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Revista Revista Hobby Hobby News News Juliano Redígolo No período conhecido como Guerras dos Clones (Clone Wars), a República rapidamente se viu confrontada com o problema de desenvolver armamentos cada vez mais poderosos para fazer face aos recursos aparentemente inesgotáveis dos Separatistas. Todas as esperanças foram depositadas nos poderosos destroyers-estelares da classe Venator. Diretamente derivados das naves da classe Acclamator, que foram utilizadas no início da guerra, os novos destroyers contam com um arsenal absolutamente devastador que conta com canhões e torpedos, além dos esquadrões de caças-estelares embarcados que podem ser lançados a qualquer momento da parte dianteira da nave. Quando as forças Separatistas lançaram seu ataque derradeiro contra o planeta Coruscant, o apoio total das naves da classe Venator foi requisitado em um momento extremamente dificil para a República, que lutava para salvar a sede de seu governo. Na batalha que se desenrolou na órbita do planeta, a participação dos destroyers-estelares foi descisiva e garantiu a virada definitiva à favor da República. O Kit Ao abrir a caixa, a primeira impressão é de um modelo grande, muito detalhado e bem produzido - nitidamente muito melhor do que outros kits mais antigos da série. O modelo conta com 74 peças, divididas em quatro árvores de cor cinza, com um tamanho bom e uma grande variedade de detalhes, tanto em alto quanto em baixo-relevo. As duas metades do casco encaixam sem problemas. O teste de encaixe também revelou ser possível conectar todos os motores após terminar a montagem do casco: isso muito facilitará o andamento da montagem, e mais ainda a pintura. O único “defeito” com esse kit em particular é a ausência de um suporte ou de um estande para apresentação. Nem mesmo um simples cavalete para apoiar a nave depois de pronta foi incluído – estranho, pois a Revell costuma incluir tal acessório com a maioria dos kits de navios (poderia muito bem haver um para essa nave). Comecei então confeccionando uma base bem simples: um retângulo de madeira onde fixei duas hastes de metal. A base recebeu três demãos de tinta látex preta e finamente foi envernizada, ficando pronta para a apresentação. Montagem Com a base pronta, abri dois furos no casco inferior, ambos com o mesmo diâmetro das hastes, que agora serviam como suporte para a nave. Agora o casco estava bem seguro e fixo, sendo possível colocar e retirar o modelo do suporte sem problemas toda vez que fosse necessário. A construção do modelo seguiu sem nenhum problema: montei todos os motores, a ponte de comando, a cauda e o casco da nave. Para a montagem do casco, todas as laterais e o painel traseiro onde vão os motores foram colados 42 antes, só depois de tudo seco foi fixada a parte superior do casco, que, por sinal, encaixou sem problema algum. Na sequência foram coladas a cauda e a ponte de comando. Para facilitar o manuseio e a pintura, deixei separados apenas os canhões que ficam na lateral da ponte de comando e os motores principais. Finalizada a montagem, o modelo foi lavado para eliminar qualquer vestígio de desmoldante, pó e gordura que poderiam interferir na pintura. Pintura Essa etapa começou com a aplicação de primer cinza automotivo com aerógrafo sobre todas as partes do modelo. Todas as cores escolhidas para a pintura são Duco automotivo; por isso, a aplicação do primer se torna indispensável para garantir a aderência da tinta, além de permitir visualizar qualquer falha ou imperfeição que não tenha sido percebida durante a montagem. O passo seguinte é o pré-shadding ou aplicação com o aerógrafo de tinta escura (no caso, preto) sobre todas as ranhuras e detalhes em baixo-relevo do casco da nave, formando linhas e contornos sobre os painéis. Essa técnica é recomendada para esse tipo de modelo porque permite criar uma grande variedade de tons diferentes sobre todo o modelo, quebrando a monotonia da pintura monocromática, alem de sugerir mais volume e tamanho para o modelo final. Na sequência, foram pintados os emblemas da República e todas as faixas de cor marrom-avermelhada. Depois de secas, essas áreas foram mascaradas e protegidas para dar continuidade à pintura.

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Jun/Jul - 2009 A etapa seguinte consiste na aplicação de branco duco, este bem diluído para permitir a visualização das linhas escuras criadas durante o pré-shadding. Após algum tempo, outras duas camadas de tinta vão sendo aplicadas, deixando o modelo com seu aspecto definitivo. Nessa etapa alguns painéis são escolhidos de forma aleatória e recebem mais uma camada de tinta para ficarem ainda mais claros do que os demais, na intenção de criar variedade e volume. Terminada a aplicação do branco, as máscaras que protegem a pintura marrom podem ser finalmente removidas. Com as cores principais definidas, alguns pequenos painéis do relevo da nave são pintados com tinta Vallejo (ModelColor), utilizando cores diferentes para gerar ainda mais interesse e quebrar a monotonia – é possível distinguir diversos pontos de cores diferentes, utilizando como referência a excelente foto da caixa do kit. Assim, vão aparecendo pequenos painéis em prata, branco, cinzaclaro, vermelho-claro e escuro. Nesse momento também são pintadas todas as áreas “escuras”, utilizando cinza e preto. Depois de finalizada a pintura, é aplicado um aguado (wash) de tinta óleo sombra-natural diluída com aguarrás sobre todos os detalhes do modelo. Por causa do tamanho, esse wash é aplicado em etapas, de forma a não “sujar” demais a nave, e todo o excesso de wash é removido na sequência. Quando necessário, o processo é repetido em algumas áreas em particular para simular sombras e acúmulos de sujeira. Após alguns dias, todo o modelo recebe uma fina camada de verniz fosco para igualar e proteger a pintura. A etapa seguinte consiste na aplicação do pincel-seco (drybrush) com branco Vallejo sobre todos os relevos e arestas do casco, aumentando o contraste entre tons claros e escuros e dando ainda mais volume ao modelo. Por último, são pintadas as áreas indicadas como janelas com tinta prata Testors que, depois de seca, recebe uma leve camada de Clear Blue Tamiya. Com isso, a pintura do casco ficará concluída. Os motores, que ainda continuam soltos do resto do modelo, são pintados inteiramente de preto Duco para, depois de algum tempo, receberem o dry-brush em Steel e Gun Metal (ambos Vallejo). O dry-brush sobre uma cor escura faz com que o relevo se destaque rapidamente e o resultado fica muito bom, bastando apenas variar a intensidade da aplicação de cada cor. Após concluir mais essa etapa, os motores são instalados ao casco e colados definitivamente. Assim, conclui-se a montagem de mais um modelo. Conclusão Sem dúvida, esse modelo do Star Destroyer tem tudo para agradar não apenas aos fãs de Star Wars, como também aos modelistas: excelente qualidade das peças e encaixes, montagem muito simples, fácil acabamento e ótimo tamanho para apresentação. Com um aspecto elegante, ele acaba certamente se tornando uma peça de destaque em qualquer coleção. Meus agradecimentos para Laura Brinquedos e para a Horiginal Modelismo pelo kit e material fornecidos para esse artigo. Até a próxima! 43

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