MUNDOCOOP 56

 

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A REVISTA DE GESTÃO, FINANÇAS, PESSOAS E MARKETING DO COOPERATIVISMO 56 Ano 13 Rumo à excelência O PDGC é o caminho para que as cooperativas se firmem em um mercado cada vez mais competitivo autogestão explica sucesso da coopercaixa gestão finanças entrevista empresas não podem mais negligenciar o tratamento das informações cadastro positivo muda relação do consumidor na busca pelo crédito paulo kramer , consultor nas áreas de análise política e relações governamentais 1 MUNDOCOOP

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Consulte o seu corretor ou acesse www.segurosunimed.com.br facebook 2 MUNDOCOOP

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Expediente A REVISTA DE GESTÃO, FINANÇAS, PESSOAS E MARKETING DO COOPERATIVISMO Diretoria Douglas Alves Ferreira Luis Cláudio G.F. Silva Redação EDITORA / Katia Penteado - MTb 11.682/SP redacao@mundocoop.com.br Colaboração / Nilton Tuna Arte DIRETOR DE CRIAÇÃO / Douglas Alves Ferreira ASSISTENTE DE ARTE / Fábio Aguilar da Silva revista@mundocoop.com.br Publicidade DIRETOR COMERCIAL / Luis Cláudio G.F. Silva ASSISTENTE COMERCIAL / Henrique P. Gouveia comercial@mundocoop.com.br Controle e Operações Wilma Zacharias Impressão Referência Gráfica TIRAGEM / 15 mil exemplares Fotos Istock Photo A revista MundoCOOP é uma publicação da HL/Mais Editorial Ltda. Rua Atílio Piffer, 271 - Conj. 62 - Casa Verde 02516-000 - São Paulo/SP - Telefone (11) 4323-2881 www.mundocoop.com.br Os anúncios e artigos assinados são de responsabilidade dos autores. As opiniões emitidas pelos entrevistados não refletem, o pensamento da coordenação dessa publicação. Entrevista Paulo Kramer, consultor nas áreas de análise política e relações governamentais estimula: cooperativismo pode e deve exercer pressão política. Recomenda algumas ações e alerta para o fato de que “não se deve, porém, confundir o diálogo e a troca de informações com os poderes estabelecidos com a busca de privilégios escusos”. Confira. 8 4 MUNDOCOOP

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MARKETING 18 28 36 Esporte faz bem ao marketing A Unimed-Rio começou a investir em marketing esportivo há 25 anos e está muito satisfeita com os resultados soluções para pequenas e médias cooperativas informações e tendências do cooperativismo de crédito Programa de governança cumpre metas GESTÃO 38 42 Gestão de dados Um caminho sem volta 22 FINANÇAS 44 48 14. 16. 50. Cadastro Positivo Muda relação do consumidor na busca pelo crédito 30 Autogestão explica sucesso da Coopercaixa PONTO • DE • VISTA Na fábrica de papelão de Itaquaquecetuba todas as propostas são discutidas e avaliadas pelos cooperados antes da tomada de decisão 5 MUNDOCOOP

