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Revista Hobby Hobby News News Revista Guilherme Perdomo de Castro P roduto da empresa russa MIL, o MI 35 é derivado do famoso MI 24 Hind. O MI 35 é a moderna versão de exportação do modelo MI 24V, desta aguerrida família de helicópteros. Além de transportar 8 soldados totalmente equipados, seu forte é o poderoso armamento de ataque. Seu tamanho avantajado e perfil agressivo impressionam, sendo um verdadeiro “tanque voador”. Sua blindagem suporta impactos de calibre .50 e até 20 mm. Possui “flares” defensivos ASO 2V, sendo que seu sistema de comunicação seguirá o padrão FAB. Seu armamento fixo é composto de 2 canhões NPPU de 23 mm, de cano duplo, com cadência de fogo de 3.000 TPM (tiros por minuto) e externamente pode transportar até 2.400 kg de armamentos. Sua motorização é composta de 2 motores VK 2.500 de 2.200 HP cada, com uma vida útil de 6.000 horas. Sua performance é de 324 km/h em velocidade máxima, 280 km/h em velocidade de cruzeiro e alcance de 450 km, atingindo a altitude máxima de 4500 metros. O HA-2 SABRE DA FAB A Força Aérea Brasileira adquiriu um lote de 12 helicópteros MI 35M, em contrato assinado no ano de 2008. Pela primeira vez na história, um equipamento russo equipa uma das forças armadas brasileira. O HA-2 Sabre foi o escolhido, pois segundo a aeronáutica, é o vetor que mais se adapta ao desempenho de missões que exigem uma aeronave de asas rotativas com alto índice de sobrevivência em situação real de combate e com a vantagem de poder transportar uma grande variedade de armamentos, aliada o um moderno conjunto de visualização diurna e noturna, podendo rastrear alvos em quaisquer condições de tempo. É uma aeronave versátil, pois além de sua qualidade como vetor de ataque, os nossos MI-35M Sabre, estão aptos a cumprir missões de cunho “especial”, além de transportar grupos de 8 comandos totalmente equipados, operações C-SAR e ações de misericórdia em áreas de catástrofes. 2º/8º GAv-ESQUADRÃO POTI Criado pela portaria nº R-239/GM3 em 09 de setembro de 1980, tem por missão formar e treinar pilotos e tripulantes de helicópteros em diversas missões, mantendo o preparo técnico- profissional de suas equipagens, permitindo o cumprimento de missões na Tarefa Operacional de Superioridade Aérea: Interceptação, Ataque, Escolta, Patrulha Aérea de Combate e demais missões da Tarefa Operacional de Apoio ao Combate, além de executar as denominadas Operações Especiais, tais como: Infiltração e Exfiltração de Tropas (com o emprego de técnicas de rapel, pouso de assalto e Mcguire), Busca e Salvamento (SAR), Busca e Salvamento em Combate (C-SAR) seja no mar ou em terra, além de evacuação aero médica e missões de misericórdia. Assim sendo, nada mais justo que este valoroso Esquadrão, ter o privilégio de ser o escolhido a ser a primeira Unidade a operar os AH-2 Sabre, onde terão o seu ninho na base Aérea de Porto Velho, em Rondônia. ”Aos Rotores, o Sabre!” TRANSFORMANDO O MI 24 EM MI 35M Tendo por base o kit da Italeri nº 014 na escala 1/72 do Mil Mi-24 Hind, iniciei o projeto da transformação deste no MI 35M recém adquiridos pela FAB e que estavam chegando ao Brasil. O kit é composto de 90 peças, sendo 11 transparentes, moldado em plástico cinza claro, em alto relevo. Infelizmente, na época (janeiro de 2010), as referências eram escassas, sendo que algumas fotos eram montagens e as poucas que existiam eram tomadas de longe, dificultando a pesquisa. Aos poucos, fui garimpando alguns materiais e tentando ser o mais fiel ao tipo a ser utilizado pelo Esquadrão Poti. MONTANDO E PINTANDO O AH-2 SABRE Iniciei a montagem seguindo o manual de instruções, tendo sempre ao meu lado, o “arsenal” de informações e fotos obtidas de várias fontes, assim sendo, o interior da cabine de pilotagem foi pintado de preto, já o interior da fuselagem, reservada ao transporte de tropas, foi mantida na cor cinza médio. Duas diferenças são bastante significativas entre o MI 24 e o MI 35: O rotor de cauda, que é quadripá, em forma de “X”, como o Apache e as asas externas de suporte de armamentos, que são mais curtas. Evidentemente, existe uma série de modificações externas, tais como antenas, sensores e a modificação das peças nº 62 e 63b, para a adição do sensor tipo “bola”. Deixei de utilizar as peças 58

