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Revista Hobby News José Luiz Affonso O Aeromodelismo é uma atividade que pode ser praticada como hobby ou como modalidade de competição (em alguns casos até mesmo profissionalmente), mas, antes de tudo, deve proporcionar diversão a seus praticantes, possibilitando até uma enorme gama de conhecimentos aeronáuticos e técnicos. A evolução tecnológica em que o aeromodelismo e outros hobbies vêm passando nos últimos tempos, a cada dia nos surpreende e fascina. Hoje, já temos aeromodelos minúsculos até os gigantes, que se fossem um pouco maiores poderiam transportar uma pessoa; modelos lentos para voos quase pairados até modelos extremamente velozes que facilmente atingem mais de 500km/h. Porém, ao mesmo tempo em que o aeromodelismo proporciona-nos grandes momentos de prazer e descontração, pode causar-nos muitos aborrecimentos com prejuízos e acidentes até mesmo fatais. Infelizmente foi o que aconteceu no último dia 20 de setembro, em Araraquara (SP), quando um aeromodelo treinador Albatroz atingiu na cabeça e matou o aeromodelista Milton Aliberti, de 65 anos, presidente do Clube de Aeromodelismo de Araraquara e proprietário da loja Aeroara Modelismo. Informações passadas pela polícia indicam que outro aeromodelista estava na aproximação final para pouso com o seu modelo, quando Aliberti teria atravessado a pista e sido atingido na cabeça. A batida foi forte e o presidente do clube caiu ferido. Após ser atendido por socorristas do SAMU ainda na pista, não resistiu aos ferimentos e morreu. Normas de Segurança Não apenas o aeromodelismo é um hobby perigoso se praticado sem as devidas cautelas e respeito às normas de segurança. No automodelismo também temos carros velozes que se baterem em uma pessoa podem causar ferimentos graves, além de motores que atingem altas temperaturas e combustíveis inflamáveis e tóxicos. No platimodelismo é normal o manuseio de lâminas afiadas, ferramentas de corte e o uso de líquidos tóxicos e cancerígenos. Como podem ver a prática do hobby/modelismo por mais inocente que pareça esconde perigos causando danos aos seus praticantes e pessoas que os cercam. É importante e indispensável conhecer todos os riscos que a modalidade oferece e seguir rigorosamente as normas de segu- rança indicadas por associações, clubes, literatura e amigos. Manifestamos nossos profundos sentimentos pela perda do Sr. Milton neste lamentável e triste acidente. Que sua Família encontre amparo e carinho neste momento de dor e que sua morte não seja em vão e, sim, sirva para criar uma forte consciência de responsabilidade e segurança para que incidentes como este não mais se repita. Segurança é fundamental! NORMAS DE SEGURANÇA PARA O VOO DOS AEROMODELOS R/C O aeromodelismo não é um esporte perigoso, mas como qualquer outra atividade esportiva pode surgir riscos se não são aplicadas as normais regras de bom senso. Os praticantes sabem que para os aeromodelos não se consegue obter uma total segurança de voo, por isso as normas de segurança servem justamente para reduzir o número de acidentes e, no caso se verifiquem, reduzir as consequências que eventualmente poderiam causar aos pilotos, ao público e ao patrimônio. Nesse sentido é importante divulgar e aplicar as regras básicas que devem ser respeitadas e incrementadas considerando as características das áreas de voo, número de praticantes e outros fatores que podem requerer uma ampliação do quadro de normas. É útil lembrar que as normas de segurança não devem ser consideradas como um obstáculo à prática do aeromodelismo, mas sim como uma linha de comportamento que demonstra que os aeromodelistas são pessoas sábias e responsáveis. Lembramos também que a postura individual em relação às normas de segurança pode influenciar a opinião que espectadores e autoridades têm em relação ao hobby e que cada novo acidente provocado por negligência ou imprudência constitui num obstáculo ao progresso do aeromodelismo rádio controlado. CLASSIFICAÇÃO DAS NORMAS DE SEGURANÇA Vamos classificar as normas em duas categorias distintas: 1 Normas de comportamento, que devem ser respeitadas por todos os que praticam o aeromodelismo R/C, ou seja, todos que controlam um aeromodelo. 2 Normas de organização, que devem ser respeitadas por clubes e associações, organizadores de encontros, competições, e eventos abertos ao público. 16

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Revista Hobby News 1 - NORMAS DE COMPORTAMENTO 1.1 - Todos os aeromodelos a. Devem ser construídos para garantir segurança em normais condições de voo, devem ser controlados escrupulosamente os movimentos e fixação das superfícies de comando e mecanismos de comando (leme, ailerons, servos, etc.); b. Os aeromodelos devem ser checados antes do primeiro voo e sempre depois de uma aterrissagem pesada, verificando que os motores estejam bem fixados e os dispositivos de comando funcionando regularmente; c. As partes anteriores as hélices de qualquer modelo (spinner, porcas, etc.) têm que ser arredondadas (raio não inferior a 4 mm). O bico dos planadores deve ter um raio de curvatura não inferior a 7,5mm; d. Não se devem usar hélices de metal ou hélices danificadas. Evitar que pessoas fiquem perto das hélices em movimento, acima de tudo verificar que ninguém esteja na direção do plano de rotação (hélices ou rotores de helicópteros) porque uma ruptura pode projetar as pás com violência devido a elevada força centrífuga; e. Não voar nas proximidades de cabos de alta