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Revista Hobby News Guilherme Perdomo de Castro O B-24 Liberator foi sem dúvida um dos mais importantes aviões da história. Mesmo sendo complexo e caro, participou intensamente em todas as zonas de batalha da II Guerra Mundial. Além de sua função de bombardeiro, foi utilizado como transporte, patrulheiro marítimo, caçador de submarinos, unidade aérea artilhada, foto reconhecimento e avião tanque. Era mais veloz, tinha maior raio de ação e podia transportar mais bombas que o Boeing B-17 Fortaleza Voadora, mas não atingiu o “status” de astro. Até a chegada do Boeing B-29, era o único vetor aliado a atacar alvos distantes que não podiam ser atingidos por outros aviões, daí, sua enorme importância estratégica. Dentre as mais famosas missões realizadas pelos Liberators destacam-se os ataques a baixa altura realizados à Refinaria de Ploesti, na Romênia. Foram construídas mais de 19 mil unidades em todas as versões deste verdadeiro gigante dos ares, tendo seus artilheiros abatido a espantosa cifra de 2.600 aviões inimigos. A Força Aérea Brasileira (F.A.B) recebeu a versão de transporte C-87 Liberator designada IS-C-87 matrícula 2054, enviada para instrução no solo aos alunos da ETAV-Escola Técnica de Aviação no período de 1.945 a 1.955. “Lib” IIIA. Assim, dois porta foguetes de um antigo Hawker Typhoon da Frog serviram para criar o armamento de superfície, instalado em cada lado do nariz, sendo que tive de aumentar a largura das peças, usando placas de plasticard e lixando até atingirem o tamanho e encaixe ideal. O “domo” do radar externo foi adaptado a partir da peça frontal de um F-89 Scorpion da Revell e as antenas do radar localizadas nas asas, retirados da sucata de um PBY Catalina, também da Revell. O holofote de busca Leigh foi conseguido do tanque ventral de um P-40 da Airfix e a parte transparente com sucata de plástico. Pesquisei muito em livros, em revistas e na internet a colocação de todas as peças extras. Após isolar as partes transparentes com fita adesiva Tamiya, passei uma boa mão de “primer” Mr.Surfacer 1.000 da Gunze para as correções de praxe. Os bordos de ataque das asas, estabilizador e lemes foram pintados de preto fosco, sendo posteriormente isolados com fita protetora. A pintura de todo o kit foi realizado com tinta branca Ref. 85. Depois de seca, foi isolada com fita apropriada, sendo aplicada a cor Ocean Grey FS 36152, e posteriormente, feita as linhas de camuflagem para a aplicação da cor final Dark Green FS 34079, todas da marca Multicores. A seguir, retirei as fitas que protegiam as partes pintadas e limpei a superfície do modelo com um pano seco e macio. Na sequência, passei uma boa mão de verniz brilhante e realizei o trabalho de desgaste e envelhecimento, fazendo “wash” e utilizando técnica com giz pastel. Depois de tudo bem seco, apliquei os decais que vieram das minhas caixas de sobras e para finalizar, uma camada de verniz sem fosco. Então foi só retirar as fitas que protegiam as partes transparentes, colar as metralhadoras e foguetes e mais um pouco de polimento com pano seco. O meu guerreiro do Comando Costeiro da R.A.F. estava pronto para ser incorporado ao meu acervo de kits. Com um pouco de imaginação e paciência, um kit normal pode ser transformado em um kit especial. MONTANDO O B-24D REVELL. Com o código H-203 o kit na escala 1/72 foi moldado pela Revel nacional no ano de 1.968. O plástico verde escuro em alto relevo apresentava 80 peças, sendo 14 transparentes. Por ter atuado durante toda a II Guerra, existiram dezenas de pinturas. Porém queria fazer algo diferente. Iniciei um delicioso trabalho de pesquisa, quando me deparei com a versão IIIA da R.A.F. Iniciei a montagem, obedecendo aos passos sugeridos pelo manual de instruções: interior pintado na cor Interior Green 27 da Mr.Color, adicionando um pouco de preto. O restante da montagem foi normal, apenas tomando cuidado com certas peças que devido ao tempo de armazenagem, estavam razoavelmente empenadas, bem como a colagem de algumas pás de hélice que estavam quebradas. Terminada a montagem geral, iniciei a “garimpagem” dos acessórios em minhas “caixas de sobras”, das peças que iriam dar forma ao 68

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