Mundocoop 62

 

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A REVISTA DE GESTÃO, FINANÇAS, PESSOAS E MARKETING DO COOPERATIVISMO Ano 13 62 cooperativas de turismo por que é tão difícil dar certo? Caçula dos ramos do cooperativismo, Turismo e Lazer, ainda é pouco difundido e conhecido STORYTELLING Transformar uma mensagem chata numa história deliciosa ENTREVISTA Yves Gandra Martins, jurista brasileiro com reconhecimento internacional MUNDOCOOP 1

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Agência Unimed do Brasil Vestir o branco 2 MUNDOCOOP

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e espalhar a paz. CUIDAR DE VOCÊ. ESSE É O PLANO. 2015 JÁ ESTÁ AÍ. E SÓ DEPENDE DE NÓS PARA QUE ELE SEJA UM ANO INCRÍVEL. VAMOS JUNTOS COLOCAR EM PRÁTICA OS DESEJOS QUE TANTO QUEREMOS PARA O MUNDO. BOAS FESTAS! MUNDOCOOP 3

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A REVISTA DE GESTÃO, FINANÇAS, PESSOAS E MARKETING DO COOPERATIVISMO Diretoria Douglas Alves Ferreira Luis Cláudio G. F. Silva Redação EDITORA / Katia Penteado - MTb 11.682/SP redacao@mundocoop.com.br Arte DIRETOR DE CRIAÇÃO / Douglas Alves Ferreira ASSISTENTE DE ARTE / Felipe Ramos revista@mundocoop.com.br Publicidade DIRETOR COMERCIAL / Luis Cláudio G. F. Silva comercial@mundocoop.com.br COMERCIAL / Adriana Aguilar Soares publicidade@mundocoop.com.br Controle e Operações Wilma Zacharias Impressão Referência Gráfica TIRAGEM / 15 mil exemplares Fotos Arquivo MundoCoop e Shutter Stock VOCê em primeiro lugar 2014 está quase findando. Foi um ano complexo sob vários aspectos: econômicos, políticos, com exacerbação de alguns movimentos sociais, escândalos de proporções gigantescas afetando grandes empresas, Copa do Mundo (com o inesquecível 7x1), eleições, com reeleições e renovações. Falando assim, parece que o ano foi ruim. Na verdade, não faltaram novidades nem notícias. A revista MundoCoop, buscando discutir os macro temas que afetam diretamente as cooperativas, preparou edições ao longo do ano referenciadas no debate da problemática do mundo cooperativista e do País como um todo. Escolhida como revista oficial da Expocoop, apresentou um diagnóstico do cooperativismo brasileiro. As eleições mereceram matéria com perspectivas e cenários analisados por especialistas. E esta, que é a última do ano, reporta-se a viagens, férias escolares e festividades de final do ano, na matéria de Capa, ao falar sobre o ramo do cooperativismo voltado a Turismo e Lazer. Além disso, ainda focando em perspectivas e correções de rumo que levem o País a crescer, entrevistamos com exclusividade Ives Gandra Martins, um dos mais destacados tributaristas brasileiros. As cooperativas premiadas com um resumo de cada caso vencedor, estão em Momento Cooperar, pois sabemos que o exemplo é um grande incentivador da intercooperação. Storytelling e Gamificação, duas novas disciplinas que vêm ganhando espaço no dia a dia das empresas, são apresentadas em Marketing e Pessoas, respectivamente. Logística – e o exemplo da Aurora e da Coopercarga – estão em Gestão. Esses são alguns dos temas preparados pensando em você, nosso leitor, nosso parceiro nesses 13 anos de revista. 2015 bate à porta! Que nos traga boas pautas e muito assunto. A revista MundoCOOP é uma publicação da HL/Mais Editorial Ltda. Rua Atílio Piffer, 271 - Conj. 22 - Casa Verde 02516-000 - São Paulo/SP - Telefone (11) 4323-2881 www.mundocoop.com.br Os anúncios e artigos assinados são de responsabilidade dos autores. As opiniões emitidas pelos entrevistados não refletem, o pensamento da coordenação dessa publicação. Ótima leitura! Katia Penteado, Editora 4 MUNDOCOOP

