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Revista Hobby News 60

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Jun/Jul - 2008 Cores internas dos Aviões Norte Americanos entre 1941-1945. A pesquisa e a procura pela cor que mais se aproxima da cor do modelo real (Hiperscale) é constante e o sentido de observação e coleção de documentos, são as mais importantes ferramentas na mão do modelista. Como a Revista Hobby News é eclética (toca todos os ritmos) não poderíamos deixar de citar outras categorias do modelismo, militaria, naval, ferroviário e automodelismo. Os procedimentos são os mesmos. A observação e a comparação com modelos reais também devem ser feitas. No automodelismo, por exemplo, podemos visitar museus de automóveis, como o museu da ULBRA em Canoas – RS, que conta, com um excelente acervo de veículos impecavelmente preservados. Assim como em shows e eventos de carros, onde é possível observar se o interior dos paralamas era pintado da cor do carro ou de preto. No ferreomodelismo, podemos observar trens no pátio de ferrovias, copiarmos vagões inclusive com seus números e pichações. Além de todas estas observações em loco devemos colecionar material literário em abundância, como livros, revistas, walk around, fotos e arquivos baixados pela internet como valiosa fonte de referência. O plastimodelismo como todos nos sabemos, além de ser um relaxante e fantástico hobby, é fonte de cultura, lazer e uma expressão pessoal de arte. Chegamos a conclusão que além de montar réplicas estas contém interpretações e detalhes pessoais como uma obra de arte, é possível até identificarmos quem montou um modelo ou outro pela aparência. Bem, deixando para trás toda esta discussão filosófica, iniciaremos este capítulo de pintura com as cores dos primers e tintas usadas nas partes internas dos aviões no período da WWII. Por ser uma das mais controvertidas e diversificadas coleções, nós iniciaremos pelas cores usadas na USAAF e USN (Força Aérea do Exército e Marinha Norte Americana). Até a pouco tempo os modelistas de aviação, pintavam o interior da cabine, painéis e caixas de rodas nas cores Zinc Chromate e Interior Green. Mas em lançamentos recentes de kits, diversos manuais já mencionam as cores Bronze Green e Dull Dark Green, o que nos leva a uma reflexão e novas pesquisas. Chevrolet Corvette fotografado no Museu da Ulbra Pickup Chevrolet Customizada fotografada no Salão de Acessórios 2008. Catalina indica que o interior da fuselagem ao redor do posto do artilheiro não era pintado de Zinc Chromate. O que é a pintura interna? As pinturas internas nas aeronaves têm diferentes funcionalidades. Prever a corrosão, reduzir a eletricidade estática, eliminar reflexos internos e no painel de instrumentos. Quando diferentes “cores” foram normatizadas para estes propósitos, o Exercito, a Marinha e os fabricantes dos aviões e peças, nunca realmente decidiram qual primer ou cor era usada em determinada situação. Fato este, de generalizada confusão, gera impacto até hoje nos restauradores de hiper escala, assim como no modelista, que tem como objetivo a maior realidade. Dana Bell a mais de 20 anos atrás consultando manuais, normatizações em boletins da ANA, historiadores, pilotos, mecânicos e restauradores, iniciou um interessante trabalho que nos proporcionou este conhecimento de diversos tipos de primers usados nos diversos tipos de aeronaves. Para descrevermos toda esta complexidade de diferentes pinturas em equipamentos e aeronaves, usaríamos mais de 40 páginas, seria um livro! Como existe em vários. Em diversas fotos coloridas de época, podemos avaliar várias tonalidades de fundo aplicadas na mesma aeronave. Na militaria nacional, é possível ver diversos veículos e peças de artilharia em museus como o Visconde de Linhares no Rio de Janeiro, Museu da Ulbra-RS, que possuem excelente acervo. Tanque M-41 Walter Buldog, fotografado no Museu Ulbra-RS Tanque M-4 Sherman fotografado no Museu da Ulbra-RS. Foto da montagem do interior da asa do Douglas A-20 demonstra vários fundos aplicados. 61

