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Revista Hobby News A Juliano Redígolo inda durante a Segunda Guerra Mundial, a fim de superar as diversas barreiras criadas por rios durante seu avanço para a Alemanha, o Exército Soviético percebeu a necessidade de um tanque anfíbio. Após o final da guerra, foi dada prioridade ao desenvolvimento de tal veículo. O PT-76 é um tanque anfíbio leve, desenvolvido pela União Soviética, que foi apresentado no início da década de 50 e logo se tornou o tanque de reconhecimento padrão das forças do Pacto de Varsóvia. PT é a abreviação para Tanque Flutuante (Plavayushchiy Tank,) e 76 corresponde ao calibre de sua arma principal: o canhão 76.2 mm D-56T. O PT-76 é utilizado para tarefas de reconhecimento e apoio de artilharia. Seu chassis serviu como base para o desenvolvimento de diversos outros veículos de combate, dentre eles o transporte de tropas BTR-50 e o veículo de defesa antiaéreo ZSU-23 Shilka. Estima-se que cerca de 10.000 unidades foram construídas fazendo do PT-76 um veiculo amplamente exportado para outras nações simpatizantes. No total, mais de 25 países chegaram a utilizar o PT-76 e sua presença foi evidente em diversos conflitos do pós-guerra: Vietnam, Guerra dos Seis Dias e do Yom Kippur. 54

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Fev/Mar - 2010 Montagem O kit é bem simples, com um total de 185 peças distribuídas em quatro árvores, duas pequenas grades de photo-etched (PE), um par de esteiras em vinil e um segmento de corda para simular os cabos de aço. Inicio a montagem pela torre que segue sem maiores problemas. O canhão é apresentado na forma tradicional em duas metades que se alinham. A montagem inclui até mesmo os detalhes do carregador da arma, mas nada mais além disso deixando o interior muito simples (um “convite” para os que amam superdetalhamento e scratch building). Neste momento, optei por deixar a escotilha principal fechada e descartei o uso de figuras na torre. Foram instalados todos os outros detalhes, incluindo o holofote, pote de antena, esteiras sobressalentes e até mesmo o snorkel que dá um charme especial à torre. Um único pormenor com relação à montagem da torre: o canhão é conectado as peças B3 e B4 que devem ser fixadas não permitindo a elevação da arma, o que acaba limitando um pouco as possibilidades de movimento. A montagem do casco também foi bem simples, onde apenas optei por não utilizar as peças A1 e A3 que formam os dutos que sugam a água, deixando o interior do veículo livre e sem comprometer o restante da montagem. Comecei por unir as duas metades do casco (superior e inferior) formando assim um bloco mais resistente para trabalhar. Daí em diante fui agregando outros componentes: braços de suspensão, os pára-lamas, ganchos e demais detalhes deixando apenas as rodas para mais tarde. Nesta etapa foram coladas também as partes que compõem o deck do motor: portas de acesso, alças, tanques de combustível externos, etc. Para representar os cabos de aço acabei optando por utilizar fio de cobre trançado conectado às ponteiras do próprio kit (peças A7). Apesar de mais difícil de manusear, ele tem um aspecto muito melhor do que o cordão fornecido pela Trumpeter, além de ser mais resistente. A frente do casco também tem alguns detalhes interessantes, como o escudo para flutuação e faróis. Seguindo as instruções, a sugestão é que o escudo fique na posição de “descanso” mas não seria nada difícil apresentá-lo na posição de “em uso”, sendo para isso necessário apenas modificar as peças A14 e A23 para a sua posição “extendida”. Observando algumas fotos do veículo em uso, notei que o motorista utiliza o periscópio central totalmente extendido para poder ver “por cima” do escudo de flutuação. Este é mais um detalhe interessante que o modelista pode vir a acrescentar a montagem. Os faróis também são bem representados, a Trumpeter incluiu até as gaiolas de proteção em photo etched e teve até mesmo o cuidado de providenciar gabaritos (que estão na árvore A) para que o modelista dobre as peças corretamente. No entanto, o efeito deixa a desejar, já que as gaiolas no veículo real tem o aspecto cilíndrico o que não é reproduzido com o PE! Neste caso, optei por fazer cada uma das gaiolas utilizando arame e fio de cobre. Após algumas tentativas, fiquei satisfeito com o resultado e as gaiolas foram devidamente instaladas na frente do veículo. Toda a fixação foi feita com cianoacrilato, dando assim mais resistência ao conjunto. Nesta etapa também foram fixados os cabos de aço e as grades do motor, encerrando assim a colagem das peças de metal e também a montagem. 55

