Boletim Municipal nº231

 

Embed or link this publication

Description

Atividade do Município de Aljustrel / Câmara Municipal de Aljustrel

Popular Pages


p. 1

ALJUSTREL BOLETIM MUNICIPAL ABRIL 2015 231 15.ª Edição 12, 13 e 14 de Junho de 2015 Município 03 Município 04 Desenvolvimento 07 Obras 09 Sociedade 18 Entrevista ao vereador Carlos Teles Entre 2009 e final de 2014 reduzimos o endividamento em quase 2 milhões de euros. Quando chegámos à Câmara, em finais de 2009, estavam em dívida quase 11 milhões de euros e hoje devemos em torno dos 9 milhões de euros. Novo PDM promove o desenvolvimento sustentável No passado dia 25 de fevereiro, foi apresentada ao público, no auditório da Biblioteca Municipal, a nova versão do Plano Diretor Municipal (PDM) do Concelho de Aljustrel. Esta sessão de esclarecimento destinou-se à população em geral.   Edição 2015 das Conferências de Aljustrel A edição de 2015 terá como tema central “Da construção de Territórios Atrativos nas Baixas Densidades”, e trará a Aljustrel personalidades de relevo com o objetivo de refletir e debater as temáticas em análise. CEGMA deverá estar concluído em 2015 O CEGMA — Centro de Estudos Geológicos e Mineiros do Alentejo já foi consignado ao empreiteiro responsável pela obra, que deverá estar concluída em 2015. O projeto tem um valor aproximado de 900 mil euros. Nova piscina coberta abriu há 2 anos De 2009 a 2015, duplicou a média de inscritos nas classes municipais, duplicou a média de entradas diárias na piscina coberta e diminuiu o tempo de encerramento ao público em 2 meses e meio.

[close]

p. 2

02 Aljustrel | Boletim Municipal | abril 2015 25 DE ABRIL – CULTURA E DESENVOLVIMENTO Temos o direito de exigir um acesso mais democrático à cultura; mais respostas sociais para os que menos têm; mais incentivo público à economia real enquanto motor do desenvolvimento económico; muito mais investimento na educação, na ciência e na inovação; o fim do sufoco insuportável dos impostos que tudo sugam. Em suma: que a dignidade seja, quanto antes, devolvida às pessoas Nelson Brito Editorial Presidente da Câmara N o momento em que se comemora o 25 de Abril de 1974, data maior da nossa história, importa realçar que cultura e democracia caminham de mãos dadas. A democratização do acesso à cultura é, sem qualquer dúvida, uma das grandes conquistas de Abril. Mas é preciso mais… No Concelho de Aljustrel não nos contentamos com uma visão redutora da cultura, que os romanos já designavam de panem et circenses (pão e circo), ou seja, divertir as pessoas para as distrair dos problemas reais. Queremos, sim, formar cidadãos inteiros no exercício da sua cidadania, despertos, curiosos e participativos, processo que só fica completo com o acesso pleno à educação e fruição cultural. Para tal, é essencial que as estratégias, intervenções e eventos culturais da autarquia e dos seus parceiros partilhem o mesmo fio condutor. Porque é de comportamentos culturais que se trata, todas as iniciativas promovidas ou participadas pelo município devem anular preconceitos e estereótipos, nomeadamente aqueles que nos afastam da cultura universalista, mais ou menos erudita, e, por outro lado, que nos distanciam das nossas singulares tradições populares, que tanto nos devem orgulhar. Foi imbuídos deste espirito que, a 27 de novembro de 2014, recebemos com enorme satisfação e orgulho a notícia de que o Cante Alentejano havia sido elevado a Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO. Um momento histórico, em que os nossos preciosos localismos ganharam uma mais que justa dimensão universal. A tradição do Cante em Aljustrel, tanto quanto se sabe, terá tido o seu início no princípio do século XX. A solidariedade e o espirito associativo existente entre o operariado mineiro, consubstanciado na sua Associação de Classe (das primeiras a ser criadas em Portugal), no Montepio Mineiro, na Cooperativa da Mina e em inúmeras outras associações então criadas (recreativas, desportivas e culturais), foi sempre muito forte. Essa tradição de associativismo, que ainda hoje subsiste no nosso concelho, levou a que fosse criado, em janeiro de 1926, o primeiro grupo coral organizado, exclusivamente dedicado ao Cante, o Grupo Coral do Sindicato Mineiro de Aljustrel, que é hoje o grupo coral em atividade mais antigo do país. Ao longo dos tempos, embora com maior incidência no pós-25 de Abril, diversos grupos foram aparecendo, tanto masculinos como femininos, sendo que vários se encontram ainda em atividade e outros, entretanto, se extinguiram. Com objetivo de honrar este passado e de projetar o futuro do Cante no nosso concelho, o município tem em curso diversas ações que dão sequência a um Plano de Salvaguarda e Valorização do Cante Alentejano no Concelho de Aljustrel que visa o estudo, valorização e promoção desta tradição, como fator determinante na manutenção e transmissão da nossa rica herança cultural junto das comunidades locais e a sua projeção para o público em geral. Neste contexto, ganham particular importância as atividades dirigidas aos escalões etários mais jovens, de forma a possibilitar uma apropriação de competências e apuramento do sentido estético, musical e criativo, relacionado e direcionado especificamente para este género musical, fornecendo as ferramentas necessárias à sua transmissão geracional. Na sequência do ensino do Cante Alentejano nas escolas, foram criados dois Grupos Corais infantis, um dinamizado pelo Centro de Animação Infantil de Aljustrel, com cerca de 30 elementos, e outro que integra alunos do 1º ciclo, com 20 elementos. Está igualmente em fase inicial de formação um grupo coral composto por jovens com idades compreendidas entre os 15 e os 20 anos, que envolve cerca de 20 elementos. Estamos a construir o futuro do Cante… Valorizamos também a cultura enquanto fator promotor da igualdade de oportunidades, nomeadamente da igualdade de género. Foi, por isso, com grande contentamento que apoiámos, em 2013, a criação do Grupo de Cantares Feminino de Aljus- trel, que conta com a participação de 14 elementos e que, desde então, tem tido um elevado número de atuações. A materialização de todo este trabalho acontecerá em breve, com a produção de um CD de Cante Coral com a participação de todos os grupos do concelho, dos mais antigos ao mais recentes, que tem o seu lançamento previsto para junho deste ano. Por tudo isto, afirmamos que Aljustrel é um concelho que canta o Alentejo e as nossas tradições, sendo cada vez mais uma Terra Viva. Assim, ainda que muito conscientes das grandes dificuldades que o país atravessa, estamos também seguros do caminho que preconizamos para o desenvolvimento do nosso concelho. Continuaremos a apostar no desenvolvimento económico, incentivando o investimento empresarial e as iniciativas várias que o promovam, como é o caso da Feira do Campo Alentejano, que pretendemos renovada e focada no sector estratégico da agroindústria; ou da segunda edição das Conferências de Aljustrel, que pensámos como uma espaço e tempo de reflexão em torno da cidadania, da inovação e do território. Insistiremos na ação social, desenvolvendo projetos como as I Jornadas do Envelhecimento + Ativo e tantos outros, combatendo os resultados das políticas de austeridade dos últimos anos, que pioraram drasticamente as condições de vida das pessoas, em particular dos mais desfavorecidos. Incrementaremos a aposta na educação, enquanto fator maior de promoção da igualdade de oportunidades e da justiça social, pressupostos inalienáveis do Estado Democrático que as políticas em curso colocaram em causa de forma abrupta. Porque estamos certos da coerência da nossa ação na autarquia, temos o direito de exigir ao Estado Central um acesso mais democrático à cultura; mais respostas sociais para os que menos têm; mais incentivo público à economia real enquanto motor para o desenvolvimento económico; muito mais investimento na educação, na ciência e na inovação; o fim do sufoco insuportável dos impostos que tudo sugam. Em suma: exigimos que a dignidade seja, quanto antes, devolvida às pessoas. É nisto que acreditamos! Por isso, continuaremos a afirmar Abril enquanto alternativa às políticas desastrosas dos últimos anos, tudo fazendo para que, com os meios ao nosso alcance, esses valores continuem a ser honrados e respeitados no Concelho de Aljustrel. Viva o 25 de Abril! Viva Aljustrel! Viva Portugal! Nelson Brito FICHA TÉCNICA: Propriedade Câmara Municipal e Aljustrel Sede Avenida 1.º de Maio 7600-010 Aljustrel Telefone 284 600 070 Fax 284 602 055 e-mail geral@mun-aljustrel.pt Site www.mun-aljustrel.pt Diretor Nelson Brito (Presidente da Câmara) Coordenação Marcos Aguiar Redação Mercedes Guerreiro e Artur Martins Fotografia José Tomás Máximo e Mercedes Guerreiro, portugalfotografiaaerea.blogspot.pt Projeto Gráfico e Paginação Adriana Vieira da Silva Impressão Gráfica Funchalense Periodicidade Trimestral Tiragem 5000 exemplares ISSN 0874-0275 Depósito Legal 120655

