Sinpol Janeiro Fevereiro 2015

 

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Sinpol Janeiro Fevereiro 2015

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Informativo Oficial do Sindicato dos Policiais Civis - Ano XXI - Janeiro-Fevereiro de 2.015 - nº 218 MUDANÇAS Foto: vejasp.abril.com.br NA Ao tomar posse para novo mandato em 01 de janeiro, o governador Geraldo Alckmin nomeou Alexandre de Moraes (esq.) para o comando da SSP. Ele substitui Fernando Grella Vieira. Já iniciando sua gestão frente à Segurança Pública, Moraes nomeou o delegado Youssef Abou Chahin (dir.), de 51 anos, para o lugar de Luiz Maurício Souza Blazeck na DGP. Dias depois de sua posse, dr. Chahin recebeu o Sinpol e demais entidades representativas. Leia mais na página 15. SSP E NA DGP Foto: www.al.sp.gov.br POLICIAIS CIVIS DE BATATAIS Equipe comandada pelo dr. Sebastião Osvaldo Mazzaron Filho (foto) conseguiu identificar e prender os envolvidos na morte de uma farmacêutica, ocorrido no dia 29 de dezembro. Ela foi morta ao parar o carro num semáforo por dois homens que a seguiam em uma moto. Após atirar, os dois roubaram o malote e fugiram. A Polícia Civil já identificou todos os envolvidos e prendeu dois deles. Veja na página 2. ESCLARECEM LATROCÍNIO Foto: Divulgação O Sinpol prestará assistência jurídica às pensionistas, referente aos últimos aumentos previstos em lei que não foram repassados. Diante dessa situação, as pensionistas poderão ajuizar Ação Judicial e Mandado de Segurança. Informações diretamente na sede do Sinpol, à Rua Goiás, 1697 ou através da Central de Atendimento Sinpol, fones (16) 3612-9008 / 3977-3850 ou 3625-3890. Posse da nova diretoria; Caso Joaquim leva jornalistas a “acamparem” em frente à DIG Ribeirão Preto; denúncias do Sinpol por falta de recursos humanos e materiais; discussão sobre maioridade penal; construção da nova sede do sindicato; vitórias do Departamento Jurídico e reversão das aposentadorias pela Lei 1062/2008 foram algumas das notícias que marcaram 2014. Confira na página 13. INFORMAÇÃO ÀS PENSIONISTAS  Policiais da DIG-DISE de Barretos prendem mulher envolvida com tráfico;  Relembre ou conheça “O Corujão”, informativo que, 38 anos atrás, foi órgão de divulgação da Delegacia Regional de Polícia de Ribeirão Preto;  Sinpol comemora ensino médio para carreiras que até então tinham apenas o ensino fundamental como exigência de escolaridade para ingresso;  Eumauri cobra de Alckmin justiça no pagamento do bônus de produtividade;  Jurídico consegue duas reversões de aposentadoria e quatro mandados de segurança, todos garantindo paridade e integralidade;  Dr. Luiz Carlos Pires e dr. José Gonçalves Neto recebem homenagens;  Ética é discutida em artigo;  DIG de Sertãozinho prende acusado da morte de bebê em Barrinha. E MAIS: Impresso Especial 9912250402 - DR/SPI Sinpol CORREIOS SINPOL - Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto Rua Goiás, 1.697 - Campos Elíseos - Ribeirão Preto - SP CEP: 14085-460 - Fone: (16) 3612-9008 Fone Jornal: (16) 3610-2886 - jornaldosinpol@uol.com.br RETROSPECTIVA: CONFIRA OS FATOS QUE MARCARAM 2014 Janeiro-Fevereiro/2015

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BATATAIS Mulher foi friamente assassinada às vésperas da virada de ano por conta de malote contendo R$ 68 mil, mas policiais civis agiram com rigor e rapidez Policiais civis do 1º DP (Delegacia de Polícia) da cidade de Batatais conseguiram esclarecer e prender envolvidos no latrocínio da empresária no setor de farmácia, Cristiane Cardoso Munari, de 32 anos. Ela foi cruelmente assassinada na tarde de 29 de dezembro, quando seguia de carro, pelo bairro de Vila Lídia, com destino a uma agência bancária no Centro da cidade, levando um malote contendo aproximadamente R$ 68 mil, resultado do faturamento do final de semana em seu estabelecimento comercial. O delegado titular do 1º DP de Batatais, dr. Sebastião Osvaldo Mazzaron Filho, informou à imprensa que a farmacêutica havia parado seu carro no semáforo, que estava vermelho para sua mão de direção, quando chegaram dois homens em uma moto, passando bem ao lado do veículo e olhando para a farmacêutica. Imediatamente o garupa da moto desceu e, segundo uma testemunha, foi logo atirando, sem anunciar o assalto. “Estava logo atrás, em minha