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Sumário | Entrevista - Yves Gandra 8 46 | Pessoas 34 | Finanças O professor Yves Gandra Martins destaca-se no cenário nacional com análises e críticas fundamentadas e firmadas no Direito e na Ética 50 CONHEÇA AS VENCEDORAS DO 9º PRÊMIO COOPERATIVA DO ANO O dia 25 de novembro marcou a entrega da nona edição do Prêmio Cooperativa do Ano. 16 | Marketing Storytelling. Transformar uma mensagem chata numa história deliciosa Permitido jogar durante o trabalho. Gamificação ou Gamification é o caminho 12 14 26 38 40 41 56 Artigo 28 | Gestão Logística. Disciplina milenar na ordem do dia Cooperativismo: alternativa eficaz para o desenvolvimento Por que é tão difícil dar certo? 20 MAIS CONTEÚDO Mais informação no site Caçula dos ramos do cooperativismo brasileiro, o ramo Turismo e Lazer, ainda é pouco difundido e conhecido As matérias da revista impressa têm complementos exclusivos na edição digital. No final de cada matéria, há a indicação com os seguintes ícones: MAIS CONTEÚDO vídeos exclusivos MAIS CONTEÚDO galeria de fotos MAIS CONTEÚDO texto completo da matéria 6 MUNDOCOOP

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ENT REVISTA A necessidade Yves Gandra Martins não conhece Professor, há décadas fala-se no Brasil em reforma tributária, mas o que usualmente se vê são incentivos aqui e ali, redução de alíquotas para favorecer consumo e, em contrapartida, criação de outros ou alteração de nomes e de alíquotas. Por que a reforma tributária no Brasil é tão falada e tão pouco executada? Para esta primeira questão, entendo que a União pouco interessada está numa reforma profunda, pois detém 60% do bolo tributário e as demais entidades federativas não têm uma visão de conjunto sobre a importância de uma efetiva reforma tributária para gerar competitividade. Passo algumas ideias a respeito. A primeira revolução tributária no Brasil deu-se com a edição da E.C. n. 18/65, do Código Tributário Nacional, em 1966, e da Constituição de 1967. Sistematizou-se o novo ramo do direito, com normas hierarquizadas. Assim é que à maior explicitação do sistema pela Constituição (E.C. 18/65, CF 67 e EC n. 1/69) correspondeu a criação de uma lei - com eficácia de lei complementar - destinada a ordenar a legislação dos diversos entes federativos. Em 1988, a Constituição federal, promulgada em 5 de outubro, conformou de vez uma ordem tributária - dividida em seis partes: cinco no sistema tributário propriamente dito (artigos 145 a 156) e uma na ordem social (artigo 195) - com princípios gerais (145 a 149), limitações constitucionais ao poder de tributar (artigos 150/152), impostos federais (153 e 154), estaduais (155), municipais (156) e contribuições sociais (195). Tão logo promulgada a lei suprema, já começaram as críticas, não à parte principiológica, mas à dos tributos em espécie, diversos projetos tendo sido apresentadas pelos governos Collor, Itamar, FHC e Lula, mas nenhum deles logrou êxito. Atribuo esses fracassos ao fato de tais projetos trazerem conformações globais do sistema, gerando uma “cadeia de anticorpos”, no Parlamento, contrária à sua aprovação, visto que os grupos de parlamentares opositores se autoapoiavam e se revezavam no torpedeamento destas reformas. Os principais problemas, então detec- E MUNDOCOOP ssa frase pinçada pelo entrevistado na obra do jusfilósofo alemão Konrad Hesse resume o cenário atual e mostra o quanto os caminhos para o futuro podem ser tumultuados. Cobra, também, pressão da sociedade, “que teme o Fisco, o qual, por sua vez, pouco ouve a sociedade quando precisa de recursos para sustentar o tamanho da Federação”. E preconiza: “se a presidente não mudar seu comportamento de guerra de classes, de aparelhamento do Estado, de aversão ao lucro e de sustentar uma máquina que vai se revelando corrompida, o Brasil afundará”. Essa á apenas uma minúscula amostra das análises e críticas e do tom adotado pelo entrevistado desta edição ao discorrer sobre a propalada reforma tributária, a performance do atual Governo federal e os escândalos que permeiam o cenário nacional, entre outros assuntos. Bacharel em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), onde também se tornou especialista em Direito Tributário e Ciência das Finanças, e Doutor em Direito pela Universidade Mackenzie, o professor Yves Gandra Martins destaca-se no cenário nacional com análises e críticas fundamentadas e firmadas no Direito e na Ética. Vencedor do Prêmio ESSO do IV Centenário de São Paulo, é presidente e professor do Centro de Extensão Universitária, perito (Avaliador de Cenários Estratégicos) e conferencista da Escola Superior de Guerra e permanente da ADESG-SP, membro do Conselho Consultivo do IBEMEC LAW, membro do Conselho Técnico da Confederação Nacional do Comércio, professor emérito da Universidade Mackenzie, professor da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e da Escola Superior de Guerra e presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio-SP. 8