[close]

p. 3

abril 2015 | Boletim Municipal | Aljustrel 03 Entrevista a... vereador Carlos Teles Reduzimos o endividamento em quase 2 milhões de euros Quando chegámos à Câmara, em finais de 2009, estavam em dívida quase 11 milhões de euros e hoje devemos em torno dos 9 milhões de euros. Estamos a falar de cerca de 18% de abatimento na dívida do Município. P: Qual é a atual situação financeira do Município de Aljustrel? A situação financeira do Município de Aljustrel, à semelhança da grande maioria das autarquias portugueses, é delicada. Associado a um enorme endividamento que encontrámos em 2009, que rondava os 10 milhões e 800 mil euros, fomos confrontados, nos últimos anos, com um ataque sem precedentes ao Poder Local, com medidas gravosas decididas unilateralmente pelo Poder Central em Lisboa. Que medidas gravosas foram essas e quais as suas consequências? Para além do famoso “brutal aumento de impostos”, que naturalmente também afetou as autarquias, refiro-me, por exemplo, à Lei dos Compromissos, aos cortes nas transferências do Orçamento do Estado, ao IVA sem reembolso, às limitações na contratação de trabalhadores, ao Fundo de Apoio Municipal (FAM), entre outras, tendo todas em comum um total desrespeito pela autonomia do Poder Local eleito democraticamente. Trata-se de interferências do Governo em assuntos que deveriam dizer respeito apenas às autarquias e que provocaram grandes perturbações no funcionamento das câmaras, que deixaram de poder gerir o seu dinheiro, o seu património e os seus recursos humanos, conforme as suas necessidades próprias e as competências previstas na lei. Em termos de recursos humanos, que repercussões tiveram estas medidas? São várias. Por exemplo, a Câmara deixou de poder contratar trabalhadores conforme as suas necessidades. Fomos, inclusive, obrigados a reduzir pessoal nos últimos anos. Isto apesar de sermos um dos municípios do Baixo Alentejo mais equilibrados em termos do rácio n.º de trabalhadores/nº de habitantes. Em 2015 temos menos trabalhadores do que tínhamos em 2010, apesar de, no mesmo período, termos aumentado a nossa intervenção em áreas muito importantes como a ação social, a educação e o desenvolvimento económico, entre outras. Em suma, com menos trabalhadores, somos obrigados a fazer muito mais. E a redução nas transferência do Orçamento do Estado, que consequência teve? O corte foi enorme e só não foi dramático porque implementámos um rigoroso plano de controlo da despesa do município. Em 5 anos, até dezembro de 2014, o corte acumulado nas transferências do Orçamento do Estado ascendeu a 3 milhões 433 mil euros. Imagine-se o que poderia ter sido feito em benefício das populações com esses 3 milhões 433 mil euros, nestes últimos 5 anos. E em termos da evolução do endividamento do município? Este é um dos aspetos que melhor reflete a rigorosa gestão que temos realizado. Entre o final de 2009 e o final de 2014 reduzimos o endividamento em quase 2 milhões de euros. Quando chegámos à Câmara, em finais de 2009, estavam em dívida quase 11 milhões de euros e hoje devemos em torno dos 9 milhões de euros. Estamos a falar de cerca de 18% de abatimento na dívida do Município. É uma redução muito significativa, principalmente se considerarmos as circunstâncias muito difíceis em que esta redução foi concretizada. Há algum caso concreto que pretenda destacar em termos do endividamento? Destacaria a dívida às Águas Públicas do Alentejo (AgdA). Esta situação é resultante de um acordo muito negativo firmado em 2009 pelo executivo de então, ainda liderado pela CDU. Para se ter a noção da grandeza do problema, a AgdA fatura todos os meses ao município cerca de 43 mil euros em água, quando, por sua vez, a câmara apenas fatura cerca de 23 mil euros aos consumidores do concelho. É fácil de perceber que se trata de uma situação insustentável, gerada por um acordo que é lesivo para o Município e sobre o qual o atual executivo não tem qualquer responsabilidade, mas tem que cumprir. A solução mais fácil seria o aumento das tarifas de fornecimento de água para o dobro do que se paga atualmente. Ainda assim, e porque nos é exigido pela entidade reguladora, devemos ter que efetuar uma atualização das tarifa da água. BI Nome: C  arlos Miguel Castanho Espada Teles Idade: 43 anos Função: V  ice-Presidente e Vereador da Câmara Municipal de Aljustrel Pelouros:  Administração Financeira, Recursos Humanos, Cultura e Turismo de ser o município com a maior dívida para com a AgdA. Aliás, nós, e os outros municípios que integram esta parceria, temos até agora conseguido que não seja cobrado também o saneamento de águas residuais. Quando a AgdA começar a cobrar estes valores a situação ir-se-á agravar ainda mais. E o que está a ser feito para resolver esta situação? Assinámos recentemente um plano de pagamento de cerca 732 mil euros com a AgdA que prevê a liquidação faseada da dívida, durante 5 anos. No entanto, importa frisar que estamos a ser fortemente pressionados por entidades regionais e até locais no sentido de aumentar o preço da água, com o argumento que existe um inaceitável défice entre o que somos obrigados a pagar à AgdA e a nossa real capacidade de cobrar aos consumidores. Não posso deixar de constatar que, ironicamente, aqueles que mais ferozmente nos criticam agora, são exatamente os mesmos que, em 2009, assinaram este acordo prejudicial para o Município de Aljustrel. 11.000.000 € EVOLUÇÃO DO ENDIVIDAMENTO 9.000.000 € 7.000.000 € -€ 2009 2010 2011 2012 2013 2014 Esta é uma situação exclusiva do Município de Aljustrel? Não, o problema da gestão da água acontece a nível nacional. Por exemEVOLUÇÃO DO ENDIVIDAMENTO plo, regionalmente, no que Ano Dívida concerne às Águas Públicas 2009 10.861.358 € do Alentejo, as dificuldades envolvem mais de uma 2014 8.911.603 € dezena de municípios, senREDUÇÃO - 1.949.755 € do que Aljustrel está longe Município

