Sinpol Março 2015

 

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Informativo Oficial do Sindicato dos Policiais Civis - Ano XXI - Março de 2.015 - nº 219 SINPOL VAI DECLARAR GUERRA AO GOVERNO Cansado de esperar uma definição em relação às reivindicações da categoria, o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, garante: vai declarar guerra ao governador Geraldo Alckmin e sua equipe. O sindicalista esteve, acompanhado de diretores do Sinpol, reunido com o deputado estadual reeleito, Rafael Silva, onde pediu apoio para temas como aumento do efetivo, aumento nas diárias, valorização dos policiais civis e definição quanto ao Dejem. Leia na página 08. DIG ESCLARECE HOMICÍDIO POR LINCHAMENTO Em visita de trabalho ao Deinter-3, dr. Youssef Abou Chahin, titular da DGP, atendeu convite feito pelo presidente do Sindicato, Eumauri Lúcio da Mata, e foi conhecer as obras da futura sede social do Sinpol. Confira na página 09. DGP CONHECE FUTURA SEDE DO SINPOL Briga entre jovens que começou em casa noturna e acabou nas ruas do bairro Campos Elíseos, zona norte de Ribeirão Preto, foi esclarecida por integrantes da especializada. Veja como foi na página 15. DISE COMEÇA 2015  Departamento Jurídico do Sinpol obtém novas vitórias;  Dr. Marcos Cesar Borges é entrevistado nesta edição;  Em Memória, uma equipe que marcou época em Morro Agudo;  Veja como está o andamento das obras da nova sede social;  Em Radar e Parabólica, o que foi notícia nas delegacias de toda a região;  O carcereiro Francisco Mango conta sua história na Instituição. E MAIS: COM MAIS APREENSÕES Março/2015 A delegacia especializada no combate ao tráfico de drogas em Ribeirão Preto começou o ano da mesma forma que terminou 2014: com muitas apreensões. Em duas ações realizadas no mesmo dia, cerca de 60 quilos de cocaína, além de porções de outras drogas, foram apreendidas pelos policiais civis. Saiba mais na página 07. Impresso Especial 9912250402 - DR/SPI Sinpol CORREIOS SINPOL - Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto Rua Goiás, 1.697 - Campos Elíseos - Ribeirão Preto - SP CEP: 14085-460 - Fone: (16) 3612-9008 Fone Jornal: (16) 3610-2886 - jornaldosinpol@uol.com.br

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JURÍDICO Departamento do Sinpol continua na luta em favor dos associados e colecionou no mês de fevereiro quatro vitórias garantindo aos policiais civis o direito à paridade e integralidade A lutado Departamento Jurídico do Sinpol parece não ter fim. Na mesma proporção ocorrem as vitórias nas ações pleiteadas pelo departamento em favor de seus associados. Segundo o advogado Ricardo Ibelli, do Jurídico do sindicato, no mês de fevereiro foram registradas cinco novas conquistas de mandados de segurança em favor dos associados. “Foram cinco casos onde os policiais civis passam a ter direito à aposentadoria especial, garantindo-lhes o direito à paridade e integralidade”. Para o presidente do Sinpol, as novas vitórias servem para coroar a iniciativa do sindicato em não aceitar imposições do governo do Estado, que prejudicariam os policiais civis. Atualmente está em vigor a LCF (Lei Complementar Federal) 144/2014, que trata dessa questão. Essa lei, promulgada no ano passado, substituiu a anterior, a LCF 51/85. O estado de São Paulo era o único em toda a Confederação, a desrespeitar tal Lei Federal. A alegação da PGE (Procuradoria Geral do Estado) era de que a 51/85 não havia sido recepcionada pela Constituição Federal de 1988 e, portanto, não seria aplicável, embora todos os demais estados e o Distrito Federal utilizassem tal lei para nortear as aposentadorias. “O governo criou uma famigerada [LCE Lei Complementar Estadual ] 1062/2008, que retirou dos policiais civis o direito à paridade e integralidade, isto é, o direito de quem se aposenta ater os mesmos reajustes que os policiais civis da ativa e a se aposentar com seu salário integral. Então começamos a ingressar com mandados de segurança. Essa dinâmica garantiu a dezenas de colegas o direito a se aposentarem com paridade e integralidade em seu salário, além de já acumularmos diversas vitórias na reversão de aposentadoria da LCE 1062 para a LCF 51/85”, explica Eumauri. Vitórias No mês de fevereiro, dois policiais civis obtiveram o direito a se aposentar com paridade e integralidade, nos moldes da LCF 51/ 85, através de mandados de segurança. Um deles foi o auxiliar de papiloscopista de Batatais, Antonio Cabral. Ele obteve mandado de segurança com sentença procedente na 3ª Vara da Fazenda Pública. Outro vitorioso foi o escrivão de Ribeirão Preto, Wilson Aidar Júnior. Ele já havia obtido sentença favorável em primeira instância e obteve a confirmação nos Tribunais em segunda instância. Reversões Segundo o presidente do Sinpol, muitos policiais civis tiveram perdas significativas ao aceitarem se aposentar pela LCE 1062/2008. “Os companheiros se viam em situação difícil e aceitavam se aposentar pela lei estadual. Já vínhamos estudando como reparar essa injustiça, até que, algum tempo atrás, decidimos adotar a mesma fórmula para quem quer se aposentar: o mandado de segurança. E os resultados começaram a surgir ainda no final do ano passado, com as reversões. Ganhamos diversas causas, onde o estado, por determinação da Justiça, através de mandado de segurança, é obrigado a reparar as perdas do policial civil, inclusive revertendo a aposentadoria para os moldes da [LCF] 51/85”, explicou Eumauri. Em fevereiro, dois associados foram beneficiados com essa estratégia adotada pelo Departamento Jurídico do Sinpol. O investigador aposentado de São Carlos, Ailton Martins de Oliveira, obteve sentença favorável em primeira instância e o governo teve os embargos rejeitados, garantindo, então, o direito ao policial civil de se aposentar com paridade e integralidade, além de ser determinado que lhe sejam pagas as perdas desde que se aposentou. Quem também obteve ação favorável foi o investigador aposentado de Barretos. Carlos Cesar Costa, em ação ordinária referente à reversão da aposentadoria, teve sentença procedente proferida pela 4ª Vara da Fazenda Pública. “Estes foram apenas alguns casos que estavam tramitando. Temos muitos outros casos. Além disso, o Sinpol também está de olho às aposentadorias feitas através da [LCF] 144/ 2014, onde o governo insiste em não praticar paridade e integralidade. Todos os colegas que forem prejudicados serão amparados pelo Sinpol, que vai buscar mandados de segurança garantindo-lhes seus direitos”, confirmou Eumauri. MAIS DUAS REVERSÕES E DUAS APOSENTADORIAS ESPECIAIS Eumauri e Ibelli comemoram as sucessivas vitórias dos associados do Sinpol 02 Março/2015

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PERFIL Recém-aposentado, o carcereiro Francisco Carlos Mango, que também trabalhou na Polícia Militar, conta como foi sua vida profissional Durante a época da ditadura militar, nos anos 1970, Francisco Carlos Mango atuou na Polícia Militar, diretamente sob o comando do Coronel Erasmo Dias, então secretário da Segurança Pública e considerado um dos homens fortes no Estado, durante aquele período de exceção. Ele havia completado 18 anos há pouco tempo quando deixou o emprego no Comind - Banco do Comércio e Indústria - para assumir a vaga que conquistou em concurso público, ingressando assim na Polícia Militar. Foi para o Núcleo de Formação de Soldados em Rio Pequeno, região do 16º BPM (Batalhão de Polícia Militar), onde ficou por nove meses fazendo na escola. Logo em seguida, foi designado para trabalhar na sede da SSP, sob as ordens diretas do exigente Coronel Erasmo Dias. “Ele determinava que fizéssemos patrulhas à noite e a ordem que ele dava era para ‘descer a borracha’. Coitado de quem não obedecesse”, lembra o carcereiro Mango. Natural de Altinópolis, a vida para ele na Capital era sofrida. O salário era insuficiente para ele se manter e, depois de três anos na PM, resolveu voltar para Altinópolis, onde passou a trabalhar com fotografia. Em 1979, decidiu arriscar como fotógrafo em Ribeirão Preto e montou um ponto na cidade. A esta altura, seu irmão mais velho, Dalvo Rodrigues Mango, já militava na Polícia Militar. e Francisco Mango ainda buscava uma carreira que lhe possibilitasse viver sem sobressaltos. Foi quando prestou concurso, em 1983, e foi aprovado para ingressar no quadro de funcionários do HC (Hospital das Clínicas). Lá ficou por 12 anos, até que, em 1997, decidiu voltar para a Secretaria da Segurança. O único concurso disponível era para carcereiro. Apesar do irmão ser contrário à opção, Mango foi aprovado e ingressou na Polícia Civil em 1998. Foi para Vila Branca onde ficou até a desativação da Cadeia Pública Masculina, sendo transferido para a Cadeia 12. Lá ficou até que a SSP passou para a SAP (Secretaria de Assuntos Penitenciários) o comando da unidade. Então passou por várias unidades. Nos 16 anos que atuou como carcereiro, Mango trabalhou em Franca, no Plantão 2 de Ribeirão Preto, em Barretos e em Santa Rosa de Viterbo. Até que conseguiu se transferir para de policial está bem presente em sua família. aposentado do Corpo de Bombeiros. “Mas Além do irmão, tem sobrinhos que também na Polícia Civil só eu me aventurei”, conclui Cajuru, onde ficou até se aposentar. são policiais militares. Tem ainda um tio que é Mango. Riscos Segundo Mango, a carreira de carcereiro tem riscos constantes. Ele próprio já foi refém de presos durante um princípio de rebelião em Barretos. “Estávamos eu e um colega. Trabalhávamos em dois lá, [em escala de] 24 por 72 horas e tínhamos um sinal para que quem estivesse fora abrir a porta para quem estivesse dentro nas rondas, que nos revezávamos. O colega fez o sinal e eu abri, mas ele não havia trancado direito o portão de dentro. Os presos começaram a agredir com pedaços de pau e facas improvisadas. Gritei para outro companheiro que disparou um tiro de carabina calibre 12 para o alto. Os presos se assustaram e conseguimos nos desvencilhar e trancar a porta. Saí todo roxo, arrebentado”, lembra Mango. Ele fez questão de elogiar o trabalho do Sinpol, sobretudo o Departamento Jurídico. “Quem passou pela Polícia Civil e disser que não foi para a Corregedoria está mentindo. Tive um problema, junto com uma colega, em Santa Rosa de Viterbo. Lá a prisão é criminal e para pensionistas. Num dos casos de pensionistas, entendemos que o homem já tinha cumprido os 30 dias de prisão. Mas o dele era 60 dias. Soltamos. Investigaram nossa conduta, mas o Sinpol fez nossa defesa e fomos absolvidos. Provamos que não houve facilitação. O homem ainda voltou para cumprir os 30 dias que faltavam”, conta o carcereiro. Quanto à aposentadoria, Mango elogia a postura do presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata. “Estava com a papelada pronta, mas mesmo assim levei tudo no Sinpol. Mostrei para o Eumauri que leu tudo e me orientou. Não precisei entrar na tal Lei 1062. Tenho Depois de atuar nas Polícia Civil e Militar, o carcereiro Francisco Carlos Mango pensa em voltar a trabalhar, mas no momento, quer aproveitar a aposentadoria paridade e isso é importante”, ressalta. Recém-aposentado, Mango ainda não planejou o que vai fazer a partir de agora. A princípio, quer aproveitar um pouco esse momento, mas pensa, em breve, em voltar a trabalhar em outra área. Ele se mostra feliz por ter escolhido ser carcereiro, cargo que ocupou por 16 anos. “É uma profissão necessária, tanto pela segurança da população, quanto do próprio preso. É direito humano”, completa. A ativida- ABRINDO AS PORTAS DO FUTURO Março/2015 03