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ENTREVISTA MUNDOCOOP MUNDOCOOP 9

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ENTREVISTA yves gandra martins tados, disseram respeito ao princípio da não cumulatividade, complexidade fiscal, guerra fiscal entre estados e municípios (ICMS e ISS), a superposição de incidências (IPI, ICMS, ISS, Cofins, Pis e CIDES), além de outros de menor magnitude. Tenho para mim que o maior problema reside na guerra fiscal entre os Estados. Um imposto de vocação nacional, como é o caso do ICMS, não poderia ter sido regionalizado, como foi, desde o antigo IVC, eis que, pelo princípio da não cumulatividade, incentivos dados em um Estado terminam refletindo, nas operações interestaduais, em outros. Em consequência, o Estado que os concede oferta melhores condições de competitividade às empresas estabelecidas em seu território em detrimento das que se encontram sediadas em outros estados. Propus, em audiência pública no Congresso Nacional, para terminar de vez com a guerra fiscal de ICMS, a introdução de apenas dois dispositivos: uma alíquota única para todo o Brasil, com o que se evitaria o “turismo de notas fiscais”; e a proibição absoluta de incentivos fiscais no âmbito do ICMS, o que eliminaria a descompetitividade empresarial, por força da concessão de incentivos em um Estado, sem correspondência em outro. Como os Estados NÃO DESEJAVAM ACABAR COM A GUERRA FISCAL, a proposta foi rejeitada. Outro problema é a acumulação de incidências. A União Europeia adota um único tributo circulatório sobre bens e serviços para todas os Estados que a compõem, ou seja, o IVA (imposto sobre o valor agregado). No Brasil, temos, sobre a circulação de bens e serviços, a incidência de variados tributos (IPI, ICMS, ISS, Cofins, PIS, Cides), além dos impostos regulatórios de importação e exportação. Uma simplificação neste sentido seria interessante. Talvez a criação de um IVA nacional pertencente à Federação, com a incorporação do IPI, ICMS e ISS - como propus ao tempo da revisão constitucional de 1993 - e partilhado entre União, Estados e municípios pudesse ser a solução. Por fim, descomplicar a legislação e simplificar o sistema é fundamental, para que não se perca tanto tempo para cumprir obrigações tributárias. Basta dizer que a média do tempo perdido pelo empresário brasileiro por ano para cumpri-las é de 2.600 horas, sendo pouco mais de 100 horas na Alemanha, 300 horas nos Estados Unidos e, no mundo, em torno de 400 horas. Enfim, são estes alguns dos pontos que, a meu ver, devem merecer reflexão, para uma futura reforma. O governo vê a iniciativa privada como sua fonte de renda, mas, ao mesmo tempo, penaliza empreendedores, enquanto não consegue controlar suas próprias contas. Isso parece ser histórico e recorrente. O sr. concorda com essa descrição? Dizia o jusfilósofo alemão Konrad Hesse que “a necessidade não conhece princípios”. Os governos gastam mal, têm uma máquina burocrática esclerosada e terminam apenando o contribuinte. Concordo, pois, com a observação. Como equacionar essa dualidade? Quem deve buscar mudar a visão: o empresário, o governo ou ambos? Qual parcela cabe a cada um? A sociedade deveria pressionar, mas de rigor teme o poder do Fisco. E o Fisco pouco ouve a sociedade quando precisa de recursos para sustentar o tamanho da Federação. Esta decididamente não cabe no PIB. Haveria necessidade de mudança da visão de ambos os lados, a sociedade enfrentar e o Fisco perceber que está a serviço da sociedade e não a sociedade a serviço dele. É possível fazer reforma tributária e reduzir os custos da máquina pública em um Estado com mais de 20 mil cargos comissionados? Tenho sempre dito que a reforma tributária depende da reforma administrativa. Enquanto a máquina estatal não couber no PIB, a reforma tributária não será encampada pelo governo, que fará desfigurações parciais do sistema, como vem acontecendo no curso destes anos. Como entender as manobras do governo para driblar o fato de que não cumpriu o orçamento e agora deseja através de mensagem ao Congresso mudar a Lei de Diretrizes Orçamentárias para fechar as contas com um rombo histórico, descumprindo a meta de economia para o pagamento do superávit primário? Isso é legal? É constitucional? Está na 7ª edição o livro “Comentários à Lei de Responsabilidade Fiscal” que organizei com Carlos Valder do Nascimento e conta também com a colaboração de Damásio de Jesus, Gilmar Ferreira Mendes, José Maurício Conti, Maria Sylvia Zanella Di Pietro, Mauro Roberto Gomes de Mattos e Misabel Abreu Machado Derzi (Editora Saraiva, São Paulo, 2014). Trata-se de um bom texto legislativo. A proposta do governo é um escândalo, pois reconhece ter violado todos os parâmetros da Lei Complementar nº 101/00. É o reconhecimento do fracasso administrativo. É a lei da desgovernança. A presidente Dilma acrescentou um “I” à lei. “Lei da Irresponsabilidade Fiscal”. Em um artigo recente, publicado na imprensa diária, o sr. afirma sobre o governo atual: “infelizmente, o fracasso de seu projeto reduziu o País a um mero exportador de produtos primários, tornando este governo um desastre econômico”. Após a reeleição, o sr. viu alguma sinalização que lhe leve a rever sua declaração? Há possibilidade, em sua opinião, de esse governo fazer as correções de rumo necessárias? Entendo que sim. A escolha de um profissional respeitado para Ministro da Fazenda sinaliza saudável mudança para uma colecionadora de fracassos. Sendo um jurista, um acadêmico acostumado com a linguagem jurídica e legal, e levando em conta que a atual presidente foi reeleita, é incorreto dizer que a forma de comunicação do Governo com a população dificulta o conhecimento da realidade (ou será verdade?) pela grande maioria da população? O povo não entende a realidade econômica, anestesiado pela “Bolsa Família”, que custa à União apenas 2% do Orçamento. Passou a ser o eleitor mais barato da história 10 MUNDOCOOP

