Revista Jornal Empresários Fevereiro 2015

 

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Revista Jornal Empresários Fevereiro 2015

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FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Lorenge vê 2015 com otimismo O presidente da empresa, José Élcio Lorenzon, projeta um crescimento tendo como base lançamentos que somam R$ 587 milhões . Páginas 6 e 7 Cesan tem programa para amenizar a crise A nova presidente da empresa, Denise Cadete, apresenta algumas ações para evitar a falta d’água decorrente da grande estiagem. Página 9 ® do Espírito Santo ANO XVI - Nº 182 www.jornalempresarios.com.br FEVEREIRO DE 2015 - R$ 4,50 FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Três vezes mais Com um custo final de R$ 26 milhões, o triplo do valor orçado, e atraso de quatro anos, o restaurante giratório da Findes tem previsão de ficar pronto em 2016, segundo informa a entidade. Página 10 Vitória tem orçamento de R$ 1,87 bilhão Até março, o município distribui os carnês do IPTU, com a taxa de lixo, uma das fontes de receita . Página 4

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2 FEVEREIRO DE 2015 VITÓRIA/ES 15 ANOS EDITORIAL❫❫ Crise e descaso última semana de fevereiro foi marcada por dois eventos relevantes, na Assembleia Legislativa, para a população ter acesso a uma amostragem real das condições em que se encontram as finanças do Estado. Primeiro a secretária estadual da Fazenda, Ana Paula Vescovi, apresentou dados sobre o descumprimento de metas fiscais do governo Renato Casagrande; em seguida, a prestação de contas do governador Paulo Hartung, na qual ele reforçou a difícil situação dos cofres públicos. Nesses dois primeiros meses do novo governo, a população já pode sentir os efeitos das condições precárias em que foram deixados setores vitais para o bem estar coletivo: por falta de recursos financeiros, as viaturas policiais tiveram sua utilização reduzida, a fim de economizar combustível, provocando críticas e apreensão. Outro setor importante, o da educação, foi igualmente sacrificado por meio da adoção de medidas restritivas impostas pela falta de recursos financeiros. A secretária Ana Paula Vescovi afirma que a situação é grave e algumas obras já estão paralisadas. Segundo ela, houve excesso de lançamentos, de início de obras, sem conclusão de outras e em um cenário muito além da capacidade fiscal e financeira do Estado. O novo governo trabalha para enquadrar as obras em andamento dentro da capacidade de pagar. Trata-se de imprimir um novo sentido organizacional para permitir investimentos que desaguem em maior crescimento. A secretária entende que o trabalho prioritário foi avaliar as licitações que estão abertas, sob a mediação dos órgãos de controle. A ordem é substituir a preocupação quantitativa pela eficiência dos recursos, pois obra paralisada é dinheiro público no ralo. Neste mês, veio a tona o caso da devolução de ambulâncias ao governo Federal, unicamente por falta de recursos que possibilitassem sua utilização. O fato comprova falta de planejamento e, muito além disso, de comprometimento com um dos setores que mais tocam a população, especialmente as camadas mais necessitadas. A crise existe e ninguém pode negar sua gravidade. ■ ANDREA CAMARGO Redução do custo trabalhista: Banco de Horas A E m tempos de crise e elevação do custo empresarial, é sempre válida a aplicação de medidas para a redução da carga trabalhista. Um desses meios é a adoção do “Banco de Horas” , que permite uma flexibilização na contagem do tempo de trabalho, evitando o pagamento desnecessário de horas extras. Tal instituto funciona como um acordo de crédito e débito entre empregado e empregador de horas trabalhadas, em que as horas excedentes de trabalho poderão ser compensadas pela diminuição da jornada de trabalho em outro dia, de maneira que não exceda o período máximo de um ano. O citado direito tem previsão constitucional (artigo 7º, inciso XIII), assegurando aos trabalhadores a seguinte hipótese: “duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho” . Sua validade também é ratificada pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), no parágrafo 2º do artigo 59, quando preceitua: “Poderá ser dispensado o acréscimo de salário se, por força de acordo ou convenção coletiva de trabalho, o excesso de horas em um dia for compensa- do pela correspondente diminuição em outro dia, de maneira que não exceda, no período máximo de 1 (um) ano, à soma das jornadas semanais de trabalho previstas, nem seja ultrapassado o limite máximo de 10 (dez) horas diárias” . Todas as previsões, desta forma, condicionam sua validade à instituição mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho, vale dizer, mediante a participação do sindicato da categoria. A adoção ou não do Banco de Horas é uma decisão do empregador e faz parte da administração da sua empresa. Uma vez instituído, segundo as exigências legais, o empregado deve aceitar. Isso porque a legislação trabalhista já ressalvou que sua criação deve ser amparada pela participação do sindicato. Isso, de certa forma, traz para o trabalhador a certeza de que não haverá qualquer abuso de seus direitos. A implantação desse mecanismo de compensação de horas acontece quando a empresa vê tal necessidade mediante o alto custo de remuneração do trabalho extraordinário. Nesse caso, sua viabilização é aconselhável e deve ser estimulada. Dessa forma, tal previsão legal veio assegurar que o custo do trabalho extraordinário possa ser diluído na possibilidade de descanso, chegando a um resultado que não traga ônus para as duas partes. A vantagem para o trabalhador é saber que haverá possibilidade de trabalhar menos no dia em que será recompensado pelas horas que trabalhou a mais e pela certeza de que, com a redução da carga trabalhista, a empresa em que trabalha terá mais viabilidade de crescer, o que, consequentemente, traz mais estabilidade a seu emprego e chance de promoção. Para o