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EDITORIAL A EXPEDIENTE O Jornal do Sinpol é uma publicação oficial, de circulação mensal, do Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto. Rua Goiás, 1697 - Campos Elíseos CEP: 14085-460 - Ribeirão Preto - SP e-mail: sinpolrp@sinpolrp.com.br Diretoria: Presidente: Eumauri Lúcio da Mata Vice-Presidência: Célio Antonio Santiago, Darci Gonzales, João Gonçalo Palaretti, Dorlei Morales, Luís Henrique Maringolli de Lima e José Gonçalves Neto; Suplentes: Adilson Massei, Sérgio Ribeiro dos Santos, Luiz Henrique Batista, Carlos Henrique Carneiro Scarparo, Targino Donizete Osório, Adhemar Pereira da Costa e Cláudio Expedito Martins; Secretários: Fátima Aparecida Silva e Doracy Alves da Silva; Suplentes: José Álvaro Ament Júnior e Luís Henrique Zanoello. Diretores Financeiros: Júlio Cesar Machado e Carlos Henrique Pischiotini; Suplentes: José Angelo Marques e Josiane Kátia P. do Nascimento. Patrimônio: Arnaldo Vaz Ferreira; Suplente: Olavo Elias dos Santos. Conselho Fiscal: Prisclia Yoshi S. Hashimoto, Clévis Samuel Lors de Faria e Diva Rodrigues dos Santos; Suplentes: Robert Schmengler Guilhaume, Marisa Lelis Takata e Jefferson Pessoti; Delegados Sindicais: Antonio Carlos Schivo e Josiane K. P. de Souza; Suplentes: Décio Kury Marques e Hélio Augusto da Silva. O JORNAL DO SINPOL É UMA PUBLICAÇÃO EXCLUSIVA DO LABORATÓRIO DE NOTÍCIAS R. Paschoal Bardaro, 633-A - Jd. Irajá Ribeirão Preto - SP Fone/fax: (16) 3610-2886 DIRETOR DE JORNALISMO: Adalberto Luque - MTb 19.218 operacionais, as exclusões e inclusões de associados e dependentes do plano de saúde devem ser feitas, impreterivelmente, até o dia 02 de cada mês. Ação Judicial O departamento jurídico do Sinpol já está elaborando mandado de segurança contra a Instrução Conjunta UCRH/SPPREV nº 3, de 04/11/2014, publicado no DOE de 05/11/2014, que estabeleceu normas e diretrizes que muito prejudicam as aposentadorias dos policiais civis, por entender que não há amparo legal. O departamento entende que a referida instrução conjunta não está apenas instruindo os setores de pessoal de como se deve ser pautada a questão da aposentadoria, mas sim funcionando como legislação complementar, ao se basear em pareceres meramente consultivos da Procuradoria Geral do Estado e torná-los procedimento e normas a serem seguidas, dando status de Lei. A diretoria solicita aos associados que acompanhem a evolução deste tema pelo site do Sinpol. EDITOR CHEFE: Júlio Castro O Jornal do Sinpol não se responsabiliza por especificações ou informações que não estejam previstas no contrato de publicidade AS COBRANÇAS SERÃO FEITAS EXCLUSIVAMENTE POR: Sub Ten Res PM Oswaldo Bonfim Martha J. Araújo Luque DEPARTAMENTO COMERCIAL: CONTATOS EXCLUSIVOS DEVIDAMENTE AUTORIZADOS: Fernando Mendonça Antonio Pereira Alvin Aparecido Donizete Tremura Vanderlei Garcia da Costa Marco Aurélio Scridelli Marcos Antonio Fernandes Israel Leal de Souza EDITORAÇÃO ELETRÔNICA: Laboratório de Notícias Fone: (16) 3610-2886 e-mail: jornaldosinpol@uol.com.br Os artigos assinados não refletem, necessariamente, o conceito do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. GUERRA ESTÁ DECLARADA O deputado mostrou estar sensível às nossas reivindicações. A principal delas é a falta de recursos humanos na Polícia Civil. Rafael Silva nos disse ter ciência do que vem ocorrendo, principalmente no interior do Estado. Também falamos sobre a questão do nível universitário para as carreiras de investigador e escrivão, que não houve valorização através do reconhecimento salarial dessas categorias. Lembramos que as carreiras de nível fundamental agora exigem nível médio, mas não são remuneradas para isso. Levamos ao deputado Rafael Silva questões como o acúmulo de função e a situação dos carcereiros, que tiveram a carreira extinta, mas que executam serviços de investigador ou escrivão e não recebem condizentemente. Falamos sobre a famigerada questão da diária, onde a PM é beneficiada com uma diária digna, enquanto nós, policiais civis, ganhamos uma miséria. Finalmente, tratamos da questão do Dejem. O deputado pretende abordar todas estas questões com seus pares na ALESP. Mas, independentemente desse importantíssimo apoio, vamos dar continuidade na jornada de cooptar mais lideranças políticas a nosso favor. Vamos nos encontrar com todos os deputados de Ribeirão Preto. O deputado Leo Oliveira e o ex-prefeito e do mesmo partido que Geraldo Alckmin, deputado Welson Gasparini. Vamos também encontrar com velhos conhecidos, como Campos Machado e outros políticos. Queremos o maior número de deputados defendendo nossa causa. Mas não vamos parar por aí. Vamos acompanhar sempre a agenda do governador. Toda vez que ele estiver em atividade política, entregando alguma obra em nossa vasta região, estaremos presente para interpelá-lo diante das autoridades, imprensa e população em geral, cobrando-o e constrangendo-o pela situação calamitosa que atravessa a Polícia Civil. Estamos ainda preparando medidas ainda mais enérgicas. No que depender do Sinpol, vamos brigar em todos os âmbitos. Geraldo Alckmin teve sua chance. O titular da SSP ainda tem condições de evitar um movimento ainda maior. A categoria está cansada e a greve passa a ser um instrumento cada vez mais cogitado. E se o policial civil quer greve, o Sinpol vai lutar a seu lado. Agora não tem mais volta, a menos que Alckmin e sua equipe finalmente atendam nossas reivindicações. A guerra está declarada. EUMAURI LÚCIO DAMATA Presidente do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto) Chegamos ao mês de março e, como de costume, o governador Geraldo Alckmin e sua equipe estão mais preocupados em empurrar nossa situação com a barriga do que em sentar e dialogar de verdade, de forma franca e aberta. Entendemos que já houve tempo suficiente para que o novo secretário da Segurança Pública tomasse ciência de sua pasta e passasse a, de fato, iniciar os diálogos. Isso não ocorreu. Diante dessa situação, cansados de esperar pela boa vontade dos políticos que gerem a Segurança Pública, o Sinpol está iniciando agora uma ofensiva contra o governo. Nosso objetivo é articular apoio, sobretudo na ALESP (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), no sentido de ver nossas reivindicações endossadas pelos parlamentares através de PLCs (Projetos de Leis Complementares). Nosso primeiro encontro nesse sentido já ocorreu no mês de fevereiro. Procuramos o deputado Rafael Silva, reeleito pelo PDT, que tem como base Ribeirão Preto. Em nossa reunião, levamos as reivindicações mais urgentes da categoria. Ele se comprometeu em tomar providências a nosso favor, assim que a nova composição da ALESP (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) tomar posse, no dia 15 de março. Notas Cantina para o Associado A Cantina da Chácara do Sinpol, sob o comando de Paulo e Cristina, tem agradado bastante aos associados. Além de porções, aos sábados e domingos estão sendo servidos pratos feitos. A cerveja, o suco e o refrigerante estão sempre na temperatura ideal e constantemente há muitas novidades para os associados. Maiores informações e reservas nos telefones (16) 99398-6912, com Paulo ou (016) 99398-8820 com Cristina. Atualização de dados Sinpol Para atualização de dados e de situação profissional, principalmente dos recém-aposentados, o Sinpol está promovendo um recadastramento de todos os associados. Participe da atualização e garanta o recebimento de toda correspondência que enviamos, procurando a Secretaria do Sinpol, ou enviando e-mail para secretaria@sinpolrp.com.br. Atenção policial civil A diretoria do Sinpol alerta a todos os policiais civis associados que, se receberem intimação para comparecer à Corregedoria ou a qualquer outro órgão, para depoimento, busquem antes orientação no Departamento Jurídico do sindicato. É direito constitucional que em todo e qualquer depoimento, o depoente esteja assistido por um advogado. Pensionistas O Sinpol solicita às pensionistas que verifiquem seus holerites, pois há informações de que a SPPrev não tem efetuado corretamente os pagamentos no que diz respeito aos 7% de reajuste. Algumas pensionistas não têm direito ao aumento, porém a SPPrev tem cometido erros. Qualquer dúvida, entrar em contato com a Central de Atendimento do Sinpol, pelo telefone (16) 3612-9008, falar com Fátima, para esclarecer a situação. São Francisco Clínicas Atenção associados do Sinpol usuários do plano de saúde do Grupo São Francisco. Por motivos Falecimento Novos Associados Aposentado Associado do Sinpol que ingressou no quadro de aposentados em fevereiro: - Octacílio Baptista de Souza, carcereiro de 1ª Classe; A diretoria do Sinpol felicita o policial civil por sua brilhante carreira, desejandolhe poder usufruir seu merecido descanso com muita saúde e alegria. Associaram-se ao Sinpol em fevereiro os seguintes policiais A diretoria do Sinpol comunica, com pecivis: sar, o seguinte falecimento: - Yuri Montini Mendes Rabelo, agente policial; + Rubens Gracindo Correa Bruzadin, in- Adeilton Ribeiro Tavares dos Santos, atendente de necrotério; vestigador aposentado, pai da investigadora em - Lucimeire Jodas Camargo, escrivão. Matão, Gisele Aparecida Furlanetto Bruzadin A diretoria do Sinpol dá boas vindas aos novos associados e Furlanetto, ocorrido em 09 de fevereiro de 2015. O Sinpol manifesta seus sentimentos aos está à disposição de todos os policiais civis que quiserem integrar o quadro associativo do sindicato. familiares. 04 Março/2015

