INFORMATIVO PET Fisioterapia

 
no ad

Embed or link this publication

Description

11ª EDIÇÃO

Popular Pages


p. 1

Informa PET Fisioterapia - 02 de Abril de 2015 11ª edição ACENDA ESSA IDEIA!

[close]

p. 2

Informa PET Fisioterapia Página 2 Bem Vindos à Unipampa! No dia 12 de março de 2015, iniciou-se o primeiro semestre do ano letivo na Universidade Federal do Pampa. Nesta Edição: Notícia Especial Autismo Dicas PET Colunista 1 Entrevista Entrevista Colunista 2 Cantinho da Saúde Colunista 3 Egresso 1 Egresso 2 Contatos 2 3 à 11 12 13 14 15 19 20 21 22 23 24 Visando a integração dos novos alunos à comunidade acadêmica, a Unipampa está organizando em cada um dos campus atividades de acolhimento aos novos estudantes desta universidade. Tais ações foram pensadas e programadas a partir de orientações divulgadas pela Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) através da “Carta Aberta aos Estudantes da Unipampa”. Todos os campi da Universidade realizarão ao longo das primeiras semanas de aula atividades de acolhimento e integração. A “Prograd recomendou o desenvolvimento de ações de caráter solidário, integrador, construtivo, o respeito à pessoa, ao coletivo, à cidadania, o valor do espaço acadêmico para a formação e aperfeiçoamento das pessoas e das relações sociais e o cuidado com as dependências da universidade.” Em Uruguaiana realizou-se no dia 12 a apresentação dos cursos por suas respectivas coordenações e todas as turmas fizeram uma visita ao campus para conhecer sua estrutura física, os servidores e também a função dos diferentes setores entre eles o Nude, a secretaria acadêmica, o secretariado dos cursos e a biblioteca. No dia 20 de março houve uma aula Magna, ministrada pelo professor Adroaldo Cezar Araujo Gaya, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, cujo tema foi: "O produtivismo acadêmico e a produção de conhecimento". Karine C.

[close]

p. 3

Informa PET Fisioterapia Página 3 02 de Abril Dia Mundial de Conscientização do Autismo

[close]

p. 4

Informa PET Fisioterapia Página 4 CONSCIENTIZAÇÃO - Ver, ler, escutar e aprender. A conscientização sobre o autismo implica obrigatoriamente em ver, escutar e ler o que as pessoas que tem autismo dizem. Veja o que eles tem a dizer: “O autismo é parte de mim, mas não me define.” Tample Grandin “Acho que autistas nasceram fora do conceito de civilização. Claro que isso é só uma teoria que inventei, mas acho que há uma profunda crise, resultado de todas as matanças que existem no mundo e da devastação egoísta a que a humanidade submeteu o planeta. E, de alguma forma, o autismo surgiu dai. Mesmo que sejamos fisicamente parecidos com os outros, somos na verdade diferentes de muitas maneiras. Como se fôssemos viajantes que vieram de um passado muito, muito distante. E, se a nossa presença servir para ajudar as outras pessoas lembrar o que é mesmo importante para a terra, isso nos dará satisfação interior.” Naoki Higashida “O homem nasceu para criar algo único e bonito para si e para os outros. Somos todos artistas de nossa existência. Andrea Antonello

[close]

p. 5

Informa PET Fisioterapia Página 5

[close]

