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Revista Hobby News F oi o primeiro jato aliado usado em combate na II Guerra Mundial, sendo nos anos seguintes, o principal elemento do Comando de Caça da Real Força aérea (RAF). Exportado para nove países - com uma exemplar folha de serviços - combatendo na Guerra da Coréia e em Suez. O modelo FMK-8 era a versão mais importante com 1187 exemplares construídos. Impulsionado por dois turbojatos Rolls-Royce Derwent 8 de 3400 libras de empuxo cada. Alcançava a velocidade máxima de 950 km/h com um raio de ação de 1560 km. Seu armamento de canhões HS-804 de 20 mm era muito confiável, podendo transportar duas bombas de 450 kg ou 16 foguetes ar-terra. Guilherme Perdomo de Castro Fotos: Acervo Paulo Fernando Kasseb O F-8 na FAB Foi o nosso primeiro jato militar. Em uma transação envolvendo toneladas de algodão para o governo inglês, adquiridos no início dos anos 50, dez unidades do tipo TF-7 biplaces de treinamento matriculas 4300 a 4309 e sessenta e uma unidades do tipo F-8 monoplaces de caça matrículas 4400 a 4460. Inicialmente equipou o 1º Grupo de Aviação de Caça na Base Aérea de Santa Cruz (R.J), substituindo os F-47 Thunderbolts e o 1/14º Grupo de Aviação na Base Aérea de Canoas (RS), substituindo os F-40 Curtiss. Possuía algumas características, tais como: pneus de alta pressão (150 lb/pol2), freio a ar atuado por um dispositivo existente no manche, não possuía comando de direção da boquilha, tinha um tanque aliável de 175 galões imperiais (medida inglesa) que se adaptava no ventre da fuselagem, não criando problemas de arrasto aerodinâmico e o vi- sor de tiro era do tipo MK4 da Ferranti. Os Meteors F-8 que chegaram ao Brasil não possuíam rádiocompasso. O dispositivo só fora instalado alguns anos depois na lateral interna direita do cockpit. O Meteor foi voado e admirado por várias gerações de “caçadores” e, era preferido em relação ao seu contemporâneo na FAB, o Lockheed F-80 que era suplantado nas manobras e altitude, surgindo uma paródia cantada pelos pilotos de F-8 para seus colegas de F-80 “... pó, pó, pó de 30 a 40 mil quem manobra é o Meteor”. Infelizmente por fadiga estrutural, os F-8 começaram a ser retirados de serviço a partir de 1966, mas um bravo Meteor matrícula 4460 resistiu ao tempo operando de 1970 a 1974, quando foi voando garbosamente para sua última morada no Museu Aeroespacial, encerrando definitivamente o ciclo deste inesquecível avião em céus brasileiros. 58

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Fev/Mar - 2010 MONTANDO O METEOR F-8 DA AIRFIX Com o código A03076, o kit na escala 1/72 é composto de 82 peças, duas transparentes moldadas em plástico cinza em baixo relevo é de fácil montagem. Pensei que o molde fosse da própria Airfix, porém, verifiquei com surpresa que é o mesmo molde da empresa da República Tcheca MPM/XTRAKIT, lançado no mercado em 2004 mudando apenas a folha de decais, pois as ilustrações de montagem são idênticas. dado que se faça um enxerto de plasticard quando for colar as peças das entradas de ar das turbinas e os escapes, pois existe uma diferença de diâmetro. Como há opções para montar o kit com dois tipos de capotas, optei pela peça C2, que vem com reforço de metal na parte posterior representando como vieram os Meteors de fábrica. Depois de tudo montado e devidamente isolado passei uma camada de “primer”. Em seguida, pintei todo o modelo na cor pérola prata fino, referência 108 da marca Multicores. Tomando o manual como referência iniciei a montagem pelo interior, pintando de preto fosco o habitáculo do piloto e adicionado peso no nariz para que depois de montado o modelo ficasse na posição correta. O interior dos porões de roda, hastes, portas dos trens de pouso e cubo de rodas foram pintados na cor alumínio. Adicionei a antena dorsal (que não vem no kit) e pintei de preto fosco. Na montagem das asas, vale salientar que é recomen- Os decais utilizados foram da FCM folha doze, representando um Jambock do 1º Grupo de Aviação de Caça no ano de 1956, antes de ter a capota transparente substituída pelo modelo liso, tipo “lágrima” e com a sugestiva decoração da fuselagem apelidada de “tamborzinho”, pois naquela época, existia um tamborzinho de brinquedo com uma pintura quase igual. Depois de passar uma camada de verniz semifosco, retirei as fitas que protegiam a parte transparente incorporando o Meteor F-8 ao meu acervo. Para quem gosta de montar kits da FAB é um prato cheio! 59

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Fev/Mar - 2010 O F-8 ESTAVA NO LIXO Em uma sexta-feira do mês de maio de 2007 alguns associados do GPPSD - Grupo de Plastimodelismo e Pesquisa Santos Dumont - estavam na Base de Santa Cruz entregando modelos doados que seriam parte da decoração da sala de troféus desta aguerrida unidade de caçadores. Visitamos toda a base, tiramos fotos dos aviões, voamos no simulador do F-5 e nos deliciamos com o churrasco oferecido. No final da tarde, enquanto era reabastecido o Bandeirante do 4º ETA que nos traria de volta a São Paulo, passamos por uma sala repleta de entulho e outros materiais que aguardavam seu destino final, o lixo. Pedimos permissão ao oficial de relações públicas que nos acompanhava e resolvemos “garimpar” o local em busca de algum “souvenir”. Entre os jornais, madeiras e restos de latas de tinta encontrei um saco plástico com a sucata de um kit. O estabilizador e os trens de pouso estavam quebrados, a fuselagem e as asas, trincadas. Felizmente alguma boa alma prendeu todas as peças quebradas com fita adesiva em volta do kit. Com a devida permissão trouxe o kit comigo. Fiquei curioso e comecei a pesquisar qual seria o fabricante do kit. O mistério foi solucionado graças ao livro “The Gloster & AW Meteor” da série Modellers Datafile, editado pela Sam Publication, que além de trazer tudo sobre os Meteoros, destaca todos os kits e escalas do avião lançados no mercado até o ano de 2004. Na página 44 há um F-8 da Frog inglesa código 326P na escala 1/72, composto de 26 peças, sendo uma transparente e uma base para exposição em voo lançado em 1955 relançado até 1970 Por ser uma raridade, redobrei os cuidados ao recuperar o kit eliminando os alto-relevos, corrigindo lascas e trincas com massa plástica e lixa. Foram dois meses de muito trabalho e cuidado. O plástico estava muito ressecado oferecendo muito perigo ao manuseio. Optei pela pintura do bravo 4460 nosso último F-8 em serviço com a camuflagem em quatro tons. Quando o GPPSD estiver de volta a Santa Cruz, prometo que devolverei o pássaro ao seu verdadeiro ninho. 61

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©2010 Revista Hobby News / Gilson Marôco 62 Revista Hobby News

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