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O povo não entende a realidade econômica, anestesiado pela “Bolsa Família”, que custa à União apenas 2% do Orçamento. Passou a ser o eleitor mais barato da história brasileira. brasileira. Para não perder a “esmola oficial”, votou na presidente. Não há na Bolsa Família, todavia, programação para crescimento do cidadão. E quem recebe a Bolsa Família não entende e nem quer entender o fracasso da política econômica. Como o sr. vê a prisão domiciliar de pessoas julgadas como corruptas? Isso é legal ou é uma interpretação da lei? Essa decisão é ética? É legal, de acordo com a jurisprudência e legislação atual. A questão ética é mais difícil de responder, pois equivaleria a bons costumes e o Governo afundou-se em maus costumes. O sr. critica algumas decisões do STF, afirmando que o tribunal deve ser “um legislador negativo e não positivo, pois quem cria é o Congresso. Ao STF cabe julgar se a decisão é constitucional ou não” . Como avalia a atuação do STF com a atual composição? Quais os problemas que o sr. vê na prática do STF? Falta independência à instituição? ' ' ENTREVISTA entender, pudesse servir melhor ao País. Por fim, o Senado Federal examinaria o candidato, não apenas protocolarmente, mas em maior profundidade, por Comissão Especial integrada por Senadores que possuíssem a melhor formação jurídica entre seus pares. Por outro lado, em minha sugestão, manter-se-ia o denominado “quinto constitucional”, ou seja, três dos 11 Ministros viriam da advocacia e do Ministério Público, com alternância de vagas: ora haveria dois membros do MP e um da advocacia, ora dois ministros vindos da Advocacia e um do Ministério Público. Acredito que minha proposta ensejaria uma escolha mais democrática, mais técnica, com a participação do Legislativo, do Executivo, do Poder Judiciário, do MP e da Advocacia. Durante a campanha presidencial muito se falou no mensalão petista e no mensalão tucano, criticando que o segundo não foi julgado no STF. Qual sua posição a respeito? O mensalão petista foi de R$ 141 milhões e ocorreu durante o governo Lula. O denominado mensalão tucano teria sido de R$ 6 milhões e teria ocorrido para a campanha eleitoral. Agência americana entende que o “mensalão da Petrobrás” foi de R$ 21 bilhões. A disparidade de cifras indica bem a disparidade de comportamentos. É possível ainda acreditar na independência das instituições como a Polícia Federal, independência muito questionada na atualidade? A Polícia Federal e o Ministério Público são duas instituições autônomas que não prestam “vênia” ao Poder. E constituídas de excelentes profissionais. Creio na sua independência. Qual sua opinião sobre os próximos quatro anos? Qual sua esperança? Quais suas expectativas? Se a presidente não mudar seu comportamento de guerra de classes, de aparelhamento do Estado, de aversão ao lucro e de sustentar uma máquina que vai se revelando corrompida, o Brasil afundará. Se decidir esquecer o passado e mudar radicalmente seu temperamento, escolhas e projetos, poderá refazer sua biografia fracassada e passar para a história do Brasil. É minha posição. Sempre entendi e continuo a entender que o STF é um mero legislador negativo. Para ser positivo não tem representação popular. Sobre a qualidade dos atuais Ministros, entendo que todos têm excelente qualificação, respeitando-os, mesmo quando divirjo. Gostaria, todavia, que a escolha fosse diferente. Durante os trabalhos constituintes, mantive inúmeros contatos com seu relator, Senador Bernardo Cabral, e, alguns , com seu presidente, Deputado Ulisses Guimarães, sobre ter participado de duas audiências públicas (Sistema Tributário e Ordem Econômica). Em um jantar de que participaram o Senador Bernardo Cabral, o Desembargador Odyr Porto, então presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, e o Ministro Sydney Sanches da Suprema Corte, no qual discutíamos o perfil que o Poder Judiciário deveria ter no novo texto, sugeri, para a Suprema Corte, que a escolha deveria recair sobre pessoas de notável saber jurídico e reputação ilibada indicadas pelas diversas entidades representativas dos operadores do Direito. Pela minha sugestão, o Conselho Federal da OAB indicaria o nome de seis consagrados juristas, o Ministério Público outros seis e os Tribunais Superiores mais 6 (2 STF, 2 STJ e 2 TST), com o que o Presidente da República receberia uma lista de 18 ilustres nomes do direito brasileiro para escolher um. Todas as três instituições participariam, portanto, da indicação. O Presidente, por outro lado, entre 18 nomes, escolheria aquele que, no seu MUNDOCOOP 11

