camuflagem2

 

Embed or link this publication

Description

plasti

Popular Pages


p. 1

Revista Hobby News Camuflagens das Forças Britânicas na 2ª Guerra Mundial 1ª Parte - Mediterrâneo - África e Oriente Médio 1939/1941 Aldo Pansieira A Introdução s forças britânicas ou sob comando britânico foram as unidades que mais tempo estiveram em combate durante todo período da 2ª Guerra Mundial, lutando em todo tipo de terreno e com contingentes formados pelas mais variadas etnias e origens. Os exércitos Britânicos foram formados inicialmente por unidades do Reino Unido, unidades de países membros da comunidade britânica, de suas colônias e de exilados de países ocupados pelo eixo e utilizando equipamentos fabricados nestes países ou nos EUA, com uma incrível variedade de versões e modificações que geraram alguns dos mais famosos ícones daquele conflito. Devido à grande distribuição geográfica por onde as forças britânicas combateram e pelo longo período da guerra, estas unidades aplicaram vários sistemas de camuflagem a seus veículos. Esta sequência de matérias, que se inicia nessa edição, é sobre estas camuflagens, sobre como e onde foram empregadas, que cores e que referências atuais podemos empregar para reproduzirmos em modelos esta enorme variedade de temas da militaria britânica. Esta primeira parte trata do teatro de operações do Mediterrâneo, África do Norte e Oriente Médio desde o início do conflito nestas regiões até o fim do ano de 1941. Esta pesquisa está baseada no trabalho de Mike Starmer, pesquisador britânico, que fez um minucioso levantamento histórico abrangente descrito em quatro volumes dignos da coleção de modelistas e historiadores que podem ser adquiridos contatando o autor pelo e-mail: mike_starmer@hotmail.com. Além destes trabalhos complementaremos informações para esta matéria incluindo alguns esquemas específicos. Encerrando esta introdução, além desta primeira parte, trataremos em seguida dos esquemas do 8º Exército nas batalhas de 1942 e 43; Do 1º Exército na Tunísia de 1942/43; Do 8º Exército Britânico na Sicília e Itália de 1943 a 1945; Do Exército Britânico no Noroeste da Europa de 1939/40; No dia “D” até a vitória contra Alemanha. E, na última parte, abordaremos os esquemas britânicos e seus aliados nos teatros do Pacífico e Extremo Oriente. Esquema de canuflagem no início das operações em junho de 1940 As grandes operações na África realmente se iniciaram com a declaração de guerra da Itália à França em 10 de Junho de 1940. O primeiro combate foi o ataque britânico ao Forte Capuzzo, na Líbia, e em seguida os combates entre tropas coloniais dos dois países nas suas colônias do leste da África (Etiópia, Eritréia; Somalilândia,Sudão e Quênia), de onde a conquista da Somalilândia britânica foi a maior vitória italiana no conflito. Porém uma contra ofensiva britânica foi formada a partir do Sudão e do Quênia, retomando estes territórios e ainda recolocando no trono o rei da Etiópia, deposto pelos Italianos. Nesta ocasião o padrão de camuflagem britânico para a África e Oriente Médio era uma cor básica MIDDLE STONE nº 62 com a segunda cor “Dark Sand” BROWN nº 2 num padrão irregular, observando as mesmas diretrizes de arranjo adotadas para Europa, que instruíam para dispor as cores em faixas pintadas a pincel, irregulares (faixas de 3 a 15 polegadas de largura), preferencialmente no sentido diagonal ou horizontal; evitando formar um padrão vertical, pois este, facilita a visualização formando mais facilmente um cruzamento das linhas verticais da camuflagem, com as linhas horizontais do terreno, facilitando ao inimigo, portanto, a visada para assestar o fogo de sua artilharia. Por esta razão todas camuflagens britânicas não apresentam padrões verticais e sim sempre horizontais ou inclinados. Massas móveis com linhas verticais são naturalmente mais visíveis. Além destas diretivas que tratavam da orientação das faixas irregulares e/ou manchas, outros quesitos foram definidos para todas camuflagens “disruptive” ou aquelas que induzem à visualização de uma imagem descontinuada do objeto. - Todas áreas sujeitas a maior reflexão de luz, deveriam ser pintadas em cores escuras; - As vistas laterais, frontais e traseiras devem ser pintadas de forma a exibir as massas clara e escura dentro de um equilíbrio; - A camuflagem deve se aplicada a todo veículo, inclusive sobre itens, a ele fixados como caixas, suportes, acessórios e equipamentos, reservatórios de combustível e suas tubulações, enfim, tudo que for fixado normalmente ao veículo; - Partes retas como canhões sempre devem ser “quebrados” pela camuflagem. Surge um novo Esquema: “Caunter Scheme” O comando Britânico do Oriente Médio, baseado no Cairo, em 22/11/40 resolve emitir uma ordem determinando uma diretiva para os esquemas de camuflagem mudando as cores desta forma: A cor básica passa a ser o LIGHT STONE nº 61 para todos os veículos. Até mais 2 cores devem ser aplicadas mantendo as observações anteriores do sistema “disruptive”. Estas duas cores são selecionadas pelo comando especifico da área. No caso de um veículo ser transferido de um comando para outro apenas estas duas cores contrastantes com o LIGHT STONE 48

