Comando Rock 108

 

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Revista de Rock e Heavy Metal

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Editor Marcos Filippi Repórteres Antonio Rodrigues Junior Paula Fabri Renan Marchesini Traduções Paula Higa Jornalista Responsável Marcos Filippi (MTB 24.477) Correspondentes Londres Denis Augusto Fabrício Tramontin Miguel Freitas Barcelona Mauricio Melo Colaboradores Alexandre Macia André Fiori Adriano Coelho Bruno Juliano Fernando Guilherme Ferreira Heverton dos Santos Márcia Helena Naldinni Marcio Carlos da Silva Marcos Franke Roberto Nartes Sandro Walterio Fotógrafos Aline Messias Flávio Hopp Vivi Carvalho Wanderley Perna Editor de Arte Wanderley Perna www.wanderleyperna.com.br Publicidade E Anúncio comandorock@comandorock.net Tel.: 11 5093-9490 Assinatura comandorock@terra.com.br Impressão e Acabamento Print Express ___________________________________ Comando Rock – A Revista + Rock do Brasil é uma publicação mensal da Editora 9 de Julho Ltda. Todos os artigos aqui publicados são de responsabilidade dos autores, não representando necessariamente a opinião da revista. Proibida a cópia ou reprodução (parcial ou integral) das matérias, transcrições e fotos aqui publicados. Ninguém está autorizado a vender assinaturas da revista, a não ser diretamente com nosso Departamento Administrativo, respondendo à mala direta da editora ou acessando diretamente nosso site. Redação e Correspondência: Avenida Padre Antônio José dos Santos, 523 A CJ. 4 A – Brooklin – São Paulo/SP – CEP: 04563-011. Tel.: 11 5093-9490 E-mail:comandorock@comandorock.net Site: www.comandorock.net Fotos da Capa Scorpions (Oliver Rath) Judas Priest (Divulgação) Curtas do Rock ________________________4 Mad Old Lady _________________________10 MX _________________________________12 Corazones Muertos ____________________14 Sonata Arctica ________________________16 Unisonic _____________________________18 Manowar ____________________________20 Epica ________________________________22 Scorpions ___________________________24 Judas Priest _________________________28 Independentes...Por Enquanto ___________30 Guia de Lançamentos CDs _______________32 Estivemos Lá _________________________38 BRASIL QUE ME SEDUZ... DE DIA FALTA ÁGUA... DE NOITE FALTA LUZ Olá roqueiros. As expectativas para a economia brasileira deste ano não são nada animadoras. Por mais que o governo tente (mas, sem passar muita convicção) tranquilizar a população, afirmando que o País atravessa “apenas” um momento de turbulência financeira, a verdade é que a nação vive seu pior momento neste século. O dólar passou da casa de R$ 3,00, o preço da gasolina disparou (enquanto no mundo todo o valor pago nas bombas dos postos caiu), os alimentos – principalmente carne, verduras, pão e outros produtos da cesta básica – ficam mais caro a cada dia e a inflação está voltando (deve fechar em torno de 8% a 10% este ano). Isso sem contar o desemprego, a redução das vendas no comércio, a queda na produção das indústrias, o aumento das taxas de impostos, das contas de luz e água e a parada ou mesmo corte de vários programas e benefícios sociais. É verdade que parte destes problemas foi ocasionada pela maior seca atravessada pelo Nordeste e Sudeste nos últimos cem anos. Porém, o escândalo de corrupção na Petrobras – segundo os especialistas – foi o (ou um dos) principal responsável por esta instabilidade financeira no País. Ou seja, graças aos nossos governantes, mais uma vez, quem “paga o pato” é o povo. A marchinha carnavalesca “Vagalume”, composta por Vitor Simon e Fernando Martins, fez muito sucesso no ano de 54 cuja letra dizia “Rio de Janeiro, cidade que nos seduz. De dia falta água, de noite falta luz”. Hoje, passados mais de 60 anos, não apenas a cidade maravilhosa como boa parte do Brasil enfrentam os mesmos problemas. E, o que é pior, pagando cada vez mais caro para ter as torneiras secas e “ver” a eletricidade não chegar a casa da população. Mas, em um momento como este, o que fazer? Além de protestarmos contra tudo isso – que a democracia, até pelo menos por enquanto, nos permite – o povo precisa (de alguma forma) mudar alguns hábitos. Ou, como fazíamos ou como nossos pais faziam na época da megainflação nos anos 70 e 80, tomar algumas atitudes para economizar. A seguir, algumas dicas dadas pelos especialistas que podem “amenizar” o “rombo” no bolso de todos nós, principalmente em uma época em que a inflação mostra novamente que, ao contrário de nossos políticos, não está aí para brincadeira: Geladeira: descongele regularmente para evitar o acúmulo de gelo, que aumenta o consumo energético. Não use a parte traseira para secar roupas, o que sobrecarrega o motor. Não guarde alimentos quentes para que esfriem dentro da geladeira e retire o que for precisar de uma vez bem como abasteça a geladeira rapidamente. Lâmpadas: Troque lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes, o que pode gerar uma economia de até 80% de energia elétrica. Outra opção são as lâmpadas em LED, que estão mais acessíveis e duram cerca de sete anos com economia de 90% de energia. Ferro elétrico: Acumule a maior quantidade possível de roupas para passá-las de uma só vez. Use ferros a vapor e não os ferros a seco e deixe as roupas leves para passar após desligar o aparelho da tomada, pois ele retém o calor por mais dez minutos quando desconectado. Chuveiro elétrico: O chuveiro elétrico é responsável por quase 25% do consumo de energia de uma residência. Por isso, posicione a chave sempre na posição “verão” em dias mais quentes. Para economizar água reduza o tempo do banho para o máximo cinco minutos e procure se ensaboar com registro fechado. Máquina de lavar: Lave de uma só vez a quantidade máxima de roupa e use a quantidade certa de sabão para não repetir a operação de enxague. Use o cano de saída da água e acumule em um tanque, balde ou recipiente para que água possa ser reutilizada para, por exemplo, lavar o quintal. Supermercado: Faça pesquisa em pelo menos três estabelecimentos diferentes. Geralmente atacadistas oferecem melhores preços. Substitua marcas famosas por opções mais em conta. Se a família for grande, compre por atacado. Se possível, compre itens como arroz, feijão, óleo, farinha, açúcar e sal em maior quantidade. Nas feiras livres, procure ir após as 11h, quando surgem promoções e descontos. Substitua a carne vermelha por frango e peixe, que não sofreram tanto com a inflação nos últimos meses. Leve de casa uma lista dos produtos que realmente precise e não compre nada por impulso. Uma boa leitura e até a próxima edição. Marcos Filippi COMANDO ROCK - 3

