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ricardo

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Revista Hobby News N os últimos anos a tendência dos fabricantes, principalmente os orientais, são os lançamentos multimídia com kits em plástico, já com photo-etched, detalhes em resinas e peças como o canhão em alumínio torneado, as caixas vem lotadas com árvores e peças que chegam a assustar até mesmo os modelistas mais experientes, muitos fabricantes têm adotado a política de quanto mais peças melhor, o que eu acredito que possa afastar o modelista iniciante. Um exemplo disto são os novos Panzer IV da Dragon, cada subconjunto da suspensão é composta por mais de dez peças, nos kits da Tamiya a mesma suspensão não tem mais de cinco peças cada, o que torna a montagem tediosa e cansativa. Muitos modelistas ao abrir uma caixa com esteira link-by-link acabam deixando de comprar o modelo por medo desta etapa da montagem. A Italeri, assim como a Tamiya, não se deixou envolver por esta tendência, notamos que nos últimos anos esta fabrica vem aprimorando a qualidade de suas ferramentas e moldes mais sem caminhar para kits com centenas de peças. Seus kits são projetados para uma montagem rápida, prazerosa e sem perder tempo com micro detalhes que não fazem diferença no modelo acabado. Isto sem falar que custam, em media, a metade dos kits fabricados pelos concorrentes, uma excelente relação custo x benefício. Tivemos também por parte da Italeri lançamentos surpreendentes, tais como: kits militares italianos, tema a muito não atendido por outros fabricantes, os barcos PT e S-100, que nunca esperávamos ver injetados em plástico, além de outras boas surpresas. 56

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Abr-Mai/2010 Ricardo Gasparini Mattua Minha idéia na montagem deste modelo foi voltar à base do modelismo, montar um kit out-of-box (da caixa) sem inventar complicações. Durante a montagem ouvi de outros modelistas que o kit merecia uma grade em photo-etched, canhão de metal, etc.. , mas segui na minha idéia original e depois de muito tempo, em apenas dez dias comecei e finalizei um kit, com o qual alias fiquei muito satisfeito. O SD. KFZ. 140/1 AUFKLARUNGSP.38 (T) foram construídos a partir do 38T capturado em produção durante a queda da Tchecoslováquia , vários modelos foram feitos durante a guerra usando o chassi deste tanque e sua produção (aproximadamente de 1400 unidades) cessou em 1942. Esta sem duvida é uma das conversões mais interessantes feita neste chassi, foi usado como veículo de reconhecimento com uma torre “Hangelafette” (com canhão de 20 mm KwK 38 L/55 e uma metralhadora MG42) usada também em outros veículos blindados. Durante o final de 1943 e começo de 1944 entre 50 e 70 38(t) foram convertidos para esta versão. 57

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Revista Hobby News O kit da Italeri é injetado em plástico amarelo claro, tem 5 árvores, decal e uma tela de vinil. Conta com um pequeno interior, que apesar de não ter muitas peças, é o suficiente para completar o modelo, pois pouco pode ser visto pela parte superior da torre. Pintei o interior usando uma mistura de branco com um pouco de marrom, fazen- do um bege bem claro, que era utilizado no interior de veículos alemães durante a WW2. A montagem corre sem maiores problemas, percebe-se que o chassi do veículo era uma ferramenta antiga da Italeri, as peças para esta versão são de uma ferramenta mais recente e de melhor qualidade. Tanto o canhão como a metralhadora são bem detalhados e injetados, a tela para a cobertura da torre deve ser cortada seguindo um gabarito impresso nas instruções e, ao contrário das antigas telas, é fácil de cortar, pois não desmonta ou solta fios ao corte como costumava acontecer, dando um trabalhão para o modelista. Escolhi como pintura uma versão em três cores usada na Bessarabia na primavera de 1944, pela PanzerDivison “Grossdeutschland”, pintei a cor base Dark 58

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Abr-Mai/2010 Yellow, depois camuflei com German Red Brown e German Dark Green. Usei tintas duco da Aerotech. O wash foi aplicado com tinta óleo Raw Umber diluída em aguarás, depois de seco limpei o excesso. Apliquei verniz fosco e fiz o dry-brush usando um bege bem claro da Humbrol. O envelhecimento do escapamento foi feito com giz pastel seco moído de vários tons, imitando ferrugem pelo aquecimento desta peça. A figura é da Warriors e foi pintada com tinta Vallejo. A conclusão que cheguei é que não devemos nos impressionar com kits “hitech”, caixas lotadas de peças e árvores, ainda pode-se montar excelentes modelos com kits básicos e gastando pouco dinheiro, a diversão do hobby é a mesma. Agradecemos ao Sr. Elie Soffer, da HTC Modelismo, pelo kit cedido para esta matéria. Para mais informações sobre plastimodelismo visite meu blog: http://ricardomattua.wordpress.com/ 59

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