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Vivas ao cooperativismo, R a você e a nós Ao Leitor evista após revista, há 11 anos ou a 55 edições, a revista MundoCoop divulga e promove as ações das cooperativas brasileiras, a força dos homens e mulheres que constroem esse movimento e se fortalecem no ideal que abraçaram. Naturalmente, essa divulgação também se estende às instituições e às políticas vinculadas direta ou indiretamente ao sistema cooperativista. Os atores do cooperativismo nacional promovem justiça social, desenvolvimento econômico e intelectual, entre muitos outros aspectos não menos fundamentais Em 2012, ano em que a ONU declarou o Ano Internacional do Cooperativismo e institui o lema “as cooperativas constroem um mundo melhor”, a revista comemorou sua primeira década de vida. Foi um ano de festas e de reconhecimento mundial de que cooperativas são empresas baseadas na ação coletiva e no princípio da participação, da solidariedade, entre outros definidos na doutrina cooperativista. Há exatamente um ano, mais especificamente na edição 50, com comemorado o aniversário da revista, e o reconhecimento foi para as ações de comunicação, quando apresentamos a experiência do setor em todos os âmbitos, desde as organizações e federações até a cooperativa. Ainda em 2012, Roberto Rodrigues – que soma a seus títulos acadêmicos e cargos no cooperativismo nacional o de embaixador especial para cooperativas na Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) – lança a campanha pelo Nobel da Paz para o Cooperativismo. A MundoCoop não apenas endossa a inciativa, mas cria um selo alusivo, disponibiliza-o gratuitamente para download e passa a utilizálos em todos os seus produtos: site, revista, portal, boletins informativos e redes sociais. Nesta edição, a MundoCoop comemora seu 11º aniversário, e grandes realizações também precisam ser divulgadas. Dessa vez, no entanto, as vitórias são da publicação. A primeira delas é a escolha da MundoCoop como revista oficial do maior evento cooperativista do continente: a XVIII Conferência Regional ACI Américas, iniciativa da Aliança Cooperativa Internacional das Américas (ACI Américas). Para nós que fazemos a MundoCoop – e para você, leitor que é não apenas a nossa razão de existir, mas, principalmente, nosso divulgador – essa decisão dos organizadores do evento nos estimula a seguir em frente, sempre buscando informações, temas, reflexões que sejam úteis para todos aqueles que, como nós, tem a convicção de que pelo cooperativismo se constrói um mundo muito melhor. Agradecer é importante – e aqui o fazemos – mas não é suficiente. Sabemos que há várias formas de comemorar conquistas e de agradecer a confiança. A nossa recaiu na busca de devolver à sociedade um pouco do muito que recebemos via uma iniciativa pioneira no setor: o Leilão da Intercooperação, que estimulará a solidariedade, auxiliará instituições beneméritas e fortalecerá a doutrina que rege o cooperativismo em âmbito mundial. Mas, esta edição também está recheada de informações de seu interesse, como as 55 outras que a antecederam. Confira e continue nos estimulando, para seguirmos em frente e juntos. Boa leitura! Izilda França Katia Penteado, editora redacao@mundocoop.com.br 6 MUNDOCOOP

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Conquistas. Sucesso. Reconhecimento. Esse é o futuro de quem cultiva grandes parcerias. A TOTVS acredita em uma nova geração de empresas e empreendedores. Por isso, se a sua empresa precisa produzir mais e melhor, conte com nossas soluções em software que unem tecnologia, infraestrutura e serviços para ser ainda mais competitivo. Novos desafios pedem novas soluções. Ligue e agende uma visita com os nossos consultores. Software (SaaS) | Tecnologia | Serviços www.totvs.com 0800 70 98 100 /totvs 7 MUNDOCOOP

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ENT REVISTA Cooperativismo Paulo Kramer pode e deve exercer pressão Quando o cooperativismo defende seus interesses legais e legítimos junto aos poderes constituídos, contribui objetivamente para ampliar e fortalecer o impacto positivo das políticas públicas no setor. O sucesso desse tipo de ação implica, porém, transparência e retidão de propósitos tanto de quem exerce a influência quanto de quem a recebe. Para isso é preciso manter os parceiros e aliados políticos atualizados sobre avanços e conquistas do cooperativismo. Trata-se de fornecer informações técnicas atualizadas e confiáveis a grupos como as frentes parlamentares pró-cooperativismo nos níveis federal, estadual e municipal, as quais reúnem legisladores de diferentes partidos em torno desse grande objetivo. Mesmo que a prática envolva financiamento de campanhas eleitoras, é preciso ter em mente que as cooperativas navegam ao largo de estereótipos ideológicos. política Nesta entrevista, Paulo Kramer, consultor nas áreas de análise política e relações governamentais, explica os meandros dessa atividade e explica por que o termo lobby tem conotação negativa no Brasil. Paulo Roberto da Costa Kramer é doutor em ciência política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), mestre em ciência política também pelo Iuperj e bacharel em ciências sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É professor concursado do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (Ipol/UnB), desde 1987, tendo antes atuado no Instituto de Ciências Humanas e Filosofia da Universidade Federal Fluminense (Ichf/UFF). Como assessor parlamentar, tem serviços prestados a vários senadores, deputados federais e seus partidos na redação de discursos, artigos de opinião e proposições legislativas. Não se deve, porém, confundir o diálogo e a troca de informações com os poderes estabelecidos com a busca de privilégios escusos 8 MUNDOCOOP