empregador, a vantagem é não ter de efetuar o pagamento das horas extras nem seus reflexos nas demais verbas trabalhistas (tal hora custa no mínimo de 50% a 100% a mais que a hora normal de trabalho), o que reduz seus custos, permitindo maiores investimentos ou lucros. A maioria das empresas ao adotarem o sistema de compensação de horas, através do Banco de Horas, o fazem para liberarem o trabalho aos sábados, mas não necessariamente é implantado somente para isso, uma vez que o maior benefício é poder compensar o trabalho ao invés de pagálo com um custo maior que a hora comum. A implantação regular do citado “Banco de Horas” na prática permite que as horas trabalhadas além da jornada normal possam ser compensadas com entrada mais tarde ao serviço ou saída mais cedo; também com folgas a mais na semana ou acréscimo de dias de férias. Na jornada de trabalho para fins de compensação, permitese prorrogar até o máximo de 2 horas diárias, respeitando-se a duração normal de 44 (quarenta e quatro) horas semanais e o limite máximo diário de 10 (dez) horas. Havendo irregularidade no Banco de Horas, será devido ao empregado o adicional de horas extras sob as horas compensadas erroneamente. Também será devido o pagamento de horas extraordinárias no caso de rescisão contratual que haja crédito de horas trabalhadas. Dessa forma, a criação desse instituto e sua aplicação só têm a beneficiar a todos, pois o funcionário saberá que será recompensado com descanso pelas horas excedidas em um dia de trabalho e o empresário poderá ter o custo trabalhista reduzido, o que fomenta inclusive a criação de outros empregos. E se ganha o trabalhador e ganha o empresário, ganha também a sociedade. ■ Andrea Camargo é advogada especialista em Direito Empresarial e mestre em Direitos e Garantias Constitucionais Fundamentais EUSTÁQUIO PALHARES A outra gaia D eus perdoa sempre, o homem às vezes, a natureza nunca, dispõe o velho adágio. Estamos tendo o testemunho disso na atualidade, não bastasse os tantos exemplos de calamidades potencializadas pela depredação ou negligência humana, produzindo tragédias de profundos sulcos na memoria coletiva. Quando criança, um dia, preso em casa por causa da chuva torrencial que caía, resmunguei contra o tempo e fui repreendido pelo meu pai, falando que na roça aquela chuva caia como bênção e lá, de onde viera, o sol tórrido é que era considerado mau tempo. Uma lição despretensiosa de relativismo. Sabe-se que o conceito de sustentabilidade chegou para ficar, não é mais um modismo e passa a ser o balizador de qualquer atividade humana, ante o risco da exaustão dos recursos que julgávamos infinitos. Esse conceito, mais do que impor critérios rígidos de regulamentação da atividade produtiva se desdobrará de modo mais refinado em outras instâncias da vida social, principalmente no consumo, predatório tanto pela voracidade da demanda de insumos e matérias primas quanto no descaso com o descarte e descarga dos dejetos dele resultante. Mas o que pretendo ressaltar é o fato de que a natureza, antes de se reagir, confirmando a Teoria de Gaia, emite claros sinais dos desajustes que a ação humana desestabilizadora está por desencadear. Depois é colher as consequências. Algumas delas, como no caso atual do Brasil, servindo como uma moldura indesejável de uma gestão inepta, incompetente e que transcende governos, evidenciando o descaso e a negligência com as devidas ações preventivas ao longo dos anos. Aí me valho do exemplo da natureza para replica-lo na sociedade. Evocar uma natureza social que dá claros, ostensivos sinais de degradação. O efeito social do consumo discriminatório, ao qual nem todos tem acesso mas é emulador, instigador de ações transgressoras; a reconfiguração - em alguns casos, desbaratamento - familiar com a perda de papeis tradicionais na moldagem dos valores que fazem a higidez do tecido social; a competividade escorada em um individualismo que leva a pessoa a considerar apenas sua própria perspectiva, considerando o coletivo uma vaga abstração; a banalização da violência como recurso primário de solução de conflitos e uma roleta russa até democrática na sua natureza indiscriminatória, o, enfim, clima de “salve-se quem puder” , estão aí evidenciando quão doente está a sociedade. As ações extremadas de violência desencadeadas por motivos banais expressam isso de modo cristalino. Os ca- sos que se repetem no noticiário policial apenas ilustram uma tensão social exacerbada que irrompe no contexto de uma permanente intolerância. Quaisquer casos podem ser ilustrativos. Tomemos, pontualmente, aleatoriamente, os eventos recentes do passageiro que, ensandecido, matou dois jovens dentro de um ônibus. Haveria antecedentes de violência, era contumaz, ou rendeu-se à loucura compartilhada da sociedade? A mesma que motivou um jovem policial militar de 24 anos a matar a tiros sua namorada, uma ainda adolescente de 19 anos. Para além da invidualização da culpa, isso não denota o nível de patogenia da sociedade? Ou o quanto ela mesma, a sociedade, está emitindo sinais de pedidos de socorro? ■ Eustáquio Palhares é jornalista eustaquio@iacomunicacao.com.br É publicado por Nova Editora - Empresa Jornalística do Espírito Santo Ltda ME - Insc. Municipal: 1159747 - CNPJ: 09.164.960/0001-61 Endereço: Praça San Martin, 84, salas 111 e 112, Edifício Alphaville Trade Center - Praia do Canto, Vitória - Espírito Santo - CEP: 29055-170 Diretor e jornalista responsável Marcelo Luiz Rossoni Faria rossoni@jornalempresarios.com.br Repórter fotográfico Antônio Moreira Contato comercial Telefone (27) 3224-5198 comercial@jornalempresarios.com.br Site: www.jornalempresarios.com.br E-mail: jornal@jornalempresarios.com.br Impressão: Gráfica JEP - 3198-1900 Diagramação Liliane Bragatto redacao@jornalempresarios.com.b Colaboradores Antonio Delfim Netto, Eustáquio Palhares, Jane Mary de Abreu e Andrea Camargo Assinaturas (27) 3225-3442 As opiniões em artigos assinados não refletem necessariamente o posicionamento do jornal.