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TÚNEL DO TEMPO Manchete de capa da edição 22 do Jornal do Sinpol mostrou a atuação eficiente do Garra no combate ao crime E edição de número 22 do Jornal do Sinpol, que circulou em julho de 1997, trouxe uma manchete de capa que traduzia o que sentiam os criminosos quando sentiam que o Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos) estava em seu encalço. O repórter Alexandre Roma e o fotógrafo Júlio Castro acompanharam um dia na rotina dos policiais civis que integravam a equipe que marcou época e, na ocasião, era comandada pelo dr. Sérgio Salvador Siqueira. “O pesadelo dos marginais”, como o Garra foi definido na reportagem, em dois meses após sua criação, em 14 de abril de 1997, cumpriu cerca de 20 mandados judiciais, realizou 13 flagrantes, apreendeu cerca de 15 armas de fogo e esclareceu 30 assaltos a mão armada, entre outras atuações. Mas a edição também abordou outros assuntos. No editorial, o então presidente Eumauri Lúcio da Mata era direto e objetivo em seu recado ao governador à época, Mário Covas: Paciência tem limite, garantia Eumauri, lembrando que Covas, como de costume, dava as costas para os policiais civis e ignorava suas reivindicações. A greve da Polícia Militar mineira também foi reportada na edição 22, mostrando que o trabalhador de Segurança Pública estava insatisfeito em todo o País. Em turismo, os segredos e a beleza de Araxá, considerada “terra de Deus e do Sol”, que foi reduto de Dona Beja no século XVIII. A relação de aniversariantes da edição 22 era encabeçada pelo então investigador de São Carlos, Florisvaldo Aparecido Angelício, nascido no dia 02 de julho. Em Notas, o recado para que os associados ficassem atentos ao atendimento realizado na sede própria do sindicato, que na ocasião era das 8h00 às 12h00 e das 14h00 às 18h00. O jornal também reportou o projeto para que o disque-denúncia - que na época funcionava através da ligação gratuita pelo número 147 - ganhasse uma sala própria, possibilitando aos policiais civis apurarem com maior tranquilidade as denúncias anônimas que lá chegavam. Outra reportagem mostrou o risco corrido pelo então investigador da DISE (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de RiA edição fechava com uma reportagem a órgão, Lourival Carneiro, avaliava a possibilibeirão Preto, Ronaldo Adriano Frata. Ele foi baleado durante uma diligência para desmon- respeito das futuras eleições no SIPESP (Sin- dade de concorrer à reeleição. Como de costar um esquema de tráfico de drogas no Par- dicato dos Investigadores de Polícia do Esta- tume, uma variedade de notícias para manter do de São Paulo), onde o então presidente do os policiais civis atualizados. que Ribeirão Preto, periferia da cidade. Sindicalismo Já em 1997 - e até antes - o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, tinha como meta levar o sindicato às diversas cidades que eram por ele atendidas. Em reuniões de trabalho, Eumauri e diretores do Sinpol visitavam policiais civis em suas cidades ou regiões. Na edição 22, os policiais civis de Casa Branca reuniram-se com diretores do sindicato e puderam acompanhar o trabalho que vinha sendo realizado. O entrevistado da edição foi o então prefeito de Ribeirão Preto, Luiz Roberto Jábali, já falecido. Entre diversas questões, Jábali falou sobre sua prioridade em relação à segurança pública, sobre uma possível fusão entre as Polícias Civil e Militar e sobre o trabalho em parceria entre prefeitura e Polícia Civil. Na luta por melhorias para a categoria, integrantes da Coligação das Entidades de Classe da Polícia Civil, da qual o Sinpol era um dos mais atuantes membros, pressionavam Mário Covas e o então Secretário da Segurança Pública, dr. José Afonso da Silva, para negociar um reajuste nos salários dos servidores. Eumauri e os demais sindicalistas também queriam pressionar o então chefe da Casa Civil Walter Feldman, o secretário da Administração Fernando Carmona e o então DGP, dr. Luiz Paulo de Braga Braun para que as propostas fossem levadas em consideração. Dentre as quais, a elevação do piso salarial recebido por investigadores e escrivães, que era cerca de R$ 600. Eumauri também aproveitou a ocasião para encaminhar um ofício ao dr. José Afonso, no Reprodução da capa da edição 22 do Jornal do Sinpol teve como destaque o Garra sentido de que ele intervisse em relação a firmar convênios recíprocos para que os policiais civis pudessem portar suas armas em todos os demais estados da Federação. Outra reportagem falava sobre o trabalho dos policiais civis na cidade de Tupã, na região da Alta Paulista. Um dos policiais civis destacados era o investigador Dirço Bandeira Montes, à época chefe dos investigadores da DISE daquela cidade. O PESADELO DOS MARGINAIS Março/2015 05