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EN T REVIS TA 9 MUNDOCOOP

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ENTREVISTA PAULO KRAMER O cooperativismo é considerado pelo governo um parceiro na formulação de políticas públicas? O cooperativismo está presente em tudo que a sociedade brasileira faz para combinar progresso econômico e maior equidade social. Não dá para imaginar a posição que o Brasil conquistou no agronegócio sem associá-la ao trabalho de órgãos governamentais, como a Embrapa, e nem ao crescimento das cooperativas e ao amadurecimento da capacidade de governança delas. No front da expansão do crédito em apoio às atividades produtivas e à democratização do consumo, seu impacto é igualmente benéfico. Frentes parlamentares pró-cooperativismo nos níveis federal, estadual e municipal reúnem legisladores de diferentes partidos em torno desse grande objetivo. No Primeiro Congresso do Cooperativismo Paulista, realizado em agosto deste ano, eu pude testemunhar o empenho dos parlamentares dessas frentes para encarar e vencer batalhas importantes, como a da aprovação do chamado Ato Cooperativo. Creio que o caminho é esse mesmo, cabendo às organizações cooperativistas zelar pelo fluxo de informações e comunicação em mão dupla entre representantes e representados. Para isso é preciso, de uma parte, manter seus parceiros e aliados políticos atualizados sobre avanços e conquistas do cooperativismo; de outra, esclarecer aos cooperados que a colaboração permanente com esses parceiros merece ser intensificada a cada dia, o que deve incluir doações para campanhas eleitorais. Contribuir para essas campanhas não significa comprar a consciência e o voto de nenhum político, mas assegurar a atenção do representante político aos interesses legítimos de uma organização ou de um setor. Qual a diferença entre sofrer as decisões do governo e participar da formatação de políticas públicas? Minha experiência acadêmica e profissional indica que o propósito autêntico de um programa de relações com o governo consiste em informar e comunicar. Quando uma empresa, ou qualquer grupo social que defenda interesses legais e legítimos, se qualifica para esse papel, trazendo insumos técnicos atualizados e confiáveis, isso contribui para ampliar o alcance e fortalecer o impacto positivo das políticas públicas. Em vez de pedinte ou de lobista importuno e insistente, quem conhece as peculiaridades de sua área torna-se referência obrigatória na construção de políticas setoriais. Quanto a teoria é diferente da prática? O sucesso desse tipo de parceria pressupõe transparência e retidão de propósitos tanto de quem exerce a influência quanto de quem a recebe (o parlamentar, o dirigente do Poder Executivo, o responsável por agência reguladora ou empresa estatal). Infelizmente, muitos governantes brasileiros encaram suas prerrogativas como privilégio pessoal e os aliados desses políticos no setor privado reivindicam todo tipo de vantagem, devida ou indevida. Informação e comunicação resumem o processo de relações governamentais. Quais os caminhos para isso? Os representantes de interesses legítimos e os profissionais de relações governamentais que os assessoram devem manter diálogo permanente com o seu público interno (associados, no caso de uma cooperativa) para persuadi-lo da necessidade de ação unitária na defesa de suas posições. Desse diálogo interno surgirão o argumento a ser defendido e a maneira mais eficiente de levar essa mensagem aos tomadores de decisões no governo. Há que se conhecer bem os setores da opinião pública, do eleitorado, que serão beneficiados com a adoção 10 MUNDOCOOP

