dossiê "Modo de Utilização"

 

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dossiê de apresentação

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FICHA DO ESPETÁCULO coreografia, espaço cénico e figurino PAULO RIBEIRO; interpretação MARCO FERREIRA DA SILVA; banda sonora (colagem de excertos) JOHN ZORN / ENIO MORRICONE, GEORGE FENTON, LUIZ AMERICANO, TIA AMÉLIA; desenho de luz PAULO RIBEIRO / CRISTÓVÃO CUNHA; fotografia JOSÉ FABIÃO / JOSÉ ALFREDO; produção COMPANHIA PAULO RIBEIRO; CALENDÁRIO DE PRODUÇÃO estreia absoluta em 1990 na Bienal Universitária de Coimbra com interpretação de PAULO RIBEIRO; estreia da reposição no dia 05 de dezembro de 2014 no Teatro Municipal Rivoli, Porto O ESPETÁCULO TEM 2 FORMATOS POSSÍVEIS: A. SOLO DE CERCA DE 25 MINUTOS, INTERPRETADO POR MARCO FERREIRA DA SILVA [Neste formato o espetáculo pode ser complementado com outra(s) peça(s)] B. SOLO DE CERCA DE 25 MINUTOS + UMA TALVEZ APOTEOSE COLETIVA* DE CERCA DE 30 MINUTOS COM MARCO FERREIRA DA SILVA * No final do solo, o público é desafiado para uma talvez apoteose coletiva que se realiza no palco, sob a orientação do bailarino. Este baile tem lotação limitada e os interessados em participar poderão inscrever-se previamente. Neste caso, o programa total terá cerca de 55 a 60 minutos. 2

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paulo ribeiro © josé fabião (1990) marco ferreira da silva © josé alfredo (2014) marco ferreira da silva © josé alfredo (2014) MODO DE UTILIZAÇÃO coreografia PAULO RIBEIRO É uma peça que de forma despretensiosa e com algum humor combate a necessidade de racionalizar a dança, dando-lhe espaço para existir por si mesma transmitindo uma energia vital e poética em que o sentido profundo da coreografia está naquilo que não é dito mas sim sentido… 3

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paulo ribeiro © josé fabião (1990) marco ferreira da silva © josé alfredo (2014) auto-retrato do auto-retrato Texto de Claudia Galhós Eis uma questão: Como um intérprete – bailarino co-criador – 25 anos depois da estreia de uma peça emblemática da história da dança constrói o seu auto-retrato quando o solo, em si, era já um auto-retrato do seu autor? Esta é uma das muitas interrogações levantadas pela nova versão de “Modo de Utilização”, criada e interpertada por Paulo Ribeiro em 1990. A peça faz parte da História da dança contemporânea portuguesa. Ali está a génese da identidade coreográfica do seu autor, visível nas suas obras ainda hoje e que foi ganhando mais corpo e definição com a fundação da Companhia Paulo Ribeiro em 1995. Por ocasião da estreia, António Pinto Ribeiro qualificou a peça como “uma obra eufórica”, “uma rapsódia coreográfica de autor” no artigo “Estados Gerais da Nova Dança” (Expresso, 1 de Dezembro de 1990). 4

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“Paulo Ribeiro dançou num total despojamento, como se expressasse também ele o seu auto-retrato. Foi assim apresentando uma fraseologia que lhe é mais própria, constituída por tiques, movimentos nervosos, frases (digamos populares) retiradas do quotidiano urbano, movimentos que reflectem situações de equilíbrio dificil. Toda a composição era servida por um humor subtil, viesse ele de uma inteligente forma de provocação do público ou de paródia sobre movimentos de dança clássica”. A chamada “NDP – Nova Dança Portuguesa” tem uma “História”, que remonta à década de 80. Vive-se no Ocidente a tendência de recuperar ‘História’ particular da dança contemporânea. Neste caso, a valorização e salvaguarda passa por outras estratégias que não apenas o rever de vídeos ou fotografias, mas a reconstituição e/ou a recriação. O diálogo intergeracional e a ideia de transmissão fazem parte da riqueza e complexidade deste ‘museu vivo’. É dentro deste segundo género que se inclui “Modo de Utilização”, versão de 2014 do solo originalmente estreado por Paulo Ribeiro em 1990, na edição também histórica da BUC, a Bienal Universitária de Coimbra. Paulo Ribeiro dançou então na cantina, que mais parecia o interior de uma igreja vazia, da Universidade. Em 2014, a apresentação foi no grande auditório do Teatro Rivoli (do Porto), reaberto e devolvido à cidade, com a pulsação e o temperamento de um outro corpo, o de Marco Ferreira da Silva, nome da nova geração da dança portuguesa, no 5

