Tese de Doutorado de Claudiomir Selner - 2006

 

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Tese de Doutorado de Claudiomir Selner - 2006

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Claudiomir Selner MÉTODO PARA ANÁLISE DE SISTEMAS DE CONHECIMENTO, INSPIRADO NO PRINCÍPIO DA COMPLEMENTARIDADE DE NIELS BOHR Tese apresentada ao Programa de PósGraduação em Engenharia de Produção da Universidade Federal de Santa Catarina como requisito parcial à obtenção do grau de Doutor em Engenharia de Produção Orientador: Prof. Bruno Hartmut Kopittke, Dr. Florianópolis 2006

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2 Claudiomir Selner MÉTODO PARA ANÁLISE DE SISTEMAS DE CONHECIMENTO, INSPIRADO NO PRINCÍPIO DA COMPLEMENTARIDADE DE NIELS BOHR Esta tese foi julgada e aprovada para obtenção do grau de Doutor em Engenharia de Produção no Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da Universidade Federal de Santa Catarina Florianópolis, 30 de março de 2006 ___________________________ Prof. Édson Pacheco Paladini, Dr. Coordenador do Programa BANCA EXAMINADORA ___________________________ Prof. Bruno Hartmut Kopittke, Dr. Universidade Federal de Santa Catarina ___________________________ Profa. Marilda Todescat, Dra. Universidade Federal de Santa Catarina Orientador Moderadora ___________________________ Prof. Paulo Maurício Selig, Dr. Universidade Federal de Santa Catarina ___________________________ Prof. Rolf Hermann Erdmann, Dr. Universidade Federal de Santa Catarina ___________________________ Prof. Euler Renato Westphal, Dr. Universidade da Região de Joinville ___________________________ Prof. Raul Landmann, Dr. Universidade da Região de Joinville Membro Externo Membro Externo

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3 Ao meu pai, Evaldo Selner (in memoriam), à Minha mãe, Norma Schneider Selner, à minha esposa Rosana Mara Koerner e às minhas filhas Ester e Raquel.

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4 Agradecimentos À Universidade Federal de Santa Catarina, pela oportunidade de fazer esse doutorado. À Universidade do Estado de Santa Catarina, pelo acesso às informações e flexibilização dos horários das aulas sob minha responsabilidade. Ao meu Orientador, Professor Doutor Bruno Hartmut Kopittke, pela sua objetividade, persistência e apoio, para que os resultados da pesquisa fossem estruturados na forma de uma tese de doutorado. Obrigado professor Bruno. O senhor é realmente uma pessoa muito especial! Ao meu primeiro Orientador, Professor Doutor Paulo Maurício Selig, pela liberdade de ação que me foi permitida na busca da episteme na fase de pesquisa, sem a qual um assunto de natureza tão abstrata não poderia ter sido abordado numa tese de engenharia da produção e sistemas. Quero lhe dizer, caro professor, que sei das preocupações que lhe trouxe e lhe sou grato por sua abnegação nesse processo. Ao Professor Doutor Rolf Hermann Erdmann, pelo incentivo inicial na pesquisa dos assuntos relacionados à teoria do conhecimento e pelo tempo e auxílio na fase final do trabalho, auxílio esse que pode ser descrito como absolutamente fundamental, caracterizando o que é mais sublime nos verdadeiros professores: o amor pela causa do aluno. Obrigado professor Rolf! De forma bem especial eu lhe agradeço. Ao Professor Doutor Euler Renato Westphal, pelo auxílio nas questões filosóficas que envolveram o tema do presente trabalho e pela dedicação e zelo para que essa empreitada pudesse chegar ao seu final com sucesso. À Professora Doutora Marilda Todescat, pelo incentivo após a qualificação, para que eu insistisse na proposta do princípio da complementaridade, apesar dos riscos que corria esse projeto na época. À Professora Doutora Rosana Mara Koerner, pela revisão gramatical do texto. Ao Professor Doutor Raul Landmann, pelas contribuições sobre questões de normalização. Ao Professor e Mestre Carlos Norberto Vetorazzi Jr., Chefe do Departamento de Ciências da Computação da UDESC – Joinville, pelo auxílio na superação de dilemas pessoais, na segunda metade do processo de doutoramento. Ao Professor Doutor Claus Schwambach, diretor da Faculdade Luterana de Teologia da Missão Evangélica União Cristã, pelo apoio e incentivo. Àqueles que por mim oraram ao Deus eterno durante esse processo todo, queridos irmãos e irmãs em Cristo, da Igreja Luterana e da Missão Evangélica União Cristã, menção especial aos irmãos Ivan Frederico Hudler e Carlos Alberto Kunz, por sua amizade genuína. À minha mãe, ao meu sogro e sua esposa, às minhas irmãs e seus esposos e ao meu irmão e sua esposa, por terem paciência comigo ao longo de todo o processo de doutoramento. Amo vocês!