[close]

p. 2

Fev / Mar - 2009 da África, mas por questões de urgência, unidades inteiras foram despachadas ao longo das operações de 1941 para Grécia, Creta, Chipre, e Palestina com estes esquemas; inclusive nas operações contra árabes insurgentes pró nazistas liderados pelo Grand Mufti, Haj Muhammed Amin al-Husseini, na Síria e Iraque, o que torna este esquema Mediterrâneo de fato. Uma camuflagem singular - Malta/Rubble devem ser substituídas. Por exemplo, um veículo transferido do Egito para o Sudão teria suas cores SILVER GREY e SLATE (padronizadas no Egito) substituídas por LIGHT PURPLE BROWN e LIGHT STONE, determinadas para aquela área. Esta diretiva somente se aplica à veículos e blindados de combate. As peças de artilharia permaneceriam com esquema inalterado. Este sistema começa a ser aplicado de fato no inicio de 1941, quando são recebidas reposições já com a nova pintura. Neste ínterim, se apresenta uma nova forma de camuflagem que foi proposta pelo Cel. Caunter, da 4ª. Brigada Blindada , onde o sistema “disruptive” de faixas irregulares seria substituído por faixas retilíneas e angulares sempre com bordas retas e definidas de modo a ”quebrar” as silhuetas dos veículos de uma modo semelhante ao adotado nas marinha real na 1ª Guerra Mundial. Esta medida vem junto com uma diretiva de pintura para treinamento da Índia que emprega este esquema geométrico e traz uma série de diagramas orientativos em anexo para cada categoria de veículo e incluindo a artilharia que não havia sido alterada ainda. Nessa diretiva da Índia a cor básica não era o LIGHT STONE, mas uma tonalidade mais clara o PORTLAND STONE. O esquema Caunter é adotado e todos veículos do comando do Mediterrâneo passam a ser pintados e repintados em três cores como segue: PORTLAND STONE nº 62: Aplicada à todo veiculo, como cor básica, incluindo interiores, de cabines, caçambas, carrocerias, partes inferiores e áreas de rodagem de veículos de esteira, rodas ou ambos. SLATE nº 34: Nas Faixas e áreas altas que são mais sujeitas a reflexão de luz. Caso não esteja esta cor disponível deve-se aplicar no seu lugar “a nova cor de serviço” KHAKI GREEN nº 3. SILVER GREY nº 28: Esta é a terceira cor a ser aplicada numa faixa intermediária às de nº 64 e nº 28. Algumas observações precisam ser feitas. A amplitude geográfica do teatro de operações e a combinação de todas estas diretivas geraram algumas variações. O LIGHT STONE, que primeiro foi adotado como cor básica foi mantido em muitos casos no lugar do novo PORTLAND STONE. Assim pode perfeitamente ter ocorrido veículos com Caunter Scheme com ambas estas cores básicas. O Esquema era Enquanto se desenrolavam as batalhas nos desertos africanos entre forças italianas e do Império Britânico, uma ilha foi considerada prioritária em toda a estratégia do mediterrâneo. A pequena ilha de Malta, colônia britânica, era uma base de lançamento de ataques aeronavais, sem igual, contra todas as forças do Eixo que transitassem entre o canal de Suez e o Atlântico. Toda logística do Eixo que precisasse transitar pelo sul da Itália estava ao alcance dos aviões, navios de guerra e submarinos britânicos baseado em Malta. Com esse papel vital era lógico que desde o início dos combates na região a ilha se tornasse alvo de uma eminente invasão do Eixo. Por esta razão foram feitos grandes trabalhos de fortalecer defesas e adequar equipamentos, que eram escassos, para poder responder a um provável ataque a qualquer instante. Dentre as medidas uma visualmente foi muito interessante. O comando local decidiu buscar no sistema de construção milenar da ilha, que era todo baseado na construção de muros e cercas de pedras claras de calcário cortadas e arranjadas com argamassa, formando paredes. A esse esquema o comando denominou “Rubble” que é como é denominada em inglês, esta técnica de construção com pedras irregulares. Assim para veículos leves, canhões, geradores, motocicletas, tanques, etc que apresentassem um perfil irregular, se adotou um padrão “rubble“, também irregular, formado por manchas sem forma definida em LIGHT STONE entremeadas por uma cor escura em geral KHAKI GREEN, SLATE, BROWN nº 2. Com este esquema buscava-se um mimetismo com as inúmeras cercas de pedras que recortam toda ilha. No caso de veículos pesados, especialmente aqueles que apresentam perfis retangulares, se adotou um padrão de manchas retangulares com linhas retas em LIGHT STONE, com as mesmas cores escuras entremeando os retângulos claros. Com esta camuflagem estes veículos seriam estacionados próximos a edificações aparentando ser parte ou extensões das mesmas. 49