[close]

p. 4

04 Aljustrel | Boletim Municipal | abril 2015 Plano prevê novas áreas empresariais Desenvolvimento Novo PDM promove o desenvolvimento sustentável do Concelho Algumas das principais modificações apresentadas no plano, no que ao solo urbano dizem respeito, definem os indicadores urbanísticos, de acordo com o novo regime de edificabilidade, ajustam as áreas urbanas consolidadas (urbanizadas) e urbanizáveis, alteram os limites, as características e o número de Unidades Operativas de Planeamento e Gestão Territorial e criam os espaços de atividades económicas em todos os aglomerados urbanos. o passado dia 25 de fevereiro, foi apresentada ao público, no auditório da Biblioteca Municipal, a nova versão do Plano Diretor Municipal (PDM) do Concelho de Aljustrel. Esta sessão de esclarecimento destinou-se à população em geral. Iniciada em 2002, e publicada no passado dia 6 de fevereiro em Diário da República, a nova versão do PDM, já em vigor, é fruto do longo trabalho de caracterização e diagnóstico do concelho que teve em consideração um conjunto alargado de estudos setoriais, bem como a avaliação do anterior PDM e as orientações de outros instrumentos de gestão do território com incidências no território municipal. Mais do que um imperativo legal, este novo PDM constitui N também uma oportunidade de transformar um instrumento que antes era meramente operativo em igualmente estratégico, melhorando as opções territoriais do concelho, articulando-as com os paradigmas sociais, económicos e ambientais. O documento apresenta, pela primeira vez, a Avaliação Ambiental Estratégica. Este importante instrumento de apoio à tomada de decisão visa a promoção do desenvolvimento sustentável, e define os eventuais impactos no ambiente, resultantes da aplicação do plano, e as alternativas para os minorar. A estratégia contemplada na revisão do PDM encontra-se representada nas linhas de orientação estratégica, que correspondem aos sectores emergentes do município, e estão associadas a objetivos específicos, nomea- damente: - a diversificação da base económica e desenvolvimento do tecido empresarial local, com o desenvolvimento de ações de promoção das diversas atividades económicas, que abrangem as indústrias, as atividades tradicionais e o turismo; - o desenvolvimento e afirmação da agricultura de regadio e das agroindústrias, com a expansão de algumas áreas e promoção dos produtos provenientes destas atividades, e criação e promoção de uma marca específica da região; - o reequilíbrio e consolidação do sistema urbano e afirmação de Aljustrel na rede urbana regional, com intervenções ligadas à criação ou melhoria de determinadas redes viárias e dos equipamentos coletivos; - o desenvolvimento e valo- rização do espaço rural e adoção de um modelo de organização territorial ambientalmente sustentável, salvaguardando e valorizando os recursos naturais presentes, através da delimitação e regulamentação de espaços específicos, e valorização dos produtos provenientes das atividades agrícolas e florestais. Algumas das principais modificações apresentadas no plano, no que ao solo urbano dizem respeito, definem os indicadores urbanísticos, de acordo com o novo regime de edificabilidade; ajustam as áreas urbanas consolidadas (urbanizadas) e urbanizáveis; alteram os limites, as características e o número de Unidades Operativas de Planeamento e Gestão Territorial e criam os espaços de atividades económicas em todos os aglomerados urbanos. No que concerne ao solo rural, as alterações definem as áreas de atividade industrial, alteram as regras de construção, nomeadamente ao nível de habitação própria, da construção de empreendimentos turísticos e de núcleos de desenvolvimento turístico; definem a estrutura ecológica municipal e as novas regras para os espaços naturais; delimitam novas áreas de aproveitamento hidroagrícola definidas pelos blocos de rega existentes e previstos; ajustam as áreas da Reserva Ecológica (REN) e demarcam a nova Reserva Agrícola (RAN). Além disto, o plano contém ainda as cartas de património arqueológico e arquitetónico, as cartas de riscos naturais e tecnológicos e a proposta de classificação e delimitação das zonas sensíveis e mistas (ruído). Freguesia de Messejana Novas áreas de expansão urbana em Messejana: Espaços residenciais - 1,96 ha; Atividades económicas - 1,70 ha; Espaços verdes - 2,65 ha. Messejana Aldeia dos Elvas

[close]

p. 5

abril 2015 | Boletim Municipal | Aljustrel 05 Freguesia de Ervidel União das Freguesias de Aljustrel e Rio de Moinhos Ervidel Novas áreas de expansão urbana em Ervidel: Espaços residenciais - 3,51 ha; Atividades económicas - 5,13 ha; Espaços verdes - 0,73 ha. Aljustrel Freguesia de S. João de Negrilhos Soci-Roxo - 7,5 ha. S. João do Deserto Rio de Moinhos Montes Velhos Mancoca - 40 ha. Corte Vicente Anes Novas áreas de expansão urbana em Aljustrel: Espaços residenciais - 19,35 ha; Atividades económicas - 21,17 ha; Equipamentos - 6,38 ha; Espaços verdes - 23,04 ha. Novas áreas de expansão urbana em Rio de Moinhos: Espaços residenciais - 5,89 ha; Atividades económicas - 1,78 ha; Equipamentos - 0,61 ha. Jungeiros Carregueiro Novas áreas de expansão urbana em Montes Velhos: Espaços residenciais - 15,07 ha; Atividades económicas - 0,53 ha; Equipamentos - 2,20 ha; Espaços verdes - 0,34 ha. Novas áreas de expansão urbana em Jungeiros: Espaços residenciais - 1,12 ha; Atividades económicas - 0,61 ha; Novas áreas de expansão urbana em Corte Vicente Anes: Espaços residenciais - 0,16 ha; Novas áreas de expansão urbana em Carregueiro: Espaços residenciais - 1,77 ha; Atividades económicas - 1,73 ha. Desenvolvimento

[close]

