadeiras. Às 13h30min está prevista a saída para retorno à Taquara, via Picada Francesa, Alto Santa Rosa, com desfile pelo centro de Taquara (sem horário preciso), até a Sede Campestre para dispersão. Quem pode participar? Podem participar mulheres de todas as idades, sendo que menores de 12 anos, somente acompanhadas de responsável (a cavalo ou no apoio) Já tem um número aproximado de participantes? Estimativa antecipada é difícil de fazer, mas a expectativa é sempre baseada na 1ª edição, que quando começou foi grande, com aproximadamente 80 cavaleiras, incluindo sempre visitantes - um ótimo número para começar e que nunca baixou disso . Em 2012 tivemos 156 participantes. Salientamos que o número de participações não é mais importante e sim a qualidade, pois é muito satisfatório que fique ao contento de todos. TEMA ANUAL: PARA CADA COMPETIÇÃO, MOMENTO DE CONFRATERNIZAÇÃO.

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14 TROPEANDO VERSOS Ano XIII - Edição 165 ECO ENTREVISTA Maio de 2015 Por: Joseti Gomes – Equipe de Manifestações Poéticas Causos Gauchescos de Galpão - parte II Em tempos de mateadas virtuais, quando nos utilizamos de ferramentas como as redes sociais para estar em dia com os acontecimentos, voltamos a abordar o tema “Causos Gauchescos de Galpão”, que muito tem sido confundido com anedotas (piadas). Rodas de mate são um convite para esses “relatos” que são contados de forma exagerada, muitas vezes engraçada ou assombrosa, criando a expectativa naqueles que escutam, através do suspense característico. São geralmente descritos dentro de um cenário campeiro, que vai desde uma experiência vivida pelo narrador (contador do causo), até um fato acontecido com um conhecido ou parente distante. Mas sempre mantendo a premissa da verossimilidade, convencendo que é verdade. “O gaúcho aumenta, mas não inventa”. Esses causos eram e ainda são comuns àqueles que possuem vivência no campo. Nos galpões, enquanto se aqueciam ao redor do fogo de chão, aguardando o preparo das refeições, ou ainda, nos dias de chuva, quando a lida era interrompida pelo tempo feio, criando o cenário perfeito para as mateadas ao redor do fogo. Hoje, buscando resgatar em nossa cultura essa prática tão comum entre os gaúchos, sentimos a carência de informações daqueles que se propõe a participar dos concursos desta categoria, promovidos pelos CTG´s, ou mesmo quando da realização do ENART, categoria esta criada justamente para difundir entre os mais jovens o que antigamente era passado de pai para filho. Percebemos que é necessário buscar este conhecimento, inclusive por parte das comissões avaliadoras, que muitas vezes deixam-se levar pelos risos provocados pelos episódios relatados pelos contadores de causo, garantindo, assim, um O Piá que escreveu a sua história Bernardo Damião Cossetin, 10 anos, natural de Ijuí e cursa o 6º ano do ensino fundamental. Iniciou a caminhada aos 5 anos como integrante da Invernada artística chaleirinha do Grupo de Folclore Chaleira Preta. Aos 7 anos passou a fazer parte da invernada artística mirim, da qual participa até hoje. Ele entrou para a história como o 1º vencedor do Entrevero de piás do estado. ECO: Como foi ver o trabalho reconhecido e vencer o entrevero? Eu me dediquei sim, talvez não tanto quanto devesse para cumprir um objetivo como vencer o entrevero. Mas, dei o melhor de mim, dentro do tempo disponível, sem me descuidar das atividades escolares, principalmente. Procurei não abrir mão de outras atividades, apenas organizei o meu tempo e encarei os estudos e a preparação como uma brincadeira de infância. Aprendi com minha mãe que tudo o que nos propomos a fazer, devemos fazer com vontade, para que qualquer trabalho se torne prazeroso. Mesmo assim, com certeza, vencer o Entrevero foi muito gratificante. ECO: Quem é você fora das atividades tradicionalistas? Fora o tradicionalismo estudo, faço aulas de inglês e música, gosto muito de jogar futebol e andar e bicicleta, mas, troco qualquer coisa para montar o lombo de um cavalo. ECO: Quais os planos para a gestão? Pretendo me dar muito bem com todos os colegas de gestão e cumprir a agenda e todas as atividades da melhor forma possível, com responsabilidade, mas também com diversão e amizade. ECO: Momento histórico - 1º Piá Farroupilha do MTG Tinha 8 anos quando concorri no Entrevero interno da minha Entidade. Ainda não tinha muita clareza sobre o que iria viver dali por diante. Comecei a participar dos eventos regionais e estaduais e então, fui crescendo culturalmente e descobrindo a importância de tudo isso para o tradicionalismo. A partir do Entrevero Regional é que me dei conta da responsabilidade que estava assumindo, de representar a minha querida 9ª Região Tradicionalista e talvez levar o título de 1º Piá Farroupilha do Rio Grande do Sul, de todos os tempos. Carregar no meu peito o crachá de 1º Piá Farroupilha do Rio Grande do Sul e saber que meu