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4 FEVEREIRO DE 2015 VITÓRIA/ES 15 ANOS Orçamento de Vitória é de R$ 1,87 bilhão IPTU, Taxa de Lixo e Iluminação pública garantem receita de R$ 117,37milhões m Vitória o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) vai garantir receita de R$ 63,07 milhões. A Taxa de Lixo acrescenta mais R$ 30,37 milhões e a Contribuição para Custeio de Serviço de Iluminação Pública (Cosip), R$ 23,93 milhões. O total para os 168.485 carnês, a serem distribuídos entre 3 de fevereiro e 21 de março, é de R$ 117,37 milhões. Para 2015 o orçamento fixado é de R$ 1,87 bilhão Os contribuintes terão correção de 6,46% sobre os valores de 2014. Segundo o secretário municipal da Fazenda em Exercício, Márcio Guedes, a atualização dos valores foi feita pelo IPCA-E. Ele desta- Taxa de lixo vem junto com cobrança do IPTU A Taxa de Lixo vem junto com o carnê do IPTU e o pagamento é obrigatório para todos os 168.485 contribuintes de Vitória. Este ano a taxa de lixo vai render à Prefeitura exatos R$ 30.367.381,00. A isenção no carnê ocorre apenas para o IPTU, desde que o contribuinte seja um proprietário maior de 60 anos, tenha um único imóvel e nele residir, com renda familiar inferior a cinco salários mínimos. Outra possibilidade de isenção do IPTU é para imóveis edificados com valor venal até R$ 30 mil (exceto vagas de garagem) e terrenos com o valor venal até R$ 7 mil. Nesses casos, é emitido carnê para o contribuinte somente com a cobrança das taxas de lixo e Cosip (terrenos). O pagamento do carnê ou do boleto impresso através da internet pode ser feito no Banco do Brasil, Banestes, Santander, Bancoob-Sicob, Bradesco, Caixa Econômica Federal, lotéricas e Itaú. ■ FOTO: ANTÔNIO MOREIRA E cou que neste ano, logo na capa do carnê, o contribuinte vai ficar sabendo que irá pagar o IPTU, a taxa de lixo e Cosip. A Cosip é devida apenas pelos proprietários de terrenos onde não há possibilidade de entrega do carnê, uma vez que a Taxa de Iluminação Pública é paga mensalmente junto à conta de energia elétrica. A subsecretária municipal de Receita, Luiza Marilac, destacou que somente o IPTU tem uma participação de 3,37% no Orçamento total de Vitória. Marilac disse que a entrega dos carnês não poderá ser agilizada, porque os Correios alegou ter dificuldades operacionais. Mas res- saltou que qualquer contribuinte já pode entrar no site da Prefeitura de Vitória e acessar a opção serviços/documentos arrecadação, para imprimir o carnê. O vencimento da cota única ou do pagamento da primeira parcela é 26 de março. O desconto para a cota única é de 8%. A subsecretária disse que o parcelamento pode ser feito em cinco ou em até 10 vezes, neste último caso para valores acima de R$ 100,00. A inadimplência do IPTU é de cerca de 25% do valor lançado, segundo Marilac. No ano passado foi feito um Refis (refinanciamento), cujo prazo foi ampliado e divulgado na imprensa, acentuou. Márcio Guedes diz que IPTU terá correção de 6,46% JANE MARY DE ABREU Tudo é possível aos que acreditam sol anunciava o final de mais um dia e lá, entre as árvores, estava Andala, um pardal que não se cansava de observar Yan, a grande águia. Seu voo preciso, perfeito, enchia seus olhos de admiração. Sentia vontade em voar como a águia, mas não sabia como fazer. Sentia vontade de ser forte como a águia, mas não conseguia ser.Todavia, não cansava de segui-la por entre as árvores só para vislumbrar tamanha beleza… Um dia estava a voar por entre a mata a observar o voo de Yan, e de repente a águia sumiu da sua visão. Voou mais rápido para reencontrá-la, mas a águia havia desaparecido. Foi quando levou um enorme susto: deparou de uma forma muito repentina com a grande águia a sua frente. Tentou conter o seu voo, mas foi impossível, acabou batendo de frente com o belo pássaro. Caiu desnorteado no chão e quando voltou a si, viu aquele pássaro imenso bem ao seu lado observando-o. O Sentiu um calafrio no peito, suas asas ficaram arrepiadas e pôs-se em posição de luta. A águia em sua quietude apenas o olhava calma e mansamente, e com uma expressão séria, perguntou-lhe: – Por que estás a me vigiar, Andala? – Quero ser uma águia como tu,Yan. Mas, meu voo é baixo, pois minhas asas são curtas e vislumbro pouco por não conseguir ultrapassar meus limites. – E como te sentes, amigo, sem poder desfrutar, usufruir de tudo aquilo que está além do que podes alcançar com tuas pequenas asas? – Sinto tristeza. Uma profunda tristeza. A vontade é muito grande de realizar este sonho… O pardal suspirou olhando para o chão e disse: – Todos os dias acordo muito cedo para vê-la voar e caçar. És tão única, tão bela. Passo o dia a observar-te. – E não voas? Ficas o tempo inteiro a me observar? Indagou Yan. – Sim. A grande verdade é que gostaria de voar como tu voas. Mas as tuas alturas são de- masiadas para mim e creio não ter forças para suportar os mesmos ventos que, com graça e experiência, tu cortas harmoniosamente… Tomada pela compaixão, Yan disse: -Andala, bem sabes que a natureza de cada um de nós é diferente, e isto não quer dizer que nunca poderás voar como uma águia. Sê firme em teu propósito e deixa que a águia que vive em ti possa dar rumos diferentes aos teus instintos. Se abrires apenas uma fresta para que esta águia que está em ti possa te guiar, ela te dará a possibilidade de voar tão alto como eu. Acredite em você! E assim, a águia preparouse para levantar voo, mas voltou-se novamente ao pequeno pássaro que a ouvia atentamente: – Andala, apenas mais uma coisa: Não poderás voar como uma águia se não treinares incansavelmente por todos os dias. O treino é o que dá conhecimento, fortalecimento e compreensão para que possas dar realidade aos teus sonhos. Se não pões em prática a tua vontade, teu sonho sempre será apenas um sonho. O mundo está cheio de pardais que sonham com as alturas, pessoas e mais pessoas que esquecem de acordar para realizar os seus sonhos. Se você está nesta condição, certeza de uma coisa: só existem os limites estabelecidos pela mente. Você não é o seu corpo e nem a sua mente, você é espírito! Você é feito de luz, pode assumir a forma que desejar, pode voar alto, pode alcançar grandes alturas porque é filho de um Deus infinito e ilimitado. Se filho de peixe é peixinho, por que filho de Deus não seria deuzinho? É óbvio que cada um de nós é um pequeno ser divino em desenvolvimento, feito à imagem e semelhança do Pai. Desperte para esta realidade e desfrute de toda a prosperidade e abundância que o Universo disponibiliza para nós todos os dias. Desconfie do que algumas pessoas chamam de impossível. Isso é desculpa para quem duvida de si, desconhece a sua força interior e tem preguiça de mudar. Você é um ser ilimitado, oceânico! Pode realizar tudo que desejar ardentemente. Pare com essa mania louca de achar que a grama do vizinho é mais verde do que a sua, que ele pode e você não. O Universo não tem filhos prediletos e não discrimina ninguém, dá a todos os mesmos recursos. O problema é que alguns acreditam que podem, outros não... alguns voam, outros preferem passar pela vida rastejando. Um pardal poderá sempre voar tão alto quanto uma águia, se esta for sua vontade. Tenha confiança em você e voe, entregue as suas asas aos ventos e aprenda o equilíbrio com eles. Tudo é possível aos que acreditam. ■ Jane Mary é jornalista, consultora de marketing, voluntária do Programa de Educação em Valores Humanos, autora do livro Tudo é perfeito do jeito que é. www.janemary.combr janemaryconsultoria@gmail.com