[close]

p. 3

Revista Revista Hobby Hobby News News Estes esquemas foram operacionais até inicio de 1942. Apesar de existir padrões de pintura, os veículos efetivamente não os seguiam à risca. Os comandantes das unidades faziam modificações, suprimiam e/ou substituam cores, em função dos suprimentos de tintas, tempo de pintura, pessoal disponível para esta tarefa, sua manutenção, etc., de tal forma que o Cauter Scheme geométrico terminou por apresentar uma grande variação de esquemas específicos de unidades a ponto de em alguns casos, tornar fácil a sua identificação pelo inimigo. Isto não era conveniente, pois facilitava a avaliação do potencial e disposição das unidades britânicas aos comandantes do Eixo. Diante deste problema o comando Britânico decidiu adotar um sistema mais convencional de camuflagem irregular e não geométrica já nos novos equipamentos que chegavam e, à medida que os equipamentos em uso no campo de batalha retornavam à suas bases para reparos e atualizações, estes também recebiam estas novas pinturas. Quando se iniciou o período das batalhas de El Alamein, o VIII Exército já estava diferente. Esta será a próxima parte desta matéria. NOME BSC Middle Stone No. 62 Light Stone No. 61 Portland Stone No. 64 Silver Grey No. 28 CHIP FS (próximo) 30266 Combinação cores (Humbrol e Revell) Humbrol 225 30257 8x Humbrol 74 –Linen 1x Humbrol 26 - Khaki 2x Humbrol 74 –Linen 2x Humbrol 34 –White 7x Humbrol 196 Lt Grey 5x Humbrol 74 – Linen 2x Humbrol 145 - Med. Grey 4x Humbrol 34 Drk Grey 2x Humbrol 81 Pale Yellow 1x Humbrol 117 – US Lt. Green 2x Humbrol 10 -Service 6x Revell 331 – Purple Red 1x Humbrol 25- Blue 12x Revell 361 Dark Green 5x Revell 360 Green 7x Revell 84 Leather Brown 5x Revell 86 Olive Brown 6x Revell 84 Leather Brown Humbrol 110 33564 34583 Slate No. 34 34036 Light Purple Brown No.49 30032 Khaki Green No. 3 34031 Basic Brown No. 2 Dark Sand (P.V)* 30045 30118 *(P.V) de “provisional match“ eram tintas de tonalidades supridas localmente, portanto, não recebiam número BSC. Neste período a cor Dark Sand foi suprida no Cairo, posteriormente outras foram fornecidas a medida que os novos esquemas de camuflagem foram se sucedendo como veremos nas partes seguintes nos próximos números. Devido ao processo gráfico, os Chips de cores devem ser usados apenas como referência. Bibliografia: British Desert Colours –The Caunter Scheme 1940/41 - M. Stamer British Army Colours – Disruptive Camouflage in UK, France and NW Europe 1936-45 - M. Stamer The Italian Army 1940/43 – Oprey – Men at Arms - P. Jowett / S. Andrew British Sherman Tanks – Concord Publication Co. - D. Oliver British Armor In Sicily and Italy – Concord Publication Co. - D. Oliver The IPMS Color Cross Reference Guide - D.H.Klaus 50

[close]

Comments

no comments yet