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Revista Hobby Revista HobbyNews News V amos conhecer um pouco sobre a Madeira Balsa, essa “companheira” que nos cerca a todo o momento proporcionando-nos agradáveis momentos de lazer. José Luiz Affonso Sua Classificação Científica: O pau-de-balsa pertence à família da Sumaúma, Bombacácea. Está classificado no gênero Ochroma Pyramidale, espécie O. Iagopus. É a mais leve madeira de uso comercial que existe e é produzida pelo paude-balsa, também chamado pau-de-jangada ou pata-de-lebre, ou simplesmente balsa. A palavra pau-de-balsa é derivada do nome da embarcação chamada balsa. As populações dos países tropicais usam seu tronco para construir balsas e jangadas. Existem outros quatro tipos de madeira mais leves, porém a balsa é a que melhor combina resistência com baixa densidade e apresenta pouco peso com relação ao volume. Seu crescimento é rápido, atinge cerca de 4 metros já no primeiro ano de plantio e 18 a 30 metros de altura entre os seis e os dez anos. Por ter uma estrutura muito porosa, a absorção de água é muito grande pela árvore, o que a torna uma madeira muito pesada na ocasião do corte. Em seguida, a balsa passa por um processo de secagem que dura, em média, 10 dias e só após esse processo é que ela adquire sua principal característica de leveza. 32

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Jun/Jul - 2009 Os tipos mais leves pesam cerca de 48kg/m³. Isto equivale a um terço do peso da cortiça. As espécies mais pesadas de paude-balsa pesam cerca de 320kg/m³. A balsa é leve porque o ar ocupa suas células quando a madeira seca. E estas mesmas células ocas é que proporcionam uma colagem perfeita e resistente entre dois pedaços de balsa fazendo com que a cola penetre melhor na madeira. Grandes quantidades de balsa são cortadas no Equador; mas o maior produtor mundial é a Costa Rica, cuja produção pode ser encontrada do sul do México, ao norte da Venezuela e ao longo da costa oeste da América do Sul até a Bolívia. Nomes populares: Balsa (na América Latina em geral), Corcho (México), Gatillo (Nicarágua), Enea, Pung (Costa Rica), Lana (Panamá), Palo de balsa (Peru), Tami (Bolívia). No Brasil, sua produção concentra-se em Rondônia, Moto Grosso e Mato Grosso do Sul, onde existem projetos especiais de plantação da espécie e reflorestamento. As propriedades da madeira de balsa são muito parecidas com as da cortiça. É muito utilizada comercialmente pelas suas qualidades isolantes contra calor ou frio, por sua alta capacidade de flutuar sobre a água e no enfraquecimento de som ou vibrações mecânicas. É intensamente usada na produção de brinquedos, na construção de maquetes, aeromodelos, casco de embarcações, pranchas de surf, carrocerias de caminhão, como isolante térmico em câmaras frigoríficas, barcos salva-vidas, bóias, etc. Os registros mais antigos da utilização da balsa no aeromodelismo datam de 1920, mas seu uso difundiu-se pelo mundo após a 2ª Guerra Mundial, tornando-se um dos principais componentes dos aeromodelos e, sendo responsável – ao longo de décadas - Mostruario madeira balsa da Casa Aerobras Plantação Balsatre Utilização da Balsa em Aeromodelos TIPO Muito Macia Densidade Kg/cm³ abaixo de 6 Utilização Em eromodelos para interiores (indoors), planadores lançados a mão, blocos para utilização em todos os tipos de construção sólida não estrutural (não sujeito a esforços), etc. Em blocos escavados e esculpidos (cabines falsas, pontas de asas, dorso de fuselagens, etc.) bordos de ataque e de fuga de asas e empenagens, asas e estabilizadores não armados, chapeamento de asas e fuselagens, varetas triangulares para permitir arredondamento de cantos de fuselagens, etc. Em bordos de ataque e de fuga de asas de aeromodelos mais pesados, fuselagens chapeadas, asas e empenagens de planadores lançados a mãoa, chapeamento em gerala, nervuras de asas, etc. Em longarinas não estruturais de fuselagens e asas, bordos de fuga armado de asas e empenagens, asas não armadas de modelos VCC, longarinas de asas de modelos mais pesados, travessas de fuselagens armadas com varetas, atc. Em longarinas de fuselagens armadas com varetas, bordos de fuga não armados (sólidos) de asas e empenagens com pequenas seções, longarinas de asas com grande largura e pequena espessura, etc. Em longarinas de fuselagem de pequenos aeromodelos, longarinas auxiliares de asas, etc. Em longarinas multiplas de asas feitas com varetas de pequena seção, blocos de nariz , reforço de borodo de ataque de asas de planadores lançados a mão, etc. Macia 6a8 Meia-média 8a9 Média 9 a 10 Meia-dura Dura Muito Dura 10 a 12 14 a 15 acima de 15 Observação: São considerados “mais pesados” os aeromodelos com mais de 1,5m de envergadura 33

