Gazeta Valeparaibana

 

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Edição Maio de 2015

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Ano VIII - Edição 90 - MAIO 2015 Distribuição Gratuita Vale do Paraíba Paulista - Litoral Norte Paulista - Região Serrana da Mantiqueira - Região Bragantina - Região Alto do Tietê RECICLE INFORMAÇÃO: Passe este jornal para outro leitor ou indique o site Comunicação e Ética • Liberdade de Imprensa A liberdade de imprensa não pertence às empresas jornalísticas. É um valor democrático da sociedade e pressupõe o direito de informar e de ser informado, com precisão e honestidade. - Música Brasileira - Cultura - Cidadania pilares para uma gestão de marketing adequada aos novos tempos Agora também no seu 13 de Maio .www.culturaonlinebrasil.net Artigos Genha Auga - Á grande mãe,Cósmica, Amorosa Fonte Altíssima, Eterna ... - Crise. Dia Mundial do Campo Nicole Verillo Campello - Um dos maiores problemas que temos no Brasil hoje, senão o maior, é a ignorância e o desprezo aos direitos humanos. Omar de Camargo Ivan Claudio Guedes - Professores no Paraná, São Paulo, Pernambuco,Pará, Santa Catarina e em muitos outros Estados e municípios cobram o cumprimento da Lei do Piso. Dia Internacional dos Museus Escola e Comunidade Loryel Rocha - A "Declaração de Veneza" torna claro que aliado a necessidade de reforçar a complementaridade entre Ciência e Tradição existe também o desafio de integrar a ambos com a Religião. Mariene Hildebrando - O princípio da igualdade está consagrado no artº 5º da Constituição Federal. Alberto Romano Schiesari Dia da língua Nacional O desenvolvimento integral das crianças e jovens não é responsabilidade apenas da escola e da família. -Terceirização: o paraíso dos atravessadores www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// http://www.culturaonlinebr.org

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Maio 2015 Gazeta Valeparaibana Página 2 Editorial À Grande Mãe Ó Grande Mãe Cósmica, Amorosa Fonte Altíssima, Eterna Geradora, Nossa Sagrada Origem, sinto um desejo elevado de vos agradecer, de vos venerar, homenageando todas as nossas mamães, em todos os povos, em todos os momentos de um reconhecimento eterno. Vós que unida estais ao Princípio Masculino, desde o início da Manifestação Primordial Cósmica, gerastes a natureza material, desde a energia condensada em micro pacotes das partículas subatômicas até o macrocosmo, manifesto por todas as galáxias no espaço infinito – e vós sois este infinito, que contém toda a energia visível e invisível. Em algum momento da eternidade, fecundada pela energia viva do Oposto unido a vós, gerastes a Vida, programada para a evolução, que se nos apresenta na multiplicidade dos seres temporários, da qual faço parte, bem como todos os meus irmãos e irmãs. Ó Grande Mãe, acolhe-me em vosso seio, mantenha-me em vosso abraço, inunda o meu ser com vossa energia amorosa, mantendo-me vivo e jovem além do aqui e agora, além do corpo perecível. Quando aquele momento chegar, em que abandonarei o estado sólido, para ir além de todos os estados, unindo-me a vós no vazio preenchido pelo Pensamento do Eterno, na Luz Puríssima que não é a física, com certeza estarei em vosso “útero etéreo”, protegido e sendo reestruturado para prosseguir no Caminho do Espírito. Permita-me que, aprendendo pelo vosso exemplo, também seja igualmente capaz de manifestar um amor de tal grandeza, como é o vosso Amor. Desde o surgir da humanidade consciente, manifestais a vossa Presença, constantemente, simbolicamente, em muitas mães na história das diversas culturas, como mães graciosas; mães amorosas; mães dolorosas; mães carinhosas; mães guerreiras; mães heroicas; mães protetoras; mães severas; mães doadoras; mães criativas; mães altruísticas; e, principalmente, as mães que perdoam, sem exigirem qualquer retorno. Ó Luminosa, todos os dias são “dias das mães”; todavia neste segundo Domingo de Maio estará consagrado, mais uma vez no ciclo anual, a vós. Recebei de todos os vossos filhos o ósculo sagrado! Por isto, quero vos gritar o meu sentimento, sempre: - Amo-vos! Amo-vos! Amo-vos! - Adoro-vos! Adoro-vos! Adoro-vos! FRASES MUJICA Samuel Kauffmann Rádio web CULTURAonline Brasil NOVOS HORÁRIOS e NOVOS PROGRAMAS Prestigie, divulgue, acesse, junte-se a nós ! A Rádio web CULTURAonline Brasil, prioriza a Educação, a boa Música Nacional e programas de interesse geral sobre sustentabilidade social, cidadania nas temáticas: Educação, Escola, Professor , Família e Sociedade. Uma rádio onde o professor é valorizado e tem voz e, onde a Educação se discute num debate aberto, crítico e livre. Mas com responsabilidade! Acessível no link: www.culturaonlinebrasil.net ...Pois o que há nessa terra de mais importante que as mães... amor que vai além da simples genética, é entrega de toda alma, de todo coração.... é doação... é devoção... Daniela Pizani IMPORTANTE Todas as matérias, reportagens, fotos e demais conteúdos são de inteira responsabilidade dos colaboradores que assinam as matérias, podendo seus conteúdos não corresponderem à opinião deste projeto nem deste Jornal. "Eu não sou pobre, eu sou sóbrio, de bagagem leve. Vivo com apenas o suficiente para que as coisas não roubem minha liberdade." *** "O casamento gay é mais velho do que o mundo. Tivemos de Júlio César a Alexandre, o Grande. Dizem que é moderno e é mais antigo do que todos nós. É uma realidade objetiva. Existe. E não legalizar seria torturar as pessoas desnecessariamente". *** "Eu acho que nós estamos sendo usados como ratinhos de laboratório. Por que a Phillip Morris está prestando tanta atenção em um país tão pequeno? Eu tenho certeza que eles vendem mais cigarros em qualquer bairro de Nova York do que no Uruguai." *** "Tive que aguentar 14 anos em cana (...). Nas noites que me davam um colchão eu me sentia confortável, aprendi que se você não pode ser feliz com poucas coisas você não vai ser feliz com muitas coisas. A solidão da prisão me fez valorizar muitas coisas." *** "O que é que chama a atenção mundial? Que vivo com pouco, em uma casa simples, que ando em um carrinho velho, essas são as notícias? Então este mundo está louco, porque o normal surpreende." *** "Eu não vou ser um velho aposentado que vai para um canto escrever suas memórias. Eu não vou escrever nada, não tenho tempo, tenho coisas para fazer". A Gazeta Valeparaibana é um jornal mensal gratuito distribuído mensalmente para download Editor: Filipe de Sousa - FENAI 1142/09-J Gazeta Valeparaibana e CULTURAonline BRASIL Juntas, a serviço da Educação e da divulgação da CULTURA Nacional CULTURAonline BRASIL Faça uma assinatura mensal por apenas R$ 5,00 Email: assinaturas@gazetavaleparaibana.com

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Maio 2015 Gazeta Valeparaibana Página 3 DIA Mundial da Liberdade de Imprensa Liberdade de Imprensa A liberdade de imprensa não pertence às empresas jornalísticas. É um valor democrático da sociedade e pressupõe o direito de informar e de ser informado, com precisão e honestidade. Essa liberdade não autoriza a mentira, a distorção ou a injúria, não endossando a ilação no lugar de apuração, o ouvir dizer ao invés do testemunho, não podendo também omitir fatos e notícias e nem mesmo ser um refúgio da leviandade, nem gazua para o negócio da notícia em prejuízo do interesse da notícia. Num episódio conhecido, o da divulgação do vídeo onde mostrava as atitudes arbitrárias de policiais junto à favela Naval, em Diadema-SP, a imprensa trouxe ao conhecimento público, fatos reais que ajudaram a reprimir atos criminosos praticados por pessoas sem condições de trabalhar junto ao público; por outro lado, o noticiário trouxe também prejuízos irreparáveis aos proprietários da Escola Infantil Base, acusados injustamente de abusos sexuais contra crianças, fatos não confirmados, os quais foram largamente explorados pela mídia impressa e falada. Estas ocorrências levam-nos a exigir um comportamento mais ético dos profissionais da área, no tocante à divulgação de fatos somente após efetiva comprovação. A impressa tanto escrita como falada tem um papel fundamental nas vidas das pessoas, são elas de grande utilidade dos fatos ocorridos. Como em toda área de trabalho há profissionais altamente qualificados que merecem atenção e respeito, mas infelizmente há outros que agem de maneira irresponsável a liberdade de impressa. A sociedade está o tempo todo envolvida por propagandas, noticiários e informações que são muitas vezes enganosas e sensacionalistas fazendo com que as pessoas que se tornem vulneráveis a má imprensa. O desenvolvimento do pensamento crítico é a melhor maneira de defender-se contra a influência ideológica de uma imprensa banal. Liberdade é um estado que confere pelos poderes ao indivíduo e pode ser usada de várias formas, porém, se bem entendida, por si só criará limites e regras que tornarão a convivência entre os homens harmoniosa, gratificante e produtiva. Partindo do princípio que todos os homens nascem livres e iguais perante a lei, com direitos e obrigações, podemos usar o direito à liberdade para o lado positivo ou negativo com consciência. Certamente seremos cobrados pela sociedade se confundirmos liberdade com libertinagem. Calendário do mês Feriados, Datas Comemorativas 01 Dia Mundial do Trabalho 02 Dia Nacional do Ex-combatente 03 Dia Mundial da Liberdade de Imprensa 03 Dia do Sol 03 Dia do Sertanejo 05 Dia Nacional das Comunicações 05 Dia da Comunidade 05 Dia Nacional do Expedicionário 05 Dia do Marechal Rondon 07 Dia do Silêncio 08 Dia Internacional da Cruz Vermelha 09 Dia da Europa 10 Dia do Campo 12 Dia Mundial do Enfermeiro 13 Dia da Abolição da Escravatura 13 Dia da Fraternidade Brasileira 15 Dia Internacional das Famílias 17 Dia Internacional das Telecomunicações 17 Dia da Constituição 18 Dia Internacional dos Museus 21 Dia da Língua Nacional 25 Dia da Indústria 30 Dia das Bandeiras 31 Dia Mundial do Combate ao Fumo 31 Dia Mundial das Comunicações Sociais Da redação Sinclair Lewis (1885-1951) primeiro estadunidense a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura, em 1930; Edgar Allan Poe (1809-1849), considerado pai da moderna literatura detetivesca; Eugene O’Neill (1888-1853) outro estadunidense que ganhou o Nobel de Literatura (em 1936); Paul Verlane (1844-1896), poeta francês; Jack London (1876-1916), escritor genial dos Estados Unidos; Dylan Thomas (1914-1953), poeta nascido no País de Gales; F. Scott Fitzgerald (1896-1940), mais um grande escritor estadunidense… O que esse pessoal todo tinha em comum? Eram alcoólatras, assim como as cantoras Edith Piaf e Janis Joplin, o ator Douglas Fairbanks Jr., a dançarina Isadora Duncan, o escritor Ambroise Pierce, o general Ulysses S. Grant e o rei Eduardo VIII, da Inglaterra. Professores no Paraná, São Paulo, Pernambuco,Pará, Santa Catarina e em muitos outros Estados e municípios cobram o cumprimento da Lei do Piso. Página 9 www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// http://www.culturaonlinebr.org

