Mundocoop 60

 

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A REVISTA DE GESTÃO, FINANÇAS, PESSOAS E MARKETING DO COOPERATIVISMO Ano 13 60 a voz dos países em desenvolvimento Brics COOP: cooperativas dos cinco países buscam ampliar intercooperação Campanha Brasil Orgânico e Sustentável promove cooperativas familiares MARKETING Idosos: mercado ascendente com carência de produtos FINANÇAS Diagnóstico Financeiro: solução e prevenção MUNDOCOOP 1

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Fale com os Correios: correios.com.br/falecomoscorreios CAC: 3003 0100 ou 0800 725 7282 (informações) e 0800 725 0100 (sugestões e reclamações) Ouvidoria: correios.com.br/ouvidoria SIC: correios.com.br/acessoainformacao Comunicação efetiva é com o Marketing Direto dos Correios. TA POSTAL MALA DIRE lizada. a e persona s Mídia dirigid m s para as ão Das suas mão e. nt do seu clie SERVIÇOS DE RESPO STA Perfeitos p ara retorn o à sua ofert a. SEDEX ) A EXPRESSA EN (ENCOM D s ão m s na Seu produto e o mais nt ie cl u se do vel. os rápido p sí Cada empresa tem uma forma certa de falar com o seu público. Seja qual for a necessidade de comunicação do seu negócio, conte com as soluções de marketing direto dos Correios. São diversos serviços, com cobertura nacional, que vão desde a divulgação até a entrega do produto, feitos especialmente para você se relacionar com o seu cliente. Conte com os Correios. Afinal, crescimento nunca é demais para uma grande empresa. correios.com.br/marketingdireto 2 MUNDOCOOP

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PAC (ENCOMEN DA ECONÔM ICA) Entregas em qualquer luga r doBrasil,co  maconfianç a dos Correio s. LOGÍSTICA REVERSA Paratroca,reposiçãoou devoluçãodeprodutos. MUNDOCOOP 3 TM Rio 2016. TM Rio 2016.

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A REVISTA DE GESTÃO, FINANÇAS, PESSOAS E MARKETING DO COOPERATIVISMO Diretoria Douglas Alves Ferreira Luis Cláudio G. F. Silva Redação EDITORA / Katia Penteado - MTb 11.682/SP redacao@mundocoop.com.br Colaboração | Clarice Bombana e Nilton Tuna Arte DIRETOR DE CRIAÇÃO / Douglas Alves Ferreira ASSISTENTE DE ARTE / Guilherme Signorini revista@mundocoop.com.br Publicidade DIRETOR COMERCIAL / Luis Cláudio G. F. Silva comercial@mundocoop.com.br COMERCIAL / Maria da Graça publicidade@mundocoop.com.br Controle e Operações Wilma Zacharias Impressão Referência Gráfica TIRAGEM / 15 mil exemplares Fotos Arquivo MundoCoop e Shutter Stock Entre nós Esta edição foi preparada para você em meio à Copa do Mundo de Futebol 2014 e à reunião de cúpula do Brics, em Fortaleza, de cuja pauta constavam itens importantes: a formalização do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) e do Mecanismo Contingente de Reservas (CRA, em inglês) para o enfrentamento de eventuais crises de liquidez. A atualidade do tema Brics e os desdobramentos para as cooperativas foi escolhido como tema da matéria de capa, afinal, durante a Expocoop 2014, em maio, aconteceu a quarta reunião do Brics Coop. Por isso, a matéria traz o resultado desse encontro. A opinião de autoridades, acadêmicos, especialistas no tema, assim como o resultado do encontro do Brics Coop realizado em Curitiba procuram traçar um panorama desse bloco. Tema também tratado na Expocoop 2014, os diferenciais cooperativos como instrumento de marketing são enfocados em Entrevista por José Luiz Tejon, professor da pós-graduação da ESPM, diretor da TCA Internacional e da Biomarketing e vice-presidente do Conselho Científico para a Agricultura Sustentável (CCAS). Nas demais seções da revista, são apresentados outros assuntos capazes de auxiliar no dia a dia das cooperativas. Nossa intenção foi preparar uma revista campeã. Ótima leitura para você! Katia Penteado, Editora A revista MundoCOOP é uma publicação da HL/Mais Editorial Ltda. Rua Atílio Piffer, 271 - Conj. 22 - Casa Verde 02516-000 - São Paulo/SP - Telefone (11) 4323-2881 www.mundocoop.com.br Os anúncios e artigos assinados são de responsabilidade dos autores. As opiniões emitidas pelos entrevistados não refletem, o pensamento da coordenação dessa publicação. 4 MUNDOCOOP

