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Revista Hobby News News Camuflagens das Forças Britânicas na 2ª Guerra Mundial 4ª Parte - Noroeste da Europa - 1939/45 Aldo Pansieira E ste capítulo trata do tema camuflagem de todas as forças sob comando Britânico que operaram em todo noroeste europeu, desde o início da hostilidade com a invasão da Polônia pelos Alemães até a ocupação da Alemanha em 1945, quando se estabelecia as zonas sob comandos dos aliados. Devemos considerar todo Reino Unido, Noruega, França, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Alemanha e Dinamarca como territórios. Para compreender a evolução cronológica,vamos considerar três fases bem distintas: BEF ou Força expedicionária Britânica na França, Defesa das Ilhas Britânicas e Dia D até Berlin. BEF ou Força Expedicionária Britânica na França Como consequência da invasão alemã da Polônia em 1º de Setembro de 1939, o governo Britânico envia uma força militar composta de 10 divisões de infantaria dispostas em 3 corpos de exército, a 1ª brigada de tanques e um destacamento de 500 aviões da RAF com o objetivo de formar uma linha de defesa ao longo da fronteira franco-belga. Os aliados franco-britânicos previam uma repetição do Plano Schliefen de 1914 (ataque pelo norte, Holanda e Bélgica), mas não o avanço pelas Ardenas, teoricamente inultrapassável segundo o marechal Pétain. O general Gamelin, comandante das forças aliadas, foi surpreendido pelo avanço dos panzer de Guderian que atravessando a floresta das Ardenas, alcançaram o rio Mosa na zona de Sédan, cortando as forças aliadas em dois. O segundo exército francês no Sul, foi separado do primeiro que, com a British Expeditionary Force (BEF) se internou na Bélgica para travar o ataque alemão pelo Norte. A situação se tornou grave para as forças aliadas do Norte, que corriam o risco de corte de abastecimentos e até de ficarem cercadas. mais escura do que pneus principalmente se o veículo se apresentava bem limpo, pois de fato esta cor não era fosca e sim brilhante. Nessa época vários veículos tinham licenças civis que eram pretas com letras brancas que com o Deep Bronze Green observa-se pouquíssimo contraste. No início de 1939, começa a introduzir uma nova cor o Khaki Green nº 3. Era um verde amarelado extremamente saturado de marrom, já dentro do grupo de cores que pertencerá o Olive Drab. Comparada com o Deep Bronze green, esta cor sempre se apresenta mais clara. Já existia o conceito de que apenas uma cor básica sobre todo um objeto, não seria suficiente para disfarçar o mesmo contra uma vista de fundo num ambiente rural. Era necessário adotar pelo menos uma cor contrastante pintada em determinadas posições de sua superfície sobre a básica de modo que criasse rupturas na impressão visual da forma do objeto contra o fundo, a partir do ponto de vista de um observador. A isto se chamou “camuflagem disruptiva”. Em junho de 1939, poucos meses antes do início das hostilidades foi publicada uma ordem detalhada sobre camuflagem que definia sobre as cores e sobre como deveriam ser dispostas as manchas da cor secundária de modo a melhorar a eficiência da camuflagem disruptiva resultante. Essas instruções seriam as fundamentais para todos os esquemas de camuflagem britânicas posteriores, inclusive de outras regiões observando-se as cores e outras definições específicas. Estas instruções eram as seguintes: Áreas grandes voltadas para cima devem ser pintadas na cor mais escura, pois recebem mais luz, consequentemente são mais reflexivas; Áreas laterais devem ser pintadas de forma disruptiva apresentado massas de cores claras e escuras balanceadas. O desenho da camuflagem disruptiva, em objetos móveis deve ser predominantemente horizontal e diagonal. Desenhos mais verticais se demonstram mais visíveis