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15 ANOS VITÓRIA/ES FEVEREIRO DE 2015 5 Correspondência chega com atraso Os consumidores contabilizam prejuízo por conta da má prestação de serviços, que “são pontuais” segundo os Correios O s atrasos na entrega de correspondências e, principalmente, de faturas com cobrança, estão trazendo transtornos e prejuízos em todo o Espírito Santo. Os boletos atrasados de planos de saúde, telefonia, internet, cobranças bancárias em geral, provocam pagamento de multa, juros e até a inclusão dos nomes em cadastros de inadimplentes, como SPC e Serasa. As reclamações são generalizadas. Para quem possui plano de saúde da Unimed-Vitória, por exemplo, as faturas chegam após o vencimento. As cobranças da Unimed-Vitória postadas em 8 de janeiro e com vencimento no dia 25 não haviam sido entregues até o fechamento desta edição. O mesmo ocorre com os boletos bancários e as faturas das prestadoras de serviços. Há muitas reclamações em todo o Estado. Outro exemplo é a operadora Tim, que fecha o faturamento no final de cada mês e faz as postagens nos últimos dias do mês anterior, com a data de vencimen- to oscilando entre os dias 13 e 16 do mês seguinte. O atraso provoca atritos entre a operadora e clientes, uma vez que a empresa comunica que vai tomar providências legais para o recebimento, inclusive com a inscrição do cliente no SPC e Serasa. E ameaça suspender o serviço por falta de pagamento. Esse foi o caso do estudante Jean Barreto, morador de Linhares, no Norte do Espírito Santo, que teve o foi inscrito no SPC pela Vivo como inadimplente. Ele contou que a Vivo não aceitou o argumento de que a culpa foi dos Correios. Ainda em Linhares, o empresário do ramo de imóveis, Manoel Marcos Rodrigues Firme, contou que já se aborreceu muito com a demora, que motiva constantes pagamentos de multa e juros. Ele disse que os Correios não devolvem o dinheiro gasto com essas despesas. Firme disse que a sua mãe anota em uma agenda as datas de vencimento das lojas, para solicitar desses estabelecimentos uma se- Correspondência postada pela Unimed no dia 8 de janeiro somente foi entregue dia 25 de janeiro gunda via, evitando assim o pagamento de encargos. CORREIOS – Sem dar entrevista, a empresa optou por emitir uma nota para prestar esclarecimentos. “Os atrasos nas entregas de correspondências são pontuais e os Correios já implantaram um plano de contingência para regularizar a situação, o qual consiste em ações como a redistribuição da carga, realocação de empregados de outras cidades e unidades, realização de serviço extraordinário, trabalho nos fins de semana e mutirões” ,é a íntegra da nota emitida pelos Correios no Estado. ■

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6 15 ANO O empresário José Élcio Lorenzon, presidente da empresa, credita o reconhecimento do público à alta qualidade dos empreendimentos e ao rigoroso cumprimento dos prazos de entrega Lorenge completa 35 anos e projeta 2015 com otimismo A empresa conquistou recentemente o 32º lugar no ranking das 100 maiores construtoras brasileiras o alto da posição de maior construtora do Espírito Santo, a Lorenge completa 35 anos de atividades e projeta para 2015 um crescimento de 12% de receita líquida em relação a 2014, tendo como base lançamentos previstos que somam R$ 587 milhões. O presidente da empresa, José Élcio Lorenzon destaca que, recentemente, a Lorenge conquistou o 32º lugar entre as 100 maiores construtoras do Brasil pelo ranking ITC (Inteligência Empresarial da Construção). “Esse resultado é reflexo de um trabalho sério e continuo de uma empresa sólida que trabalha para fazer entregas de qualidade, respeitando todos os públicos” . Atualmente, a Lorenge tem 14 obras em andamento. “Em 2014, tivemos 725 mil m² construídos. Temos empreendimentos em Vitória, Vila Velha, Cariacica, Serra, Linhares, Cachoeiro, Aracruz, D Guarapari, Campos de Goytacazes e um terreno próprio para um futuro lançamento em Macaé” , explica José Élcio. Segundo ele, a Lorenge é reconhecida por projetar empreendimentos de qualidade e alto padrão. A empresa possui um leque de opções em prédios comerciais, residenciais e, também, hotéis. “Nosso público são pessoas que fazem questão de qualidade em acabamento, soluções sustentáveis e que fazem questão de um atendimento diferenciado” , afirma o presidente da empresa. “ É importante ressaltar que, cada vez mais, queremos nos aperfeiçoar para atender um público específico, por isso, os próximos projetos a serem lançados contemplam produtos de alto padrão, voltados para o público A e B. Esse novo posicionamento é resultado de uma análise de mercado, que aponta para a demanda por esse perfil de empreendimento, em especial, nas regiões onde eles serão construídos” , diz ele, destacando o bom resultado obtido no ano passado: “Tivemos um resultado recorde em 2014, com R$ 335 milhões em unidades vendidas” . José Élcio se orgulha, como ele mesmo diz, do fato de a Lorenge ter como base valores que fizeram com que ela atravessasse décadas apresentando constante desenvolvimento. O objetivo da empresa é muito mais que construir com qualidade: “Temos como foco estabelecer relações fortes com os públicos que atendemos, desenvolvendo soluções inovadoras e inteligentes, feitas sob medida para os desejos dos clientes. Uma delas é a conexão Personal Lorenge: uma ação inovadora que permite que o cliente seja atendido de maneira personalizada, com um profissional exclusivo, que o auxilia com todas as questões relacionadas ao imóvel” . Além disso, a empresa está atenta às tendências do mercado, trabalhando cada vez mais um foco sustentável: foi a primeira do estado a ter uma obra com certificação LEED e, agora, possui também construções inscritas na certificação Aqua (Alta Qualidade Ambiental) – O Facilità Camburi (Vitória) e o Facilità Pellinca (Campos dos Goytacazes). A Lorenge tem como missão conectar os produtos ao que as pessoas mais gostam e criar um mundo junto com elas, fazendo a integração entre imóvel de qualidade, respeito ao meio ambiente, desenvolvimento social e satisfação de cada um dos seus clientes. A empresa conta com 1200 colaboradores diretos e 1500 indiretos. COMO SURGIU - Idealizada em 1980 por uma família cheia de talentos, a Lorenge nasceu da von- tade de dar aos familiares um trabalho que gerasse mais renda e uma vida melhor para todos. “Com uma intuição certeira, começamos nossos investimentos na construção civil. Já em 1985 tínhamos muita preocupação com a qualidade e, por isso, demos início a programas e certificações, como o Qualidade Total e a ISO 9000. Desde o início sabíamos que o nosso trabalho era a criação do seu mundo, o seu imóvel, por isso sempre trabalhamos de forma pioneira e inovadora, trazendo soluções inteligentes para você. A história se segue e, em 2007, nossos acionistas firmaram um pacto para fazer da Lorenge uma organização sustentável. Foi nesse ano também que criamos o Conselho de Administração e a Diretoria Executiva, impulsionando um negócio mais estratégico e baseado em medidores de resultados” .