p. 6

Informa PET Fisioterapia Página 6 Entrevista com andrea—lagarta vira pupa Andréa é casada e mora em Estocolmo. Tem um filho lindo, o Theo,. Theo é grandão, esperto, inteligente, carinhoso, beijoqueiro…e autista. Pensando na difícil fase pós diagnóstico, decidiu fazer o blog „Lagarta vira Pupa‟ para dar suporte, construir pontes, derrubar mitos, e mostrar todos os ricos aprendizados dessa caminhada cheia desafios, vitórias, e muito, muito amor. Que grandes mudanças o Theo provocou na vida da família? Theo foi um filho muito querido, muito desejado, muito esperado. É o primeiro neto dos dois lados da família. Foi uma gravidez muito celebrada. Minha família mora em BH e meus pais passaram a ir em SP com mais frequência pra ver o neto. Os fins de semana na casa dos meus sogros, em SP, giravam em torno do Theo. O baque com o diagnóstico de autismo foi grande, claro. Ninguém esperava que isso fosse acontecer. Mas o apoio e o amor da família inteira foram incondicionais e muito importantes em todo o processo. “(...)a mudança mais significativa foi, sem dúvida, no sentido da vida.” Você acha que as mudanças que ele provocou foram maiores na rotina, nos sonhos ou no sentido da vida? Tudo muda. A rotina se alterou por causa do ritmo acelerado de terapias. Os sonhos, alguns foram encostados e outros, inevitavelmente, foram abandonados. Mas a mudança mais significativa foi, sem dúvida, no sentido da vida. Existe um aplicativo muito interessante do smartphone chamado "Timehop". Ele te permite ver posts que você fez nas redes sociais há 4, 5 anos atrás. E, quando eu leio os meus posts, vejo que era uma pessoa bem diferente do que sou hoje. Acredito que o amadurecimento com a idade é natural. Mas, mais do que isso, meus conceitos mudaram. Meu foco de vida mudou. A importância e o peso que eu dava para certas coisas se inverteu completamente. A noção de que é possível ser feliz em circunstâncias adversas - e de que isso depende totalmente de nós mesmos - ficou muito mais real e palpável. Já imaginou sua vida sem o “Lagarta Vira Pupa” e sem as pessoas que você só conheceu por causa do Theo? Nunca tentei...

[close]

p. 7

Informa PET Fisioterapia Qual o resultado deste exercício de imaginação? Página 7 Não tenho noção de como seria. Conheci grandes amigas pelo blog e por causa do Theo. Pessoas maravilhosas, que me acrescentam absurdamente, com quem posso contar. Parceiras para a vida. Só quem calçou os seus sapatos pode te entender de verdade, e isso torna essas amizades ainda mais profundas e especiais. Se hoje você tivesse que construir o “Curriculum Vitae” do Theo quais seriam as principais informações? Uma criança extremamente curiosa, inteligente e atenta ao mundo que está ao seu redor, e que retribui dedicação e amor com todo o afeto do mundo. Theo gosta de abraços, beijos, cafunés. Theo surpreende quando menos esperamos. Em cada escola e cidade por que passamos, ele deixou uma legião de fãs chorosos e saudosos. Ele toca a vida das pessoas, e isso é muito claro pra mim. Andrea, que mensagem você gostaria de enviar neste mês (02 de abril) em que comemoramos o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo? A sociedade é feita de todos os tipos de pessoas. Brancas, negras, heterossexuais, homossexuais, pessoas que andam com as próprias pernas e as que andam com cadeiras de rodas. Pessoas que falam e que não falam. Pessoas que sorriem quando estão felizes e aquelas que dão pulinhos e balançam as mãos.Todas têm seu lugar. Todas têm o direito de frequentar o espaço público, o avião, a escola. Todas merecem suporte para lidar com suas dificuldades. Todas merecem respeito e oportunidades. Parece esquisito conscientizar sobre o autismo falando sobre pessoas e não sobre autismo? Conscientizar sobre o autismo é importante para que os pais e médicos saibam reconhecer os sinais precoces. Quanto antes acontece o diagnóstico, mais rápido vem a intervenção, e isso é muito importante para o desenvolvimento da criança. Mas também é importante conscientizar sobre "o autista". Aquela criança que você vê se jogando no chão do shopping pode não ser uma criança mimada, mas um autista em uma crise de sobrecarga sensorial. Preconceito se aprende inicialmente em casa. Se os pais ensinarem os filhos a tratarem com naturalidade o coleguinha que faz barulhos diferentes, eles vão aprender desde cedo que cada um tem seu jeitinho de se expressar. Gostaria de falar mais alguma coisa, mandar mais alguma mensagem? Acho que falei bastante! :D Conheça o blog!