p. 6

06 Aljustrel | Boletim Municipal | abril 2015 O IMI nunca havia reduzido desde a sua entrada em vigor Câmara reduziu o IMI para 0,325% Desde 2003, nunca houve alterações na taxa de IMI no concelho. Este esforço de redução do IMI em 0,075% é uma decisão importante e representa uma redução de receita anual da autarquia na ordem de mais de 130 mil euros, beneficiando diretamente as famílias. A Município Câmara de Aljustrel aprovou a redução da taxa de IMI – Imposto Municipal Sobre Imóveis para o próximo ano, que passará de 0,400% para 0,325%. Desde 2003 que não havia al- terações na taxa de IMI no concelho. Este esforço de redução do IMI em 0,075% é uma decisão importante e representa uma redução de receita anual da autarquia na ordem de mais de 130 mil euros, beneficiando diretamente as famílias num contexto socioecónomico nacional muito complexo, a que o concelho de Aljustrel naturalmente não está imune. O IMI incide sobre o valor patrimonial tributário dos prédios rústicos e urbanos situados no território português, constituindo receita dos municípios onde os mesmos se localizam. Substitui a Contribuição Autárquica e entrou em vigor a 1 de dezembro de 2003. O IMI é devido por quem for proprietário, usufrutuário ou su- perficiário de um prédio, em 31 de dezembro do ano a que o mesmo respeitar. No caso das heranças indivisas o IMI é devido pela herança indivisa representada pelo cabeça de casal. Degradação do troço Aljustrel/Castro Verde A Câmaras Municipais de Aljustrel e Castro Verde pedem reunião à Estradas de Portugal centenas de habitantes dos dois concelhos, seja para desenvolverem a sua atividade profissional, como é o caso concreto das centenas de trabalhadores da Somincor residentes em Aljustrel, seja para aceder a serviços médicos, nomeadamente às urgências do Centro de Saúde de Castro Verde, que serve também o Concelho de Aljustrel, seja por outras razões, tratando-se de dois concelhos com profundas e históricas relações socioprofissionais desenvolvidas diariamente. Parque Mineiro de Aljustrel em análise s Câmaras Municipais de Aljustrel e Castro Verde solicitaram o agendamento de uma reunião conjunta à Direção da Delegação Regional de Beja da Estradas de Portugal, tendo como ponto único da ordem de trabalhos a análise do avançado estado de degradação do troço da EN2 que liga Aljustrel a Castro Verde. Entendem ambos os municípios que as obras na EN2 devem ser realizadas com caráter de urgência, considerando que se trata de uma via onde circulam, diariamente, O Presidente da Turismo do Alentejo visitou Aljustrel com as valências turísticas previstas para o mesmo, tendo sido acompanhado pelo presidente da Câmara numa visita às obras de requalificação da Galeria de Algares, intervenção da responsabilidade da Empresa de Desenvolvimento Mineiro – EDM que rondam os 800 mil euros. Houve igualmente oportunidade para analisar a possibilidade de desenvolvimento de outros projetos turísticos no concelho, nomeadamente a criação de um parque de campismo na Barragem do Roxo. presidente da Turismo do Alentejo, Ceia da Silva, visitou Aljustrel no passado dia 10 de março. O dirigente máximo do turismo na região tomou contacto com o projeto Parque Mineiro de Aljustrel, mais concretamente

[close]

p. 7

abril 2015 | Boletim Municipal | Aljustrel 07 “Territórios atrativos” em debate Edição 2015 das Conferências de Aljustrel Este evento, promovido pela Câmara Municipal de Aljustrel com o apoio da ESDIME, mantém o lema de enquadramento – Cidadania, Inovação & Território. A edição de 2015 terá como tema central “Da construção de Territórios Atrativos nas Baixas Densidades”, tendo presente que a persistência das “sangrias demográficas” no País e, muito particularmente, nos territórios de baixa densidade, concentrados no “interior”, exige uma profunda reflexão. central “Da construção de Territórios Atrativos nas Baixas Densidades”, tendo presente que a persistência das “sangrias demográficas” no País e, muito particularmente, nos territórios de baixa densidade, concentrados no “interior”, exige uma profunda reflexão e perspetivação de estratégias e processos que contribuam para a fixação e atração de pessoas e empreendimentos na globalidade do território nacional. Apesar destas problemáticas, há muito reconhecidas como fundamentais e com experiências desenvolvidas em diferenciados territórios nas últimas décadas, persistem equívocos, ineficácias e claras dúvidas sobre intervenções que, de forma contínua, consigam, de facto, inverter a realidade. As Conferências de Aljustrel, participadas por conferencistas de reconhecidos méritos, no campo da ação e da reflexão, voltam a colocar estas matérias nas agendas públicas, políticas e mediáticas. A edição de 2015 vai decorrer num dia e vai ser composta por dois painéis: “A “Memória” nas Estratégias Territoriais Atrativas – Que Marketing Territorial?” e “Contributos da Diáspora - Migrantes Internacionais & Desenvolvimento Local”. A edição deste ano é organizada sobre a égide do recém-criado “Conselho Científico & Coopera- O debate sobre o futuro dos territórios regressa a Aljustrel em maio de 2015. Tal como assumido no rescaldo do êxito da edição de 2014, em 2015, as Conferências de Aljustrel têm lugar no próximo dia 15 de Maio. Este evento, promovido pela Câmara Municipal de Aljustrel com o apoio da ESDIME, mantém o lema de enquadramento – Cidadania, Inovação & Território. A edição deste ano terá como tema ção”, com funções de colaboração nas diversas fases da preparação e realização das conferências. A composição do conselho assenta em personalidades dos meios académico, científico, associativo e institucional que colaboraram na edição de 2014, tais como Ana Benavente, Ana Paula Figueira, Artur Rosa Pires, João Ferrão, Jorge Malheiros, Jorge Wemans, entre outros. Desenvolvimento económico Jornadas do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação Presidente da Câmara visita regadio N Novos investimentos agrícolas no Concelho de Aljustrel dente da Associação de Beneficiários do Roxo, António Parreira, e do seu diretor técnico, Carlos Marques, teve oportunidade de verificar no terreno o surgimento de novas culturas, como a papoila, os citrinos, a romã, que vem aumentar o potencial agrícola do concelho, que na conjugação do amendoal de regadio, com os produtos frescos, como o brócolo, colocam Aljustrel, como um dos concelhos do país com maior potencial agrícola, realizando um cada vez maior aproveitamento das novas áreas regadas derivadas do projeto de Alqueva, que conjugado com o perímetro de rega da Barragem do Roxo, tornarão regáveis mais de 20 mil hectares. No final da visita foram apresentados importantes investimentos candidatados pela Associação de Beneficiários do Roxo, de modernização e reforço dos órgãos de segurança da Barragem do Roxo, que a tornam mais segura e mais adaptada aos modernos procedimentos de eficiência na área da telegestão da água e da própria barragem, introduzindo fatores de tecnologia de ponta na área da gestão do perímetro de rega. o âmbito de uma visita à freguesia de S. João de Negrilhos realizada no dia 26 de fevereiro, o presidente da Câmara Municipal de Aljustrel teve contacto próximo com importantes investimentos agrícolas que estão a desenvolver-se no concelho. Foram analisadas, com particular interesse, as obras de reforço do canal condutor principal da Barragem do Roxo, tendo sido igualmente abordadas as questões da reposição das vias de trânsito no perímetro alvo desta intervenção. Ainda no âmbito desta visita, o autarca, acompanhado do presi- O Município de Aljustrel vai realizar, nos próximos meses de maio e junho, as Jornadas do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação. Esta iniciativa tem como objetivo partilhar experiências, apresentar casos de empreendedorismo e discutir os principais desafios que se colocam a quem pretende investir e desenvolver projetos inovadores no Concelho de Aljustrel. A inovação, a sustentabilidade, a atratividade, o empreendedorismo e o financiamento são os temas de um ciclo de cinco iniciativas que reunirão entidades oficiais, especialistas e empreendedores dos vários sectores de atividade. PROGRAMA 15 de maio - Conferências de Aljustrel 21 de maio - Promoção do concelho e fixação de investidores externos 28 de maio - Projetos locais e novos empreendedores 4 de junho - Projetos de desenvolvimento industrial, mineiro e turístico 12 de junho - 5º Encontro Regadio e Sustentabilidade - Feira do Campo Alentejano Desenvolvimento