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OS VITÓRIA/ES FEVEREIRO DE 2014 7 Empresa entra em nova fase de expansão Para este ano, no Espírito Santo, os lançamentos programados são o Spazio Enseada e Design Navegante, que prometem movimentar o mercado. Além disso, a Lorenge pretende lançar mais um empreendimento em Linhares. Seu quarto empreendimento na cidade, o Spazio Nogueira da Gama, é considerado um sucesso com 85% das unidades vendidas, mostrando que a região é promissora. Em Campos dos Goytacazes o cenário não é diferente. O grande sucesso do Spazio Wandenkolk, com 85% vendido, e do Facilità Pelinca - 60% vendido em apenas duas semanas, faz com que a Lorenge também tenha a previsão de mais um lançamento na cidade. O grande destaque da empresa para esse ano é a construção do primeiro Centro de Convergência Urbana de Macaé, que reunirá no mesmo endereço moradia, shopping, hotel e salas comerciais, uma tendência mundial que a Lorenge traz para a cidade e que oferece praticidade no dia a dia das pessoas, já que permite aos condôminos morar, trabalhar e fazer compras sem precisar sair das dependências do empreendimento. Sobre os planos para o futuro, o presidente da empresa afirma: “A Lorenge sempre trabalha criando novas oportunidades, mesmo quando o cenário não se apresenta como favorável. Para 2015, a empresa projeta um crescimento de 12% de receita líquida em relação a 2014, tendo como base lançamentos previstos que somam R$ 587 milhões. Além disso, vamos continuar os investimentos também internamente, trazendo conceitos diferenciados de construção e relacionamento com seus colaboradores, como por exemplo, a melhoria contínua do canteiro de obras e comunicação interna com os funcionários. Todo esse esforço e trabalho é fruto da consciência da empresa e só é possível graças a sua saúde e solidez” . Ao referir-se aos 35 anos da construtora, José Elcio Lorenzon diz: “Nós da Lorenge, temos orgulho de sermos uma empresa sólida e com grande saúde financeira. Essa realidade faz com que seja possível construir uma imagem positiva além de fornecer segurança para todos os nossos stakeholders. Nossos 35 anos são marcados por muita dedicação e empenho, fatores que fizeram da Lorenge uma empresa respeitada e referência no mercado da construção civil, não só pela qualidade e diferencial das nossas obras, mas também, pelo cuidado que temos em zelar pelo atendimento em todas as fases da venda. Temos como objetivo continuar trabalhando para criar um mundo novo para nossos clientes, conectando-os ao que há de melhor no setor, com acabamento impecável e soluções práticas aliadas com design, qualidade de vida e cuidado com o meio ambiente” .■ Design Bento Ferreira está localizado em Vitória A sede da Lorenge fica na Enseada do Suá Edifício Vila D’Ita fica em Itaparica, Vila Velha DIRETORES Leandro Lorenzon Diretor de Novos Negócios Samir Ginaid Diretor Comercial Giulliano Polito Diretor de Obras Antônio Favery Diretor Financeiro Millena Abreu Diretora de Projetos

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8 FEVEREIRO DE 2015 VITÓRIA/ES 15 ANOS Consumidor tem portal oficial para fazer reclamação A ferramenta do Governo Federal não se choca com as atribuições dos institutos de defesa do consumidor nos estados e municípios rogramas e projetos do governo federal voltados para a população foram ampliados no Brasil na última década, com sensíveis ganhos principalmente para as camadas de renda mais baixa. Um dos setores que ainda capenga está ligado à defesa do consumidor. O portal www.consumidor.gov.br é a mais nova ferramenta do setor. “É um novo serviço público para solução alternativa de conflitos de consumo disponibilizado por meio de plataforma tecnológica de informação, interação e compartilhamento de dados, monitorada pelos Procons e pela Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça, com o apoio da sociedade” . A Secretaria Nacional do Consumidor é a responsável pela gestão, disponibilização e manutenção do Consumidor.gov.br, bem como pela articulação com demais órgãos e entidades do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor que, por meio de cooperação técnica, apoiam e atuam na consecução dos objetivos do serviço. O serviço será uma importante ferramenta para tentar solucionar os problemas entre fabricantes, intermediários e consumidor. A ferramenta poderá ser acionada para resolver, por exemplo, a polêmica em torno da fabricação de produtos considerados indispensáveis, como geladeira, fogão, celular, lavadora de roupa e televisão, que terão quer ser trocados em até 15 dias após a compra. A polêmica é porque o Código de Defesa do Consumidor diz que a troca poderá ser feita em até 90 dias e não em 15 como está no O site está funcionando desde setembro do ano passado P FOTOS: ANTÔNIO MOREIRA Número de produtos essenciais gera polêmica Quantos produtos são considerados essenciais para o dia a dia da população? O Código de Defesa do Consumidor relaciona 90, enquanto a lei que regula a troca de produtos com defeito, que está para ser sancionada pela Presidência da República, diz que são apenas cinco, diferente também do que informa o Plano Nacional de Consumo e Cidadania, que aponta 30 produtos como essenciais. A polêmica está formada. Pela nova regra, geladeira, fogão, celular, televisão e lavadora são produtos essenciais e deverão ser trocados em até 15 dias caso apresentem defeitos de fabricação. Os Procons gritam e afirmam que os produtos defeituosos devem ser trocados de imediato. As mudanças que geram polêmica foram feitas em decorrência de alterações no Plano Nacional de Defesa do Consumidor, do Ministério da Justiça. A redução do número de produtos considerados essenciais é consequência de pressões da indústria e do comércio. Existe uma reivindicação dos institutos de defesa para que haja mudança na nomeclatura que será dada a produtos de primeira necessidade, considerados essenciais. A listagem deve ser enquadrada numa categoria especial, desse modo, alguns produtos podem ser considerados essenciais, em determinadas situações. Esse pleito dos Procons se choca com a opinião dos fabricantes. Para um determinado consumidor, um celular pode ser um produto essencial, para outro, não. As diferenças