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Revista Hobby News 68

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Ago/Set. - 2008 N o período da Segunda Guerra Mundial, o interior da fuselagem, asas, cabines e outras partes que compõem a aeronave tiveram vários aspectos de tratamento de superfície e pintura. Uns visando a proteção anti-corrosão e outros melhorando a condição de habitabilidade com pintura anti-reflexo e facilidade na manutenção. Em determinados períodos da guerra com a destruição de fábricas, linhas de comunicação, refinarias, várias forças militares tiveram extremas dificuldades logísticas e crônicas falta de materiais para pintura. Provocando assim a escassez do material a ser aplicado. Freqüentemente havia a necessidade do aumento de produção de aeronaves ou esta era feita em linhas de produção adaptadas em florestas, minas abandonadas ou fábricas em lugares remotos. Por estas razões as pinturas ou primers especificados as vezes não eram aplicados corretamente ou nunca aplicados, permanecendo o metal natural Este problema era ainda maior nos aviões reformados ou recuperados, pois frequentemente, eram usadas peças e partes de estoque ou canibalizadas de outras aeronaves, que provavelmente não tinham a mesma procedência e nem Interior da fuselagem ME262 mostrando parte da pertenciam ao mesestrutura e chapas sem pintura com RLM-02 mo lote de fabricação. Estas reformas e recuperações eram feitas em oficinas improvisadas ou bases operacionais na frente de combate, que não possuiam recursos tecnológicos para manter a risca as especificações, misturando as tintas que tinham a disposição. Embora com o passar do tempo, estas pinturas sofreram sérias modificações em sua tonalidade. As aeronaves e peças remanescentes na atualidade serviram como base para ajudar a pesquisa, de como eram pintadas e com qual cor. Diversos pesquisadores americanos, britânicos, alemães, italianos e japoneses, juntamente com fabricante de tintas de modelismo, fizeram um importante trabalho coletando fotos coloridas de época, analisando fotos preto e branco, pegando fragmentos de documentação e peças, que os conduziram à publicação de inúmeros livros, artigos na rede mundial de internet para resolver este mistério de, Qual é a Cor?. Para facilitar a nossa compreensão, resumimos todo este material de maneira mais sintética e objetiva como, explicamos abaixo: Luftwaffe (Força Aérea Alemã) Antes da regulamentação de Novembro de 1941 publicada pelo RLM (Reichs Luftfahrt Ministerium) o interior da aeronave, áreas de tripulação e cockpits, eram pintadas com o fundo Cromato de Zinco com a cor Green Gray RLM-02 (Grau), com exceção dos painéis de instrumentos que eram pintados em gray e a face dos instrumentos e equipamento eram pintados em preto. Após a regulamentação de 1941, todas as áreas de cockpit / compartimento de tripulações, com coberturas transparentes e janelas, deveriam ser pintados com Dark Gray RLM-66 (Schwarzgrau) para evitar efeitos de reflexo, o painel de instrumentos permaneceria o mesmo. As linhas de combustível pintadas em amarelo, óleo em marrom, fluídos de refrigeração em verde, oxigênio em azul e sistema de extintores de incêndio em vermelho. O compartimento do motor seria pintado em RLM-02, o painel corta fogo pintado em RLM-02 no lado da cabine e metal puro no lado do motor. O suporte dos motores em RLM-02 ou RLM-66 e o motor na cor aplicada pelo fabricante, geralmente preto. Inúmeras fotos de época, mostram o lado interno dos painéis de acesso ao motor sem tratamento, mostrando o alumínio puro. O interior da fuselagem poderia ser pintado de RLM-02 com as chapas de cobertura sem pintura Cockpit e painel do BF-109 que mostra pintura interna em RLM-66 pois recebiam proteção anti-corrosão de banho galvânico juntamente com as peças em aço