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Contribuir para essas campanhas não significa comprar a consciência e o voto de nenhum político, mas assegurar a atenção do representante político aos interesses legítimos de uma organização ou de um setor. das medidas sugeridas, de modo a garantir seu apoio e sua pressão democrática. Num sistema representativo como o brasileiro, o eleitor está consciente de seu poder? Creio que o eleitorado brasileiro está cada vez mais consciente do seu poder, sim. Muitos se impacientam com a lentidão desse avanço, mas é preciso considerar que, em mais de 120 anos de República, somente nos últimos 25 (com o fim do regime autoritário e a reconstitucionalização do País) conseguimos implantar uma democracia representativa estável e socialmente ampla. Mais recentemente, estamos vendo como a evolução socioeconômica favorece a conscientização política. O crescente contingente de empregados com carteira assinada significa milhões de trabalhadores que veem em seus contracheques a fortuna que o governo desconta em tributos e a comparam com a má qualidade dos serviços públicos. O governo hoje é mais acessível? Como melhorar o relacionamento? Particularmente, vejo que o cooperativismo se encontra numa posição vantajosa para dialogar com governos de esquerda ou centro-esquerda, como os da última década no Brasil. As cooperativas navegam ao largo de estereótipos ideológicos; na verdade, elas encarnam a famosa Terceira Via, símbolo da harmonia entre prosperidade material e coesão social numa sociedade livre e responsável. Como ter representatividade quando um setor apoia partidos diferentes dos que compõem a base aliada? Historicamente falando, a nossa República é um híbrido esquisito da teoria do constitucionalismo americano com a velha prática do nosso Executivo imperial, fortemente centralizador. O regime que emergiu da Constituição de 1988 foi rotulado pelo cientista político Sérgio Abranches de “presidencialismo de coalizão”: um sistema eleitoral permissivo, que produz intensa fragmentação partidária, sem permitir a formação de maiorias firmes no Congresso em apoio ao Executivo. Este, para governar, “compra” a formação de maiorias inorgânicas e instáveis com distribuição de emendas orçamentárias aos parlamentares e de cargos em confiança da administração pública. A “mágica”, no entanto, só se mantém pelo tempo em que o presidente registra altos índices de aprovação popular. Em qualquer situação, porém, a influência política da base parlamentar governista deve ser respeitada. É claro, também, que parceiros momentaneamente na oposição não devem ser esquecidos, pois a lógica que move a democracia é a da alternância no poder. A precedência do Executivo legislador requer que a área de relações governamentais divida sua atenção entre lideranças partidá- ' ' rias, gabinetes, assessorias parlamentares, comissões e plenário das casas legislativas, de um lado, e os escalões tecnoburocráticos executivos, de outro, pois de ambos os lados podem sair proposições legislativas capazes de beneficiar ou prejudicar qualquer segmento socioeconômico. Qual a causa da lentidão na aprovação de leis, como o PL 3.067/2011, que trata do acesso das cooperativas de crédito ao FAT? Como se pode acelerar o processo? A demora nas deliberações deve-se à pulverização partidária, filha da permissividade do sistema eleitoral, sem cláusulas que estabeleçam limites para que uma legenda tenha direito a representação parlamentar; assim, quanto mais partidos, maior a dificuldade para produzir consensos. Em ambas as casas do Congresso, o triângulo de poder é formado pelo Palácio do Planalto, as presidências das mesas e os colégios de líderes. São esses três vértices que definem a ordem de votação das matérias em plenário. Para fazer avançar propostas do seu interesse, o cooperativismo precisa manter diálogo permanente em todas essas frentes, mobilizando os membros da frente parlamentar para que pressionem os líderes e levem seus pleitos aos presidentes de ambas as casas. É preciso também conquistar o respeito e a receptivida- 11 MUNDOCOOP

