Caleidoscópio nº 66

 

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Caleidoscópio nº 66

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Revista Nº 66 COLÉGIO SANTA MARIA Projetos que se encerram agora abrem caminho para novos ciclos Atividades buscam linguagens diferenciadas para gerar conhecimento Ex-aluna do Santa Maria é pesquisadora nos Estados Unidos Alunos da 1ª série do Ensino Médio fazem dinâmica de autoconhecimento

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Mosaico Palco – Para comemorar o encerramento do ano, alunos dos cursos extracurriculares realizaram apresentações de modalidades que envolvem as artes, como teatro, dança e música. Expediente COLÉGIO SANTA MARIA Av. Sargento Geraldo Santana, 890/901 Jardim Marajoara – São Paulo/SP (11) 2198-0600 santamaria@colsantamaria.com.br www.colsantamaria.com.br CONSELHO EDITORIAL Irmã Diane Clay Cundiff Irmã Anne V. Horner Hoe Adriana Pereira da Silva Baptista de Freitas Adriana Tiziani Armando José Capeletto Maria Rita Moraes Stellin Silvio Soares Moreira Freire Vanini Andolfato Mesquita Editora: Suze Smaniotto Diretor de arte: Marcelo Paton Revisão: Maria Rita Moraes Stellin e Sonia Regina Yamadera COLABORADORES Adriana de Oliveira Pires, Adriana Felix Pistori, Ana Cláudia Lasinskas, Ana Cristina Imura, Alessandra Gomes Nuñez, Aparecida da Silva Bizutti, Áurea Maria Curti de Mello, Bernardo Fonseca, Cássia A. José Oliveira, Claudia R. Lacerda, Claudia Simone Sande, Cleber Teodoro P. da Silva, Cristiane Paulon, Denise da Conceição Garcia Carneiro, Denise Guaim Teixeira, Elaine Soares da Silva, Gabriela Bocuto Siqueira, Gilberto de Carvalho Soares, Gilda P. Ramirez, José Antonio Pinedo Cervigon, Luis Carlos de Carvalho, Maira dos Santos Nascimento, Marcia Rodrigues Almirall, Marco Roberto Barcheti Urrea, Maria Carolina V. Biscaia, Maria Cristina Forti, Maria Cristina V. de Macedo, Maria Elizabeth da Costa, Maria Soledad Más Gandini, Marisa Eliana Dimov, Pedro Moisés de Carvalho, Ricardo Borduchi Ferreira, Roberta Edo, Rosane Callegari, Silvia Helena Esteves, Sílvia Sonagere, Sueli A. G. Gomes, Valéria Delbem, Veronice A. Leal Rocha Impressão: Gráfica Altamisa Tiragem: 6 mil exemplares A Revista Caleidoscópio é uma publicação do Colégio Santa Maria. Não é permitida a publicação de seus textos sem a devida autorização. 02 Caleidoscópio

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Sumário Carta ao leitor Começar de novo 04 Radar 10 Outras Linguagens 12 Destaque 18 Depois do Santa 05 Cotidiano 09 Conexão 20 Deixa Comigo 22 Reflexão Eu e Irmã Anne acabamos de chegar de uma viagem de estudos, cujo objetivo foi conhecer novas metodologias que ajudem nossos alunos a desenvolver as habilidades necessárias para obterem êxito no século 21. Ficamos muito contentes quando terminou, afinal, todos nós gostamos de voltar ao lar. Nós até pensamos: “Que bom que o curso acabou!”. Mas não é exatamente o fim, pois temos que começar a implementar o que foi aprendido. E justamente quando estava pensando sobre tudo o que devemos fazer, recebi os textos desta Caleidoscópio, ainda no processo de análise da edição, e vi como essa viagem é como uma etapa do que os alunos têm passado. Aquilo que nós entendemos como fim marca o início de uma nova fase, e os professores expressaram muito bem essa percepção nos textos que leremos. As premiações das Olimpíadas, por exemplo, mostram que os alunos estão vendo o momento presente, mas essas atividades serviram para despertar o interesse deles sobre as ciências, algo mais duradouro, de longo prazo. Muitos cidadãos acham que as eleições terminam ali, só precisam pensar no assunto em alguns anos, mas o Supletivo está vivenciando a continuidade ao acompanhar os vereadores em suas funções. Nos projetos sociais, embora descrevam o fechamento do ano, os professores têm consciência de que o trabalho continuará com novos alunos. Até as atividades que envolvem tecnologia e visam a desenvolver algumas habilidades são postadas no YouTube, no site do Colégio ou nas redes sociais porque nada é feito apenas para um único fim. O mesmo acontece quando os alunos estudam noções financeiras: eles podem aplicar os conceitos junto a seus pais para planejar metas familiares e serem fiéis a elas, controlando seus desejos frente aos apelos de consumo. Alunos da 3ª série do Ensino Médio acabam de passar pelo rito do ENEM e dos vestibulares. Desejo toda força e energia nessa formação para o mundo de trabalho. E por falar em rito, muito se diz sobre as passagens do 5º para o 6º ano, do 9º para o Ensino Médio, mas é só um momento formal, que serve para o aluno tomar novo fôlego e cuidar de novas etapas. Tenham todos um feliz Natal e um 2014 muito criativo! Irmã Diane Clay Cundiff Diretora geral do Colégio Santa Maria 03

