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Revista Hobby News Guilherme Perdomo de Castro O amanhecer de 1º de Setembro de 1939 despertou o mundo com o início da 2ª Guerra Mundial. Os alemães desde as 4h50min da madrugada já estavam em território polonês em ações de combate. No ar, quatro Junkers Ju-87B Stukas retornavam de um ataque aos arredores de Cracóvia, quando aproximadamente às 6h50min da manhã os pilotos do aeródromo de Balice decolaram para interceptar os aviões invasores. Pequenos aviões da 121ª Skadry sob o comando do capitão Miezyslaw Medwecki rapidamente alçaram voo e tentavam rapidamente ganhar altura, quando foram atacados pelo JU 87B, pilotado pelo Rottenfuher Leutnant Frank Neubert e seu artilheiro de cauda, Franz Klinger. Pegos de surpresa, os dois P.Z.L 11c saíram de formação sendo que o caça polonês de Medwecki foi abatido. Esta foi a primeira vitória da Luftwaffe na II Guerra. O outro, P.Z.L 11c pilotado pelo subtenente Wladyslaw Gnys, saiu da linha de tiro dos outros Stukas, efetuando um perigoso mergulho, recuperando o aparelho quase na altura das copas das árvores. Voltando ao combate, os Stukas já estavam longe. Decidido a vingar seu comandante, ganhou altitude e notou dois pontos que se dirigiam para o norte. Acelerou o P.Z.L 11c e visualizou dois Dornier 17 voando em formação. Tomando posição, mergulhou e efetuou com sucesso três ataques, infligindo danos aos DOs 17. No último ataque, demorou em recuperar do mergulho perdendo contato com os aparelhos invasores. Regressou ao aeródromo de origem e ficou surpreso ao ser informado, minutos depois, que pelos danos causados por seus ataques os dois bombardeiros haviam colidido, caindo perto da aldeia de Zurada. Eram as primeiras vitórias polonesas contra os alemães. Apesar da pouca duração da Campanha da Polônia, os alemães perderam aproximadamente 112 aviões de vários tipos. O vigor, coragem e treinamento dos pilotos poloneses provaram aos pilotos alemães de que a jocosa frase dita durante as primeiras horas da guerra de que seria “Der uber de sparziegang warshaw” – ‘’Um passeio sobre Varsóvia’’ – não seria verdade. SOBRE O P.Z.L 11c Projeto de Zygmut Pulawski, o Panstwowe Zaklady Lotnicze ou P.Z.L 11c era impulsionado por um motor Skoda Mercury de 560 HP. Com peso máximo de decolagem1. 800Kg, era armado com 4 metralhadoras KMWZ-33 de 7,7 mm, podendo atingir a velocidade de 390 km/h e teto máximo operacional de 9.500 m. Era um monoplano de asa alta, estilo “gaivota”, cujo objetivo era reduzir o arrasto, eliminando a pesada estrutura do suporte entre a seção central das asas e a fuselagem. No início das hostilidades, existiam 12 esquadrilhas (Dywizjony) operando sem um sistema de comunicação confiável ou sistema de alarme, dificultando as coordenações para interceptação. Mesmo assim, o P.Z.L 11c foi um mortal adversário em combate, sendo que a Dyon III foi a unidade polonesa mais atuante e precisa da campanha. MONTANDO O HELLER 1/72 Com o código 248 o P.Z.L 11c da Heller na escala 1/72 é composto de 31 peças, sendo uma transparente, moldado em plástico cinza escuro, em alto relevo. Está fora dos catálogos há mais de 12 anos. Pelo pouco número de peças, a construção é bem simples, sendo que a montagem foi seguida pela ordem do manual de instruções. A construção do interior é rápida, pois são apenas quatro peças, sendo pintado de cinza médio. O painel de instrumentos e a empunhadura do manche, pintados de preto fosco. O próximo passo foi a pintura da proteção do motor, com o capô interno na cor verde médio e cilindros em preto, com realce em alumínio. As asas e respectivos suportes foram colados à fuselagem e na sequência, as hastes dos trens de pouso. Com o isolamento do interior do cockpit, centro do motor e para brisa com fita adesiva própria, foi passada uma boa camada de “primer” para corrigir as imperfeições de montagem. Em seguida todo o modelo, cubo das hélices e interior das rodas foi pintado na cor Dark Green 330 da Mr. Color, que é a cor que mais se aproxima do “caqui polonês” pois nem todos tinham pintura azul clara na parte inferior das asas. Depois de algumas horas foram aplicados os decais, com auxílio do amaciante Mr. Softer que, depois de secos, foram desgastados com a ponta de um pincel de cerdas duras. As metralhadoras foram pintadas na cor grafite, pneus e hélices na cor preta e uma pequena mão de “wash” foi aplicada, assim como um leve efeito de desgaste em alguns pontos da fuselagem. Por último, uma mão de verniz semi fosco para finalizar o trabalho. O “caçador” polonês estava pronto para combate. A MORTE QUE VEM DO CÉU-JU 87B STUKA O que dizer de um avião imortal? Assim como Spitfire simboliza a R.A.F e o Mustang P-51 a USAAF, o Stuka e o Me 109 simbolizam a Luftwaffe na II Guerra. Principal bombardeiro de mergulho alemão no início do conflito o “SturzKampfflugzeug”ou simplesmente Stuka, teve seu batismo de fogo na Guerra Civil Espanhola. Reinou soberano nos ares, no início da guerra contra a Polônia, França e Países Baixos. Seu declínio começou contra os caças britânicos, onde ficou evidente a sua baixa velocidade, manobrabilidade e armamento defensivo ineficiente para sobreviver em uma arena aérea contra caças modernos. O modelo “B” era impulsionado por um motor Jumo 211Da, atingindo a velocidade máxima de 365 Km/h, com teto operacional de 8.750 m. Seu armamento era de duas metralhadoras MG 17 calibre 7,92 mm 64