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Maio 2015 Gazeta Valeparaibana Página 4 Dia Nacional das Comunicações pilares para u- xo da economia global que por um lado pode aumentar as riquezas ma gestão de marketing adequada aos novos de um país, mas por outro pode causar o aumento da desigualdade social. Por fim, o terceiro paradoxo diz respeito ao fato de que ao tempos mesmo tempo em que a globalização cria uma cultura global universal, por outro, ela fortalece culturas tradicionais. Vivemos hoje numa sociedade dominada pela As consequências desses paradoxos, segundo o autor, são vistas na tecnologia, em que as fronteiras culturais são pressão que os cidadãos sofrem para se tornar globais e ao mesmo difusas e em que o futuro da humanidade é co- tempo locais, aumentando os níveis de ansiedade, sobrecarregando locado em xeque pela crise ambiental e pela manutenção das injusti- as pessoas de valores conflitantes e fazendo com que elas busquem ças sociais. Poderíamos dizer que vivemos uma crise de valores. Lu- se associar a grupos e instituições que propiciam um sentido de contitamos por séculos pelo aumento das liberdades individuais e hoje não nuidade, conexão e direção para elas. sabemos muito bem o que fazer com tantas opções e com a ausência de limites. É nesse vácuo que Kotler (2010) apresenta a sua nova vi- A terceira tendência apresentada por Kotler (2010), a “Era da sociedasão de marketing baseada em valores. Ou seja, para o autor, as em- de criativa”, aponta para ascensão de uma sociedade na qual os conpresas que souberem se diferenciar pelos seus valores e pelas suas sumidores mais expressivos e colaborativos nas redes sociais influensoluções para os problemas da sociedade serão aquelas que se sai- ciarão as opiniões a respeito dos paradoxos da globalização e dos problemas sociais, moldando a visão dos outros. rão melhor na arena competitiva no longo prazo. Nesse sentido, a comunicação tem um papel fundamental. Para uma Segundo o autor, os cidadãos criativos como os membros mais avanempresa se diferenciar por seus valores ela precisa ter um diálogo çados da sociedade favorecerão as marcas colaborativas e culturais e transparente com a sociedade e ser coerente com a imagem que criticarão aquelas que impactam negativamente a vida das pessoas. constrói em suas interações com seus públicos de interesse. Como Dessa forma, os consumidores buscarão produtos e serviços que saressalta o consultor Gustavo Gomes de Matos, a “comunicação tanto tisfaçam não só suas necessidades, mas também que proporcionem pode construir como destruir reputações empresariais, credibilidade experiências memoráveis e que toquem seu lado espiritual. Resuminpública e imagens institucionais. Por isso, a comunicação tem estreita do (Kotler, 2010, p. 21): “Proporcionar significado é a futura proposição de valor do marketing” e os modelos de negócio baseados em relação com a ética e a responsabilidade social” (Matos, 2012). valores serão os mais inovadores. As principais tendências que levaram Kotler (2010) a desenvolver sua nova abordagem de marketing foram as que ele chama de a “Era da A verificação dessas três tendências faz o marketing evoluir do foco participação”, a “Era do paradoxo da globalização” e a “Era da socie- nos consumidores para o foco nos valores humanos (Kotler, 2010). Entretanto, Kotler nos lembra que ainda há muitas empresas que pradade criativa”. ticam tanto o marketing 1.0, focado nos produtos, quanto marketing A “Era da participação” diz respeito à ascensão da tecnologia, em es- 2.0, focado no consumidor. Exemplos disso são os casos abordados pecial das mídias sociais, que permitiram aos consumidores saírem pelo ERA como o da academia de ginástica em Dubai que usou uma de suas posições passivas aumentando exponencialmente a conecti- imagem do Holocausto associada à ideia de perda de peso e o vidade e a interatividade entre pessoas e grupos. Esse contexto apre- das propagandas de maquiagens da L’Oréal, que exageram no recursenta duas questões principais para a gestão de marketing na visão so de melhorar digitalmente a imagem das mulheres retratadas usande Kotler (2010). A primeira é que a influência da propaganda corpo- do seus produtos. rativa em moldar o comportamento dos consumidores diminuirá proporcionalmente ao aumento da participação de consumidores expres- Essas empresas parecem esquecer que a função estratégica da cosando suas opiniões e experiências na rede. A segunda é que, como municação de marketing não é apenas vender um produto ou serviço, as mídias sociais têm um custo baixo e são pouco tendenciosas, elas mas também consolidar a imagem empresarial. Assim, quanto menos éticas elas se apresentarem em suas comunicações corporativas, se tornarão o paradigma das comunicações de marketing no futuro. mais suas imagens serão associadas a valores negativos. Seguindo Sobre a “Era do paradoxo da globalização”, Kotler (2010) descreve Kotler (2010), essa não parece ser uma boa receita para se alcançar três paradoxos claros da globalização. O primeiro é o paradoxo políti- sucesso comercial e institucional no cenário em que vivemos. co em que é possível um país ser politicamente fechado enquanto suPublicado originalmente em: era.org.br/ a economia é aberta, como no caso da China. O segundo é o parado- Comunicação e Ética: A vida sexual de certos seres não é atraente para nós. O percevejo, por exemplo, fura as costas da fêmea com um ferrão que têm à frente do pênis, ejacula nesse buraco e o esperma entra no sangue dela até encontrar os ovários. O escorpião macho agarra a fêmea pelas pinças, ejacula no chão e a arrasta para que o órgão reprodutor dela entre em contato com os espermatóforos. Os pinguins imperadores só fazem sexo uma vez por ano, e a transa dura dois a três minutos. Mas a fama de safados dos macacos se justifica no caso dos chimpanzés, que fazem masturbação mútua e têm práticas orais. As fêmeas são insaciáveis (ninfomaníacas?) no período de fertilidade e podem ter mais de vinte relações sexuais num dia. www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// http://www.culturaonlinebr.org

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Maio 2015 Gazeta Valeparaibana Página 5 Cidadania Corrupção, Dignidade e Direitos Humanos: O que você tem haver com isso? "Só a participação cidadã é capaz de mudar o país” (Hebert de Souza) CRISE Influenciados por um senso coletivo, vimonos atrelados a um beco sem saída, paralisados e longe de ações coerentes e produtivas. Apesar de parecer não se ter mais o controle de nada, é controverso, pois o controle está nas reações de cada um diante da situação. Não é fácil administrar e viver num país em crise, mas, olhar tudo pelo lado negativo não nos levará a condições melhores, bem como, um comportamento passivo só nos fará reféns de uma história onde não seremos protagonistas. Nesse momento de crise devemos avaliar e analisar de forma cautelosa, sintonizados, de forma que encontremos outros rumos que não seja o desânimo e nem crenças nos discursos daqueles que se aproveitam da situação para “tirar vantagens” da ocasião. Abrir mão da resistência ao novo e rever estratégias e outras saídas são alternativas para obtermos critérios e motivação para superarmos esse momento difícil e legitimar novos rumos. Não podemos esquecer de que tudo tem um tempo para amadurecer e que para obtermos retorno de toda e qualquer ação, será preciso “jogo de cintura” para agir no momento certo e com atitudes pensadas, bem estudadas que poderão nos levar a colher bons frutos. Não adianta só jogar contra ou, “remar contra a maré”, isso cansará os braços do mesmo jeito que se arregaçarmos as mangas determinados e unidos em causa própria e pela nação, sem ceder aos ideais de oportunistas desenfreados e analfabetos de história. Só assim, com resiliencia e nutridos de atitudes positivas e sensatas, haveremos de conduzir esse tempo inóspito a outras formas de solução, pois, agir sem lema, apenas tornará o peso do momento maior ainda. Um dos maiores problemas que temos no Brasil hoje, senão o maior, é a ignorância e o desprezo aos direitos humanos. O povo brasileiro não conhece seus direitos, inclusive nossos representantes, que quando os conhecem, os ignoram. Essa ignorância e desprezo são responsáveis pela desgraça em que vivem milhares de pessoas no nosso país, e garantem a existência de um câncer na política brasileira: a corrupção. A corrupção corrompe seres humanos e corrompe direitos humanos. A corrupção causa a miséria, a carência e a pobreza, nega dignidade a milhares de seres humanos. De acordo com o Art. 6° da Constituição Federal de 1988 são nossos direitos sociais: a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados. Esses direitos nos garantem, junto aos demais direitos fundamentais, nossa dignidade. E devemos entender dignidade como tornar possíveis e cotidianos todos os direitos a que temos direito. E quem deve garantir esses direitos? O Estado, conforme o Art. 1° da Constituição: A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: III a dignidade da pessoa humana. São esses direitos e conseqüentemente a nossa dignidade que a corrupção corrói, seja a corrupção típica, caracterizada pelo desvio de verbas públicas, seja a corrupção caracterizada pela ineficiência na gestão pública, pois também é corrupto aquele que não tem competência para o cargo que ocupa, deixando de garantir os direitos a sua população quando realiza políticas públicas ineficientes, que em nada contribuem para a qualidade de vida dos cidadãos. Serviços urbanos são prejudicados, obras públicas abandonadas e direitos fundamentais esquecidos e ignorados. A frieza, descaso e abandono com que os gestores públicos corruptos tratam sua população é assustadora, são verdadeiros assassinos. A corrupção não permite uma educação de qualidade, desmotiva professores, encurta a vida das pessoas, alimenta o desemprego, permite que pessoas tenham as ruas como lar, assassina inocentes e protege bandidos, permite que milhares de pessoas morram nas filas dos hospitais todos os dias. Direitos são negados diariamente bem na nossa cara. O poder público corrupto fica cada vez mais distante da população, serve seus interesses particulares, por exemplo, comprando carros de luxo com dinheiro que deveria garantir uma merenda escolar de qualidade. O Estado existe para servir o povo e não para servir-se. Está no Art. 37 da Constituição: A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios obedecerá aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. E o que assusta mais do que a frieza dos corruptos é a forma como os brasileiros assistem e vivem essa corrupção de forma passiva, sem cobrar, sem conhecer e sem fazer valer os seus direitos, sem sequer conhecer o único documento que nos unifica como cidadãos, a Constituição da República Federativa do Brasil. É fundamental a participação cidadã para combater à corrupção, para garantir a dignidade de todos os cidadãos e cada um de nós não só deve como pode participar. Genha Auga jornalista/escritora – MTB: 15.320 SOBRE DEMOCRACIA REPRESENTATIVA Democracia representativa é o exercício do poder político pela população eleitora não diretamente, mas através de seus representantes, por si designados, com mandato para atuar em seu nome e por sua autoridade, isto é, legitimados pela soberania popular. Nós, cidadãos, temos o poder de responsabilizar os agentes públicos pelo o que eles fazem e deixam de fazer, garantido pela Constituição no Parágrafo Único do Art.1°: Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição. Cobrar, se informar e exigir informações é um direito seu. Se informe, leia a Constituição e exerça seu dever como cidadão. A organização da sociedade civil e o exercício do controle social são essenciais para garantia da dignidade de todos no nosso país. Nicole Verillo Campello VOCÊ TAMBÉM É RESPONSÁVEL! Na cidade, a pressão da opinião pública é capaz de fazer o que a lei não consegue Porque precisamos fazer a Reforma Política no Brasil? Seus impostos merecem boa administração. Bons políticos não vem do nada. Para que existam bons políticos para administrar o país, toda a sociedade precisa colaborar para que eles possam nascer e terem sucesso. É preciso um sistema eleitoral moderno para melhorar a qualidade da política. Os políticos "tradicionais" tem horror à reforma política, porque ela pode mudar a situação atual onde eles usam e manipulam o eleitor e são pouco cobrados ! www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// http://www.culturaonlinebr.org