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5 À minha querida esposa, por sua dedicação e amor e principalmente pelas maravilhosas conversas aos domingos no café da manhã, que me davam o ânimo necessário para continuar. Às minhas “filhotinhas”, Ester e Raquel, que, mesmo talvez sem saber ao certo, tiveram o seu tempo comigo de alguma forma sacrificado. Eu as amo, minhas anjinhas! Aos meus clientes, pela paciência e compreensão nesse tempo em que me afastei de minhas atividades na Kugel Soft Informática Ltda., minha empresa. Obrigado por haverem subsidiado esse processo todo. Espero que os resultados da pesquisa possam se reverter em benefícios para vocês também. Aos maravilhosos amigos da Kugel, que me deram o suporte necessário para que eu pudesse me dedicar a esse trabalho: Ademar, Alexandre, Diogo, Izaura, Karl, Luis Carlos, Nilson, Regina, Renato, Sieghard, Simone e Valdecir. Desculpem a falta de atenção e ausência de liderança nesse período. Só tenho a dizer que vocês são vitoriosos. Estou orgulhoso de cada um de vocês, por sua competência, solidariedade e dedicação à nossa querida Kugel.

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6 Querido Pai Eterno, livra-me de me tornar prepotente, presunçoso e pretensioso diante da Sua majestade e também diante de meus semelhantes, de forma que o conhecimento que me concede não seja para a minha ruína. Dá-me, por Sua graça, o dom da humildade, próprio dos sábios, e o dom de servir, próprio dos que reconhecem que nada possuem senão o que lhes é confiado, graciosamente, pelo Senhor.

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7 RESUMO O presente trabalho situa-se na área de abrangência da Teoria Geral dos Sistemas, em sua dimensão de identificação (sobre o que caracteriza os sistemas) e mais especificamente no tema da emergência dos sistemas (sobre como surgem os sistemas). A partir de estatísticas que demonstram que os principais problemas encontrados nos sistemas de informações são originados nos processos de análise dos sistemas psico-sociais que os incorporam, o trabalho demonstra a importância das teorias na determinação da forma como os analistas percebem a existência e o surgimento dos sistemas. Em última análise, o scopus do trabalho consiste em identificar se a partir do princípio teórico da complementaridade podem ser desenvolvidos métodos de análise para sistemas de conhecimento mais eficazes que os derivados do mecanicismo clássico, baseado no princípio da causalidade. Para atingir esse propósito, é feita uma descrição do significado das teorias e, estrito senso, dos princípios da causalidade e da complementaridade, precedida de uma revisão da Teoria Geral dos Sistemas e dos seus desdobramentos mais recentes. Na seqüência são analisados aspectos de alguns dos métodos de análise de sistemas disponíveis, apresentando uma alternativa ao conceito de “problema”, que lhes é inerente, a partir da própria perspectiva da Teoria Geral dos Sistemas. O método utilizado na verificação da plausibilidade dos argumentos apresentados no desenvolvimento da teoria consistiu da análise de estudos de casos feitos por alunos de Análise de Sistemas do Centro de Ciências Tecnológicas da Universidade do Estado de Santa Catarina, chegando-se à conclusão de que realmente o princípio teórico da complementaridade desvenda possibilidades relevantes no desenvolvimento de “um novo olhar” sobre os sistemas psico-sociais. Palavras chaves: análise, sistema, princípio, causalidade, complementaridade.

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8 ABSTRACT The present work is placed in the General Systems Theory area, in its dimension of identification (on what characterizes the systems) and more specifically in the systems emergency subject (on what establishes the systems). From statistics which demonstrate that the main problems found in the information systems are originated in the analysis processes of psico-social systems that incorporate them, the work demonstrates the importance of the theories in the determination of the way that analysts perceive the existence and the sprouting of the systems. The scopus of this work consists in identifying whether from the complementarity theoretical principle, more efficient knowledge systems analysis methods can be developed, than those derivatives of the classic mecanicism, based in the causality principle. In order to reach this intention, is made a description of the theories meaning and, strict sense, of the causality and complementarity principles, preceded of a General Systems Theory revision and its more recent unfoldings. In the sequence, some available systems analysis methods aspects are analyzed, presenting an alternative to the concept of "problem" (to them inherent), from the perspective of the General Systems Theory. The method used for the feasibility verification of the arguments presented during the theory development was consisted of cases studies analysis, made by students of Systems Analysis, at the Technological Sciences Center, of the Santa Catarina State University, concluding that, really, the complementarity theoretical principle offers considerable possibilities in the development of "a new point of view" on the psico-social systems. Key words: analysis, system, principle, causality, complementarity.