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Radar Pela vida, contra as drogas Há quase uma década, o 8º ano do Santa Maria recebe anualmente a equipe da campanha “Pela Vida, Contra as Drogas”, promovida pela Rádio Jovem Pan. Liderada pela jornalista Izilda Alves, a equipe varia a cada ano, mas sempre traz a participação de uma psicoterapeuta ou psiquiatra especializada em recuperação de usuários de drogas e dois ex-usuários, que prestam depoimentos pessoais sobre como enveredaram pelo escuro caminho do alcoolismo e do uso de entorpecentes, respondendo às perguntas dos alunos. Trata-se de uma atividade inserida no projeto do 8º ano e, além do caráter educacional, tem vínculo direto com os conteúdos de Ciências Naturais desenvolvidos na série – funcionamento do sistema nervoso, álcool, drogas e agravos à saúde. Em 2013, como resultado da repercussão positiva que essa palestra teve entre os alunos, o Santa Maria aderiu à campanha como agente multiplicador, reproduzindo em seu site textos de esclarecimento especialmente destinados aos adolescentes e suas famílias. Confira no site da escola, clicando no logo da campanha. Missa das missões Durante o segundo semestre, o 3º ano conheceu a missão das Irmãs da Santa Cruz pelo mundo e uma das etapas desse trabalho foi a missa das missões: ”Todo cristão é discípulo-missionário”, que aconteceu no dia 26 de outubro, com a participação dos alunos, pais e membros da comunidade Santa Maria. Os alunos acolheram os fiéis com um terço missionário vivo, rezaram e destinaram a coleta ao trabalho missionário e celebraram a importância daqueles que disseminam pelo mundo o amor e a esperança. Ao final da missa, cada família recebeu o terço missionário para, em suas casas, continuar orando pelas missões do Colégio Santa Maria, do Brasil e do mundo. Irmão André, exemplo de vida Irmão André instruía as pessoas a serem como santos. À primeira vista, pode parecer bem complicado, mas como afirmou Irmão Joel Giallanza, membro da Província Moreau da Congregação de Santa Cruz, essa ideia pode ser realizada na vida cotidiana; basta que se tome a decisão de colocá-la em prática. Acreditar, orar, servir e confiar são as quatro recomendações dadas por Irmão Joel aos educadores da Santa Cruz baseadas no legado de Santo André Bessette. Na música, nos desenhos, na oração, ficou evidente a criatividade, o amor e a dedicação que os alunos do 4º ano imprimiram ao concretizar os ensinamentos do Irmão André na Semana Pe. Moreau. Que fique gravado nos corações de todos a experiência de conhecer a vida do Irmão André e refletir sobre seus exemplos, buscando sempre, em todos os momentos da vida, seja qual for a nossa atividade, a aprovação de Deus. 04 Caleidoscópio