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Maio 2015 Gazeta Valeparaibana Página 6 Dia da Abolição da Escravatura ões e circunstâncias como parte integrante e instrumento do capital. Sem ela, empreendimentos mais atrasados em áreas de expansão não teriam a mesma capacidade de concorrer na economia globalizada. Há condições sociais que facilitam a disponibilização de mão de obra para essa pilhagem constante da força de trabalho. Em verdade, elas são consequências da existência do velho e bom exército de reserva de mão de obra, que resulta da progressiva redução da participação relativa do trabalho na composição do capital, mas também do processo de grilagem e expulsão de posseiros e de outras populações tradicionais de suas terras na região de fronteira agrícola amazônica – frequente durante o regime militar nas décadas de 1970 e 1980 e que se mantém ainda hoje – que serve tanto para aumentar o contingente de mão de obra para o campo e as cidades, quanto para ampliar os territórios dos empresários. A cada ano, milhares de trabalhadores pobres são recrutados para trabalhar em fazendas, carvoarias, canteiros de obras e oficinas de costura e, posteriormente, submetidos a condições degradantes de serviço ou impedidos de romper a relação com o empregador. Não raro, permanecem sem poder se desligar do empregador até que terminem a tarefa para a qual foram aliciados, sob ameaças que vão de torturas psicológicas a espancamentos e assassinatos. No Brasil, essa forma de exploração é chamada de trabalho análogo ao de escravo, escravidão contemporânea ou nova escravidão, prevista como crime no Código Penal (artigo 149), com pena de dois a oito anos de reclusão. Isso, estruturalmente, gera um excedente alijado de meios de produção e emprego, diminuindo o valor de mercado a ser pago por um serviço. Os trabalhadores são impelidos a aceitar a oferta de serviço do “gato”, mesmo não recebendo garantias de que as promessas dadas no momento do recrutamento serão cumpridas. Baseado nesse contexto de fragilidade social, o empreendedor pode utilizar a mão de obra necessária pagando o montante que Sua natureza econômica difere da escravidão da desejar. Que pode ser praticamente nada no caso Antiguidade clássica e daquela que aqui existia dudo trabalho análogo ao escravo. rante a Colônia e o Império, mas o tratamento desumano, a restrição à liberdade e o processo de As propriedades rurais mais atrasadas do ponto de “coisificação” são similares. O número de trabalha- vista tecnológico tendem a compensar essa difedores envolvidos é relativamente pequeno se com- rença por meio de uma constante redução da partiparado com a população economicamente ativa, cipação do “trabalho” no seu custo total. Simulam, porém não desprezível: de 1995 – quando o siste- dessa forma, uma composição orgânica do capital ma de combate ao trabalho escravo contemporâ- de um empreendimento mais moderno, em que a neo foi criado pelo governo federal – até hoje, mais diminuição da participação do custo do trabalho se de 44 mil pessoas foram resgatadas dessa situa- dá através do desenvolvimento tecnológico. Tradução, de acordo com dados do Ministério do Traba- zindo para o português: há fazendeiros que retiram o couro do trabalhador para poder concorrer no lho e Emprego. mercado. Outros se aproveitam dessa alternativa A produção capitalista necessita de espaços não não para gerar competitividade, mas para capitalicapitalistas para se desenvolver. Em função de sua zar-se durante um período de tempo (e depois tronatureza, não admite limitações na aquisição de car trabalhadores por colheitadeiras) ou aumentar matéria-prima e na criação de mercados. Vale lemsua margem de lucro. brar que ao longo de séculos, países e corporações têm ido à guerra por esse motivo. Em um cur- Esse processo de acumulação baseado em formas to espaço de tempo, de acordo com uma sinaliza- antigas de produção opera no momento de expanção de demanda no Extremo Oriente, empreendi- são do sistema, em que este consome formas extementos agropecuários no interior da Amazônia são riores para crescer. Depois, essas formas são introcapazes de se expandir sobre áreas, na maioria duzidas no próprio modo de produção, que continudas vezes, ocupadas por populações que vivem a seu avanço. Essa inserção não é automática, sob outro modo de produção. Em questão de anos, mas sim um processo que varia em tempo e intensurgem grandes fazendas de gado, lavouras de sidade, de acordo com o tipo de empreendimento e soja, algodão e cana-de-açúcar, além de carvoari- seu grau de modernização. as, produzindo matéria-prima e gêneros alimentí- Há atividades que, por motivos técnicos – seja porcios, onde antes viviam populações indígenas, que não é possível sua mecanização, seja porque camponeses, comunidades quilombolas ou ribeiri- a utilização de mão de obra demanda menor invesnhas. timento inicial, continuam excessivamente depenNessa expansão, podem coexistir tecnologia de ponta e formas ilegais de trabalho. O que parece contraditório na verdade expressa um processo fundamental para o desenvolvimento desses empreendimentos, acelerando sua capitalização e garantindo a capacidade de concorrência. dentes de trabalho manual. Um dos casos registrados de escravidão contemporânea está no desmatamento e limpeza de antigas áreas abandonadas para a introdução de empreendimentos agropecuários ou extrativistas. A força de trabalho é utilizada para derrubada de maA utilização de trabalho escravo contemporâneo ta nativa, construção de cercas, plantação de pasnão é resquício de modos de produção arcaicos tos, produção de carvão vegetal, e catação de raíque sobreviveram provisoriamente à introdução do zes para possibilitar o cultivo da soja e do algodão. capitalismo, mas sim um instrumento utilizado pelo Dessa forma, esses empreendimentos são capapróprio capital para facilitar a acumulação em seu zes de gerar recursos já no momento de sua aberprocesso de expansão. A superexploração do tratura balho, da qual a escravidão é sua forma mais cruel, Da redação é deliberadamente utilizada em determinadas regi- Dizem que o trabalho enobrece o homem, mas quem já viu alguém que virou nobre por ter trabalhado? *** Criminoso rico não vai preso: foge de carro, enquanto o castigo anda a cavalo. *** Ficou rico, Subiu na vida! Mas que ridico! *** Algumas profissões no Brasil precisam ser redefinidas: metalúrgico é quem leva ferro; carpinteiro é o que leva pau; fumageiro é o que leva fumo; barbeiro é o que leva na cabeça e banqueiro é quem banca tudo isso. *** Banqueiros alegres, povo triste! *** Os capitalistas querem sim preservar a natureza… desde que isso lhes dê lucro, claro! *** Num sistema com péssima distribuição de renda, todo pecado é capital. *** Capitalista xucro! Não vive a vida, Só pensa no lucro *** Os comentaristas econômicos de rádio, TV, jornais e revistas, em sua grande maioria, não são nada econômicos em elogios ao capital. *** A União Soviética podia ser uma merda para quem morava lá, mas seu fim foi uma merda para os trabalhadores do resto do mundo: temos agora o capitalismo de rédea solta, sem medo de revoluções. *** Há assaltos que são feitos dentro da lei: o imposto de renda descontado nos salários, por exemplo. *** Economista de mão cheia! Economiza muito A renda alheia *** Jornais e revistas jornalísticas são muito importantes para denunciar as mutretas que são feitas fora das suas respectivas empresas. www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// http://www.culturaonlinebr.org

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Maio 2015 Gazeta Valeparaibana Página 7 Literatura COMO É SEU AMOR? Você é daqueles com um grande número de amigos que gritam essa estima nas redes sociais todos os dias e nos finais de semana estão acompanhados da solidão... Você é daqueles que escrevem versos e enviam flores nas datas especiais e suas palavras ficam engavetadas juntamente com as pétalas secas das flores que rapidamente murcham... Você é daqueles que está ao lado da pessoa amada somente nos momentos alegres e divertidos... Você é daqueles que ama se pra dormir de “conchinha” foi preciso antes uma boa “transa” mesmo que tenha sido regado a um desejo “elaborado” por uma mentira... Ou, Você está sempre ao lado de quem precisa e te considera verdadeiramente, nem que seja um único amigo... Você em situação adversa fica ao lado e faz companhia mesmo que com menos palavras demonstra muito amor com atitudes e boa vontade... Você abre mão de seu espaço para acolher alguém que precisa e faz concessões tolerando os dias difíceis e as manias estranhas do outro... Você respeita a ausência, controla o ciúme e resiste à vontade evitando adequar o outro à sua necessidade... Você entende que amar significa poder falar a verdade dando espaço à sinceridade sem precisar machucar o outro... Pois é, O amor ou desamor se desenvolve conforme o alimentamos ocupando espaços que -trazendo ou não a felicidade - e dependendo de como fortificamos sua raiz, não será fácil - em nenhuma das situações desvencilhar-se dele! GenhaAuga – jornalista/escritora – MTB: 15.320 GenhaAuga jornalista/escritora – MTB: 15.320 MÃE Anda a passos largos num caminho árduo. Deixa rastros de melancolia e de alegrias... Pensa no que precisa e não enfraquece, para ser atendida e ser ouvida. Nas adversidades e aflições, não se desespera, entrega-se a Deus e voa... A mão divina lhe mostra sua grandeza, põe lhe à frente de seus atributos. Guerreira, alicerce da família! Abraça os filhos, cuida do pai, vela também pela mãe. Engrandece a vida do homem com a sua. Mãe tem a natureza do aprimorar, traz ao mundo o amor. Seu gesto nobre muda o caráter do menino, muda o destino do homem. Mãe! Beleza eterna onde a vida se renova! Nós, brasileiros, estranhamos certas palavras em línguas nórdicas, cheias de consoantes e quase sem vogais, mas eles também devem estranhar – pelo motivo oposto – algumas palavras do nosso vocabulário, cheias de vogais. Uma palavra da língua “brasileira” tem cinco vogais juntas: piauiense. Digo língua “brasileira” porque tem a terminação portuguesa, mas deriva do tupi. Piauí, nesta língua, significa rio do piau. Piau, nome de um peixe, por sua vez, significa pele manchada. Ele é conhecido também pelos nomes piaba, piapara e canivete. Os árabes escrevem ao contrário de nós, que escrevemos da esquerda para a direita. A escrita japonesa é vertical, do alto para baixo, mas também é “de trás pra frente” em relação à nossa: a primeira página dos livros ou revistas é a nossa última. Os gregos tiveram dúvidas durante muito tempo quanto à direção da escrita. Alternaram várias vezes escrevendo da direita para a esquerda e vice-versa. Só por volta do ano 500 a.C. é que adotaram pra valer a escrita e a leitura da esquerda para a direita. Numa sociedade movida à dinheiro e hipocrisia, encontramos pessoas propensas aos mais diversos rumos incluindo-se a devassidão. Cuidado com quem andas, pois tua companhia sumariza quem és. Não tenha medo de lutar pelo que acredita, apenas seja você mesmo nos mais divergentes momentos que possam surgir. Fazendo isto, certamente afetará os que estão à tua volta que não gostam do que veem. Saberão fazer a triagem do joio e do trigo. Só tome cuidado com o lado com que ficará, pois uma escolha errada pode te afetar drasticamente. Pense no seu futuro. Sua escolha hoje, será o seu futuro amanhã.