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O Stone Sour anunciou os detalhes de seu EP Meanwhile In Burbank…, que terá cinco músicas e é exclusivo para o Record Store Day. O álbum traz covers de artistas lendários como Black Sabbath, Metallica, Kiss, Judas Priest e Alice in Chains. O EP foi gravado ao vivo na Califórnia e estará disponível em vinil exclusivamente em lojas selecionadas em 18 de abril. O guitarrista do grupo, Josh Rand, comentou: “Em fevereiro do ano passado, quando o Stone Sour estava fazendo turnês, Corey Taylor falou comigo sobre a banda fazer um cover de “The Dark”, do Metal Church, para o filme Fear Clinic. Achei que seria legal não somente gravar esta canção, mas cinco músicas cover que tínhamos tocado naquela turnê. A ideia não era fugir de uma música por ela ser muito popular ou escolher uma banda meio desconhecida, mas sim aquelas que realmente significaram algo para nós em algum ponto de nossa vida” O líder do Whitesnake, David Coverdale, revelou à revista Classic Rock que ele e seu antigo colega de banda no Deep Purple, Ritchie Blackmore, discutiram a possibilidade de trabalhar juntos novamente após a morte do tecladista Jon Lord, em 2012. “A trágica perda de Jon me fez finalmente perceber que a vida é curta para guardar animosidade, amargura e ressentimentos”, falou o vocalista à revista. “Então, decidi chegar no Ritchie para compartilhar a sensação de luto e perda de Jon com ele e expressar a minha gratidão para com ele por ter me trazido ao Deep Purple. Durante a conversa, discutimos a ideia de nos reunirmos de alguma maneira, que era o desejo de Jon”. De acordo com Coverdale, nada surgiu dessa ideia porque “após várias discussões com o empresário de Ritchie, senti que não compartilhava da mesma visão que eles tinham do projeto. Eu sinceramente desejei-os boa sorte e respeitavelmente me retirei”. Mas, Coverdale acrescentou. “Durante esse tempo, peguei alguns álbuns e comecei a mexer com algumas músicas, rearranjando ideias, adicionando uma nova batida aqui e ali. O bônus, para mim, foi que redescobri meu amor por aquele tempo e o trabalho que todos nós realizamos juntos. Época mágica”. O décimo segundo álbum de estúdio do Whitesnake, The Purple Album, será lançado em maio pela Frontiers Music SRL. The Purple Album é uma releitura das músicas clássicas da época de 4 - COMANDO ROCK 4 - COMANDO ROCK Lars Ulrich, em conversa com a Rollingstone.com, falou sobre o aguardado novo álbum do Metallica, dizendo que eles têm cerca de 20 canções compostas e esperam iniciar a pré-produção em breve, embora ainda não tenham escolhido quem será o produtor. “O processo criativo está perto de finalizar. Quando digo perto, quero dizer no próximo mês ou algo assim. Há muita coisa acontecendo e a vida segue com compromissos familiares e pessoais... Mas estamos trabalhando praticamente todos dos dias”. Enquanto o novo CD não é lançado, o grupo vai celebrar o Record Store Day nos EUA, dia 18 deste mês, com uma exata réplica da fita demo da própria banda, No Life ‘Til Leather, como uma cassete limitada. “Em 82 gravamos sete músicas que seriam nossa cartada inicial e que ficou conhecida como No Life ‘Til Leather e nos trouxe nosso primeiro contrato. Estivemos procurando em nossos arquivos, passamos pelo material original e remasterizamos isso para maximizar o potencial de som para 2015 sem alterar a mixagem original de qualquer forma”. A demo tape foi gravada com a primeira formação do Metallica – James Hetfield (vocal e guitarra), Lars Ulrich (bateria), Dave Mustaine (guitarra) e Ron McGovney (baixo) – e nunca foi disponível comercialmente até agora. Versões expandidas também serão lançadas, posteriormente, em CD e LP. E as novidades não param por aí: os shows que o grupo realizou nas últimas duas turnês feitas na Oceania, em 2010 e 2013, serão lançados em CD. Serão ao total 25 discos, que poderão ser adquiridos separadamente em torno de US$ 20 cada ou em um box-set que sairá por US$ 395 Coverdale como vocalista nos discos de estúdio das formações Mark 3 e Mark 4 do Deep Purple Em entrevista concedida ao The Morning Call, o guitarrista do Aerosmith, Brad Whitford, comentou a respeito da relação da banda como o novo projeto solo de Steven Tyler e sobre a possibilidade do grupo lançar novas músicas em breve. “Tyler tem tentado lançar um álbum novo há 20 anos. A minha esperança é de que esse projeto possa fazer com que ele fique inspirado para continuar a escrever novas canções para o Aerosmith”. Entretanto, o guitarrista admitiu que este é apenas um pensamento particular. “A verdade é que não há nenhuma movimentação para novas canções do Aerosmith. Não estamos em estúdio ou coisa assim. Não estamos muito certos de quando voltaremos a compor músicas novas. Talvez, em algum momento, poderemos gravar algo. Mas não há planos”. O álbum solo de Steven Tyler tem tomado forma nos últimos meses e a expectativa é de que seja oficialmente lançado ainda este ano O Kiss foi “pego em flagrante” usando música pré-gravada (ou playback) em um recente show que fez no Japão. O grupo, que estava em turnê na terra do sol nascente, incluiu a nova canção “Samurai Song” em seu set-list. Mas, como alguns notaram e eles mesmos admitiram, parte do que a plateia ouviu não estava sendo tocada ao vivo no palco. “Para reproduzir “Samurai Song” tocamos ao vivo com trilhas extras gravadas. Nada a esconder”, afirmou o conjunto de mascarados em nota O documentário Foo Fighters: Sonic Highways, que foi exibido na HBO e dirigido pelo próprio frontman do Foo Fighters, Dave Grohl, vai receber um tratamento de luxo em mídias físicas e lançamento digital pelo iTunes. O DVD/Blu-Ray, que será lançado este mês, terá filmagem exclusiva de cada um dos oito episódios além de entrevistas exclusivas com o Presidente Barack Obama, Dan Auerbach (Black Keys), Chuck D (Public Enemy), Billy Gibbons (ZZ Top), Gibby Haynes (Butthole Surfers), Joan Jett, Ian Mackaye (Fugazi), Dolly Parton, Carrie Underwood e Joe Walsh. E, falando na banda, o site Tenho Mais Discos Que Amigos anunciou que o