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Revista Hobby News Muitas das correspondências indicam que 1937, foi o ano da decisão. Fabricantes precionaram o Corpo Aéreo e a Marinha para usarem o mesmo padrão da aviação comercial. Em resposta o Corpo Aéreo consultou pilotos para decidirem entre Yellow Green (Interior Green) Primer de cromato de zinco colorido e a cor Bronze Green. Os pilotos de aviões de bombardeio e transporte optaram pela cor Bronze Green e os pilotos de aviões de caça optaram por Yellow Green. Em 1938, o Corpo Aéreo expediu o comunicado 115 determinava que, as cabines dos pilotos e observadores que eram abertas ou possuiam coberturas deslizantes, seriam pintadas de Yellow Green e as cabines fechadas, as que faziam parte da fuselagem, compartimento de passageiros e assentos, seriam pintados de Bronze Green. A Marinha também adotou essa resolução. Mas ao longo de todo o período foram vistos numerosos aviões de caça, pintados de Bronze Green e aviões de transporte e bombardeio pintados de Yellow Green. Seguiremos com o sumário das cores e sua evolução usada pela indústria aeronáutica Norte Americana, no período WWII: Zinc Chromate Yellow Fundo Cromato de Zinco Amarelo (ZnCro4) é uma suspensão de óxido de zinco e óxido de cromo em uma base, usado como fundo, para proteger metal da corrosão e da criação de fungos. Desenvolvido pela Ford Motor Company na década de 20, com a intenção de uso como fundo de primeira aplicação. Mas muitos painéis, portas de trens de pouso e estruturas apareceram com aplicação somente deste fundo. Sua cor poderia variar de acordo com a formulação, o fabricante e envelhecimento com o tempo, pois o Zinc Chromate Yellow era sensível à exposição de raios UV. Aplicado sobre metal puro, apresentava uma coloração semitransparente, e não uma cor sólida. O Zinc Yellow não é disponível como tinta para uso em plastimodelismo, mas é possível replicá-lo como uso de verniz semi-brilhante misturado com tinta amarelo brilhante. Interior Green O nome Interior Green apareceu pela primeira vez em 1943, referindo-se ao conhecido Yellow Green ou Cromato de Zinco Colorido, foi criado para ser usado como segunda mão de Primer e rapidamente adotado como pintura leve e não reflexiva, para interior de cabines.Especificado a partir de 1938 era uma mistura de tintas. Um galão de Zinc Chromate Yellow, 1/10 de galão de tinta preta e 4 onças de pó de alumínio. Formulação essa, fazia com que cada fabricante, cada mistura tivesse uma tonalidade. Em Junho de 1943, a ANA assinou a cor 611 e o corpo aéreo e a Marinha passaram a especificar esta cor aos fabricantes. A Curtiss encomendou do fabricante de tinta Berry Brothers uma versão do Interior Green, que passou a chamar-se Curtiss Green. O modelista tem disponível a cor FS 34151 que é bem próxima do ANA 611. Bronze Green Como o Cromato de Zinco, Bronze Green tem sua origem como uma formulação usada em tintas para artes plásticas. Era uma mistura de Chrome Yellow e Azul da Prússia. No fabricante Quartermaster Corp esta cor possuia o código 9. O Exército e a Marinha especificavam esta cor para o interior de aviões de bombardeio, transporte e patrulha, inclusive nos painéis anti-reflexo. Oficialmente foi substituído pela cor Dull Dark Green, mas, o Bronze Green permaneceu em uso por diversos anos. Razoável semelhança com o FS 24050 / 24052. Dull Dark Green Em 1940 a fabricante Monsanto apresentou amostra da tinta R641 para a cor doCorpo Aéreo código 30, com qualidade superior ao Bronze Green em função do anti-reflexo. Mais tarde o Corpo Aéreo e a Marinha passaram a substituir o Bronze Green por Dull Dark Green. Fato este, que causou grande confusão, pois eram muito semelhantes. Somente o Dull Dark Green era mais fosco. Ganhou muita popularidade entre os oficiais do ANA e foi usado em diversos aviões como F4U Corsair, Avenger, B-29, P51, P-47 e outros. O uso do Dull Dark Green em aviões de caça ignorou completamente a especificação do uso da cor Interior Green nestes aviões. Em 1942 o fabricante Emerson Electric instruiu o uso desta cor para a pintura do interior das suas torrretas armadas. Em 1943, oficialmente o Corpo Aéreo trocou esta cor para Medium Green, mas o uso do Dark Green continuou até o fim da guerra. A cor Dull Dark Green não é disponível para o plastimodelismo, mas é muito semelhante a cor FS 34092 com tonalidade um pouco mais escura. Medium Green Com a eliminação do Padrão de uso do Dull Dark Green, o Exército continuou aplicando Interior Green em aviões equipados com canopies. No final de 1943 o brilho dentro do cockpit passou a ser um grande problema em diversos teatros operacionais, principalmente