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ARTIGO “JE Por: Dr. Luiz Carlos Pires (*) SUIS CHARLIE” expressar. Confesso-lhes – por mais tolerante que tenho logrado ser com possíveis faltas de meus semelhantes, por mais legalista que por meio do exercício da profissão tenha me tornado, por mais caridoso que tenha tentado ser (perdoem-me a farisaica pretensão), até em virtude da fé que professo – muitas vezes, ao deparar-me com escritos ou imagens que tenham por objetivo a galhofa do que, para mim, é sagrado, tenho me sentido no mínimo desconfortável (uso do adjetivo como eufemismo, para ser delicado, digamos assim...). Não vejo razão de ser quando, ao pretender usar o humor, seus protagonistas, incontáveis vezes, resvalam para a grosseria, palavras de baixo calão ou para o pecaminoso quando se trata do que é religioso ou sagrado para uns. Assim, sem deixar de condenar aqueles que, por inconfessáveis e torpes motivos, socorrem-se da religião para a prática de crimes ignominiosos, tais como os que vêm sendo cometidos pela Al Qaeda e pelo mais recente E.I. (que se pretende constituir-se em Estado Islâmico), com suas indefesas vítimas a quem não se pode atribuir qualquer ato lesivo aos interesses de outrem, a não ser, talvez, na ótica dos odiosos terroristas, a não prática do islamismo como religião e, portanto, “infiéis”, sendo degolados frente a câmaras de vídeo para horror de todo o mundo civilizado, deixando-nos atônitos ao constatarmos a que ponto chegou a barbárie nos dias atuais, havemos de convir que a liberdade porque anseiam tantos povos, e que a França é tão pródiga em exercitar, não pode, ou, pelo menos, não deveria, ser entendida de forma incondicional, irrestrita, sem normas a ser ditadas pelo bom senso, às diversidades culturais e à convivência fraterna entre os povos. Isto posto, penso eu, sem rebuços e sob esta perspectiva, “JE NE SUIS PAS CHARLIE!” Fevereiro de 2015 (*) Dr. Luiz Carlos Pires é membro da Academia de Letras, Ciências e Artes da AFPESP e da dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo; ex-Delegado Regional de Polícia de Ribeirão Preto; ex-Professor da Academia de Polícia “Doutor Coriolano Nogueira Cobra” Sob esse slogan, milhões de pessoas – a grande maioria franceses – aí incluídos Chefes de Estado do mundo todo, marcharam, em dias do mês próximo passado, pelas ruas de Paris, consternados, evocando a terrível tragédia que se abatera em solo do país da liberdade, igualdade e fraternidade e que se consumou com o covarde ato terrorista perpetrado contra o semanário “Charlie Hebdo” e que tinha como alvo primordial cartunistas daquele periódico. Manuseando pesadas armas de altíssimo poder letal, os assassinos, em número de dois – os irmãos Chérif e Said Kouachi, franceses descendentes de argelinos, abateram doze cidadãos. Destes, quatro chargistas – aí incluído o diretor do jornal, Stéphane Charbonnier, que, de há tempos, vinha sofrendo ameaças à sua incolumidade física por grupos islâmicos, ao que se sabe em virtude de charges que retratavam o profeta Maomé, figura que tem para os que professam a fé islâmica, o mesmo significado de Nosso Senhor Jesus Cristo, unigênito de Deus, para os católicos, em situações, digamos, constrangedoras. O tresloucado ato terrorista foi encampado pela rede Al Qaeda, que tinha entre seus membros os atiradores responsáveis pela carnificina. Ao tempo em que ocorriam os ataques à sede de “Charlie Hebdo”, outro terrorista, Amedy Coulibaly, aparentemente em “solidariedade” aos irmãos Chérif Kouachi e Said Kouachi, matou uma policial no dia subsequente ao ataque ao jornal para, a seguir, já na sexta-feira, invadir um estabelecimento de comida kosher, judaica, e ali manter como reféns a quantos no local se achavam, sendo afinal morto pela polícia que invadiu a casa, não sem antes, este terrorista, haver matado quatro dos que lograra manter em cárcere privado, sob a mira de um fuzil Ak-47, que empunhava. Por derradeiro, naquele mesmo dia, quase que simultaneamente à ação que neutralizou Amedy, as forças policiais invadiram o local onde os irmãos Kouachi se homiziavam e, após intensa troca de tiros, vieram a abatê- los. Quando escrevo estas linhas, trinta dias já se passaram das cerca de setenta e duas horas de terror a que foram submetidos os habitantes do país das liberdades, ainda hoje não tendo conseguido assimilar, em sua inteireza, os terríveis episódios que tiveram lugar em solo francês. Hoje, e bem distante do palco dos sangrentos eventos protagonizados por bem adestrados, diga-se, facínoras, cujo objetivo era o extermínio de jornalistas que, em seu torpe entendimento, vinham de há tempos maculando a imagem do profeta Maomé, ouso aqui expor meu entendimento sobre tudo quanto se passou. De um lado, jornalistas do “Charlie Hebdo”, semanário cujo mote principal centrase nas críticas as mais variegadas possíveis, na grande maioria das vezes de charges que têm como alvo a seara política, os costumes das diversas sociedades, a religião e os povos que as professam em suas miríades de cultos. Não tão somente as religiões professadas por judeus, católicos ou muçulmanos, assim como tantas outras menos exponenciais, acredito, acabam se tornando mote para o escárnio, a irreverência, a falta de escrúpulos e temeridade quando se trata de abordagem de temas tão caros aos que professam alguma fé. Fala-se, e muito, que os muçulmanos, em termos de fé e da interpretação do Corão com as mensagens de Maomé, deveriam adaptálas aos dias que correm e não as interpretar como se na idade das Trevas ainda se encontrassem. Para nós, católicos, a Idade Média em que mais recrudesceu a Inquisição com suas nefastas consequências, foi, de longe, o período em que mais atrocidades a Igreja por seus clérigos-inquisidores perpetrou, de triste memória. A Igreja Católica superou o tenebroso período e hoje procura harmonizar-se com uma sociedade globalizada e em constante mutação. Falar na primeira pessoa do singular sempre me pareceu recurso imodesto, mas, às vezes, não encontro melhor forma de me 06 Março/2015

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DISE RIBEIRÃO PRETO O ano mal começou e a equipe da DISE (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Ribeirão Preto já registrou dois grandes casos de apreensão de droga, fruto de um trabalho de investigação e apuração de dados obtidos graças ao empenho da equipe. A maior apreensão feita pela DISE em 2015, até o momento, aconteceu no dia 30 de janeiro, numa residência do Parque Avelino Alves Palma, zona norte de Ribeirão Preto. Policiais civis da especializada, após investigações preliminares, tomaram conhecimento de que um homem havia comprado uma quantidade considerável de maconha e que estaria distribuindo nas bocas de fumo na região. A equipe foi a campo e passou a acompanhar os passos do suspeito, até que chegou a informação de que ele havia comprado uma quantidade considerável de drogas, que estariam escondidas no imóvel onde residia com sua família. Chegando na residência, o morador E.A.C.S. autorizou a entrada dos policiais civis, que fizeram minuciosa revista na casa, porém não encontraram qualquer indício de que houvesse entorpecente escondido. Na garagem, os policiais foram então revistar o Gol que seria de propriedade de E. Segundo o titular da DISE, dr. Ariovaldo Torrieri Júnior, os policiais civis encontraram no porta malas do carro 58 tijolos de maconha. “A droga estava embalada em tijolos, escondidos no porta malas do Gol”, explicou o delegado à imprensa. No histórico da apreensão, os policiais civis relataram que os tijolos continham erva seca de colocação esverdeada, com características e odores similares ao da substância entorpecente popularmente conhecida como maconha. E. assumiu ser o proprietário dos Em duas ações distintas, policiais civis da especializada apreenderam quase 60 quilos de drogas, a maioria, maconha tijolos encontrados no interior de seu veículo. Ele informou que tinha comprado a droga de uma pessoa desconhecida e que pretendia distribuí-la em pontos de venda de drogas da cidade, com o objetivo de levantar dinheiro. Ele admitiu que sua família desconhecia que ele estivesse praticando drogas. O homem não tinha passagens anteriores pela Polícia. Toda a droga foi apreendida e encaminhada juntamente com seu responsável, para a sede da DISE. Na ocasião, o dr. Torrieri determinou a lavratura do flagrante e E. foi preso em flagrante por crime inafiançável. Ele vai ficar preso à disposição da Justiça. Mais droga Ainda no dia 30 de janeiro, policiais da DISE fizeram outra apreensão e prenderam outro suspeito. Uma equipe da especializada estava apurando informações de que existia tráfico de drogas em um campo de futebol localizado no Parque Ribeirão Preto, entre a Rua Major Ricardo Guimarães e Avenida Manoel Antonio Dias. Diante das informações, a equipe foi até o local levando o cão farejador “Hammer”. No local, os policiais civis encontraram duas pessoas fazendo a poda do gramado e fizeram a abordagem. Durante a revista, a equipe da DISE encontrou uma pequena embalagem com maconha no bolso de C.V.S. Ele disse aos policiais civis que a droga era para seu próprio consumo, pois seria dependente. Todavia, o cão farejador percebeu que poderia haver mais drogas e indicou a porta do vestiário do campo, que estava fechada à chave. O zelador do campo informou que a chave estaria com C., que inclusive, dormia lá. C. negou que a chave estivesse com ele. Com autorização do zelador, o cadeado do vestiário foi estourado e, ao entrarem no local, os policiais civis encontraram no chão, ao lado de um colchão, uma sacola plástica contendo centenas de trouxinhas de maconha, cinco pinos de cocaína e dezenas de embalagens de eppendorfs vazios. C. tentou desconversar, dizendo que a droga não era sua. Depois admitiu que fazia a guarda do entorpecente para um homem que não sabe o nome, mas a história não se sustenta. Ele já tinha passagens anteriores por furto, lesão corporal e porte ilegal de arma de fogo. A droga e o homem foram levados à sede da DISE, onde foi efetuado o flagrante. C. foi REGISTRA DUAS GRANDES APREENSÕES encaminhado para o CDP (Centro de Detenção Provisória) e segue à disposição da Justiça. Segundo o dr. Torrieri, a DISE realizou importantes apreensões. “Já apresentamos bons resultados em 2015. As apreensões foram feitas graças a um trabalho minucioso de investigação, que consumiu cerca de algumas semanas. Nos dois casos, os acusados negaram ser donos da droga, mas houve convicção do estado flagrancial e determinamos a lavratura do auto de prisão em flagrante delito”, concluiu o dr. Torrieri. Foto: Dise Ribeirão Preto O titular da especializada, dr. Torrieri destacou o trabalho minucioso de investigação; no detalhe, 58 quilos de maconha apreendida pelos policiais civis Março/2015 07