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grupo arrecadou aproximadamente R$ 50 milhões com a turnê pela América Latina, em janeiro deste ano, quando foram realizados quatro shows no País. A tour foi vista por um público total de 216.615 pessoas Em conversa com o Scenestr, da Austrália, Rob Halford falou sobre o Fight, banda com o qual lançou dois álbuns (War Of Words, de 93, e A Small Deadly Space, de 95) e que contava com Scott Travis na bateria, Russ Parrish e Brian Tilse nas guitarras e Jay Jay Brown no baixo. “Levou muito tempo para acertar os detalhes, mas meu trabalho solo aos poucos está sendo colocado de novo no mercado. Se eu tiver oportunidade, gostaria de fazer algo assim novamente. Mas, o Priest é minha prioridade. Então é questão de ter tempo para isto. Gostaria muito de reviver o Fight. Lembro de viajar com eles a Austrália. Céus... isto foi há muito tempo. Talvez faça algo de novo com o Fight, me reconecte com a banda e tenha bons momentos” O Napalm Death teve que pausar um show nos Estados Unidos em fevereiro quando um morcego entrou no local. A banda ficou distraída pelo animal, que estava voando sobre o palco durante o set em Massachusetts. Claramente preocupado pelo bem estar do bicho voador, o frontman Barney Greenway pediu à equipe que tentasse direcionar o morcego para a porta. Mas, a banda claramente viu o lado engraçado dessa história e espontaneamente começou a tocar o riff de “Black Sabbath” em uma clara referência ao vocalista Ozzy Osbourne, que mordeu a cabeça de um morcego no palco em 82 E, falando em morcegos, os mamíferos voadores finalmente conseguiram sua vingança sobre Ozzy Osbourne. O vocalista, que comprou um terreno na cidade inglesa de Buckinghamshire, tentou reformar um celeiro, mas foi impedido pelo governo local depois que foi descoberto que corujas e morcegos viviam ali. Entre as espécies estão morcegos marrons de orelhas compridas e morcegos-anão, espécies raras que são protegidas por leis ambientais. Uma licença é necessária para a reforma ser feita de forma correta. De acordo com o The Daily Record, Ozzy tem que desembolsar algo em torno de US$ 28 mil para conseguir a licença para remover os morcegos de seu lar de US$ 5 milhões. O não cumprimento resultará na prisão de seis meses e uma multa de US$ 5 todo o material era muito bom. Foi um mil por animal maltratado projeto bem divertido porque sei o que está chegando. E existem algumas granDe acordo com o The Pulse Radio, Jimmy des surpresas” Page revelou alguma luz sobre o seu vindouro projeto solo. “Como ele come- A imprensa de Des Moines, Iowa, reporça? Você tem que pegar a guitarra e ficar ta que Mickeal Gordon Thomson, provaem uma boa forma primeiro. Atualmen- velmente o Mick Thomson do Slipknot, te estou no processo de alcançar isso, e seu irmão Andrew John Thomson esmas também estou no processo de fazer tavam brigando armados com facas na essa série de reedições dos CDs do Led. frente de uma casa. A princípio os irmãos Será mais perto do final do ano. Defini- estavam discutindo dentro de casa, mas tivamente estou aquecendo as cordas! O foram para fora depois da briga se tornar que estou fazendo vai ser bem diferente. física. Os policiais chegaram e encontraSerá algo que, com sorte, vocês não es- ram os irmãos bêbados e “com ferimentos tão imaginando que eu faria”. Ele disse graves, mas não correm risco de vida”. que está animado com os fãs e a reação Mick foi esfaqueado na parte de trás da dos críticos para as edições expandidas cabeça. Sem detalhes do motivo pelo qual dos álbuns do Led até o momento. “A estavam brigando, os dois foram levados resposta tem sido fenomenal. Sabia que para um hospital local COMANDO ROCK - 5 COMANDO ROCK - 5

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O Krisiun já se encontra gravando um novo álbum e o local escolhido para a empreitada foi o Mana Recording Studios, na Flórida. A produção do novo CD ficou para Erik Turan, que já trabalhou com Cannibal Corpse, Nile, Six Feet Under, Agnostic Front e outros. A assinatura dele também está no álbum Conquerors of Armageddon, de 99, o disco mais bem-sucedido do trio gaúcho O Helloween anunciou detalhes do seu novo álbum. O 15º disco terá o nome de My God-Given Right e será lançado no dia 29 de maio, via Nuclear Blast. O CD foi gravado entre outubro do ano passado e fevereiro deste ano e mais uma vez com o produtor Charlie Bauerfeind. Andi comentou: “Nunca sei como, mas de alguma forma nós fizemos isso de novo... O álbum esta realmente demais! Nós temos as melhores pessoas conosco que tornam isso possível” Dando início às comemorações de 30 anos de estrada, o Viper está lançando o álbum com o registro do show gravado ao vivo no Via Marques, em São Paulo. O CD Viper – To Live Again – Live in São Paulo terá lançamento especial, em festa no Manifesto Bar, que comemora também o aniversário da banda. Na ocasião, o disco estará disponível para compra. No evento, que será dia 8 deste mês, serão exibidas em primeira mão algumas músicas do DVD, que será lançado ainda no primeiro semestre deste ano. A festa ainda contará com todos os integrantes do grupo, que farão uma jam session com convidados especiais O frontman do Green Day, Billie Joe Armstrong, abriu sua própria loja de guitarras. A Broken Guitars começou a funcionar no começo deste mês, em sua cidade natal, Oakland, na Califórnia. O East Bay Express, um jornal local, noticiou que o músico iniciou o novo negócio em sociedade com Bill Schneider, que toca com Armstrong na banda Pinhead Gunpowder. Schneider previamente foi dono de uma loja de música local, a Univibe, que fechou em 2001 O Matanza anunciou em sua página oficial que o novo baixista da banda é Dony “Don” Escobar (Os Vulcânicos), substituindo China que, segundo a publicação, foi morar no Havaí. E o novo álbum de inéditas, Pior Cenário Possível, será lançado ainda neste semestre pela Deck 6 - COMANDO ROCK 6 - COMANDO ROCK O empresário do Rush, Ray Danniels, afirmou que as chances de que a vindoura turnê da banda pelos EUA pode ser a última e a situa “em algum lugar entre possível e provável”, mas que ninguém quer trata-la como um tour de despedida. Os gigantes canadenses anunciaram uma empreitada de 34 shows a partir de maio depois de passarem debatendo sobre cair na estrada ou não. O baterista Neil Peart falou a respeito de não querer deixar sua família por longos períodos de tempo, enquanto o guitarrista Alex Lifeson admitiu que o grupo se acostumou com a vida doméstica depois de tirar um ano de folga. “Alguns de nós seguiriam em frente para sempre e alguns de nós não. Então é um processo de resolver isso e o que alguém pensa hoje por não ser o que pensará daqui a um mês”, disse o empresário em entrevista. Perguntado sobre uma mudança de opinião ao fim da turnê, ele declarou: “É possível. Estou focado em tirar o máximo disso e então ver o que rola. Eu não queria fazer uma turnê de despedida. Ninguém na banda queria isso. Ninguém acha que seja tão derradeira ou acha que não vai mais fazer música ou coisa do tipo. Mas, provavelmente não vou conseguir fazer com que uma banda de caras de 65 anos caia na estrada novamente. Neil é tão atleta quanto é músico, mas com esses sets de três horas, eu não sei se é possível se manter a altura do que é exigido. Cada um deles quer sair por cima em todos os aspectos. Tocar no nível que eles sempre conseguiram tocar” O Motorhead, que está completando 40 anos de carreira, confirmou que seu 22º álbum será lançado no segundo semestre deste ano. E o lançamento será também acompanhado da segunda edição do Motorboat, festival em um cruzeiro, em setembro David Gilmour anunciou que iniciará em setembro, na Europa, uma turnê solo, que coincidirá com o lançamento de seu novo álbum de estúdio, ainda sem