tensão, redes telefônicas, etc.; f. Não voar em condições precárias de luz. 1.2 - Aeromodelos rádio controlados a. Antes de voar em uma área não conhecida verificar a existência de interferências no local; b. Antes de voar junto com outros aeromodelistas verificar sempre as freqüências em uso. Caso exista alguma dúvida não ligar o rádio para verificar. É de bom hábito deixar o próprio rádio em local protegido ou no quadro de freqüências, justamente para evitar que seja ligado acidentalmente; c. Com um novo modelo ou com rádio-controle novos ou consertados é aconselhável verificar os comandos antes do voo e a transmissão do rádio; d. Antes de cada voo, os comandos devem ser verificados com motor parado e com motor na máxima rotação; e. Aeromodelistas principiantes não devem voar sem a presença de um instrutor quando existir público assistindo e mesmo na ausência de público é recomendável que aeromodelistas iniciantes sejam apoiados e observados por aeromodelistas mais experientes; f. A decolagem não deve ser feita na direção dos espectadores e das áreas de estacionamento; a curva depois da decolagem deve ser feita sempre na direção oposta ao público a aos obstáculos (estacionamentos, casas, etc.); g. O voo e as acrobacias devem ser efetuadas a uma distância de segurança do público e áreas de estacionamento; h. Evitar sobrevoar o público durante a aterrissagem, em caso de necessidade manter a altitude mínima de segurança; i. Como regra geral seria oportuna que os aeromodelos voassem a uma altitude máxima de aproximadamente 120 m. e não ultrapassassem a altitude de 300 m. em relação à pista; j. Caso se verifique qualquer sinal de ineficiência ou a perda de alguma parte não prevista do aeromodelo, é preciso reduzir imediatamente os giros do motor e aterrissar assim que for possível; k. O aeromodelo, na maioria das vezes, é fruto de dedicação e muitas horas de trabalho, mas a segurança das pessoas tem sempre um valor mais elevado. Por isso, se a tentativa extrema de salvar o aeromodelo em condições precárias de voo puder colocar em risco o público ou outros aeromodelistas, é preferível perder o modelo; l. Não distrair os pilotos, principalmente na decolagem e aterrissagem. 2 - NORMAS DE ORGANIZAÇÃO As normas que seguirão foram elaboradas para fornecer um guia aos organizadores e participantes de eventos, elas ajudarão a melhorar a segurança do público e participantes. Como as categorias do aeromodelismo são várias, existe uma regulamentação para cada uma delas, ou seja, as normas que devem ser adotadas para uma competição de pilon racing, não se aplicam necessariamente a uma prova de planadores. Portanto nos limitaremos a evidenciar os pontos salientes que melhoram as condições de segurança em relação ao aeromodelismo R/C em geral, deixando ao bom senso e às instituições qualificadas, os regulamentos necessários para cada categoria. 2.1 – Regras gerais a. Controle de rádios eficiente e penalidades para quem usar os equipamentos sem autorização; b. Possibilidade da direção de proibir o voo de aeromodelos considerados perigosos ou que sejam pilotados de forma perigosa; c. Proibição de efetuar manobras acrobáticas ou voos em velocidade elevada em áreas predeterminadas, com penalidades para quem infringir as normas; d. Os organizadores devem controlar que estejam sendo aplicadas as regras de comportamento como no parágrafo 1. 2.2 – Organização a. Deve ser nomeada uma pessoa que se responsabilize pela segurança e pelo cumprimento das normas; b. Avaliar a área onde se deve realizar o evento e planejamento da colocação do público e estacionamentos que não podem ser sobrevoadas pelos aeromodelos; c. A pista deve ser suficientemente grande para os aeromodelos que participarão do evento e livre de impedimentos nas cabeceiras. Caso haja algum obstáculo, é necessário realizar um brefing com os pilotos e padronizar decolagens e aterrissagens para manter as margens de segurança; d. Dentro de 150 m. das cabeceiras, não deve haver espectadores ou veículos estacionados; e. Deve ser reservada uma área delimitada para o público paralelamente à linha de decolagem e aterrissagem e de um só lado da área de voo; f. Em nenhum caso devem ser praticadas decolagens e/ou pousos na direção dos espectadores ou áreas de estacionamento dos veículos; g. Não se pode praticar aeromodelismo nas proximidades de aeroportos (5 Km) sem a prévia autorização; h. Deve-se padronizar um ou mais sinais sonoros para alertar outros aeromodelistas na pista sobre decolagens, pousos e entradas na pista. 2.3 – Direção do Evento a. Os organizadores devem, preferivelmente, ser aeromodelistas experientes e conhecer as características dos modelos envolvidos no evento; b. O diretor do evento deve ser o responsável pela anulação ou suspensão do mesmo caso não existam as condições de segurança necessárias; c. A direção tem que verificar que o encarregado da segurança cumpra as funções de sua competência; d. Se durante o evento surgir a suspeita de interferências externas, os voos devem ser suspensos até a identificação da fonte ou eliminação da mesma; e. Fica a critério da direção suspender os voos se a velocidade do vento superar os 25 nós (46 km/h) ou se a visibilidade for inferior a 500 m; f. É importante que as normas de segurança sejam apresentadas antecipadamente, através de relatório, aos participantes. Tais disposições devem ser confirmadas e eventualmente esclarecidas no dia do evento, antes da sessão de voos. 18

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