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Jun-Jul 2010 nº 35, 36 e 37a, apesar de ter visto, posteriormente, no vôo de apresentação em abril deste ano, dois deles usando tal dispositivo. As peças 73 e 74b foram descartadas, pois os nossos MI 35M possuem trem de pouso fixo. A peça nº 57a foi substituída, pois o nosso Sabre possui dois canhões de 23 mm. A peça nº 90 foi modificada, sendo retirada as 3 pontas superiores, sendo adicionada uma antena, que foi confeccionada com um pedaço de plasticard. Algumas antenas foram modificadas ou substituídas, tudo baseado no escasso material disponível, assim como a colocação de dois “pitots” na parte frontal. As pás do rotor de cauda foram construídas com peças da minha caixa de “sobras”, utilizando pedaços de plástico retos, cortando os mesmos com estilete e usando muita lixa, para deixar com aspecto razoável. As tintas utilizadas foram da marca Multicores, FS 36176 Neutral Gray e FS 34092 Dark Green. O esquema de camuflagem (os contornos), pelas fotos disponíveis, era difícil de se assimilar visualmente. As marcações, tais como as estrelas fabianas em baixa visibilidade as matriculas (8951, 52 e 53), bem como o “Força Aérea Brasileira” escrito na extensão da fuselagem, modificavam em algumas fotos, portanto, tentei ser o mais racional possível na colocação dos respectivos decais. Depois de tudo pintado e decais aplicados, como de praxe, dei uma boa mão de verniz semi fosco, para selar todo o trabalho. Depois de retirada as máscaras das partes transparentes, iniciei a pintura do rotor principal e de cauda. Pintei os bordos de ataque na cor alumínio, as pás na cor grafite e as hastes na cor “steel”. Estava finalizada a montagem de meu MI 35M. Fiz o possível para que ficasse o mais próximo do verdadeiro. Se tivesse esperado um pouco mais, estaria usufruindo das fotos e informações que agora estão disponíveis, mas plastimodelista, que adora montar FAB, não se aguenta! Põe a mão na massa e curte cada momento de montagem. As modificações não são muitas, é só tentar. Agora, com o material mais fidedigno, vou transformar o MI 24 da Hobbyboss no MI 35M e aguardar o convite do comandante do Esquadrão Poti, para poder ver “in loco” os AH-2, bater muitas fotos e ai sim, montar o “Tanque Voador”, conforme o figurino! 59

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Revista Hobby News Fonte: CECOMSAER – Fotos Johson Barros/FAB FAB apresenta os novos helicópteros de combate AH-2 Sabre (Mil MI-35) Sábado, dia 17, o Comando da Aeronáutica incorporou ao acervo de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) três helicópteros AH-2 Sabre, de fabricação russa, de um total de 12 aeronaves adquiridas. A solenidade militar ocorreu na Base Aérea de Porto Velho (BAPV), às 11 horas da manhã, com a presença do Ministro da Defesa Nelson Jobim e do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito. O AH-2 Sabre é um helicóptero de combate que possui grande capacidade de fogo e pode ser utilizado em missões de escolta de outros helicópteros, interdição aérea e de apoio a tropas terrestres. A aeronave é conhecida mundialmente como MI-35 e seu projeto já foi testado em combate em diversos conflitos. Os novos helicópteros irão equipar o Segundo Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (2º/8ºGAV) Esquadrão Poti, Unidade Aérea recentemente transferida da Base Aérea de Recife (BARF) para a BAPV. “O Brasil está mudando de Patamar no que diz respeito a Defesa. Não somos mais meros compradores nós agora recebemos e internalizamos tecnologia. Estes helicópteros fortalecem a aviação de asas rotativas.“ Com essas palavras o Ministro da Defesa Nelson Jobim batizou os recém adquiridos Helicópteros MI-35 da Força Aérea Brasileira. A chegada do Sabre a Força Aérea Brasileira quebra uma série de paradigmas. É a primeira aeronave militar russa adquirida pelo Brasil. E é também o primeiro helicóptero do acervo da FAB que foi concebido especificamente para a guerra. O helicóptero de ataque utilizado pela FAB, era o H-50 Esquilo, uma aeronave de uso civil, adaptada para funções militares. O Sabre é diferente, porque já nasceu com DNA militar. A nova arma da FAB possui uma série de recursos que os pilotos de helicóptero brasileiros, até hoje, só tinham visto de longe. A aeronave tem blindagem, canhão orgânico de 23 milímetros, de cano duplo, montado em uma torre móvel frontal, capacidade de lançamento de foguetes e mísseis ar-superfície, supressor de calor que dificulta a visão da aeronave por infravermelho e uma série de contra-medidas. “Eu chego a ficar arrepiado”, diz o Tenente Leonardo Bezerra Salim, um dos pilotos do Esquadrão Poti que já está operando com as novas aeronaves. “É um salto operacional esperado por gerações de pilotos de helicóptero da FAB”, diz Salim. Os Sabres vão reforçar a capacidade de pronta resposta e a presença da FAB na Amazônia Ocidental. Uma região estratégica para o País. Eles irão atuar no Policiamento do Espaço Aéreo da região e ajudar a coibir ilícitos na área da fronteira. Para operar essas aeronaves o Comando da Aeronáutica iniciou a transferência do Esquadrão Poti, da cidade de Recife, no litoral nordeste do País, para a Base Aérea de Porto Velho, no coração da Amazônia. 60

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© 2010 – Revista Hobby News / Gilson Marôco Jun-Jul 2010 61

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