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O Sicoob é assim: associado ao que há de melhor, associado a você. Campanha produzida com a participação de associados do Sicoob, pessoas que já usufruem o que existe de melhor em soluções financeiras. O Sicoob é uma instituição financeira que associa tecnologia e eficiência ao que existe de melhor nas pessoas: a união, a solidariedade e a igualdade. O Sicoob é a maior instituição financeira cooperativa do Brasil, com 2,5 milhões de associados. Por isso, quem se associa ao Sicoob tem todos os produtos e serviços financeiros, mas de um jeito diferente: também participa dos resultados e vê os recursos captados pelas cooperativas investidos na sua região, gerando desenvolvimento, empregos e renda para sua comunidade. O Sicoob é assim. MUNDOCOOP www.associadoavoce.com.br 5

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Sumário 28 | Marketing Idosos 20 o megafone dos países em desenvolvimento Itamaraty está à frente da interlocução e comemora criação do Novo Banco de Desenvolvimento e do Arranjo Contingente de Reservas. Cooperativas dos cinco países buscam ampliar intercooperação. mercado ascendente com carência de produtos 16 | Gestão CCAB Agro: um modelo de negócio criado a partir do cooperativismo. 12 14 26 34 36 37 58 42 | Finanças 08 | Entrevista | José Luiz Tejon - professor da pós-graduação da ESPM, diretor da TCA International e da Biomarketing e vice-presidente do conselho científico para a agricultura sustentável (CCAS) - em entrevista exclusiva à MundoCoop Diagnóstico Financeiro: solução e prevenção. Mesmo quando tudo parece dar errado, sempre há uma alternativa. 48 | Pessoas Disseminar princípios e cultura cooperativista: uma atividade que exige foco e fôlego momento cooperar campanha brasil orgânico e sustentável promove cooperativas familiares 52 MAIS CONTEÚDO galeria de fotos As matérias da revista impressa têm complementos exclusivos na edição digital. No final de cada matéria, há a indicação com os seguintes ícones: MAIS CONTEÚDO Mais informação no site MAIS CONTEÚDO vídeos exclusivos MAIS CONTEÚDO texto completo da matéria 6 MUNDOCOOP

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www.renaultmaster.com.br SE SUA EMPRESA PRECISA DE RESISTÊNCIA, ELA PRECISA DO NOVO RENAULT MASTER. CAPACIDADE DE ATÉ 13 M3 AIR BAG E FREIOS ABS DE SÉRIE MENOR CUSTO DE MANUTENÇÃO PRIMEIRA REVISÃO COM 20 MIL KM NOVO MOTOR 130 CV Respeite a sinalização de trânsito. NOVO RENAULT MASTER. ENCARA TUDO. Também nas versões Chassi Cabine, Minibus e Vitré. A 1a revisão, com 20.000 quilômetros, pode ser antecipada em caso de utilização severa, conforme indicação do sistema OCS – Oil Control System. GAR ANTIA RENAULT – Para a linha Renault Master, garantia total de 1 ano, sendo 3 meses de garantia legal e 9 meses de garantia contratual, ou 100 mil quilômetros, o que ocorrer primeiro, condicionada aos termos e condições estabelecidos no Manual de Garantia e Manutenção do veículo, referente à gama 2014/2015. A Renault oferece 6 anos de garantia anticorrosão da carroceria para veículos da gama 2014/2015 e mantém a garantia de fábrica para veículos transformados em empresas homologadas pela Renault. Reduza a velocidade, preserve a vida. MUNDOCOOP 7

