Informativo ACALA 2015

 

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Informativo anual da Academia Arapiraquense de Letras e Artes

Popular Pages


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ISSN Nº 2357-9838 INFORMATIVO ACADEMIA ARAPIRAQUENSE DE LETRAS E ARTES XIV ANO- Nº 14 JUNHO DE 2015 ACALA • ACALA ATUANTE. PÁG. 03 • NÃO DEIXE O LAGO ACABAR. PÁG. 07 • POVO FELIZ. PÁG. 10 • O DISCURSO LITERÁRIO EM DESPERTAR DA EXISTÊNCIA. PÁG. 15

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EXPEDIENTE ACALA INFORMATIVO ACALA Arapiraquense de Letras e Artes - ACALA Rua Eng. Gordilho de Castro, s/nº - Centro - Arapiraca Alagoas www.acala.org.br E-mail: contato@acala.org.br PRESIDENTE: CLÁUDIO OLÍMPIO DOS SANTOS EDITOR RESPONSÁVEL: CLÁUDIO OLÍMPIO DOS SANTOS IMPRESSÃO: Gráfica Centergraf DIAGRAMAÇÃO: Fábio Braz da Silva DIRETORIA: Presidente: Cláudio Olímpio dos Santos 1º Vice-presidente: Judá Fernandes de Lima 2º Vice-presidente: Lucicleide da Silva 1º Secretário: Domingos da Fonseca Sobrinho 2º Secretário: Erady Morais Senna 1º Tesoureiro: Cárlisson Borges T. Galdino 2º Tesoureiro: Manoel Tenório Sobrinho Bibliotecário: Cicero Galdino dos Santos SÓCIOS BENEMÉRITOS: Paulo Cézar Vital Tenório, Claudir Aranda Valeriano, Givanildo José Costa, Marcelo G. Carnaúba, Almira G. Fernandes, Ana Paula F. Barbosa, Maria Wilma Nóbrega de Lima, José Júlio de Almeida Filho, Jorge Correia, Rita de Cássia S. B. Nunes, Gizelda Melo das Neves, Lenildo Amorim da Silva, Iêdda Maria B. Fernandes Magalhães, Givaldo Izidoro da Silva, Josivan Vital da Silva, Cícero Tadeu Ribeiro, José Alexandre dos Santos, SÓCIO BENEMÉRITO IN MERÓRIAM: José Pereira Mendes SÓCIOS CORRESPONDENTES: Alan Carlos M. da Silva, Alberto Rostand Lanverly e Marcos Vasconcelos Filho. SÓCIO CORRESPONDENTE IN MEMÓRIAN: Otávio Maia da Costa SÓCIOS HONORÁRIOS: João do N. Silva, Célia Barbosa Rocha, José Moacir Teófilo, Antônio Arnaldo Camelo, Ricardo Auto Teófilo, Laurentino Rocha da Veiga, Cláudio Antônio Jucá Santos, José Luciano Barbosa da Silva, Romeu de Melo Loureiro, Maria Cleonice B. de Almeida, José Guedes Filho, Ivana Carla Amorim, Márcia Souza Magalhães, Maria Petrúcia Camelo, Maria Cícera Pinheiro, Isvânia Marques da Silva, Manoel de Oliveira Barbosa, José Silva Rocha, José Carmo de Sá, José Barbosa Lopes, José Mauro dos Santos. SÓCIO HONORÁRIO IN MEMORIAN: José Cícero dos Santos ( Zé do Rojão), José Medeiros. SÓCIOS EFETIVOS: Cláudio Olímpio dos Santos, Dionísio Barbosa Leite, Carlindo de Lira Pereira, Rosendo Correia de Macêdo, Manoel Tenório Sobrinho, Antônio Machado Neto, Emanoel Fay Mata da Fonseca, José Gomes Pereira, Josefa Eliane Rocha, Ronaldo de Oliveira Silva, Jodá Fernandes de Lima, Simone Bastos Silva Dantas, Erady Morais Senna, Maria Madalena Barros de Menezes, Lucicleide da Silva, Inez Amorim da Silva, Domingos da Fonseca Sobrinho, Maria Francisca Oliveira Santos, Cárlisson Borges Tenório Galdino, Antônio Calos da Conceição e Cícero Galdino dos Santos. SÓCIOS EFETIVOS IN MEMÓRIAM: Erani Otacílio Mero, Darel de Araújo, Maria das Neves Borges, Ubiranice Cruz da Hora, Roberto Lúcio Barbosa, João Gomes de Oliveira, Solon Barroso Barreto e Manoel André de Melo. ULTRASSONOGRAFIA 4D ULTRASSONOGRAFIA GERAL E DOPPLER Centro de Endoscopia Digestiva e Ultrassonografia CEDUS PUNÇÕES E BIÓPSIAS GUIADAS AO US CÁPSULA ENDOSCOPICA VIDEO COLONOSCOPIA VIDEO ENDOSCOPIA DIGESTIVA PHMETRIA ESOFAGIANA MANOMETRIA ESOFAGIANA Rua São Francisco, 84 - Centro Arapiraca - AL Fone: 3521-2002 - Fax: 3482-7425 Cerâmica Arapiraca TIJOLOS FURADOS • LAJOTAS Fone: (82) 3521-2437 Fax: (82) 3522-1912 Avenida Asa Branca , 342 Distrito Industrial Guaribas Fone: (82) 3522-9300 - Arapiraca - AL IND. COM. IMPORTADORA LTDA Rua Nossa Senhora Aparecida, 118 - Centro Arapiraca/AL - Fone: 82 3522.1979 02 | ACALA 2015