moto, quando vi que eles passaram em alta velocidade. De repente voltaram e já deram os tiros nela. O garupa foi do lado do passageiro, pegou alguma coisa, subiu na moto e os dois saíram correndo. Foi tudo muito rápido. Eu não percebi eles falarem nada, simplesmente atiraram”, disse aos jornalistas uma testemunha que não quer ser identificada. A mulher chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. Um dos tiros atingiu a região da axila e acabou causando o ferimento fatal. Os policiais civis de Batatais entraram em ação imediatamente e, poucas horas depois do latrocínio, já haviam conseguido imagens que mostravam a ação dos latrocidas. Numa ação rápida e eficiente, os policiais civis de Batatais conseguiram identificar todos os quatro suspeitos de cometerem o latrocínio e dois deles foram presos no dia 14 de janeiro. K.A.G. e D.C.R., ambos de 21 anos, foram surpreendidos em suas residências, no bairro Antonio Romagnolli. Em entrevista à imprensa, dr. Mazzaron informou que K. seria o mentor do latrocínio e D. emprestou uma das motos utilizadas no roubo. Outros dois suspeitos, que foram os responsáveis pela abordagem e pelo disparo que matou a farmacêutica, tiveram suas prisões temporárias decretadas, mas até o fechamento desta edição continuavam foragidos, embora a Polícia Civil de Batatais tenha intensificado as buscas. Na casa do suposto mentor do latrocínio, os policiais apreenderam 109 pinos de cocaína e 13 pedras de crack, além de munições calibre 38. Na casa de D., foi apreendida uma motocicleta que teria sido usada pela dupla após a farmacêutica ter sido atingida. As imagens mostram que, poucos minutos após os dois ocupantes da primeira moto terem atirado e fugido com o malote, outra moto com dois elementos chega, antes mesmo da farmacêutica ter sido atendida. O garupa desce, abre a porta do carro da vítima, que estava agonizando, apenas para conferir se o malote havia sido roubado. Em seguida, monta novamente na moto e os dois saem. De acordo com o dr. Mazzaron, o homem que vai conferir o malote pode ser K. O delegado acredita que os dois estavam dando cobertura para os que executaram o latrocínio. Antes de efetuar a prisão dos acusados, a equipe do dr. Mazzaron encontrou, num bueiro próximo à casa dos dois, no bairro Antonio Romagnolli, dois óculos e as chaves da vítima. Os objetos estavam jogados em bueiros, próximos às residências dos dois detidos. T.H.R. de 30 anos e T.S.S. de 19, estão sendo procurados. T. era o piloto da moto e, segundo os policiais civis, G. teria sido o autor do disparo. A Polícia Civil também investiga para saber se funcionários, clientes e amigos da farmacêutica possa ter participado ou dado informações, pois há indícios que os autores do latrocínio sabiam que havia uma quantia considerável no malote transportado no carro de Cristiane. A farmacêutica era muito querida na comunidade. Casada, mãe garoto, deixou a cidade mesclando sentimentos de dor e revolta. Foto: ALESP ESCLARECIDO LATROCÍNIO DE FARMACÊUTICA Dr. Mazaron comandou a equipe que participou das investigações e elucidou o latrocínio da farmacêutica 02 Janeiro-Fevereiro/2015

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BARRETOS Mulher foi flagrada com quase 920 gramas de maconha que foi apreendida, além de cerca de R$ 4 mil e objetos utilizados no tráfico de entorpecentes A dois dias do Natal, em 23 de dezembro de 2014, a casa literalmente caiu para uma vendedora na cidade de Barretos. Graças a uma ação fruto de um minucioso trabalho de investigação, os policiais civis da DIG (Delegacia de Investigações Gerais)/DISE (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) chegaram até a residência de uma vendedora de 23 anos, na periferia da cidade e efetuaram o flagrante. A ação foi coordenada pelos delegados João Brocanello Neto e Silvana Ferreira da Silva, logo nas primeiras horas da manhã. Na residência da vendedora, os policiais civis encontraram cerca de 920 gramas de maconha, além de aproximadamente R$ 4 mil em dinheiro, possivelmente fruto do tráfico de drogas. As investigações foram iniciadas após constantes denúncias de que, naquela residência, haveria um casal praticando o tráfico de drogas. Após realizar o trabalho de levantamento e investigação preliminar, os policiais civis constataram que a