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Cotidiano De olho no Legislativo Incentivar o cidadão a participar da vida política de sua cidade, estado e país foi o principal objetivo do projeto iniciado há um ano pelos alunos da EJA (Educação de Jovens e Adultos) do Santa Maria, que pouco se importavam com a cidade e estavam desacreditados da força política como exercício natural dos cidadãos. Entre as atividades, foram realizadas palestras da Escola de Governo, da Fundação Mario Covas e de organizações como o grupo Voto Consciente, movimento que acompanha os trabalhos na Câmara Municipal de São Paulo. O grupo de alunos também contou com a presença do apresentaEm um segundo momento, os alunos foram visitar a Câmara Municipal de São Paulo e puderam assistir às sessões das Comissões de Justiça para identificar vereadores conscientes do seu trabalho. Por fim, selecionaram alguns vereadores, especialmente os que atuam na Zona Sul, para acompanhar a carreira e a atuação. A mobilização já trouxe resultados concretos nas comunidades em que moram esses alunos, como a permanência de uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), solicitada graças à conscientização de que o cidadão pode e deve participar da administração pública, de forma justa e democrática. dor da Rádio CBN, Milton Jung, que falou sobre os movimentos e participações políticas dos munícipes de São Paulo frente ao poder Legislativo. Estatuto do Idoso: 10 anos Ao completar uma década, o Estatuto do Idoso entrou na sala de aula do 3º ano do Fundamental I para trazer reflexões a respeito de seu contexto de produção e a influência na vida dos moradores de São Paulo. Os alunos leram artigos selecionados do documento, além do livro “Ser idoso é... Estatuto do Idoso para crianças”, que traz os principais artigos ilustrados. O impacto da Lei no cotidiano das pessoas e os reflexos para os cidadãos da terceira idade foram analisados quanto aos sistemas de transporte, saúde, lazer e moradia. Os alunos elaboraram sugestões que serão enviadas aos representantes do poder Legislativo do município. 05

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Cotidiano O problema é a solução O 5º ano realiza o projeto Ativamente para a resolução de problemas. Semanalmente, são propostos problemas não-convencionais aos alunos para serem resolvidos no Edmodo, uma plataforma virtual de comunicação amplamente utilizada pela série. O objetivo da atividade é possibilitar o desenvolvimento de habilidades relacionadas ao raciocínio lógico, à organização do pensamento, à atenção e concentração, à argumentação a favor de opiniões e ao trabalho cooperativo em equipe. Está mais centrada no registro do caminho do ensino e da aprendizagem do que em resultados. “Com as atividades do Ativamente, percebemos que nossa filha Ana Clara evoluiu e desenvolveu bastante seu raciocínio lógico, o que faz toda a diferença no seu processo de aprendizado, uma vez que começa a pensar de forma mais crítica diante das situações do mundo. Excelente proposta para crianças dessa idade!”, afirmam os pais da aluna, Cynthia Cruvinel e Marcos Gade. Amigos e canções A música ativa diferentes regiões cerebrais, auxiliando no desenvolvimento da linguagem oral, da leitura e interpretação de textos; amplia a memória de longo prazo e auxilia na aquisição de um repertório de habilidades motoras. Todos esses aspectos justificam a apresentação anual do 2º ano, que trabalha um repertório com diferentes estilos musicais, do sertanejo de raiz ao rock, da bossa nova ao soul, da MPB ao forró. “Juntamente com o trabalho de técnica vocal, postura e canto nos ensaios, envolvemos os alunos na pesquisa do estilo de cada música, biografia dos compositores e contexto histórico, social e cultural das composições”, explica a professora de Música, Alessandra Gomes Nuñez. A apresentação, realizada no dia 9 de novembro, contou ainda com a participação de uma “banda” formada por pais, mães e professores músicos. Aula de especialista O que dá vida a um Projeto Ambiental é o envolvimento dos alunos, a participação de cada um e a mudança de atitude no cotidiano. Assim, surgiu o Verdemania, o viveiro de plantas do 5º ano. Mas não basta cuidar, é preciso conhecer, entender o que acontece com as plantas: reprodução, manutenção e valorização das espécies. Por isso, o orquidófilo (especialista em orquídeas) Luiz França Barros, pai do aluno Lucas, do 5º E, compartilhou com as turmas do 5º ano os segredos e os cuidados para cuidar dessas flores tão encantadoras. Ele preparou uma apresentação em power point, mostrou diversos exemplares da espécie e, depois de responder às questões dos alunos, doou algumas orquídeas para enfeitar e ser cultivadas pelos alunos no Verdemania. Entre as curiosidades transmitidas, o especialista contou que as orquídeas têm nome e sobrenome. A Cattleya Walkeriana, por exemplo, tem a forma arredondada e exala um delicioso perfume que lembra canela.