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Maio 2015 Gazeta Valeparaibana Página 8 5 de Maio - Dia mundial do Campo No último dia 3 foi o Dia do Solo e dia do Pau Brasil. dia 5 é o Dia Mundial do Campo. Aproveitando para parabenizar as instituições que contribuem com ações efetivas com a intenção de manter o homem no meio rural com sustentabilidade e respeito ao meio ambiente, cuidando do nosso solo e ajudando os agricultores familiares a produzirem com maior rentabilidade, trazendo dignidade para suas famílias Campos: Apesar de não existir um conceito único sobre o termo “campos”, existem definições mais difundidas que acabam por caracterizá-lo. Campo é uma vegetação formada por herbáceas , ou seja, plantas em geral de pequeno porte, de vida média de um ano que acabam por não desenvolverem caules muito rígidos. São exemplos deste tipo de plantas as gramíneas em geral e algumas outras espécies como as cyperaceas. Estas acabam por ser os principais constituintes desta vegetação, levando em consideração que a presença de árvores é quase totalmente ausente. de Saúde. Dada a falta de controle no uso destas substancias químicas tóxicas e o desconhecimento da população em geral sobre os riscos e perigos à saúde daí decorrentes, estima-se que as taxas de intoxicações humanas no pais sejam altas. Deve-se levar em conta que, segundo a Organização Nacional de Saúde para cada caso notificado de intoxicação ter-se-ia 50 outros não notificados. Os perigos representados pelos agrotóxicos O perigo começa no próprio campo, com os agricultores que pulverizam os agrotóxicos nas lavouras. A exposição destes produtos de elevada toxidade sem a devida proteção pode ocasionar invalidez e até morte. Em seguida, o perigo chega à mesa do consumidor dos grandes e médios centros urbanos. Os vegetais e frutas disponíveis no mercado, de aspecto agradável podem esconder em sua película externa fragmentos de agrotóxicos utilizados na lavoura. O consumo de alimentos cultivados com adubos orgânicos, sementes resistentes e que utilizem um controle biológico de pragas seria o ideal. Entretanto, este tipo de agricultura não é incentivado pelo governo, o que encarece e dificulta a comercialização dos produtos. Os metais pesados atuam como agrotóxicos quando lançados nos rios e oceanos; acumulando na cadeia alimentar, chegam pelas descargas dos rios contaminados. As principais fontes são as industriais, Os campos constituem-se no mais vasto bioma terrestre, cobrindo a- os garimpos e as lavouras, que aplicam cobre e zinco no combate aos proximadamente 24% da superfície dos continentes, o que representa fungos. cerca de 46 milhões de km². Localizam-se, geralmente, em regiões temperadas, com verões quentes e invernos frios. Este tipo de vege- Os efeitos da contaminação dependem não só da dose, como tamtação está presente em diversas formações, tais como a estepe rus- bém do tipo de poluente. O chumbo altera a síntese de hemoglobina, sa, a pradaria norte-americana, a puszta húngara e o bioma predomi- provocando anemia, insuficiência renal, problemas no sistema nervonante gaúcho: o pampa sul-americano. so, cólicas intestinais e convulsões. O Brasil encontra-se entre um dos maiores consumidores de produtos Outro sistema de contaminação ocorre por ar contaminado, onde popraquicidas (agrotóxicos) do mundo, tanto aqueles de uso agrícola luentes podem acarretar em debilidade mental, tontura e enfraquecicomo os domésticos (domissanitários) e os utilizados em Campanha mento de pernas. www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// http://www.culturaonlinebr.org

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Maio 2015 Gazeta Valeparaibana Página 9 País Educador - Professores em casa e muitas vezes têm sido por pouco tempo, uma ou duas semanas apenas. Ou seja, não produzem nenhum “caos” na sociedaProfessores no Paraná, São Paulo, Pernam- de, não chamando a atenção da sociedade e buco,Pará, Santa Catarina e em muitos ou- muito menos da mídia. Quanto muito alguns tros Estados e municípios cobram o cum- pais reclamam que seus filhos ficam em casa “importunando”. primento da Lei do Piso. GREVE DOS PROFESSORES POR TODO BRASIL falta de materiais, falta de segurança, etc.), a exemplo de uma avestruz, que enfia a cabeça num buraco julgando-se segura, pois em nada vendo, nada estaria acontecendo. Chamamos a atenção aqui para algo extremamente simples e óbvio que é o fato de que ficaria difícil para o professor entrar em greve se tudo estivesse sendo cumprido pelo Poder Público. Se o poder público cumprisse a própria lei não haveria motivo para o professor entrar em greve. A quem interessa manter alunos sem aula? A quem interessa manter a educação com baixa qualidade? A quem interessa manter somente sobre os ombros dos professores tamanha responsabilidade? Outro fato que é preciso levantar é a não adesão de todos os professores aos movimentos grevistas. Vários vídeos e conversas pelas redes sociais apresentam as dificuldades de se trazer a massa dos professores para o movimento grevista. Talvez, o exemplo que fuja a esta regra, seja a greve dos professores no Estado do Paraná, uma vez que praticamente todas as categorias dos funcionários daquele Como consequência, atualmente temos um Estado entraram em greve, contra o pacote de déficit de 150 mil professores no Brasil. Muitos Basicamente o que todos os professores gre- medidas anunciadas pelo governador. não aguentam as condições de trabalho e trovistas querem é o cumprimento da Lei 11.738/2008 que “estabelece o piso salarial Uma das estratégias do poder público para camde emprego, que muitas vezes não satisprofissional nacional para os profissionais do diminuir a greve é a de minimizar o movimento faz sua vocação de professor, mas o instinto magistério público da educação básica”. Nele, para ganhar pelo cansaço. Quem não se lem- de sobrevivência nessas horas fala mais alto. se prevê, além do piso(que hoje está em R$ bra das notas publicadas pela Secretaria de Nós professores não aguentamos mais tanta 1.917,78 para 40 horas de trabalho), 2/3 (dois Educação do Estado de São Paulo exortando falta de compromisso com a educação. É preterços) da carga horária para o desempenho os pais a mandarem seus filhos para as esco- ciso dar um basta e, por mais complicado que das atividades de interação com os educan- las, pois a greve não estaria tendo a adesão possa parecer a greve é o único meio legal aventada pelo Sindicato. Isto mostra exatados. que dispomos para pressionarmos quem na mente o pensamento do governo, ou seja, uAs notas oficiais sempre tendem a julgar a sar de todos os meios para desacreditar o mo- verdade não precisaria ser pressionado, pois greve dos professores como partidária, colo- vimento junto à população, com a colaboração deveria ser o primeiro a enxergar que o futuro cando panos quentes e afirmando que a ade- da mídia tradicional e muitas vezes do poder está na educação, o governo. Se ele (governo) são é baixa. Raramente algum administrador Judiciário. Neste ponto, ressalta-se a impor- não se move e não se comove com a situação público dá a devida atenção ao movimento tância da mídia alternativa eletrônica. As fotos, do professor é porque não está interessado grevista, e quase sempre entram com pedido os vídeos, os textos e as publicações de cen- em melhorar a educação. E porquê? de ilegalidade da greve junto ao poder Judiciá- tenas de milhares de pessoas nas redes soci- Omar de Camargo rio, que por sua vez também tende a andar ais e blogs apresentam o que realmente está Técnico Químico conforme o Executivo manda. Na mídia o mo- acontecendo dentro e fora da escola. Professor em Química. vimento não é diferente. Muitas emissoras de decamargo.omar@gmail.com O Poder Público tem consciência de que o satelevisão, jornais e revistas apresentam editoriais diminuindo a greve, omitindo ou simples- lário do professor é pouco e ameaça descon- Ivan Claudio Guedes Geógrafo e Pedagogo. mente reproduzindo as “notas oficiais” divulga- tar os dias parados, muitas vezes sem o direito à reposição. Sabendo que muitos professo- ivanclaudioguedes@gmail.com das. res não agüentariam ficar um mês inteiro em Muitos argumentam que o aluno “tem direito a greve, pois dependem daquele pouco salário OUÇA-NOS ter aula”, citando a Lei 9.394/1996, mas es- para sustentar suas famílias, o governo recruTodos os quecem do Art. 3, IX que diz sobre a“garantia desce deixando de negociar, apostando no Sábados de padrão de qualidade”. Como querem aulas esvaziamento da greve. Por isso, toda greve 16 horas de qualidade com o atual quadro de professo- tem que ter a participação maciça daqueles Na res no Brasil? Quantos artigos nós já escreve- que estão brigando por melhores salários e CULTURA mos em que discutimos a baixa qualificação melhores condições de trabalho. online BRASIL do professor, o baixo salário do professor, a PROGRAMA: falta de formação continuada, a baixa forma- As dificuldades aqui apresentadas são tão reE agora José? ção inicial, etc. É possível cobrar índices de ais que em São Paulo muitos professores não qualidade ou qualquer outra forma de qualida- aderiram à greve justamente por esses motide com o descaso da sociedade e do poder vos. Entende-se que o perfil dos professores deva ter seja o de“formação geral humanista/ público para com a educação? crítica, comprometido com a construção e amO fato é que greve de professor não atrapalha pliação de uma sociedade mais justa, posicioa sociedade. Vamos explicar: - quando garis nada contra as desigualdades sociais e qualfazem greve a cidade fica emporcalhada, quer forma de opressão” (Res. SE/SP quando bancários entram em greve o sistema 52/2013). Porém, no auge dos debates sobre financeiro trava ou ainda o setor metroviário. a greve, muitos professores acabam se omitinNormalmente quando servidores públicos de do e se escondendo em suas necessidades/ setores administrativos entram em greve, o desculpas, contrariando o seu próprio. Alguns serviço público para. Então, esses setores pro- reproduzem, inclusive as notas oficiais, como vocam uma grande desordem na vida pública se realmente não houvesse problemas em seu quando fazem greve, porém, quando os pro- salário ou em sua escola (salas superlotadas, fessores entram em greve, as crianças ficam O ano de 2015 mal começou e já deflagraram diversas greves dos professores em diversas regiões do Brasil. Este ano já houve no DF, Paraná, Juazeiro do Norte-CE e Mato Grosso do Sul. Atualmente podemos citar a greve dos professores nos Estados de Pernambuco, Pará, São Paulo, Santa Catarina e nos municípios de Macapá-AP, Barão de Melgaço-MT e Manuel Urbano-AC. www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// http://www.culturaonlinebr.org