[close]

p. 8

08 Aljustrel | Boletim Municipal | abril 2015 Obras Infraestruturas estão agora na propriedade do município e ao serviço do povo Obras do Jardim 25 de Abril e Parque Desportivo estão em fase de conclusão O município, para levar a efeito esta intervenção no valor de 1 milhão 106 mil euros, financiada pelo InAlentejo, adquiriu o imóvel à Santa Casa da Misericórdia de Aljustrel, despendendo para o efeito de 420 mil euros. E stá praticamente concluída a requalificação do Jardim Público 25 de Abril e Parque Desportivo de Aljustrel. Estas obras incluem a remodelação total do Parque Desportivo e dos courts de ténis, bem como do Jardim Público, alargando-se este espaço a um conjunto de equipamentos desportivos e parques infantis enquadrados por um amplo espaço verde, devolvendo dignidade, beleza e conforto a um dos locais mais emblemáticos da vila de Aljustrel e do Concelho. Recorde-se que este espaço público foi ocupado pelo povo do nosso concelho imediatamente após 25 de Abril de 1974, num dos acontecimentos mais simbólicos para a população. Desde essa data, foi convicção generalizada da população que este imóvel se teria mantido na posse da Câmara Municipal, ou seja, na posse do povo de Aljustrel - o que não se veio a verificar. Assim, o município, para levar a efeito esta intervenção no valor de 1 milhão 106 mil euros, financiada pelo InAlentejo, adquiriu o imóvel à Santa Casa da Misericórdia de Aljustrel, despendendo para o efeito de 420 mil euros. A mesma situação se verificou com o Parque Desportivo, nunca registado em nome do Município, sendo adquirido à empresa Almina por permuta com o edifício Montepio, propriedade da autarquia e situado na avenida 25 de Abril, num negócio avaliado em 29 mil euros, que viabilizou o projeto de remodelação do espaço e o respetivo financiamento por parte do InAlentejo. Jardim Público e Parque desportivo são agora propriedade do município, estão pagos, remodelados e ao serviço do povo do Concelho de Aljustrel. Administração direta Uma Câmara com rostos Aplicação de herbicida nos Paços do Concelho Pinturas - Bairro S. João Reparação de cascão na Rua 6 Novembro Arranjos exteriores no Cemitério Municipal Montagem de plataforma no Cine Oriental Construção de rampa na Rua de Santa Bárbara Melhorias habitacionais em Aljustrel Construção de passeios em betão Bairro Vale D’Oca Manutenção de ciclovia na Rua de Beja

[close]

p. 9

abril 2015 | Boletim Municipal | Aljustrel 09 Obra arrancará em breve CEGMA deverá estar concluído em 2015 O CEGMA representa uma forte mais-valia para a região do Alentejo e, em particular, para o Concelho de Aljustrel, no que se refere ao apoio e fomento de projetos de investigação na área das geociências, com impacto efetivo ao nível da atividade extrativa de minérios metálicos e não metálicos, ordenamento do território e estudos de risco geológico e ambiental. O CEGMA — Centro de Estudos Geológicos e Mineiros do Alentejo já foi consignado ao empreiteiro responsável pela obra, que deverá estar concluída em 2015. O projeto que implicará a demolição da antiga lavaria piloto, tem um valor aproximado de 900 mil euros. O CEGMA, que ficará instala- do na antiga lavaria piloto (demolida para o efeito), em Aljustrel, permite apoiar de modo efetivo a indústria extrativa, quer na sua vertente mineira (minas de Neves Corvo e de Aljustrel, pedreiras em exploração), quer na sua vertente de prospeção, facilitando a atividade de investigação e de pesquisa de georrecursos. Além de necessário, pois permite ao LNEG proteger mais de 200 km de sondagens em arquivo, no valor estimado de mais de 30 milhões de euros, o CEGMA representa uma forte mais-valia para a região do Alentejo e, em particular, para o Concelho de Aljustrel, no que se refere ao apoio e fomento de projetos de investigação na área das geociências, com impacto efetivo ao nível da atividade extrativa de minérios metálicos e não metálicos, ordenamento do território e estudos de risco geológico e ambiental. A atividade do CEGMA facilitará a captação de novos investimentos em prospeção, na sua maioria de capital estrangeiro, ao disponibilizar de modo rápido e eficiente a informação geocienti- fica de base, necessária ao correto planeamento e desenvolvimento dos projetos de pesquisa. CEGMA Requalificação Pavilhão do gado, picadeiro e zona envolvente com obras concluídas A s obras de requalificação do pavilhão do gado, zona envolvente e picadeiro situados no Parque de Exposições e Feiras de Aljustrel já estão finalizadas. Com a conclusão destes trabalhos, os aficionados dos desportos equestres vão, doravante, poder dispor de um espaço melhorado e mais adequado às atividades que ali decorrem ao longo do ano, bem como às que serão apresentadas durante a próxima edição da Feira do Campo Alentejano. As obras, financiadas pelo FEADER em 68 mil 525 euros consistiram na dotação de uma bancada amovível que permitirá ao público assistir aos eventos que ocorram dentro do pavilhão do ga- do onde já existia um picadeiro. A referida bancada, composta de madeira e com estrutura metálica, tem um comprimento de 15,70 m e três níveis. Neste espaço, foi também implantado um gabinete de apoio em madeira tratada. No lado poente do picadeiro de treino, existente no exterior, foi construída uma bancada em ma- deira tratada, com três níveis, permitindo assim ao público assistir, mais comodamente, aos eventos que aí se realizem. Além disso, e como medida de higiene, na entrada do recinto foi implantado um pedilúvio em betão, raso o suficiente, para que os animais molhem apenas os cascos, evitando assim transportarem para dentro das ins- talações germes que provoquem infeções nos restantes animais. Foram ainda construídos um quiosque de apoio ao espaço e 5 boxes para receber cavalos. Por fim, foi colocada, junto à entrada do recinto, uma portaria para melhor controlo das instalações. Obras

[close]

p. 10

10 Aljustrel | Boletim Municipal | abril 2015 S. João de Negrilhos Feira de Abril de novo em grande! A Freguesia de S. João de Negrilhos, ciente do meio fortemente agrícola em que se encontra inserida, desenvolveu desde o último ano algumas ações que tendem a reformular este certame, investindo na área pecuária e dos produtos endógenos, ações estas que tendem a criar uma forte e diversificada oferta ao nível da transação de produtos locais, assente na produção própria de pequena e média escala. D ecorreu nos passados dias 11 e 12, a Feira de Abril em S. João de Negrilhos. Trata-se de uma feira franca, cujas origens nos remetem para uma vivência dos finais do século XIX, onde a agricultura e a for- Freguesias te tradição no pastoreio traziam nos meados de abril, bastantes forasteiros áquela freguesia. A Freguesia de S. João de Negrilhos, ciente do meio fortemente agrícola em que se encontra inserida, desenvolveu desde o último ano algumas ações que tendem a reformular este certame, investindo na área pecuária e dos produtos endógenos, ações estas que tendem a criar uma forte e diversificada oferta ao nível da transação de produtos locais, assente na produção própria de pequena e média escala. Esta edição recebeu largas centenas de visitantes, que encheram por completo os diversos espaços, num vasto programa de animação que teve como objetivo alargar a oferta cultural, reafirmando a data da Feira de Abril, como o momento forte de encontro na freguesia. União das Freguesias de Aljustrel e Rio de Moinhos Messejana Abrigo de passageiros em Vale D’Oca N o seguimento de várias solicitações de residente em Vale D’Oca, a Junta de Freguesia levou a efeito a construção de um abrigo de passageiros. Projetado e construído à semelhança de outros que existem na freguesia, esta estrutura oferece proteção aos utilizadores, sobretudo às crianças e jovens residentes no Bairro, que aí se abrigam enquanto aguardam a chegada dos transportes públicos regulares e escolares. Homenagem aos combatentes Ervidel 1º de Maio regressa a Ervidel A Barragem do Roxo será palco, no dia 1 de maio, para as comemorações do Dia Internacional do Trabalhador, numa iniciativa organizada pela CGTP e pela Junta de Freguesia de Ervidel, com o apoio do Município de Aljustrel. O 1º de Maio teve origem na primeira manifestação de 500 mil trabalhadores nas ruas de Chicago, em 1886. Em Portugal, os trabalhadores assinalaram o 1º de Maio logo em 1890, o primeiro ano da sua realização internacional. N o dia 11 de abril, o Núcleo de Beja da Liga dos Combatentes realizou, em colaboração com o Regimento de Infantaria Nº 3, e com o apoio da Junta de Freguesia de Messejana, uma romagem ao Cemitério de Messejana, com a finalidade de prestar homenagem a todos os combatentes ali sepultados. Esta ação contou com a presença das entidades civis e militares mais representativas do Concelho de Aljustrel. A concentração aconteceu, pelas 11h30, junto às instalações da Junta de Freguesia de Messejana, seguindo-se em romagem ao cemitério onde aguardava uma força militar para prestar as respetivas honras.