mulher, juntamente com seu namorado, de 26 anos, de profissão leiteiro, estariam se dedicando ao tráfico Foto: O Diário Tininho Jr. DIG-DISE PRENDEM ACUSADA DE TRÁFICO tamente uma busca e encontraram, na varanda da residência, maconha em forma de tijolo, além de mais três pequenas porções da mesma droga. O material, depois de devidamente apreendido e pesado após ser lavrado o flagrante, totalizou 920 gramas. Dando sequência às buscas, os policiais civis encontraram ainda uma série de objetos utilizados costumeiramente para embalar entorpecentes. A equipe também localizou munição para revólver de calibre 38, três celulares, uma balança digital de precisão, facas e documentos em nome do namorado da vendedora, o que permitiu a identificação e indiciamento do outro suspeito. Além de todo o material, a equipe encontrou sobre a mesa da varanda a quantia de R$ de drogas. Com fortes evidências em mãos, o dr. João solicitou mandado de busca e apreensão na residência dos dois envolvidos. Atendidos pela justiça, os policiais civis se dividiram em duas equipes para cumprir os mandados simultaneamente, evitando que o primeiro a ser abordado alertasse o outro. Para a residência do leiteiro, no bairro Jardim Arizona, seguiu a dra. Silvana Ferreira da Silva. No local, todavia, não foi encontrada nenhuma evidência que caracterizasse tráfico de entorpecentes. O leiteiro, que supostamente participa do tráfico de drogas ao lado da vendedora, também não foi encontrado no local, mas foi devidamente qualificado e, posteriormente, intimado, interrogado e indiciado por associação ao tráfico. Já na residência da vendedora, que fica na Avenida Guaíra, no bairro São Judas Tadeu, a ação rendeu ótimos frutos para os policiais civis. A equipe comandada pelo dr. João Brocanello Neto surpreendeu a suspeita. Ela estava na casa com seu irmão, um adolescente. Ao apresentarem o mandado de busca e apreensão, os policiais civis iniciaram imedia- 3.572,00 e, no guarda roupas, mais R$ 778,00, ultrapassando R$ 4 mil. Os policiais civis acreditam que esse valor é oriundo da venda de entorpecentes pelo casal. Ainda na residência, a equipe apreendeu um Corsa branco, que estava em nome da suspeita de tráfico de entorpecentes. Assim que todas as provas foram apreendidas, a mulher foi levada à sede da DIG-DISE de Barretos, onde o flagrante foi lavrado, a droga foi pesada e apreendida e os demais itens também apreendidos e anexados ao inquérito. A mulher foi indiciada por tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico, crimes inafiançáveis. Em seguida, foi recolhida à cadeia feminina na cidade de Colina, onde vai permanecer à disposição da Justiça. Dr. João Brocanello Neto e dra. Silvana Ferreira da Silva comandaram equipes que atuaram simultaneamente durante operação Em outubro de 1977 um Regional de Ribeirão Preto, hoje denominada grupo de policiais civis lan- Deinter-3 (Departamento de Polícia Judiciária çou o primeiro número do do Interior). Boa leitura. jornal O Corujão. O periódico da Delegacia Regional de Polícia de Ribeirão Preto trazia os anseios e notícias dos policiais civis de toda a região. Coordenados pelo escrivão Bráulio G. de Oliveira, pelo dr. Ademar Birches Lopes, dr. Luiz Roberto Ramada Spadafora e dr. Alcides Hypólito do Rego Filho, contava com a colaboração do dr. Anivaldo Registro e diversos outros policiais civis da época. O informativo “O Corujão” marcou época e tinha como tema “voo mensal de eventos regionais”. De tempos em tempos o Jornal do Sinpol trará textos publicados naquele informativo, mantendo a grafia original, resgatando um pouco da história da Polícia Civil na HÁ 38 ANOS Janeiro-Fevereiro/2015 03

