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Editorial Diretoria Presidente: Domingos Martins Vice-presidente: Claudio de Oliveira Secretário: Olavio Lepper Tesoureiro: João Roberto Welter Suplentes: Luiz Adalberto Stabile Benicio, Ciliomar Tortola, Vallter Pitol e Roberto Kaefer Conselheiros fiscais Efetivos: Paulo Cesar Massaro Thibes Cordeiro, Dilvo Grolli e Edno Guimarães Suplentes: Rogerio Wagner Martini Gonçalves, Celio Batista Martins Filho e Marcos Aparecido Batista Delegados representantes efetivos: Domingos Martins e Luiz Adalberto Stabile Benicio Suplentes: Ciliomar Tortola e Paulo Cesar Massaro Thibes Cordeiro Intolerável Litros de leite foram para o ralo e frangos morreram por falta de ração. Num mundo em que milhares de pessoas ainda lutam para sobreviverem à fome, as imagens que vimos durante os protestos dos caminhoneiros são intoleráveis. Assim como os prejuízos são incalculáveis. Apesar de ainda não haver um levantamento oficial, estimamos que os danos para a avicultura possam ultrapassar a cifra de R$ 700 milhões, dado divulgado preliminarmente pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Isso porque a greve irá gerar um “efeito dominó”, com consequências em todas as etapas da cadeia produtiva, afetando da produção à exportação. E que fique claro: a greve é, sim, um direito do trabalhador. Parar toda a economia de um País, não. Mas nem tudo são más notícias. Nesta edição da revista Avicultura do Paraná, você vai acompanhar, a partir da página 24, que a força feminina está em ascensão na indústria avícola do estado, chegando a ocupar quase metade dos cargos. No caso da Copacol, em 1980, apenas 20 mulheres trabalhavam na cooperativa, hoje são 3.876. Uma ótima notícia para juntos comemorarmos o mês das mulheres. Que as oportunidades continuem a aparecer para todos, vencendo as barreiras da discriminação. Uma ótima leitura e um forte abraço. Domingos Martins Presidente do Sindiavipar Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná Av. Cândido de Abreu, 140 - Salas 303/304 Curitiba/PR - CEP: 80.530-901 Tel.: 41 3224-8737 | sindiavipar.com.br sindiavipar@sindiavipar.com.br Fale conosco Se você tem alguma sugestão, crítica, dúvida ou deseja anunciar na revista Avicultura do Paraná, escreva para nós: revista@sindiavipar.com.br. Ed. nº 45 - Mar/Abr 2015 Expediente Produção: Centro de Comunicação centrodecomunicacao.com.br selo SFC Jornalista responsável: Guilherme Vieira (MTB-PR: 1794) Colaboração: Allan Oliveira, Bruna Robassa, As matérias desta publicação podem ser reproduzidas, desde que citadas as fontes. e Lucas da Silva Design e diagramação: Cleber Brito Comunicação e Marketing: Mônica Fukuoka Impressão: Maxi Gráfica Gabriela Titon, Giórgia Gschwendtner Foto: Sindiavipar

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12 Entrevista CIDA BORGHETTI Cida Borghetti comenta sobre sua trajetória política enquanto mulher e, agora eleita vice-governadora do Paraná, fala sobre os planos do estado para o setor rural paranaense. Seções Agenda..................................................06 Observatório........................................07 Sindiavipar..........................................08 Radar...................................................10 Ciência...................................................11 24 Capa Foto: Copacol Entrevista............................12 O CAMPO É DELAS O fato do Ministério da Agricultura estar sob o comando feminino é um mero detalhe. A quantidade de mulheres na indústria avícola do Paraná tem crescido e já representa quase metade da força de trabalho do setor. Fiep......................................................14 Eventos.................................................16 Sustentabilidade................................18 Insumos.................................................20 Mercado.............................................22 32 Ciência e tecnologia INOVAÇÃO Para ampliar a capacidade de geração de informações para a agricultura regional e atender com referência demandas de todo o Brasil, a Copacol inaugurou o Centro de Pesquisa Agrícola. Capa.....................................24 Ciência e tecnologia............32 Bem-estar............................34 Artigo técnico......................................36 34 Bem-estar Mito ou verdade..................................38 Inovação.........................................40 Associados............................................42 ABPA.......................................................44 Gastronomia........................................46 Notas e registros..................................48 Estatísticas...........................................50 VANGUARDA O Brasil não criou suas próprias regulamentações, deixando também de ser proativo em um tema em que teria condições de liderar as discussões. Essa foi uma das conclusões do estudo realizado sobre BEA pela Universidade Federal do Paraná.