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âmbito do programa “Solos Icónicos”, organizado pela Companhia Instável. Tal como constava na origem da peça, o espaço entre a apropriação e a recriação da obra por via do corpo e da personalidade de Marco Ferreira da Silva resulta num duplo auto-retrato: o do seu autor original e o do seu recriador atual. Está lançado um interessante desafio: descobrir as diferenças. 6

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biografias PAULO RIBEIRO | coreógrafo Natural de Lisboa, foi em várias companhias belgas e francesas que fez carreira como bailarino, até que os seus passos conduzi© josé fabião (1990) ram-no à criação coreográfica. A estreia enquanto coreógrafo deu-se, em 1984, em Paris, no âmbito da companhia Stridanse, da qual foi co-fundador, e que o levou à participação em diversos concursos naquela cidade, obtendo, logo no ano da estreia como criador, o prémio de Humor e, no ano seguinte, em 1985, ganhou o 2.º prémio de Dança Contemporânea, ambos no Concurso Volinine. De regresso a Portugal, em 1988, começou por colaborar com a Companhia de Dança de Lisboa e com o Ballet Gulbenkian, para os quais criou, respectivamente, Taquicardia (Prémio Revelação do jornal Sete, em 1988) e Ad Vitam. Com o solo Modo de utilização, interpretado por si próprio, representou Portugal no Festival Europália 91, em Bruxelas. A sua carreira de coreógrafo expandiu-se no plano internacional, a partir de 1991, com a criação de obras para companhias de renome: Nederlands Dans Theater II (Encantados de servi-lo e Waiting for Volúpia), Nederlands Dans Theater III (New Age); Grand Théâtre de Genève (Une Histoire de Passion); Centre Chorégraphique de Nevers, Bourgogne (Le Cygne Renversé); Ballet de Lorraine (White Feeling e Organic Beat). Para o Ballet Gulbenkian, criou ainda: Percursos Oscilantes, Inquilinos, Quatro Árias de Ópera, 7

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Comédia Off -1, White e Organic Beat, Organic Cage, Organic Feeling. Entretanto, em 1994 o criador foi galardoado com o Prémio Acarte/Maria Madalena de Azeredo Perdigão pela obra Dançar Cabo Verde, encomenda de Lisboa 94 – Capital Europeia de Cultura, realizada conjuntamente com Clara Andermatt. Em 1995, fundou Companhia Paulo Ribeiro, para a qual já criou 15 coreografias: Sábado 2, Rumor de Deuses, Azul Esmeralda, Memórias de Pedra – Tempo Caído, Orock, Ao Vivo, Comédia Off -2, Tristes Europeus – Jouissez Sans Entraves, Silicone Não, Memórias de um Sábado com rumores de azul, Malgré Nous, Nous Étions Là, Masculine, Feminine, Maiorca, Paisagens – onde o negro é cor, JIM e, mais recentemente, Sem Um Tu Não Pode Haver Um Eu. O trabalho com a própria companhia permitiu-lhe desenvolver melhor a sua linguagem pessoal como coreógrafo. E o reconhecimento não tardou. Logo em 1996, a obra Rumor de Deuses foi distinguida com os prémios de “Circulação Nacional”, atribuído pelo Instituto Português do Bailado e da Dança, e “Circulação Internacional”, atribuído pelo Centro Cultural de Courtrai, ambos no âmbito do concurso “Mudanças 96”. Em 1999, o coreógrafo venceu ainda o Prémio Almada do Instituto Português das Artes do Espectáculo. Ao longo da carreira, tem ganho vários outros prémios de relevo, como o “Prix d’Auteur”, nos V Rencontres Chorégraphiques Internationales de Seine-Saint-Denis (França); o “New Coreography Award”, atribuído pelo Bonnie Bird Fund-Laban Centre (Grã-Bretanha), o “Prix d’Interpretation Collective”, concedido pela ADAMI (França); ou ainda o Prémio Bordalo da Casa da Imprensa (2001). Em 2009 recebeu mais duas distinções: o prémio Coreógrafo Contemporâneo, no 1.º Portugal Dance Awards, e o Prémio do Público, no Dance Week Festival da Croácia. Recentemente foi galardoado com o prémio Melhor Coreografia de 2010 pela Sociedade Portuguesa de Autores, pelo espectáculo Paisagens – onde o negro é cor. 8