em aviões de escolta e vôos em grande altitude. Para atender esta necessidade, o Exército especificou a cor Medium Green ANA 612, para o interior de todos os compartilhamentos que eram visíveis à tripulações sujeitas a exposição direta dos raios do sol. A Marinha adotou o Medium Green somente em painéis anti-reflexo. A cor Medium Green é disponível no FS 34092. Olive Drab Ambas as cores Olive Drab 613 e Dark Olive Drab 41 eram usadas em camuflagens exteriores ou painéis anti-reflexo. Manuais do Piper L-4 Grasshopper, todavia, indicavam a cor Olive Drab para a pintura de toda a cabine. Outro uso documentado do Olive Drab 613 foi para o Douglas A-20 G/H e os exportados por Lease-Lend e os fabricados para a União Soviética. Para correta correlação da Olive Drab 41 é adotada a FS 34088. Neutral Gray Não era uma cor interna de cockpit, o neutral era visto em uso como cor de uso interno. Principalmente as aeronaves B-29, usavam Neutral Gray dentro das baias de bombas e suas portas. Os P-38 Lightning camuflados, usavam Neutral Gray como pintura das caixas de rodas, portas e estruturas dos trens de pouso. Mesmo quando a camuflagem foi abandonada, os P-38 continuaram a serem pintados em Neutral Gray. Diversas fábricas de tintas para modelismo fabricam a tinta Neutral Gray. Grumman Gray A Grumman Aircraft foi a única companhia a usar seu próprio não padrão de Primer, em todos os aviões Grumman fabricados. Permanecendo os cockpits pintados de Interior Green. A cor referência FS 36440 aproxima-se bastante. Salmon A cor Salmon era um primer de cromato de zinco, levemente colorido na cor pink com adição de pigmento Indian Red. Usado nos primeiros anos de produção do F4U Corsair, como proteção das partes internas da aeronave. O modelista pode usar com alguma aproximação as referencias FS 32276 ou FS 32356 Aluminium A pintura Alumínio, foi largamente usada na indústria aeronáutica desde 1910. Esta tinta foi criada da mistura de pó ou pasta de alumínio com bases transparentes de Dope, Verniz, Laca ou Base Óleo. Proporcionava excelente proteção contra corrosão. As primeiras aeronaves a usarem as vantagens do Dope de Alumínio foram os Dirigíveis Zeppelins. Em 1912 a empresa britânica British Cellon iniciou a produção de Dope de Alumínio e rapidamente tornou-se padrão para acabamentos em toda a indústria aeronáutica. Na década de 30, a Laca Alumínio foi extensamente usada como acabamento externo e interno dos aviões. Os primeiros F-2A Buffalos, F4F Wildcats e outros aviões da Marinha do pré-guerra, principalmente os de Asas Amarelas, tinham seus cockpits inteiramente pintados com esta proteção. Bright Red Conhecido posteriormente como Insignia Red, foi especificado 62

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Jun/Jul - 2008 para uso interno dos flaps e freios de mergulho dos aviões DiveBombers, tanto no Corpo Aéreo como na Marinha. Existem diversos fabricantes de tintas para Modelismo com esta referência. Grey Green Grey Green era uma cor interna usada nas aeronaves destinadas a RAF e RN, compradas em fábricas Americanas pelos Britânicos. Após a assinatura dos contratos de Lease-Lend estes aviões passaram a ser pintados de acordo com as cores dos modelos entregues para o Corpo Aéreo e Marinha Norte Americana. Os modelistas podem achar esta cor no catálogo da Humbrol e Floquil Classics Military. Black Outra cor muito usada como anti-reflexo era o Preto, com utilizações além das especificações. Em 1942 Fairchild informou o Corpo Aéreo que iria pintar os painéis anti-reflexo do PT-19 e PT-26 de Dull Black. Foi normatizado para o uso em painel de instrumento, pintura de interior, e componentes que poderiam refletir nos vidros das cabines. Mas as partes internas continuariam Medium Green. O modelista pode encontrar esta cor em vários catálogos de cores. Alguns modelistas possuem a incrível sorte de ter acesso a manuais completos, literaturas com boletins informativos e desenhos dos fabricantes, quando da abertura de um novo KIT. Mas para a maioria de nós, continuamos a colecionar, pesquisar e capturar informações que nos auxilie a solucionar o problema QUAL É A COR??? Painel de instrumentos e equipamentos pintados de cor anti-reflexo. Personalização e customização de pintura, som e acessórios. Fotografado no Salão de Acessórios. 63

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