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Hobby News Con tipo Red éa exis cilin per SãoP Fot

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Fev-Mar de 2003 O começo A Associação Brasileira de Preservação Ferroviária - ABPF foi fundada em 1977 pelo francês Patrick Henri Ferdinand Dollinger , e reúne interessados na preservação e divulgação da história da ferrovia brasileira. Apaixonado por locomotivas a vapor e por ferrovias, Patrick chegou ao Brasil em 1966 e preocupado com o abandono da história ferroviária brasileira, resolveu criar uma entidade de preservação, nos moldes das existentes na Europa e Estados Unidos. As primeiras ações da ABPF, logo após sua fundação, foram voltadas para impedir o sucateamento de locomotivas a vapor e tentar preserva-las. Infelizmente, naquela ocasião, pouco restava dessas antigas locomotivas a vapor, principalmente nas ferrovias do Estado de São Paulo, onde a implantação da eletrificação e da tração Diesel se deu mais rapidamente. Essas ações, movidas pelo idealismo dos sócios, deram resultado positivo. A Rede Ferroviária Federal, sensibilizada com as intenções da ABPF, cedeu em comodato, de uma só vez, 13 locomotivas a vapor para a entidade. O segundo grande passo foi encontrar um trecho ferroviário que pudesse abrigar os materiais ferroviários que seriam conseguidos. Depois de muitas pesquisas foi levantado o trecho que servia à antiga linha tronco da Cia. Mogiana de Estradas de Ferro, entre Anhumas (em Campinas) e Jaguariúna. Depois de gestões junto à Fepasa – Ferrovia Paulista, a ABPF conseguiu a cessão em comodato do trecho, com 24 km de extensão e 5 estações, onde hoje funciona seu Museu Ferroviário Dinâmico denominado “Viação Férrea CampinasJaguariúna”. Locomotiva nº 338 Os tempos heróicos Uma vez obtido o trecho - que estava há vários anos abandonado – a ABPF iniciou um verdadeiro trabalho de desbravamento para desobstruir a linha inteiramente ocupada pelo mato, enquanto era trazido para o local todo o material ferroviário salvo do sucateamento (locomotivas, carros de passageiros e vagões). Em 1984, ainda de maneira incipiente, teve início a operação da ferrovia, que contava com apenas duas locomotivas restauradas em funcionamento e uns poucos carros de passageiros. Todo esse trabalho foi realizado com muita dificuldade. Sem recursos financeiros e contando basicamente com o trabalho voluntário dos associados. Aos poucos, as estações foram recuperadas, a via permanente foi colocada em boas condições operacionais e mais locomotivas, carros e vagões foram se agregando ao acervo da ABPF. nstruída pela Baldwin (EUA) em 1925, do o 4-6-2 (“Pacific”), nº de série 58884, exde Mineira de Viação. Nota: esta locomotiva única de três cilindros de bitola métrica tente no Brasil. A outra locomotiva de três ndros é da bitola de 1,60 m e também tence ao acervo da ABPF em Paulo,Capital. to: Robson dos Santos Souza

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Hobby News Foto: Hermes Yoiti Hinuy Foto: Hermes Yoiti Hinuy Foto: Fernando Picarelli Martins Foto: Fernando Picarelli Martins Foto: Julio Cézar de Paiva Foto: Fernando Picarelli Martins

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Fev-Mar de 2003 Foto: Fernando Picarelli Martins Foto: Fernando Picarelli Martins Outros trechos ferroviários Hoje, a ABPF conta com o maior acervo ferroviário histórico do Brasil e opera, com eficiência, uma ferrovia de 24 km, um enorme “museu a céu aberto”, que recebe cerca de 30 mil turistas por ano para viagens em seus trens, funcionando para visita do público aos sábados, domingos e feriados e, em dias úteis, para excursões fretadas. O Museu Dinâmico da ABPF também é largamente conhecido no exterior, recebendo, constantemente, visitas de turistas estrangeiros e aficcionados pela preservação ferroviária, além de ser utilizado como locação para produções cinematográficas, de telenovelas e de publicidade. Não obstante, a grande mola propulsora da associação é, ainda, a dedicação e o trabalho voluntário de seus associados, que a ela dedicam suas horas de lazer e que são os verdadeiros responsáveis pela manutenção da história viva das ferrovias brasileiras. A ABPF possui, hoje, cerca de 2.000 associados em todo o território nacional e, além da VFCJ, opera ferrovias em Cruzeiro, SP, em São Lourenço, MG, em Rio Negrinho, SC e no Museu da Imigração, em São Paulo, Capital, onde, num pequeno trecho de 300 metros é operada a maior locomotiva a vapor existente no Brasil, a nº 353, (“Pacific”), de bitola de 1,60 m, que pertenceu à E. F. Central do Brasil e tracionava o trem “Cruzeiro do Sul”, entre São Paulo e Rio de Janeiro. Regionais Além de Campinas, sede nacional da associação, existem Regionais em Cruzeiro (SP), São Paulo (SP), Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Em Araraquara (SP) funciona um núcleo regional que, no momento, está implantando um Museu Ferroviário. Foto: Hermes Yoiti Hinuy Foto: Geraldo Godoy Foto: Geraldo Godoy

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