terão que ser analisadas mais detalhadamente, a fim de que o consumidor não seja prejudicado. O que ocorre atualmente, na maioria dos casos, é que o consumidor ainda encontra muita dificuldade para trocar um produto defeituoso, a começar pela burocracia dos serviços de defesa. Nesse sentido o portal consumidor.gov.br pode representar um avanço, sem chocar-se com as atribuições dos institutos de defesa dos estados e municípios. ■ O novo sistema permite compartilhamento de informações com os Procons projeto de regulamentação de produtos essenciais, que está na mesa da presidente Dilma Rousseff para ser sancionado. Outro ponto é que a relação de produtos essenciais foi reduzida, gerando uma série de reclamações. “O consumidor ganha um novo instrumento público para buscar a solução dos seus problemas de consumo, acessível de qualquer lugar, por meio da internet, de forma rápida e desburocratizada. Além disso, ele poderá acessar dados e informações sobre o comportamento das empresas no mercado de consumo, permitindo-lhe uma comparação e ampliando seu poder de escolha” , afirma a Secretaria de Defesa do Consumidor na apresentação da nova ferramenta, que pode ser usada, em todos os estados, desde setembro deste ano. Com essa ferramenta, o consumidor fica em pé de igualdade com o fornecedor. No entanto, esse serviço não substitui os Procons. “O serviço disponibilizado na plataforma não constitui um procedimento administrativo e tampouco se confunde com o atendimento tradicional prestado pelos Procons. Assim, a utilização dos serviços do consumidor.gov.br pela população se dá sem prejuízo ao atendimento realizado pelos canais tradicionais de atendimento providos pelos Procons estaduais e municipais, defensorias públicas, juizados especiais cíveis, entre outros órgãos do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor. A empresa deverá acompanhar diariamente as reclamações recebidas por meio do site e respondêlas em até 10 dias. O tempo de resposta será contado a partir do registro da reclamação. Durante este período, é possível que a empresa solicite eventuais informações complementares. Esse procedimento pode ocorrer nos casos em que alguma informação relevante para o tratamento da reclamação não houver sido prestada. Comerciantes têm prazo de 15 dias para trocar produtos da linha branca LUIZ MARINS Começou um novo ano: prepare-se para correr! onta uma velha história que um americano e um japonês (hoje seria um chinês) estavam caçando na África e ficaram sem munição. De repente viram um enorme leão que se aproximava. O japonês tirou os sapatos e começou a calçar o seu tênis de corrida. Ao ver ojaponês colocando seu tênis, o americano lhe disse espantado: Você acha que de tênis correrá mais que o leão? Ao que o C japonês lhe respondeu: Não preciso correr mais que o leão. Preciso apenas correr mais do que você! Eis aqui uma boa lição para o ano que se inicia. No mundo de hoje, extremamente competitivo, na “selva” em que vivemos, temos que correr, pois para que sobrevivamos num mundo em que não é o maior que vencerá o menor, mas sim o mais ágil que vencerá o mais lento, temos que ter a velocidade neces- sária para correr mais que nossos concorrentes deixando-os, e não a nós, como presas do mercado. Para isso temos que decidir com rapidez, empreender novas ideias, enfim, agir. Todos já sabemos que 2015 não será um ano fácil. Pelo contrário. São muitas as nuvens carregadas que se aproximam. Assim, seja você patrão, empregado, profissional liberal ou autônomo, o momento não é o de ficar esperando para ver as coisas acontecerem. Não é hora de ficar devorando as notícias ruins dos jornais e revistas e de ficar grudado na televisão se contaminando de tantas tragédias e notícias ruins que por certo não faltarão. É hora se ser proativoe não apenas reativo. É hora de acreditar em sua capacidade de vencer obstáculos, de correr mais que o leão e de atingir osucesso e não só sobreviver. E para correr mais que o leão você tem que estar preparado e com o equipamento certo. Por isso, antes de sair correndo, lembre-se de se preparar bem, investir em você, estudar, ler e participar de todas as oportunidades que possam fazer de você um vencedor. Pense nisso. Sucesso! ■ Luiz Marins é antropólogo contato@marins.com.br

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15 ANOS VITÓRIA/ES FEVEREIRO DE 2015 9 Estiagem causa prejuízo A Federação da Agricultura (Faes) prevê prejuízos no setor agrícola do Espírito Santo acima de R$ 1,4 bilhão por causa da forte seca m um ano onde a economia assinala recessão da atividade econômica, a maior estiagem dos últimos 40 anos vem contribuir para que os prejuízos no setor agrícola do Espírito Santo ultrapassem R$ 1,4 bilhão. Este valor foi calculado pela Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), tendo como base a produção e o faturamento dos produtores rurais no ano de 2014. “Vou torcer para que fique nesse patamar” , disse o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes), Júlio Rocha. O representante dos ruralistas s está pessimista. As chuvas recentes não trouxeram alento para o segmento, e os técnicos preveem o prosseguimento da forte estiagem no decorrer de 2015. Até o momento a situação é grave e Rocha cita os dados de um levantamento do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) em todo o Estado, onde as perdas nas lavouras de café já estão entre 20% a 32%. Na produção de leite, o prejuízo oscila entre 23% e 28% e na fruticultura, varia de 20% a 30%. CAFEICULTURA – O presidente do Sindicato da Indústria de Torrefação e Moagem de Café do Espírito Santo (SinFOTO: ANTÔNIO MOREIRA E dicafé-ES), Egídio Malanquini, concorda com os números da Seag que estimam um prejuízo de R$ 960 milhões para a cafeicultura. “É a nossa projeção também e este é um número realista” . Malanquini disse que a consequência é uma previsível redução de safra, de 9,6 milhões para 7,5 milhões de sacas. O presidente do SindicaféES disse que os grandes produtores internacionais, como o Vietnam, não terão como atender o mercado e quem vai pagar a conta é o consumidor. A elevação de preço é inevitável. As indústrias do setor já sentem a escassez do produto. Outro agravante destacado por ele é a perda de