nome ficará estampado na história do Movimento é uma grande honra. Mas, particularmente, considero 1º Piá, todos os meus concorrentes que tiveram a coragem de estarem lá e que tenho certeza, deram o melhor de si e representariam o Rio Grande tão bem quanto eu pretendo. Levo deste Entrevero muito mais do que o título e o nome na história do Movimento. Levo a amizade desses grandes Piás, para sempre. É comum ouvirmos, por exemplo: “Teixeirinha que nasceu em Passo Fundo”, quando na verdade ele nasceu em Rolante. equívoco nos resultados. Para os concursos dessa modalidade existe uma planilha onde constam quatro quesitos a serem observados. São eles: Dicção, Teatralidade, Qualidade do Causo e Verossimilidade. Chamamos atenção para o critério “qualidade do causo”, que tem sido desprezado pela maioria dos concorrentes. Aqui, além de termos um causo bem elaborado, atendendo aos já citados fatos que reportem à nossa cultura, de forma a prender a atenção dos ouvintes, com vocabulário característico do gaúcho, também precisamos lembrar que é preciso atentar para o ineditismo. Deve-se evitar contar sempre o mesmo causo, isso certamente irá comprometer a avaliação desse critério que possui peso significativo. Quanto à “verossimilidade” (parecer verdadeiro), é imprescindível que, aqueles que criam seus próprios causos, não esqueçam de se preocupar quando do uso de personagens contidos em fatos reais da nossa história. É comum ouvirmos, por exemplo: “Teixeirinha que nasceu em Passo Fundo”, quando na verdade ele nasceu em Rolante. Contar causo não é somente pegar um episódio engraçado que aconteceu horas antes do concurso e levar a público, nem discorrer sobre uma passagem triste de nossas vidas, sem que, para isso, haja um vínculo com a linguagem, os costumes e a história da nossa cultura tradicional gaúcha. Sobre causos: TEMA QUINQUENAL: O MTG ENGAJADO NA CAMPANHA DE COMBATE À CORRUPÇÃO - “LAÇANDO A CORRUPÇÃO”

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Ano XIII - Edição 165 ECO ENTREVISTA Maio de 2015 15 O sonho de ser engenheiro Tiago Luigi Guadagnin Radin, 16 anos, natural de: Nova Prata, cursa o 3º Ano do Ensino Médio Integrado à Educação Profissional e representa o CTG Pousada do Imigrante, de Nova Bassano, sagrou-se Guri Farroupilha do Rio Grande do Sul, em Marau, no 27º Entrevero Cultural de Peões. Eco: Como foi ver o trabalho reconhecido e vencer o Entrevero? Foi uma imensa satisfação, pois todos se preparam muito para o Entrevero, e não é fácil vencer a tensão na hora das provas. Na preparação para o Entrevero, que para mim é um dos mais importantes eventos do Rio Grande do Sul, pois incentiva o estudo da história, geografia, tradição e folclore gaúcho, criando assim condições para a valorização crescente das lides campeiras e da cultura gaúcha, deixei de lado muitos momentos de descanso e lazer, com os amigos e com a família, para me dedicar aos estudos e aprender mais sobre o estado e o tradicionalismo. Ao mesmo tempo, tive bons momentos de convívio com todos que participaram desta caminhada, que vem há anos, e me possibilitou chegar até aqui, a quem devo agradecer. Conquistar este crachá foi a realização de um sonho. Estou muito feliz, ainda sem entender muito bem o significado disso tudo. Eco – Quem é você, fora das atividades tradicionalistas? Pretendo cursar faculdade, provavelmente na área das engenharias. Gosto de música, de filmes, de tocar violão e violino, de jogar futsal e de um carteado com os amigos. Procuro ajudar no que posso. Na escola, por exemplo, sou o Presidente do Grêmio Estudantil e participei do projeto que implantou um sistema de captação e reaproveitamento da água da chuva. Acho importante que nos preocupemos com as questões sociais e ambientais que nos cercam, para que possamos buscar a construção de um mundo melhor. Eco – Quais os planos para gestão? Para esta gestão que ora inicia, espero poder contribuir para que o Movimento Tradicionalista Gaúcho se torne ainda mais forte e reconhecido, pois ele nos dá a possibilidade de crescimento pessoal, de convívio saudável e de construção de uma identidade coletiva, que nos identifica como “gaúchos”, em qualquer lugar do mundo. Estarei a disposição para ajudar no que estiver ao meu alcance. Eco: Como foi levar o primeiro titulo estadual para teu CTG? Isso é algo muito especial. O CTG Pousada do Imigrante é uma entidade relativamente pequena, que, como outras tantas, vem peleando para levar adiante o tradicionalismo, enfrentando desafios e superando barreiras. Meu CTG tem 30 anos. Meus avós foram fundadores da entidade, que na época era o Grupo Artes Nativas Pousada do Imigrante, meus pais também fizeram parte de diversas patronagens. Eu e meu irmão participamos do CTG desde pequenos. A entidade já conquistou títulos na FECARS e, no ultimo ano, no ENART, mas este troféu é inédito e demonstra a crescente c ami nhada dentro do tradicionalismo. Estou muito feliz em contribuir e ajudar a construir esta história. 