aeromodelos

 

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Revista Hobby News José Luiz Affonso A eromodelos, como o próprio nome já diz, são aviões em escala reduzida (em miniaturas), mas não por isso são menos complexos e técnicos que os em tamanho natural – escala cheia - ou 1:1. As partes que compõem um aeromodelo, mesmo os mais simples, são iguais as dos aviões reais e o mesmo se aplica para os princípios de voo, ou seja: estrutura, motorização e aerodinâmica. Um avião, ou aeromodelo, é uma aeronave mais pesada que o ar e que se sustenta por meios próprios. Pode possuir um ou mais planos de asa fixas em relação ao corpo da aeronave, ou seja, que dependem do movimento do veículo como um todo para gerar sustentação. Essa definição de asa fixa também se aplica aos que possuem asas dobráveis, pois estas também só geram sustentação ao se deslocar todo o veículo. Duas características comuns a todos os aviões e aeromodelos são a necessidade de um fluxo constante de ar pelas asas para a sustentação da aeronave, e a necessidade de uma área plana e livre de obstáculos onde eles possam alcançar a velocidade necessária para decolar e alçar voo, ou diminuí-la, no caso de uma operação de pouso. Enquanto a grande maioria dos aviões e aeromodelos pousa e decola em terra, alguns são capazes de fazer o mesmo em água e outros até mesmo sobre superfícies congeladas. Componentes básicos Seja um pequeno Piper ou gigantesco C-5 Galaxy, em tamanho real ou em escala (aeromodelo), qualquer avião possui características em comum: Partes fixas Asa(s): o que parece ser um par de asas é, na verdade, uma estrutura única rigidamente conectada com a fuselagem da aeronave. Os aviões e aeromodelos podem ser monoplanos (uma asa), biplanos (duas asas) ou triplanos (três asas). A maioria dos aviões é do tipo monoplano, com uma asa e um elevador atuando na sustentação e manobrabilidade. Veja os vários tipos de asas existentes, elas estão em ordem cronológica de desenvolvimento, no quadro da pagina 13. Fuselagem ou Corpo Principal: é a camada de proteção exterior de uma estrutura. O nome vem da palavra francesa “fuselé”, que significa forma aerodinâmica. Existem dois tipos principais de fuselagens: de casco ou de viga armada. A fuselagem de viga armada, normalmente usada no aeromodelismo, é usada em aviões leves. Consiste em uma estrutura de tubos de aço soldados ou rebitados, ou encaixados entre si em séries de quadros ou triângulos. Os tubos que correm ao longo da fuselagem são as longarinas. As ligações entre as longarinas chamam-se tirantes. As cérceas e as réguas dão a forma aerodinâmica à fuselagem. O cavername ganha então forma com o revestimento final externo, que pode ser de alumínio, de magnésio, plástico moldado ou fibra de vidro. Se for de tela, o revestimento é pintado com dope para endurecer e impermeabilizar. No aeromodelismo todo o cavername é feito geralmente em Madeira Balsa – uma madeira fácil de esculpir por ser mole, porém muito resistente e leve (veja Hobby News – edição nº 65). 12

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Dez/Jan - 2009/10 res. No leme podem ser localizados na parte mais baixa do mesmo, mais junto ao charuto (fuselagem). Estabilizador horizontal ou empenagem horizontal: é um aerofólio de perfil simétrico que está localizado na cauda da aeronave, contrabalanceando a instabilidade da asa (que é gerada pela sustentação) para que a aeronave possa manter uma atitude em voo suficiente para poder subir e/ou voar em uma altitude de cruzeiro e descer. Assim como o estabilizador vertical, é uma superfície vital na aeronave para que ela possa ser “voável”. Em algumas aeronaves de grande velocidade (alguns “jatos” comerciais ou turbo-hélices), o mesmo serve como compensador, sendo chamado também de stab trim, ou simplesmente trim. Estabilizador vertical ou empenagem vertical: é um aerofólio de perfil simétrico, que tem como finalidade evitar que a aeronave glisse ou derrape durante uma curva (embora sozinho não seja capaz de evitar que esses efeitos ocorram), além de ser suporte do leme direcional, responsável pela guinada. Flaps: É um dispositivo hipersustentador. Mudam o perfil da asa do avião, ajudando na sustentabilidade e no controle da velocidade da aeronave no ar, ambas em operações de baixa velocidade - especialmente importantes nas operações de pouso e Alguns modelos Giant (gigantes) usam alumínio em suas estruturas internas. Já o revestimento final, no aeromodelismo, normalmente é feito com um filme de poliéster muito fino e termo-contrátil. Motor: (grupo moto propulsor) que serve para o empuxo da aeronave tanto no solo quanto no ar. Um motor pode ser uma turbina a jato (motor a reação), um turbo-hélice ou a pistão. O(s) motor(es) pode(m) estar localizados sob ou sobre as asas e/ou na parte traseira ou frontal da fuselagem. Partes móveis Ailerons: estão localizados na asa da aeronave. Atuam sempre ao mesmo tempo, mas em direção inversa, alterando a sustentação nas pontas da asa para que assim o avião possa rolar em torno do seu eixo longitudinal (bancagem). Compensadores: superfícies que têm como finalidade diminuir a força necessária a ser exercida pelo piloto durante as manobras de rolagem (bancagem), guinada e picadas/cabradas, assim como neutralizar a tendência de movimento da aeronave (como por exemplo, na perda de um dos motores). Normalmente são pequenas aletas na parte mais interna dos ailerons e profundo- 13

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Revista Hobby News decolagem. Atualmente, os mais utilizados são os flaps “Fowler” que além de ampliar a curvatura e a área da asa aumentam assim a sustentação. Leme de direção: na maioria dos aviões situa-se na empenagem vertical e é uma parte móvel da aeronave que permite que a mesma gire em torno de seu eixo vertical (guinada). Leme de profundidade: estão localizados na empenagem horizontal. A função do leme de profundidade é de basicamente alterar a estabilidade da asa para que a aeronave possa rolar em torno do eixo transversal (subir — termo técnico: cabrar — e baixar o nariz — termo técnico: picar). Slats: é um dispositivo de hipersustentação auxiliar, que nada mais é do que uma porção do próprio bordo de ataque (parte frontal) da asa que se desloca à frente para permitir a passagem de ar da parte inferior (intradorso) para a parte superior (extradorso) pela fenda ali formada, melhorando assim o escoamento do ar em elevados ângulos de ataque e retardando o descolamento da camada limite. Trens de pouso: permitem que o avião transite em solo, gelo ou água (no caso dos hidroaviões) e podem ser retráteis ou fixos. Tipos de fuselagens: (Desenho tabela abaixo) 1 2 3 4 5 6 para voo subsônico para voo supersônico para voo subsônico e grande capacidade de carga para voo supersônico e alta capacidade de manobra Hidroavião para voo hipersônico. Ailerons, Leme de direção, Leme de profundidade e Trem de pouso são partes móveis indispensáveis para qualquer tipo de avião seja na escala cheia (1:1) ou nos aeromodelos, as demais são utilizadas dependendo do projeto, utilização, tamanho e desempenho desejado do avião. Em nossa próxima edição vamos desvendar os mistérios da Aerodinâmica. Até lá! 14

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