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Maio 2015 Gazeta Valeparaibana Página 10 Dia da Comunidade A ESCOLA e a comunidade do entorno Estratégias e recursos da aula Ao final da exploração, o professor reunirá os O estímulo à prática de atividades físicas, de respectivos grupos, que deverão realizar um forma saudável nos momentos de lazer, é um breve relato dos locais observados. A descridos objetivos das aulas de educação física. ção deverá ser detalhada, incluindo: Apresento as etapas de construção de um 1) uma estimativa de tamanho do local obserprojeto que objetiva: 1) mapear o entorno da vado (metros quadrados); escola para a seleção de espaços adequados 2) o tipo de solo observado (cimento, terra, para a prática de atividade física, 2) seleciogramado, etc); nar, após o mapeamento, a atividade física que será realizada; 3) organizar um evento 3) a presença de obstáculos ou outros objetos esportivo ou recreativo com toda a comunida- que possam apresentar perigo para os futuros praticantes. de escolar. Dica: Indico a importância do trabalho interdisciplinar nesse plano de unidade. Destaco a possibilidade de trabalho com os setores de matemática (por exemplo, no mapeamento cálculo das dimensões - dos espaços no entorno da escola), biologia (por exemplo, no debate sobre sustentabilidade e ecologia) ou ainda história e geografia (por exemplo, no debate sobre a conservação dos espaços públicos - praças, parques etc; debate sobre o 1) Mapear as áreas ao redor da escola e obpúblico e o privado na sociedade brasileira). servar a possibilidade de praticas físicas diÉ importante que os grupos, ao longo da caversificadas; minhada ao redor da escola, observem espa2) Selecionar uma atividade física para ser ços diferenciados para que a futura seleção realizada por toda a comunidade escolar em fique mais rica. um final de semana festivo; Dica: Além do mapeamento o professor deve3) Organizar o evento, mobilizando toda a corá chamar a atenção dos alunos para o estamunidade escolar para a prática de atividades do de conservação e limpeza dos espaços ao físicas nos momentos de lazer. redor da escola. Por que as praças estão aTerminado esse primeiro momento, o profes- bandonadas, com brinquedos quebrados? Por sor deverá dividir a turma em pequenos gru- que há tanto lixo no terreno gramado ao lado pos, com cinco ou seis alunos, e iniciar uma da escola? Como podemos nos organizar painvestigação dos espaços próximos à escola. ra melhorar o espaço ao redor? De quem é a Essa exploração dos espaços pode durar uma responsabilidade pela conservação dos espaaula ou mais, dependendo do interesse da ços públicos? turma e das possibilidades de mapeamento. É Recursos Complementares importante que os alunos tenham pranchetas com papel ou outros implementos que permi- Não há recursos complementares nesse platam descrever os espaços observados. Ao no de aula. longo da caminhada, o professor deverá esti- Avaliação mular os alunos a pensarem em atividades físicas que eles conhecem, e que poderiam Ao longo da aula, o professor deverá analisar ser realizadas nos espaços observados. Lem- a capacidade dos alunos de trabalhar em grubre-se de ampliar os conteúdos (atividades) po e definir tarefas específicas, visando à conpossíveis para além das praticas esportivas cretização dos objetivos propostos. tradicionais – o conhecido quadrado mágico Ao final da aula, o professor deverá indagar futebol, voleibol, basquetebol e handebol. os alunos sobre as três etapas do planejaNesse primeiro momento, o professor deverá mento apresentado e avaliar a seleção dos estimular os alunos a pensarem em diversas locais feita pelos alunos. Outra possibilidade é possibilidades de práticas corporais, sem res- a avaliação da ficha preenchida pelos alunos tringir as idéias e opiniões. Futuramente, na com os locais para a prática de atividade físipróxima aula, todas as idéias e espaços ma- ca. peados serão analisados para uma definição. Caro professor, a primeira atividade da aula consiste na explanação dos objetivos desse planejamento (ver parágrafo acima). Essa exposição poderá ser feita na sala de computadores, com auxílio de programas adequados (por exemplo, Power Point) ou utilizando o quadro negro. É importante que os alunos compreendam as três etapas que compõem esse planejamento: Da redação O desenvolvimento integral das crianças e jovens não é responsabilidade apenas da escola e da família. Quanto maior o envolvimento da comunidade, maiores são as possibilidades da educação integral se tornar uma realidade e alcançar seus objetivos. Para tanto, é preciso que todo o entorno da escola se torne efetivamente um território educador, permitindo que os alunos aprendam a toda hora, em diferentes lugares e com as mais variadas pessoas, cada qual contribuindo com uma parcela da sua formação. Mapeando o entorno da escola: um Projeto de Lazer para a Comunidade Escolar Dados da Aula O que o aluno poderá aprender com esta aula Compreender as etapas do planejamento elaborado pelo professor; Mapear áreas próximas à escola para a prática de atividade física; Compreender a importância das atividades de lazer na sociedade contemporânea e sua relevância para a integração da comunidade escolar. Duração das atividades Uma aula de 50 minutos. Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno Dominar o conceito de lazer e atividade física. Na disciplina matemática o professor deverá ter trabalhado: 1) noções espaciais; 2) construção de croquis ou gráficos. ESCOLA e comunidade Sabe-se que a participação de todos os cidadãos é algo necessário e almejado ao bem comum de uma sociedade. Aranha (2004, p.17), ao referir-se sobre a participação da comunidade no ambiente escolar, relata: A participação da comunidade na vida cotidiana da escola, não pode ser uma simples manifestação retórica ou uma prática aberta a iniciativas aleatórias. Ela deve ser organizada formalmente, a partir de projetos específicos, que contenham objetivos claros, métodos e procedimentos que avaliem seus resultados e impactos para a formação dos alunos. www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// http://www.culturaonlinebr.org

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Maio 2015 Gazeta Valeparaibana Página 11 Culturas e Identidades dutora de significação; a Tradição, em sentido amplo, é caracterizada pelo espírito de uma modalidade de ensino oral, de natureza sapiencial ao mesmo tempo prática e operativa, encontrada e transmitida com caráter de uniformidade desde os egípcios, os gregos, os árabes, os persas, os indus, até os tempos modernos, na forma de uma Ciência e Arte Real na qual existe um concreto conhecimento de cariz ontológico que reivindica para si caracteres de universalidade e de primordialidade, como bem atesta Jacob Boehme. mas inclui a mente, a qual transcende mas inclui o corpo vital, o qual, por sua vez, transcende mas inclui a matéria (Ken Wilber)". O DESAFIO DO NOSSO TEMPO "Cientistas, médicos, antropólogos, educadores, filósofos e escritores de 16 países reuniram-se em Veneza (Itália) de 03 a 07 de março de 1986 no 1o Fórum da UNESCO sobre Ciência e Cultura para responder a uma das mais importantes indagações deste final de século: que caminhos a humanidade deveria trilhar para evitar sua autodestruição e salvar o planeta? Desse simpósio surgiu a "Declaração de Veneza", um dos mais importantes documentos da nossa história contemporânea que resume os desafios do nosso tempo. Entre os seis tópicos da "Declaração", os 19 signatários alertam para o abismo existente "entre uma nova visão de mundo que emerge do estudo de sistemas naturais e os valores que continuam a prevalecer em filosofia, nas ciências sociais e humanas e na vida da sociedade moderna, baseados num determinismo mecanicista". Segundo os signatários " a maneira convencional de ensinar ciência não permite que se perceba a separação entre a ciência moderna e as visões do mundo hoje superadas". Por isso, reforçam a complementaridade entre Ciência e Tradição, a necessidade da pesquisa autenticamente transdisciplinar e a busca da harmonia com as grandes tradições culturais. Foram signatários os representantes do Brasil, Guana, Suíça, Itália, França, Índia, México, Israel, Japão, Suécia, Paquistão, Nigéria, Canadá, Srilanca e Estados Unidos - (UNIPAZ)" A "Declaração de Veneza" torna claro que aliado a necessidade de reforçar a complementaridade entre Ciência e Tradição existe também o desafio de integrar a ambos com a Religião. A Ciência é um dos métodos para descobrir a verdade; a Religião, é uma força pro- Tal visão de mundo é a coluna vertebral, uma espécie de consenso universal entre os povos da Terra, sustentada até o surgimento da modernidade no Ocidente, quando então desapareceu quase que por completo e, em seu lugar emergiu a idéia contemporânea da visão de mundo conhecida como materialismo científico que se tornou a filosofia oficial dominante de pensar que o mundo e tudo que nele eReconciliar Ciência, Religião e Tradição não é xiste é composto somente de matéria, onde a uma curiosidade moderna passageira nem própria vida dos seres seria uma aberração tampouco um modismo "esotérico" destituído mutante da matéria morta dos átomos. de sentido, ao contrário do que muitos pos- Se a modernidade criou um mundo sem magisam pensar. As duas primeiras forças estão a, terrorista, povoado de um materialismo vulem guerra há muito tempo pelo domínio do gar e alucinado, sem valores humanos, sem mundo; a terceira força, foi posta a ridículo sentido e significado a "pós-modernidade" topelos cientistas, religiosos e filósofos das ig- mou para si a tarefa de repensar e corrigir os norâncias e das omissões e submetida as re- rumos dessa direção negligenciada - a da gras positivistas e a arrogância dos modernos GCS - a fim de contribuir para a perpetuação modelos epistemológicos. A mútua prática de dos seres e do planeta. repulsa, negativa e competição entre Ciência e Religião contribuiu para a criação da bizarra Entendemos que é na esteira desse pensaestrutura sócio-cultural do mundo de hoje: u- mento de resgate dos valores e verdades anma estrutura que nega significado e realidade cestrais da humanidade que deve ser entendiao homem e ao mundo. Caso esse cisma vio- da a supracitada "Declaração de Veneza" lento não ceda, isto é, se não surgir algum ti- bem como a "Agenda 21", a "Carta da Terra", po de reconciliação entre elas, o amanhã da a "Carta das Nações Unidas", a "Declaração humanidade será, no mínimo, precário, afirma Universal dos Direitos Humanos" e de tantos o filósofo Ken Wilber, um dos pioneiros no outros documentos importantes lançados no cenário internacional nas últimas décadas. campo da consciência. É claro que reconciliar e até integrar, de forma Iniciativas importantes estão sendo tomadas aceitável, Ciência, Religião e Tradi- nesse sentido por parte de muitas empresas, ção demanda um colossal esforço por parte instituições, ONGs e civis trabalhando e acredos diferentes povos do mundo na busca de ditando que em conjunto podemos produzir um amanhã de paz e felicidade para o todo encontrar uma essência comum entre eles. maior. Há um imenso esforço conjunto que Essa essência aceitável da visão de mundo é visa contribuir e servir para a disseminação, conhecida desde as épocas pré-cristãs, tanto formação e implantação de uma nova conscido Oriente quanto do Ocidente, como a Gran- ência universalista que cultive a paz e a nãode Cadeia do Ser ( doravante, GCS). De a- violência e que seja ao mesmo temcordo com ela, a realidade é uma suntuosa po transcendente e inclusiva. tapeçaria de níveis entrelaçados abrangendo a matéria, o corpo, a vida, a mente, a alma e Desse modo, conjugando simultaneamente o o espírito. Cada nível abarca e transcende os Velho e o Novo, o Saber Antigo e a Contemníveis abaixo e acima, como se fosse uma sé- poraneidade é possível construir um relaciorie de círculos dentro de círculos. A GCS é namento inter-cultural mundial em perfeita uma visão de mundo descrita como de trans- harmonia com o tempo, o espaço e o planeta. cendência e inclusão: " o espírito transcende Loryel Rocha A admiração é filha da ignorância, porque ninguém se admira senão das coisas que ignora, principalmente se são grandes; e mãe da ciência, porque admirados os homens das coisas que ignoram, inquirem e investigam as causas delas até as alcançar, e isto é o que se chama ciência. Padre Antônio Vieira www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// http://www.culturaonlinebr.org