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ENT REVISTA JOSÉ LUIZ TEJON 8 MUNDOCOOP

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Ser E N T R E V I S TA cooperativa diferencial Como e quando começou sua relação com o cooperativismo? Comecei profissionalmente quando fui trabalhar na Jacto S/A, nos anos 70. Um diretor da empresa, o agrônomo José Maria Jorge Sebastião, levava-me com ele para conhecer, de forma apaixonada, as cooperativas daquela época, como Cotia, Cotrijui e Coamo. Sua paixão pelo cooperativismo me contagiou imediatamente. Eu tinha 23 anos e começava no marketing rural, quando o conceito de agronegócio ainda não existia no Brasil. Como esse relacionAmento se desenvolveu? Ao trabalhar pela Jacto e depois, nos anos 80, pela Agroceres, ao lado de outra personalidade essencial ao agronegócio brasileiro, o agrônomo Ney Bittencourt de Araújo, ampliei ainda mais a observação que já fazia das cooperativas exemplares no Brasil, o que aumentou minha admiração. Eu notava que as melhores cooperativas tinham líderes íntegros, investiam em educação permanente, zelavam pela filosofia cooperativista e ganhavam dinheiro não para eles, mas para todos os membros sócios. E também via que as melhores cooperativas não perdiam o foco, além de manter regras claras e duras na preservação de sua identidade. “Foi-se o tempo em que a palavra cooperativa era considerada um veneno para o marketing. O mundo evoluiu, e o que parecia um patinho feio se vê agora como cisne” A sociedade muda, avisa o especialista José Luiz Tejon, professor da pós-graduação da ESPM e diretor da TCA Internacional e da Biomarketing. “A sustentabilidade ganha importância, e o valor da origem aparece fortemente no desejo dos consumidores finais dos produtos oriundos do campo. É hora de a cooperativa mostrar sua cara e sua coragem”. Para Tejon, o cooperativismo já ultrapassou os limites da zona rural e precisa tomar a sociedade urbana brasileira. O conceito de agronegócio deve dar lugar ao de agrossociedade, com a cooptação da população urbana como diferencial dos negócios. “O futuro da humanidade passa obrigatoriamente pelo crescimento inexorável do cooperativismo”, aposta. Nesta entrevista exclusiva para a MundoCoop, o professor Tejon, que também é vice-presidente do Conselho Científico para a Agricultura Sustentável (CCAS), mostra que o marketing nas cooperativas tem abrangência maior do que se pode supor à primeira vista. Mas isso não significa abrir mão dos princípios básicos e éticos que caracterizam o setor, pois uma cooperativa não resiste à ausência de líderes íntegros e comprometidos com seus valores. MUNDOCOOP 9

