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Revista Hobby News Ricardo Gasparini Mattua O Amphibious Assault Vehicle (AAV) - designação oficial AAV-7A1 (anteriormente chamado LVT-7) é um veículo anfíbio de desembarque com esteira fabricado pela FMC Corporation (BAE Systems Land and Armaments). Foi introduzido em 1972 em substituição ao LVT-5. Em 1982 a empresa FMC foi contratada para atualizar estes veículos para a nova versão AAV-7A1 com a adição de um novo motor, transmissão, sistema de armas e aumentar a maneabilidade do veículo. A suspensão e amortecedores foram reforçados para suportar maior peso. O tanque de combustível tornou-se mais seguro e um sistema de geração de fumaça que queima o mesmo combustível do carro foi adicionado. Oito lançadores de fumaça foram colocados na torre de armas. O motorista tem a seu dispor novos painéis de instrumento, um equipamento de visão noturna e um melhor sistema de ventilação interna. Estes veículos melhorados receberam o nome de LVT-7A1, mas em 1984 foram renomeados AAV-7A1. Outra adição ao veículo foi a torre de armas da Cadillac chamada de Up-Gunned Weapon Station (UGWS) que continha uma metralhadora de calibre 50 (12.7 mm) M2HB e um lançador de granadas MK-19 40 mm. Uma melhor blindagem, chamada Enhanced Applique Armor Kits (EAAK) foi desenvolvida para melhorar a proteção à tripulação. 64

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Revista Hobby News Foram 12 modelos LVTP7 adquiridos pela Marinha Brasileira no começo dos anos 80 e foram usados pela primeira vez na “Operação Dragão XXII” O AAV-7A1 é o atual veículo anfíbio de transporte de tropas usado pelo Corpo de Fuzileiros Navais (CFN). Seu objetivo é, durante operações navais, desembarcar as tropas de assalto dos grupamentos operativos da Força de Fuzileiros da Esquadra e seu equipamento em uma única viagem, diretamente ao navio de assalto dos fuzileiros, para objetivos em terra conduzir operações mecanizadas e suporte de combate. Após lançamento de navios de desembarque-doca (NDDs) ao largo da costa, os AAV7A1 de 24 toneladas são capazes de navegar até a praia a uma velocidade em torno de 12 km/h, usando propulsão de hélices na parte traseira do veículo. Em terra, sua velocidade pode chegar a até 70 km/h, embora sua velocidade média seja em torno uns 40 km/h tem uma autonomia de 480 km. Cada CLAnf conta com uma tripulação de três homens e pode transportar vinte e um soldados totalmente equipados para combate ou cerca de 4.500 kg de carga. Na versão inicial, LVTP7, contava apenas com uma metralhadora M85, calibre 50 (12,7 x 99 mm). Nos anos 90, a MB adquiriu mais 14 unidades de CLAnf 12, da nova versão AAV7A1 aumentando o inventário para 22 unidades de transporte de pessoal, duas de comunicações e duas de socorro. Estes já eram da versão mais moderna que as anteriormente adquiridas, vieram com várias modificações para aumentar o desempenho e proteção aos soldados, - armamento da torre, suspensão e auxílio à navegação. Nesta época, a MB incorporou dois Navios de Desembarque Doca (NDD) que possibilitaram um melhor uso tático dos CLanf, pois a partir destas aquisições os veículos eram transportados, embarcados e só eram lançados diretamente na zona de desembarque, aumentando sua autonomia de combate, pois até então, elas navegavam até a área do exercício antecedendo os navios da Força Tarefa Anfíbia comprometendo totalmente sua função tática. Existem três variantes destes veículos: • AAVP-7A1 Transporte de pessoal • AAVC-7A1 Veículo de comando • AAVR-7A1 (Recovery): Este não tem a torre do comandan- te. O R7 é considerado um carro guincho ou carro socorro. Conta com ferramentas e equipamentos necessários para reparos em campo e um guincho com braço hidráulico para levantar pequenas cargas. É o mais pesado das três versões. Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil - 13 AAV-7A1, 9 LVTP7A1, 2 LVTC-7A1 e 2 LVTR-7A1 66