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crescimento COOP investe R$ 1 milhão em drogaria Seguindo seu plano estratégico de crescimento, a Coop – Cooperativa de Consumo invetiu cerca de R$ 1 milhão em nova drogaria externa, inaugurada em novembro, na avenida São Paulo, 162, em Santo André. Com essa a Coop soma 33 drogarias (28 delas anexas às unidades), sendo que 29 já operam com o Programa Farmácia Popular do Ministério da Saúde. A cooperativa oferece o Convênio Drogaria, hoje com 100 empresas de pequeno e médio porte conveniadas na região do ABC e interior. cersul investe em reciclagem de colaboradores Em cumprimento à Norma Regulamentadora (NR-12) que trata da utilização de equipamento destinado a elevação de pessoas para execução de trabalho em altura, a Cersul promoveu curso de reciclagem sobre as novas técnicas e manobras para trabalhar com cesto aéreo e guindauto para seus 36 eletricistas, divididos em duas turmas de 17 colaboradores cada. A Cersul também investiu em curso de direção defensiva direcionado a cerca de 80 colaboradores que utilizam carros da cooperativa. publicidade Cooperja investe em parcerias A Cooperja firmou parceria com o cantor Sérgio Reis que estende ao arroz a marca “Pantaneira”, que o cantor já utiliza para comercialização de carnes e charques. A parceria foi concretizada na indústria da Cooperja em Santo Antônio da Patrulha (RS), deve ser iniciada no primeiro trimestre de 2015 e seguirá o mesmo processo de beneficiamento do arroz Caçarola carro chefe da Cooperativa que é produzido nas unidades industriais de SC e RS. Outra parceria em andamento envolve a empresa de plástico verde I’m green, que produz embalagem derivada da cana-de-açúcar com melhor aproveitamento do carbono e menor impacto ambiental do que com as tradicionais, de derivados de petróleo. 12 MUNDOCOOP