título definido Menos de um ano após sua última turnê pelo Brasil, o Cavalera Conspiracy deve voltar ao País para várias apresentações. Pelo menos é isso que garante o jornal Destak. Segundo a publicação, as datas e locais ainda não foram confirmados, mas os shows serão realizados no mês de maio e a ideia é que a banda toque em locais menores e com preços de ingressos acessíveis Os shows de reunião em comemoração aos 50 anos do Grateful Dead estão deixando os fãs em polvorosa, a ponto de ingressos serem vendidos até por US$ 15 mil. Para arcar com os custos, alguns têm chegado aos limites da bizarrice. Um deles, que atende pelo nome de Matt, está vendendo o que afirma ser o dedo do falecido Jerry Garcia, devidamente acondicionado em um pote! Nas palavras de Matt, que pede US$ 5 mil pelo “souvenir”: “Me dói ter que me desfazer de algo tão colecionável, mas acredito que Jerry gostaria que estivesse presente neste último show”. Claro que todos sabem que se trata de uma farsa. Afinal, Jerry perdeu o dedo quando tinha quatro anos de idade e o membro apresentado, além de estar conservado demais para suas décadas de existência, não parece ser de uma criança... A Organização Mundial de Saúde alertou que apenas 28 segundos em um show de rock podem causar danos à audição. E ainda recomendou que as pessoas usem fones de ouvido por apenas uma hora a cada dia. A OMS acredita que mais de 1 bilhão de pessoas estão sob risco de sofrerem danos permanentes aos ouvidos por causa de seus hábitos auditivos e que mais de 43 milhões de pessoas, entre as idades de 12 e 35, já vivem com perda auditiva. Eles também alertam o público para limitar o volume dos aparelhos em 60%, fazer pausas em meio às sessões de audição e também a usar protetores auriculares em casas com muito barulho, como locais de shows e bares

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De acordo com o jornal Destak, o Yes voltará ao Brasil em outubro para promover o álbum Heaven & Earth e fará, ao menos, quatro apresentações em São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Porto Alegre. Dias e locais a definir A T4F anunciou oficialmente que o Pearl Jam fará cinco apresentações no Brasil no mês de novembro: dia 11, em Porto Alegre (Arena do Grêmio); dia 14, em São Paulo (Estádio do Morumbi); dia 17, em Brasília (Estádio Nacional Mané Garrincha); dia 20, em Belo Horizonte (Estádio do Mineirão); e dia 22, no Rio de Janeiro (Estádio do Maracanã). Mas, as boas notícias sempre são acompanhadas pelas más: Dave Abbruzzese, baterista que tocou no grupo entre 91 e 94 e gravou os álbuns Vs. e Vitalogy, está com um mandato de prisão decretado por envolvimento com tráfico de substâncias controladas. A polícia do Texas oferece uma recompensa US$ 1 mil para quem fornecer informações sobre seu paradeiro Os dois primeiros álbuns do Bad Company serão resmasterizados e expandidos com faixas bônus e raras. As edições de luxo de Bad Company (74) e Straight Shooter (75) chegam ao mercado este mês. As reedições foram remasterizadas utilizando as fitas originas e demos, takes alternativos e lado-B estão incluídos em discos separados A banda britânica de rock alternativo Blur anunciou o lançamento de um novo álbum de inéditas. Doze anos depois de Think Tank, de 2003, chega The Magic Whip. De acordo com o site oficial, o álbum será lançado dia 27 deste mês nos formatos CD e vinil e via download para vendas no Itunes O novo álbum do Kamelot, sucessor do Silverthorn (2012) será lançado no mês vem pela Napalm Records. Intitulado Haven, o disco foi produzido por Sascha Paeth e masterizado por Jacob Hansen. Entre os convidados estão Alissa White-Gluz (Arch Enemy), Troy Donockley (Nightwish) e Charlotte Wessels (Delain) Jonny Greenwood levou sua guitarra Fender de volta aos palcos quase 20 anos depois que a mesma foi roubada em 95 durante a turnê do Radiohead nos EUA, quando a banda divulgava seu segundo álbum The 8 - COMANDO ROCK 8 - COMANDO ROCK Em entrevista a uma rádio na Flórida, o baterista do Iron Maiden, Nicko McBrain, falou sobre a saúde do vocalista Bruce Dickinson, que foi diagnosticado recentemente com câncer na língua. “Ficamos chocados, mas o lado positivo é que Bruce está em boas mãos na Inglaterra. Não apenas sua família, mas os oncologistas e todas as pessoas que estão trabalhando com ele, estão otimistas. Assim como Bruce está sendo durante todo o processo”, continuou McBrain. “Semana passada foi feito o anúncio oficial, assim que ele terminou o tratamento, que foi muito bem sucedido. Não tinha falado com Bruce havia algumas semanas, mas de acordo com nosso empresário ele está animado, considerando a brutalidade da radioterapia. Ele passou por três sessões de quimioterapia, o que tem sido doloroso. E ele está lidando bem com tudo. Esteve no escritório na quarta-feira da semana passada e depois foi ao pub... Embora não possa beber. Mas, ele pegou uma garrafa na mão e disse ‘ao menos eu sei que é uma Trooper’ (cerveja oficial da banda)”. O baterista finaliza: “Apenas para todos saberem, Bruce está em boas mãos e está indo muito bem. Podemos esperar uma recuperação completa nos próximos meses. Temos um álbum que está pronto para sair este ano. Estávamos planejando excursionar para promovê-lo e, considerando que Bruce estará bem, a expectativa é que nos próximos meses, bem... nunca se sabe quando algo vai acontecer (risos)”. Embora não tenha sido feito um anúncio oficial, sabe-se que o Iron Maiden esteve em Paris nos últimos meses com o produtor Kevin Shirley preparando o novo álbum Bends. O instrumento voltou a seu dono graças a ajuda de um fã. O site The King Of Gear soube de um leitor que reconheceu a Fender Telecaster Plus e conseguiu arranjar seu retorno. O site explicou: “Alguém reconheceu a Telecaster de Jonny como sendo aquela que tinha sido comprada em Denver, a cidade na qual foi roubada em outubro de 95. Dei o contato de Plank, técnico de guitarra do grupo, e como resultado ela foi devolvida a Jonny”. Greenwood tocou novamente com o instrumento durante o show em Oxford em fevereiro Stillness In Motion – Vai Live In L.A. é o título do novo DVD de Steve Vai, agendado para sair no início deste mês via Sony Music. Disponível em DVD e CD duplos, o material foi registrado no Club Nokia de Los Angeles em 12 de outubro de 2012 A música “Eduardo e Mônica”, um dos maiores sucessos da Legião Urbana e composta por Renato Russo, vai virar filme. A produtora Gávea Filmes comprou os direitos autorais para a produção, que será dirigida por René Sampaio, o mesmo de Faroeste Caboclo. As filmagens devem ter início em setembro. O longa-metragem vai se passar em Brasília, no ano de 86, mesma época do lançamento do álbum Dois (que trazia a referida faixa). A produtora Bianca de Felippes confirmou que Eduardo e Mônica vai ser uma história de amor, mas não uma comédia romântica Em conversa com a People Magazine, Jon Bon Jovi revelou que está trabalhando em um novo álbum, mas não informou se é algo solo ou será o sucessor de What About Now, lançado pela banda Bon Jovi em 2013 Rivals, o álbum de retorno do Coal Chamber, será lançado em maio. O primeiro disco da banda em mais de 13 anos foi gravado com o produtor Mark Lewis (DevilDriver e Cannibal Corpse) O Blind Guardian anunciou shows em sete capitais brasileiras para o mês de outubro. Os shows divulgando o novo álbum Beyond The Red Mirror e apresentando o novo baixista Barend Courbois devem começar pelo Ceará e passarão por Pernambuco, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio, Minas e São Paulo, além de outras cidades na América do Sul