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ACALA ATUANTE Vários pré-projetos da ACALA de grande relevância para o incremento cultural da nossa região e, principalmente para o município de Arapiraca, continuam engavetados à espera de recursos para serem executados. Para não deixar a ACALA estagnada no tempo aguardando assistência advinda de poderes constituídos que nunca chega, tomei a decisão de não esperar por aqueles que não tem compromisso com o desvelo das atividades culturais e literárias do nosso município, convocando a diretoria e os demais acadêmicos a retomar a linha de frente, para realizarmos a VI edição do PROJACE que acontecerá entre os meses de julho a outubro de 2015. Com recursos oriundos das empresas arapiraquenses, conseguimos realizar entre os anos de 2003 a 2008, até a 5ª edição desse valioso projeto. Para dar continuidade a esse empreendimento considerado a menina dos olhos da Academia, tomamos a decisão de mais uma vez, recorrer às referidas empresas para realizarmos a sua VI edição. Como presidente da ACALA e autor do citado projeto, levei incentivos aos confrades e confreiras que, entusiasmados, alguns deles tomaram a decisão de outorgar as suas próprias contribuições, doando alguns dos prêmios para os vencedores do concurso de redação. O restante, estão garantidos pelas empresas arapiraquenses que, ao contrário da atual administração do nosso município, fizeram como fez o prefeito Luciano Barbosa (que foi enérgico no incentivo à cultura deste), nunca negaram as suas valiosas contribuições para fomentar o desenvolvimento cultural do mesmo. A entrega da premiação aos vencedores do concurso, está programada para o dia 24 de outubro, cujo ato público, terá como destaque, estudantes das Escolas Públicas e privadas do município de Arapiraca, onde todos os participantes que chegarem a fase final do concurso de redação, receberão certificados de participação, sendo que os vencedores até o 3º lugar, além dos referidos certificados, receberão medalhas e inúmeros prêmios como: livros, dois tabletes, (doação dos acadêmicos), um notebook (doado pela Centergraf), um curso integral prévestibular (doado pela Escola COC), os cursos integrais de Liderança e Gestão de Pessoa e Digitação, (doados pela MICROLINS), um ano de curso de música (canto, violino ou piano a escolha do ganhador), doado pela ESCOLA “NUSIC CENTER”, um notebook (doado pela DROGARIA SANTIAGO), um celular, (doado pela empresa PARAISO DAS ÁRVORES), totalizando em média, R$ 6.000,00 (seis mil reais), em prêmios para os vencedores. As Escolas com alunos vencedores até o 3º lugar, serão homenageadas com placas onde constarão os nomes das mesmas e a classificação do seu (a) aluno (a). O PROJACE tem como objetivos específicos, avaliar alunos do ensino fundamental e médio no que diz respeito à leitura e a produção de textos; estimular a leitura no corpo discente das escolas públicas e privadas; promover a interação entre escola e instituição cultural (ACALA). Os seus critérios de avaliação são: a criatividade, o conteúdo relacionado ao tema proposto, apresentando coerência e coesão textual; estrutura, introdução, desenvolvimento e conclusão. Sem bens pecuniários à disposição, não temos tido condições de fazer um planejamento estável para realizar os projetos anuais da ACALA, porém, com muito sacrifício, juntamente com os demais acadêmicos, tenho buscado soluções notáveis objetivando dar estrutura a uma Academia fecundante que determine a motivação do pleno exercício de suas atividades literárias e culturais. Desta forma, a ACALA tem tornado o seu brilho notório e levado a efeito, a sua transcendente atuação no egrégio cenário das letras e das artes. Cláudio Olímpio dos Santos Presidente da ACALA 03 | ACALA 2015

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BANDEIRA DA ACALA HINO DA ACALA – ACADEMIA ARAPIRAQUENSE DE LETRAS E ARTES Autores: Lenildo Medeiros Última estrofe: Manoel Tenório Música: Manoel Tenório (Todo solo) Música do refrão: Simone Bastos. Refrão: ACALA és uma filha Do saber universal Das entranhas da memória De um concerto divinal. Tu és mãe sapiente Da força do pensamento És a diretora mestra De um divino sacramento. Tua função é juntar Todo filho do saber És casa familiar Do amor e do querer. Refrão: 04 | ACALA 2015 Tu tens a função divina De promover a cultura De mandar pro universo O saber da criatura, És a rosa perfumada Que emoldura o caminho És companheira Imortal Da essência do carinho. Refrão: Como ave maviosa Que ama os filhinhos seus Tu amparas teus rebentos Pois és projeção de Deus, Da cultura és nobreza És bela como a natureza És obra prima do Criador. Refrão:

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SERGIPANOS EM ARAPIRACA Antônio Carlos Conceição Membro da ACALA Valoroso sergipano, possivelmente, personagem da linhagem do Morgado de Porto da Folha, de onde se desgarrou, abandonou seu Estado, para cravar pegadas indeléveis dos coturnos do Alferes, no solo promissor do sertão e do agreste alagoanos. Suas pegadas os ventos revolucionários do alto sertão sergipano disseminaram solenemente nas páginas da História.. Era o Alferes JOÂO DA ROCHA PIRES, presença pujante na história de Arapiraca, ao lado de quantos desfraldaram a bandeira do desenvolvimento social econômico e cultural do Município, associados à saga de Amara da Silva Valente. Aliás, Arapiraca se consagrou na História como verdadeiro reduto de sergipanos trazidos pela sanha, desenvolvimentista, na formalização do grande destino da nova Terra Neste rol realça solenemente o nome do cientista de Neópolis, SOLON BARRETO, que os fluidos do Rio São Francisco, soprados pelos ventos setentrionais de Sergipe trouxeram como grande dádiva para fertilizar a Terra de Amarro da Silva Valente. SOLON é a imensa cota de Sergipe, na parceria da projeção econômica da Terre de MANUEL NDRÉ. Honra a memória de SOLON, no agreste alagoano, o legado que implantou em Arapiraca, através da empresa extrativa – MINERAÇÃO BARRETO S.A (MIBASA). Ao lado do cientista, surge, galhardamente, o emérito artista plástico ISMAEL PEREIRA, Quem não conhece o sergipano ISMAEL PEREIRA, emoldurando a cultura da sociedade de Arapiraca, em todos os quadrantes ?! O sergipano que honrou a Câmara de Vereadores e foi adiante, até a Assembleia Legislativa, marcando a presença de Arapiraca, na pessoa de um respeitável deputado, além de outros que por lá passaram. Mas, a gama de sergipanos APORTADOS em Arapiraca não para por aí! O contingente é reforçado por componentes anô- nimos das mais variadas classes profissionais, interagindo decisivamente na elaboração do futuro da “Terra que emana leite e mel”. No grupo dos anônimos, houve outro sergipano que se jogou além do rio São Francisco, chegando até Arapiraca, reeditando o desprendimento do Alferes. De maneira inversa, enquanto o Alferes desgarrou-se de suas herdades na zona fértil de Porto da Folha, cruzando o VELHO CHICO LÁ DE CIMA, para deixar o registro de sua saga nas pegadas de suas botinas, o anônimo sergipano desgarrou-se da “palha da cana” do Vale do Cotinguiba, de-pés-nochão (de pés descalços), atravessou o São Francisco CÁ DE BAIXO, penetrando no agreste alagoano. Suas pegadas, estraçalhadas na poeira, os ventos espargiram, não nas páginas da história de Arapiraca. Espargiram, sim, na relva verde que floresce, margeando a estrada... E logo são diluídas no orvalho das noites friorentas do agreste. Pelo dinamismo da História, sabemos que outros sergipanos, com certeza, continuarão despachando as respectivas ações construtivas favoráveis ao embalo criativo deste povo ordeiro e trabalhador, que sabe abraçar e agradecer carinhosamente àqueles que, por amor, integram a faina vitoriosa da OPULENTA CAPITAL DO AGRESTE ALAGOANO. 05 | ACALA 2015

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A DISCIPLINA Cláudio Olímpio dos Santos Presidente da ACALA Na constituição de uma família ou em qualquer organização pública ou privada, precisa-se de preceitos e normas para que esses organismos tenham um funcionamento equilibrado e salutar. Na execução fiel das regras do proceder, o normal é que esse regime de medidas impostas seja livremente consentido por todos. Não havendo esse consenso, terá que ser criada uma estrutura dentro desse conjunto de meios, capaz de manter com vida saudável toda e qualquer organização que os seus componentes aspirem por um resultado diferente do constrangedor. É necessário entender que a disciplina é um regime de ordens impostas, necessárias para a manutenção e conservação ininterrupta da disposição dos elementos de um todo. Com sua ausência, qualquer associação, instituição ou reunião de pessoas ligadas a um fim comum, não poderá manter-se em equilíbrio, assim sendo, não será possível preservar o real funcionamento e a vida desse conjunto de elementos. A disposição imposta pelo sentimento de responsabilidade nos indica, que seguir os motivos ditados pela razão, nos leva a um resultado extraordinário; por isso se faz necessário que coloquemos na pauta do nosso dia a dia, esse fundamental comportamento que, com certeza, garantirá a integridade e a perenidade do sistema disciplinar de todas as entidades constituídas que estiverem ameaçadas de certas condutas nocivas. Quem comanda com consciência uma família, uma organização de caráter social, cultural, educacional, religiosa ou filantrópica, sabe muito bem da importância da disciplina, tanto é que, para manter as suas normalidades, toda instituição organizada tem a sua disposição um estatuto ou outras normas a serem seguidas. Condenar ou ignorar qualquer um desses preceitos, significa declarar a própria imaturidade ou rebeldia, o que levará os seus autores a um estado de frustração e decepção ao tentar organizar qualquer entidade que exerça funções de cunho social, político, administrativo etc. Se o entendimento dos que citamos acima como imaturos ou rebeldes não for corrigido e consolidado em tempo oportuno, estaremos nos colocando a um ponto equidistante ao da conformidade com a verdade e isto nos fará um grande mal. Pense bem nisto. ESTRELA DISTRIBUIDOR LTDA MATERIAL ESCOLAR - BRINQUEDOS PRESENTES - UTILIDADES DO LAR Matriz: Rua Marechal Deodoro da Fonseca, 296 Ouro Preto - Arapiraca/AL | 82 3522.3140 Filial: Rua Professor Domingos Correia, 514 Centro - Arapiraca/AL | 82 3521.6121 MORADA Material para construção Matriz: Rua 30 de Outubro, 182 - Centro - ( (82) 3521.3170 / 1523 Filial: Rua Dr. Pedro Correia, 319 - Centro - ( (82) 3521.2330 / 2826 E-mail: morada@oops.com.br - Arapiraca - AL AUTO ESCOLA AUTO ESCOLA CATEGORIAS A, B, C, D e E (82) 3521-3921/3521-3284/9648-0500/8876-2339 cfcsantarita.arapiraca@hotmail.com Rua Governador Luis Cavalcante, nº219 - B. Alto do Cruzeiro - Arapiraca/AL 06 | ACALA 2015