que horizontais, quando o objeto se movimenta pelo campo, pois são diretamente concorrentes às linhas do solo e mais fáceis de destacar demonstrando distância, velocidade e direção de movimento se visualizados contra objetos verticais fixos como árvores, cercas, edificações. etc. Paris ficou à mercê do avanço alemão. O avanço central alemão executou um movimento de pinça e isolou os aliados deixando estes com sua retaguarda para o canal, em seguida ainda usando ao máximo a mobilidade e poder de fogo de seus panzer, os generais não mais esperaram pela infantaria e precipitaram seu avanço rumo à costa deixando os aliados em bolsões de resistência. Um deles seria Dunquerque, a única escapatória para as forças britânicas, francesas e belgas. Entre 26/05/40 e 04/06/40 a marinha rela e remanescentes de outros aliados retiram estas tropas para as ilhas britânicas. Houve outros resgates menores, mas ainda assim, um grande contingente de homens e materiais da BEF, cairia nas mãos dos nazistas. Com relação à camuflagem este período deve ser observado um pouco antes da eclosão da guerra até meados de 41, quando algumas novas diretrizes começam a ser introduzidas junto com a chegada de equipamentos vindos dos EUA, ainda neutros no conflito e o mesmo limitado a Europa, Mediterrâneo e Norte da África. Todas as referências fotográficas do início deste período mostram veículos e equipamentos numa tonalidade quase negra e brilhante. Pelas referências do “War Department” WD, em 1934 foi adotado a cor nº 24 Deep Bronze Green que chega a parecer 44

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Dez/Jan - 2009/10 mésticas. Na segunda fase inicia-se um maciço fornecimento de materiais dos EUA, e logo em 1942 chegam ao Reino Unido contingentes de tropas americanas que imediatamente integram a defesa terrestre. Em seguida, estes contingentes se elevam com um fluxo contínuo de tropas americanas e amplia-se o volume de equipamento americano fornecido no regime de lend/lease. A esse fluxo também se agrega tropas e equipamentos canadenses principalmente algumas versões de veículos originalmente dos EUA, mas fabricados no Canadá. Neste período formam-se unidades de comando que se destinam a ataques objetivando alvos de valor tático e estratégicos que pudessem interferir no esforço de guerra alemão. Na primeira fase deste período, em meados de 1941 ocorre uma falta de óxido de cromo que é o pigmento para as tintas verdes, assim uma série de diretivas é editada no sentido de criar alternativas igualmente eficientes e que possam ser adotadas com segurança de haver suprimento de pigmentos. A primeira destas é a adoção do Dark Tarmac nº 4 no lugar Os desenhos de camuflagem disruptiva devem variar de veículo para veículo numa mesma unidade. A padronização de um mesmo desenho facilita a visualização de um grupo deles, tanto quando estacionados como numa coluna de veículos em movimento, seja por observadores inimigos no solo ou em aeronaves. Observar continuidade de desenho em cantos e arestas de modo que o efeito disruptivo seja mantido quando o objeto muda em relação ao ângulo de visão do observador. Para todos os casos devem ser utilizadas duas cores padronizadas. A básica e a disruptiva aplicada a ela. Em condições específicas pode ser adotado um esquema de três cores. Uma básica e duas disruptivas. Esta instrução não foi empregada na região mas em outras (Esquema Caunter, Mirage, Disruptivo 3 cores na Tunísia e Itália). Os esquemas de camuflagem padronizados nesta região e neste período foram dois: Esquema nº 1 G3/G4 - Cor Básica Khaki Green nº 3 ou G3 (green nº 3) com Cor disruptiva Dark Green nº 4 ou G4 (green nº 4) - Este esquema foi definido como padrão para ser empregado em todos ambientes europeus onde se previa empregar as forças