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O Mad Old Lady é uma banda que está construindo seu nome no Brasil. Apesar do pouco tempo de carreira, o grupo – formado em 2011 – passou a ser notado pelo público e pela mídia especializada devido a alta qualidade de seu heavy metal, que flerta com o hard rock e até mesmo com o pop e inclui, em suas canções, instrumentos como harpa, piano, cravos e flautas. Em 2013, o conjunto lançou seu álbum de estreia Viking Soul. Em apenas um ano, devido a contribuição da Internet, foram distribuídos gratuitamente 16 mil CDs, contando América Latina, Europa e Estados Unidos. Agora, depois de passar por uma reformulação em seu line up e abrir no ano passado shows de nomes como Marillion e Tarja Turunen, o Mad Old Lady resolveu investir no mercado internacional. Para isso, Eduardo Parras (vocal), Fernando Giovannetti (baixo), Timo Kaarkoski e Tiago de Moura (guitarras), Guga Bento (bateria) e Rafael Agostino (teclados) resolveram regravar as dez faixas de seu álbum de estreia com a intenção de dar mais peso e nova roupagem ao repertório. O resultado é o CD Power of Warrior. O disco foi gravado na Dinamarca com o renomado produtor Tommy Hansen, que já trabalhou com Helloween (inclusive nos dois volumes de Keeper of the Seven Keys, de 87 e 88), TNT e Pretty Maids. O grupo decidiu gravar no estúdio de Hansen pelo fato de o produtor ter equipamentos de gravação digital (sistema Pro Tools HD3 Accel 96) e analógico (gravador de fita de 24 canais, equipamento consagrado há décadas pelas bandas que hoje são chamadas de classic rock). Nesta entrevista a Comando Rock, o vocalista Eduardo Parras fala da nova fase da banda, da gravação de Power of Warrior, da abertura dos shows para o Marillion e para Tarja e da carreira internacional que se inicia para o grupo. Comando Rock: Queria que começasse falando sobre o início da banda. Quando e onde ela surgiu? Eduardo Parras: A banda surgiu há quatro anos com outra formação. Estávamos no caminho do hard rock e pitadas de heavy metal. Na mudança de formação, pelas características dos novos músicos, entramos no consenso de regravar o CD com uma pegada total de heavy metal. Somos quatro integrantes de São Paulo, um do Rio Grande do Sul e outro da Finlândia. book anunciamos que entregaríamos em casa o CD de forma gratuita para quem nos enviasse o endereço. A surpresa foi que aproximadamente 16 mil CDs em um ano foram distribuídos, contando América Latina, Europa e Estados Unidos. Agora, vocês resolveram regravar o álbum de estreia, que recebeu o título de Power Of Warrior. Por que decidiram regravar as músicas do CD de estreia e não lançar um novo trabalho de estúdio? A intenção foi internacionalizar a banda. Ninguém praticamente fora do Brasil conhecia nosso trabalho. As músicas estavam ensaiadas para os shows que estávamos fazendo e sendo modificadas com a pegada nova dos músicos. Então, resolvi apostar nas mesmas canções com roupagem e produção diferentes. Musicalmente, quais as diferenças e melhorias na sonoridade você apontaria entre as duas versões do álbum? A primeira versão foi mixada na Bélgica e trouxe uma sonoridade mais aveludada e grave, dando muita ênfase a outros instrumentos como harpas, pianos, cravos e flauEm 2013 vocês lançaram o álbum de es- tas, todas no contexto proposto. No seguntreia Viking Soul. Queria que falasse da do, com a produção do Tommy, a pegada foi repercussão deste álbum. outra: as guitarras chegaram, o teclado enFoi muito legal a experiência. Através do Face- trou no lugar de harpas e flautas, além da 10 - COMANDO ROCK

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velocidade das músicas terem sido aumenta- lhores bandas e tudo isso foi colocado a nossa Sim , temos pelo menos seis ou sete canções das. Imagino ter chegado próximo ao heavy disposição. Foi maravilhoso ter conhecido esta sendo trabalhadas e digo que serão num formetal dos anos 80. figura única. mato épico. Terão um tempo maior porque exploraremos muito cada tema envolvido. Estou Vocês gravaram Power of Warrior na Di- Em relação as letras, elas seguem um ansioso porque será algo muito legal e diferennamarca, fazendo a mistura de apare- tema específico? Caso não, do que a letras te. Aguardem! lhagem digital de ponta, gravações em tratam? disco rígido com o sistema Pro Tools Fiz uma boa parte delas e sempre me preocu- No ano passado vocês abriram os shows HD3 Accel 96, com o velho gravador de pei de não rotular pensamentos, deixando-os da Tarja Turunen e do grupo britânico fita de rolo e 24 canais e sistema analó- abertos para que as pessoas organizassem por Marillion. Como foram estes shows? gico. Como foi gravar um álbum usando, si as ideias. Gosto de temas dramáticos e moti- Abrimos para o Offspring e para o Angra tamao mesmo tempo, as técnicas do passado vacionais. Apelo muito para temas de batalhas, bém. O Marillion foi uma experiência de como e do presente? guerras e superação. se deve trabalhar em um show. Aprendemos e Cara foi impressionante a experiência. Foi ficamos impressionados com o nível técnico de uma sensação de ruídos diferentes, levando a Musicalmente, o som do Mad Old Lady toda a equipe. Quanto ao público do Marillion música para caminhos diferentes também. Foi segue o heavy metal clássico e o power diria que foi o que deveria ser: parados e atenquase uma obra de arte. metal… Mas, ouvindo as faixas de Power tos aos detalhes. Somente isso. O da Tarja foi of Warrior, dá a sensação de ouvirmos um uma explosão de prazer para nós. Foi muito A produção ficou a cargo de Tommy álbum do Manowar, com canções que dão empolgante. A galera participou de todas as Hansen, que produziu alguns dos prin- um clima de uma batalha medieval. Esta músicas, do show inteiro. Ganhamos cinco micipais discos do Helloween. Como che- era a intenção? nutos a mais e aproveitamos ao máximo. Foi garam até ele e o que mais ele contri- Não exatamente... Falarmos destes temas nos uma injeção de ânimo. buiu para que chegassem ao resultado aproximam muitas vezes do Manowar. Sou final do álbum? muito fã deles. Mas, ainda acho que não es- Quais os próximos projetos da banda? Chegamos até ele através do baixista Fernan- tamos tão pertos assim. Mas, provocar estas Em fevereiro foi o lançamento internacional do Giovannetti, que havia feito um trabalho sensações, você tem razão: quisemos sim. da Mad Old Lady. Deveremos assinar com com ele. Queríamos a mesma sonoridade e duas gravadoras diferentes, uma para América assinatura de um grande produtor para que o Já começaram a compor canções para um Latina e outra para Europa e Estados Unidos. mercado internacional prestasse atenção em próximo álbum de estúdio? O que pode falar Com a Ásia ainda está em negociação. Deverenós. O Tommy é um verdadeiro mago, genial, sobre as canções, temática das letras, título mos fazer também shows na Argentina, Urutocou com Deep Purple, viveu no auge das me- do álbum, previsão de lançamento...? guai e Chile e festivais na Europa. v sandro waltério COMANDO ROCK - 11