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ENTREVISTA PAULO KRAMER de dos operadores técnicos e dos articuladores jurídicos e políticos do Executivo. A celeridade na apreciação e, com um pouco mais de sorte, aprovação de um projeto depende de uma combinação de fatores que vão do empenho e da competência técnica e comunicativa para defendê-lo à súbita abertura de uma janela de oportunidade, propiciada por algum grande fato novo, político ou midiático. Quanto mais repúdio e desinteresse a política desperta na população em geral, maior a probabilidade de a nossa vida pública cair e permanecer nas garras de agentes de interesses escusos. Como formar agentes de relações governamentais? Qual a dificuldade? A dificuldade consiste na hipocrisia cultural da sociedade brasileira em face do lobby. Na prática, isso resulta no exercício de um “lobismo” muitas vezes medroso e envergonhado, que luta para inviabilizar propostas como a do ex-senador Marco Maciel, em favor da regulamentação, com total transparência, para essa atividade. O resultado é que, hoje em dia, a profissão é aprendida em bases quase exclusivamente empíricas. Quando o escritório de relações governamentais de algum grupo empresarial, uma consultoria de lobby ou a assessoria parlamentar de alguma entidade classista precisa contratar lobistas, não têm alternativa além de “roubar” os jovens quadros uns dos outros. Faz muita falta tradição educacional para formar jovens profissionais dentro de uma mentalidade de valorização dos estudos de ciência política e de comunicação política, sobretudo de transparência no relacionamento entre os setores público e privado e a opinião pública. Como vê a evolução da representação setorial no Legislativo? E do cooperativismo, em especial? O setor deve estabelecer uma mensagem e uma linguagem homogêneas, simples, claras e diretas na divulgação dos seus pleitos, sempre com foco nos benefícios econômicos e sociais advindos deles. Por que há resistência em muitos setores da sociedade em contribuir com campanha eleitoral? Acredito que a relutância em participar da política se deve à crescente e relevante atuação da imprensa, da mídia eletrônica, na divulgação de episódios de corrupção e outras malfeitorias que acarretam o desprestígio da classe política em geral. O aspecto que vejo como negativo é a contaminação da imagem e da reputação de homens e mulheres sérios, vocacionados para a vida pública, pois a política não é diferente de qualquer outro ramo, onde se encontram sempre bons e maus elementos. E aí caímos num paradoxo: quanto mais repúdio e desinteresse a política desperta na população em geral, maior a pro- babilidade de a nossa vida pública cair e permanecer nas garras de agentes de interesses escusos. O antídoto para isso não é menos, e sim mais, muito mais participação atenta e consciente do eleitorado. Acredito que a evolução social e cultural da população acabará por refletir-se na melhoria geral da qualidade da representação política. Pessoalmente, sonho com o voto distrital puro, o que facilitaria a fiscalização da atuação dos representantes. Mas sei que minha utopia eleitoral dificilmente se concretizará. Explico: os distritos eleitorais, cada um representado por uma cadeira na Câmara dos Deputados, precisam abrigar, aproximadamente, o mesmo número de eleitores, o que levaria São Paulo a quase dobrar sua representação atual (teto de 70 deputados), enquanto Roraima e Acre seriam obrigados a abrir mão de seu atual piso de oito deputados, resignando-se a apenas um. Qual a interferência das manifestações de junho nas ações de representação política? Além de refletir a revolta de um contribuinte mais consciente diante do desperdício, da corrupção, do mau uso do seu suado dinheiro, as manifestações assumiram contornos difusos, num sinal de desgaste da representatividade e da legitimidade de suas tradicionais e combativas lideranças sindicais e estudantis. E aí encontramos um ensinamento muito precioso para o futuro do cooperativismo: a conquista e a manutenção de uma sólida influência política dependem da fidelidade de dirigentes e cooperados aos valores permanentes e generosos da participação, da solidariedade e da democratização de oportunidades econômicas e sociais para todos. 12 MUNDOCOOP