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EDITORIAL Começamos o ano com a troca do secretário da Segurança Pública. Como de costume, de tempos em tempos, principalmente em início de mandato, ocorre a tradicional troca das cadeiras no alto escalão do governo do Estado. E, com isso, muitas vezes voltamos à estaca zero. Já havíamos mantido diversos contatos com o dr. Fernando Grella Vieira, embora sempre houvesse o tradicional empurrão com a barriga. Ainda assim, avançamos um pouco em 2014. Menos do que queríamos, mas avançamos. O grande tema para a categoria é justamente a Reestruturação da Polícia Civil. A questão ainda não saiu da fase de “estudos” e isso já começa a incomodar. O problema é que, com a troca, teremos que ser claros no recado que daremos ao dr. Alexandre de Moraes, recém-empossado na SSP (Secretaria da Segurança Pública): não queremos mais desculpas. Queremos respostas concretas. Se preciso for, iremos à greve da categoria. Com a troca no comando da SSP, houve também, como já era esperado, a troca na DGP. Saiu o dr. Maurício Blazeck, delegado com quem tivemos diversas reuniões, muitas das quais produtivas e que sempre acenou com possibilidades concretas, embora pouco fosse de fato confirmado. Quem entra é o dr. Youssef Abou Chahin, que construiu sua carreira nas principais unidades da Polícia Civil na Capital. E, logo que assumiu, recebeu o Sinpol, a FEIPOL/SE e as demais RENOVANDO EXPEDIENTE entidades representativas. Disse em alto e bom som que não pediu para assumir a DGP e, como entrou, pode sair. Sabe-se que sua nomeação contou com a ingerência do próprio SSP, de quem o dr. Chahin é próximo. Pois na reunião realizada na sede da DGP, da qual participou nosso diretor financeiro Júlio Cesar Machado, o novo delegado geral causou ótima impressão. Foi uma reunião proveitosa, onde diversos assuntos foram abordados e, em todos os 11 temas tratados, houve sempre a concordância do DGP de que seria preciso trabalhar para resolver todas as questões. Entre eles, a questão do déficit gritante de recursos humanos e a falta de critérios para o pagamento do Bônus por produtividade para os policiais civis, conforme denúncias publicadas a seguir, nesta edição do Jornal do Sinpol. No entanto, apesar de proveitosa, a reunião terminou como as demais que mantivemos nos últimos anos. Aliás, nas últimas décadas, com outros titulares da DGP e da SSP. Não se tem prazo para que as propostas sejam analisadas e as soluções apresentadas. Tivemos, sim, a palavra do dr. Chahin de que ele pretende manter contatos constantes e estreitos com as entidades representativas da Polícia Civil. Pois bem, ao final do encontro, nossa resposta foi direta e objetiva. Estamos cansados de promessas evasivas e montagens e grupos de estudo que estudam, estudam e não chegam a AS ESPERANÇAS conclusão alguma. E foi dito ao novo DGP que não aceitaremos mais estudos inconclusivos nem que, para contrapor essa situação, tenhamos que entrar em greve caso não tenhamos nossas reivindicações atendidas. E já que o assunto é reivindicação atendida, uma das bandeiras do Sinpol foi atendida e, no entanto, passou despercebida por boa parte dos colegas. Conseguimos que o governo alterasse o texto de uma Lei Complementar e passasse as carreiras de carcereiro, agente policial, atendente de necrotério e auxiliar de papiloscopista, que tinha exigência de ensino fundamental para nível médio. É bem verdade que ainda não houve a valorização financeira, mas se o governo não se posicionar, esta será mais uma batalha a ser travada pelo Sinpol nos tribunais. Já estamos com tudo pronto. Hoje esses companheiros que exercem suas funções em tais carreiras já são considerados profissionais com exigência de nível médio para ingresso. Converse sobre isso com seus colegas de trabalho e vamos nos unir. O Sinpol continua na luta. Desejamos boa sorte ao senhor Alexandre e ao senhor Chahin e esperamos percorrer essa jornada lado a lado. Mas se não for possível, vamos buscar o que nos é de direito, doa a quem doer. EUMAURI LÚCIO DA MATA Presidente do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto) O Jornal do Sinpol é uma publicação oficial, de circulação mensal, do Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto. Rua Goiás, 1697 - Campos Elíseos CEP: 14085-460 - Ribeirão Preto - SP e-mail: sinpolrp@sinpolrp.com.br Diretoria: Presidente: Eumauri Lúcio da Mata Vice-Presidência: Célio Antonio Santiago, Darci Gonzales, João Gonçalo Palaretti, Dorlei Morales, Luís Henrique Maringolli de Lima e José Gonçalves Neto; Suplentes: Adilson Massei, Sérgio Ribeiro dos Santos, Luiz Henrique Batista, Carlos Henrique Carneiro Scarparo, Targino Donizete Osório, Adhemar Pereira da Costa e Cláudio Expedito Martins; Secretários: Fátima Aparecida Silva e Doracy Alves da Silva; Suplentes: José Álvaro Ament Júnior e Luís Henrique Zanoello. Diretores Financeiros: Júlio Cesar Machado e Carlos