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Revista Hobby News PINTURA Depois de terminada a montagem, o modelo foi lavado e preparado para iniciar a pintura. A primeira etapa é aplicar umas duas demãos de primer cinza automotivo, a fim de visualizar possíveis imperfeições e falhas, como também proporcionar uma superfície melhor e mais aderente para a tinta. O cuidado foi especial com as partes metálicas para garantir que fossem devidamente cobertas com primer. Na sequência é feito o que alguns chamam de pré-shadding, ou seja, aplicar alguma tinta escura em todas os recessos e em volta dos detalhes do objeto antes da pintura, para posteriormente realçar o volume e aspecto final do modelo. Gosto muito de utilizar essa técnica para veículos sem camuflagem, devido a sua facilidade de aplicação e resultado final. Então utilizo o aerógrafo e tinta duco preto e vou progressivamente contornando detalhes como escotilhas, grades, arestas, recessos, tampas, etc. Ainda nesta etapa, já são simulados alguns “escorridos” principalmente na frente do casco e na torre além de um sombreamento maior das partes inferiores do modelo. Terminado o pré- shadding, podemos iniciar a pintura propriamente dita. Como cor de base, escolhi o XF-67 NATO Green da Tamiya pelo simples fato de representar bem o verde utilizado tanto pelos soviéticos como pelo pacto de Varsóvia. A escolha da tinta Tamiya também se deve ao fato de sua particular transparência, o que destaca o efeito criado pelo pré-shadding. A tinta é preparada para o uso no aerógrafo, diluída com thinner na proporção 40/60. A primeira demão é focada nas áreas “cinzas” que não receberam o préshadding criando assim áreas de verde puro. A segunda demão é aplicada uma hora depois e de forma geral sobre todo o modelo. Deste modo, as áreas onde foram aplicadas o pré shadding são atenuadas e as áreas de verde puro, realçadas. Uma terceira aplicação é realizada 30 min. depois para uniformizar o visual e a cor. Deixo o modelo secar por 24hs e após este período, utilizando tintas Vallejo Model Color e Panzer Aces, começo a pintura dos detalhes que serão foscos: borracha das rodas, cabos das ferramentas, antena, etc. Também é neste momento que coloco os decais, que são bem simples mas de boa qualidade. No dia seguinte é feita a aplicação do aguado (wash) utilizando tinta óleo preta diluída com aguarrás. O aguado é aplicado de forma localizada sobre as ranhuras e contornos do modelo, realçando as sombras e detalhes do relevo. Qualquer excesso é removido no mesmo instante e as áreas menos destacadas recebem uma nova aplicação de wash, se necessário. Novamente deixo o modelo descansar por 24hs, daí aplico duas demãos de verniz fosco acrilex (spray) para proteger a pintura e os decais. Enquanto o modelo seca, vou preparando as esteiras, que são 56

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Fev/Mar - 2010 bem simples (até demais), mas parecem ser adequadas quando comparadas com fotos de referência. Para a pintura utilizo tintas Vallejo devido a sua maior aderência ao vinil e qualidade de acabamento. A cor base é Track Primer (Panzer Aces 304) que resulta em um tom muito adequado. Depois de algum tempo aplico tinta Gun Metal (Model Color 863) usando a técnica de pincel seco, assim todos os relevos da esteira são realçados, deixando as partes de baixo relevo mais escuras e “sujas”. As esteiras são então instaladas no lugar, devendo o modelista tomar cuidado porque ficam muito tensionadas! Após a colocação, foi necessário aplicar cola cianoacrilato na base das rodas dentadas, para reforçar o conjunto todo. Também usando cianoacrilato, a esteira foi colada sobre as rodas simulando o peso da esteira devido à falta dos roletes de retorno (“marca registrada” dos veículos soviéticos). Continuando com a pintura, agora é a vez dos detalhes brilhantes e metálicos: cabos de aço, pá, picareta, metralhadora coaxial, faróis e holofote. Terminada a pintura, é aplicado o pincel seco sobre todos os cantos e relevos tanto da torre quanto do casco utilizando para isso tinta verde claro Vallejo (Model Color 833). As áreas que mais se destacam são a escotilha principal da torre e o deck do motor devido à grande quantidade de detalhes em alto relevo. Mesmo sendo um tanque-anfíbio, diversas fotos mostram o PT-76 rodando após o desembarque por muito tempo em praias e estradas até chegar a seu objetivo. Decidi que era indispensável simular ao menos um pouco de poeira e outros acúmulos. Primeiro, o modelo todo recebe um spray de tinta Deck Tan Tamiya (XF-55) super diluído (20/80) para simular uma fina camada de poeira, principalmente nas laterais, superfícies horizontais do casco e nas rodas e esteiras. Com o modelo pronto, podem ser aplicados pigmentos Vallejo nas esteiras, rodas e pára-lamas. Os pigmentos são ótimos e de fácil manuseio adicionando ao modelo algumas texturas que não são possíveis apenas com a tinta, seja ela aplicada com pincel ou aerógrafo. Conclusão: A Trumpeter novamente acaba agradando aos modelistas com mais um exemplar pouco conhecido, mas nem por isso menos atraente, utilizado por diversas nações com inúmeras possibilidades de acabamento. De fácil montagem, o modelo surpreende pelo tamanho e quantidade de detalhes, o que vai agradar não só aos iniciantes mas também modelistas mais experientes. 57

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