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ricardo

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Revista Hobby News Ricardo Gasparini Mattua O Projeto Mercury foi a primeira tentativa de um voo tripulado de exploração espacial da Nasa (agência espacial dos EUA). Ele tinha como um de seus objetivos estabelecer a superioridade dos EUA no espaço e suplantar as conquistas espaciais soviéticas. A médio e longo prazoum dos objetivos era preparar a tecnologia que iria levar homens à Lua. A nave Mercury tinha capacidade apenas para um astronauta e manobras limitadas na órbita terrestre. O projeto usou inicialmente os foguetes Little Joe e Redstone, e a seguir o Atlas, o mesmo que seria usado no Projeto Gemini. O Projeto Mercury foi bem sucedido em testar as condições dos astronautas e do equipamento e preparou a tecnologia que seria usada na construção das naves Gemini e Apollo. A Nasa anunciou os astronautas escolhidos para o programa espacial em 9 de abril de 1959. Os sete ficaram conhecidos como os “Mercury 7” ou “7 originais”. Eles eram: Walter Schirra, Donald Slayton, John Glenn,Scott Carpenter, Alan Shepard, VirgilGrissom e Gordon Cooper (este início da era espacial é retratado muito bem pelo filme “Os Eleitos”- The RightStuff, 1983). Alguns deles, como Schirra e Alan Shepard, acabaram trabalhando no Projeto Apollo. John Glenn, que foi o primeiro americano a orbitar a terra, já sexagenário e senador dos EUA, participou de um voo do Ônibus Espacial. Escolhi montar a nave de John Glenn, Friendship 7, pela importância histórica deste astronauta. Não podemos negar a coragem destes pioneirosdos voos espaciais, que arriscavam suas vidas dentro de diminutas cápsulas fabricadas com finas chapas de metal, subindo ao espaço sem ter a certeza da volta bem sucedida àTerra. Os vôos do Mercury foram: Freedom 7 - 5 de maio de 1961 - Alan Shepard - primeiro estadunidense no espaço em vôo sub-orbital de 15 minutos usando um foguete Redstone Liberty Bell 7 - 21 de julho de 1961 - Virgil Grissom - também vôo sub-orbital usando um foguete Redstone Friendship 7 - 20 de fevereiro de 1962 - John Glenn - primeiro vôo orbital dos EUA, usando um foguete Atlas Aurora 7 - 24 de maio de 1962 - Scott Carpenter - usando um foguete Atlas; Sigma 7 - 3 de outubro de 1962 - Walter Schirra - usando o Atlas; Faith 7 - 15 de maio e 16 de maio de 1963 - Gordon Cooper - usando um foguete Atlas 52

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Fev/Mar - 2011 O kit é fabricado pela MRC/Atomic City na escala 1/12. As árvores de peças são injetadas em três cores:branco, laranja e preto, mais uma arvore com peças transparentes que acompanha uma figura injetada em vinil do astronauta e duas folhas de decal Apesar de ser um kit de uma grande escala, os detalhes do modelo são muito pobres. O interior conta apenas com o básico, exigindo muito trabalho para uma melhor representação dos seus detalhes. Pelas pesquisas que fiz, o interior era pintado em cinza claro, então primeiro pintei a parede traseira onde se localiza o assento do astronauta. Depois pintei o painel que é fornecido em uma peça transparente, primeiro em preto para deixar esta cor na parte traseira e na frente pintei de cinza. Depois usando referências da internet,descobri que cada cápsula teve um painel diferente, que era alterado com a experiência adquirida na missão anterior e também era pintado em diversas cores para facilitar a operação pelo astronauta. Cada conjunto de cor era relativo a uma parte da missão. Usando finos fios de várias cores, simulei o chicote elétrico da parte traseira do painel. Em seguida, apliquei os decais de instrumentos que acompanham o kit e com um pincel fino simulei pequenas inscrições no painel. Nas fotos também percebi que no espaço entre a traseira do painel e a frente da cápsula eram colocados diversas caixas de instrumentos conhecidos na aeronáutica como Black Box. Usando peças da caixa de sobras de outros kits, fui colando várias peças de plástico para simular estes detalhes e depois pintei tudo de cinza claro. O kit também acompanha uma figura do astronauta.O uniforme usado nesta época era de um tecido prateado. Pintei assim a figura usando tinta acrílica alumínio da Aerotech e depois de cinza o cinto e de branco o capacete. Testei o encaixe da figura em seu lugar no interior da cápsula para ver se o encaixe era perfeito. Depois de pronto o interior, passei a pintura da parte externa. Consta que a pintura da cápsula era feita usando uma cor preta azulada. Preparei a cor com bastante azul e depois de seco, apliquei somente uma cor preta em alguns lugares para dar alguns efeitos na superfície. O fundo da cápsula era feita de uma peça de baquelite, usada nos anos 60 pela NASA como fundo isolante do calor da reentrada da nave na atmosfera terrestre. Pintei esta part e usando uma mistura de m a r rom, preto e vermelho. Depois para dar um efeito na pintura monocromática, adicionei preto à cor base e manchei algumas áreas da peça. O kit também acompanha um decal transparente com faixas pretas para o retrofoguete, mas achei muito difícil acertar estes decais que vem em várias partes a serem unidas e optei por pintar todo esteconjunto. Primeiro pintei de preto toda a peça e, depois de bem seca a tinta, cortei finas tiras de Masking Tape da Tamiya com muita paciência e apliquei cada uma em seu lugar. A seguir,cobri toda a peça com tinta alumínio Aerotech. Depois de retiradas as máscaras de fitas, a peça está pronta e bem mais fácil do que um quebra cabeça com decais. O foguete de extração de emergência fica preso a uma torre na frente da cápsula e era a salvação do astronauta em caso de mau funcionamento do foguete. Ao ser acionado, ele ejetava toda a cápsula do foguete a uma distância e altura segura para a abertura do pára-quedas e permitia um retorno salvoà Terra. Toda esta estrutura era pintada em orangedayglo, uma cor forte vermelho alaranjado, usada pela USAF nos anos 50 e 60 para aeronaves de teste e peças de emergência para facilitar sua localização. Para expor a nave em uma base de madeira, escolhi colocar dois suportes de metal partindo do interior da nave posicionados de maneira que esta fi- casse em uma posição inclinada permitindo observar os detalhes do interior. Primeiro furei a parte externa da cápsula, depois acertei a posição do tubo de latão de 10 mm e furei as partes internas, permitindo que os tubos tivessem um bom apoio interno, como reforço. Coloquei dentro de cada tubo um pedaço de madeira rígida, comprado em loja de aeromodelismo, para evitar que com o peso da nave o tubo de metal pudesse se partir. Colei os tubos ao interior da nave usando cola Araltide para uma melhor adesão. Colei o fundo da nave e em seguida furei a base e colei na nave no lugar. Finalizado, o kit sem dúvida fica um modelo imponente com quase 70 cm de comprimento,e retrata muito bem o começo da conquista do espaço pelo homem. Uma grande aquisição para uma coleção da história da tecnologia humana. 53

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Revista Hobby News Para mais informações sobre plastimodelismo visite meu blog: http://ricardomattua.wordpress. com/ 54

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