Henrique Pischiotini; Suplentes: José Angelo Marques e Josiane Kátia P. do Nascimento. Patrimônio: Arnaldo Vaz Ferreira; Suplente: Olavo Elias dos Santos. Conselho Fiscal: Prisclia Yoshi S. Hashimoto, Clévis Samuel Lors de Faria e Diva Rodrigues dos Santos; Suplentes: Robert Schmengler Guilhaume, Marisa Lelis Takata e Jefferson Pessoti; Delegados Sindicais: Antonio Carlos Schivo e Josiane K. P. de Souza; Suplentes: Décio Kury Marques e Hélio Augusto da Silva. O JORNAL DO SINPOL É UMA PUBLICAÇÃO EXCLUSIVA DO LABORATÓRIO DE NOTÍCIAS R. Paschoal Bardaro, 633-A - Jd. Irajá Ribeirão Preto - SP Fone/fax: (16) 3610-2886 DIRETOR DE JORNALISMO: Adalberto Luque - MTb 19.218 EDITOR CHEFE: Júlio Castro O Jornal do Sinpol não se responsabiliza por especificações ou informações que não estejam previstas no contrato de publicidade AS COBRANÇAS SERÃO FEITAS EXCLUSIVAMENTE POR: Sub Ten Res PM Oswaldo Bonfim Martha J. Araújo Luque DEPARTAMENTO COMERCIAL: CONTATOS EXCLUSIVOS DEVIDAMENTE AUTORIZADOS: Fernando Mendonça Antonio Pereira Alvin Aparecido Donizete Tremura Vanderlei Garcia da Costa Marco Aurélio Scridelli Marcos Antonio Fernandes Israel Leal de Souza EDITORAÇÃO ELETRÔNICA: Laboratório de Notícias Fone: (16) 3610-2886 e-mail: jornaldosinpol@uol.com.br Os artigos assinados não refletem, necessariamente, o conceito do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. Novos Associados Associaram-se ao Sinpol em novembro os seguintes policiais civis: - Susiane Beatriz Filomena Alonso Zescaik, investigadora aposentada; - Jiuliano Cesar Zafalon, investigador; - Mariângela Faraldo Myr Santos, escrivã; - Iara Helena de Souza, agente de telecomunicações; - Eduardo Borges dos Santos Filho, escrivão. A diretoria do Sinpol dá boas vindas aos novos associados e está à disposição de todos os policiais civis que quiserem integrar o quadro associativo do sindicato. Notas Cantina para o Associado A Cantina da Chácara do Sinpol, sob o comando de Paulo e Cristina, tem agradado bastante aos associados. Além de porções, aos sábados e domingos estão sendo servidos pratos feitos. A cerveja, o suco e o refrigerante estão sempre na temperatura ideal. Sempre com novidades para os associados. Maiores informações e reservas nos telefones (16) 99398-6912, com Paulo ou (016) 99398-8820 com Cristina. Atualização de dados Sinpol Para atualização de dados e de situação profissional, principalmente dos recém-aposentados, o Sinpol está promovendo um recadastramento de todos os associados. Participe da atualização e garanta o recebimento de toda correspondência que enviamos, procurando a Secretaria do Sinpol, ou enviando e-mail para secretaria@sinpolrp.com.br. Atenção policial civil A diretoria do Sinpol alerta a todos os policiais civis associados que, se receberem intimação para comparecer à Corregedoria ou a qualquer outro órgão, para depoimento, busquem antes orientação no Departamento Jurídico do sindicato. É direito constitucional que em todo e qualquer depoimento, o depoente esteja assistido por um advogado. Ação Judicial O departamento jurídico do Sinpol já está elaborando mandado de segurança contra a Instrução Conjunta UCRH/SPPREV nº 3, de 04/11/2014, publicado no DOE de 05/11/2014, que estabeleceu normas e diretrizes que muito prejudicam as aposentadorias dos policiais civis, por entender que não há amparo legal. O departamento entende que a referida instrução conjunta não está apenas instruindo os setores de pessoal de como se deve ser pautada a questão da aposentadoria, mas sim funcionando como legislação complementar, ao se basear em pareceres meramente consultivos da Procuradoria Geral do Estado e torná-los procedimento e normas a serem seguidas, dando status de Lei. A diretoria solicita aos associados que acompanhem a evolução deste tema pelo site do Sinpol. São Francisco Clínicas Atenção associados do Sinpol usuários do plano de saúde do Grupo São Francisco. Por motivos operacionais, as exclusões e inclusões de associados e dependentes do plano de saúde devem ser feitas, impreterivelmente, até o dia 02 de cada mês. Aposentados Associados do Sinpol que ingressaram no quadro de aposentados em dezembro e janeiro: - Márcio Luiz de Vicentes, investigador de 1ª Classe; - Jeni Boldrin Giorgetti, carcereiro de 2ª Classe; - Francisco Carlos