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Maio 2015 Gazeta Valeparaibana Página 12 Dia da Língua Nacional com os sotaques de milhões de imigrantes europeus e mistura de idiomas torna-se comum e traços de um impregnam o outro. “Assim, os negros deixaram marcas asiáticos. Deu algo esquisito: um arcaísmo moderno. …………O português brasileiro levou meio milênio se definitivas”, ressalta ela. desenvolvendo longe de Portugal até ficar nitidamente diferente. Mas ainda é quase desconhecido. Até os anos 90, os lingüistas pouco sabiam sobre a história da língua, sobre nosso jeito de falar e as diferenças regionais dentro do Brasil. Agora, três projetos de pesquisa estão mudando isso: Expressão entre os povos A língua nacional que se fala em um determinado país também seu dia para comemorar. No Brasil, a data da Língua Portuguesa é lembrada em 21 de maio. A importância do conhecimento da língua vem principalmente por se tratar de um sistema constituído por palavras e por regras que as combinam em frases, para uso como principal meio de comunicação e de expressão entre os povos. …………Também no século XVI, começaram a surgir diferenças regionais no português do Brasil. Num pólo estavam as áreas costeiras, onde os índios foram dizimados e os escravos africanos abundavam. No outro, o interior, onde havia sociedades indígenas. À mistura dessas influências vieram se somar as imigrações, que foram gerando diferentes sotaques. “Com certeza, o Brasil hoje comporta diversos dialetos, desde os regionais até os sociais, já que os ricos não falam como os pobres”” afirma Gilvan Müller de Oliveira, da Universidade Federal de Santa Catarina. O português é a língua oficial em oito países de quatro continentes: Angola (10,9 milhões de habitantes); Brasil (185 milhões); Cabo Verde (415 mil); Guiné Bissau (1,4 milhão); Moçambique (18,8 milhões) ; Portugal (10,5 milhões); São Tomé e Príncipe (182 mil); Timor Leste do país. Daí a importância do terceiro projeto: (800 mil). Curiosidades sobre a Língua Portuguesa …………1) Gramática do português falado: será publicada em 2001, depois de ocupar 32 lingüistas de doze universidades durante dez anos. ” Ao contrário do que se acredita, as pessoas falam com muito mais riqueza do que escrevem”, diz à SUPER o professor Ataliba de Castilho, do departamento de Letras da Universidade de …………Mas o grande momento de constituição de uma língua “brasileira” foi o século XVIII, quando se explorou São Paulo, que coordena o projeto. …………2) A origem de cada estrutura gramatical: Ao ouro em Minas Gerais. “Lá surgiu a primeira célula do estudar as particularidades da língua falada, os pesqui- português brasileiro”, diz Marlos de Barros Pessoa, da sadores reuniram informações sobre a origem de cada Universidade Federal de Pernambuco. “A riqueza atraiu estrutura gramatical. A partir desses dados, estão come- gente de toda parte – portugueses, bandeirantes paulisçando a primeira pesquisa completa sobre a história do tas, escravos que saíam de moinhos de cana e nordestiportuguês no Brasil. A intenção é identificar todas as nos.” Ali, a língua começou a se uniformizar e a exportar influências que a língua sofreu deste lado do Atlântico. traços comuns para o Brasil inteiro pelas rotas comerciSó que essas influências são diferentes em cada parte ais que a exploração do ouro criou. Falas brasileiro? …………3) O Atlas Lingüístico. “Até 2005, vamos mapear todos os dialetos da nação”, prevê Suzana Cardoso, .Se é que Cabral gritou alguma coisa quando avistou os lingüista da Universidade Federal da Bahia e coordenacontornos do Monte Pascoal, certamente não foi “terra ã dora da pesquisa, que abrangerá 250 localidades entre vishta”, assim com o “a” abafado e o “s” chiado que aso Rio Grande do Sul e a Amazônia. sociamos ao sotaque português. No século XVI, nossos primos lusos não engoliam vogais nem chiavam nas …………Os três projetos somados constituem, sem dúconsoantes – essas modas surgiram depois do século vida, o maior avanço para a compreensão da nossa línXVII, na Península Ibérica. Cabral teria berrado um “a” gua desde que Cabral aportou por aqui. bem pronunciado e dito “vista” com o “s” sibilante igual Caldeirão de povos ao dos paulistas de hoje. O hábito de engolir vogais, da maneira como o fazem os portugueses de hoje, consoli- …………Mas, se há semelhanças entre a língua do Bradou-se na língua aos poucos, naturalmente. Na verda- sil de hoje e o português arcaico, há também muito mais de, nós, brasileiros, mantivemos os sons que viraram diferenças. Boa parte delas é devida ao tráfico de escravos, que trouxe ao Brasil um número imenso de negros, arcaísmos empoeirados para os portugueses. que não falavam português. ” Já no século XVI, a maio…………Só que, ao mesmo tempo, acrescentamos à ria da população da Bahia era africana”, diz Rosa Virgílíngua mãe nossas próprias inovações. Demos a ela um nia Matos e Silva, lingüista da Universidade Federal da ritmo roubado dos índios, introduzimos subversões à Bahia. “Toda essa gente aprendeu a língua de ouvido, gramática herdadas dos escravos negros e temperamos sem escola”, conta. Na ausência de educação formal, a ………… A lei da evolução, de Darwin, estabelece que duas populações de uma espécie, se isoladas geograficamente, separam-se em duas espécies. A regra vale para a Lingüística. “Está em gestação uma nova língua: o brasileiro”, afirma Ataliba de Castilho. …………As diferenças entre o português e o brasileiro são maiores do que as existentes entre o hindi, um idioma indiano, e o hurdu, falado no Paquistão, duas línguas aceitas como distintas”, diz Kanavillil Rajagopalan, especialista em Política Lingüística da Unicamp. …………Algo mais: o português é falado em vários países da África, incluindo Angola e Moçambique, em Macau, na China, em Goa, na Índia e no Timor Leste, recém-independente da Indonésia. O número de falantes beira os 250 milhões, 200 dos quais aqui no Brasil. Da redação ATENÇÂO A Gazeta Valeparaibana, um veículo de divulgação da OSCIP “Formiguinhas do Vale”, organização sem fins lucrativos, somente publica matérias, relevantes, com a finalidade de abrir discussões e reflexões dentro das salas de aulas, tais como: educação, cultura, tradições, história, meio ambiente e sustentabilidade, responsabilidade social e ambiental, além da transmissão de conhecimento. Assim, publica algumas matérias selecionadas de sites e blogs da web, por acreditar que todo o cidadão deve ser um multiplicador do conhecimento adquirido e, que nessa multiplicação, no que tange a Cultura e Sustentabilidade, todos devemos nos unir, na busca de uma sociedade mais justa, solidária e conhecedora de suas responsabilidades sociais. No entanto, todas as matérias e imagens serão creditadas a seus editores, desde que adjudiquem seus nomes. Caso não queira fazer parte da corrente, favor entrar em contato. Rádio web CULTURAonline Brasil Prestigie, divulgue, acesse, junte-se a nós. A Rádio web CULTURAonline BRASIL, prioriza a Educação, a boa Música Nacional e programas de interesse geral sobre sustentabilidade social, cidadania nas temáticas: Educação, Escola, Saúde, Cidadania, Professor e Família. Uma rádio onde o professor é valorizado e tem voz e, a Educação e o Brasil se discute num debate aberto, crítico e livre, com conhecimento e responsabilidade! Acessível no link: redacao@gazetavaleparaibana.com www.culturaonlinebr.org www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// http://www.culturaonlinebr.org

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Maio 2015 Gazeta Valeparaibana Página 13 Direitos Humanos Igualdade e a discriminação pela orientação sexual to encontra respaldo nos documentos internacionais sobre Direitos Humanos (PNEDH), deveríamos esperar que esses preceitos fossem cumpridos com mais empenho, mas a realidade que se apresenta é completamente diferente. A dignidade da pessoa humana se sustenta no direito a liberdade e a igualdade, e a autodeterminação sexual se sustenta nesses princípios. Discriminações de toda ordem, infundadas, não podem fazer parte de um Estado Democrático de Direito, em nome de uma moral duvidosa, em nome de religião, motivos políticos ou qualquer outra desculpa que se invente para discriminar por orientação sexual. Para Roger Raupp Rios: “a dimensão material do princípio da igualdade torna inconstitucional qualquer discriminação que utilize ou lance mão de juízos mal fundamentados a respeito da homossexualidade.” O Estado existe para nós, para nos servir e garantir o nosso pleno desenvolvimento como cidadão, como indivíduos que vivem em sociedade e para tal precisam da tutela do Estado para poder se desenvolver plenamente. Precisamos ter nossos direitos assegurados, principalmente o respeito ao indivíduo. Infelizmente o Brasil está entre os países em que há o maior número de assassinatos por orientação sexual. Pelo menos um a cada 28 horas, e mais de 90% deles motivados pela homofobia., que é a aversão e o preconceito aos homossexuais. Não existe diferença entre relacionamentos homo ou heterossexuais. Temos que desmistificar a homossexualidade, exercitar nossa capacidade de conviver com o diverso. A palavra homofobia atualmente indica discriminação a várias minorias sexuais. O desrespeito a outras formas de expressão sexual que não seja a heterossexual fere frontalmente os direitos básicos garantidos na Constituição Federal, na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Não optamos por ser homo ou heterossexual. Segundo afirma Sullivan ...“ para a esmagadora maioria dos adultos, a condição homossexual é tão involuntária como a heterossexualidade o é para os heterossexuais”... Somos o que somos e a igualdade é para todos. A homossexualidade faz parte da humanidade, da história, em todos os tipos de sociedade, desde a mais desenvolvida a mais primitiva. A efetivação dos direitos fundamentais, dentre eles o da igualdade e dignidade da pessoa humana passam constantemente por novos desafios. Nossa realidade é cada vez mais dinâmica e precisamos estar atentos às mudanças e a maneira como vamos tratar assuntos tão complexos. Como essas questões estão sendo resolvidas à luz do Direito, como estão sendo elaboradas. Não tenho a pretensão de aprofundar esse tema devido a complexidade e tudo que o envolve, mas tão somente despertar o interesse daqueles que acham que uma sociedade mais igualitária em todos os sentidos, e que se preocupa com o outro, que preza a igualdade como um direito precioso do qual não podemos prescindir, é o caminho para a concretização do sonho de um Estado verdadeiramente democrático . Desrespeitar e desvalorizar alguém, tratar de maneira diferenciada, humilhando e discriminando em função de sua orientação sexual, é tratar com desigualdade e ferir a dignidade do ser humano. Não é aceitável que discriminações/preconceitos sejam eles de que tipo forem, incluindo as que dizem respeito a orientação sexual, validem e limitem direitos que são essenciais e fundamentais para a democracia, agindo assim com certeza estaremos fortalecendo o preconceito social que já existe. O direito independente de estar na Lei Maior, deve antes ser importante para o indivíduo e para a sociedade, deve ser fundamental para o ser humano. A declaração Universal dos Direitos Humanos proclama em seu “Artigo 1° “ Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.” O Estado democrático de Direito deve salvaguardar e garantir a todo ser humano igualdade de condições, uma existência digna, proteção a individualidade e a intimidade de cada um, para que cada indivíduo busque a felicidade da maneira que achar melhor, respeitando os direitos e a individualidade do outro. Proteger os direitos fundamentais de liberdade e igualdade para assim garantir a dignidade da pessoa humana. Mariene Hildebrando Email: marihfreitas@hotmail.com O princípio da igualdade está consagrado no artº 5º da Constituição Federal. Artigo 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes. Entendo que a igualdade perante à lei é fundamental para a democracia , por conseguinte, para o Estado Democrático de Direito. Igualdade nos direitos, da lei ser igual para todos. Se somos todos iguais perante a lei, porque tenho a impressão que uns são mais iguais do que outros? A impressão surge quando se percebe que o direito pode variar conforme a minha orientação sexual. Traçando um paralelo entre a igualdade e a orientação sexual, percebe-se que existe uma grande discriminação aos indivíduos homossexuais. A orientação sexual decorre da atração sexual, atração emocional, romântica e afetiva que se sente por indivíduos do sexo oposto, do mesmo sexo, ou pelos dois sexos ao mesmo tempo. Isso não define quem somos, nem o nosso caráter, e isso também não pode nos fazer ter menos direitos. A igualdade é um direito fundamental, que faz parte da segunda geração dos Direitos Humanos. É sobre a liberdade e a igualdade que está fundamentada a dignidade da pessoa humana. E passa pelo direito a dignidade e a igualdade, o respeito à orientação sexual de cada um. O Estado tem o dever de proteger as liberdades fundamentais da pessoa humana e seus direitos, como liberdade de se expressar livremente, seu direito de escolha, de credo, seus valores, direito a intimidade e tantos outros. Partindo do pressuposto que temos garantida, pela Constituição Federal, a livre orientação sexual como direito humano, e que esse direi- A igualdade é um valor que só pode ser estabelecido mediante a comparação entre duas ou mais ordens de grandeza, e assim, estará sempre relacionada a uma comparação entre situações e/ou pessoas, pois quando perguntamos se existe igualdade estamos sempre diante da indagação de qual igualdade, entre o quê e/ou quem. A igualdade é, portanto, uma relação entre dois termos. É importante lembrar que a igualdade, no campo do reconhecimento da individualidade de cada ser humano, está ligada à afirmação do princípio da não-discriminação, ou seja, reconhece-se que todos são iguais perante a lei, e, portanto, não pode haver discriminações que excluam determinadas pessoas ou grupos do exercício de determinado direito por terem realizado determinadas escolhas de modo de vida, como a opção religiosa, ou possuírem determinadas características intrínsecas, como as de gênero. Entretanto, a simples declaração do direito à igualdade pode significar pouco, tanto no âmbito do reconhecimento, como naquele da redistribuição, se os mecanismos pelos quais o mesmo será exercida não estiverem definidos. Organizado por Michelangelo Bovero. Rio de Janeiro: Ed. Campus, 2000. p. 298-299) afirma que ao falarmos de igualdade temos que responder a duas perguntas: A) igualdade entre quem? e B) igualdade com relação a que coisas? Já Amartya Sen indaga: Por que a igualdade? Que igualdade? As respostas parecem depender dos pactos sociais que são realizados em determinada sociedade e ainda da resposta a uma outra pergunta: quanto de desigualdade uma sociedade pode suportar ou aceitar? No nosso entender boas questão para formatação de aula sobre Direitos Humanos e Igualdade Social. www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// http://www.culturaonlinebr.org