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Vivência com alunos do Supletivo Acolhimento, respeito, envolvimento e gentileza. Estas são as palavras mais indicadas para relatar o que se presenciou no encontro noturno, ocorrido no dia 9 de outubro, entre os 85 alunos do 7º ano do Fundamental II e os alunos do Supletivo. Ao participarem das propostas elaboradas para motivar a reflexão sobre a interferência da ciência e da tecnologia no mundo do trabalho (apresentação de filme, música e manchetes de jornal), todos os envolvidos se colocaram como aprendizes dispostos a ouvir e a compartilhar suas ideias e opiniões para executar as tarefas solicitadas. Mesmo com idades tão diferentes, as trocas de informações foram enriquecedoras. “Com essa integração, o exercício do pensar sobre temas relacionados ao trabalho e à tecnologia, propiciou uma troca de experiência de vida e de conhecimento que, certamente, será sempre lembrada com muito carinho”, acreditam os professores Ana Cláudia Lasinskas e Cleber Teodoro P. da Silva. Projeto Ecoestudantil Os alunos do 8º ano participaram da Oficina para a construção de uma minicisterna, que reaproveita água da chuva. O trabalho foi coordenado pela professora de Ciências, Denise Carneiro, e pelo técnico agrícola Edison Urbano, que há mais de dez anos cria tecnologias sustentáveis com matéria-prima já utilizada e processos bem simples, resultando em soluções de baixo custo e fácil execução. Funcionários da manutenção do Santa Maria também acompanharam os encontros, pois colaborarão na continuidade do trabalho. A primeira minicisterna será instalada no Colégio. A atividade está alinhada com os objetivos do projeto Ecoestudantil da série. Ser ou não ser: o quê? Graças à parceria estabelecida entre profissionais liberais, empresas, organizações não governamentais ou outras instituições e o Santa Maria, abre-se um espaço para o contato dos alunos da 2ª série do Ensino Médio com a realidade do cotidiano de profissionais de mais de 20 áreas de interesse. É a 15ª edição do Projeto Semana na Empresa. Vivências diversificadas de trabalho previstas no período de 11 a 14 de novembro permitiram que os alunos levantassem informações sobre as atribuições e condições de trabalho de profissionais de diferentes áreas de atuação. São subsídios valiosos para a escolha profissional, momento que se aproxima rapidamente com a finalização do Ensino Médio. 07

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Cotidiano tecnologia@criatividade.com Da soma entre tecnologias e conteúdos, surgem oportunidades para desenvolver a atitude investigativa, a resolução de problemas, de formulação e verificação de hipóteses e de construção de novos conhecimentos. Assim, os alunos do 4º ano podem utilizar diversas ferramentas multimídia para explorar os conteúdos trabalhados em sala de aula. “Alguns softwares permitem que desenvolvam um olhar mais crítico sobre suas produções, na medida em que avaliam e repetem as propostas, buscando melhores resultados”, explica a professora Cristiane Paulon. Além disso, a criatividade e a tecnologia caminham juntas nas aulas de laboratório: utilizando linguagens de programação e softwares que permitem a criação de histórias, animações, desenhos e criação de problemas matemáticos, os alunos aprimoram, a cada dia, habilidades importantes de pensamento que extrapolam o “saber fazer” para o “poder criar sobre o que se sabe”. Celebração Foram muitas as aprendizagens que envolveram os valores cristãos trabalhados junto ao Jardim I e II neste ano; por isso, no dia 19 de outubro, alunos, pais e convidados participaram de uma bela celebração para agradecer as bênçãos recebidas ao longo do ano, dramatizando o evangelho e cantando. O amor, a paz, a solidariedade e a amizade são sementes plantadas nos corações dos alunos do Santa Maria diariamente, em busca de uma sociedade mais justa e fraterna, a olhar pelo irmão com a pureza das crianças. Viva o amigo! A amizade é um dos valores que o Santa Maria enfatiza em seu projeto educativo. Com o objetivo de favorecer a ampliação desses relacionamentos, no dia 28 de setembro foi celebrado o Dia do Amigo do Pré. Cada aluno convidou um amigo para passar uma manhã no Colégio. A programação incluiu atividades esportivas e lúdicas no bosque, parques e quadras e contação de histórias. Ao final, suco e pipoca para todos. 08 Caleidoscópio