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Não deixe o Lago acabar Judá Fernandes de Lima 1º Vice-presidente da ACALA Não deixe o Lago morrer Não deixe o Lago acabar Perucaba se fez Lago O Lago pra gente sonhar (paródia) 5 - Às margens do plácido Lago Nasce moderna cidade Com viabilidade urbana Ordem e criatividade. Inovadora arquitetura Singular ambientação Charme, beleza, candura E magnífica visão. 6 - Um projeto fabuloso Com centro de convenção Teatro e hotel de luxo Pra conforto e diversão. No contorno os condomínios Tudo mui bem arquitetado Campus universitários E loteamento demarcado. 1 - Toda cidade que se preza Tem vivo cartão-postal Quer seja grande ou pequena Um admirável portal. Aquele ponto sagrado É marco referencial Orgulho da população Retrata seu potencial. 2 - A progressista Arapiraca Notório cartão-postal Nobre Parque Ceci Cunha Logradouro magistral. Muito pouco pra cidade Que acredita no turismo Fonte de arrecadação De lazer e romantismo. 3 - O ex-prefeito Luciano Notável administrador Fez do açude do DNOCS Lindo lago multicor. Surge um novo adereço: O Lago da Perucaba Arapiraca vê ao longe Ampla visão que não se acaba. 4 - Imensa área urbanizada Para o convívio social Pois ameniza o estresse Deslumbrante visual. Foi uma ideia brilhante Louvável realização Arapiraca firme e forte Mais escola e recreação. 7 - O Reserva Perucaba Do empresário Zé Levino Primeiro Bairro Projetado Árido agreste nordestino. Água, energia, esgoto, lixeira Comércio e esporte avança Tudo calçado e ajardinado Lazer, conforto e segurança. 8 - Seria o Lago Paranoá Da nossa Estrela Radiosa Pra festejar todo evento E ouvir da Tribo a prosa. Grande espaço acolhedor Com barracos elegantes Beber, comer, comemorar O gourmet dos visitantes. 9 - Amena temperatura Para uma boa recepção Com seu cardápio diverso Satisfazia todo glutão. Ali naquele recanto Não faltava frequentador Que desejasse uma noitada Com música, vinho e amor. 10 - Uma sensação agradável Logo já ao amanhecer Inicio das caminhadas Vendo a luz do sol nascer. Campo de esporte e ciclovia Escorrega pra gurizada Para a prática de exercícios A quadra bem estruturada. 11 - Ali se sente forte emoção 07 | ACALA 2015

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Quem assiste o por do sol Deixa a alma embevecida O colorido do arrebol. Quando a noite se avizinha Aparece a lua prateada E o Lago reflete as luzes Da linda orla iluminada. 12 - Várias vias asfaltadas Facilitando o acesso Foi tudo bem planejado E realizado com sucesso. O caminho do lindo Lago Estava então garantido De todo canto da cidade O Lago seria atingido. 13 - Até este tinhoso cordelista Mudou o seu itinerário Agora quando vai à Chácara Passa pelo Planetário. Casario, colina, serrote Panorâmica vista alcança E fica maravilhado Meiga lagoa da esperança. 14 - A UNIMED e UNICRED Já são uma realidade Assistência e crediário Atendendo a comunidade. Ônibus estão circulando Com boa regularidade Para facilitar a vida Dos usuários da cidade. 15 - Naquele saudável Lago Uma pirâmide foi erguida Majestoso Planetário Educação garantida. Os mistérios do Infinito Que colosso virtual! Pra visitante entender O Universo Celestial. 16 - Na atraente e bonita orla Também funciona autoescola Pra começo de treinamento Sem sinal ou quebra-mola. E durante o dia inteiro Muito aprendiz na direção Enquanto aguarda o exame Carteira de habilitação. 17 - Admirado pela sociedade O nosso Lago querido Sempre muito badalado Tudo bem estabelecido. Para maior animação Desfile no Carnaval Banda de música e orquestra Decoração de Natal. 18 - Aquele cativante entorno Que refletia brilho e cores Potente atração turística Viveu seus dias de louvores. Com rica flora diversa Jardim repleto de flores Chique recanto romântico O coração dos amores. 19 - Mas o que é bom dura pouco Já dizia o velho ditado Lago desceu de água abaixo Mero sonho acalentado. Almejado polo turístico E seu novo cartão-postal Foi um fiasco político Tropeço municipal. 20 - Pois o Lago ia tão bem Era só festa e folia Show e entretenimento Gostosa gastronomia. Mas o destino assim quis Dissipar sutil fantasia Achou por bem acabar Com toda aquela euforia. 21 - Acabou-se o doce Lago O prometido Eldorado Virou antro da perdição Prostituta, gay e drogado. É por de mais lamentável Dura inversão de valores Sadio passeio da sociedade Um covil de gozadores. 22 - Durante os fins de semana O perturba Paredão Tira o sossego das famílias No Zélia Barbosa e Baixão. A reclamação é constante Com seu barulho inclemente Vibra vidraça e coração Altofalante estridente. 23 - Pra completar o engodo Outra triste aberração Surgiu um terrível tapume Tirando do Lago a visão. Os nossos dignos gestores Parecem fora da razão Tapando tão bela vista Permitindo construção. 24 - Faço veemente apelo Por tudo que há no mundo Não deixe o Lago morrer A frente virando fundo. Que outros monstrengos não surjam Obstruindo o passeio Pois o visitante agradece Alegre tempo de recreio. 25 - A morte do Perucaba Foi mesmo de amargar Foi-se o bucólico Lago E a trilha pra relaxar. Grito de alerta aos gestores Pra salvarem tenra criança Que está morrendo de sede Nas boas águas da bonança . 26 - Parodiando famoso samba Desse matreiro Brasil Que desfila pela avenida Canta e dança encantos mil: 08 | ACALA 2015