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oje, os novos (e desinformados) headbangers podem não conhecer bem a trajetória da banda paulista MX. Mas, o grupo – formado em 85 na cidade de Santo André – foi um dos principais nomes do cenário metal nacional nas décadas de 80 e 90. Alexandre Cunha (vocal e bateria), Alexandre “Morto” Favoretto (baixo e vocal), Décio Jr. (guitarra) e Alexandre “Dumbo” Gonsalves (guitarra) marcaram seu nome na história do rock pesado brasileiro, lotando casas de shows e lançando álbuns clássicos como Simoniacal (88) e Mental Slavery (89). Para se ter uma ideia da importância do MX para o mundo metálico, Katon de Pena (vocalista do norte-americano Hirax) disse em uma entrevista que adorava a banda. Em seguida, um dos músicos da revelação Ghost citou ao portal G1 que o MX está entre seus preferidos do thrash metal mundial. Se o sucesso e o reconhecimento foram obtidos no fim dos anos 80 e começo dos anos 90, o mesmo não perdurou nos últimos cinco anos da última década do século passado. Mesmo lançando bons discos como Again (97) e The Last File (2000), o MX passava por momentos internos conturbados que ocasionaram o fim da banda em 2002. 12 - COMANDO ROCK H Dez anos depois a formação clássica resolveu voltar a ativa e, logo de cara, tocou para duas mil pessoas na abertura para os suecos do Arch Enemy. No ano seguinte foi a vez de dividirem o palco com o Destruction. O (bom) retorno fez com que o quarteto resolvesse entrar em estúdio para regravar canções dos clássicos álbuns Simoniacal (88) e Mental Slavery (89) agora com uma nova roupagem. O resultado foi o CD Re-Lapse, contendo 12 faixas sendo que “Fighting For The Bastards” ganhou letra adaptada para o português e contou com a participação de João Gordo (Ratos de Porão). O repertório do novo trabalho foi todo escolhido pelos fãs, numa votação pela internet. Para este ano, a banda – que irá completar 30 anos de carreira – pretende lançar um DVD contendo o show ao lado do Arch Enemy em 2012 e também gravar seu novo (e inédito) álbum de estúdio. Nesta entrevista a Comando Rock, o guitarrista Alexandre “Dumbo” Gonsalves falou sobre o retorno do MX aos palcos, da ideia de lançar o álbum Re-Lapse contendo faixas de Simoniacal e Mental Slavery, da abertura da apresentação do Arch Enemy, do cenário dos anos 80 e atual e de outros assuntos. Comando Rock: O MX encerrou as atividades em 2002. Por quais motivos resol- veram parar com a banda naquela época? Alexandre “Dumbo” Gonsalves: Já não existia mais banda há algum tempo. Os interesses dos integrantes eram outros. O último álbum lançado antes da parada, o The Last File, é o reflexo disso, pois foi composto e gravado na íntegra pelo baterista Alexandre Cunha e eu. O gravamos mais com o intuito de ter esse último registro da banda, tanto é que nem lançado oficialmente foi e pouca gente o conhece. Dez anos depois vocês voltaram à ativa com a formação original. Por que e como resolveram reestruturar o grupo depois de tantos anos? A pessoa que menos tínhamos contato era o Décio, que já nem morava mais no ABC. De uns tempos para cá, meio que inexplicavelmente, voltamos a nos encontrar e resolvemos voltar com o grupo. Só voltamos porque é uma formação embrionária. Essas quatro peças formaram a banda que nem se chamava MX há mais de 30 anos. Durante estes anos que ficaram afastados do MX vocês mantinham contato e ou amizade ou cada um seguiu seu rumo na vida? Sim, só o Décio que ficamos um bom tempo sem contato, mas a amizade continuou.

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Aliás, durante estes dez anos, o que cada um de vocês andou fazendo? Cada um tem sua atividade extra banda e foi com isso que nos ocupamos esse tempo todo, além da família, pois somos todos casados e alguns têm filhos. Como foram os primeiros ensaios depois que decidiram retornar à ativa? Esquisito (risos)! Mas, deu para sentir que aquilo era o certo a se fazer. Um dos primeiros shows deste retorno ocorreu em São Paulo, quando abriram o show do Arch Enemy para mais de duas mil pessoas em 2012. Qual foi a sensação daquele show? Ficamos surpresos com a reação do público, pois em sua maioria eram jovens e muitos deles nem haviam nascido quando o MX estourou no fim dos anos 80. Então, para nós, foi uma ótima surpresa, logo na volta. Katon de Pena, vocalista do Hirax, e um dos músicos do Ghost disseram em entrevistas que eram fãs do MX. O que estas declarações representaram para vocês? É sempre bom receber esses elogios de pessoas ou bandas que têm nomes de peso na música pesada em geral. No ano passado vocês lançaram o álbum Re-Lapse, contendo regravações de dois clássicos da banda: Simoniacal (88) e Mental Slavery (89). Por que resolveram regravar as canções destes discos em vez de lançarem um CD com músicas inéditas? Achamos que nossos dois primeiros álbuns mereciam uma gravação decente pois, na época, os recursos que tínhamos eram toscos demais. Queríamos aproveitar e mostrar para os mais novos a força que essas músicas têm até hoje, só que com uma produção melhor. A escolha do repertório foi decidida pelos fãs em uma votação pela Internet. Como surgiu esta ideia dos fãs escolheram as 12 faixas do álbum? Se não me engano essa ideia foi do Luciano Piantonni (assessor e grande amigo da banda). Concordamos, pois achamos justo que os fãs escolhessem as faixas por motivos óbvios. Quais as principais diferenças você apontaria na sonoridade das canções gravadas hoje em Re-Lapse em relação às gravações originais? Em sua opinião, elas sofreram grandes mudanças com a tecnologia que existe hoje em dia? Sem dúvida ganharam mais força. As músicas cresceram muito, mas foi simplesmente pelo motivo de terem sido gravadas atualmente com uma qualidade muito melhor, pois foram tocadas da mesma forma que antes, a não ser os solos do Décio que naturalmente sofreram mudanças. Quais as