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Agenda XVI Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA) Data: 07 a 09 de abril de 2015 Local: Centro de Eventos / Chapecó (SC) Realização: Nucleovet E-mail: nucleovet@nucleovet.com.br Informações: (49) 3329-1640 Site: nucleovet.com.br Nordeste em alta De acordo com pesquisa realizada pela consultoria Datamétrica, de Pernambuco, a participação da região nordeste no mercado avícola brasileiro tende a crescer de maneira mais acentuada que as demais regiões. O maior destaque é para os estados de Pernambuco, Ceará e Bahia. A projeção, realizada pela consultoria com base em dados do IBGE, é de que a produção nordestina, estimada para 2015 é de 540,3 mil toneladas de carne de frango, pode chegar a 1,7 milhão de toneladas em 2025. Hoje a região responde por 8% do mercado nacional e possui 30% da população brasileira. Segundo o estudo, a produção deveria triplicar para atender à demanda local. Um dos maiores desafios para os Mercosuper Data: 14 a 16 de abril de 2015 Local: Expotrade – Curitiba/Pinhais (PR) Realização: APRAS E-mail: comercial@apras.org.br Informações: (41) 3263-7000 Site: apras.org.br Feira Internacional de Produção e Processamento de Proteína Animal (FIPPPA) Data: 28 a 30 de abril de 2015 Local: Expotrade – Curitiba/Pinhais (PR) Realização: Gessulli Agribusiness e G5 Promotrade E-mail: avesui@gessulli.com.br Informações: (11) 2118-3133 Site: fipppa.com produtores da região é diminuir os custos de produção, principalmente o transporte de insumos. O maior da avicultura brasileira São Paulo recebe entre os dias 28 e 30 de julho, o Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura – SIAVS 2015. O evento contará com programação técnica científica e politico-conjuntural, além de mais de 10 mil m² de área de exposição. O evento, organizado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) busca reunir todos os elos da cadeia produtiva, passando pelo fornecedor de insumos e equipamentos – além de compradores, políticos, técnicos, pesquisadores, consultores, estudantes das áreas de medicina veterinária, zootécnica e agronomia, economistas e líderes de organizações importantes e outras entidades ligadas ao agronegócio. Acesse: siavs.org.br Salão Internacional da Avicultura e Suinocultura - Siavs Data: 28 a 30 de julho de 2015 Local: Anhembi Parque/São Paulo (SP) Realização: ABPA E-mail: congresso@abpa.com.br Informações: (11) 3031-4115 Site: abpa.com.br/siavs Quer divulgar seu evento aqui? Entre em contato conosco pelo e-mail revista@sindiavipar.com.br ou ligue (41) 3224-8737. 6 | sindiavipar.com.br

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Observatório Show Pecuário 2015 fomentará a indústria de carnes Com o intuito de atender a uma antiga reivindicação dos produtores da região, o Sindicato Rural de Cascavel, a Sociedade Rural do Oeste do Paraná e os núcleos de criadores da região se uniram para promover e criar o Show Pecuário 2015. O evento será realizado nos dias 14, 15 e 16 de julho, no Parque de Exposições Celso Garcia Cid, em Cascavel, e tem como principal objetivo alavancar e profissionalizar ainda mais a pecuária, seja de corte, criação ou leite, no Paraná. O Show Pecuário nasceu com o objetivo de ser um evento técnico e direcionado ao segmento da pecuária, onde serão apresentadas novas tecnologias, genética, equipamentos e novidades do setor. “Também temos o objetivo de levar informações ao produtor, com espaços para profissionais e pesquisadores proferirem palestras sobre os temas mais atuais e relevantes”, explica Paulo Vallini, diretor-secretário do Sindicato Rural de Cascavel. Paquistão abre mercado para frango brasileiro O Ministério das Relações Exteriores divulgou em fevereiro que o Paquistão abriu o mercado para importação de carne avícola brasileira. Em nota, o Itamaraty destacou os esforços conjuntos com o Ministério da Agricultura e Abastecimento para viabilizar esse novo canal de negócios. O país possui 182 milhões de habitantes e representa um mercado estratégico para a produção do Brasil. Por se tratar de um país islâmico existe grande demanda principalmente por frango com abate Halal, variedade em que o Paraná é líder em produção. O novo mercado representa mais uma oportunidade na Ásia, continente que tem atraído investimentos brasileiros no setor. sindiavipar.com.br | 7

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Associe-se! Porque junto somos mais fortes! Faça parte do Sindicato que está sempre pensando em você. Mais informações: sindiavipar.com.br 8 | sindiavipar.com.br