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Scania. Ou, se preferir, economia em movimento. Quem vê modelos tão robustos não imagina como são econômicos. Scania. Caminhões, chassis para ônibus e motores industriais e para geração de energia de baixo consumo de combustível e mínimo custo operacional. Economia em cada movimento, que você sente nos seus resultados. E ainda potência, disponibilidade, alta capacidade de carga e muito mais. Fatores que fazem da Scania referência nos mais de 100 países em que está presente. Se tempo é dinheiro economize o seu. Acelere agora mesmo para a Scania. 13 MUNDOCOOP

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Ocesp reúne 104 cooperativas paulistas Sistema OCB/RJ implantará incubadora de cooperativas A criação de uma incubadora de cooperativas foi um dos temas do encontro entre dirigentes do Sistema OCB/RJ e do Departamento de Inovação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. A incubadora deverá conceber cooperativas de três áreas: beleza, serviços para o lar e corte/costura, de acordo com a diretora da Inovuerj, Marinilza de Carvalho. A universidade dará a infraestrutura necessária para o funcionamento do projeto. Com a presença de líderes de 104 cooperativas, em 15 de agosto aconteceu o Congresso Paulista do Cooperativismo, no qual foi apresentado o Planejamento Estratégico do Sistema Cooperativista Paulista para o período de 2014 a 2017. “Esse planejamento será fundamental para que possamos investir nossos recursos de forma mais assertiva”, disse o presidente do Sistema Ocesp, Edivaldo Del Grande. O gerente administrativo e financeiro do Sescoop/SP, Flávio Bersani, apresentou os detalhes do Planejamento Estratégico do Sistema Ocesp, que envolveu colaboradores do sistema e líderes cooperativistas, reunidos em três encontros regionais em Marília, Ribeirão Preto e São Paulo, em maio e junho. Durante o congresso, o cientista político Paulo Kramer defendeu o “legítimo e transparente” relacionamento das cooperativas com o governo. No painel O Parlamento e o Cooperativismo, sete deputados federais e três estaduais renovaram o compromisso com o cooperativismo e receberam da Ocesp uma carta com questões essenciais para o desenvolvimento do setor. No encerramento, o economista Ricardo Amorim analisou os motivos que colocaram o Brasil em destaque no cenário mundial, apesar das evidentes carências de infraestrutura e qualificação da mão de obra. sistema OCB cria Comitê jurídico Foi criado em agosto o Comitê Jurídico do Sistema OCB, composto por advogados das três instituições que compõem a Casa do Cooperativismo e representantes das unidades estaduais. O comitê terá a missão de aprofundar discussões relevantes à defesa da estrutura, forma, doutrina e identidade jurídica do setor cooperativista. O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, explicou que a iniciativa marca uma nova fase no atendimento especializado às cooperativas. “Um comitê como esse é de fundamental importância para as atividades econômicas e políticas, além de trazer experiências das unidades estaduais ao sistema nacional”, afirmou. Coop promove Mexa-se 2013 A Coop – Cooperativa de Consumo promove em 24 de novembro o Mexa-se – 7º Encontro Coop de Corrida e Caminhada, para o qual espera 8,5 mil competidores e 20 mil participantes. A corrida terá 10 km e a caminhada, 5 km, começando às 7 horas, com largada e chegada no Paço Municipal de Santo André (SP). A organização está sob responsabilidade da Corpore, empresa especializada em eventos esportivos. Lançado em 2007, o Encontro de Corrida e Caminhada atraiu mais de 20 mil pessoas no ano passado e, entre os competidores, havia atletas de outros Estados e de países africanos. 14 MUNDOCOOP

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