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POLÍTICA Eumauri e diretores do Sindicato iniciaram peregrinação para obter apoio de deputados nos projetos em favor dos policiais civis O Sinpol vai declarar guerra ao governo do Estado. Segundo o presidente do sindicato, Eumauri Lúcio da Mata, já houve tempo suficiente após a posse da nova equipe de governo, para decidir questões cruciais que envolvem a categoria, sobretudo em relação a questão de recursos humanos. “Nunca tivemos um efetivo tão abaixo da necessidade da população em ser minimamente bem atendida na Polícia Civil”, disparou Eumauri. Ele também quer que o governo tome medidas para valorizar os policiais civis, como no caso dos investigadores e escrivães, que são carreiras de nível universitário, mas não ganham condizentemente. Também quer reajuste para as demais carreiras. Eumauri também quer que a questão da diária seja finalmente definida. “Atualmente a diária do policial civil não representa sequer a metade do que recebe o policial militar. Queremos, no mínimo, equiparação com a PM”, avalia Eumauri. Para iniciar a ofensiva que visa exigir do governo uma postura definida em favor dos policiais civis, Eumauri iniciou uma jornada em busca de articulações políticas. No dia 23 de fevereiro, Eumauri, acompanhado de outros diretores, reuniu-se no escritório político do deputado estadual reeleito Rafael Silva, em Ribeirão Preto. Estiveram presentes o vice-presidente do Sinpol, Célio Antonio Santiago; o diretor financeiro, Júlio César Machado e a diretora de secretaria do Sinpol, Fátima Aparecida Silva. Além do deputado, também participou da conversa o chefe de gabinete de Rafael Silva, Abrão Dib. Durante a conversa, Eumauri expôs as dificuldades enfrentadas pelos policiais civis. “A cada ano que passa, a Polícia Civil está mais esvaziada. Faltam recursos humanos em grande número para que possamos realizar um trabalho minimamente satisfatório para a população que nos procura, que é nosso verdadeiro patrão. O povo é nosso patrão por direito e é para a população que devemos trabalhar. Mas, para isso, precisamos de condições mínimas”, desabafou Eumauri. O deputado disse estar ciente da situação dos policiais civis. “Venho brigando há muito tempo pela Polícia Civil. Essa é uma de minhas bandeiras. Vou apoiar a luta dos policiais civis. Levarei essas reivindicações no encontro das lideranças, pois é no Colégio de Líderes que deverei obter apoio no sentido de criar um projeto de lei que possa vislumbrar essas reivindicações”, disse Rafael Silva. Dejem Durante o encontro, Eumauri encaminhou um ofício com as principais reivindicações da categoria, que não vêm sendo atendidas pela equipe do governo e o assunto tem sido tratado com descaso pelo governador Geraldo Alckmin. Além da questão do efetivo, Eumauri também abordou a valorização dos policiais civis. Ele falou sobre a questão que envolve investigadores e escrivães, consideradas carreiras de nível universitário, mas que não recebem remuneração condizente com essa situação. Falou também sobre a questão dos carcereiros, carreira em extinção, da qual muitos executam outras funções, sem receber adequadamente. Falou sobre valorização pra todas as carreiras, indistintamente. Lembrou que carreiras que antes exigiam nível fundamental para ingresso, hoje são consideradas de nível médio, mas o governo também não as remunera adequadamente. Eumauri também abordou as diárias, que o governo insiste em criar distinção entre policiais civis e militares e remunera de forma irrisória os primeiros. O presidente do Sinpol abordou ainda a situação da regulamentação do DEJEM (Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho), a famosa institucionalização do “bico” policial. Na Polícia Militar, através da “Atividade Delegada”, policiais militares ganham para trabalhar na Corporação em suas horas extras. Eumauri quer que isso seja regulamentado de forma que interesse aos policiais civis, já que o projeto tramita na ALESP (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo). Rafael Silva comprometeu-se em avaliar todas as reivindicações levadas pelo Sinpol e que foram elencadas pela Feipol/SE (Federação Interestadual dos Trabalhadores Policiais Civis da Região Sudeste). “Antes de 15 de março, que é a data da posse da legislatura 2015-2018, não adianta tomar qualquer posicionamento, pois o que apresentarmos, fatalmente, será arquivado. Depois de 15 de março vamos verificar essa situação e trabalhar para pressionar o governo a atender as reivindicações dos policiais civis. Pretendo fazer a propositura do projeto do Dejem. Nosso objetivo é desengavetar o projeto. Não há sentido na SAP haver Dejem, na Polícia Militar que é da SSP, também ter e a Polícia Civil não ter”, endossou o deputado. Segundo Eumauri, as articulações continuam. “Estamos prontos para declarar guerra ao governador. Nossa paciência se esgotou. Um governante que sequer respeita nossa Data Base, que é primeiro de março, não merece outra atitude, senão se ver em guerra com a categoria. Vamos procurar outros deputados, vamos buscar apoio em todas as esferas. Vamos constranger o governador em todos os atos políticos em nossa região. Agora é hora de darmos um basta. Queremos respeito”, concluiu Eumauri. SINPOL BUSCA ARTICULAÇÃO Deputado Rafael Silva se comprometeu em lutar para que as reivindicações apresentadas pela diretoria do Sinpol sejam aprovadas pela ALESP 08 Março/2015

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SINDICALISMO O titular da DGP (Delegacia Geral de Polícia), dr. Youssef Abou Chahin, esteve em Ribeirão Preto no dia 03 de março para participar de uma reunião de trabalho na sede do Deinter3 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), que coordena os trabalhos da Polícia Civil em 93 cidades da região. Foi a primeira visita do DGP à sede do Deinter-3, desde que tomou posse, em 05 janeiro deste ano. Durante o encontro, dr. Chahin admitiu que existe uma defasagem de 7 mil policiais civis em todo o Estado, mas que pretende utilizar os concursos em andamento para minimizar esse problema. “Estou com um projeto que, se forem classificados mais policiais, poderemos aproveitar nesse mesmo concurso mais aprovados, daí não será necessária nova seleção. Isso economizará custo e tempo para o Estado, o edital permite”. Ele também garantiu que em setembro os policiais aprovados neste concurso - 1.364 investigadores, 800 escrivães e 129 delegados - estarão nas ruas, reforçando a Instituição. Dr. Youssef aceitou, durante sua visita por Ribeirão Preto, o convite feito pelo presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, e foi conhecer as obras da futura sede social do Sindicato. Foi o primeiro encontro entre Eumauri e o dr. Youssef, desde que ele assumiu a pasta. Durante o encontro, o DGP esteve acompanhado com o diretor do Deinter-3, dr. João Osinski Júnior. Pelo Sinpol, além de Eumauri, estiveram reunidos com o DGP o vice-presidente do Sindicato, Célio Antonio Santiago; o diretor financeiro, Júlio César Machado; a diretora de secretaria do Sinpol, Fátima Aparecida Silva e o associado e investigador recentemente aposentado, Sebastião Signei de Moraes. “O DGP me adiantou que está praticamente certo, quando o policial civil se aposenta e não tem cinco anos na classe em que está, que ele não regrida para a classe imediatamente anterior, como é atualmente. Ele será DGP mantido na classe em que estiver quando se aposentar”, disse Eumauri. Após a visita, ele disse estar impressionado com a grandeza e qualidade da obra e elogiou a atuação do sindicato, que luta pelos policiais civis em toda a região e é considerado um dos mais atuantes do Estado. Durante a visita, ele atendeu ao Jornal do Sinpol. Jornal do Sinpol- É sua primeira visita a Ribeirão Preto? Dr. Youssef – Como Delegado Geral sim, como policial já vim outras vezes a trabalho e a passeio, mas como Delegado Geral há quase dois meses no cargo é minha primeira visita. Jornal do Sinpol - O que o senhor achou da futura sede do Sinpol? Dr. Youssef – Maravilhosa! Uma obra que realmente dignifica o policial civil, dá orgulho de ver que temos espaços na Polícia Civil como esse que está sendo construído aqui. Jornal do Sinpol - O senhor esperava uma obra desse porte em um sindicato sediado no interior de São Paulo? - Dr. Youssef - Na verdade eu não tinha noção. Fui convidado a conhecer quando ministrava uma palestra aos delegados. Aceitei o convite de pronto, mas, não sabia o que iria ver e fiquei realmente surpreendido. Jornal do Sinpol - O Sinpol sempre foi um dos Sindicatos mais atuantes. O que o Sinpol pode esperar da sua gestão como Delegado geral? - Dr. Youssef – O Sinpol sempre foi um sindicato muito atuante, e eu pretendo aproveitar essa atuação do Sinpol para me ajudar nos projetos que temos junto ao governo. Todo apoio é bem vindo e obviamente um sindicato dessa proporção, dessa magnitude, me fortalece muito, obviamente. Jornal do Sinpol - Hoje existem distorções dentro da Secretaria de Negócios da Segurança Publica como a diária das VISITA OBRAS DA NOVA SEDE Policias, onde uma chega a ser o dobro da outra. Há ainda o DEJEM da Polícia Civil que está parado na Assembleia. Como o senhor tem olhado para essas questões? - Dr. Youssef – Nós temos olhado, mas nas gestões anteriores com o dr. Blazeck, projetos que já tinham ido para a Secretaria e estavam esquecidos, nós reavivamos. Estamos com atenção em todos os projetos. Não digo que vamos conseguir [aprovar] todos os projetos, mas, se conseguirmos uma parte agora e outra mais para frente um pouco, o importante é não pararmos de lutar, isso é uma constante. Jornal do Sinpol - Sabemos que o efetivo da Polícia Civil tem estado muito abaixo do necessário. Podemos esperar um aumento desse efetivo? - Dr. Youssef – Temos dois concursos terminando em dois meses. Concurso grande de Investigadores com mais de 1300 vagas e outro com perto de 800 para Escrivão. Estou com um projeto e já falei com o Secretário, que eu quero aproveitar os classificados no concurso porque, não só são 1300 vagas de Investigador e 800 de Escrivão, são muito mais, e se eu puder [quero] aproveitar os classificados, o edital permite [aumentar] o numero de pessoas contratadas aproveitando esse concurso, sem ter que fazer outro. A briga hoje é essa. Jornal do Sinpol - E virão policiais para a região de Ribeirão Preto? - Dr. Youssef – Com certeza, não só para Ribeirão, mas, para todo o Estado. A partir da esquerda, Célio, Eumauri, dr. Chahin, dr. Osinski e Júlio, durante visita do DGP à futura sede social do Sinpol Março/2015 09

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NOVA SEDE O ano está chegando ao fim e as obras para a construção da futura sede social do Sinpol estão entrando em sua fase final, prestes a iniciar a contagem regressiva até que a mudança seja realizada. Segundo o presidente do sindicato, Eumauri Lúcio da Mata, as obras estão sendo feitas com planejamento e gradativamente, para que seja possível administrar os gastos com o novo imóvel. O prédio foi projetado para proporcionar conforto não somente aos policiais civis da cidade, como de toda a região que necessitem recorrer ao sindicato por qualquer motivo. Contará com um grande e estruturado salão de festas e terá salas para abrigar todos os departamentos e auditório para eventos e cursos de aprimoramento profissional que poderão ser realizados nas dependências do Sinpol. O prédio está sendo edificado na Avenida Francisco Massaro Farinha, esquina com a Rua Pedro Pegoraro, que é u m a t r a v e s s a d a Av. L e ã o X I I I , n a Ribeirânia, atrás do Campus da Unaerp (Universidade de Ribeirão Preto) e terá área total construída de 1.600 m², está sendo erguido em um terreno com área total de 2.247,95 m². Eumauri convida todos os associados que tenham interesse em visitar as obras e conhecer como será a nova sede social do sindicato. Os custos da obra também estão à disposição de todos os interessados, com total transparência. Uma comissão de associados foi formada para acompanhar passo a passo o que é investido no local. As obras foram iniciadas no dia 06 de março de 2012. Acompanhe nas fotos a evolução recente da obra. AS OBRAS PROSSEGUEM 10 Março/2015