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Fev/Mar - 2010 A Hobby Boss lançou cinco versões deste veículo. Para este artigo montei duas versões usadas pelo CFN, AAVP-7A1 e a AAVR-7A1. Ambos os kits impressionam pela quantidade de peças que contêm suas caixas, e a Hobby Boss não economizou em sua produção. Foram feitas diversas ferramentas para reproduzir as peças que diferem nos dois kits. Peças aparentemente iguais como o piso do veículo são totalmente diferentes nos detalhes sendo necessárias peças diferentes. Este cuidado também se nota em pequenas peças do interior e até mesmo na carroceria externa, tanto a parte de baixo como a “tampa” de cima são diferentes para cada veículo. Esse cuidado da Hobby Boss facilita muito nossa vida, pois não temos que ficar cortando peças para a montagem correta. Comparando o detalhado interior dos kits com fotos dos veículos reais, não pude notar nenhum erro no interior feito pelo fabricante. Aliás, impressiona a quantidade de pequenas peças feitas para reproduzir fielmente o interior do kit. O interior da versão AAVP-7A1 conta com três fileiras de bancos para o transporte de 21 fuzileiros e o AAVR7ª. Tem vários armários e uma banca de trabalho para acomodar as ferramentas necessárias. Ambos têm seus interiores pintados na cor usada hoje em dia na fabricação de transportes de tropas, um verde bem claro, pintei meus kits usando tinta duco da Aerotech e baseado em fotos apliquei um desgaste bem acentuado aos dois kits demonstrando seu intenso uso militar. Na versão AAVP-7A1 acrescentei mochilas e caixas da Verlindem e Legend, as armas M4 são da Dragon. Estes detalhes foram pintados usando tinta Vallejo. Na versão AAVR-7A1 coloquei ferramentas de um set da Italeri chamado Fiel tools que complementaram muito bem o kit e mais alguns acessórios da Tamiya. As figuras eram da Verlinden, modificadas para parecer o uniforme dos fuzileiros brasileiros. Também foram pintadas com tinta Vallejo. Este apresenta na parte externa os suportes para ser presa a blindagem extra, a Hobby Boss tem outro kit com esta blindagem incorporada, mas normalmente pelo peso que acrescenta ao veículo, só é usada em combate real. Nas fotos do CFN, é mais comum vermos o veículo sem este acessório. A única coisa que não consegui entender no kit foi a esteira, cada link é composto de duas peças: uma da parte metálica e outra da sapata em borracha. Sua montagem tornase repetitiva e tediosa, pois antes é necessário colar as duas peças, deixar secar e continuar com a montagem da esteira link-by-link. Escolhi pintar cada veículo em uma camuflagem diferente. Na versão AAVR-7A1 pintei nas cores usadas até 1997, areia (FS34201), preto (FS 37031), verde mate (FS 34096), bege Iraque (FS 36586), creme (FS 37886). No carro AAVP-7A1 fiz a versão da camuflagem usada atualmente, nas cores verde mangue (FS 34127), verde pantanal (FS34098) e marrom musgo (FS 37886). Aliás, uma das camuflagens mais bonitas que já fiz, pelos tons e contraste das cores usadas. Para a pintura usei tintas Aerotech duco. O Wash foi feito com tinta óleo e o dry-brush com tintas Humbrol. Sem dúvida são kits de alta qualidade lançados por este novo fabricante, modelos que impressionam pelo detalhamento, pelo porte quando prontos e uma grande aquisição para sua coleção de blindados. É o tipo de kit prazeroso durante todo seu trabalho (tirando as esteiras) que faz do plastimodelismo um excelente hobby e passatempo. Espero ver mais kits assim da Hobby Boss lançados brevemente. Gostaria de agradecer ao amigo modelista Cesar R. Ferreira pela ajuda na escolha das cores para a pintura destes kitda. Para mais informações sobre plastimodelismo visite meu blog: www. ricardomattua.wordpress.com 67

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