galvanizadas. Os equipamentos de rádio, tanque de combustível, garrafas de oxigênio apresentavam a cor aplicada pelos fabricantes. Como o interior da fuselagem antes de Novembro de 1941, as áreas da asa eram pintadas em RLM-02. Após esta data, somente receberam a pintura de RLM02 as caixas de rodas, áreas de flap e baia de armamentos. As demais partes da estrutura recebiam tratamento galvânico. Os equipamentos eram pintados nas cores aplicadas por seus fabricantes. As caixas de rodas e estruturas de trens de pouso, inclusive bequilha traseira deveriam ser pintadas de RLM-02, exceto nas áreas de aço polido dos amortecedores e dos braços telescópicos que também poderiam ser pintados em Dark Gray RLM-66. As hélices também estavam incluídas nas regulamentações do RLM. As feitas com as lâminas em Aço ou Alumínio eram pintadas em Black Green RLM-70 (Schwarzgrun) enquanto as hélices com pás de Madeira eram pintadas com Dark Green RLM-71 (Dunkelgrun) Trem de pouso principal do ME262 com um verniz protetor Semi Bricom sua estrutura pintada de lhante. RLM-66 Regia Aeronautica (Força Aérea Italiana) A maioria dos aviões italianos tinham seu interior pintados de Verde Anticorrosione (FS 34272), que como sempre variava a tonalidade de acordo com o fabricante da aeronave e do fornecedor da tinta. Neste período existiam na Itália 4 principais fornecedores de tintas que eram geralmente fechados com um determinado fabricante de aeronave. O interior das cabines de tripulações/cockpits geralemente eram pintadas sobre o fundo anti-corrosão de Cinza – Grigio Azurro Chiaro 1 (Light Blue Gray FS 36307). Em 1941 a Regia Aeronautica editou uma diretiva de padronização chamada Tavola 10, que ditava as cores e os padrões de camuflagens a serem usados nas pinturas das aeronaves. Mas,

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Revista Hobby News este estipulava que todas as tintas existentes deveriam ser usadas até o final de seus estoques, tanto em linhas de produção como em oficinas de reparos, ficando assim em uso até o período do armistício. Seguindo a diretiva de 1941, Tavola 10, o interior das cabines dos aviões tanto novos como reformados deveriam ter acabamento interno exclusivamente com pintura na cor Grigio Azurro Chiaro 1 Cockpit do avião fiat CR42 FALCO mostrando (Light Blue Gray FS claramente as duas cores usadas no período. 36307). Não mencionava que este acabamento era sobre o fundo anti-corrosão ou era aplicado diretamente sobre o metal. As caixas de rodas eram pintadas de primer Verde Anticorrosione ou Grigio Azurro Chiaro 1. As pernas dos trens de pouso poderiam ser em Alumínio ou com pintura Grigio Azurro Chiaro 1. As pás das hélices poderiam apresentar do lado Fiat CR42 FALCO com painel preto e fundo antida frente acabamencorrosão e acabamento em pintura Grigio Azurro to Alumínio Fosco, Chiaro Branco Fosco ou Preto Fosco. No lado de trás que ficava virado para a tripulação, recebia o acabamento de Preto Fosco para evitar o reflexo. Poderiam ter suas pontas pintadas ou não de Amarelo. Após o armistício de 1944, a Força Aérea situada no Norte da Itália aliou-se a Luftwaffe e passou a chamar-se Aeronautica Nazionale Republicana (ANR) e sofreu grande influência das especificações de pintura alemãs, passando a pintar seus aviões com esquemas de camuflagens RLM-74/75/76 ou 80/83/76, ficando o interior com a pintura padrão Regia Aeronautica ou o padrão RLM-66/02.Em fotos preto e branco da época temos visto hélices com pás claras e escuras o que significa que alguns aviões tinham hélices com padrão italiano e outros com pintura RLM-70. Os aviões da Aeronautica co-Beligerante alinhados com com as forças aliadas permaneceram com a mesma pintura externa somente trocando a insígnia, o que nos leva a acreditar que seu interior permaneceu o mesmo. RAF – FAA A RAF e a FAA