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Maio 2015 Gazeta Valeparaibana Página 14 Dia Internacional dos Museus Museu é um der e de resistência, são criações historicamente condiciona- cebe as transformações na estrutura da sociedade que condiinstrumento de conservação de bens de valor histórico, uma amostra para o futuro sem bens lucrativos, mas com valor educacional para fins de estudo para o povo que através de um conhecimento de testemunhos materiais do homem e do meio, descobre e se identifica com a sua cultura, descobre que é sujeito da história. É um gerador de novas fontes cientificas, é um complexo que procura aproximar um passado distante aos dias atuais. Conforme o Conselho Internacional de Museus da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) (apud SUANO, 1986; 3) “um estabelecimento permanente, sem fins lucrativos, com vistas a coletar, conservar, estudar, explorar de varias maneiras e, basicamente, exibir para educação e lazer os produtos da ação humana”. Nesse contexto, o museu além de atuar como ferramenta que articula múltiplas temporalidades em diferentes cenários socioculturais, também tem gravado em sua estrutura, as marcas da humanidade e por isso integra o conjunto das necessidades básicas do ser humano, pois nessa instituição o ser humano encontra lugar para produzir novos tempos. Em contrapartida, diante do contexto atual caracterizado pela velocidade das mudanças e pela busca incansável por soluções pragmáticas e utilitaristas, a humanidade deixou de lado o tempo para o lazer, para a valorização da cultura, para o reconhecimento das raízes históricas de cada povo, relegando por tudo isso o museu ao esquecimento. No entanto o homem que não sabe suas origens vive apenas do presente e não se vê inserido no processo de construção da História. É interessante perceber que o museu quando bem utilizado, auxilia as comunidades isoladas a se perceberem parte de uma macro-história. A história de cada município, por exemplo, não esta perdida entre diversas outras histórias de maior ou menor importância, tão pouco se forma por fatos esparsos ou isolados que resistiram á ação do esquecimento. Mas sim, faz parte de um complexo processo histórico que reflete uma determinada micro-história que apresenta apenas alguns aspectos que a especificam em relação ás demais e foram incluídos no decorrer de sua formação. Além disso, o museu como instituição, auxilia o homem a se perceber sujeito da História, como Tedesco (2004; 34), argumenta que: “... a memória é ainda aquilo que fornece aos indivíduos o sentido da própria colocação no tempo, interligando o passado, o presente e o futuro numa rede de afetos, de reflexões e de esperança, ainda sabedores que na realidade, o passado não permanece mais idêntico a si mesmo; ao contrario, é incorporado ao seletivamente e reformulado constantemente, com base nas alterações das duas exigências da vida.” As mudanças ocorridas ao longo da História, evidentes ao homem quando este visualiza determinado acervo museológico, explicitam sua capacidade de transformar o que está imposto como eterno pela ordem social e daí a chance de se perceber ator e de atuar eficazmente, deixando de lado a passividade de quem espera que a História aconteça. Conforme (MOMIGLIANO, 1965, IN: REIS, 2000; p.12), “a história foi à ciência nova” das ações humanas no tempo, que tem a preocupação com a verdade, baseada em “testemunhos oculares” e segundo Reis (...) “o homem não é só sujeito, consciente, livre, potente criador da história; ele é também, e, em maior medida, resultado, objeto, feito pela história”. Nesse sentido, o museu evidencia-se um local em permanente movimento, onde as pessoas encontram parte de sua história. Também se mostra um espaço de dialogo entre a História e a conservação da sua memória. Por isso, o museu esta a serviço da comunidade, pois contribui para a construção da sua identidade, não apenas por guardar resquícios materiais da realidade vivida por pessoas que deixaram marcas culturais presentes ainda hoje, nem somente por servir como meio informal de educar a população, mas também por possuir locais contemporâneos. Os museus, espaços de memória, de esquecimento, de podas. São instituições datadas e podem, através de suas praticas culturais, ser lidas e interpretadas com um documento. Conforme Chagas; (2005; 25). “Quando o pesquisador se debruça sobre as instituições museais, compreendendo-as como elementos típicos das sociedades modernas, é possível identificar em suas estruturas de atuação três aspectos distintos: a) do ponto de vista museográfico a instituição museal é campo discursivo; b) do ponto de vista museológico ela é produtora de interpretação e c) do ponto de vista histórico – social ela é arena política. No entanto, como é obvio, nenhuma instituição tem vida própria, e sim a vida que lhe conferem os que nela, por ela e dela vivem. Interessa, portanto, saber: por quem, por que e para quem o discurso é construído; quem, como, o que, e por que interpreta; quem participa e o que esta em causa na arena política. Todas essas questões orientam o pesquisador na direção de buscar compreender a ação e a reflexão daqueles que dão vida as instituições”. O museu tornou-se um espaço por excelência para o estudo da História sendo um vasto campo de pesquisa que certamente contribui para a ampliação do papel da instituição na sociedade. Tendo em mente que o museu, especificamente, pode – se ser um meio não apenas de transmissão, mas também de produção de conhecimento devemos pensar no publico do museu de uma forma geral. O Projeto de Extensão: “História, museu e ensino; formação x prática”, realizado em conjunto com o Museu Municipal Wülson Jehovah Lutz Farás de Frederico Westphalen – RS, visa um publico amplo, o que implica uma multiplicidade de linguagens por parte da própria instituição para com o publico do seu acervo, seja este itinerante ou permanente. Nesse sentido conforme Graebin (2003), “os museus tem funções educativas e guardam uma relação com a formação, consolidação e reinterpretação das entidades sociais e culturais”. O trabalho didático no museu por um profissional de história, deve se dar no sentido de transformar o publico que vai até o museu para conhecer em produtor de conhecimentos. O historiador apropria-se desse grande campo de pesquisa que também estimula o graduando á um processo de formação histórica, como operador técnico no museu, o qual desempenha o papel de pesquisador e monitor docente. Os estudos e praticas realizadas no Museu Municipal, permitem integrar o projeto na comunidade e inserir-se, através desse modo, uma vertente da educação patrimonial, que reconhece a pluralidade sócio – cultural e histórica, características indispensáveis em qualquer trabalho de cunho formativo, cientifico e cultural. Permitindo ainda verificar as contribuições a formação acadêmica e a qualificação das atividades no museu. Através do projeto, durante a pratica de popularização de história, o museu evidencia-se um local em permanente movimento, onde as pessoas encontram parte de sua história. O objetivo, no entanto do projeto centra - se na operacionalização de atividades praticas sob orientação de uma relação: teórica x pratica x investigativa e dentro dessas diretrizes buscamos não só identificar como as atividades de popularização da história, no museu ou através dele, podem contribuir para o processo de formação dos graduandos em História, mas também verificar de que forma por meio dessas praticas, a qualidade das atividades desenvolvidas podem melhorar em tal ambiente. Dentro das propostas estabelecidas pelo projeto, destacamos as atividades realizadas junto ao Museu Municipal que visam um processo de formação histórica reflexiva do graduando, atuando como estagiário, operador técnico, educador patrimonial e monitor docente, atividades que ao mesmo tempo estavam coordenadas e supervisionadas pela própria direção da instituição. Também no objetivo de integrar o projeto a comunidade buscou-se através de exposições itinerantes proporcionar uma ampla acessibilidade ao publico em conhecer o patrimônio histórico, acompanhando a relação da instituição com a sociedade. Para o graduando em História, trabalhar no museu representa uma acréscimo significativo na formação, pois ao passo que este entra em contato com o acervo museológico e percionaram o surgimento de cada tecnologia, já esta desempenhando a atividade de pesquisador e esta se preparando para atuar como docente quando, na comunidade, houver interesse de compreender determinada história, ou quando o mesmo resolver levar até as pessoas tal História. Somado a isso, na medida em que as histórias já construídas pela humanidade são levadas a comunidade por meio do acervo do museu, instiga-se no publico a vontade de se fazer ator social e de construir suas próprias histórias. Enquanto trabalha com objetos do museu, o graduando História necessariamente precisa aprender técnicas de conservação desse patrimônio e isso em si acarreta uma melhora no serviço prestado pelo museu a comunidade, bem como na preservação do acervo. Se olharmos as diferentes sociedade veremos que elas se agrupam por finalidades. Os povos unem-se por questões de linguagens, religião, ocupação de espaço ou ancestralidade, As características únicas de cada sociedade, bem ,como os laços que as unem, servem para identificá-las como pertencente a um grupo em contraposição a outro. Dessa forma, o conjunto de valores, regras de convivência, padrões de expressão e/ou qualquer outra manifestação podem ser consideradas como identidade cultural. Conforme Soares e Klamt (2004; 56). “A melhor forma de conservar a memória é lembrá-la. A melhor forma de contar a história é pensá-la. A melhor forma de assegurar a identidade é mantê-la. Tudo isso se faz mediante a Educação, e educar para preservação, conservação e valorização é chamado de Educação Patrimonial”. O uso da história oral em museu pode contribuir para o enriquecimento da compreensão histórica dos visitantes, se exibe a finalidade de estimular habilidades mentais do sujeito, significados e também habilidades emocionais, psicológicas e sociais necessárias aos diferentes tipos de questionamento, analise e síntese históricos. A história oral nos museus pode facilitar ou obstar nosso diálogo com o passado, especialmente se temos o objetivo de estar envolvidos nesse diálogo em termos históricos. As exposições realizadas pelo Museu Municipal, baseadas em valores matérias, tendem a usar a história oral além dos objetos para apresentar temas e histórias. Dessa maneira a instituição busca contribuir para associar o patrimônio histórico com acesso privilegiado ao conhecimento, permitindo para aqueles que não sabem como ler museus; uma possibilidade concreta de conhecimento, tornando assim o museu mais democrático, trazendo conjuntamente, diferentes fontes de informação permitindo o reconhecimento de diferentes comunidades e culturas, acessando públicos diversos. Através das exposições realizadas pelo Museu o Projeto: “História, museu e ensino. formação x pratica” buscou adquirir resultados durante as atividades, resultados que tinham por objetivo qualificar a importância do museu como ambiente histórico patrimonial e também estabelecer os valores culturais, onde a comunidade participasse e vivenciasse suas próprias experiências. Ambos os eventos tiveram a oportunidade de levar o patrimônio cultural a comunidade, também em função do dia internacional do museu, no dia 18 de maio, aproveitando a data comemorativa para incentivar os visitantes a conhecer um pouco da história regional e local. No decorrer das visitações ao acervo museológico, constatamos a observação feita por parte do publico em geral somado a visitas de escolas de Frederico Westphalen e região. O reconhecimento das raízes históricas, a curiosidade em se descobrir parte de suas origens. Destacamos também por parte do publico a capacidade em desenvolver a leitura através dos objetos expostos, e analisar a importância de um patrimônio histórico na construção da sociedade. A partir dessas experiências junto ao publico, tanto relacionado a escolas como ao publico em geral, podemos perceber a importância em se desenvolver essas capacidades de leitura através da história oral sobre os objetos expostos, auxiliando na compreensão de sua realidade. Da redação www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// http://www.culturaonlinebr.org