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ENTREVISTA JOSÉ LUIZ TEJON Depois, ao lado do Centro de Conhecimento em Agronegócios (Pensa), na USP, fiz um estudo de caso da Cooperativa Batavo, quando ainda era detentora dessa marca valiosa. Foi mais um mergulho no setor, que prosseguiu em função da amizade com Roberto Rodrigues, que foi presidente da Organização das Cooperativas Brasileira (OCB). Ou seja, meu envolvimento é resultado da convivência com amigos, que me fizeram prestar atenção no cooperativismo, e de uma real admiração por suas lideranças e exemplos de vida. Além disso, numa viagem que fiz à Holanda, conheci o Rabobank, que me proporcionou definitivamente uma visão do cooperativismo moderno e competitivo, ampliada pela experiência que tive no Japão e em outros países por onde andei, incluindo estudos no Harvard Agribusiness Seminar, em Boston, com o professor Ray Goldberg. O marketing para cooperativas é igual ao marketing para empresas? Por quê? As ferramentas e as tecnologias de marketing são iguais, mas a forma de conceber, compartilhar e misturar esses componentes, não. No cooperativismo, o ingrediente da sociedade, da educação e da filosofia cooperativista deve ser sempre a alma da criação, do relacionamento e das decisões da administração. O fator humano está no eixo das propostas de marketing, e esses valores precisam permear tudo o que a cooperativa faz e a forma como dá visibilidade a isso. Quais as principais barreiras a vencer, quando se fala em marketing para cooperativas? Falta convicção da importância de administrar sob o ponto de vista de marketing. É preciso identificar e descobrir sonhos de todos os stakeholders da cadeia produtiva da cooperativa, e, ao comunicar, considerar a força viva e diferenciadora dos cooperados. Em outras palavras, transmitir com poder estético essa alma do negócio cooperativista. O processo de envolvimento dos públicos internos das cooperativas, por outro lado, exige também tempo, paciência e dedicação. Levando em conta sua experiência com marketing e com cooperativas, você considera que a relação entre ambos se fortaleceu? A relação se fortalece, pois não conseguimos ser bem sucedidos nos negócios sem marketing, ou com estratégias de marketing executadas de forma primária. Eu ressaltava, no passado, a inteligência da Batavo, que criou uma marca poderosa e espetacular. Hoje, ressalto a Aurora Alimentos (de Santa Catarina), que atua no marketing todo: pontos de venda, precificação, produto, propaganda e promoção e conteúdo cooperativista. A organização começa a educar a sociedade sobre a importância de ser cooperativa aos olhos do consumidor final. Mesmo uma cooperativa que não vá diretamente ao consumidor final depende, sem dúvida, de marketing para suas operações business to business (b2b), ou cooperativismo seja, entre empresas. Precisa de vendas, eventos, design de produtos, contratos especiais de negócios, e deve assegurar que a origem de seus produtos esteja presente nas marcas e nas embalagens dos seus clientes. O que ainda precisa ser feito nesse sentido? O cooperativismo precisa tomar a sociedade urbana brasileira. O próximo passo é superar o conceito de agronegócio. Já entramos na era da agrossociedade. Isso implica impactos sociais, qualidade de vida, cooptação da população urbana como diferencial dos negócios. E, nesse sentido, onde existem cooperativas bem administradas, as cidades, a educação e os valores urbanos também são mais evoluídos. O futuro da humanidade passa obrigatoriamente pelo crescimento inexorável do cooperativismo. Por que há tantas cooperativas resistentes ao marketing e à divulgação? Acho que é uma questão de consciência e convicção. Quando falamos de marketing, não estamos pensando somente em propaganda, mas numa gestão com a filosofia de marketing. Isso quer dizer que a percepção humana pesa, e pesará cada vez mais, no retorno sobre os investimentos e na competitividade com todos os negócios concorrentes. É correto afirmar que a falta de comunicação retarda (ou prejudica) o desenvolvimento do sistema cooperativista? Sim, a ausência de um estado da arte em marketing e comunicação por parte das cooperativas e do movimento cooperativista atrasa não só o poder competitivo, mas também a educação da sociedade para essa filosofia. E, sem essa filosofia perante os desafios do futuro, não poderemos empreender e muito menos viabilizar, no caso agrícola, o retorno a um novo modelo de vida no campo e no interior. E atrasaremos ainda o valor que o jovem – ou mesmo os sucessores dos cooperados – pode atribuir a estudar e a trabalhar na cooperativa. Que exemplos de sucesso podem ser citados? Detalhe algum caso. Como já mencionei, a Aurora Alimentos é emblemática no uso de marketing em aspectos mais amplos. A Agrária, de O futuro da humanidade passa obrigatoriamente pelo crescimento inexorável do 10 MUNDOCOOP