Mango, carcereiro de 2ª Classe; - Valtecílio Lino Nascimento, escrivão de 2ª Classe; - José Otávio Flora da Silva, carcereiro de 1ª Classe; - Veima Chelli Gallo, escrivã de 1ª Classe; - Marcos Cesar Borges, delegado de 1ª Classe; - Maria Aparecida Trebbi, investigadora de Classe Especial; - Roberto Nascimento, escrivão de Classe Especial; - Jayme da Silva Ribeiro Filho, delegado de 1ª Classe. A diretoria do Sinpol felicita os policiais civis por suas brilhantes carreiras, desejando-lhes poder usufruir seus merecidos descansos com muita saúde e alegria. Falecimentos A diretoria do Sinpol comunica, com pesar, os seguintes falecimentos: + Mansueto Ferrari Neto, escrivão aposentado de São Joaquim da Barra, ocorrido em 03 de agosto de 2014; + João Felipe Cortez Cocito, neto do delegado aposentado dr. Milton Francisco Cocito, ocorrido em 16 de dezembro de 2014. O Sinpol manifesta seus sentimentos aos familiares. 04 Janeiro-Fevereiro/2015

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SERTÃOZINHO Criança de apenas cinco meses teria sido atingida com paulada na cabeça durante briga entre vizinhos na cidade de Barrinha A cidade de Barrinha ainda tenta entender como uma criança de apenas cinco meses de vida foi morta durante uma discussão entre vizinhos que acabou em agressão e resultou numa paulada fatal na pequena Lorenna Cordeiro Thimóteo. O caso que causou dor e revolta em Barrinha ocorreu no dia 06 de janeiro. A menina estava no colo de sua mãe, na frente de sua residência, quando S.C.S., de 31 anos, conhecido por Nikito, chegou ao local de carro, para buscar sua filha, que estava na casa da ex-mulher, vizinha da família. Segundo o dr. Targino Osório, em informações à imprensa, ao descer do carro, o homem começou a discutir com um adolescente de 16 anos, suspeitando que ele tivesse algum envolvimento com sua ex-mulher. O adolescente é tio de Lorenna, que estava com sua mãe na frente da casa. Durante a discussão, a mãe, com o bebê no colo, tentou acalmar a situação, pois percebeu que Nikito estava bastante alterado e ameaçando cometer algum ato violento. Isso não impediu, todavia, que o homem voltasse ao seu veículo e apanhasse no porta-malas um pedaço de madeira. Ele teria partido para cima do adolescente, que se esquivou. A mãe de Lorenna entrou novamente na frente tentando impedir a agressão. Neste momento Nikito teria desferido uma violenta paulada na direção da mãe de Lorenna. A paulada atingiu o braço da mulher e a cabeça do bebê. Ao perceber o que havia ocorrido, Nikito teria entrado no carro e fugido do local, segundo depoimento das testemunhas. A criança foi socorrida por vizinhos e levada ao PS (Pronto Socorro) de Barrinha. Mas, ao chegar lá, os médicos perceberam a gravidade do caso, já que ela teve traumatismo craniano e acabaram transferindo-a para o HC-UE (Hospital das Clínicas Unidade de Emergência) em Ribeirão Preto. Apesar dos cuidados intensivos, a pequena Lorenna acabou não resistindo à gravidade dos ferimentos e morreu quatro dias depois. Ela teve morte cerebral constatada no dia 09 de janeiro e a mãe, Flávia Thimóteo, após ser procurada por uma junta médica do HC, autorizou a doação de órgãos. A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Sertãozinho assumiu as investigações e, já no dia 09 de janeiro, dr. Targino obteve da Justiça de Sertãozinho a decretação da prisão temporária do agressor. A ex-mulher do acusado, Daiane Gomes, teria dito aos policiais civis que Nikito é agressivo e descontrolado, principalmente quando está sob efeito de drogas e esse teria sido um dos motivos para a separação do casal. Ele não aceitava o fim do relacionamento, segundo pessoas próximas. O homem, que foi qualificado como pintor, percebeu que não teria mais como se esconder e decidiu se apresentar à DIG de Sertãozinho no dia 14 de janeiro. Ele compareceu ao local acompanhado de um advogado. Apresentado à imprensa, o homem respondeu a algumas perguntas feitas pelos jornalistas. “Nada vai trazer a criança de volta. Estou chocado, destruído por dentro. Não sou um monstro. Tenho cinco filhos para criar e não tenho coragem de fazer isso com uma criança. Acabei com minha vida e com a vida de uma criança. Estou arrasado, peço desculpas para a população”, disse Nikito. Em depoimento, ele contou que começou