[close]

p. 11

abril 2015 | Boletim Municipal | Aljustrel 11 Ana Moura e Badoxa são cabeças de cartaz Nestes três dias, será apresentado um vasto programa musical, cultural e desportivo. Os artistas convidados para animar as noites nesta XV edição da Feira do Campo Alentejano são a fadista Ana Moura, os cantores Badoxa e Rúben Baião, o grupo de rumbas e sevilhanas Pringá e o Projecto Cid. Ao longo da feira, haverá ainda atuações de grupos de música popular e mais moderna, que contará entre outros, com a participação dos grupos corais e musicais do concelho. J á estão agendadas as datas para a realização da Feira do Campo em Aljustrel. Este certame agroindustrial considerado como um dos maiores a sul do país irá realizar-se nos dias 12, 13 e 14 de junho, no Parque de Exposições e Feiras de Aljustrel. Este espaço de exposição do mundo rural, com os seus produtos locais e de artesanato é um evento promovido anualmente pelo Município de Aljustrel, com o objetivo de dar a conhecer aos investidores as mais-valias do concelho e mostrar a dinâmica empresarial e as condições excecionais que Aljustrel tem para oferecer às novas empresas que aqui queiram instalar-se. A par da forte ligação de Aljustrel à atividade mineira, também o setor agrícola se encontra em franca expansão. Tanto mais que a ampliação da rede secundária de Alqueva, ao alargar o perímetro de regadio de 5 mil para cerca de 20 mil hectares, favorece o aparecimento de novas alternativas para o agronegócio no concelho de Aljustrel. Mas a Feira do Campo é também divertimento. Nestes três dias, será apresentado um vasto programa musical, cultural e desportivo. Os artistas convidados para animar as noites nesta XV edição da Feira do Campo Alentejano são a fadista Ana Moura, os cantores Badoxa e Rúben Baião, o grupo de rumbas e sevilhanas Pringá e o Projecto Cid. Ao longo da feira, haverá ainda atuações de grupos de música popular e mais moderna, que contará entre outros, com a participação dos grupos corais e musicais do concelho. Além disso, espetáculos do mundo taurino e equestre, mostra de gado, artesanato, produtos regionais, tasquinhas com deliciosos petiscos, workshops de cozinha à base de pão e colóquio sobre novas oportunidades de negócio no mundo agrícola, são outros atrativos que irão agradar aos visitantes. Nós existimos, nós exigimos! N Aljustrel associou-se à concentração para reclamar obras do IP8 e do IP2 BAL e entidades da região apelaram à participação dos cidadãos em defesa da retoma e conclusão das obras destas estradas consideradas fundamentais para o desenvolvimento regional. Estas vias, no estado crescentemente degradado em que se encontram, constituem um verdadeiro perigo para a segurança rodoviária, podendo ser um dos fatores para o elevado número de acidentes registados nos últimos meses, alguns deles infelizmente mortais. A Câmara de Aljustrel lamenta o abandono e degradação acentuada das estradas regionais e nacionais na região, em particular no Concelho de Aljustrel, com o caso singular da Ponte do Roxo que se encontra com sinalização de obras e circulação condicionada há mais de 10 anos, situação agravada pela ausência no atual quadro comunitário de apoios de programas para a requalificação da Rede de Estradas Municipais. Com vista à participação da população nesta iniciativa, a Câmara Municipal disponibilizou transporte a partir dos diversos locais do concelho. Na Diocese de Beja, os primeiros registos paroquiais de que existe prova documental datam de 1554 e pertencem à paróquia de Alvito, enquanto os de Aljustrel só aparecem em 1602, em Messejana. Alguns documentos sobre o “Registo civil dos não-católicos pela Administração do Concelho de Aljustrel”, os “Enjeitados e os expostos – registo e criação” podiam igualmente ser consultados, No local, ao público curioso em saber a sua origem, foi-lhe explicado como iniciar do Alentejo e Ourique, bem como representantes de vários setores de atividades compõem esta parceria, cujas linhas estruturantes visam a valorização dos ativos do território, a promoção de uma cultura empreendedora e a promoção da qualidade de vida da população. Este acordo, que pode vir a ultrapassar as 80 entidades, vem dar continuidade às parcerias já consa genealogia das suas famílias, bem como conhecer as raízes familiares e estudar a sua ascendência. o dia 30 de janeiro, teve lugar, na zona de estacionamento do parque da cidade de Beja, uma forte concentração de populares para reclamar a conclusão das acessibilidades rodoviárias da região, nomeadamente as obras do IP8 e do IP2. A Câmara Municipal de Aljustrel em conjunto com a CIM- 1602 a 1911 V Séculos de Registo Civil em exposição O Museu Municipal de Aljustrel inaugurou, no dia 30 de janeiro, a exposição “Aljustrel, Identidade & Memória – V Séculos do Registo Civil em Aljustrel”. Esta mostra, da responsabilidade da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas – Arquivo Distrital de Beja foi uma das iniciativas levadas a cabo para assinalar os “V séculos do Registo individual do Distrito de Beja”. Nesta exposição, que esteve dividida em cinco núcleos, foram mostrados os primórdios do registo civil, desde as suas origens à criação do registo civil em Portugal, em 1911. Foram igualmente divulgados documentos que contam a história da evolução do registo paroquial até ao registo civil, mas também o desenvolvimento demográfico, a complexidade socioeconómica da época e diversas informações sobre nomeadamente a esperança de vida, as doenças, a miséria, etc. Desenvolvimento Entidades regionais formalizam parceria local tituídas no âmbito da gestão dos programas comunitários Leader II e Leader+ e do Eixo Leader do Proder. A Esdime – Agência para o Desenvolvimento Local do Alentejo Sudoeste, promoveu no dia 22 de janeiro, uma reunião para formalização da parceria do Grupo de Ação Local (GAL) Al Sud Esdime. A reunião, que teve lugar no auditório da Biblioteca de Aljustrel, decorreu no âmbito da Estratégia de Desenvolvimento Local (EDL) Alentejo Sudoeste 2020, tendo em conta o novo pacote de fundos comunitários para o período 2014-2020. Mais de 60 entidades e organizações dos concelhos de Aljustrel, Almodôvar, Castro Verde, Ferreira Município Feira do Campo Alentejano de 12 a 14 de junho