qualidade do produto, devido à longa estiagem. PREOCUPAÇÃO - Para evitar o pior, no último dia 10, o presidente da Faes, juntamente com outras lideranças do setor ruralista, se reuniu com o governador Paulo Hartung. Rocha disse que o governador está muito preocupado e que determinou a criação de um grupo de trabalho para indicar quais os caminhos a seguir. O objetivo foi pedir a adoção de uma política emergencial. Entre um dos pleitos está a prorrogação nos prazos dos financiamentos bancários para o setor. “Se não houver uma política adequada é possível ocorrer êxodo rural e o cida- dão vai pagar pela majoração nos preços” , alertou. O grupo de trabalho já está atuando e algumas ações estão em andamento, como uma articulação com a Defesa Civil Estadual, para auxiliar os municípios na montagem do processo para decretar situação de emergência ou calamidade. Com menor oferta, os valores praticados se elevam. A Faes tem dados coletados pela Ceasa, com um exemplo na olericultura. A oferta de tomate vem apresentando queda. Enquanto no início de janeiro foi registrada a entrada de 310,7 mil quilos em um único dia, duas semanas depois o registro diário assinalou 229,9 mil quilos. O prejuízo estimado em R$ 1,4 bilhão é dividido da seguinte forma: R$ 960 milhões na cafeicultura, R$ 300 milhões na fruticultura e R$ 130,7 milhões pecuária de leite. Na pecuária, segundo o presidente da Faes, o índice corporal dos animais está reduzindo, exigindo a aquisição de suplementos alimentares que anteriormente eram destinados apenas às vacas leiteiras, e hoje é necessário oferece-los a todos os animais. A prorrogação e renegociação de dívidas, além de abertura de novas linhas de crédito, são medidas aguardadas pelo setor agropecuário. Denise Cadette Gazinelli Cruz assumiu a presidência da Cesan Cesan tem programa para amenizar efeitos da crise A nova presidente da Cesan, Denise Cadete, assumiu a direção da empresa no momento em que ocorre a pior estiagem dos últimos 40 anos no Espírito Santo, e vem dando mostras de competência para superar a crise. Com pouco mais de 30 dias no comando da empresa responsável pelo abastecimento de água, já apresenta soluções para amenizar a crise. Entre essas, o aproveitamento da represa de Rio Bonito, em Santa Maria de Jetibá, o que garante o abastecimento da região metropolitana até outubro, caso ocorra a pior de todas as hipóteses: ausência completa de chuvas nesse período. O nível zero de água não deverá ocorrer, pelo menos por enquanto. “É uma equação que não tem uma previsão para ser dada, porque não existe um reservatório zero se ainda há um período de chuvas, que aconteceram agora em fevereiro, e em março ainda teremos alguma coisa” , afirma. Não há uma previsão concreta. “Não é uma ciência exata. Acreditamos que se houver um pouco mais de chuva, o nível da reserva na represa de Rio Bonito irá subir ” , complementou. A represa de Rio Bonito já existe e não foi construída para o uso humano. É um reservatório que conta atualmente com 26 mil metros cúbicos de água. A usina Rio Bonito teve sua construção iniciada em 1952 e foi inaugurada em 1959 e gera energia para o sistema EDP Escelsa, tendo capacidade instalada de 15 MW. RIO DOCE – Outra proposta é o aproveitamento da água do Rio Doce canalizada para a Fibria. A presidente lembra que a concessão de exploração do Rio Doce não pertence à Cesan e sim ao SAAE, em Colatina. Mas é possível trazer até à região metropolitana essa água, através de adutoras. A Agencia Nacional de Águas (ANA) prometeu analisar com agilidade o projeto. Cadete não descarta projetos até então tidos com inviáveis devido ao elevado custo, como a construção de uma usina de dessalinização da água do mar para abastecer a região metropolitana de Vitória. Admite que mesmo o custo sendo elevado – só a usina custaria em torno de R$ 750 milhões – “a atual realidade de escassez d água faz com que essa proposta venha a ser considerada e analisada” .A Prefeitura de Vitória, na gestão de João Coser, chegou a elaborar um projeto para a construção de uma usina de dessalinização em Vitória. ■ Na região de Nova Venécia já podem ser observados os efeitos nocivos à lavoura pela estiagem

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10 FEVEREIRO DE 2015 VITÓRIA/ES 15 ANOS FOTOS: ANTÔNIO MOREIRA Restaurante da Findes custa três vezes mais O custo inicial de R$ 8,4 milhões foi ajustado para R$ 26 milhões no final da obra á se passaram quatro anos do prazo inicial, outubro de 2011, mas, pelo ritmo das obras, tudo indica que ainda vai demorar algum tempo para que o Centro Cultural da Federação das Indústrias (Findes) fique pronto. A obra deve ser entregue somente em 2016, com o espetacular restaurante giratório, causa de todo esse atraso e que já consumiu três vezes mais do que o valor inicial de R$ 8,4 milhões, gerou muita dor de cabeça, entre elas a dúvida se o antigo edifício da entidade irá suportar tanta carga. O custo final está estimado em R$ 26 milhões. “Todos os questionamentos foram levantados por nós e solucionados. Temos a garantia de seis engenheiros, sendo o último atestado técnico de Ronaldo Batista Carvalho, especialista que equacionou os problemas de vibração da ponte RioNiterói e do Engenhão” , afirma Marcelo Ferraz, superintendente da Findes. O projeto acabou ganhando a confiança da diretoria, depois de várias remodelações e da construção de outro prédio ao lado, que funciona como via de acesso e também J faz parte das obras de enrijecimento de todo o projeto Mas a dor de cabeça não para por aí: auditoria da Controladoria Geral da União (CGU) aponta que a licitação da obra foi feita com projeto “inadequado, incompleto e insuficiente, resultando numa obra mais cara e possivelmente inviável técnica e economicamente, ferindo o princípio constitucional da economicidade” . O atraso e os gastos acima do previsto resultaram num relatório de 88 páginas da CGU, que concluiu pela existência de participação desproporcional do Serviço Social da Indústria (SESI) no rateio de despesas de reformas de áreas de uso comum do condomínio. A auditoria orienta que cerca de R$ 10,6 milhões sejam devolvidos aos cofres da instituição. Marcelo Ferraz, superintendente da instituição, destacou que não vê dificuldades