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Out/Nov - 2009 fixas nas asas e o artilheiro de ré manuseava uma coaxial MG 15 de igual calibre. Para aumentar o efeito psicológico durante o ataque em voo picado, o JU 87 tinha nas pernas de seu trem de pouso, sirenes que eram acionadas pelo fluxo de ar, causando pânico entre a população civil e tropas. O JU 87 operou em todos os fronts da guerra, tendo como seu maior ás Hans Ulrich Rudel. 65

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Revista Hobby News MONTANDO O STUKA DA ITALERI 1/72 O kit é uma bela diversão para qualquer plastimodelista. Com o código 079 a caixa contém duas árvores de montagem com 66 peças moldadas em plástico cinza claro, em baixo relevo, sendo 4 transparentes. A montagem, seguindo fielmente as instruções, foi iniciada pelo cockpit, que foi pintado na cor RLM 02 Gray, assim como o interior das rodas. O painel de instrumentos, assentos e divisórias internas, foram decoradas conforme as sugestões do manual de montagem. Depois de todo o modelo montado e as partes transparentes isoladas com fita adesiva apropriada, passei uma mão de primer. Como queria ser fiel a história, pesquisei as marcações e cores usadas na época por Frank Neubert. A parte inferior foi pintada na cor RLM 65 Lichtblau. Depois de secar, isolei o ventre, parte inferior das asas e estabilizadores e respectivos suportes, iniciando a pintura da superfície nas cores RLM 70 Schwartzgrun e RLM 71 Dunkelgrun.O “spiner” foi pintado na cor branca, os pneus e hélices pretas e as bombas em RLM 70 com um pouco de azul escuro. Os decais, foram retalhos de minha “caixa de sobras”, já que o T6 identificava o Suka como integrante do Geschwader 2 “Immelmann”, sendo que a terceira letra “G” identificava o “Staffel (esquadrão) por essa razão pintei o “spinner” de branco”. Assim, as marcações ficaram T6+Gk, com o auxílio de muito amaciante Mr. Softer, pois os decais estavam muito ressecados. O restante delas seguiu o padrão Luftwaffe da época. Envelheci com um pouco com “wash” e apliquei desgaste em alguns pontos para dar um pouco mais de realismo, sendo que o fio da antena foi feito com uma sobra de plástico preto aquecido, que chamamos de “sprue”. Assim terminei os dois protagonistas do primeiro duelo aéreo da 2ª Guerra Mundial, que ao seu término em 1945 culminaria com o nascimento da era do jato. Foto: Acervo Paulo Kasseb Foto: Acervo Paulo Kasseb O presente artigo tem finalidade apenas e tão somente histórica. Seu autor e a Revista Hobby News repudiam os tristes fatos que marcaram esta época do Século XX. 66

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