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Em acumulação com o trabalho na companhia de autor, Paulo Ribeiro foi Comissário do ciclo “Dancem”, em 1996 e 1997, no Teatro Nacional S. João. Desempenhou, entre 1998 e 2003, o cargo de Director-geral e de Programação do Teatro Viriato/CRAE (Centro Regional das Artes do Espectáculo das Beiras), e foi ainda Comissário para a Dança em Coimbra 2003 – Capital Europeia da Cultura. Em 2006, regressaria ao Teatro Viriato, para reocupar o cargo de Director-geral e de Programação, isto após a extinção do Ballet Gulbenkian que dirigiu entre 2003 e 2005, tendo nesse período recebido o “Prémio Bordalo” da Casa da Imprensa Portuguesa (2005) pelo trabalho desenvolvido com esta companhia. Em 2008, participou como coreógrafo na produção Evil Machines, de Terry Jones, para o Teatro Municipal de S. Luiz. Em 2010, coreografou o espectáculo Sombras, de Ricardo Pais. E em 2011 criou Desafinado, para o grupo Dançar com a Diferença (Madeira), e ainda um quarteto para o espectáculo colectivo Uma Coisa em Forma de Assim, com a Companhia Nacional de Bailado, para a qual criou seguidamente Du Don de Soi, um espectáculo de noite inteira, sobre o cineasta Andrei Tarkowsky e Lídia em 2014. O criador ainda trabalhou no cinema, com a concepção da coreografia para La Valse, um filme de João Botelho. O coreógrafo tem-se ainda dedicado à formação, orientando vários workshops em Portugal, mas também em países onde a companhia tem marcado presença. Leccionou a disciplina de Composição Coreográfica, no âmbito do mestrado de Criação Coreográfica Contemporânea, promovido pela Escola Superior de Dança, e deu aulas no Conservatório Nacional de Dança. 9

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MARCO FERREIRA DA SILVA Nascido a 22 de Setembro de 1986 e natural de Santa Maria da Feira. marco ferreira da silva © josé alfredo (2014) Bailarino desde 2004, tendo trabalhado com as companhias: Companhia de Dança do Norte - “Dreams” coreografado por Pedro Pires; Companhia Tok’Art - “Made in time” em 2011 e “You never know how things are going to come together” em 2012 coreografado por André Mesquita; Companhia Instável - “Fuga sem Fim” em 2011 coreografado por Victor Hugo Pontes e “Shelters” coreografada por Hofesh Shechter em 2012 no contexto Guimarães- Capital Europeira da Cultura. Neste mesmo ano, integrou a peça “EXIT 211-A” de Elisabeth Lambeck no Teatro de Campo Alegre e a reposição da peça “Rendez-Vouz” de Victor Hugo Pontes, bem como de “A strange land” inserido no contexto Guimarães- Capital europeia da Cultura 2012; Intérprete do solo “Anatomization” de Sylvia Rijmer no CCB Box Nova. Foi vencedor no evento Eurobattle 2009 no estilo de “New style” e em 2010, venceu o programa televisivo “Achas que sabes dançar”. Como Coreógrafo iniciou as suas criações em 2008 com a peça “Asylum” co-produzida pela All About Dance e Feira Viva, inserido no contexto Imaginarius 2010 e “Duas Faces”, co-criação com Mara Andrade. 10

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“Nevoeiro 21” estreou-se em Abril de 2012 no Teatro de Campo Alegre nos Palcos Instáveis, promovidos pela Companhia Instável, Porto Cultura e Teatro de Campo Alegre e foi reposto no festival maisImaginarius 2012 e também neste contexto foi co-criador da peça “Psicanálise” da “Plataforma Labu“. “Amid (ensaio sobre o som)” foi apresentado em Dezembro de 2012 em “Sneak-a-peek”, “Feel yourself at home” em Lisboa e “Urban Dance Festival” na Casa da Música, Porto. 11

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CONTACTOS COMPANHIA PAULO RIBEIRO, ASSOCIAÇÃO CULTURAL TEATRO VIRIATO · Largo Mouzinho de Albuquerque, Apartado 2086 EC Viseu · 3501-909 VISEU, Portugal Tel. (+351) 232 480 110 | Fax. (+351) 232 480 111 | geral@pauloribeiro.com | www.pauloribeiro.com Estrutura financiada por Companhia residente Apoio Local

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