[close]

p. 8

Informa PET Fisioterapia Página 8 Argemiro, humano, único e especial. Argemiro de Paula Garcia Filho, Geólogo, 54 anos, casado, pai de Gabriel Maciel de Paula Garcia, 21 anos, e mais: Gabriela (34), Leonardo (26) e Pedro (25) Que grandes mudanças o Gabriel provocou na vida da família? O nascimento de um filho sempre provoca mudanças, tenha ou não deficiência. A partir daí, a vida se ajusta à nova situação que se apresenta. Não conseguiria dizer o que mudou em função dele, porque a vida vem seguindo de acordo com sua presença. Não dá para imaginar uma vida sem Gabriel e não há como imaginá-lo neurotípico (não autista). Ousaria dizer que Gabriel alterou o rumo que pensáramos para nossas vidas, porque esperávamos ter os filhos crescidos, com suas vidas organizadas e independentes, e não alguém que continuará dependendo de nós. Poderia dizer que minha esposa e eu nos tornamos pesquisadores o autismo e, por extensão, os direitos das pessoas com deficiência. Passamos a ler e escrever intensamente sobre essas duas vertentes: blogs, e-mails, artigos, panfletos, manifestos e, mesmo, um projeto de lei (Lei Estadual 8.756/2009 da Paraíba) e um livro. Temos sido convidados a dar palestras e cursos. Ela, que é jornalista, chegou a fazer cursos na área: Método Montessori, especialização em Psicopedagogia, Terapia Assistida com Animais. Você acha que as mudanças que ele provocou foram maiores na rotina, nos sonhos ou no sentido da vida? Com certeza, o que dá para perceber são as mudanças nos sonhos e no sentido da vida. A rotina foi se ajustando. Como seria nossa rotina com um filho caçula de 21 anos neurotípico? Impossível dizer. Mas vivemos, hoje, o sonho de ver preservados os direitos de pessoas autistas. Nossa vida passou a ter por sentido construir a autonomia, independência e felicidade de Gabriel. “(...) o que dá para perceber são as mudanças nos sonhos e no sentido da vida.” Já imaginou sua vida sem as pessoas que você só conheceu por causa do Gabriel? De vez em quando.

[close]

p. 9

Informa PET Fisioterapia Qual o resultado deste exercício de imaginação? Página 9 Provavelmente, teria me dedicado mais aos outros filhos, à minha esposa e à profissão. Talvez viajássemos mais. No entanto, não sinto mágoa. A vida é feita de escolhas e suas consequências. Ao optar por ter quatro filhos, teríamos obrigatoriamente que ajustar a vida a essa condição. E filhos pedem dedicação, tenham ou não deficiências. Como já disse, essa demanda, no caso de um filho com deficiência, é maior em intensidade e no tempo. Se hoje você tivesse que construir o “Curriculum Vitae” do Gabriel quais seriam as principais informações? Nascido em 23 de junho de 1993, em Macaé, RJ. Estudante do Ensino Médio, gosta de viajar, aprecia música popular brasileira e de poesia, gosta de andar de patins, lê com desenvoltura, soletra bem, gosta de nadar, de andar a cavalo, escreve com auxílio de normógrafo, sabe cozinhar o básico (arroz, ovo, bifes). Gosta de televisão e cinema, gosta de abraçar mas não gosta de ser abraçado. Argemiro, que mensagem você gostaria de enviar neste mês (02 de abril) em que comemoramos o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo? O Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo precisa ser visto como o Dia da Consciência dos Direitos das Pessoas Autistas. “Autismo” não existe como uma entidade única, isolada das pessoas que vivem com ele. Também é uma síndrome, um conjunto de sintomas que podem ter causas muito diversas, bem como expressões diferentes. Acima de tudo, é uma grande limitação na Comunicação; as deficiências na Socialização e no controle de movimentos e emoções seriam mais fáceis de lidar se as pessoas autistas pudessem explicar o que sentem. O mais importante é ter claro que são seres humanos e, por isso, têm os mesmos direitos que quaisquer outras. Parece esquisito conscientizar sobre o autismo falando sobre pessoas e não sobre autismo? Ao contrário. Interessa conscientizar da existência pessoas que vivem com autismo, que precisam de apoio para se completarem como seres humanos, pois a vida em sociedade é que determina nossa humanidade. “(...)Interessa conscientizar da existência pessoas que vivem com autismo, que precisam de apoio para se completarem como seres humanos, pois a vida em sociedade é que determina nossa humanidade.” Gostaria de falar mais alguma coisa, mandar mais alguma mensagem? Cada ser humano é único e especial, cada qual com suas habilidades e deficiências. Para nos tornarmos completos, para expressarmos nossa Humanidade em seu todo, precisamos fazer parte da Sociedade, estarmos incluídos e participantes. Cabe a cada um ajudar-nos mutuamente para nos constituirmos em nossa integralidade.