britânicas e esteve presente na BEF e nas unidades de combate que operaram na Campanha da Noruega. Esquema nº 2 G3/G5 - Cor Básica Khaki Green nº 3 ou G3 (green nº 3) com cor disruptiva Light Green nº 5 ou G5 (green nº 5). Este esquema foi definido como padrão para ser empregado em todos ambientes com vegetação mais clara e verdejante , por exemplo, para operações durante o verão e latitudes mais baixas. Também esteve presente em unidades da BEF, pois eram para ser adotado no verão um número razoável de veículos que chegaram a ser pintados para as operações naquela estação de 1940. Estes esquemas seguiam uma orientação de como deviam ser aplicados sobre a pintura básica: O pintor deveria inicialmente com carvão desenhar o contorno da área onde se aplica a cor disruptiva mantendo as proporções; O processo deveria ser repetido em todos os lados observando a continuidade das “manchas”; Ao aplicar a tinta não era necessário manter a regularidade do traço; A cor Básica poderia ser aplicada com pincel ou pistola de pintura; As cores disruptivas eram fornecidas em pasta a ser diluídas em campo com água ou solvente de tintas a óleo. No caso de um esquema de 3 cores instruía-se a apenas desenhar as manchas da terceira cor, após a segunda ter sido aplicada. A defesa das Ilhas Britânicas Este período é compreendido entre o fim das operações da BEF e a Operação Overlord. Nessa fase os britânicos buscam criar uma série de medidas de defesa das ilhas contra uma possível invasão nazista. São nítidas duas fases. A primeira anterior à entrada dos EUA na guerra, quando os britânicos estão lutando na África, no Atlântico para manter as rotas de suprimentos e guarnecendo várias linhas de defesa do- dos verdes G4 e G5. Esta cor, segundo várias fontes era um cinza muito escuro, quase preto. Nesta época um verde mais claro os SCC7, descrito como um amarelo esverdeado passa a ser o básico para todas as coberturas de lona e nesta também se aplicam o Dark Tarmac nº 4. Outra cor, disruptiva, que passa a ser adotada é o SCC1A Very Dark Brown, quando na falta do Dark Tarmac nº 4. Em setembro de 41 é emitida uma diretriz ordenando que todo trabalho de camuflagem em todos os itens, até uma casamata, deveria ser feito sob orientação de um oficial treinado para isso, de modo que se evitasse o desperdício de materiais e, de fato, o esquema fosse efetivo, pois havia alguns casos que a camuflagem aplicada resultava mais visível que propriamente o objeto sem a mesma. Em novembro de 41 nova diretriz instruía que para as superfícies superior de capôs, capotas, etc. se empregasse o SCC1A ou Blue Black SCC nº 14 e para restaurar veículos pintado em Khaki Green nº 3, passa-se a utilizar o SCC nº 2 Brown. Essa cor tam- 45

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Revista Hobby News News bém começa a ser empregada em lugar do SCC nº 7 Green em coberturas de lona e outras peças semelhantes. Gradualmente os veículos passam dos esquemas antigos para os novos onde a cor base é o Marrom SCC nº 2 que também passa a ser conhecida como “Service Drab” e ”Khaki Brown”. Este processo de mudança da cor básica, inicialmente foi executado em veículos existentes e em seguida passou a ser uma norma para pintura de veículos novos e veículos civis requisitados pelos esforços de defesa das ilhas. Durante esta fase, uma nova orientação complementa as anteriores com relação à camuflagem disruptiva. Já existia a definição de se pintar as faces sujeitas à maior reflexão de luz na cor mais escura, Essa camuflagem já se estendia às laterais “quebrando” as arestas e cantos. Agora também toda linha inferior dos veículos, que inevitavelmente forma uma área escura de sombra é pintada na cor escura que também se estende num padrão irregular pelas faces laterais. Ai foi definido alguns