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R ADAR Onde há fumaça... Policiais civis do 3º DP de Franca receberam uma denúncia anônima dando conta de que em uma chácara, na zona norte da cidade, haveria uma considerável quantidade de agrotóxicos falsificados estocados. O DP, que tem como titular o dr. Leopoldo Gomes Novais, já realizou em 2014 diversas apreensões do produto e tem combatido com veemência tal prática. Diante da denúncia, o delegado solicitou mandado de busca e apreensão e, assim que a Justiça autorizou, no dia 31 de janeiro, os policiais civis Joel, Ademar, Diego, Eduardo, Rogério e Kauzio foram até o local, onde encontraram S.A.D., de 36 anos. O homem, imediatamente, negou a existência do agrotóxico quando lhe foi apresentado o mandado de busca e apreensão. ...há fogo Quando perceberam que os policiais civis iriam cumprir o mandado, resolveu colaborar e disse aos policiais civis que no local havia apenas uma arma, uma espingarda calibre 32, que seria de propriedade de um primo. Ele levou os policiais civis até o local e a arma foi encontrada. Os policiais civis ainda realizaram a busca e não encontraram o agrotóxico. O morador e a arma foram levados até a presença do dr. Leopoldo, que lavrou o flagrante e apreendeu a arma. Em depoimento, S.A.D. admitiu ao delegado que era amigo de um dos homens detido numa das operações realizadas pela equipe do 3º DP de Franca no combate às quadrilhas que falsificavam agrotóxico. Ibaté A Polícia Civil de Ibaté prendeu dois homens na tarde de 30 de janeiro, após realizar uma operação na cidade. Os indivíduos eram acusados de vários furtos e roubos e um deles de ter matado o próprio irmão. Com os Mandados de Prisões Preventivas, os policiais civis, comandados pelo delegado Wilton Gonçalves Garcia Filho, foram até a casa de R.S., 42, o qual é acusado de ter cometido um homicídio, onde matou o próprio irmão, Artur de Souza Piscke, 42, no dia 30 de outubro de 2014, dentro de uma residência na rua Araraquara, no Jardim Cruzado. R.S. também é acusado de ter praticado vários furtos, entre eles o da Paróquia Santo Antônio, localizada no Jardim Mariana. O outro indivíduo preso pela polícia foi J.C.S., 21, acusado de realizar vários furtos e roubos na cidade. Entre os delitos praticados por JCS, estão estabelecimentos localizados na avenida São João, além de um roubo, executado contra um comerciante, no dia 9 de Foto: Arquivo Policiais civis da DIG acreditam que houve vingança em caso de homicídio O titular do 3º DP de Franca, dr. Leopoldo novembro de 2014, qual foi subtraído cerca de R$ 2600. Ambos foram recolhidos ao Centro de Triagem de São Carlos. Em Ribeirão Bonito... Policiais civis de Ribeirão Bonito apreenderam, no dia 02 de fevereiro, uma garota de apenas 13 anos de idade por envolvimento no tráfico de drogas. A apreensão foi consequência de uma operação realizada na cidade no dia 19 de janeiro. Na ocasião, um menor de 16 anos foi apreendido por tráfico de drogas e encaminhado ao NAI (Núcleo de Atendimento Integrado) de São Carlos. Durante a ação, os policiais civis Aparecido Donizeti Galhardo, popular Branco, e Sandro Moretti, acompanhados do dr. Reinaldo Lopes Machado, foram até uma residência munidos de mandado de busca e apreensão, onde não encontraram nada de ilícito. Mas eles tinham a informação de que uma adolescente estaria envolvida com o tráfico. ...investigação e perspicácia No dia 20, a menor foi encontrada e disse aos policiais civis que havia entregado uma mochila para um amigo. Na mochila havia drogas, revólver e munições, além de material para embalar e misturar entorpecentes. Dando sequência às investigações, os policiais civis de Ribeirão Bonito localizaram E.S., de 20 anos, que admitiu ter recebido a mochila. Ele foi preso em flagrante por porte de arma e por tráfico de drogas. Na mochila havia 171 pedras de crack, 47 porções de maconha, um revólver calibre 32 com 12 munições intactas, além de outros materiais. Na ocasião, a menina foi autuada em Ato Infracional por tráfico de drogas e liberada na presença dos responsáveis. Porém, a Justiça entendeu que ela tinha participação ativa e determinou o recolhimento da menor. A ordem foi cumprida pelo dr. Reinaldo e pelos policiais civis Branco e Moretti, que apreenderam a garota. Ela ficará provisoriamente internada na Cadeia Pública Feminina de Ribeirão Bonito, numa cela isolada das demais detentas, enquanto aguarda ser transferida para uma unidade especializada no acolhimento de menores infratores. Possível vingança A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Ribeirão Preto havia esclarecido um homicídio ocorrido no dia 15 de novembro de 2014. Na ocasião, Marcelo Ferreira dos Santos, de 42 anos, foi assassinado em um campo de futebol, no Parque Ribeirão Preto. O caso foi esclarecido pelos investigadores da DIG no dia 27 de novembro. Alex da Silva Oliveira foi identificado e, há alguns dias, compareceu à DIG com seu advogado e confessou a autoria do homicídio. Como não foi preso em flagrante, ele ía responder o crime em liberdade. Mas, no dia 17 de janeiro, por volta das 16h00, ele foi surpreendido andando em uma rua do bairro Jardim Progresso. Ele foi morto, possivelmente por vingança, com quatro tiros, enquanto caminhava pela rua. Março/2015 11

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ENTREVISTA Após 30 anos na Polícia Civil, com passagens por DPs e especializadas de Ribeirão Preto e região, além de comandar duas Seccionais, delegado se aposenta e fala sobre seu futuro Foi praticamente uma vida inteira dedicada à Polícia Civil, mas no final de 2014, o dr. Marcos Cesar Borges, um dos delegados mais conhecidos na região, resolveu se aposentar. Com passagens por diversos DPs (Distritos Policiais), delegacias do município, especializadas e pelas Seccionais de Sertãozinho, São Carlos e Ribeirão Preto, o delegado escreveu sua história na Instituição, sobretudo como delegado operacional, o chamado linha de frente. Tão logo se aposentou, já foi convidado para integrar um importante escritório advocatício na cidade, mas ainda quer se adaptar à nova fase de sua vida. Em entrevista ao repórter Júlio Castro, dr. Marcos falou sobre sua carreira como delegado de Polícia. Confira a seguir. - Jornal do Sinpol - Quanto tempo o senhor atuou na Polícia Civil? - Dr. Marcos Cesar Borges – Entrei como delegado de Polícia no concurso de 1984. Tomei posse em 1985, trabalhei em São Paulo, na Vila Sonia, sendo depois designado para Rincão. De Rincão para Pradópolis, em seguida fui promovido para segunda classe e comissionado em primeira classe em Santa Izabel. Posteriormente voltei para Ribeirão Preto onde trabalhei no 1º DP, 2º DP, 3º DP, 5º DP, 6º DP, 7º DP e 8º DP. Fui Diretor da Cadeia [Pública de Vila Branca], delegado Titular da DISE [Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes] logo no seu inicio, quando ocorreram as maiores apreensões de droga naquela época. Da DISE fui para a Cadeia de Vila Branca. De lá voltei para DIG [Delegacia de Investigações Gerais] e então assumi vários Distritos. Então fui ser delegado Seccional de Sertãozinho, onde fiquei por um ano. Fui Seccional em São Carlos por praticamente quatro anos. Também fiquei por cerca de 10 meses como Seccional de Ribeirão Preto. Antes de ingressar na Polícia Civil trabalhei durante 10 anos no Banco Itaú, e exerci outras atividades, advoguei por um ano. Então além desses 30 anos de carreira policial eu tinha mais 14 anos de registro em carteira anteriormente. - Jornal do Sinpol - Pelo Sinpol, senhor conquistou mandado de segurança garantindo-lhe aposentar nos moldes da 51/85, isto é, com paridade e integralidade. Como foi isso? - Dr. Marcos Cesar Borges – Eu tinha perdido em 1ª Instancia, ai então, através do Sinpol, o dr. Ibelli entrou com recurso, e no Tribunal eu conquistei o direito, através do acórdão, de me aposentar na Lei 51 com todos os direitos que ela prevê. - Jornal do Sinpol - Como o senhor viu a iniciativa do Sinpol em ingressar com mandados de segurança e como foi a atuação do Jurídico do Sinpol? Dr. Marcos Cesar Borges – Foi esplendorosa! O dr. Ibelli é um advogado que se especializou nesse ramo. A princípio eu fiquei decepcionado com a decisão do juiz de 1ª Instância da 9ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo. Posteriormente ele interpôs o recurso e o acórdão foi brilhante. Eu acredito que o acórdão foi tão brilhante que a Procuradora não teve como ingressar com recurso. Embora eu tenha conquistado a aposentadoria pela Lei 51 através do Mandado de Segurança - ação essa proposta pelo Sinpol -, como demorou DR. MARCOS CESAR BORGES muito para ser julgado em 1ª Instância, o tempo foi passando e quando eu perdi nessa 1ª Instância e depois saiu o acórdão, até tomar ciência deu o tempo para que me aposentasse pela Emenda Constitucional 47. Eu fiz a opção de me aposentar pela emenda constitucional 47 parágrafo 3º. Ao invés de me aposentar na 51. Foi só uma questão de comodidade, diante da possibilidade de me aposentar nessas duas situações eu preferi me aposentar na 41, muito embora eu tivesse também o direito de me aposentar pela 51. - Jornal do Sinpol - Há quanto tempo o senhor é associado do Sinpol? - Dr. Marcos Cesar Borges - Desde quando começou! Desde a Apocirp. Creio que seja um dos mais antigos sócios, sou filiado desde o principio mesmo, no máximo um ano depois de criado o sindicato. - Jornal do Sinpol - Como o senhor vê a atuação do sindicato, além desta questão do Jurídico? - Dr. Marcos Cesar Borges - Eu acho que está muito bem assessorado, não é puxar a sardinha. Além da amizade que tenho pelo Eumauri, acho que está sendo bem conduzido. O Eumauri está sendo feliz. O dr. Ibelli se especializou, é um cara bom, um bom advogado nessa área. Não vi ninguém até hoje que reclamasse nessas questões do Sindicato. Especialmente na parte jurídica. A gente recebe comunicados diuturnamente do sindicato prestando contas, orientando e fazendo com que as pessoas fiquem informadas. - Jornal do Sinpol - Sobre sua carreira na Instituição, o que o levou a essa escolha profissional? - Dr. Marcos Cesar Borges - Vocação! Estritamente vocação. Sempre quis ser delegado de Polícia. Eu me lembro até uma vez, lá nos primórdios, estava conversando com uma tia minha no apartamento do dr. Anivaldo Registro, pois, minha tia era muito amiga da esposa dele. Eu estava naquela ânsia de entrar na Polícia. Já tinha passado na primeira fase e não tinha contato nenhum 12 Março/2015