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Revista Hobby News pelo desenvolvimento da modalidade. Somente há poucos anos, outros materiais foram descobertos ou o desenvolvimento tecnológico possibilitou a aplicação de novos materiais ao aeromodelismo, como: fibra de carbono, isopor, kevlar, fibra de vidro. Apesar destes materiais cada dia estarem mais presentes no hobby/modelismo, em geral, a madeira balsa continuará indispensável ainda por muitos anos. Suas qualidades são insuperáveis e dificilmente serão superadas. Um tronco de balsa fornece vários tipos de madeira, com resistências e aplicações diferentes, dependendo de seu corte que segue os veios (em inglês “grain”) do tronco. Os cortes recebem três classificações: Tipo A, B e C. terísticas dos outros dois cortes. São boas para chapeamento de bordos de fuga, nervuras, cavernas, longarinas e bordos de ataque. Também deve ser utilizada na construção de fuselagens de vareta (treliçadas) e para a fuselagem de planadores de lançamento manual. Cortes Tipo A (A grain) – Corte Transversal: Apresentam veios bem curtos e reunidos em grupos espaçados, que aparecem em intervalos regulares no sentido perpendicular às fibras de madeira (causadas pelo raio do tronco, que afloram à superfície em ângulos retos) e são extremamente rígidas e pouco flexíveis e racham com facilidade. Bem utilizada, permite uma construção rígida e leve. Usa-se para estabilizadores, asa de chapa maciça, nervuras, cavernas, etc., onde há necessidade de rigidez. Corte Tipo C (C grain) – Corte Paralelo: Esta madeira caracteriza-se por apresentar veios (linhas) longos e curvar-se com facilidade. São boas para chapeamento de estruturas curvas ou abauladas. Utiliza-se para chapear bordos de ataque, revestir asas de isopor e partes arredondadas da fuselagem, blocos de ponta de asa e de topo da fuselagem (geralmente escavados) e para outros lugares que exijam curvaturas ou blocos de grande volume. Não é utilizada para superfícies de comando (estabilizadores, flaps, ailerons), cavernas de fuselagem, nervuras da asa, porque sua grande flexibilidade torna-a propensa a deformações. A densidade da balsa está diretamente relacionada com sua resistência e dureza. Quanto mais pesada, mais dura e resistente. Isso significa que o modelista deve ser bastante criterioso na seleção da madeira, utilizando a mais densa (mais pesada), onde há concentração de esforços, como por exemplo: nas longarinas das asas, e utilizando madeira mais macia e leve em partes menos compromissadas, como no chapeamento inferior, dorso de fuselagens, pontas de asas, etc. Neste artigo apresentamos uma tabela que fornece um roteiro para utilização da balsa em estruturas de aeromodelos, de acordo com sua densidade e dureza. Cortes Tipo B (B grain) - Corte Tangencial ou Aleatório: Apresenta veios longos e curtos intercalados. É uma configuração média entre o “A” (dura) e o “C” (flexível). São chapas muito utilizadas pelos modelistas porque combinam as carac- 34

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