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-Não deixe o Lago morrer Não deixe o Lago acabar Perucaba se fez Lago O Lago pra gente sonhar. 27 - Que o ano de 2015 Traga mais serenidade E veja no 2 de Fevereiro O sinal da Cristandade. A Senhora do Bom Conselho Abençoe todo o povão Que vive nesse Nordeste Com fé, amor e devoção. 28 - Salve o Lago Perucaba E sua risonha paisagem E viva a gente fagueira À sombra daquela miragem! Que o bom povo da boa terra Faça um mutirão mental Rogando aos céus pela volta Da estância monumental! 29 - Se um belo dia acontecer Que vitória retumbante ! Para alegria do turista E o prazer do viandante. Seria um parque gigantesco Lago, lanchas, jardins e monte Deixando a alma enlevada O seu longínquo horizonte. 30 - Encerrando prosaicas linhas Peço desculpa ao leitor Se por acaso há engano Futuro Lago promissor. Mas vamos ficar ao largo Do romântico Lago, a espera Pra ver veleiro singrar Nas belas águas da quimera. Judá Fernandes de Lima VIDA DA VIDA Rosendo Correia de Macedo Membro da ACALA Em cada ser humano Habita a vida psíquica, Precisando ser ativada Para então ficar rica, Pulsando felicidade Sendo uma alma bendita. A centelha divina É uma pequena chama Que cresce no coração De todo aquele que ama, Se apoiando na verdade Com a vontade soberana. O dom do amor Deixa o homem sossegado, Ocupando o seu lugar, Ficando num bom estado, Sentindo paz e alegria, Vivendo bem-humorado. Livro: INTUIÇÃO (82) 3521-4784 3522-1953 Rua Possidônio Nunes, N° 08 Capiatã - Arapiraca - AL Rua Estud José de Oliveira Leite, 438 Centro - Arapiraca - AL Tel: (82) 3522-1999 3521-2387 3522-1918 Rua São Francisco, 458 | Centro - Arapiraca/AL 09 | ACALA 2015

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POVO FELIZ Lucicleide da Silva 2º Vice-presidente da ACALA Cristo de braços abertos abençoando esse País E mesmo assim; A peste da corrupção impregna a nossa história Somos gigantes em todos os aspectos: Água Vento Mar Solo Beleza Clima e alegria Mas, a peste da corrupção, Assola Corrói e inflama A riqueza gerada pelas mãos dos trabalhadores é canalizada para os aproveitadores, Especuladores, exploradores, opressores e detentores do poder Político, Administrativo e financeiro A peste da corrupção vai mais além Subtrai a nossa dignidade Nossas empresas Nossas rodovias Nossas Aerovias A Nossa Cultura e Nossa alegria E o povo feliz chora Esperando metrô Esperando ônibus Esperando ambulância Esperando tempos melhores, mas só os piores chegam. A peste da corrupção dos 10%, dos 10 reais, dos 100 milhões, bilhões e muito mais E ficamos assim, á margem, como filhos abandonados Vemos meninas e meninos sem sonhos Sobrevivendo na selva das oportunidades Evolvidos com a droga, a fome, a submissão, o crime e o extermínio. E o povo feliz chora A educação não ensina A saúde não cura A segurança não é segura E o povo feliz chora A luz não pode ser acesa A água não pode ser bebida O transporte não pode ser usado. A peste da corrupção Devora, afronta, destrói, acumula e banqueteiase das dores dos trabalhadores Da merenda das crianças Do salário dos professores Do policial e do proletariado Da universidade sucateada Dos hospitais apodrecidos Das escolas em pedaços. A peste da corrupção Dirige os nossos líderes, nascidos da esperança do povo Eles se tornam Individualistas, competitivos e esquecem o povo feliz, que chora A peste da corrupção marca o povo feliz Com a mentira e o ilusionismo político E lá vai “o povo marcado, o povo feliz” Disfarçando no carnaval, a dor e desespero Onde está o antídoto para essa peste, está em mim ou está em você? U U SINDICATO Matriz Arapiraca Rua Pedro Correia, 215 Centro Filial Maceió Rua 07 de Setembro, 28 Tab. Martins Sindicato Rural de Arapiraca Largo Dom Fernando Gomes, 26 Centro - Telefax: (0**82) 3521-1889 CEP.: 57300-290 - CNPJ: 08.440.042/0001-55 - Arapiraca - Alagoas 3522-1936 3324.2202 10 | ACALA 2015