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9 SUMÁRIO LISTA DE FIGURAS .................................................................................................12 LISTA DE GRÁFICOS ..............................................................................................14 LISTA DE SIGLAS....................................................................................................15 1 - INTRODUÇÃO .....................................................................................................16 1.1 Palavras iniciais ................................................................................................16 1.2 O mito da deterioração da informação pela demora no desenvolvimento do sistema ........................................................................................................18 1.3 A importância do processo de análise no desenvolvimento de sistemas...21 1.4 Introdução ao limite da causalidade – justificativa ........................................25 1.5 Introdução ao princípio da complementaridade ............................................26 1.6 Formalização do problema de pesquisa .........................................................28 1.7 Objetivos ............................................................................................................29 1.8 Proposta, motivação e ineditismo ...................................................................30 1.9 Limites da pesquisa e pressupostos necessários à sua compreensão ......31 1.10 Estrutura do trabalho......................................................................................32 CAPÍTULO 2 – PRINCÍPIOS, TEORIAS, SISTEMAS E ANÁLISE...........................35 2.1 Análise de sistemas ..........................................................................................35 2.2 Por que análise de sistemas de “conhecimento” e não de “informações”? 40 2.3 A incerteza nos métodos de análise de sistemas de conhecimento............41 2.4 As questões da epistemologia.........................................................................44 2.5 Pressuposto epistemológico dessa tese ........................................................45 2.6 As teorias ...........................................................................................................48 2.7 Teoria dos sistemas..........................................................................................49 2.7.1 Conceituando sistema ...............................................................................50 2.7.2 Caracterizando os sistemas.......................................................................50 2.7.3 Desdobramentos recentes sobre a teoria de sistemas..............................53 2.7.4 O conceito de retroação e sua importância ...............................................55 2.7.5 Percebendo o surgimento e as mudanças nos sistemas ..........................57

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10 2.7.6 Princípios: o núcleo das teorias .................................................................59 2.8 O princípio da causalidade...............................................................................60 2.8.1 O limite da causalidade..............................................................................62 2.8.2 O mérito específico, na análise de sistemas .............................................64 2.8.3 O problema na análise de sistemas e no treinamento de novos analistas 66 2.9 Dificuldade para os métodos de análise .........................................................71 2.10 O princípio da complementaridade ...............................................................75 2.10.1 Gênese do princípio da complementaridade ...........................................75 2.10.2 Compreendendo o princípio da complementaridade ...............................76 2.10.3 Implicações epistemológicas das conclusões de Niels Bohr sobre o conhecimento dos sistemas em geral ......................................................78 2.11 Síntese da teoria de sistemas e do princípio da complementaridade........83 2.11.1 Sistema não causa sistema ....................................................................83 2.11.2 As cadeias endocausais mostram como o sistema se estabelece, mas não levam à sua origem .................................................................84 2.11.3 Melhor é perceber os problemas como sendo sistemas..........................85 2.11.4 Saltos de inferência: poderosa ferramenta ..............................................86 2.11.5. Finalizando..............................................................................................87 CAPÍTULO 3 – METODOLOGIA DA PESQUISA.....................................................88 3.1 Aspectos formais: classificação da pesquisa ................................................88 3.1.1 Quanto à natureza da pesquisa.................................................................88 3.1.2 Quanto à forma de abordagem..................................................................89 3.1.3 Quanto aos objetivos .................................................................................89 3.1.4 Quanto aos procedimentos técnicos..........................................................89 3.2 O desenvolvimento do trabalho .......................................................................90 3.2.1 Surgimento do interesse pelo assunto da complementaridade .................90 3.2.2 Como é feita a análise com os diagramas de Ishikawa .............................91 3.2.3 Investigações sobre uma maneira alternativa ao modelo de causa-e-efeito 93 3.3 Processo para a análise dos casos .................................................................95 3.3.1 Protocolo para a seleção dos casos ..........................................................95 3.3.2 Dois grupos de problemas: dificuldade na identificação ............................99 3.3.3 Como se deu a análise ............................................................................101

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11 CAPÍTULO 4 – ANÁLISE DOS CASOS .................................................................104 4.1 As situações ....................................................................................................104 4.1.1 Primeira situação: as causas não justificam a existência do sistema......104 4.1.2 Segunda situação: o conhecimento complementa o vazio causal...........108 4.1.3 Terceira situação: o artifício semântico é o inverso de uma ação ...........111 4.1.4 Quarta situação: controle não é causa ....................................................114 4.2 Considerações finais do capítulo ..................................................................116 CAPÍTULO 5 – CONCLUSÕES & RECOMENDAÇÕES........................................117 5.1 Conclusões ......................................................................................................117 5.1.1 Quanto aos objetivos estabelecidos ........................................................117 5.1.2 Conclusões adicionais .............................................................................118 5.2 Recomendações..............................................................................................120 5.2.1 Gerais ......................................................................................................120 5.2.2 Específicas...............................................................................................121 REFERÊNCIAS ......................................................................................................123 ANEXO 1 ................................................................................................................132 ANEXO 2 ................................................................................................................143 ANEXO 3 ................................................................................................................149 ANEXO 4 ................................................................................................................162 ANEXO 5 ................................................................................................................170