a discutir com o rapaz que estava parado de bicicleta na porta da casa da ex-mulher. Ele alegou que, durante a discussão, a mãe do rapaz teria saído com um pedaço de madeira e dado uma paulada no vidro de seu carro. Disse que, no meio da rua, havia outro pedaço de madeira e ele apanhou e investiu contra o adolescente. Então, na versão de Nikito, a mãe entrou no meio com o bebê no colo. “Como uma mulher entra numa briga com uma criança?”, teria questionado o acusado do homicídio do bebê. Ele disse não ter percebido que acertou a menina. Dr. Targino disse aos jornalistas que o Foto: Jornal Agora Sertãozinho DIG PRENDE ACUSADO DE MATAR BEBÊ homem irá responder por homicídio doloso. Ele informou ainda que várias testemunhas já prestaram depoimento e contrariam a versão do acusado. “As testemunhas dizem que ele agrediu a mulher primeiro e acabou acertando a menina. Daí eles atiraram um objeto no carro”, disse o delegado aos jornalistas. O homem foi encaminhado ao CDP (Centro de Detenção Provisória) e já está à disposição da Justiça. O dr. Targino Osório, titular da DIG de Sertãozinho, deve indiciar o acusado por homicídio doloso CLÍNICA MÉDICA CARDIOLÓGICA e ONCOLÓGICA de SÃO JOAQUIM Dr. Adel Miguel CLÍNICA MÉDICA - CARDIOLOGIA Dr. Rodrigo Jorge Massi ONCOLOGIA - CIRURGIA GERAL R. Voluntário Geraldo, 1157 - São Joaquim da Barra - SP Telefax: (16) 3818-1122 Janeiro-Fevereiro/2015 05

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FRASES Apesar de não apresentar os resultados esperados, principalmente em relação à reestruturação da Polícia Civil, reajuste salarial e aumento real de efetivo, o ano de 2014 foi marcado por muita luta. E, em meio a tanta polêmica, muito foi dito. Acompanhe as principais frases do ano: “Prestei concurso para carcereiro numa época em que carcereiros eram funcionários de confiança. Acumulava os cargos de papiloscopista, perito e carcereiro. Mas até como escrivão eu atuava. Se precisasse, como fiz muitas vezes, tocava a delegacia para o delegado.” Élio Ferreira da Silva, carcereiro aposentado, ao receber a visita de Eumauri no dia em que completou 96 anos; edição 208 de março de 2014 “Aqui o delegado suja o pé na poeira, trabalhando junto com os investigadores.” Dr. Sérgio Salvador Siqueira, então delegado titular do 5º DP (Distrito Policial) de Ribeirão Preto; edição 209, de abril de 2014 O QUE DISSERAM EM 2014 “Nunca perdi uma eleição na história do Sinpol. Já elegi e reelegi três presidentes em quatro mandatos. E sempre que fui às urnas, também fui vitorioso. Isso me dá orgulho e alegria para continuar trabalhando.” Eumauri Lúcio da Mata, presidente do Sinpol, ao tomar posse no atual mandato; edição 207, de janeiro/fevereiro de 2014 “Em 2014 tivemos cerca de 30 inquéritos no Cartório. Atualmente, menos de 10 inquéritos estão em andamento. Aqui todos levamos à risca nossas obrigações. A equipe é bastante afinada, estão há mais de 20 anos na cidade, são todos moradores e o empenho é grande em concluir os inquéritos, sempre com qualidade.” Dr. Roberto Carlos de Santi, delegado de Tabatinga, durante visita do presidente do Sinpol, Eumauri, àquela unidade; edição 210, de maio de 2014 “Infelizmente, por compromissos assumidos anteriormente, não poderei acompanhá-lo. Mas vou avaliar o caso, assim como vou avaliar as questões do reajuste salarial e da reestruturação com muito carinho. Sobre a falta de efetivo, adiando-lhe que os concursos estão em andamento.” Geraldo Alckmin, governador do Estado, ao ser interpelado pelo presidente do Sinpol quando chegava para um ato político e Eumauri convidou-o a visitar os DPs da cidade para constatar a gritante falta de efetivo; edição 211, de junho de 2014 “Desde criança, gostava de desenhar. Em São Paulo cheguei a frequentar uma escola de desenho, mas não pude concluir e tornei-me quase um autodidata. Então comecei na pintura.” Jesuíno Ferreira Rocha, investigador da DIG de Ribeirão Preto, que dedica-se à pintura e teve obra selecionada para participar da 12ª Edição da Bienal Naïf no Brasil, em Piracicaba; edição 212, de julho de 2014 “Em 2008, quando assumi a DIG, o Signei não estava lá, o que significava uma perda muito grande para a sociedade. A primeira coisa que fiz para montar minha equipe foi chamar o Signei de volta. Trouxe-o para chefiar