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Conexão Visão externa Para promover a troca de informações e experiências, o Santa Maria convida profissionais para aprofundar temas trabalhados em sala de aula. Aqui estão algumas das atividades realizadas recentemente no Fundamental II Riscos reais x virtuais Cyberbullying, sexting (troca de mensagens de cunho erótico via celulares), exposição indevida de imagens e informações pessoais. Para falar dessa realidade presente nos dias atuais e alertar para os riscos que cercam o uso indevido das tecnologias de comunicação e informação, o 8º ano recebeu em outubro a visita de Moisés de Oliveira Cassanti, analista de sistemas, administrador de redes, programador, bacharelando em Direito, membro da Comissão de Direito Eletrônico e de Crimes de Alta Tecnologia da OAB-SP e editor do Blog Crimes pela Internet. Perito da Delegacia de Crimes Virtuais do DEIC de São Paulo, Moisés realizou uma palestra franca e direta em que descreveu os perigos que essas práticas podem trazer para os usuários incautos e os crimes em potencial associados a elas. Houve enorme interesse por parte dos alunos, que puderam colocar suas dúvidas e receber esclarecimentos. No site do Santa Maria, há um link com o arquivo “Uso seguro da internet para toda a família”, elaborado pela OAB-SP. Visita de autor Os alunos do 7° ano encontraram-se com uma das autoras do livro didático de Geografia: Ângela Corrêa da Silva. Foi um rico diálogo sobre os desafios de escrever esse tipo de obra e sua diferença em relação às de literatura, ampliando a consciência e autonomia dos jovens sobre seu processo de aprendizagem. A conversa estendeu-se por uma hora, quando os alunos apresentaram sua análise e dúvidas levantadas nas aulas do componente acerca da seleção do conteúdo, texto, diagramação, exercícios, imagens e mapas. Questões financeiras Em outubro, os alunos do 6º ano puderam assistir a uma palestra ministrada por José Roberto Falcone, funcionário de uma instituição financeira e especializado em negociações bancárias, finalizando de forma prática e realista o projeto “Orçamento familiar: de olho no dinheiro”. A palestra abordou desde a importância de um orçamento para o controle financeiro e um possível realinhamento dos gastos até os critérios de elaboração do mesmo. Muito interessados e familiarizados com o tema, os alunos puderam formular perguntas ao palestrante, que as esclareceu de forma extremamente didática e adequada à faixa etária. 09

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Outras linguagens Caminhos variados Alunos do Fundamental II estão desenvolvendo atividades que extrapolam o aprendizado tradicional, aplicando tecnologia, arte e o conhecimento de várias disciplinas Língua Espanhola A professora de Língua Espanhola, Silvia Esteves, fez com que os alunos estabelecessem relações entre o conhecimento do idioma espanhol com suas capacidades criativas e artísticas. A ideia da construção de um aparador com as fotos dos alunos durante o estudo do meio do 8º ano à Flona Ipanema (Floresta Nacional de Ipanema, em Iperó-SP) e as maquetes dos lugares visitados no centro da cidade de São Paulo pelos alunos do 9º ano fez do componente uma ponte para outras formas de linguagem. A transferência do espanhol foi realizada por meio da expressão escrita, nas legendas das fotos e nos textos explicativos sobre os locais do centro da cidade, como a Praça da Sé e o Pátio do Colégio. Já os alunos do 7º ano produziram, a partir de caixinhas longa vida e outros recicláveis, os alimentos ideais para um café da manhã, tendo como fonte de inspiração o estudo do meio à Fazenda Tozan. Assim, para cada alimento, havia um termo apropriado que o designasse em espanhol. O resultado da junção de todos esses elementos é a certeza de que o conhecimento não é estanque, e sim móvel e facilmente intercambiável. Arte e tecnologia Além das formas tradicionais de se trabalhar Arte, o 8º ano está transformando obras Modernistas em pequenas animações, feitas por meio da técnica do Stop Motion (filmagem quadro a quadro). Segundo a professora Adriana Pistori, “o objetivo é fazer com que os alunos vivenciem as características desse período artístico, aplicando-as por meio de uma linguagem contemporânea e explorando todo o potencial criativo dos mesmos”. O foco do trabalho é extrapolar a linha Modernista, criando interações entre vários temas e áreas do conhecimento. Os produtos finais – vídeos de anima- 10 Caleidoscópio