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Nostalgia Inez Amorim Membro da ACALA Para que fuja dessa vã tristeza E brote em ti o riso e a alegria Sepulta as trevas sob a luz acesa E enche teu espírito de harmonia. A amargura esconde tua beleza? Se em teu peito vibra a nostalgia Cuidado! Não permita que a tristeza Destrua teu universo de alegria. Se um antigo amor feriu teu coração E a alma à toa segue vida afora Desperta! Sai do mundo de ilusão Esquece o amor que te feriu outrora. Se em teu peito um novo amor surgir Afugentando a amarga solidão Com alegria deixa o amor fluir Para fazer feliz teu coração. SAUDOSO SOLON BARRETO Encontra-se registrada na minha lembrança a marcante personalidade, bondade e fidelidade de um amigo cientista e acadêmico, o qual, era grandioso pela sua sabedoria e particularidade humanista porém, Deus o convocou para junto Dele. O afável amigo Solon Barroso Barreto, possuía um conjunto de elementos magníficos que, para todos que realmente o conhecia, estava evidente que ele atingia um altíssimo grau na escala de valores humanos. Suas ações repletas de amor, simplicidade e bondade, estavam sempre em harmonia com o seu exemplar comportamento, os quais, foram suficientes para produzir em mim, uma imensurável credibilidade, respeito e carinho que guardo até hoje no meu âmago. Solon Barreto, você continuará sendo uma estrela, hoje brilhando na casa de Deus, mas também na minha humilde e saudosa memória. Meu bom amigo, Jesus eleve e deleite a sua alma. Cláudio Olímpio dos Santos Presidente da ACALA Rua Vereador Domingos Vital, 88 Alto do Cruzeiro - Arapiraca/AL 82 9985.5920 11 | ACALA 2015

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OS DONOS DO PAÍS Cárlisson Borges T. Galdino 1º Tesoureiro da ACALA Era uma vez um país. Um país cujos cidadãos viviam felizes, até que um dia ocorreu uma tragédia. Uma tragédia chamada “golpe militar”. Mas essa tragédia não aconteceu por acaso, nem foi de surpresa. Os donos do país tinham muito medo, pois viam outros países passando por transformações em nome da igualdade entre as pessoas. Os donos desse país sabiam muito bem que igualdade social significa garantir direitos a todos. E sabiam que o aumento de direitos da população significaria também diminuição de privilégios seus. Por isso o medo. O medo fez com que atacassem o governo e, para isso, utilizaram seu principal instrumento. A pena é mais forte que a espada, então começou a acusar o governo e noticiar de maneira obstinada e enfática qualquer suspeita de corrupção, para que a as pessoas tivessem cada vez mais ódio daquele governo. Tudo isso terminou com os militares tomando o poder. Os donos do país ficaram felizes, pois o risco havia passado. Logo depois perceberam que, na verdade, iam perder privilégios de qualquer maneira. A partir daquele dia, foram proibidos de falar sobre corrupção no novo governo. Talvez os militares tenham percebido como “corrupção” era um tema capaz de mover montanhas. E, assim como não podiam falar de corrupção, nada de falarem de censura, ditadura, nada de falar mal do poder. Nada de noticiar desaparecimentos de pessoas. Não podiam mais sequer se reunir para conversar sem serem vistos com desconfiança - ou mesmo serem acusados e levados embora – pelos militares daquele país. Mas tudo bem, afinal seus privilégios econômicos estavam assegurados. O tempo passou e a ditadura militar caiu, décadas depois. Foi um alívio para os donos do país, que agora teriam novamente os privilégios perdidos. Foi muito bom ter poder econômico, mas aquele poder verbal, que havia sido capaz de derrubar um governo, fazia muita falta. O bom para eles é que nessas décadas de poder militar, por obrigação imposta, os donos do país terminaram aprendendo a escre12 | ACALA 2015 ver distorcendo as verdades, destacando pontos que interessavam, omitindo outros; construindo assim notícias que atendessem às necessidades daquele tempo em que não se podia falar o que se pensa. Com o fim da tal ditadura, os donos do país resolveram continuar agindo daquela mesma forma, só que dessa vez para atender a interesses próprios. Na ponta da pena ou da câmera de seus funcionários, ilustres desconhecidos se tornam heróis ou vilões, gigantes massas de insatisfeitos desaparecem, punhados de outros insatisfeitos viram manchete, políticos viram sábios salvadores, enquanto outros se tornam corruptos incorrigíveis. Assim seguiram os donos do país até hoje, controlando as pessoas com seu poder verbal, em todas as formas de noticiar. Jornais cheiram muito mal, mas como o povo, que o lê há tantos anos, vai notar o cheiro? Ora, já se acostumou a ele e sequer o sente! Assim seguem os donos do país, controlando as massas com closes e vírgulas, enquanto morrem de medo de terem seu poder limitado. Sempre houve quem diga que as pessoas têm direito de serem informadas corretamente sobre os fatos, mas os donos do país sabem muito bem que esse direito afetaria um importante privilégio que hoje eles têm: o Monopólio de Opinião. Frango e Galinha velha em grosso Disk Frango 82 3522.1653 Rua José Lopes da Silva, 248 - Centro - Arapiraca - AL