25 anos depois a história se repete na família Lourenço de Oliveira Nunes, 20 anos, natural de Portão, onde reside com a família, mais precisamente no início da sua zona rural, cidade que marca a divisa dos vales dos sinos e do cai. Atualmente cursa o 6º semestre do curso de bacharelado em Educação Física, junto a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), Campus São Leopoldo, e representa o Piquete de Laçadores Timbaúva. “Cresci no campo, praticando as mais diversas lidas que o dia-a-dia proporcionava a nossa família, aprendendo a dar valor para as coisas simples, sempre com humildade e respeito. Me criei no lombo do cavalo, ajudando meu avô nas castrações rotineiras, vacinas e marcações, que eram necessárias e são até hoje pra quem lida com gado. Hoje, integro as invernadas artística e campeira da minha entidade e sou o instrutor de danças da invernada juvenil da mesma, sempre participando ativamente das atividades” – conta Lourenço. Eco – Como foi ver o trabalho reconhecido e vencer o Entrevero? A preparação pro entrevero, requer tempo, dedicação, entrega, força de vontade, mas acima de tudo determinação. Se propor a uma avaliação é muito complicado, por mais treinado que tu esteja, pois não se sabe exatamente o que o jurado vai exigir de ti, mesmo tu tendo se preparado para realizar aquela prova. Ver, ao final de tudo, que todo esse esforço foi recompensado é muito emocionante e gratificante. Mesmo que tu espere por aquilo, ouvir teu nome sendo chamado é uma sensação única e indescritível. Passa em poucos momentos, na tua cabeça, tudo aquilo que tu passou ao decorrer do caminho, as críticas, os elogios, os incentivos, entre tantas outras coisas. Saber que hoje poderei representar de alguma forma a juventude do nosso estado me enche de orgulho, mas também de responsabilidade. Responsabilidade esta que tomarei por incentivo para a realização de cada ato, sempre tentando fazer com que o jovem se sinta motivado a estar participando deste meio, o tradicionalismo, divulgando as coisas boas que ele nos proporciona e que são exemplo para muitos outros órgãos e entidades. Eco – Quem é o Lourenço, fora das atividades tradicionalistas? Tenho minhas atividades rotineiras, como todos têm. Trabalho na Academia Fenix, na cidade de Portão, e às noites faço faculdade em São Leopoldo, cidade vizinha. Na noite em que não estudo (Segunda-Feira), dou aula pra invernada juvenil do PL Timbaúva. Os finais de semana, passo quase sempre em família. Quando não estou em casa, estou em rodeio, laçando ou dançando, mas sempre acompanhado da família, dos amigos e de minha namorada. Eco – Quais os planos para gestão? Ainda precisamos sentar e conversar para juntos traçarmos os planos para este ano. O que posso adiantar é que ideias não faltam e que a vontade de fazer uma boa gestão também não. Creio que o grupo ficou muito bom, com pessoas simples e humildes e que querem sempre o melhor da causa tradicionalista. Nesta gestão, pretendo formar ciclos de amizades, assim como fiz quando fui guri em 2011, e levar essas pessoas em meu coração pra vida toda, pois isso na minha concepção é o que fica de melhor. Buscar uma aproximação daqueles mais experientes e aumentar o conhecimento, já que isso é algo que ninguém pode nos tirar. Pretendo também, juntamente com os demais peões, guris e piás, representar bem nossa juventude e dar orgulho a todos os tradicionalistas, com muito trabalho e dedicação. Eco - Fala um pouco sobre essa relação familiar, onde teu pai já foi peão do estado e 25 anos depois repetes o feito. Tenho dentro de casa um exemplo de tradicionalista, um incentivador e defensor do movimento, que é o meu pai. Foi ele a pessoa em quem sempre me espelhei para dar cada passo, dentro e fora do tradicionalismo. Que mostrou-me juntamente com minha mãe Jacqueline, meu irmão mais velho Francisco e o mais novo Joaquim, que a família é o maior bem que temos na vida e não há título ou prêmio maior do que esse. Eu acredito muito em destino e que as coisas têm seu tempo certo para acontecer. E vinte e cinco anos depois tive a oportunidade de repetir o feito de meu pai, e o que é mais bacana, ver a emoção que ele sentiu em estar revivendo ali comigo os seus passos de forma tão parecida. Desde pequeno temos uma relação muito boa entre pai e filho, somos realmente grandes amigos. Vamos juntos pros rodeios, laçamos juntos, trovamos juntos e sempre que um tem uma ideia, pede a opinião do outro. Hoje na condição de peão farroupilha do Rio Grande do Sul, me sinto tranquilo, por saber que sempre poderei contar com o apoio dessa base familiar que tenho e que por certo sente orgulho de mim. Que este capítulo seja escrito por mais famílias e que muitos outros pais e filhos, possam também conservar esta amizade bonita e leva-la pra vida toda

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