[close]

p. 10

Informa PET Fisioterapia Página 10 Acenda você também essa luz Azul !

[close]

p. 11

Informa PET Fisioterapia Página 11

[close]

p. 12

Informa PET Fisioterapia Página 12 Dica de Filme O filme “A teoria de tudo” foi inspirado na obra bibliográfica “Travelling to Infinty: My life whit Stephen”, o qual baseia-se na vida do astrofísico Stephen Hawking, que elaborou teorias a respeito do tempo. Stephen Hawking apresenta uma doença degenerativa denominada esclerose lateral amiotrófica (ELA), que afeta os nervos motores desenvolvendo sérias limitações físicas. O filme também relata o romance vivido com Jane Wilde, sua primeira esposa com quem teve três filhos. Com a ajuda dela, supera os maiores obstáculos, sem nunca perder a vontade de viver nem a sua extraordinária capacidade de se assombrar com o Universo. Dica de Livro O livro “Ciência e política: duas vocações” é baseado em conferências dadas por Max Weber, onde mostra pontos de tangência e divergência entre o cientista e o político. Em “A Política como Vocação” Weber funda uma definição de Estado que se tornou clássica para o pensamento político ocidental. Em “A ciência como vocação”, Weber entendeu que a ciência era um dos fatores fundamentais do processo de desencantamento do mundo e ressalta que vocação científica exige dedicação, paixão e inspiração para fazer uma obra relevante. Dica de Documentário O documentário “Leva” relata a vida dos militantes do MST no centro de São Paulo e revela como é a organização dessas famílias para transformar os espaços abandonados em habitáveis. O documentário mostra a luta e a força do movimento, apresentando entrevistas com representantes da Frente de Luta por Moradia (FLM), do Movimento dos Sem Teto do Centro (MSTC), do Movimento por Moradia Região Centro (MMRC) mostrando as diferentes circunstâncias e histórias que ali se encontram. A troca de experiências resulta em redescobertas nas pessoas como indivíduos perante o movimento coletivo, assim, quebrando vários paradigmas e atingindo diversas dimensões sobre o assunto. Letícia e Grazielly

[close]