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E N T R E V I S TA Entre Rios (PR), mostra-se excelente no foco b2b, os reis do malte nas cervejarias. E há ainda a Coamo (também no Paraná), um eterno show de liderança e crescimento; a Comigo, em Rio Verde, Goiás; a Cotrijal, destaque em tecnologia no Rio Grande do Sul, em Não me Toque; a Cooxupé, no reino do café, em Minas Gerais. Conheci a Cooperativa Santa Clara, no Rio Grande do Sul, outro belo modelo no campo do leite; a Coopavel, a Cocamar e outras ótimas cooperativas paranaenses, com potencial no País todo. Elas constituem estruturas prontas ou pré-prontas para utilização da administração a partir do ponto de vista de marketing. Na área financeira, o Sicredi é outro caso excelente, com pontos de venda pelo País, capilaridade e um nobre trabalho educativo também. Considero notável o caso da Aurora Alimentos, que lançou o leite rastreado, um diferencial de produto que utiliza sua força de distribuição. Além disso, veicula um ótimo comercial de TV, com o Guga, no qual enfatiza que são mais de 70 mil famílias cuidando do cliente. Por que parece que as cooperativas têm vergonha (ou será receio) de se identificar como cooperativas em suas peças de divulgação para o público em geral? Sempre senti esse sentimento parecido com o do patinho feio, como se não fosse bom abordar essa origem. Mas o mundo mudou. O que parecia patinho feio agora se vê como cisne. A sociedade muda, a sustentabilidade ganha importância e o valor da origem aparece fortemente no desejo dos clientes finais dos produtos oriundos do campo. É hora de a cooperativa mostrar sua cara e sua coragem. E de contar suas histórias. Vejo esse potencial também para todos os setores, como saúde, transporte, educação, finanças etc. Quais as vantagens de uma cooperativa se identificar para o mercado como cooperativa? E as desvantagens? A grande vantagem é a sintonia com a mudança da sociedade. Consumidores compram histórias e emoções, coisas comoventes. As cooperativas têm histórias reais de alta dignidade para contar, enquanto produzem e vendem. E ainda transmitem exemplos de virtude, nos quais o trabalho fala mais alto. As cooperativas têm igualmente papel essencial na educação do povo. Quais suas recomendações sobre isso? O que se deve levar em conta? Acima de tudo e de qualquer coisa, ser fiel ao princípio e à filosofia original do cooperativismo, impedindo que sejam desvirtuados. E comunicar isso com criatividade e orgulho. O que precisa ser feito para que o cooperativismo amplie seu espaço na sociedade em termos de conhecimento e reconhecimento pela população? De quem seriam as ações? Cada cooperativa deve fazer seu trabalho na sua região, na sua área de negócios, nos segmentos de mercado em que atua. Isso significa comunicar os valores cooperativistas sempre e em tudo. A ação cooperada, fazer junto, deve contribuir para a promoção nacional desse sistema, e não apenas no campo do agronegócio, mas em todos os demais. Que outros setores parecem mais propícios às cooperativas? Entendo como um dos campos adicionais do cooperativismo as cooperativas de trabalho. Recomendo ao governo que passe a considerar essa opção em suas ações sociais, como o Bolsa Família. Ou seja, que o beneficiário ou o chefe da família, se não tiver emprego nem for empreendedor, seja então participante de alguma cooperativa de trabalho. Aí sim, estaremos conectando ajudas sociais à dignidade do trabalho. Em todos os lugares, existem reclamações de falta de mão de obra. Com certeza, não falta trabalho no Brasil. Falta, hoje, trabalhador. As cooperativas de trabalho, se equacionados os problemas que envolvem o seu uso ético e legal, terão contribuição decisiva para a educação do povo brasileiro e seu empreendedorismo autônomo. Qual a importância do líder no desenvolvimento das ações de marketing nas cooperativas? No líder, e na equipe de liderança, reside toda a diferença entre as grandes cooperativas que vencem o tempo e aquelas que caem subjugadas. Uma grande cooperativa tem uma dependência umbilical e absoluta de legítimos líderes, das equipes formadas para gestão e da competência em formar sucessores conscientes desses valores e princípios. Uma cooperativa não resiste à ausência de líderes íntegros e comprometidos com seus valores, que coloquem sempre a cooperativa acima das pessoas e as pessoas a serviço da cooperativa. Não se pode cair em tentação ou embarcar numa luta de egos. É necessária uma vigilância permanente e ética. MUNDOCOOP 11