possuiam uma das mais simples especificações de primer anticorrosivo e pintura da parte interna de seus aviões. Após 1935, ficou padronizada a pintura anti-corrosão, interior da cabine de tripulação/cockpit, painel de instrumentos, interior da fuselagem, habitáculo do motor, baia de armamentos e caixas de rodas com o primer BS 381C-283 Gray Green (FS 34226). Os aviões fabricados pelas indústrias americanas e canadenses, sob encomenda britânica, recebiam tratamento interno e pintura com norma BS (British Standard). Com o advento dos contratos de Lease and Lend assinados com o governo americano, as aeronaves produzidos nos EUA, recebiam tratamento anticorrosivo e pinturas internas iguais aos aviões Norte Americanos, ficando assim a RAF e FAA com aviões de padrão de pintura interna BS e ANA. Referência da Pesquisa Monogram Close-Up 19 Kika Photografic Reference Manual CR 42 Falco Italeri Colori e Schemi Mimetici Della Regia Aeronautica - U. Postiglioni e Ad. Innocenti German Aircraft Interiors 1935-1945 - Kenneth A. Merrick Japanese Naval Air Force Camouflage and Markings – Donald W. Torpe Japanese Army Air Force Camouflage and Markings – Donald W. Torpe Magazine Archive IPMSSTOCKHOLM JAAF e JNAF As aeronaves da Força Aérea do Exército Japonês eram pintadas com verniz transparente para a sua proteção anti-corrosão, o que dava aparência de metal sem pintura. Poderiam também receber este primer com uma mistura de pigmento azul ou azul esverdeado o que lhe conferiam a aparência de azul metálico, devido a semitransparência do primer sobre o metal. Os aviões em uso pela Força Aérea da Marinha Imperial, recebiam frequentemente o primer tingido de azul ou azul esverdeado. O fim do período da produção de Guerra muitas aeronaves, devido aos problemas já descritos, não recebiam a pintura de primer de proteção, ficando o metal exposto. As cabines de tripulação/cockpit recebiam diversos tipos de trtamento como aplicações de primers transparentes, tingidos de Blue Green e com pinturas Dark Blue Gray, Green Olive e Gray Green. O painel de instrumentos podia ser pintado de Khaki Brown e Flat Black. Outros equipamentos podiam ser pintados em Flat Black ou Dark Green. As alavancas de controle recebiam cores diversas que codificavam suas funções. As caixas de rodas, portas do trens de pouso em sua parte interna, interior das superfícies de controle, em geral eram pintadas com primer transparente ou ou primer translucent blue. As estruturas dos trens de pouso, normalmente não eram pintadas, apresentavam o metal em sua cor natural, mas também podiam ser pintadas na cor Light Gray igual a parte inferior da aeronave. As pás das hélices possuiam diferentes acabamentos. Umas com a parte frontal em Alumínio Polido e a interior em Flat Black ou Red Brown com faixa de alerta de 50mm nos 2 lados de cada pá e o Spinner pintado em Red Brown. Outras com as pás pintadas em ambos os lados juntamente com o Spinner na cor Red Brown com faixa amarela de alerta em ambos os lados da hélice. Também poderiam ter a ponta da hélice pintada de amarelo, e os spinners poderiam ser pintados também de várias cores. Nenhuma dessas pinturas usadas, sugerem fases ou série de produção. Após todas estas colocações, estudos e pesquisas, voltamos ao ponto inicial deste grupo de matérias, aonde concluímos que, ao montarmos um modelo em escala, a pesquisa, a busca de referências, visita a museus, observação de aviões reais, coleção de documentos e troca de informações, continuam sendo as grandes armas do modelista na batalha de fazer a réplica com aparência o mais real possível. Existem hoje centenas de livros em diversos idiomas com fotos, referências, etc, além de milhares de sites na internet com excelentes fontes de informação. Boa Montagem!!! Divirtam-se. 70

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