em concordar com a CGU e diz que a Findes fará um ajuste de contas e no planejamento, para poder ressarcir o SESI. “Na época, a obra foi concebida como arte, cultura e lazer e, por isso, o SESI bancou. Mas realmente essa é uma obra de provei- to condominial” , admitiu ele. Para ele, o planejamento original deixou a desejar. “Elementos técnicos para compor a obra se revelaram insuficientes. Isso acarretou um custo maior” , apontou. No decorrer da obra, laudos e relatórios apontaram falhas de projetos, má qualidade na execução da obra e impasse quanto à segurança da estrutura. A CGU destaca que, apesar disso, não houve aplicação de penalidades por infrações cometidas pela empresa contratada para a execução da empreitada, “contrariando o previsto em cláusulas específicas do instrumento contratual” . Até o final deste mês, amparada em uma nova licitação, com teto de R$ 8,7 milhões, a Findes terá o suficiente para finalizar a obra. Depois de assinada a ordem de serviço, a previsão é que em 300 dias tudo esteja concluído, com o restaurante habilitado a funcionar. Os envelopes da licitação já foram abertos e quatro empresas se credenciaram para concluir o projeto. A Findes está analisando as propostas e a expectativa é que o resultado seja divulgado até o final deste mês. A Findes garante total segurança no restaurante giratório Estrutura metálica pesa 149 toneladas O projeto do Centro Cultural acrescentou três pavimentos ao prédio da Findes e prevê o funcionamento de um espaço para exposições e lançamentos de livros e o restaurante com piso giratório para 90 pessoas. Ao final da construção, o espaço terá 149 toneladas só em estrutura metálica. Na configuração final do espaço, com relação à estrutura ocorrerão ajustes. A partir de uma consultoria, a Findes teve que aplicar 28 toneladas de aço a mais na base da estrutura metálica da obra, para garantir a estabilidade do espaço e a segurança completa dos usuários do local. Segundo a Findes, as obras vão resultar em 2.185 metros quadrados de área nova. Com isso, cada entidade terá seu patrimônio acrescido em 700 metros quadrados. O presidente Marcos Guerra revela que, apesar de todos os impasses, está confiante da importância da obra. Foram instalados novos elevadores de acesso aos pavimentos e nova escada pressurizada, com plataformas interligando todos os andares, além de ampliação do hall da recepção do prédio, dando mais segurança aos funcionários e transeuntes, melhorando inclusive a acessibilidade interna do edifício. De autoria do arquiteto Fernando Marroquim, o projeto mostra a harmonia entre o concreto armado e a estrutura metálica, pousada sobre a laje de cobertura do edifício. Ele parte da ideia de inovação unindo uma estrutura em concreto armado a uma estrutura metálica revolucionária. ■ Guerra anuncia reinício da obra

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15 ANOS VITÓRIA/ES FEVEREIRO DE 2015 11 Empresário Público-alvo lança escola de associativismo O projeto conta com o apoio da Federação das Indústrias (Findes) e do Centro de Apoio aos Sindicatos (CAS) A Escola de Associativismo é direcionada, prioritariamente, a novos sócios e dirigentes sindicais sem experiência na gestão sindical, a ex-dirigentes de entidades sindicais e dirigentes com mandato. A governança da escola ficará sob responsabilidade do Conselho do Instituto Euvaldo Lodi, à frente o presidente da Findes, Marcos Guerra. “A escola começa para os empregadores industriais do Espírito Santo e vai evoluindo para outros segmentos, como comércio, transportes e agropecuária, a partir de sua consolidação” , afirma Sérgio Rogé- rio de Castro, prevendo uma ampliação das atividades até mesmo com a participação de associações de empregados. O projeto prevê a utilização de modernas ferramentas de divulgação, desde as redes sociais, até site próprio, incluindo uma biblioteca e um museu de imagem e do som, que funcionará no Centro Cultural da Findes. “Teremos um acervo local, outro nacional e um terceiro internacional” , diz Sérgio Rogério. Ele destaca o apoio do presidente da Findes, Marcos Guerra, e do diretor do CAS, Egídio Malanquini. D o alto de sua experiência como bem sucedido empreendedor e dirigente de entidades sindicais, inclusive da Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Findes), o empresário Sérgio Rogério de Castro, do grupo Fibrasa, parte para mais uma iniciativa. Trata-se da Escola de Associativismo, que começa a funcionar no próximo mês de março. “Tenho mais de 40 anos vivendo em associações e nesse tempo aprendi que devemos desde cedo respeitar os objetivos da entidade, os sócios, com o pro- pósito de cuidar bem das coisas que são comuns a todos” , explica Sérgio Rogério. A Escola de Associativismo, segundo ele, é uma semente, mas muito ambiciosa, pois irá ampliar a participação e aumentar a qualidade das atividades dos industriais e dirigentes com poder de decisão na vida de seus sindicatos. A escola vai funcionar com a estrutura da Findes, com total apoio do presidente da entidade, Marcos Guerra. O público alvo será, em sua primeira fase, os industriais do Espírito Santo, com previsão de ampliação para outros segmentos no Estado, e em outros locais. “Em março haverá a apresentação do projeto e no mesmo mês iniciaremos as aulas/palestras, que depois serão transformadas em apostilas e disponibilizadas em vídeos outras mídias” , informa Sérgio Rogério. Estão programadas para 2015 quatro aulas/palestras, com os seguintes temas: A importância da renovação, com Sérgio Rogério e Oswaldo Vieira Marques; Sede própria, com Hélcio Resende Dias e César Daher Carneiro; Prodfor, com José Bráulio Bassi- ni e Luciano Raizer, e O Dia D – associar-se, que será ministrada pelo presidente da Findes, Marcos Guerra, e pelo diretor do Centro de Apoio aos Sindicatos (Cas), Egídio Malanquini. Essa primeira fase do projeto é financiada pela Findes, mas a pretensão é que ele seja sustentável a partir do segundo ano. A escola conta com o apoio do Instituto Euvaldo Lodi (Iel) e vai atuar de forma integrada com o Cas e com o Programa de Desenvolvimento de Associativismo da Confederação Nacional da Indústria (CNI). ■ Sérgio Rogério de Castro: visão ampla

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