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Revista Hobby News News Revista Hobby Guilherme Perdomo de Castro As origens do MIG-21 remontam ao ano de 1954, quando a Força Aérea Soviética requisitou um caça que incorporasse as lições aprendidas na Guerra da Coréia. Com as especificações solicitadas, o atelier de projetos Mikoyan-Gurevich e a empresa Sukhoi aceitaram o desafio e se lançaram ferozmente no projeto. Já no ano de 1956, durante a feira aérea de Tushino, os observadores e adidos militares do Ocidente espantosamente assistiram a várias passagens dos produtos dos competidores, que receberam os nomes-códigos da OTAN de “Faceplate” e “Fishbed” (todos iniciados com a letra F de “fighter”). D urante alguns anos, os especialistas e militares dos EUA e da OTAN pensaram que o avião da Sukhoi (Faceplate) havia sido o novo caça escolhido, mas o vencedor foi o MIG-21 (Fishbed), que entrou em serviço ativo no ano de 1958. Era o início de uma lenda da aviação militar que, durante décadas, representou sinal de ameaça nos céus do mundo. De construção simples, era impulsionado por turbojato com pós-combustor Tumansky R-11 com 5.100kg de empuxo e armado com um canhão NR-30mm e dois cabides para armamentos, podendo alcançar (o modelo F-13) a velocidade máxima de 1,6 Mach. Foram desenvolvidas 17 versões, sendo sua versão biplace denominada MIG 2IU MONGOL. Serviu nas Forças Aéreas de 50 países, em vários cantos do mundo e em climas diversos. Estima-se que mais de 8.500 unidades tenham sido produzidas; algumas participaram em conflitos de pequeno e grande porte, marcando as últimas décadas do século XX (especialmente a Guerra do Vietnã e do Oriente Médio). Esse verdadeiro clássico da aviação militar conquistou de maneira inequívoca seu lugar na história dos grandes aviões de combate. MIG-007 Em 16 de agosto de 1966, o capitão da Força Aérea Iraquiana Munir Rafda desertou para Israel, levando seu MIG 2IF-13. Foi um golpe de mestre do Mossad israelense que, em uma paciente operação, conseguiu convencer o piloto a realizar tal façanha. Cercado de enorme sigilo, o MIG-21 era esperado por 2 Mirage III CJ ao entrar em espaço aéreo israelense, sendo escoltado até a base de Tel Nof. O piloto desertor alegou que aceitou a oferta de asilo por Israel por sentir-se desgostoso com a vida no Iraque. Assim, a obra-prima da engenharia aeronáutica soviética era entregue intacta em mãos inimigas. Os voos de avaliação e de teste tiveram início imediatamente. Sob um véu de grande segredo, o tenente-coronel Danny Shapira, conhecido piloto de testes, aprendeu e repassou para outros pilotos de combate de Israel os pontos fortes e fracos do MIG-21. Tais ensinamentos foram valiosos na Guerra dos Seis Dias (1967) e na Guerra do Yom Kippur (1973). 44 Foto: Czech Air Force