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Sindiavipar mobilizou esforços em busca de resolução para a greve dos caminhoneiros A mobilização realizada pelo Sindiavipar foi fundamental para evitar prejuízos ainda maiores para a indústria avícola paranaense. Uma das ações foi a forte exposição de mídia do sindicato, que promoveu uma verdadeira operação emergencial para pautar o assunto nos principais noticiários do país. O resultado fez com que o tema repercutisse em veículos como Bom dia Brasil, Jornal Nacional, Jornal da Record, Folha de São Paulo, Valor Econômico, Gazeta do Povo, entre outros. Os bloqueios nas estradas não apenas geraram inúmeros problemas para a economia brasileira, como deverão criar um “efeito dominó”. No caso da avicultura paranaense, milhares de pintainhos foram descartados por não haver ração para alimentá-los. Isso significa que a greve afetou a produção avícola, assim como a comercialização de alimentos, as exportações de commodities e, consequentemente, a balança comercial do Brasil. O Sindiavipar ressalta que não foi contrário ao movimento. Greve é um direito do trabalhador que deve ser respeitado. Mas o sindicato não concorda que a reivindicação de melhores condições de trabalho seja realizada de forma que prejudique toda a economia de um país. Ação do Sindiavipar retira projeto de pauta O projeto que restringia a instalação de exaustores em aviários do Paraná foi retirado de pauta. O próprio autor da lei, o deputado estadual Rasca Rodrigues (PV), requisitou a exclusão do projeto após reuniões com representantes do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar). A lei n° 2/2014 proibia a instalação de exaustores a uma distância inferior a cem metros de rodovias e estradas rurais e locais de aglomerações como escolas, igrejas etc. A justificativa seriam os potenciais efeitos prejudiciais à saúde dos gases oriundos da matéria orgânica gerada pelas aves. O Sindiavipar e outras entidades do setor realizaram diversas reuniões com o poder legislativo para buscar uma solução para o impasse; caso aprovado, o projeto acarretaria em altos custos para os produtores, podendo levar muitos a decretar falência. O setor de medicina veterinária da Universidade Federal do Paraná (UFPR) foi procurado para que realizasse uma avaliação sobre os efeitos da amônia na área externa dos aviários. Os resultados foram conclusivos e demonstraram que a apenas 5 metros dos exaustores não havia mais o gás e que a presença dos equipamentos não representava riscos à saúde. Após o resultado do laudo, o deputado estadual Rasca Rodrigues, que propôs a lei, optou por pedir a exclusão da pauta, favorecendo, mediante todas as comprovações científicas apresentadas pelo Sindiavipar, o setor avícola do Paraná. sindiavipar.com.br | 9

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Radar Carta do leitor O leitor Kenio de Gouvêa Cabral entrou em contato com a redação de Avicultura do Paraná para avisar de um erro que passou em nossa última edição. Na matéria “Os mercados do futuro”, na página 18, o texto diz que “as previsões do crescimento da população vão de encontro ao aumento da demanda pela carne de frango”. O correto seria dizer que as previsões vão ao encontro do aumento pela demanda da carne de frango. Neste caso, essa simples alteração muda o sentido da frase: de algo que está contra um objetivo para algo que está a favor ou em conjunto a um objetivo. Encontrou algum erro ou tem sugestões de pautas e notícias? Entre em contato com a redação da revista Avicultura do Paraná pelo e-mail revista@sindiavipar.com.br E não deixe de conferir o nosso banco de dados com todas as edições publicadas até hoje. Basta acessar sindiavipar.com.br/revistas 19.08.10 14:42:15 19.08.10 14:42:15 fotos.indd 2 19.08.10 14:42:15 fotos.indd 2 19.08.10 14:42:15 Fotos: César Machado UMa Foto perfeita CaUsa UMa ótima impressão o melhor e mais completo banco de imagens do agronegócio. suínos, aves, bovinos, culturas, alimentos, carnes, maquinário, etc. fotos.indd 2 www.agrostoCk.CoM.br fotos.indd 2