padrões a serem adotados quando se aplicasse as camuflagens. O padrão folhagem, o padrão manchado (Dappled), e o Dry Brush que era obtido exatamente pela concentração de mais ou menos pinceladas com a tinta quase seca (similar a técnica de acabamento utilizada em modelismo). Em 42 estas mudanças estavam consolidadas e definiu-se quatro esquemas de cores tanto para veículos existentes como novos. Mas considerou-se que o Marrom SCC nº 2 substituiria o Khaki Green nº 3 até terminarem os estoques deste último, o que ocorreu em fins daquele ano. Khaki Green nº 3 e Dark Tarmac nº 4 Khaki Green nº 3 e Very Dark Brown SCC1A Brown nº 2 e Dark Tarmac nº 4 Brown nº 2 e Very Dark Brown SCC1A Assim sendo, todos os veículos enviados da Grã Bretanha para operações, como as dos comandos contra a Europa ocupada, e a própria operação TORCH foram empregados nestas combinações de camuflagem. Em 43 intensifica-se a chegada de equipamento dos EUA e Canadá como preparação da invasão da Europa. Os veículos americanos vêm na sua pintura padrão monocromática OLIVE DRAB nº 9, mas os canadenses vêm com pintura básica Khaki Green nº 3 ou na sua maioria Brown nº 2, que posteriormente receberiam as cores escuras. Este detalhe, entretanto, não foi sempre observado resultando em veículos monocromáticos aguardando a invasão ou ainda sendo destinados eventualmente para o Mediterrâneo. De qualquer forma, a observação de se aplicar a cor disruptiva foi largamente a predominante. Nesta época aparece um esquema bem original, que na verdade era uma variação do folhagem onde ao invés de manchas estreitas e longas irregulares se aplicou estes mesmo padrão com templates circulares. Este desenho geralmente feito em Dark Tarmaq nº 4 formava perfis que lembravam as orelhas do Mickey e assim apelidou-se essa variação do “foliage” de Mickey Mouse. Esta pintura, portanto seguia a mesma orientação da “foliagem” quanto à disposição e de se destinar somente a veículos de rodas e “softskin”. Dos quatro esquemas definidos, somente o Brown nº 2 com Dar Tariq nº 4 permanecem em meados de 43 e são aplicados em blindados e softskins regularmente. Nesse período se encontram Churchills Crisaders, Bishops, Tetrachs, Rams, e até Valentines ao lado de AEC’s, Bedfords, e todos os tipos de veículos localmente fabricados. O fluxo crescente de material dos EUA e algumas adaptações que foram feitas localmente obrigaram a o WD revisar este padrão de cor básica para o Olive Drab, ao invés do Marron. Assim, em abril de 44, uma nova diretiva adotava o OLIVE DRAB nº 15 para todos os equipamentos, veículos e materiais dos exércitos britânicos (Commonwealth e aliados sob comando direto britânico), daquela data em diante recebidos como novos, repintados, ou com alterações destinadas a funções específicas e sofrido reequipamento. Isto se estendia a todos os equipamentos americanos retrabalhados pelos britânicos como, por exemplo, tanques Sherman e M10s. Essa determinação apenas excluía as pontes Bailey que permaneceriam marrons para se diferenciarem das americanas. Veículos e equipamentos americanos que não recebessem qualquer retrabalho ou adaptação pelos britânicos seriam mantidos na cor básica original (Olive Drab nº 9). Algumas unidades conservaram o marrom, pois tinham alguma função especial prevista nas operações da operação “Overlord”, como os fuzileiros reais que mantiveram seus blindados e softskins na cor Brown SCC nº 2 monocromático. Ficou definido que as unidades que já tinham seus veículos e blindados no padrão anterior e se encontravam em condição de prontidão para o desembarque, poderiam manter o esquema. O objetivo disso foi aliviar a demanda da nova tinta básica disponibilizando para onde fosse mais necessária de modo mais rápido possível. Apesar de toda esta determinação ter o