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Revista Hobby News Antonio Barsotti T odo hobbysta tupiniquim se recente por não existirem kits que explorem a temática nacional. Por não termos nenhum fabricante brasileiro, a nossa história não pode ser mostrada mundialmente, como a estadunidense e europeia, então, ficamos órfãos neste cenário. Com as figuras históricas, não é diferente. Neste caso, até certo período é possível adaptá-las ao nosso país. No momento em que os feudos, cidades estados, e regiões autônomas foram adquirindo um sentimento coletivo de identidade, tudo mudou, pois esta identidade nacional, que agrega diversas características culturais e a religiosas, vão pouco a pouco refletindo estes elementos no fardamento, através das cores, adornos, símbolos e até no armamento. Todavia, podemos contornar isso com alguma imaginação e muita pesquisa. O tema mais fácil e que não precisa de quase ou nenhuma adaptação, é o período da Segunda Guerra Mundial em que o Brasil foi representado pelos pracinhas da FEB (Fig. 2), que receberam uniformes e equipamentos iguais aos estadunidenses quando em ação no teatro europeu. Apenas o emblema da cobra fumando faz-se necessário no caso do Exército, para transformarmos qualquer figura da US infantary em um perfeito herói brasileiro. Nos pilotos da famosa Senta a Pua, nem isso é preciso! Uma figura que retrata muito bem o cenário colonial brasileiro, mas precisamente, em Pernambuco, é a de um mosqueteiro holandês do século XVII (Fig. 1), período em que o nordeste brasileiro esteve sob o domínio dos Países Baixos (1630 a 1654). Pesquisando seu uniforme e comparando com os das tropas estacionadas em Recife e Olinda, comandadas pelo Conde Maurício de Nassau, já temos mais uma figura, que não é brasileira, mas esteve presente em nossa história e solo pátrio na Batalha de Guararapes, onde afirmam os historiadores, foi o início da formação da identidade nacional. “Aqui nasceu o Brasil” lema do exército brasileiro alusivo a esta batalha. Outra muito bonita é este almirante inglês do séc. XVI (Fig. 3). A princípio não se pode enquadrá-lo como um personagem da marinha portuguesa ou espanhola devido a um detalhe muito sutil: as botas de cano longo, característica dos homens de armas ingleses, já que a nobreza portuguesa usava neste período uma espécie de meia calça com sandálias ou escarpins rasas de couro. Porém, podemos transformá-lo em um pirata inglês, como das dezenas que infestavam nosso litoral. Outro bom exemplo são os soldados e oficiais do exército da união na guerra da secessão estadunidense, que podem ser transformados, com algumas modificações, em figuras do exército imperial pré-republicano brasileiro. Como observamos, olhando com atenção e muita pesquisa, podemos sim, aos poucos ir construindo uma galeria com temas nacionais, que podem nos dar um prazer ainda maior do que quando trabalhamos em uma figura que não nos diz respeito historicamente. 58

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Out/Nov - 2009 59

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