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O PROFESSOR E A PRECARIEDADE NO SISTEMA EDUCACIONAL DO BRASIL Profª. Claudiene dos Santos Organizadora da Obra: ACALA Hostória e Vida. O irrisório valor de R$ 1.917,78 (um mil novecentos e dezessete reais e setenta e oito centavos) é o piso salarial de um professor da Educação Básica por 40 horas semanais de trabalho. Este salário é o “pagamento” para se lecionar em turmas compostas de 40 a 45 alunos, onde as estruturas, em sua maioria, são precárias, sem a presença de quadro-negro adequado, ventiladores, material didático e atraso na entrega dos livros. Em algumas instituições de ensino faltam, até mesmo, água potável e merenda para os alunos. Tudo isso após 4 (quatro) anos em uma universidade e após a aprovação em um concurso público. Vale salientar também a indisciplina dos alunos causada pelo desestímulo, ausência de motivação e metas, oriundos do meio familiar conformista do qual advêm. Sem falar no descaso de alguns dos (ir)responsáveis que se tornam obsoletos na educação dos filhos lançando toda a responsabilidade da mesma na escola. Mas como e o que ensinar para quem não “sabe” a importância do porquê é necessário aprender? O próprio sistema educacional do nosso país leva o aluno da rede pública básica de ensino à alienação e à exclusão social ao passo que concede a Bolsa Família apenas pela frequência dos discentes e não pelo seu aproveitamento escolar. Há algo nas entrelinhas: não se quer formar seres pensantes e críticos, cidadãos no sentido real da palavra, para que as massas não se revoltem e reivindiquem mudanças nas eleições e reformas em eixos como educação, saúde, segurança e tantos outros. Desta forma, não encontramos um contexto muito diferente dos tempos feudais onde filho de servo era servo (entenda-se pobre nos dias atuais) e filho de senhor feudal era senhor feudal (entenda-se rico nos dias de hoje). A mobilidade social continua inflexível até então. E a classe de professores ainda firme, mas nem tanto forte, encontrase sobrecarregada, desvalorizada e esgotada pelo trabalho chegando a um ponto tão severo de fadiga que lhe falta forças para falar, manifestar-se e até mesmo lecionar como se gostaria. Mas para que respeitar e valorizar a profissão que forma todas as outras? Não é conveniente para os governantes que os futuros universitários, como classe “pensante”, passem a enxergar o descaso do governo com a população e o questione através de protestos e manifestações que na maioria das vezes são abafados por alguns canais da imprensa televisiva. Na verdade, estamos todos bem confortáveis assim. Afinal de contas não nos importamos em pagar duas vezes a escola dos nossos filhos. Sim duas vezes: uma quando pagamos um dos impostos mais altos do mundo (o que deveria ofertar-nos uma educação de credibilidade) e a outra quando pagamos a mensalidade na rede privada de ensino (para se ter educação de qualidade). Ah! Mas quando as crianças crescerem e, adolescentes, ingressarem na universidade acharão que não tem dívida alguma com a sociedade, pois seus pais cumpriram de forma exemplar o seu papel pagando todos os impostos e a mensalidade escolar. Creem que estão ali porque são esforçados, porque estudaram, só lamentam pelos que não tiveram a mesma oportunidade. Quanto aos que vêm da escola pública, como culpá-los pela desmotivação se seus pais não os acompanham nas atividades de casa, são permissivos quanto à TV, internet e ausência de horas de estudo no lar? Se ouvem dos pais que receber ajuda financeira do governo é bom e confortável? Também não os culpo pela indisciplina, pois não veem a escola como um alicerce onde eles podem edificar um futuro de estabilidade social, financeira e de realização profissional, mas sim como um lugar para encontrar amigos da mesma faixa etária e bater um papinho... No entanto, após muita persistência, esforço e estresse dos professores alguns até conseguem (quase por osmose) concluírem o 9º ano do ensino fundamental codificando algum texto e efetuando parte das quatro operações. Refiro-me a codificar, pois a maioria apenas consegue balbuciar as palavras sem conseguir interpretar o contexto, seja de um texto ou até mesmo o enunciado de alguma questão. 13 | ACALA 2015

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Ainda assim, não se deve esquecer dos bons alunos: aplicados, esforçados e que teimosos tentam aprender algo; estes têm o seu ritmo de aprendizagem sufocado pelos outros que são maioria e não conseguem avançar como o pretendido pelo docente e pelo currículo escolar. Desta forma um número considerável dos egressos da rede pública básica não consegue integrar cursos superiores concorridos. Estas vagas são sorrateiramente reservadas, ao longo de uma vida, para aqueles que procedem de escolas particulares. E em períodos de formação continuada o professor, como um ser magnânimo, tem que repor suas aulas nos finais de semana ou durante suas férias quando sua capacitação é realizada em dias letivos, pois as escolas públicas não dispõem de professores substitutos para esta finalidade. E o caríssimo mestre ainda tem que fazer papel de psicólogo, assistente social, técnico em informática, promotor de eventos, sociólogo, médico, pedagogo, mesmo sem ter se preparado para tal durante a faculdade. Mas tenha certeza que não há exagero aqui, pois tudo isso é cobrado pelos pais, pela coordenação pedagógica e pela direção. É gritante o fato de que haja uma reforma na maneira de pensar de cada indivíduo, só assim a sociedade irá valorizar o profissional que o professor é. E isso, infelizmente, já é urgente. É urgente que a população, em massa, cobre das autoridades competentes que os seus impostos sejam utilizados com decoro, é urgente que todos se sintam responsáveis pelas mazelas sociais, é urgente que todos tomem alguma ATITUDE e despertem do estado doentio no qual vivemos. E para finalizar deixo aqui uma reflexão de Paulo Freire (Pedagogia da Autonomia, pág. 65): “Um dos piores males que o poder público vem fazendo a nós, no Brasil, historicamente, desde que a sociedade brasileira foi criada, é o de fazer muitos de nós correr o risco de, a custo de tanto descaso pela educação pública, existencialmente cansados, cair no indiferentismo fatalistamente cínico que leva ao cruzamento dos braços. 'Não há o que fazer' é o discurso acomodado que não podemos aceitar”. NO LIMITE Erady Morais Senna Membro da ACALA O que dizer da vida, como a percebemos hoje? O que dizer da nossa rotina, das inúmeras mudanças que acontecem corriqueiramente nas nossas vidas? Hoje podemos dizer que vivemos em um mundo às avessas. A violência chega a ser olhada como algo normal. A total perda de controle sobre o tráfico de drogas e a indisciplina das crianças e adolescentes é algo estarrecedor, um mundo que supervaloriza a posse e o poder, esqueceu os valores do espírito, a ética, a honestidade, o respeito aos mais velhos. Tudo isso ficou no passado. Professores são agredidos pelos alunos e pelos pais dos alunos... É como se estivessem todos mergulhados num pesadelo sem fim. Mas creio que algumas ações bem simples, como o Pelotão Mirim da nossa Polícia Militar, já colocam alguma luz em meio a escuridão. Outras iniciativas simples, como levar para as comunidades o esporte e a arte, já seriam um 14 | ACALA 2015 passo importantíssimo. Mas esse é um momento em que a sociedade não deve cruzar os braços. Porque estamos defendendo o nosso presente e o futuro de inúmeras famílias. Os adolescentes que trabalham na roça muitas vezes sofrem crises existenciais, mas as superam, na lida diária do campo. E são muitos os que ainda conseguem estudar apesar das sobrecarga do trabalhar e das dificuldades. Na verdade, a questão dos limites, da disciplina e da fé, independente de religião, seria um medicamento altamente salutar para o nosso mundo doente, temos que acreditar... Temos que fazer a nossa parte, com muito amor e coragem. Agradecemos a Profª. Ivana Amorim sócia honorária da ACALA, pela relevante contribuição a esta entidade cultural.