p. 13

Informa PET Fisioterapia Página 13 A militarização da Fé Recentemente, um vídeo postado na internet causou grande reação tanto nas redes sociais quanto na opinião pública. Ele mostrava um grande grupo de jovens que entravam marchando num templo da Igreja Universal do Reino de Deus e respondendo a gritos de ordem vindo do altar. Exercito da fé pressupõe combate, mas a quem e o quê? São perguntas que ficam no ar. O que sabemos é que a militarização da fé sempre trouxe más lembranças para a Humanidade. As cruzadas foram exemplos clássicos: muitos povos, civilizações tiveram suas crenças, seus deuses pagãos assassinados pela cruz e a espada. No oriente não foi diferente, muitas culturas foram e são ainda destruídas e povos são obrigados à conversão ao islamismo através da coerção. No Reino Unido a eterna briga entre católicos e protestantes é fomentada por grupos radicais extremistas. No nosso país, não há grupos extremistas religiosos. Porém, isso não significa que não haja intolerância religiosa. No ano de 1995, o bispo Sergio Von Helder da igreja Universal do Reino de Deus desferiu um chute numa imagem de Nossa Senhora Aparecida que causou grande estardalhaço na época. De 2006 a 2012 a organização não-governamental Safer Net Brasil através da Central Nacional de Denúncias Cibernéticas (CNDCC) recebeu 247.554 denúncias anônimas de páginas e perfis que continham teor de intolerância religiosa. “O Brasil tem um histórico de negação de tradições não cristãs essa negação não é exatamente da religião, mas do valor de todas as tradições de matriz africana. Na verdade para nós é racismo”, afirma Silvany Euclenio secretário de Politicas das Comunidades da Secretaria de Políticas e Promoção da Igualdade Racial (Seppir). Embora existam também atritos entre algumas religiões cristãs, eles acabam não sendo tão violentos porque essas religiões têm uma origem em comum e compartilham dos mesmos valores. No caso das religiões de matriz africana, a intolerância recebe outra dimensão e resulta em violências, como depredação de casas, espancamento de pessoas e até mesmo assassinatos. ''Recebemos denúncias de norte a sul do país de forma crescente “, diz Euclenio. Por isso, acho importante prestar bastante atenção nessa associação: exército mais religião. Para que não se repita os mesmos fatos tristes do passado. Que a fé possa unir as pessoas pelas suas semelhanças e não afasta-las por suas diferenças. Ernesto Lemos Que a fé possa unir as pessoas pelas suas semelhanças e não afasta-las por suas diferenças. Ernesto Lemos, Acadêmico de Fisioterapia da UNIPAMPA e melomaníaco nas horas vagas

[close]

p. 14

Informa PET Fisioterapia Página 14 Do Pampa a Londres Marcus Vinicius, é acadêmico de fisioterapia, e está fazendo intercâmbio em Londres, na University of Roehampton, pelo programa Ciência sem Fronteiras. Qual era sua expectativa quanto a Londres e qual foi sua percepção da realidade ao chegar lá? Eu tinha uma grande expectativa de morar em uma cidade grande e com pessoas de todo o mundo. Chegando aqui vi que a cidade é ótima e tem entretenimento pra todos os gostos, sempre com eventos e com lugares legais pra visitar, além de ser historicamente muito rica. Também acho que tem uma ótima funcionalidade nos serviços públicos, como saúde, transporte, segurança, etc. Qual a diferença do sistema educacional (pesquisa) entre o Brasil e Londres? A diferença que pude perceber até o momento foi em relação as disciplinas, pois o programa Ciência sem Fronteiras aqui no Reino Unido tem duas etapas, a primeira em que realizamos disciplinas (por dois semestres) e após um estágio que pode ser realizado em pesquisa ou em outras áreas dependendo do nosso interesse, que é no verão (eu vou fazer de maio a julho). Em relação as aulas, a principal diferença que eu vivenciei aqui é que temos uma carga horária presencial bem menor em comparação ao Brasil, isso faz com que o aluno tenha mais responsabilidade de estudo independente e de organização, e os professores esperam realmente isso de nós, principalmente nas aulas práticas onde eles passam bastante leitura prévia e geralmente os alunos daqui chegam na aula bem preparados. Também percebi que a quantidade de trabalhos e provas aqui é menor, mas geralmente os trabalhos demandam mais tempo para serem realizados e as provas englobam o conteúdo de um semestre inteiro ou de dois. No que você acha que vai contribuir para sua vida e no que você acha que pode contribuir para o Brasil essas experiências vivenciadas? Eu acredito que todo o aprendizado que eu estou tendo aqui vai ser válido pra quando eu voltar. Um dos principais objetivos do programa é que os alunos de graduação durante o estágio no verão aprendam a utilizar tecnologias nos laboratórios e empresas aqui, pra que voltem com esse conhecimento. Mas sem dúvida vai bem além disso, morando aqui e tendo contanto com outra realidade nós podemos perceber as diferenças e tentar aprender o que achamos ser melhor, nos ajuda a entender nosso papel na sociedade e faz com que sejamos mais conscientes, então nesse ano podemos nos desenvolver de várias maneiras que vão refletir na nossa vida quando voltarmos pro Brasil. Com que intuito você foi pra Londres? Eu vim pra Londres por vários motivos. Um deles era aprimorar o meu inglês durante esse ano, ter uma experiência de pesquisa em uma universidade do exterior, viver em uma cidade cosmopolita com tantas culturas e pessoas diferentes, de maneira que não existe espaço pra preconceito, além de morar em um lugar com muitas possibilidade e com muita vida, onde sempre estão acontecendo muitas coisas ao mesmo tempo. Qual a linha de pesquisa que você está desenvolvendo agora? A pesquisa só vou realizar durante o verão. A princípio será sobre os efeitos de canabinóides na diferenciação e proliferação de neurônios, é um tema que eu acho bastante interessante e a minha expectativa é . . .