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Ciência A bronquite infecciosa A bronquite infecciosa (BI) das galinhas é uma doença viral aguda e altamente contagiosa, de distribuição universal sendo mais frequente em regiões com maior concentração de galinhas. No Brasil a doença está amplamente distribuída em todas as regiões acometendo tanto aves jovens quanto adultas. Ela é causada por um Coronavirus da família Coronaviridae. Devido às frequentes mutações deste vírus, existe um grande potencial para o surgimento de cepas variantes ou de novos sorotipos. O vírus da BI multiplica-se principalmente nas células epiteliais do trato respiratório, intestino, rins e oviduto. A disseminação do vírus entre aves do mesmo lote é bastante rápida. Apesar de o vírus ser relativamente sensível ao meio ambiente e aos desinfetantes, ele pode sobreviver até quatro semanas no ambiente quando as condições forem favoráveis. Os sinais clínicos se manifestam dois ou três dias após a infecção. Aves jovens demonstram prostração, redução no consumo de alimentos, espirros e ronqueira. A morbidade geralmente é elevada e pode chegar a 100% do lote. A mortalidade pode chegar a 20% geralmente quando associada a uma infecção secundária Poedeiras que sofrem infecção antes de duas semanas de vida, podem tornar-se improdutivas. Frangos de corte infectados podem desenvolver aerossaculite devido à infecção secundária, apresentar sintomas respiratórios e condenações no abatedouro. Frangos vacinados com vírus vivo para BI podem apresentar o mesmo quadro, porém mais brando. A infecção em aves de postura causa queda na produção de ovos e pode não induzir sinais respiratórios. Muitos ovos apresentam casca fina, enrugados e mal formados. O efeito na queda de produção pode durar mais de um mês. Quando associada a infecções secundárias, a doença causa grande impacto na produção Controle e prevenção O isolamento das granjas e as práticas conhecidas de biossegurança não têm sido suficientes para conter o desafio pelo vírus BI em regiões de alta densidade populacional de galinhas. Por esta razão a melhor forma de prevenir a ocorrência das perdas causadas pela BI é associar os cuidados da biossegurança com a utilização da vacina. No Brasil, estão disponíveis as vacinas liofilizadas do sorotipo Massachussetts (Mass) amostras H120, H90, H52 e também a amostra Ma5 que é um clone do sorotipo e induz uma proteção mais duradoura. Não há tratamento efetivo para BI. Em frangos de corte, pode ser usado antibiótico de largo espectro para combater contaminantes secundários, principalmente o E. coli. É recomendado proporcionar bom ambiente e bom manejo para diminuir os efeitos de complicações secundárias. Fonte: Manual de Doenças de Aves, Alberto Back sindiavipar.com.br | 11

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Entrevista “Teremos que atravessar essa tempestade” Vice-governadora do Paraná prevê ano difícil pela frente Cida Borghetti é a segunda mulher a assumir o cargo de vice-governadora do Paraná – foi precedida por Emília Belinati durante as gestões de Jaime Lerner. Para este ano, Cida prevê que será um período tempestuoso devido à perda de confiança da classe política brasileira, além de medidas do governo federal que, segundo ela, têm afetado negativamente o estado. Já sobre a inserção feminina no mercado de trabalho e nas administrações públicas, a vice-governadora acredita que a participação das mulheres tem aumentado e que “na verdade, essa questão de gênero foi superada”. fica tanto homens como mulheres para governar é a experiência, o trabalho, a competência comprovada. a competência e a capacidade de trabalho que demonstram em suas áreas de ação. O Paraná tem muito a ganhar com isso. A escritora Clarice Lispector diz que “Pensar é um ato. Sentir é um fato” e eu acho que a contribuição das mulheres, não apenas na política, mas em geral, é que nós pensamos e sentimos e isso nos dá uma dimensão completa da realidade, do nosso dia a dia, que levamos para os grandes projetos, e por que não dizer, também para os nossos sonhos. Este ano está destinado a incertezas Com base em sua experiência, acredita que a mulher tem conquistado espaço na política? A classe política brasileira passa por um período turbulento, com falta de credibilidade e de confiança. Isso é um fato. E, diante dos escândalos de corrupção que estamos assistindo, há que se reconhecer que o eleitor tem razão. Penso que essa situação afasta tanto homens como mulheres de bem da atividade política, e acaba gerando um círculo vicioso, em que os bons não participam porque temem a comparação com os maus políticos e os maus ocupam os espaços deixados em aberto. Meu papel como vice-governadora é, também, o de dar o exemplo para que outras paranaenses tragam para a política a dedicação, 12 | sindiavipar.com.br Quais as expectativas para o agronegócio paranaense neste ano? Este ano está destinado a incertezas tanto na área política como econômica. Especificamente no agronegócio, a desvalorização do real frente ao dólar deverá compensar eventuais quedas das cotações das commodities no mercado internacional. Como vem ocorrendo na história recente, o agronegócio continuará a ser neste ano um dos poucos setores da economia com resultados extremamente positivos, não só Revista Avicultura do Paraná: O Estado do Paraná nunca elegeu uma governadora. Acredita que esse momento pode chegar em breve? Cida Borghetti: As mulheres vêm aumentando a participação na política, assim como em todas as áreas, e se o Paraná vier a ser governado por uma mulher, será uma con­ sequência direta desse processo. Hoje, na verdade, essa questão de gênero foi superada e o que quali-