regravações que você considera que ficaram melhores em relação às originais? Em geral as músicas do Simoniacal. Essas cresceram absurdamente. “Fighting For The Bastards” entrou também como uma faixa bônus, com letra adaptada para o português e contou com a participação do João Gordo. Como rolou esta parceria com ele? O Alexandre Cunha teve a ideia de chamar o cara para participar. Fizemos a versão em português e automaticamente veio o nome João Gordo para assumir essa parte. Entramos em contato com o próprio e o convite foi aceito na hora. Li em uma entrevista que vocês também tentaram a participação de Katon de Pena em uma das faixas do álbum. O que ocorreu para ele não participar? Também gostaria de saber. Encontramos com ele na última turnê do Hirax no Brasil, conversamos e ele ficou de gravar a voz em uma das músicas do Re-Lapse. Ele ficou bem empolgado com a ideia, mandamos o arquivo para ele e estamos esperando até agora (risos)! Pensam em regravar em um CD canções de Again (97) e The Last File (2000)? Não. Pelo menos nunca conversamos a respeito. A meta agora é gravar um álbum de inéditas. No ano passado vocês abriram a apresentação do Exodus, banda com quem já haviam tocado em 97. Como foi a sensação de voltar a tocar ao lado deles? Fantástico. É a banda preferida de todos nós do MX e, para ajudar, os caras são muito gente boa. Resumindo: foi f...! Vocês gravaram a apresentação feita ao lado do Arch Enemy para ser lançada como um DVD. Além do show, o que o DVD terá como bônus? Já tem título e previsão de quando será lançado? Na verdade tanto essa filmagem quanto as outras estão sendo colhidas para um documentário que está sendo produzido por uma produtora independente. Vocês já estão com composições para um futuro álbum de estúdio? O que pode falar sobre as músicas, a sonoridade e a temática das letras? Qual a previsão de lançamento? Sim, temos algumas coisas prontas e muitas outras por fazer. Pretendemos entrar em estúdio A antológica banda do ABC paulista, formada em 85, retornou aos palcos em 2012 após um hiato de dez anos e agora está lançando o CD Re-Lapse contendo clássicos dos álbuns Simoniacal (88) e Mental Slavery (89) Marcos Filippi no segundo semestre deste ano. O que posso falar até agora das músicas compostas é que, ao mesmo tempo em que estão diferentes, não perderam a agressividade em relação aos trabalhos antigos. O MX iniciou a carreira em 85 e marcou seu nome no cenário metal nacional. Quais as melhores (e piores) lembranças que têm daquela época? As melhores é que nos anos 80 era fácil fazer show com a casa sempre lotada. As piores é que, mesmo assim, tínhamos que tirar água de pedra em todos os sentidos para gravar, ter um equipamento razoável... Quais as principais diferenças você destacaria entre a cena dos anos 80 e 90 com a atual? Hoje temos uma gama enorme de estilos musicais. É tanto rótulo e tanta tendência que tem coisa que me falam e eu nem sei dizer do que se trata. Antigamente era mais focado, mas isso não quer dizer que é ruim. Hoje o Brasil está na rota de toda e qualquer banda de metal. Aliás, de tudo quanto é gênero de música, o que dá as pessoas mais alternativas. Este ano a banda completará 30 anos de carreira. Além do DVD, quais os projetos para comemorar a data? Álbum novo! v COMANDO ROCK - 13- 13 COMANDO ROCK

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orazones Muertos é uma banda de rock’n’roll no seu melhor espírito: música alta, de qualidade, sem poses, um som honesto e direto! Na estrada já há um bom tempo e com origem na Argentina, o grupo acabou criando raízes por aqui após uma tour, onde seu líder e mentor Joe Klenner resolveu ficar pelo País e reestruturar o conjunto com alguns ótimos músicos locais. Lançando seu mais recente álbum Alive From The Graveyard, a meta agora de Joe Klenner (vocal), Flavio Cavichioli (bateria), Guilherme (guitarra) e Arthur (baixo) é a mesma de sempre: continuar lançando bons discos e tocando em todas as partes a serviço do rock and roll! Nesta entrevista a Comando Rock, o líder Joe Klenner fala do novo álbum do Corazones Muertos, da decisão de morar no Brasil, do atual momento do rock nacional, dos próximos projetos do grupo e de outros assuntos. Comando Rock: Vamos começar direto pelas novidades da banda. O Corazones Muertos está lançando o CD Alive From The Graveyard. Poderia falar mais a respeito dele como, por exemplo, como foi gravado, tempo de estúdio, selo, composições...? Joe Klenner: Algumas músicas do CD são regravações de canções da fase antiga do Corazones Muertos. Fizemos isso para mostrar um pouco a pegada que tem a formação atual da banda. Foi gravado do jeito mais simples: todo mundo junto e já era. É exatamente o que você vai escutar em qualquer show nosso, sem mentiras nem truques, nem 50 guitarras gravadas. E a escolha do título? Algo relacionado à história da banda? 14 - COMANDO ROCK C O título tem a ver com um a música “Don’t Kill Rock & Roll” e a frase que fala “....I came from the graveyard...where the flies are smoking...”. Tem a ver um pouco com isso. O Corazones Muertos ficou enterrado no cemitério por muitos anos, só que agora estamos mais vivos que nunca. Escutando o disco achei o resultado sensacional, tanto musicalmente quanto na qualidade da gravação e tudo mais. Um poderoso disco no melhor espírito do rock and roll. O que a banda achou do resultado final? Ficou totalmente satisfeito ou faltou algo? Como disco “ao vivo” está ótimo. É praticamente a gravação de um ensaio nosso. Tem músicas com vibes e timbres diferentes porque as horas foram passando e as cervejas fazendo efeito... Mas, justamente isso era o que estávamos procurando mostrar. A banda como soa em cima do palco do mesmo jeito do Alive from The Graveyard. É o reflexo mais fiel do que a banda é hoje em dia ao vivo. E nunca estamos 100% satisfeitos (risos). Junto com o lançamento veio o excelente clipe de “Don’t Kill Rock & Roll”. Fale mais a respeito dele e o motivo da escolha desta faixa em especial. A produção e direção foi por conta do nosso amigo Ivan Shupikov. Mesmo ele sendo um conhecido e renomado fotógrafo, nunca tinha dirigido um vídeo de uma banda. Até por isso foi uma experiência muito legal. A gente meio que contou para ele qual que era a nossa visão para o vídeo. Queríamos algo simples, que mostrasse a banda como ela é realmente e sem todos esses clichês que envolvem a maioria dos vídeos das bandas de rock: meninas mostrando

