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Revista Hobby News Guilherme Perdomo de Castro O Ateliê Yakovlev chamou para si a responsabilidade de atender a solicitação da Força Aérea Soviética para a construção de um interceptador de longo raio de ação para defender os céus da URSS. As especificações de um aparelho biplace, bimotor, podendo também ser convertido em avião de reconhecimento, foram ordens emanadas do próprio Stalin em 6 de agosto de 1951. O protótipo, designado Yak 120, realizou o primeiro voo em 19 de julho de 1952, impulsionado pelas novas turbinas Mikulin AM-5. Os trens de pouso eram do tipo “bicicleta”, inspirado no Boeing B-47 americano, que permitia uma fuselagem limpa para transportar um volume maior de combustível, permitindo um raio de ação de 2700 km, a uma velocidade máxima de 1105 km/h. O enorme nariz do Yak 25 permitia a acomodação do radar “sokol”. Seu armamento era composto de dois poderosos canhões NL-37L de 37 mm, com salvas de 50 projéteis cada. Logo o radar “Sokol” revelouse problemático, sendo substituído pelo modelo RP-1D “Izumrud”. Depois de todos os problemas resolvidos, durante o show aéreo no aeroporto de Tushino, em julho de 1955 o Yak 25 foi apresentado ao mundo, sendo uma surpresa aos observadores militares, já que o projeto (como tantos outros na época) foi desenvolvido no mais absoluto sigilo, recebendo a designação da OTAN como Flashlight-A. Com o passar do tempo, novas e mais possantes turbinas foram instaladas e a capacidade de combustível aumentada. À partir de 1957, por seu desempenho e carisma junto aos pilotos soviéticos, vários Yak 25M foram otimizados para transporte de mísseis ar-ar como parte de seu armamento defensivo. Robusto e confiável, outras variantes surgiram, como o tipo Yak 25RV - Razvedchick Vysotny ou reconhecimento de elevada altitude - sendo que o último modelo deste impressionante avião só foi retirado de serviço em 1974, estando vários deles preservados em museus e monumentos na Rússia. O YAK 25M da AMODEL A empresa polonesa Amodel é pouco conhecida dos plastimodelistas brasileiros. Em sua extensa lista de produtos, estão verdadeiras joias da aviação militar mundial, que infelizmente, não são produzidas pelas tradicionais marcas do mercado. Com o código 72143, o kit do Yak 25M na escala 1/72, é composto de 69 peças (sendo uma transparente), na cor cinza claro, em baixo relevo. O manual de instruções é muito básico e peca em não ser muito explicativo na parte referente à montagem dos trens de pouso. Os decais são bastante satisfatórios. 58

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Fev/Mar - 2011 MONTANDO O TIGRE SIBERIANO Iniciei a montagem me armando de um pequeno arsenal de referências obtidas através de livros, artigos e revistas, bem como consultas a vários sites na internet, tendo como guia secundário o manual de instruções que acompanha o kit. Depois de tirar o excesso de plástico das peças, iniciei a montagem do interior do cockpit, que foi pintado na cor Aircraft Gray-73 da Mr. Color, assim como as laterais da fuselagem e interior frontal das turbinas. O conjunto do cockpit ao ser colado nas duas partes da fuselagem apresentou problema de encaixe, sendo preciso muita paciência e algum trabalho de lixamento para deixar o conjunto harmonioso. A montagem das turbinas também apresentou problemas, pois existe uma diferença de tamanho entre elas, precisando em reforço de “plasticard” para que fiquem no mesmo ângulo e tamanho. A maioria dos relevos teve de ser refeito, pois alguns deles esta- vam incompletos ou com falhas. Depois de solucionados os problemas, foi realizada a colagem das asas na fuselagem e o estabilizador. Os porões de rodas e portas de trem de pouso foram pintadas na cor verde interior. Depois de isolados com fita crepe para proteção, utilizei uma lixa abrasiva bem fina para passar em todo o kit, pois o plástico apresenta algumas imperfeições tipo “casca de laranja”. Depois de colar a parte transparente, a mesma foi protegida com fita Tamiya. Na sequência, apliquei uma boa camada de “primer” Mr. Surfacer 1000, para correção de possíveis falhas de montagem ou colagem. Em seguida pintei o nariz e as tomadas de ar dos motores do kit na cor Branca, ref-085 da Multicores, sendo que na sequência foram cobertas com a cor Sky Blue XF-14 da Tamiya. Depois de tudo bem seco as partes azuis foram isoladas com fita apropriada. A parte superior do estabilizador e barbatana ventral foram pintadas na cor verde médio e também isoladas com fita. Era chegada a hora de pintar a fuselagem. Passei uma boa mão de tinta preta fosca em todo o kit, que em seguida foi coberto com a cor Alumínio 108 da Multicores. Depois de bem seca a pintura, toda a superfície foi muito bem polida com chumaços de algodão e flanela. O próximo passo foi retirar as máscaras de proteção - exceto da parte transparente - e passar uma mão de verniz brilhante. Em algumas partes da fuse- 59

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Revista Hobby News lagem e asas foi feito o chamado “efeito de placas”, aplicando a mesma tinta alumínio usada durante a pintura adicionando um pouco de preto, para dar o efeito de contraste. Um leve trabalho de “wash” e a aplicação dos decais completaram o trabalho, sendo que após a selagem de todo o processo com verniz semi-brilhante, a máscara que encobria o canopi foi retirada. Admito que deu um pouco de trabalho, mas o kit ficou bastante imponente. Para quem gosta de aviões “incomuns”, que fogem das aeronaves tradicionais, recomendo não só esse, mas outros kits da linha Amodel. Meu guerreiro da Guerra Fria, imponente, vai se juntar a seus companheiros em minha estante. 60

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