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sucos naturais Coagrosol mira mercado paulistano Depois de conquistar exigentes mercados da Alemanha, Holanda, França e Suíça, a cooperativa Coagrosol (Cooperativa dos Agropecuários Solidários de Itápolis) chega ao mercado paulistano com seus sucos 100% naturais, buscando atender à demanda crescente por produtos integrais. A cooperativa realizou uma ação na unidade do Bourbon Shopping, da rede gaúcha do Supermercado Zaffari. Criada em 2000, a Coagrosol reúne 350 produtores de frutas da região de Itápolis (SP). Os sucos não possuem conservantes, açúcares e aditivos, são pasteurizados e pode ser consumido em até seis meses. Entre as certificações conquistadas destaca-se a de Comércio Justo, que atende mais de 200 critérios ambientais e sociais. Além disso, a entidade passa por uma auditoria anual de uma empresa alemã. As exportações já responderam por até 90% do faturamento da cooperativa, que deve ultrapassar R$ 21 milhões em 2014. A Coagrosol produz atualmente cerca de 40 mil litros de suco por mês, mas tem capacidade para alcançar 1 milhão de litros/mês. saúde educação Seguros Unimed patrocina peça de teatro em escolas Vamos Fazer Juntos um Mundo Melhor. Esse é o nome de um projeto cultural patrocinado pela Seguros Unimed que levou espetáculos educativos a mais de seis mil crianças de nove instituições de ensino da Grande São Paulo. As 20 apresentações, realizadas de 30 de outubro a 12 de novembro, abordaram temas como educação, esporte, saúde, meio ambiente, tolerância e respeito à diversidade e cultura. Depois de cada espetáculo, todos se reuniram (artistas, alunos e professores) e conversaram sobre o tema que acabaram de assistir. Gestão em cooperativas de saúde é tema de curso Iniciativa do Sistema OCEB-SESCOOP/BA, em parceria com a Escola de Administração da UFBA, o curso de pós-graduação em gestão de cooperativas de saúde foi iniciado em 7 de novembro e concretiza sonho antigo da instituição cooperativa. O objetivo do curso, com 390 horas-aula, é promover o desenvolvimento do cooperativismo de forma integrada e sustentável, com a finalidade de fornecer ferramentas de gestão e capacitação de gestores de cooperativas de Saúde. Como informou o presidente do Sistema OCEB-SESCOOP/BA, Cergio Tecchio, a partir desta iniciativa, o Sistema OCEB vislumbra oportunizar outras especializações. MUNDOCOOP 13

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no Mundo Coop brasileiros integram o conselho de administração regional da aci-américas Eudes de Freitas Aquino, presidente da Unimed Brasil, e José Alves, diretor executivo da Uniodonto, foram eleitos como conselheiro e conselheiro suplente do Conselho de Administração Regional da ACI-Américas, órgão formado por um representante de cada país membro da instituição. A eleição foi realizada durante a XVI Assembleia Geral da ACI-Américas realizada no dia 5 de novembro, em Cartagena das Índias, na Colômbia, inserida na programação da III Cúpula de Cooperativas das Américas, que aconteceu de 4 a 7 de novembro. Ramón Imperial, do México, atual presidente, foi reeleito com 65% dos votos para novo mandato de três anos. A candidata colombiana, Maria Eugênia Perez, obteve 35% dos votos. O evento reúne líderes cooperativistas de 98 organizações membros da ACI-Américas que, juntos, somam 22 países do continente americano. Em 2015 as quatro reuniões anuais serão realizadas no Brasil, na Colômbia, na Venezuela e na República Dominicana. Eudes de Freitas Aquino, presidente da Unimed Brasil Crise na Grécia favorece surgimento de redes de solidariedade Desde 2011, durante a atual crise, as redes de economia solidária e cooperativa criadas na Grécia se estendem por todo o país a partir de iniciativas que emergem de uma base invisível, não regulada, autônoma e progressiva, segundo informações do Cooperativismo em Movimento. O texto afirma que, mesmo não havendo dados disponíveis confiáveis, devido à própria dinâmica do movimento, alguns grupos de acadêmicos e de iniciativa cidadã conseguiram localizar um grande número de iniciativas organizadas em dez ramos principais: Tecnologia da Informação, Saúde, Economias Alternativas e Sistemas de Intercâmbio Local, Arte e Cultura, Meio Ambiente, Natureza e Ecologia, Direitos Humanos, Meios de Comunicação, entre outros. autogestão chega a restaurantes argentinos Na Argentina, cooperativas de trabalhadores de restaurantes vêm cuidando da recuperação de alguns estabelecimentos como forma de driblar a crise que afeta o país. Com orientação da Federação Argentina de Cooperativas de Trabalhadores Autogestionados (FACTA), a churrascaria Los Chanchitos e outros restaurantes do grupo Oja – como La Soleada, Don Battaglia, Alé y Mangiatta – passaram a ter os empregados como sócios. 14 MUNDOCOOP

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