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O DISCURSO LITERÁRIO EM DESPERTAR DA EXISTÊNCIA Profª. Drª. Maria Francisca Membro da ACALA As considerações acerca do texto em Despertar da Existência do Professor Cláudio Olímpio, Presidente da Academia Arapiraquense de Letras e Artes de Arapiraca (ACALA), têm como origem a Semana Letras no Palco, do Curso de Letras, da Universidade Estadual de Alagoas, em dezembro de 2014.Acerca disso, perseguiam-se duas inquietações importantes, como: a) O livro em questão, por ser da linha criativo-interpretativa da autoajuda, tem espaço entre os compêndios da literatura? O referido livro pode ser interpretado, segundo os aspectos críticos do discurso? As discussões sobre esses questionamentos percorreram toda a exposição temática. Para esse assunto, entende-se literatura como a expressão verbal artística de qualquer experiência humana, atendendo a múltiplas funções, como a de permitir ao ser que fuja da realidade, concretamente de tudo que o cerca. Agrega-se, a isso, o discurso literário que, para Meurer (2002), tem uma tríplice função, resumida nos seguintes caracteres: o discurso pode produzir e reproduzir conhecimentos; pode estabelecer as relações sociais; e, ainda, esse mesmo discurso possibilita criar e reforçar identidades. Para visualização desses princípios, foi tomado o seguinte fragmento do livro Despertar da Existência (2005). PARA AS PESSOAS INQUIETAS Não deixe que a sua vontade enfraqueça, ela é a arma certa que você deverá usar no combate às dificuldades que a vida o impõe. Lute e relute, deixando sempre acesa a chama de seu apetite de vencer. Assim fizeram os grandes homens que saindo do nada, construíram o seu mundo e chegaram a imperar. O texto em foco constitui-se literário por expressar a experiência artística de um escritor que, centrado numa esfera da sociedade, desvela-se do seu mundo interior e, por meio da função conativa da linguagem,comunica-se com o outro pelo uso das formas verbais:“não deixe”, “lute e relute”. Assim enunciando, articula-se com o seu leitor a fim de convidá-lo à ação. Realiza-se essa função linguística, quando o autor se perde na construção do fazer poético, para constituir-se no seu leitor, estabelecendo o elo interlocutivo. Faz-se então o discurso literário, uma vez que circula no domínio discursivo da literatura, pelo fato de dizer ao eu-leitor que a sua vontade vence as dificuldades impostas pela vida. Além disso, volta-se para esse leitor, para dizer-lhe que deixe o “apetite de vencer”, por isso, procure “lutar e relutar”. Enfim, os conselhos do autor apresentam o grande argumento do exemplo, quando diz: “Assim fizeram os grandes homens que saindo do nada, construíram o seu mundo e chegaram a imperar”. Essa exposição literária feita pelo escritor traduz o conhecimento que tem do mundo; o discurso estabelece uma ligação com o seu leitor e instaura identidades, explicadas pela do escritor, por acreditar no que aconselha, e pela do leitor, na qual o escritor acredita que tenha entendido sua exposição. Pelo exposto,depreende-se que Despertar da Existência representa um livro porque preenche completamente a função literária, com requisitos suficientes para os alicerces literários,exigidos para se fazer uma análise critica do discurso. SANTOS, Cláudio Olímpio dos. O despertar da Existência; autoajuda. 1a. ed. Arapiraca: Center-Graf , 2005. MEURER, J. L. (2002). Uma dimensão crítica do estudo de gêneros textuais. In: ______ & MOTTA-ROTH (orgs.). Gêneros textuais.Bauru : SP. EDUSC, p. 17-29. Av Governador Antonio Simeão Lamenha Filho, 497 Jardim Tropical, Arapiraca - AL Telefone: 82 3539-5141 / 082 8102-0675 https://www.facebook.com/cantinadopira 15 | ACALA 2015

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