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nova marca Sistema OCB e Apex lançam oficialmente a marca “B dairy Estudo realizado pela consultoria OUI Brand, sob demanda do Projeto Setorial de Lácteos Brasileiros (PS Lácteos) – que reúne cooperativas e empresas nacionais – mostrou que apesar de ser o quarto maior produtor mundial de leite, o Brasil não é assim conhecido no mercado externo. Essa constatação levou à elaboração da marca “B dairy”, lançada no final de maio como resultado de trabalho conjunto do Sistema OCB e da Apex-Brasil. A nova marca será gerida pelo PSLácteos, uma vez que esse projeto nasceu com a missão de estimular a produção e promover o setor lácteo brasileiro e tem apresentado resultados palpáveis: nos quatro primeiros meses deste ano, as exportações de leite totalizaram US$ 124 milhões, valor superior ao resultado de todo o ano passado, quando a exportação foi da ordem de US$ 117 milhões. A marca “B dairy” foi desenvolvida com base em uma pesquisa da percepção nacional e internacional do produto brasileiro. A letra B refere-se tanto a Brasil, quanto ao verbo TO BE que, em inglês, significa “ser”. Já a palavra “dairy” significa lácteos. A marca também traz três gotas de leite nas cores da bandeira brasileira. Juntos, esses elementos significam: “Lácteos Brasileiros ou Ser Lácteo”. agricultura familiar Cooperativa Central vai atender 280 famílias Com a expectativa de trabalhar com 70% da produção de alimentos de 14 municípios que compõem a baixada cuiabana, com orientação do Sistema OCB/MT, foi constituída Cooperativa Central para gerir a Central de Comercialização da Agricultura Familiar, localizada no município de Várzea Grande, vinculada à Secretaria de Agricultura Familiar de Mato Grosso. A Cooperativa Central vai trabalhar com o mercado local e institucional, pois a lei garante a destinação de 30% dos recursos da merenda escolar para aquisição de produtos da agricultura familiar, e também os restaurantes. A região conta com 280 famílias cadastradas, provenientes de assentamentos, quilombolas e ribeirinha, congregadas em três cooperativas. A ideia é que esse projeto seja estendido a outras regiões do Estado. 12 MUNDOCOOP