[close]

p. 15

Informa PET Fisioterapia Página 15 que esse período de pesquisa vai ser ótimo pra aprender sobre o assunto, viver uma rotina de laboratório de pesquisa aqui, e também por ter contato com o supervisor e os pós-graduandos. Você aconselha aos estudantes a vivenciarem uma experiência como essa? Com certeza. No intercâmbio dá pra aprender muito em uma universidade diferente, com aulas diferentes, métodos diferentes, e também é possível ter muito crescimento pessoal a partir do choque cultural, ouvir pessoas que pensam muito diferente de nós e que têm uma visão de mundo bem diferente também. Além disso, estando na Europa fica fácil e barato de viajar e conhecer outros países, ou seja, existem vários aspectos que podem ser muito proveitosos nesse período. Karine C. Conhecendo o GPFIS Entrevistamos a líder do GRUPO de PESQUISA em FISIOLOGIA (GPFIS), Pâmela de Mello Carpes, à qual nos contou sobre a história e o andamento das atividades do mesmo. Conte-nos como surgiu o Grupo de Pesquisa em Fisiologia (GPFIS). O GPFIS está completando 5 anos em 2015. Foi criado em 2010, quando ingressei efetivamente como professora na UNIPAMPA, em julho, porque eu já tinha contato com os alunos, já que tinha sido professora substituta, e já havia alunos interessados em fisiologia e em pesquisar nesta áreas. Quais foram as dificuldades encontradas para a instalação do grupo aqui na UNIPAMPA? Eu digo que os alunos que começaram trabalhando no grupo foram grandes aventureiros; acreditaram em mim quando eu dizia que um dia teríamos um laboratório, que seria possível realizar pesquisas com animais experimentais, que é o que a gente mais faz hoje. Porque na época em que o GPFis começou não tinha nada disso. A gente não tinha absolutamente nenhuma infraestrutura para trabalhar. Considerando esta realidade, no primeiro e segundo ano do grupo trabalhamos muito com idosos, estudando as alterações que encontramos no processo de envelhecimento em relação à aprendizagem e memória, incluindo o declínio cognitivo normal, o Alzheimer e outras patologias que a gente encontra no idoso, como a depressão. Os alunos tinham a perspectiva de trabalhar com fisiologia básica, com mecanismos fisiológicos, e no início não tínhamos infraestrutura para isso. Acho que esse foi o principal desafio, motivar os alunos a permanecerem ali, acreditando que estávamos começando a construir algo novo, algo que, sem dúvida, eles construíram junto comigo Depois do primeiro ano, foi muito importante os mecanismos de apoio que a própria UNIPAMPA

[close]

Comments

no comments yet