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Publisher. Com o objetivo de correlacionar as obras do autor nos dois componentes, as professoras sentiram que era necessário coroar este trabalho usando um suporte que fosse coerente com todas as inovações científicas que marcam a obra de Verne. Desta forma, com apoio do Centro de Tecnologia do Colégio, foi levada às salas de aula a estação móvel de computadores e nela os alunos produziram textos e agregaram imagens para a divulgação da obra do autor, gerando um cartaz eletrônico a ser disponibilizado no portal do Santa Maria. ção – serão apresentados em aula e os melhores vídeos serão postados no Youtube, permitindo que os alunos, além de exercitarem a autoria de produtos culturais, compartilhem-nos na rede. Read, learn and have fun Na Semana Pe. Moreau, o 8º ano fez uma releitura do clássico The Phantom of the Opera, onde Pedro Felipini (the Phantom), Paola Carneiro e Gabriela Ramos (Christine Daaé) fizeram uma pequena performance sobre um aspecto importante do livro. Trata-se de uma prática educacional que enfatiza as relações entre a leitura, situações de aprendizagem a visões mais amplas sobre o mundo. A leitura é uma das habilidades mais «pessoais» e, ao mesmo tempo, a mais portátil e das mais úteis que o aluno pode aprender. É a que mais se usa fora da sala de aula e que permanecerá com ele pelo resto da vida. “Enquanto especialistas de língua inglesa, enfatizamos estratégias de compreensão, de desenvolvimento de vocabulário e de ampliação de estruturas”, explica a professora de Língua Inglesa, Cida Bizutti. Projeto multidisciplinar O 6º ano desenvolveu um projeto multidisciplinar englobando Geografia e Língua Portuguesa. O primeiro componente envolveu a elaboração de uma narrativa ficcional cujos espaços narrativos remeteram ao continente asiático, objeto de estudo no quarto bimestre. Em Língua Portuguesa, tomando-se por base a leitura de tais narrativas, os estudantes desenvolveram uma linha argumentativa fundada na escolha de um dentre dois recortes temáticos - narrativas ficcionais e cartas argumentativas. Os trabalhos mais interessantes foram expostos em forma de mural. Júlio Verne e tecnologia Após lerem “Viagem ao centro da Terra” e “Vinte mil léguas submarinas”, do francês Júlio Verne, os alunos do 7º ano foram desafiados a transportar um pouco das experiências discutidas nas aulas de português e de inglês para a publicação de um cartaz eletrônico no 11

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Destaque Um brinde às conquistas de 2013 Fim de ano é momento de fazer balanço para confirmar se o que estava planejado foi cumprido. No Santa Maria, foram várias as conquistas realizadas em todos os segmentos. Vale lembrar algumas delas e celebrá-las! 12 Caleidoscópio

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O lúdico e a Física  “Os nossos estudos em Neurociência têm ajudado a compreender que a principal característica do cérebro humano é a plasticidade. Para que ela seja desenvolvida, necessitamos enfrentar desafios e, no caso das crianças, podem e devem envolver o lúdico com o uso de situações e perguntas intrigantes que despertem a sua curiosidade”, explica a professora Cássia A. José Oliveira. Com base nesse princípio, o momento do parque foi escolhido para abordar com o Pré conceitos de força e energia relacionados à Física, que fazem parte desse ambiente. O trabalho teve início no balanço, questionando como movimentá-lo. As respostas foram: “É só empurrar!”; “Quanto mais forte empurrar, mais alto ele vai.”; “Depois que a gente empurra, ele continua balançando sozinho”; “Ele balança, mas vai ficando mais devagar”; “Quando não tiver mais ‘força’, se ninguém empurrar, ele para”. As primeiras noções de força e energia, utilizadas no movimento pendular, começavam a ser desenvolvidas. O escorregador permitiu falar de força de atrito e energia potencial, levando os pequenos a terem consciência dos movimentos corporais empregados e reconhecer a necessidade do uso da força para subir ao alto da rampa. Após a atividade lúdica, é hora de registrar e fazer a reflexão coletiva, ferramentas que ajudam a trilhar o caminho que leva à formação de conceitos. Levar a criança a aprender e executar esses movimentos e etapas é de grande proveito para o seu desenvolvimento motor, cognitivo e afetivo. A formação de memórias A memória é o alicerce da aprendizagem, portanto, deve ser trabalhada desde os primeiros anos da vida escolar. Ela está relacionada à imaginação, que cria um contexto mental que possibilitará a formação de um conceito. Segundo a neurocientista Elvira Souza Lima, conceito é memória. Então, desenvolver a imaginação desde a Educação Infantil torna-se um importante eixo do currículo. “Na fase dos 3-4 anos, a formação de memórias depende muito do movimento, das experiências e das vivências do corpo no espaço. Não adianta o professor falar”, explica Claudia R. Lacerda, professora do Jardim I. O desenho e as brincadeiras culturais têm a função de formar estruturas na memória da criança. As brincadeiras, por exemplo, desenvolvem a imaginação e o desenho, o registro, serve como apoio externo à memória. É por isso que no Jardim I há varais em sala de aula sobre o conteúdo trabalhado. Ao visualizar a imagem da parlenda do macaco, o aluno evoca sua memória para a recitação da mesma. Para ampliar os acervos, são feitas novas atividades sobre a mesma temática, como ouvir uma história, cantar uma música, ver cenas e trechos de filmes sobre macaco e imitar o seu movimento. Outro fator fundamental para a formação da memória é a emoção, que pode inibir ou estimular a formação da memória de longa duração. “Por isso o ambiente acolhedor e o cuidado, especialmente na Educação Infantil, são importantes para o desenvolvimento das crianças”, revela a professora Rosane Callegari. Inovar na alfabetização? Trabalhar com a alfabetização é reviver, a cada ano, a descoberta, a emoção e o “maravilhamento” por meio dos olhinhos brilhantes e orgulhosos dos alunos. “É isso o que nos renova e nos desafia a pensar em maneiras cada vez mais eficientes de contribuir com essas aprendizagens, buscando novas formas de ensinar”, relata a orientadora do 1º ano, Sueli A. G. Gomes. “Neste ano, conseguimos efetivar inovações nas séries do Pré e do 1º Ano, frutos dos nossos estudos em Neurociência e Linguística”, sintetiza a professora Cássia A. José Oliveira. Conhecendo os três domínios necessários para a leitura e a escrita (linguístico – gráfico e conceitual) e as áreas que precisam ser mobilizadas no cérebro para que os conhecimentos 13