[close]

p. 12

12 Aljustrel | Boletim Municipal | abril 2015 Fragmento de um cadinho cerâmico de fundição com 5 mil anos A prova descoberta resume-se a um fragmento de um cadinho cerâmico de fundição cujas análises metalográficas efetuadas comprovam que era utilizado na fundição de cobre, o que faz com que a exploração mineira em Aljustrel recue três mil anos na fronteira cronológica que era considerada até 2011, ou seja o século I da nossa Era. cm Novas evidências científicas Aljustrel é a mina mais antiga do mundo em atividade - 5 mil anos de mineração Através das investigações arqueológicas, levadas a cabo pela Câmara Municipal em parceria com a Universidade de Huelva, foi possível em 2011 detetar, num nível arqueológico selado, para além de qualquer dúvida, a prova de que a comunidade, que há 5 mil anos habitava no local que hoje é Aljustrel, se dedicava à exploração e metalurgia do cobre, minério que muito provavelmente era recolhido nas camadas superficiais dos “Chapéus de Ferro” de Algares e de S. João. Este facto, só por si, transforma a Mina de Aljustrel na mais antiga mina do Mundo ainda em atividade.

[close]

p. 13

abril 2015 | Boletim Municipal | Aljustrel 13 IDADE DO COBRE OU CALCOLÍTICO É um dos períodos da proto-história, situado cronologicamente entre o Neolítico e a Idade do Bronze. O bronze é uma liga metálica que compreende o cobre e o estanho. Antes de se usar o bronze, usou-se o cobre. A esta época de utilização do cobre, chamou-se calcolítico (aproximadamente 3000 a 2500 A.C.). VIP1 VIP2 A s minas da Faixa Piritosa Ibérica, uma das principais regiões mineiras europeias e considerada uma província metalogénica de sulfuretos maciços polimetálicos de dimensão mundial, são conhecidas pela exploração intensiva do minério de cobre existente na composição das pirites complexas que constituem as suas grandes massas minerais. A Faixa Piritosa Ibérica ocupa geograficamente uma região do sudoeste ibérico com cerca de 300 km de exten- são e 30 a 60 km de largura, que se estende desde Sevilha em Espanha até Marateca (Setúbal), próximo da costa atlântica portuguesa. Até há pouco tempo considerava-se que essa exploração teria tido início no período de ocupação romana, mais precisamente no século I da nossa era, há cerca de dois mil anos atrás, ainda que em algumas minas da região Andaluza essa data possa recuar mais duzentos ou trezentos anos. Essa exploração está extraordinariamente bem docu- mentada não apenas pelos inúmeros vestígios de atividade mineira recolhidos na área de Algares, mas também pela existência de inúmeros poços e galerias de mina ainda existentes, pelos nove milhões de toneladas de escória que deixaram no terreno e, principalmente, pela descoberta em 1876 e 1906 das célebres Tábuas de Bronze de Aljustrel, mundialmente famosas e também únicas, que têm sido estudadas e interpretadas por investigadores de todo o mundo. Tudo isto aponta para que a mina de Aljustrel fosse uma das principais minas de cobre do Império Romano. No caso de Aljustrel, os trabalhos arqueológicos realizados na década de sessenta do século passado na área da mina levaram à descoberta no Cerro de Algares de um fragmento cerâmico, apenas um, do período Calcolítico (ou Idade do Cobre) ou seja, com cerca de cinco mil anos de existência, o que levou os arqueólogos a pensar que nesse local teria existido um povoado desse período da História da Humanidade. No entanto, as investigações sistemáticas levadas a cabo no Cerro do Castelo desde 1989, vieram demonstrar que a localização da povoação não era em Algares mas na Nossa Senhora do Castelo, onde têm sido recolhidos inúmeros objetos desse período. Contudo, a simples existência de um povoado não prova que os seus habitantes se dedicassem à atividade mineira. A implantação da povoação nesse local poderia ter apenas a ver com as suas excelentes condições naturais de defesa, que lhe permitia controlar uma extensíssima área de terras de cultivo em seu redor. Com a continuidade das investigações arqueológicas, levadas a cabo pela Câmara Municipal em parceria com a Universidade de Huelva, foi possível em 2011 detetar, num nível arqueológico selado, para além de qualquer dúvida, a prova de que essa comunidade, que habitava no local que hoje é Aljustrel, se dedicava à exploração e metalurgia do cobre, minério que muito provavelmente era recolhido nas camadas superficiais dos “Chapéus de Ferro” de Algares e de S. João. Este facto, só por si, transforma a Mina de Aljustrel na mais antiga mina do Mundo ainda em atividade. A prova descoberta resume-se a um fragmento de um cadinho cerâmico de fundição cujas análises metalográficas efetuadas comprovam que era utilizado na fundição de cobre, o que faz com que a exploração mineira em Aljustrel recue três mil anos na fronteira cronológica que era considerada até 2011, ou seja o século I da nossa Era. Em 1876 e em 1906 foram encontradas na zona de Algares duas placas de bronze que ficaram conhecidas como “Tábuas de Bronze de Aljustrel” onde estão gravadas as Leis que regiam tanto a exploração mineira como a vida quotidiana nos povoados e minas dos coutos mineiros onde se explorava prata e cobre. Estas placas são extremamente importantes porque contêm, ainda que de forma incompleta, a mais antiga e única legislação mineira conhecida até hoje em todo o mundo. E foi justamente a importância dessas leis que, desde a data da sua descoberta até aos dias de hoje, inúmeros investigadores nacionais e internacionais se tenham debruçado sobre o seu estudo, sendo hoje uma referência incontornável nas publicações que versam sobre assuntos relacionados com a economia do mundo romano em geral e da mineração romana em particular.Uma destas placas, a mais antiga, encontra-se atualmente no Museu da Direção Geral de Energia e Geologia (exposta em permanência) e a outra no Museu Nacional de Arqueologia (guardada nas Reservas), ambos em Lisboa, possuindo o Museu Municipal de Aljustrel apenas uma réplica de cada uma das Tábuas.Estudos efetuados sobre a composição das Tábuas, mostraram que elas não são de bronze, mas de cobre, embora seja um cobre impuro, porque incorpora diversos outros minerais existentes nas pirites complexas que se exploram em Aljustrel. Património

[close]