objetivo de uniformizar os aliados ao padrão americano, este Olive Drab nº 15 britânico apenas parecia igual ao americano, mas não idêntico. Aparentando nitidamente ser mais verde, ao passo que o americano era mais marrom. Quando queimado pelo sol o nº 15 se descoloria destacando mais para o amarelo enquanto o nº 9 tornava-se mais cinza. Essas diferenças deviam-se à velocidade de desenvolvimento da cor e os pigmentos disponíveis diferentes dos americanos. Da Normandia a Berlin Este período considera as preparações finais para o Dia D e segue por todas as campanhas principais do 21º Grupo de Exér- 46

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Revista Hobby News News citos, composto pelo 2º Exército Britânico e 1º Exército Canadense contado com divisões polonesas, belgas, holandesas e da França Livre. Estas tropas participaram de Operação Overlord, da tomada de Caen, da Saída da Normandia, do bolsão de Falaise e seguiram pelo flanco oeste do avanço aliado libertando a costa norte da França. Em setembro de 44 efetuaram a Operação Market Gardem com o XXX corpo britânico avançando rumo à Holanda, porém tal operação sofreu um sério revés devido a ter subestimado as forças inimigas tanto na rota planejada como nas três pontes a serem tomadas que não puderam ser mantidas. Com isso ficou claro que a estrada para Berlin seria bem mais demorada e penosa, o que forçou a se retomar a doutrina de avanço combinado com os grupos de exércitos americanos, numa frente ampla libertando grandes zonas. No inverno de 44-45 as forças britânicas estavam a oeste libertando o sul da Holanda e a leste, no flanco norte do 12º. Grupo de Exércitos Americano entrando na Alemanha, liberando a margem oeste do Reno após a região de Krefeld. A contra ofensiva das Ardenas obrigou a ambos os grupos de exércitos montarem uma série de defesas que resultaram no bolsão do avanço alemão em cujo flanco sul unidades do III exército de Patton acabam por desfechar ataques rápidos e com força, de modo a romper as linhas de suprimento já extremamente longas das unidades alemãs. Essa manobra, liga o entroncamento de rodovias de Bastonge com as linhas de suprimento aliadas e permite um avanço mais longo de unidades americanas rompendo mais linhas de suprimento ao norte . Com isso, todas as forças alemãs perdem completamente sua capacidade de resistir e o bolsão colapsa em todas frentes. Em finais de janeiro de 45, a linha de frente alemã volta à posição inicial em que estava no início desta operação, porém irremediavelmente combalida, devido às perdas enormes de homens, armas e toda sorte de recursos que já escasseavam na Alemanha. Nesta ação, diversas unidades britânicas foram empregadas no flanco norte do bolsão em operações de pinça combinadas com os americanos. Ainda em janeiro de 45, os britânicos lançam a Operação Blackcock para limpar a área do triangulo de Roer. Em seguida o 21º Corpo passa a efetuar a campanha da região do Reno (Rhineland Campaign), que foi executada por uma sequência de operações em conjunto com o 9º Exército Americano. A primeira operação foi a “Veritable” executada pelo 1º Exército Canadense avançando para leste pela floresta Reichswald e depois para o sul, enquanto os americanos faziam o movimento de pinça para o norte em direção a Dusseldorf, Krefeld e Cologne, porém tal avanço foi retardado pelas inundações provocadas pela detruição das barragens do rio Roer. Em 13 de março de 1945, inicia-se a Operação Plunder. O 2º Exército Britânico e o 9º Exército Americano atravessam o Reno em vários locais ao norte do Ruhr, fazendo com que a resistência alemã a oeste rapidamente termine enquanto o 1º Exército Canadense liberta o norte da Holanda. O 2º Exército Britânico ocupa a maioria do noroeste alemão liberando a Dinamarca, e com o 9º Exército