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com delegado, então decidi conversar com um delegado experiente. Fui até a casa do dr. Anivaldo Registro, que morava em um apartamento aqui em Ribeirão Preto, e ele me deu uma injeção de ânimo naquela época. Eu via a postura dele e vi que era aquilo mesmo que eu queria. Então me empenhei ainda mais. Foi vocação. Não que eu esteja magoado com a Polícia Civil, mas acho que hoje ela tomou rumos onde é melhor você estar fora e torcer para que tudo continue dando certo. Que os nossos administradores levem a Polícia para um patamar ainda maior e melhor do que ficar remando no mesmo lugar. - Jornal do Sinpol - Houve alguma passagem que tenha marcado sua carreira tanto boa quanto ruim? - Dr. Marcos Cesar Borges - Tive várias alegrias e várias decepções na Polícia. Acho que deve dar 50%, não vou ser hipócrita e dizer que foi tudo mil maravilhas nem que foi tudo ruim. Acho que no conjunto da obra valeu a pena ser policial, principalmente policial civil, porque eu fiz com amor, tudo que eu fiz foi com carinho. Me dedicava, estudava, tentava aprender, nunca tive nada que escrevi ou fiz que tivesse sido interpelado. Todos os mandados de segurança que eventualmente foram interpostos contra mim, eu ganhei todos durante a minha carreira. Tudo que fiz foi sempre de acordo com a Lei. Tive sabores e dissabores como todo mundo tem. Houve alguns casos emblemáticos que eu consegui resolver. Teve inúmeras situações que me deixaram chateado, mas como eu disse isso acontece com todo mundo. A carreira é feita por grupos e infelizmente é dessa forma, muitas vezes não é aquele que tem o maior mérito que consegue promoções, tem aquelas situações que fogem ao nosso controle, todos nós sabemos como é que funciona. - Jornal do Sinpol - A Polícia Civil mudou muito desde a sua entrada até agora na sua saída? - Dr. Marcos Cesar Borges – Muito, mas mudou muito mesmo! Tivemos um Delegado Geral no passado, o dr. Blazek que estava conseguindo alguma coisa e teve que sair. Esse último secretário [dr. Fernando Grella Vieira] que nomeou o Dr. Blazek, achei ele muito bem intencionado para com a carreira. Estávamos conquistando alguma coisa, assim como a recíproca foi o contrário com o [dr. Antonio] Ferreira Pinto que nos colocou no fundo do poço, onde todos nós tivemos várias decepções com aquele cidadão. Mas de quando eu entrei para hoje, acho que a Polícia avançou em termos legalistas. Porém perdeu muito espaço. O preciosismo, a vaidade subiu à cabeça de alguns e acabouse esquecendo da razão principal que é a Instituição. A Instituição foi perdendo prerrogativas. Até hoje nesses 30 anos eu só vi o que a Polícia perdeu, não vi nada que fosse conquistado. Na gestão passada, através do Dr. Blazek, reconquistamos algumas coisas, mas daqui para a frente não sei como vai ser, mudaram as cabeças e as coisas podem mudar também. - Jornal do Sinpol - Quais são seus planos agora que conquistou a merecida aposentadoria? - Dr. Marcos Cesar Borges – Eu estou curtindo meus ócios, não uma ociosidade de vagabundagem porque tenho 45 anos de registro em carteira. Ócio no sentido de fazer aquilo que eu gosto. Andar de bicicleta, pescar, ir ao meu rancho, visitar meu filho que mora no Rio de Janeiro. Estou podendo ajudar meus filhos e batalhar para que eles consigam um caminho. Não quer dizer que não esteja fazendo nada, simplesmente estou fazendo aquilo que eu gosto, como eu gostava de fazer Polícia. Não perdi o “ élan ” de ser policial, tive vários colegas, inclusive o filho do [delegado aposentado] dr. [Antonio Luiz] Buranelli, o Vinícius, que no outro dia em que foi publicada minha aposentadoria, me ligou e me convidou para trabalhar no escritório dele dizendo que precisavam de mim lá, assim como vários outros colegas que querem o meu conhecimento e minha experiência. Mas eu ainda tenho algumas coisas para fazer, pois faz muito pouco tempo da minha saída. Veja como Deus é bom: agora meu pai está com um probleminha de saúde e estive com ele no hospital. Se ainda estivesse na ativa não poderia ter feito isso. Estou sendo útil de outra forma. Da para dedicar mais o tempo à família, graças a Deus. Acho que a vida é um ciclo, a Polícia foi um ciclo que eu fechei, estou com a possibilidade de abrir outros horizontes. Acho que é muito prematuro falar em qualquer coisa ainda. Sou casado tenho três filhos, um é médico radiologista, tenho uma filha médica veterinária, e outra advogada. A advogada, minha filha mais velha, Lívia é concurseira, ainda não teve a facilidade de passar, ela bate na trave, mas ela ainda chega lá. SOCIAL O fotógrafo aposentado da SPTC (Superintendência da Polícia Técnico Científica), Roberto Bettini, comemorou, ao lado da esposa, dona Marlene Aparecida Rudon Bettini, 50 anos de união matrimonial. A importante data foi comemorada em 20 de fevereiro de 2015, na cidade de Sales Oliveira, onde o casal reside e recebeu parentes e amigos para a cerimônia. Da união entre Roberto e Marlene, vieram três filhos: Fernanda, Robertinho e Andréa. Eles também têm nove netos: Mariana, Gilberto, João Paulo, Rafael, Mateus, Leonardo, Vinícius, Pedro e Maria Clara. Bettini ingressou na Polícia Civil em 1969 e aposentou-se em 1995. Nas fotos abaixo, do arquivo de família, o registro de tão importante data. BODAS DE OURO Março/2015 13