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Maio 2015 Gazeta Valeparaibana Página 15 Terceirização 01 Dia Mundial do Trabalho tuação incontornável? Não há como fazer um adendo a um contrato que não existe. Tem que usar algum amigo ou parente meio-laranja para iniciar outro negócio. O que é a terceirização? Quanto fica com cada parte? A empresa A não contrata o funcionário Zé Ninguém para lhe pagar 100 dinheiros por mês, afinal isso vai lhe custar 200 dinheiros por mês, com todos os encargos. A empresa A contrata a empresa B para que esta última preste serviços, e paga 300 dinheiros por isso: os 200 seriam o valor referente ao custo, acrescidos da margem de lucro da empresa B. Num primeiro momento a empresa B contrata Zé Ninguém para fazer o serviço, fora do regime CLT (ou com metade do salário que seria via CLT), e lhe paga 120 dinheiros por mês, com o canto da sereia dizendo que ele vai receber 20 dinheiros a mais. Para quem vive em eternas dificuldades financeiras e não tem outra alternativa para comer, parece ser uma solução razoável. Num segundo momento, a empresa B diz a Zé Ninguém que as coisas estão difíceis e só pode lhe pagar 80 dinheiros por mês. Simultaneamente, a empresa B diz para a empresa A que as coisas estão difíceis e precisa receber 400 dinheiros por mês. Porém... Num almoço pago pela empresa B, os negociadores decidem que o mais adequado é que a empresa A não pague 400 dinheiros, e sim 650 dinheiros. Dou outro docinho para quem adivinhar para onde vão os 250 dinheiros de diferença. Isso tudo no primeiro momento. No segundo ou terceiro momentos o antigo montante de 250 dinheiros vai ficando cada vez maior. Uma pequena desculpa Peço que me desculpem por usar acima o palavrão “funcionário”. Talvez o correto seja “colaborador”, mas isso é apenas uma forma de alijar essa pessoa de seus direitos, que a palavra “funcionário” faz lembrar. Ao referenciar “colaborador” a empresa quer eximir-se de responsabilidades, ter o direito de sofismar e argumentar: “Não é meu funcionário.” O governo divulga como conquista o fato de terem sido criadas “x vagas com carteira assinada”, alimenta o inocente desejo de Zé Ninguém ser funcionário. Mas na verdade o governo e as empresas A querem se desobrigar de qualquer ônus relativo à admissão formal de um funcionário. Querem contratar colaboradores, dificultar o relacionamento direto com o populacho. Nas reuniões entre contratantes e contratados, os primeiros vão continuar chegando em vans importadas, e os últimos vão continuar a chegar em ônibus superlotados. Quanto mais complexa, indefinida, desregulamentada e difícil de controlar é a relação trabalhista entre empresa e a pessoa física que executa serviços, maior é a incidência do uso de recursos para burlar a legislação que legitima essa convivência. Os gênios empresariais, governamentais e legislativos não conhecem a aritmética mais simples que seria a redução dos encargos. O que é perfeitamente exequível sem retirar nada de nenhum trabalhador. E ao mesmo tempo, criar incentivos para que empresas sérias consigam ser mais competitivas. E aumentar a bola de neve da produção nacional, o que traria maior arrecadação para o governo. Mas quem de fato pensa em beneficiar os trabalhadores? Outras enormes desculpas Uma grande desculpa fala a respeito de especialização de quem vai executar tarefas. Afinal de contas, o nível de especialização para selecionar e contratar a Sra. Do Café é extremamente complexo e só pode ser encontrado em empresas altamente especializadas. A esmagadora maioria de empresas que são contratadas para terceirizar serviços não agrega absolutamente nada de know-how ou especialização que possa ser sentido pelas contratantes. São apenas recrutadoras de mão de obra, sendo que poucas delas fazem as tarefas de selecionar profissionais. Elas apenas colocam anúncios num website e esperam 10 candidatos concorrerem a uma única vaga. E um software faz a seleção. Outra grande desculpa (defendida por um político que já foi da TV) é a enorme facilidade que os jovens vão ter para conseguir o primeiro emprego. Porém ele nada diz a respeito da enorme dificuldade que os demais adultos terão para conseguir o segundo, terceiro ou os empregos subsequentes, com bases razoáveis para uma vida digna. Desculpa adicional fala a respeito de que os direitos serão garantidos para todos os terceirizados. Se as leis trabalhistas hoje já não constituem exemplos de leis que “pegaram”, tantas são as tentativas de burla, imaginem se a empresa A for a responsável por “fiscalizar” se a empresa B está fazendo tudo certinho... O lobo tomando conta do cordeiro. Isso representa custo adicional para a contratação. Outro docinho para quem adivinhar quem vai arcar com esse custo. “A legislação de países mais avançados permite a terceirização” é frase corrente na boca dos donos de empresas A e B. Mas eles desconversam quando são lembrados de que nesses tais países avançados os salários são suficientes para os “colaboradores” viverem com dignidade, e ainda pouparem. Coisa da qual nossa realidade tupiniquim está muito distante. Algumas questões a responder Será que os legisladores (vereadores, deputados, senadores), membros do executivo e do judiciário que apoiam a terceirização gostariam de ser terceirizados? Quais serão as empresas que serão fornecedoras de mão de obra? Quem serão os donos e quem serão os laranjas de tais empresas? Já deve ter alguns empresários escolhendo a van importada que vão comprar... Com qual autoridade de representação popular os políticos querem, depois de o projeto de terceirização ter ficado dormente por tantos anos, aprová-lo tão rápido neste momento? Se (credo em cruz!) o projeto for aprovado, quanto tempo será necessário para regulamentar e dispor o poder público de instrumentos eficazes para o controle do que as empresas A e B estiverem fazendo? Qual é a razão de dar continuidade aos fatos que fazem com que uma dúzia de beneficiados tenham um bem estar conquistado à custa do mal estar de milhões de trabalhadores? .Diagrama da terceirização (autoexplicativo) Terceirização: o paraíso dos atravessadores Corre-se o perigo de o paraíso dos atravessadores ser instalado neste nosso país. Simultaneamente, a consequência inequívoca é a instalação de um pedaço adicional do inferno dos trabalhadores. Mais uma etapa do processo de distanciamento entre legisladores e os cidadãos e cidadãs que eles deveriam representar. Caminho aberto para a quarteirização. Ou talvez danação – de quem estiver no último elo dessa cadeia de repasses. O capitalismo selvagem e o capitalismo domesticado O Zé Ninguém abre um botequim na comunidade. Fica à mercê dos criminosos organizados que lhe dão ordens para fechar ou abrir as portas conforme a conveniência dos bandidos. Prejuízo do Sr. Ninguém. Se chover muito e ocorrer um deslizamento do morro, também quem sofre é o bolso do mesmo infeliz. São as regras do capitalismo selvagem. Afinal de contas, o risco é um dos pilares da selvageria. O empreendedor é quem deveria tomar o risco: por um lado, a real possibilidade de dar-se bem e fazer seu gordo pé de meia. De outro lado, o “preço” que ele paga para “passar o medo” de se arriscar é a possibilidade de ter que arcar com prejuízos em seu negócio, originados por má gestão, eficiência dos concorrentes ou de ações governamentais. Aos funcionários do empreendedor, teoricamente a promessa é a estabilidade do emprego, em troca de ganhos muito menores do que seu patrão. Mas o capitalismo não é tão selvagem para todos os capitalistas. Para o Sr. Zé Ninguém é um sistema implacável. Mas para determinada porção de “Zés Alguéns” o capitalismo é até bastante domesticado, muito suave e paternal. A selvageria que se aplique apenas aos menos poderosos. Existe acordo de leniência para o mercadinho da esquina flagrado em não emitir uma notinha fiscal? A coleta de lixo e a terceirização Anos atrás, quando uma determinada Senhora era prefeita da cidade de São Paulo, houve processo de licitação para coleta de lixo na cidade. Era atividade a ser terceirizada, ou ao menos a terceirização seria renovada. A briga para um acordo entre o município licitante e as empresas participantes da concorrência foi um braço de ferro entre o desejado e o conveniente. A prefeita em certo momento declarou que “afinal de contas o empresário não quer entrar num negócio se for para perder.” Para justificar a adoção dos preços desejados pelo empresariado, e não aqueles que seriam convenientes para nós munícipes, que teríamos que pagar a conta. Dou um docinho para quem lembrar o que prevaleceu nessa negociação. Meu raciocínio de cidadão me faz pensar que os empresários “peixes grandes” querem ter risco zero quando negociam com o governo. Não suportam a incômoda pressão para buscar tecnologia, produtividade, inovações em processos e coisas do gênero. Mas para o Sr. Zé Ninguém, o risco de o negócio afundar tem que ser absorvido somente por ele mesmo. Si- Uma grande desculpa A desculpa utilizada tanto pelas empresas A quanto pelas empresas B é a de que os custos para a contratação de funcio... – desculpem-me! Colaboradores! – são muito altos. E a “solução encontrada” é incluir mais uma intermediação, ou seja, outra entidade que vai querer faturar, e, por decorrência, aumentar o custo da contratação. O remédio para a dor é dor maior ainda... Para resolver esse pequeno probleminha, a solução mágica: reduzir o salário e os benefícios dos funcio... – desculpem-me! Colaboradores! Ou seja: achatar e controlar salários, eliminando qualquer margem de manobra Alberto Romano Schiesari que Zé Ninguém tenha para decidir a respeito de sua Escritor/Prof. Universitário/ Consultor em Tec. da Inf. própria vida. www.culturaonlinebrasil.net /// CULTURAonline BRASIL /// http://www.culturaonlinebr.org

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