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Revista Hobby News Agora sim você vai aprender a pilotar helicópteros! Conheça esta maravilha que vem pronta para voar por um preço inacreditável! Foto: Heli-Max Ryan White e Vicente Nápoli Em meados do século 16, Leonardo Da Vinci fez o esboço de um aparelho voador que inspirou a criação dos modernos helicópteros. Assim como toda grande idéia, ela levou algum tempo para decolar (literalmente). Várias pessoas de diversas nacionalidades se dedicaram ao seu aperfeiçoamento ao longo dos séculos. Considerando todos esses esforços, eu fico, inclusive, um pouco constrangido com a tamanha facilidade com que nós, entusiastas do RC, podemos hoje pilotar um micro helicóptero tão bom e tão barato quanto o Axe CX. Fico a pensar o que sentiria Da Vinci se soubesse quanto desenvolvimento científico e tecnológico foi necessário para que sua idéia original pudesse evoluir até este pequeno aparelho que eu faço voar dentro de casa em um dia frio de inverno ou chuvoso de verão. A Heli-Max fez um excelente trabalho para conseguir um helicóptero tão fácil de pilotar pelos novatos quanto interessante aos mais experientes, sem a necessidade daquele cerimonial cansativo e complexo de ajuste de uma infinidade de parâmetros e configurações de voo. Para um Axe CX sair voando da caixa, ele vai precisar somente de oito pilhas de tamanhos AA comuns, não recarregáveis, para o transmissor de RC que vem no kit. De resto, o helicóptero está pronto e totalmente montado para voar, com bateria de bordo de duas células de polímero de lítio (LiPo) e seu recarregador. Eu gosto sempre de dizer que tudo o que voa deve ser tratado com o devido respeito. Precauções de segurança são indispensáveis quando se mexe com aeromodelos RC, sejam aviões ou helicópteros. Por ser pequeno e muito simples, o Axe CX tem cara de brinquedo, mas requer cuidados. Considere que ele voa em áreas apertadas e nela faz girar em alta rotação as pás dos seus dois rotores coaxiais. A tela plana de sua TV de LCD vai para o beleléu se levar uma lambada dessas pás! Por isso, mantenhao a uma certa distância de você, de outras pessoas, móveis ou aparelhos eletrônicos. Faça seus primeiros voos em áreas mais 22 espaçosas até ficar bem familiarizado com o modo como o helicóptero se comporta e com os macetes da pilotagem. É muito fácil aprender! Antes de ligar o transmissor, assegure-se de que não haja por perto ninguém usando a mesma frequência de RC (lembre-se de que é um FM, que chega ao Brasil ajustado para operar em um dos 50 canais de 72 MHz). O meu Axe CX fica guardado no armário da cozinha, de modo que ele está sempre disponível quando tenho vontade de voar. Não há nada melhor do que ele para quem deseja começar a voar helicópteros, pois é pilotado com os mesmos quatro comandos de um equipamento sofisticado: acelerador (subida e descida); leme (guinada); avanço e recuo; rolagem (para os lados – o equivalente dos ailerons em um avião). O Axe CX é incrivelmente estável e obediente mesmo para quem não tem nenhuma experiência com helicópteros. Obviamente, as primeiras tentativas exigem alguma paciência, mas em pouco tempo você pega o jeito! Aliás, para um novato em helicópteros, é muito mais interessante dar os primeiros passos com o Axe CX do que com um simulador! Afinal, o mais importante nas primeiras etapas do aprendizado é a coordenação dos movimentos de comando e, para isso, a “realidade real” do helicóptero no espaço tridimensional é muito mais perceptível e interativo que a realidade virtual em duas dimensões na tela do computador. Eu afastei os móveis da sala para os meus primeiros voos, mas logo fui capaz de passear pela casa inteira conduzindo o Axe CX! Ligue primeiro o transmissor. Depois, conecte a bateria de bordo e deixe o helicóptero totalmente imóvel por cerca de dez segundos sem mexer nos comandos do transmissor, para que o