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reflorestamento Cooperativa recém-criada vai negociar toras A Cooperativa dos Silvicultores dos Campos Gerais (Copergera) foi criada com o objetivo de comercializar o excedente de madeira proveniente de árvores adultas – chamada de madeira “grossa” – gerada pela Klabin, gigante da indústria papeleira brasileira instalada em Telêmaco Borba (PR). Com 25 associados e mais de 5 mil hectares plantados, a Copergera está aberta à associação de outros silvicultores que plantem pinus e eucalipto nos Campos Gerais e na região do Médio Tibaji. Presidida por Marcos Geraldo Speltz, a diretoria da nova cooperativa tem como metas cuidar da parte comercial, incentivar o manejo das florestas para uso múltiplo e obter certificações florestais FSC (Forest Stewadship Council) e Cerflor. destaqueS COOp E TWG: PARCERIA EM GARANTIA ESTENDIDA A Cooperativa de Consumo (Coop) escolheu a norteamericana TWG – Virgínia Seguros como parceira para o seguro de garantia estendida, modalidade que oferece as mesmas coberturas do original de fábrica e passa a valer a partir do término da garantia concedida pelo fabricante do produto. Catálogo Brasileiro de Cooperativas Exportadoras Está disponível para download gratuito a segunda edição do Catálogo Brasileiro de Cooperativas Exportadoras, editado pelo Sistema OCB. Podendo ser lido em sete idiomas, o catálogo traz nome da cooperativa, produto exportado, certificações internacionais, telefones e e-mails para contatos comerciais, além de dados que refletem o resultado da participação das cooperativas no mercado internacional, que, em 2013, alcançou US$ 6.072,5 milhões, com as cooperativas participando de 2,5% na pauta. negócios Unicred do Brasil participa da maior feira alemã de tecnologia A SAPPHIRE NOW - convenção anual da empresa alemã SAP realizada em Orlando, nos Estados Unidos - contou com participação de executivos da Unicred do Brasil entre os 25 mil presentes de todos os continentes. “Nossos objetivos em participar da convenção foram aprimorar o planejamento de negócios, dar mais precisão ao desenvolvimento de ações de TI com soluções mais robustas que potencializam as já existentes. A troca de informações e de controles dos sistemas otimiza investimentos, revertendo em serviços e produtos aos cooperados”, comenta o superintendente da Unicred do Brasil - Unidade Porto Alegre, Jeferson Machado. O executivo frisou que os conhecimentos adquiridos também fortalecerão o desenvolvimento do planejamento estratégico da Unicred do Brasil, que prevê, nos próximos dois anos, investimentos no fortalecimento das soluções de canais e back office, visando ao constante aprimoramento da oferta de produtos e serviços destinados aos seus 180 mil cooperados. MUNDOCOOP 13

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no Mundo Coop PARAGUAIOS PREFEREM COOPERATIVAS A BANCOS Pesquisa divulgada pelo Instituto Nacional de Cooperativismo (Incoop), do Paraguai, aponta que 51% dos paraguaios preferem operar com cooperativas, enquanto 40% preferem os bancos. Como o Paraguai tem uma população majoritariamente jovem, as instituições financeiras estão criando produtos direcionado a esse público, até porque os menores de 21 anos ainda não contam com serviços financeiros. A pesquisa também detectou que 32% das pessoas com idade acima de 50 anos não trabalham com nenhuma instituição financeira. O setor cooperativo de crédito no Paraguai detém cerca de 14% das aplicações do sistema financeiro nacional. É o setor cooperativo que reúne a maior quantidade de depositantes do país, com aproximadamente 1 milhão de poupadores. Comitê de Pesquisa Cooperativa da ACI com novo site Com o objetivo de informar aos pesquisadores e ao público em geral sobre as áreas de pesquisa em cooperativismo em todo o mundo, o Comitie de Pesquisa Cooperativa da ACI está com novo site. No endereço www.ccr.ica.coop estão disponíveis notícias, eventos, links para centros de pesquisa e organizações, instituições educacionais, publicações e organizações cooperativas envolvidas com a pesquisa, além de perfis de pesquisadores e projetos de pesquisa. Conta, ainda, com uma seção especial direcionada aos jovens acadêmicos. COOPOLIS: jogo de tabuleiro mostra uma cooperativa A cooperativa de trabalho argentina Factorial – que reúne sociólogos, economistas e comunicadores, entre outros profissionais de áreas complementares complementares – desenvolveu um jogo de tabuleiro com temática cooperativista, que enfoca a gestão democrátiva e o trabalho coletivo por meio de uma atividade lúdica. Batizado de Coopolis, o jogo simula a fundação de uma cooperativa, sendo que cada jogador é um personagem. Direcionado ao lazer familiar ou também na cooperativa, o jogo simula o cotidiano e conta com bancos, hospitais, escolas e lojas. A meta é conseguir uma interação entre o mercado capitalista e a construção de riquezas de maneira justa. Veja em www.proyectofactorial.com.ar 14 MUNDOCOOP

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