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ANIVERSARIANTES A vida é um milhão de novos começos movidos pelo desafio sempre novo de viver e fazer todo sonho brilhar. Feliz Aniversário aos nascidos em abril! 01 João Ipólito Willian Donizete Floriano Rosa Maurício Eduardo de Brito Umberto Fauze Amsei 02 Edison José da Silveira Édio Gilberto Martinelli Octacílio Baptista de Souza César Roberto Silva Rinaldo Domingos Borges Cláudia Moreira Spadafora Machado Claudete de Souza Ribeiro Raquel Ap. Benedito Cardoso Cintra 03 Clóvis Pina Barão Cleonice Lúcia Ribeiro da Silva Luciene dos Santos Pereira F. Rodrigues Etelvino Acácio Mafra 04 Vera Lúcia Marques Telma Patrícia Barboza 05 Lilian Mara Olivieri Pereira Anivaldo Registro Ana Cláudia Ramos da Silva Tosta Antônio Carlos Barreto das Neves 06 Edmilson Orlandini Tânia Regina Ribeiro Trepador Ricardo Turra 07 Alessandra Barbosa de Oliveira Daniel Ferreira de Souza Mário Antonio de Oliveira Franceschini Carlos Eduardo Soares Thomaz 08 Sebastião Roberto Pereira Gonçalves José Armando Soares D’Agostino Rogério de Souza Pinheiro Adonis Leite Ribeiro 09 Luciana Cristina Mioto Marques Kátia Patrícia Pagliari de Souza Vadercy Teixeira Rodrigues George Theodoro Ary Roberto Rodrigues Costa 10 Antonio Moreira de Souza Antonio Landin Santos Lucilene de Cássia Pavan Boreli Madalena Hernandes Barbieri Valter Marqueto 11 Paulo Sérgio de Oliveira Adolfo César Belório Israel Pozzani Oliveira Sá Teles João Batista de Oliveira 12 Luiz Carlos da Costa Idineo Ferreira de Araújo Valcir Antonio Bologniese Claudemir Alberto Cruz Sylvio Augusto Simões Lujan Carlos Alberto Lopes Martins 13 Carlos Alberto Stochi Célia Maria Pereira Caruano Osmani Lopes da Silva Luís Fernando Martini José Fernando Viviero Gabriel César Cortez 14 Valmir dos Santos Tosta Leila Maria Martins Faccion José Menari Cleuza Lopes Silva Iara Helena de Souza 15 Flávio Sérgio Inácio Mário Maruta Reinaldo dos Santos Evaldo Armando Antonialli Jorge Miguel Koury Neto Mário Leandro Silva Vieira 16 Sandra Eloisa Bedim Pavani André Carlos de Carvalho Arrisse Adriana Cristina da Silva André Luciano Seixas Wagner Fernando da Silva Livingstone Eduard Rodrigues 17 Homero Freitas Gorjon Francisco Righini Luiz Roberto Ramada Spadafora Valdirene Aparecida Boscolo Galupo José Amador Alves 18 Maria de Fátima Pimenta de Moraes Paulo Sérgio Venturoso Roberval Maurílio Viana 19 Cícero Toledo Carlos Alberto de Menezes Adevandro Alves da Silva Levi Mendes 20 Roberto Gomes Claudinei Dario Antonio Carlos Prates Renato Celso Cardoso 21 Henrique César Perciani Campaner Wagner Del Sant Maria José Barbosa Santos André Luiz Evaristo de Oliveira Otaviano dos Santos Boemia 22 Silvana do Carmo Guidelli Omar Silva Valizi Mércia Regina dos Santos Costa Paulo Sérgio Ramos da Conceição 23 Fernando Cesar Afeto Neres Luís Mário Hisamatsu Gilberto Araújo Paulo Roberto de Paula 24 Fátima Edir da Silva José Otávio Flora da Silva José Roberto Pena Oswaldo José Ferraz Ezequiel Damião da Silva Sérgio Luís Ferreira Joel Rigoni Costa José Carlos Valentini Deise Aparecida Medeiros Baviera 25 Maria Francisca C. Barbosa José de Carvalho da Silva Rafael Talarico Ana Cláudia Lopes da Cunha Ulian 26 Ademar Birches Lopes Paulo Domingues de Oliveira Bruno Ivan Longo Ronaldo Henrique de Oliveira Cláudia Puliezi dos Santos Rui Barbosa Gonçalves 27 Ariston Alves Lipari Kazuyoshi Kawakami Carla Fernanda Gazetti Motta José Donizeti Vieira Aparecida Francisca Ribeiro dos Santos 28 Ulisses das Neves Rosa Neuradir Antonio Bataglioti José Antonio da Silva Lopes João Carlos Possendoro 29 Maria Conceição Aparecida Tasca Mauro Martins Gimenes Gilberto Moraes da Silva 30 José Carlos dos Santos Geraldo Antonio Franchetti Fernando José Leonardo Luiz Carlos Bonafini Marcos Eduardo Urbano Ailton de Aguiar MEMÓRIA ATÉ NO FACEBOOK Fotos de equipes que trabalhavam como perfeitas engrenagens são comuns entre os policiais civis, principalmente porque marcam época na carreira dos policiais civis, durante sua jornada na Instituição. Uma delas, que retrata policiais civis de Morro Agudo, está figurando no perfil do Facebook Memória da Polícia Civil do Estado de São Paulo. A foto é de 1996 e foi tirada na sede da Delegacia de Polícia do Município de Morro Agudo. A partir da esquerda, os escrivães Leila Aparecida de Paula Vieira e Juliano Henrique Ferreira Chesca, o investigador Valter Almagro, o escrivão Landerval Floriano da Silva e os investigadores Rogério Antonio e Daniel Cândido de Souza. Sentado, o delegado Antonio Giordano. O Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto está mantendo um acervo de imagens relacionadas à Polícia Civil. Para tanto, a Diretoria está incentivando a participação de associados que tenham em seus arquivos fotografias que possam ilustrar diferentes aspectos da história da Instituição. “Temos certeza que muitos colegas guardam várias fotos com lembranças de reuniões, eventos e de situações cotidianas dentro da Instituição, com um valor inestimável pelas lembranças que representam”, ressalta o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata. Os interessados em colaborar com esse resgate da memória da Polícia Civil da região podem entrar em contato com a Secretaria do Sinpol, através dos telefones (16) 3612-9008, 3625-3890 e 3979-2627, ou do e-mail sinpolrp@sinpolrp.com.br. “As fotografias serão digitalizadas e prontamente devolvidas aos seus proprietários”, garante Eumauri. O material reunido pelo Sinpol será publicado no Jornal do Sinpol e no site da entidade (www.sinpolrp.com.br). DO FUNDO DO BAÚ O Sinpol lembra aos aniversariantes que é preciso fazer o recadastramento anual junto ao Banco do Brasil, em qualquer agência ou naquela onde receber seus vencimentos ou, em caso de portabilidade, no banco em que o beneficiário optou. Quem não se recadastrar corre o risco de ter os vencimentos suspensos. Base Territorial: Américo Brasiliense, Araraquara, Boa Esperança do Sul, Borborema, Bueno de Andrada, Cambaritiba, Curupá, Gavião Peixoto, Itápolis, Itaju, Ibitinga, Luiz Antonio, Motuca, Nova América, Nova Europa, Rincão, Santa Lúcia, Tabatinga, Tapinas e Trabiju Na pessoa de seu presidente, Sr. José de Mattos Filho, demais diretores, associados e funcionários, parabenizam a Polícia Civil pelo trabalho realizado! SINDICATO DOS EMPREGADOS NO COMÉRCIO DE ARARAQUARA E REGIÃO R. Rui Barbosa, 920 - Araraquara - SP - www.secararaquara.com.br Fones/Fax: (16) 3397-4894 / 3397-4895 / 3397-4896 / 3397-4897 14 Março/2015

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A ÇÃO Homem foi espancado até a morte após sair de casa noturna em Ribeirão Preto e policiais civis conseguiram identificar autores de homicídio Um minucioso trabalho de investigação bastou para que policiais civis da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Ribeirão Preto chegassem até os autores de agressões a dois jovens e o responsável pela paulada desferida contra uma das vítimas que ocasionou sua morte. O caso foi registrado nas primeiras horas da madrugada do dia 24 de janeiro, no bairro dos Campos Elíseos, zona norte da cidade. A briga teria começado dentro de uma casa noturna. Segundo informações dos policiais civis da DIG, W.A.C.S. estava circulando pela boate quando esbarrou de forma involuntária em outro homem que estava na boate. Isso deu início a uma briga. O homem e mais alguns amigos passaram a agredi-lo, achando que o esbarrão foi intencional. Durante a briga, a vítima informou aos policiais civis que, para se defender, apanhou uma garrafa que estava próxima do local onde ele apanhava e quebrou na cabeça de um de seus agressores. Imediatamente seu irmão, Jefferson Aparecido Calixto de Souza veio em seu auxílio, tentando apartar a briga. De acordo com a equipe da DIG, nesse momento, os seguranças decidiram colocar todos os envolvidos na briga para fora da casa noturna. Segundo o investigador Túlio, da especializada, a briga continuou do lado de fora da casa noturna. “Ouvimos a vítima no hospital e ele nos disse que os agressores continuaram a briga do lado de fora da casa noturna. Ele e seu irmão, então, teriam tentado fugir dos agressores e correram do local, separando-se logo adiante. Ocorre que ele, W., foi alcançado por um rapaz de Honda Biz preta, numa rua que não sabe precisar, pois era de madrugada. Tal indivíduo passou a lhe agredir com socos e pontapés, parando com as agressões somente ao ver que ele não mais tinha forças para reagir, tanto que acabou perdendo os sentidos, vindo a acordar no hospital”, informou o investigador em seu relatório. Jefferson, todavia, foi alcançado na esquina da Rua Pernambuco com Av. Costa e Silva, em um posto de combustíveis, por dois homens em uma Parati. Logo em seguida, chegou o terceiro homem na motocicleta. Eles passaram a agredi-lo e um dos homens desferiu pauladas na cabeça da vítima. Ao ver que Jefferson estava sem vida, os três fugiram do local. Depois que os homens foram embora, um frentista do posto de combustíveis, ainda assustado, acionou a Polícia Militar. Ao chegarem ao local, foi constatada a morte de Jefferson. Imediatamente o Cepol - Centro de Operações da Polícia Civil - acionou a DIG, que imediatamente iniciou as investigações. Os policiais civis saíram a campo e num minucioso trabalho de investigação, conseguiram driblar as dificuldades impostas pela “Lei do Silêncio”, que imperava naquela região, com medo de represálias. O caso ganhou repercussão nacional e um dos envolvidos acabou fugindo da cidade. Os policiais civis obtiveram imagens de câmeras de segurança que possibilitaram ter uma ideia do porte físico dos acusados. Em poucos dias, a equipe da DIG já tinha os nomes pelos quais os supostos agressores são conhecidos. Intensificaram os trabalhos e conseguiram identificar o grupo de agressores. Após receberem informações, chegaram até o irmão do suposto autor do homicídio. Ao conversarem informalmente, o rapaz admitiu que teria mesmo sido seu irmão que participou da briga. Ele contou que seu irmão, A.A.C., disse ter tomado uma garrafada na cabeça e, por isso, a briga começou. O jovem também informou que, diante da repercussão do caso, seu irmão resolveu fugir e não tinha ideia de seu paradeiro. O objetivo da equipe é localizar A. e seus amigos, para concluir o inquérito. “É algo que começou do nada, não dá pra ser previsto, nem evitado pela Polícia. Mas tínhamos obrigação de esclarecer o fato e isso foi feito. Foi feito graças à competência do pessoal do Setor de Homicídios da DIG”, concluiu o delegado. Participaram da apuração os seguintes policiais civis: os investigadores Túlio, Leandro Padilha, Matias e Adriana e o escrivão Eduardo. DIG ESCLARECE HOMICÍDIO POR AGRESSÃO Segundo o titular da DIG, Ricardo Turra, o esclarecimento foi feito graças à competência do pessoal do Setor de Homicídios da DIG Março/2015 15

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