p. 14

14 Aljustrel | Boletim Municipal | abril 2015 25 de Abril Aljustrel festeja 41 anos de Liberdade O ponto alto destes festejos terá lugar, na noite de 24 para 25 de abril, com um grande espetáculo na Praça da Resistência, que além dos momentos musicais contará ainda com o tradicional fogo-de-artifício. A s comemorações do 25 de Abril em Aljustrel tiveram início no dia 1 de abril e prolongar-se-ão até ao início do Município mês de maio. Atividades e iniciativas culturais e desportivas, sessões solenes e evocativas da data vão ser promovidas um pouco por todo o concelho para relembrar a passagem de um dos períodos mais negros da história de Portugal para um regime de liberdades e direitos fundamentais. O ponto alto destes festejos terá lugar, na noite de 24 para 25 de abril, com um grande espetáculo na Praça da Resistência, que além dos momentos musicais contará ainda com o tradicional fogo-de-artifício. Dia Internacional da Mulher Distribuição de postais, flores e apresentação de livro N Vereadora e presidente da União das Freguesias de Aljustrel e Rio de Moinhos Assembleia Municipal Evocativa do 25 de Abril No programa da sessão, para além dos discursos, está prevista a atuação da Escola de Música da Sociedade Musical de Instrução e Recreio Aljustrelense, que abrilhantará o hastear da bandeira. o dia 25 de abril, pelas 11 horas, nas Oficinas de Formação e Animação Cultural de Aljustrel, irá realizar-se a Sessão Solene Evocativa do 25 de Abril. Encerrada a Assembleia, segue-se a habitual homenagem aos combatentes de guerra, com a deposição de flores junto ao monumento ao ex-combatente e a inauguração da Casa do Combatente de Guerra, seguida de almoço convívio. P ara assinalar o Dia Internacional da Mulher, a Câmara Municipal de Aljustrel presenteou as mulheres do concelho com uma flor e um poema alusivo à gente feminina. A iniciativa realizou-se, no dia 8 de março, pelas 10 horas, no largo do Mercado Municipal. Este ano, coube ao desenhador messejanense, Luciano da Conceição, ilustrar a frente do postal com uma figura feminina. No verso do postal constou o poema “Retrato” de Cecília Meireles. Também integrado nestas comemorações, foi apresentado, no dia 7 de março, pelas 16 horas, no auditório da Biblioteca Municipal de Aljustrel, o último livro de Ana Paula Figueira, “Na Luz Branca de Lisboa”, cujo texto é complementado com fotografias de pinturas a óleo da pintora, Isabel Lobinho. Em todas as freguesias do concelho foram igualmente realizadas atividades com vista a celebrar a mulher. Presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal Veteranos de guerra

[close]

p. 15

Casa Social do Concelho de Aljustrel está concluída A terceira e última fase da edificação da “Casa Social” do Concelho de Aljustrel ficou concluída, no dia 30 de janeiro, com a abertura oficial da Extensão do Centro Humanitário da Cruz Vermelha de Beja e da sede da APE - Associação de Pessoas Especiais. Aljustrel, Concelho Solidário O “I Jornadas do Envelhecimento + Ativo” de Aljustrel Segue-se, no dia 27 de maio, a apresentação do livro “Manual do Envelhecimento Ativo” pelos seus autores, Professores Doutores Constança Paul e Óscar Ribeiro, pelas 14h30, no auditório da Biblioteca Municipal. As Jornadas prolongam-se até ao dia 1 de outubro (Dia Internacional da Pessoa Idosa). Com esta iniciativa pretende-se criar momentos de discussão e aprendizagem, para as novas realidades exigidas a uma sociedade que está a envelhecer. Porque a promoção do envelhecimento ativo deve constituir nos dias de hoje uma estratégia prioritária, compete a todos procurar respostas sociais mais adaptadas e criteriosas. Para além das comunicações científicas já confirmadas, haverá lugar a atuações (dança, ginástica, musica, teatro); oficinas temáticas e de prevenção; exposições e venda de produtos e serviços; demonstração de ginástica geriátrica, ioga e pilatos, em resumo, um programa que se pretende vivo, dinâmico, inovador, multidisciplinar e interativo. Profissionais da área, estudantes, seniores, familiares e todos os interessados num envelhecimento mais ativo são convidados a participar. Município de Aljustrel vai levar a efeito as I Jornadas sobre Envelhecimento + Ativo, que terão o seu início no dia 22 de maio de 2015, pelas 16h00, no Auditório da Biblioteca Municipal, com uma palestra proferida pela Professora Doutora Paula Guimarães, sobre os “Maus Tratos Contra Idosos”. Universidade Sénior Ação Social N Coros de Almeirim e Aljustrel encontram-se em Aljustrel cos de Aljustrel, os coros atuaram, pelas 16 horas, no Cine Oriental, num espetáculo aberto ao público em geral. o dia 10 de janeiro, realizou-se o 2º Encontro de Coros da Universidade Sénior de Aljustrel. Este evento contou com a participação dos Coros das Universidades Sénior de Aljustrel e Almeirim, abrangendo um total de cerca de 90 alunos destas duas localidades do país. Após uma visita guiada dos participantes aos pontos turísti- A CMA atribuiu 23 bolsas de estudo a estudantes universitários socioeconómica, têm dificuldades em prosseguir os estudos nos estabelecimentos de ensino superior. É intuito da Câmara ajudar os jovens a frequentarem cursos superiores no sentido de poderem melhorar o tecido académico do concelho de Aljustrel, contribuindo, assim, para um maior e mais equilibrado desenvolvimento social, económico e cultural. Câmara Municipal de Aljustrel deliberou, em reunião realizada no dia 4 de fevereiro, atribuir bolsas de estudo, num valor total de 16 mil e 800 euros, a 23 alunos que estão a frequentar o ensino superior neste ano letivo 2014/2015. O apoio concedido pela Câmara Municipal destina-se aos alunos que, em virtude da sua situação Social Câmara disponibiliza espaço para a nova delegação da Cruz Vermelha e da APE e homenageia o Dr. Covas Lima A abril 2015 | Boletim Municipal | Aljustrel 15 criação desta “Casa Social” resulta do protocolo estabelecido, em março deste ano, entre estas duas entidades e a Câmara Municipal de Aljustrel, que se prontificou a realizar uma candidatura ao PRODER – Programa de Desenvolvimento Rural, Medida 3.2., promovido pelo GAL AL/SUD Esdime, visando a edificação da designada infraestrutura. As obras tiveram um custo total de cerca de 67 mil e 200 euros, sendo comparticipadas em aproximadamente 47 mil e 500 euros pelo FEADER, e o remanescente pelo Município de Aljustrel, entidade promotora. Recorde-se que esta infraestrutura já integra numa das suas alas o Julgado de Paz e noutra a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, pelo que esta última etapa do projeto devolve utilização plena a um edifício cheio de história e simbolismo, que durante muitos anos funcionou como Dispensário da Mina, onde eram acolhidos os mineiros em situação de doença, em particular os que sofriam de doenças pulmonares como a silicose. Por este motivo, o Município de Aljustrel, a propósito desta cerimónia, prestou igualmente reconhecimento público ao Dr. Covas Lima, pela sua dedicação e trabalho no combate à doença dos mineiros de Aljustrel, a silicose. António Fernando Covas Lima nasceu em 1907 e faleceu em 1970. Licenciou-se em Medicina, destacou-se como médico radiologista, sócio fundador da Sociedade de Medicina no Trabalho e da Sociedade de Radiologia e Medicina Nuclear, bem como diretor do dispensário do Instituto de Assistência Nacional aos Tuberculosos. As obras da Casa Social, levadas a cabo pela autarquia, e que se destinaram a alterar o rés do chão do edifício situado na antiga Extensão do Centro de Saúde, consistiram na remodelação de algumas salas e das instalações sanitárias, na construção de uma sala de tratamentos e de uma rampa de acesso, bem como da construção de novas redes de águas, esgotos, elétrica e instalação de infraestruturas de telecomunicações e sistema de ar condicionado. Os trabalhos, que foram iniciados no mês de outubro de 2013, vêm dar por terminado a alteração de todo este edifício, que também após obras de remodelação, realizadas anteriormente, alberga no piso superior, o Julgado de Paz do Concelho de Aljustrel e a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ). Com a instalação da Delegação da Cruz Vermelha de Beja e da Associação de Pessoas Especiais (APE), que careciam de espaço físico, esta “Casa Social” está agora em condições de disponibilizar serviços sociais, indo ao encontro da população que aqui poderá encontrar uma resposta às suas necessidades para uma melhor integração social.

[close]

Comments

no comments yet