Americano cerca o principal contingente alemão, a oeste do Elba, formando o bolsão do Ruhr que acaba por se render aos aliados em 4 de abril. Em seguida as forças alemãs, sistematicamente passam a se vencidas e forçadas a se render em todas as frentes até o Elba, último obstáculo natural que foi transposto em 29 de abril. A primeira semana de maio foi marcada pelo fluxo de alemães em todas as estradas da região vindos solitários, em pequenos grupos e até colunas; a pé ou em todos meios de transporte possíveis, buscando render-se aos aliados e muitos até escapando da perseguição dos soviéticos a leste. Após a rendição formal foram programadas paradas da vitória. Dentre elas, uma foi marcada por um fato bem pitoresco. Os Shermans dos “5th Dragoons Guards” foram limpos e repintados em cinza dos estoques de tinta da marinha alemã em Cuxhaven. Com relação aos esquemas de camuflagens continuou-se aplicando as normas vigentes para todos os veículos novos, enviados em reposição, reformados, etc. que vigoravam imediatamente antes do Dia D. À medida que se efetuava a reposição de equipamentos, mais o Olive Drab nº 15 se tornou presente, isso também porque algumas unidades de Sherman que mantiveram a cor americana receberam novos tanques Comet e Challenger, e estes somente vinham pintados em Olive Drab nº 15. Algumas unidades aplicaram esquemas disruptivos, com Olive Drab nº 15 como cor básica e Dark Tarmaq nº 4, como cor disruptiva. Uma variante interessante era disfarçar o cano mais longo do canhão do FIREFLY com uma pintura branca na parte de baixo de modo a simular com a distância, ser um canhão de 75 mm. Outra camuflagem importante, apesar de não se conhecer uma diretiva oficial para ela, foi a de inverno (44-45). Para melhorar sua defesa inúmeras unidades optaram por aplicar uma demão de branco para reduzir o contraste com o ambiente nevado da Holanda às florestas das Ardenas. O esquema empregado nestes últimos meses da guerra foi o padrão para exército de ocupação da Alemanha e posteriormente conhecido como “British Army of the Rhine (BAOR)”, organizado com unidades do 21º Corpo e que eram responsáveis por guarnecer a zona britânica até o fim da guerra fria nos anos de 1990. Bibliografia: British Army Colors and Disruptive Camouflage in UK, France & NW Europe 1936-45 (M.Starmer) - British Tanks of WWII vols 1 & 2 (D.Fletcher- Concord Pub.Co.) - Wikipedia - Bison Decals (Johan Lexell- www.picasaweb.google.com) 48

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NOME BSC CHIP FS (próximo) Revista Hobby News Combinação cores (Humbrol e Revell) Deep Bronze Green nº 24 (cor única) 24036 6x Humbrol 2 Emerald 1x Humbrol 33 Black 4x Revell 84 Leather Brown 12x Revell 361 Dark Green 5x Revell 360 Green 7x Revell 84 Leather Brown Khaki Green nº 3 / G3 (cor básica) 34031 Dark Green G4 (disruptiva) 37031 8x Revell 361 Olive Green 1x Revell 8 Black Light Green G5 (disruptiva) 34102 Revell 361 Olive Green Very Dark Brown nº 1A (disruptiva) 30045 1x Humbrol 133 Satin Brown 8x Revell 84 Leather Brown 2x Humbrol 33 Black Blue Black nº 14 (disruptiva) 35042 4x Humbrol 33 Black 1x Humbrol 67 Gray ou Revell 09 Anthracite Nobel’s Dark Tarmac nº 4 (disruptiva) 36044 Revell nº 78 Tank Grey SCC nº 2 Basic Brown (Khaki Brown ou Sevice Drab SCC nº 7 Green (apenas em lonas) 30045 5x Revell 86 Olive Brown 6x Revell 84 Leather Brown 34098 5x Humbrol 226 Interior Green 1x Humbrol 33 Black Olive Drab USA nº 9 (cor básica) 34088 ou 34087 1x Humbrol 155 Olive Drab 1x Humbrol 159 Khaki Drab 5x Humbrol 150 Forest Green 5x Humbrol 159 Khaki Drab 2x Humbrol 33 Black Olive Drab SCC nº 15 (cor básica) 34086 50 Obs.: Devido ao processo gráfico, os Chips de cores devem ser usados apenas como referência.

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