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12 LISTA DE FIGURAS Fig. 1.2.a — Ciclo de vida do desenvolvimento de sistemas de informações...........19 Fig. 1.2.b — Fluxo de controle e dados na busca de soluções aos problemas ........21 Fig. 1.3.a — Seqüência no processo de análise. .....................................................24 Fig. 2.1.a — Ciclo para especificação de requisitos..................................................38 Fig. 2.1.b — Análise de sistemas para gerar requisitos de software ........................38 Fig. 2.2.a — Uma interpretação dos sistemas de conhecimento com alguns de seus elementos internos ......................................................................40 Fig. 2.3.a – Mãos que desenham, de M.C.Escher ....................................................42 Fig. 2.3.b — Sistema de aquisição de conhecimento de Pozo .................................43 Fig. 2.5.a — Teorias baseiam-se na percepção e determinam a percepção............46 Fig. 2.7.3.a — Círculo de causalidade ......................................................................53 Fig. 2.7.3.b — Arquétipo de escalada .......................................................................54 Fig. 2.7.4.a — Retroação em uma máquina a vapor ................................................55 Fig. 2.7.4.b — Retroação simples .............................................................................56 Fig. 2.7.4.c — Regulação homeostática do nível de açúcar no sangue ...................56 Fig. 2.7.4.d — Modelo de retroação: o efeito é fonte de informação para o reator...57 Fig. 2.8.1.a — Endocausalidade X Exocausalidade..................................................63 Fig. 2.8.2.a — Abastecimento: funcionamento normal .............................................64 Fig. 2.8.2.b — Abastecimento: refinaria em greve - acaba o combustível ................65 Fig. 2.8.2.c — O sistema original colapsa surgindo outro em seu lugar ...................65 Fig. 2.8.2.d — Diagrama de espinha de peixe – resultado primário .........................66 Fig. 2.8.3.a — A mente do analista “complementa” o elo faltante e estabelece o fenômeno.........................................................................................69 Fig. 2.8.3.b — O dilema da análise e da experiência................................................70 Fig. 2.9.a — Um problema ou um novo sistema? ....................................................72 Fig. 2.9.b — Os 16 estágios do SSM-plus ................................................................74 Fig. 2.10.2.a — Os opostos são complementares ....................................................77 Fig. 2.10.3.a — Sistema de controle do nível em uma caixa d’água ........................82 Figura 2.11.4.a — Estabelecimento de hipóteses e saltos de inferência..................86 Fig. 3.2.1.a – Estrutura histórica até ao assunto da complementaridade .................90

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13 Fig. 3.2.2.a – Vista parcial da seqüência do método de análise ...............................92 Fig. 3.2.2.b – Diagrama de causa e efeito de Ishikawa ............................................93 Fig. 3.3.a – Influências mútuas entre a teoria e a análise dos casos........................95 Fig. 3.3.1.a – Exemplo de Ishikawa selecionado ......................................................97 Fig. 3.3.1.b – Ishikawa quantificado ..........................................................................98 Fig. 3.3.1.c – O fenômeno é algum atraso ................................................................99 Fig. 4.1.1.a – Resultado da análise do aluno ..........................................................105 Fig. 4.1.1.b – Supostas causas da inadimplência ...................................................105 Fig. 4.1.2.a – Agência dos Correios com baixa receita ...........................................110 Fig. 4.1.3.a – Publicidade – causa de outro sistema...............................................113 Fig. 4.1.4.a – Controle não é causa ........................................................................115 Fig. 5.2.2.a — Sugestão de aperfeiçoamento ao método de análise .....................123

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14 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1.2.a — Percentual de aproveitamento dos projetos (por tamanho em pontos de função) ..........................................................................19 Gráfico 1.2.b — Coincidência entre o prazo de validade das informações e tempo necessário ao desenvolvimento do sistema .......................20

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15 LISTA DE SIGLAS ANA – Análise de Sistemas CCT – Centro de Ciências Tecnológicas Fig. – Figuras QFD - Quality Function Deployment – Desdobramento da função qualidade RAD – Rapid Application Development – Desenvolvimento Rápido de Sistemas TGS – Teoria Geral dos Sistemas UML – Unified Modeling Language – Linguagem de Modelagem Unificada UDESC – Universidade do Estado de Santa Catarina

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