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Imagino que já dividiram o palco com outros grandes nomes do rock também. Algum show em particular foi mais gratificante para vocês por algum motivo? Ainda nem tínhamos lançado nosso CD Alive from The Graveyard e fomos chamados para participar do festival Vaca Amarela, em Goiânia. Foi bem legal porque a gente era praticamente desconhecido para o público de lá e colocaram a gente para fechar um dos palcos principais e no MáRCIO carlos outro quem fechava era o Projota. Outro show muito legal foi um que fizemos com os Black Corazones Muertos é a nossa prioridade #1! O lançamento foi em CD até o momento. Drawing Chalks no Inferno Clube. Flavio Cavichioli, nosso baterista, tocou no ForMas, parece que existem planos para sair gotten Boys nos melhores anos da carreira da também em vinil... A banda tem sua origem na Argentina e banda. Eu ainda toco baixo com Daniel Belleza Na verdade esse CD por agora não vai sair em seu único integrante original hoje em dia e os Corações em Fúria, mas o Daniel está com vinil. O que vai ser lançado agora é um com- é você. Pode falar a respeito da época dos outros projetos também então a banda está pacto 7’ em vinil. Será um split junto com a Corazones Muertos por lá? com poucas atividades por enquanto. Guilherbanda Overfuzz, de Goiânia. Nesse compacto A gente começou em 2001, em Buenos Aires. me, o guitarrista, também tem outro projeto, serão lançadas as versões em estúdio das mú- Falar das formações é difícil porque mudou um duo de blues/garage. E o Arthur, o baixista sicas “All the Things” e “Crown of Thorns”, que várias vezes. Acho que tiveram umas três na de Corazones Muertos, é um mistério (risos). estão no novo CD, só que em versão ao vivo. Argentina. Lançamos o EP ...No Corras Más..., em 2001; o single Los Perros, em 2002; o disco Qual sua visão sobre o atual momento do E o mercado de vinil parece que vai cres- Generación Perdida, em 2003; e o split álbum rock nacional e do mercado musical em cendo aos poucos novamente. Para toda Rock & Roll Used To Mean Somethin com o cana- geral? Tem (novas) bandas que chamaram banda que toca rock ter sua obra lançada dense Neil Leyton. Também participamos de a atenção? nesse formato é algo muito especial. Ima- várias coletâneas internacionais como as Rock Tá uma m... Quando cheguei ao Brasil tinha uma gino que pensem assim também... & Roll Salvation Vol. I e II junto com bandas cena de rock underground muito forte. Depois, Sim, a nossa ideia na verdade é, daqui para fren- como Diamond Dogs, Supersuckers , Sylvain com os anos, lamentavelmente foi mudando até te, lançar nossas músicas basicamente só em Sylvain (NY Dolls) e The Flaming Sideburns. chegar ao que é hoje em dia: bandas cover...banvinil. Mas, isso vai depender também das possidas cover...bandas cover... Mas, sempre tem banbilidades econômicas já que é um formato muito E como foi a mudança de País, nova for- das novas legais surgindo no underground. É só caro para produzir aqui no Brasil. Bem diferente mação, essa experiência toda para você? procurar um pouco. Tem Overfuzz e Hellbenders do que sucede na Europa ou nos Estados Unidos, Algo realmente planejado ou a vida tomou (de Goiânia) e Veronica Kills, Estiletes, Belfast e onde o custo benefício é muito maior. Mesmo as- novos rumos? Thrills and the Chase, aqui de São Paulo. Numa sim, para março/abril, já está agendado o lança- Não conhecia o Brasil até 2005, quando foi pegada mais hard rock tem Trezzy e Sioux 66, que mento de outro compacto 7’, só que esse vai ser nossa primeira turnê pelo País. Achei tão le- são muito profissionais. Tem várias: é só procurásó nosso. O título será Spikes & Dogs e as músicas gal que fiquei apaixonado pelo Brasil e acabei -las e apoia-las para tentar mudar a cena do nosso já foram gravadas e mixadas pelo Michel Kuaker. ficando aqui. Não foi nada planejado, simples- rock que está bem carente de coisas boas autorais. mente aconteceu! Já são quase dez anos que E como foi que rolou o contato com o selo estou morando aqui. Falando em selo independente, você é dono Crasso Records? e mentor do conceituado Bourbon RecorTínhamos uns selos interessados nos Corazo- E as influências musicais ainda são as ds. Como anda a gravadora no momento? nes Muertos e a Crasso foi a gravadora que me- mesmas desde o começo da banda? O que Existem planos para novos lançamentos? lhor se encaixou nas nossas necessidades. É um curtem hoje em dia? Na verdade já não estou mais no Bourbon Reselo relativamente novo de ska/reggae/punk As minhas influências são basicamente as mes- cords, mas fui um dos criadores. Eu botei o que apoia 100% a gente. O Cris Crass, um dos mas. Logicamente que, depois de Corazones nome e até fiz o logo na mão na época. Hoje em donos da gravadora, também é músico, então Muertos ficar oito anos parado e ter mudado dia ainda existe como gravadora e estúdio de facilita muito mais a comunicação entre banda de formação, faz com que a banda tenha outra gravação e produções. Quem dirige isso hoje e selo. Ele toca nas bandas Estiletes e Marzella. pegada. A gente bota todas as nossas influên- em dia e o Damian Torrisi, um reconhecido cias na panela e seja o que Deus quiser. Basi- produtor e antigo sócio meu. v Existem planos de um lançamento do ál- camente é isso. Não nos programamos para bum no Exterior também? soar parecido a um ou outro grupo. ProcuraTemos planos de lançar um split vinil com uma mos nossa própria identidade. Já tem bastante banda da Argentina e outra da Inglaterra, mas banda cover e toda essa b... para gente tentar nada confirmado ainda. Este ano faremos a copiar outro conjunto. A gente, em geral, curte nossa primeira tour pela Argentina após a ban- muito punk 77, rock & roll, reggae, New York da ter sido reformulada no Brasil. Dolls, Ramones, MC5, Stooges, Rolling Stones, Chuck Berry e bandas como Turbonegro, Recentemente a banda tocou na mesma Motorhead, Slayer, Hanoi Rocks, Blondie, Penoite com o CJ Ramone em São Paulo. ter Tosh, Marley, Bunny Wailer….tudo que for Como foi a experiência? bom a gente escuta! A experiência foi legal, mas nada demais. Foi muito legal tocar no mesmo palco com o Ga- A atual formação tem alguns caras vindos rotos Podres e o CJ Ramone. O show do Garo- de outras bandas bem conhecidas em nostos Podres foi animal! Me surpreendeu muito so cenário musical. Todos ainda têm grumais que o show do CJ, que você já vai sabendo pos e projetos paralelos ou o Corazones é exatamente o que vai rolar. a única prioridade no momento? peitos, garrafas de Jack Daniel’s e poses ridículas. Achamos que nossa música tem mais para falar do que ficar preenchendo o vídeo com esses clichês mega saturados... Escolhemos essa faixa porque achamos que ela foi uma das que melhor ficaram em relação ao som no disco. Além disso, a letra reflete bastante a banda. Foi por unanimidade. O povo que segue a gente também curte muito. Simon Chainsaw, uma banda da Austrália, já gravou um cover dela no último disco, que até leva o nome da música! O grupo portenho, que se estabeleceu no Brasil há alguns anos, está lançando o novo álbum Alive From The Graveyard COMANDO ROCK - 15

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