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Jun/Jul - 2009 Dada a tão pitoresca história de espionagem, ao MIG 2IF-13 foi concedida a matrícula 007, homenageando o agente secreto inglês que era a grande sensação nos cinemas do mundo. O museu da Força Aérea de Israel preserva um exemplar, ostentando as listras pretas e amarelas usadas na época do fato. MIG 21F-13 da REVELL Essa pequena obra-prima na escala 1/72 é um molde do ano de 2004. Com o código do fabricante 04346, é injetado em plástico cinza prateado, constando de 51 peças finamente moldadas em baixo-relevo, com mais três peças transparentes. O jogo de decais que acompanha o kit permite a construção de seis versões. A montagem é muito fácil, com encaixe perfeito, valendo destacar que o interior da cabine e dos porões dos trens de pouso, para essa escala, é bem detalhado. A montagem foi seguida conforme o manual que acompanha o kit. O interior do cockpit e os freios internos da capota foram pintados com a cor “interior MIG”, que é quase um azul-turquesa; já os interiores dos porões de rodas ficaram com a cor “mostarda”, conforme referência de fotos, pois variavam de acordo com o lote fabricado. Antes de fechar a fuselagem, adicionei peso no nariz do kit, para que, depois de montado, ficasse na posição normal. O próximo passo foi colar as asas, profundores e demais peças periféricas. Depois de tudo conferido, passei uma camada de “primer” para corrigir as imperfeições da montagem. Iniciando a pintura externa, apliquei a cor Steel 28 da Mr. Color no interior da turbina e no bocal de escapamento. Em parte da aleta ventral e na parte superior do leme apliquei a cor Dark Green 128 da Mr. Color, assim como no difusor cônico da entrada de ar, pintado na cor verde-claro, que posteriormente foram devidamente isolados com fita adesiva apropriada. A escolha da pintura do modelo foi difícil, dada a variedade de “uniformes” usados pelo MIG-21. Não queria as cores oferecidas no manual, mas sim algo diferente, fugindo do convencional. Pesquisando na Internet e consultando livros, revistas e artigos, optei por uma pintura interessante usada pela Força Aérea da República Democrática da Alemanha, em exercício no Pacto de Varsóvia realizado em 1973. Para tal, primeiramente passei uma boa camada de tinta preta Tamiya em todo o modelo, a fim de realçar a tinta metálica da Multicores que apliquei por cima. Seguindo referência das fotos, isolei com fita os locais onde, posteriormente, seriam colocados os decais nacionais e a numeração, com bordas de segurança na cor original do avião. Utilizando aerógrafo com ponta 0,2mm, utilizei as cores Green 303 e 309 da Mr. Color e Green H-6 da Hobbycolor, aplicando-as de 45

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Revista Hobby News forma irregular sobre a superfície e sobre as laterais do kit. Após uma leve camada de “wash” para realçar os relevos, apliquei os decais usando o amaciante Mr. Softer. Por último, passei uma leve camada de verniz semifosco para finalizar o trabalho. Essa foi minha maneira de homenagear a equipe de projetos da MIG, criadora deste “puro-sangue” que, durante tanto tempo, tirou o sono dos pilotos militares do Ocidente. Museu TAM Seus pontos positivos eram a excelente maneabilidade e a velocidade Mach 2 (duas vezes a velocidade do som). Os aspectos negativos eram o alcance e autonomia limitada, a ausência de radar e armamento precário. Posteriormente recebeu assento ejetável. A produção total em todas as variações certamente ultrapassou as 12.000 unidades. Seu desempenho só encontrou rival nos aviões realmente bem mais novos, como os caças americanos McDonell Douglas F-15 e General Dynamics F-16. O avião exposto é um MiG-21M, adquirido na Polônia juntamente com seu irmão mais velho o Mig 17 e foi totalmente recuperado para exposição estática nas oficinas da EDUCTAM. João Amaro NE.: Entre 1962 a 1972 a Aero Vodochody (Tchecoslováquia) construiu sob licença a versão MIG-21F-13 no total de 194 unidades. A Hindustan Aeronautics, da Índia, produziu sob licença a versão MIG-21bis, porém estas unidades tiveram uma série de acidentes durante os anos 90 e a Força Aérea Indiana decidiu atualizar 128 dos MIG-21bis para MIG-21 Bison Standard com vida útil estimada até o ano de 2015. A China possui copias do MIG-21 com a designação de Chengdu J-7 e F-7 para exportação. O Museu da TAM - Asas de um Sonho - (São Carlos/SP) possui um exemplar da versão M do MIG-21 - foto acima com texto enviado pelo Sr. João Amaro, diretor do museu. JLA O grande número de forças aéreas que utilizaram e ainda utilizam o MIG-21 possibilita ao modelista inúmeras opções de montagem. 46

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