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Destaque ram estudos do meio que garantissem aos alunos a apropriação dos conteúdos”, sintetiza a professora do 4º ano, Claudia Simone Sande. No dia 10 de maio foi aplicada a prova em todo o país e, no dia 21 de outubro, houve a entrega de medalhas e certificados de participação aos alunos do 3º, 4º e 5º anos. “O auditório estava lotado, os estudantes aguardavam ansiosamente a tão merecida premiação, que marca o final de um processo e deixa em cada um o prazer de enfrentar os próximos desafios”, ressalta a professora Gabriela Bocuto Siqueira, citando que 654 estudantes participaram da Olimpíada e foram entregues: cinco medalhas de ouro, 26 de prata e 45 de bronze. Alguns dias antes, em 18 de outubro, aconteceu a cerimônia de entrega de medalhas aos alunos do Fundamental II que participaram da OBA. Neste ano, 180 alunos do 6º ao 9º ano fizeram a prova. Destes, 32 foram medalhistas, sendo que seis alunos receberam medalhas de ouro, sete levaram prata e 19 conquistaram bronze. No Ensino Médio, os alunos se envolveram com as olimpíadas de Física, Matemática e Química. Na OBA, houve 20 participantes com uma medalha de prata. Os alunos do Santa Maria também estiveram na 37ª edição da Olimpíada Paulista de Matemática (OPM), cuja prova é desenvolvida por professores da Universidade de São Paulo. Participaram mais de 30 mil alunos, dos quais 600 chegaram à etapa final, sendo dez do Santa Maria. Pelo terceiro ano consecutivo, o Colégio obteve medalhas: Thiago Makoto Fujiwara Miyaji, no Nível Alfa (6º e 7º ano), e Rodrigo Heira Akamine, no Nível Beta (8º e 9º se formem e promovam mais conexões, foi mudado o enfoque da alfabetização. O trabalho já não se baseia mais nas hipóteses de escrita e nos textos de memória para a reflexão sobre o sistema alfabético. Agora, a oralidade ganhou outra dimensão, junto com a fonologia e a sintaxe. Os instrumentos e suportes de escrita são usados convencionalmente. A sintaxe trabalhada no Pré, com apoio na oralidade, ganha representação gráfica, com seus elementos essenciais e os verbos de ação. O conhecimento das letras se amplia para todos os tipos, incluindo a aprendizagem da tão esperada letra cursiva. As sílabas são abordadas em suas combinações mais abrangentes. As palavras são trabalhadas em todas as suas possibilidades: significados, palavras derivadas, plural, aumentativo, diminutivo, ampliando o vocabulário. A leitura, feita pela professora, enfatiza a entonação, como um recurso para dar vida às escritas realizadas, que só adquirem significado a partir de um leitor que as “encena”. Com isso, aprenderão a usar a pontuação na sequência da escolaridade, compreendendo sua função. E a letra cursiva? O que antes era feito em agosto começou em abril. “Hoje temos alunos de 1º ano lendo, escrevendo seus próprios textos, registrando passeios, compondo jornal mural, entre tantos outros recursos”, resume a orientadora da série. Um universo de medalhas Neste ano, os alunos do Santa Maria participaram de Olimpíadas. A preparação para a XVI Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) teve início nos primeiros dias do ano letivo. “Os professores prepararam os materiais que foram utilizados nas aulas, planejaram palestras e propicia- 14 Caleidoscópio