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Jun/Jul - 2009 sistema eletrônico de equilíbrio estabeleça dentro dele um referencial de estabilidade. Uma luz verde na placa eletrônica a bordo fica piscando enquanto ele faz esse auto-ajuste. Quando ela para de piscar, você pode voar. Empurre suavemente para frente o stick do acelerador. As pás dos rotores coaxiais começam a girar ronronando como um gato e os esquis flutuam acima do chão. Com um pouquinho mais de motor o Axe CX sobe na vertical. Se houver alguma tendência de ele girar a cauda ou escorregar para frente, para trás ou para os lados, faça as correções necessárias com os botões de trimagem no transmissor que correspondem a esses comandos. Bem ajustado, se não houver vento ou corrente de ar, o helicóptero se manterá no lugar em voo pairado (hovering) estável. Experimente, então, sentir como ele reage aos demais comandos. É bem equilibrada a relação entre a quantidade de controle aplicado nos sticks do rádio e as respostadas do Axe CX. Contudo, mesmo pequeno, ele tem uma massa de inércia que obriga o piloto a pensar e reagir com antecedência para seguir nas trajetórias desejadas e evitar choques com obstáculos. Este é o aspecto mais divertido do aprendizado e o que oferece mais satisfação. Os progressos acontecem muito rapidamente e todos os macetes serão utilíssimos mais tarde se você quiser pilotar helicópteros sofisticados e de alta performance. No meu caso, sempre que o Axe CX parecia se mover mais depressa do que meus dedos de novato podiam controlar, eu simplesmente o colocava em hovering estável para recuperar o controle da situação. Muito fácil! Vocês não fazem idéia de como esse pequenino me ajudou a aprender a pilotar helicópteros! O Axe CX é uma réplica em escala reduzida do famoso Schweizer 300, projeto básico originalmente introduzido em 1964 pela Hughes, dos EUA, para servir como helicóptero de treinamento e aplicações agrícolas. A partir de fevereiro de 2009, a Schweizer Aircraft Corporation vendeu o desenho para a Sikorsky Global Helicopters, que passou a produzi-lo com a sigla S-300C. Em todas as suas versões, mais de 2800 aparelhos foram construídos. Foto: wikipedia.com.br Foto: wikipedia.com.br Atenção com as baterias de lítio! Siga à risca todas as recomendações sobre como proceder para recarregar, manter e guardar a bateria de LiPo. Pode ser tentador deixá-la carregando ou esquecê-la em cima de um monte de papéis na mesa do escritório, mas não faça isso! Tanto durante a recarga quanto no período em que ela fica guardada, deixe-a sobre um pires de vidro ou louça ou dentro de um recipiente a prova de fogo. É importante levar isto muito a sério. As baterias de LiPo têm cerca de três vezes mais capacidade de carga do que as tradicionais de níquel e cádmio (NiCd) e níquel-hidretometálicas (NiMH), mas não são tão seguras. Estas, quando se estragam simplesmente deixam de funcionar e não armazenam carga. As de LiPo, quando se estragam, explodem ou pegam fogo. Então, use apenas o recarregador especial que vem no kit do Axe CX e retire-o da tomada quando sua luz vermelha fica verde. Nunca deixe uma bateria de lítio sozinha durante a recarga. Preste atenção nela! Se notar aquecimento em demasia, desligue imediatamente o recarregador. 23 Foto: RC Universe

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Revista Hobby News DICAS DE REGULAGEM Servos – As hastes de controle vêm da fábrica conectadas ao furo intermediário das alavancas dos servos (foto 1). Há quem prefira conectar as hastes nos furos mais externos das alavancas (foto 2). Desse modo, os controles ficam mais sensíveis, o que diminui a amplitude dos movimentos que se devem fazer com os sticks do rádio. É uma questão de gosto. Duração do voo – A bateria de LiPo que vem da fábrica, de 500 mAh, pode ser substituída por uma de 800 mAh ou mais, desde que com as mesmas dimensões para que se encaixe perfeitamente no suporte e se mantenha no CG do helicóptero. Isso permite quase o dobro de tempo de voo – ou mais, a depender da capacidade da bateria. (V.N.) Foto: Heli-Max Foto: Vicente Nápoli Giro – Como qualquer helicóptero RC moderno, o Axe-CX tem um giroscópio piezelétrico – ou simplesmente giro, como se diz – para lhe dar mais estabilidade. É um dispositivo eletrônico que, quando o piloto não atua, sente os movimentos do aparelho e, em resposta, impõe comandos que o neutralize em busca da estabilidade. Um giro suficientemente sensível e bem regulado deve permitir, em princípio, que o helicóptero paire absolutamente estável se o piloto não lhe der nenhum comando em um ambiente sem vento. A sensibilidade do giro do Axe-CX pode ser regulada, assim como pode ser ajustado para compensar alguma tendência adversa. Veja como: Na placa do circuito, do lado esquerdo, há dois parafusos Philips (foto). O da frente regula a sensibilidade do giro (no sentido horário, mais sensibilidade; no sentido anti-horário, menos sensibilidade). Quanto mais sensível, melhor, mas até um limite. Sensível demais, o giro vai impor comandos em demasia e o helicóptero tenderá a parecer fora de controle pelo piloto. Se você não estiver satisfeito com a regulagem que veio da fábrica, faça ajustes de pouco em pouco em diversas etapas até achar o ponto que lhe é mais confortável. O parafuso de trás regula a mixagem dos dois rotores coaxiais de modo que eles girem com a mesma rotação quando o piloto não impõe comando de guinada (leme). Ou seja, este parafuso faz a trimagem do leme (no sentido horário, o nariz aponta para a direita; no anti-horário, o nariz aponta para a esquerda). Se você sentir que o Axe-CX tende a girar a cauda para um lado ou outro ao acelerar os rotores, faça aí também ajustes de pouco em pouco até o ponto de estabilidade, em que os rotores giram com a mesma rotação quando não há comando de leme imposto pelo piloto. Importante: Os botões de trimagem do rádio devem ficar em suas posições neutras enquanto se fazem os ajustes. CARACTERÍSTICAS Tipo: micro helicóptero com rotores coaxiais, para iniciantes Motorização: dois motores elétricos Voo: em ambiente fechado sem correntes de ar ou, se aberto, sem vento Diâmetro das pás: 27,00 cm Comprimento: 27,50 cm Altura: 15,00 cm Peso com bateria: 121 g Sistema de RC: transmissor FM em 72 MHz Conteúdo do kit: vem com transmissor FM de 4 canais, com funções de trimagem (ajuste fino dos controles), bateria de bordo de LiPo (2 células, 7,4 V e 500 mAh), recarregador especial, canopy realístico do tipo bolha (6 opções de cores). Duração do voo: 5 a 6 minutos em locais a uma altitude média de 1.500 m acima do nível do mar; 10 a 12 minutos no nível do mar ou pouco acima. Distribuidor no Brasil: www.aeromodelli.com.br Foto: RC Universe Foto: Sônia Mesquita Foto: Vicente Nápoli (*) Reportagem de Ryan White (Heli Pilot, nº 61, volume 1, 2009); tradução e edição de Vicente Nápoli. 24

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