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Entrevista no Paraná, como em outros Estados com vocação agrícola. mia estadual, o governo Beto Richa tem mantido entendimentos com a Federação da Agricultura do Paraná (Faep), que vem trabalhando há tempos no levantamento dos custos de produção. O objetivo é acomodar os interesses tanto dos avicultores como da indústria integradora. E é a partir daí que a nossa Secretaria de Agricultura estabelecerá medidas específicas para o setor. de Brasília é a participação em bloco de nossa bancada federal. Fui representante do Paraná na Capital Federal e depois deputada Federal e sei que uma bancada unida, coesa, sem grandes interferências partidárias, faz a diferença. Sendo a avicultura do Paraná a maior produtora e exportadora do país, o governo elabora medidas específicas para esse setor? Diante da participação extraordinária do setor avícola na econo- Crises como a greve dos caminhoneiros podem ser evitadas pelo governo estadual? O movimento dos caminhoneiros foi nacional e o Paraná foi inserido no contexto da paralisação como os demais Estados. Somos uma república federativa e, historicamente, nosso Estado tem um retorno muito aquém do que contribui para a riqueza nacional. Mas sofre as consequências das crises, tanto de uma greve de caminhoneiros, como do aumento dos preços dos combustíveis e da energia. A receita para que o Paraná não fique tão vulnerável aos acontecimentos 13 O alto custo da energia elétrica é um problema antigo para os industriais do estado. Com o novo reaumento, que impactos pode haver sobre a produção paranaense? Tanto a população como os empresários estão assustados com os reajustes das tarifas do setor elétrico. Os problemas nasceram com a Medida Provisória n° 579, em setembro de 2012, e a intenção de reduzir o preço da energia, em média, em 20% a partir de 2013. O endividamento das geradoras e transmissoras de energia, o esvaziamento dos reservatórios das hidrelétricas e o uso intensivo das usinas térmicas resultou na transferência das dívidas aos consumidores, em dose cavalar ao uso industrial. O impacto é grande nos custos e é inflacionário. O problema é que a política energética é do governo federal, mas os Estados ficam com ônus do desemprego, da redução do crescimento, e, por consequência, tem menos arrecadação e menor capacidade de investimentos. Teremos que atravessar essa tempestade. sindiavipar.com.br |

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Fiep Indústrias buscam melhorias para o trabalhador presentativas do setor. Lançado em 2013, o programa atua com base em duas estratégias. A primeira tem a finalidade de assessorar as empresas para a construção de um ambiente de trabalho seguro, a partir do cumprimento dos requisitos da NR36. A segunda busca a construção de um ambiente de trabalho saudável, tendo a saúde do trabalhador como foco. Nas assessorias e consultorias prestadas, o Sesi leva às empresas tecnologias sociais tais como: lista de verificação e aderência à NR36; AET – Análise Ergonômica do Trabalho; formação de comitê gestor multidisciplinar dentro da empresa; indicadores de segurança e saúde do trabalho; O balanço dos últimos três anos de serviços prestados pelo Sesi no Paraná para as indústrias do segmento de abate e frigoríficos demonstra o envolvimento nas questões relacionadas à qualidade de vida do trabalhador. Entre 2012 e 2014, 67 indústrias fecharam cerca de 580 contratos de trabalho com o Sesi que envolveram a realização de diagnósticos em saúde e segurança no trabalho e consultoria e assessoria em diversas atividades como audiometria e ergonomia, por exemplo. Esta crescente procura por serviços que direcionem o trabalhador no uso mais adequado de ferramentas que proporcionem uma melhor qualidade de vida também foi impulsionada pela atualização da legislação relacionada à segurança e saúde do trabalhado, principalmente com a publicação do NR36, que propõe melhorias nas condições de trabalho. Diante desse cenário, o Sesi criou o Programa de Gerenciamento da NR36, que foi construído em conjunto com representantes da indústria, sindicatos e associações re14 | sindiavipar.com.br DSEV – Diagnóstico de Saúde e Estilo de Vida; atendimento relacionados à saúde ocupacional, entre outros. A Frangos Pioneiro é um exemplo de empresa que utilizou as tecnologias do Programa de Gerenciamento da NR36, já promoveu a adequação do ambiente produtivo e está atuando na melhoria dos indicadores de saúde e estilo de vida do trabalhador. Para este ano, o Sesi pretende continuar a execução do Programa da NR36, com ênfase na redução do absenteísmo e presenteísmo do trabalhador na indústria.

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