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ano), receberam medalhas de bronze. A preparação de todos teve início ainda no primeiro semestre. “Os alunos são merecedores de todo o nosso reconhecimento, pois sabemos que não se trata de um feito qualquer”, declara o professor Luis Carlos de Carvalho. Chegou o Ensino Médio. E agora? O aluno que chega para a 1ª série do Ensino Médio depara-se com o desconhecido que, ao mesmo tempo, produz encantamento e receio. Encantamento porque esse sujeito passa a ter mais liberdade. Sem uniforme, precisa aprender a escolher a roupa para a escola, uma coisa simples, mas que, nessa fase, gera insegurança de não ser aceito pelo grupo. Finalmente, ele sai para almoçar e volta para assistir às aulas à tarde. É responsável por conversar com seus pais sobre seu desempenho, um diálogo direto entre esse jovem em crescimento e sua família. O receio surge porque é convidado a crescer, assumir a liberdade conquistada, responsabilizando-se pelas suas escolhas. “Com esse olhar, nós, educadores, realizamos intervenções ao longo do 9º ano com a intenção de promover a reflexão a respeito dessa nova fase de estudo e convívio”, explica Ana Cristina Imura, orientadora da série. As atividades são: reunião entre pais, alunos do 9º ano e educadores do Ensino Médio para apresentar a proposta educativa; discussão entre a direção do Ensino Médio e os alunos sobre normas e procedimentos de convivência no nível; reflexão entre as orientadoras do 9º ano e da 1ª série e os alunos sobre o papel de estudante e o currículo do nível e, por fim, eleição pelos alunos dos componentes do currículo diversificado. “Com essas ações, esperamos que o aluno consiga discutir com sua família o que deseja e traçar um plano de trabalho, movimento necessário para a construção da identidade adulta”, finaliza Roberta Edo, orientadora da 1ª série do Ensino Médio. Boas-vindas ao 6º ano Sexto ano chegando! Novos desafios ... Nem tão grandes que não seja possível transpô-los, nem tão fáceis que não exija esforço, mas, com certeza, diferentes. “É hora de se organizar para enfrentar esse período de mudança que costuma gerar grande expectativa nos alunos e nos pais”, pondera a orientadora do 6º ano, Maria Cristina Forti. Por isso, o Santa Maria realiza, todos os anos, a passagem do 5º para o 6º ano com ações que visam a minimizar as dificuldades encontradas pelos alunos, oferecendo suporte afetivo e informações mais seguras sobre a fase que estão vivendo. Os colegas do 6º ano fazem uma visita ao prédio do 5º e batem um papo, contando sobre suas expectativas e como a caminhada para essa nova etapa foi acontecendo. Eles também conversam a respeito da continuidade do trabalho voluntário que se iniciou na Pastoral da Criança no 5º ano e ganha nova dimensão no 6º. Os alunos trocam experiências a respeito do Projeto Ecoestudantil e das novas possibilidades de ação como educadores ambientais. “Esse momento favorece muito a troca das vivências acadêmicas”, diz Marcia Rodrigues Almirall, orientadora do 5º ano. No encontro com os futuros professores, os alunos fazem diversas perguntas e demonstram muita empolgação. Por fim, ocorre a apresentação da peça teatral preparada pelo 6º ano aos alunos do 5º ano. É uma boa maneira de valorizar essa conquista, celebrando a passagem e aproveitando o contexto para motivar as crianças a darem o melhor de si, pois estão concluindo uma etapa e iniciando outra. Bravo! O trabalho dos cursos extracurriculares que envolvem as artes, como teatro, dança, música e tecnologia, culmina com as apresentações de final de ano, que fecham um ciclo e consolidam uma aprendizagem. Com projetos que vão sendo defi- 15

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