uma das equipes, porque ele não queria ser o chefe da DIG.” Dr. José Gonçalves Neto, delegado, falando sobre a aposentadoria do investigador Sebastião Signei de Moraes; edição 217, de dezembro de 2014 “Se a Polícia Civil não tem mais carcereiros, que remunere os que ingressaram legalmente em concurso de acordo com a função que exercem, seja escrivão, seja investigador.” Célio Antonio Santiago, vicepresidente do Sinpol, falando sobre vitória por desvio de função a favor de associado; edição 214, de setembro de 2014 “Fizemos uma pesquisa e constatamos que o CIC e RG constantes no extrato conferiam. Entramos em uma rede social da internet, o Facebook e localizamos um jovem de boa aparência, residente em Sertãozinho. Levamos os dados obtidos no Facebook até as funcionárias da casa l´toerica e o reconhecimento foi imediato.” José Antonio, investigador do 1º DP sobre ladrão de casa lotérica que deixou extrato com número de seus documentos pessoais; edição 213 de agosto de 2014 “Tem gente que volta a fumar, não controla bem os fatores por se sentir bem. Continua obeso, não faz atividade física. Quem se submete a uma cirurgia [cardíaca] deve se tratar pelo resto da vida para evitar que novas obstruções em outros locais possam lhe causar problemas no futuro.” Dr. Ricardo Sgarbieri, cardiologista; edição 215, de outubro de 2014 “Sua saída pode, inclusive, ser considerada uma tragédia para a Polícia Civil. Isso mostra que a atual administração tem sido inapta, ‘caolha’.” Eumauri Lúcio da Mata, a respeito da aposentadoria de Signei; edição 217, de dezembro de 2014 “Ele [deputado federal Baleia Rossi, do PMDB/SP] sequer telefonou para falar a respeito da grande votação que obtive em Ribeirão Preto. De qualquer forma, a votação foi bastante expressiva e isso me deixa muito feliz.” Dr. Samuel Zanferdini, delegado e vereador, analisando a grande votação obtida nas eleições em que concorreu a deputado estadual e citando que não obteve apoio do presidente do PMDB local, Baleia Rossi, que apoiou outro candidato; edição 216, de novembro de 2014 06 Janeiro-Fevereiro/2015

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Medalha e diploma de honra ao mérito foram entregues ao delegado do 8º DP de Ribeirão Preto como reconhecimento ao trabalho realizado na Acadepol O dr. José Gonçalves Neto, delegado de Polícia, atualmente no 8º DP (Distrito Policial) de Ribeirão Preto, foi um dos professores condecorados com o Diploma de Honra e a Medalha do Mérito Acadêmico Policial “Doutor Coriolano Nogueira Cobra”, em evento realizado no dia 11 de dezembro de 2014, na sede da Academia da Polícia Civil do Estado de São Paulo. A honraria foi entregue como forma de gratidão e reconhecimento aos méritos de honra, caráter, civismo, dignidade e bons serviços prestados ao Magistério Acadêmico da Polícia Civil do Estado de São Paulo e em defesa de suas mais lídimas tradições, considerando o que determina o Decreto nº 50.027, de 26 de setembro de 2005, “Ano do Centenário da Polícia Civil”. Professor concursado desde 2001, dr. Neto ministra as matérias de “Gerenciamento de Crises” (extorsão mediante sequestro e tomada de reféns), de armamento e tiro, de condutas policiais especiais, de abordagem policial, de operações especiais, dentre outros módulos. É integrante do seleto grupo de professores que ministram as aulas no principal curso de “Sobrevivência Policial”, da Academia da Polícia Civil do Estado de São Paulo, com participação de alunos policiais civis do Estado de São Paulo, policiais federais, membros do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Como professor da mesma Academia de Polícia, integrou a equipe que participou do último Curso da Swat de Miami/EUA, realizado pela Academia da Polícia Civil de São Paulo, ficando responsável, inclusive, pela chefia da equipe de segurança aproximada dos policiais americanos, durante o período no território brasileiro. É delegado de Polícia de 1ª Classe, há mais de 26 anos atuando em quase todas as unidades policiais da cidade de Ribeirão Preto, além de várias cidades da região, inclusive marcando história nas Delegacias de Polícia Especializadas: DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e DISE (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes), ambas desta cidade. Sempre desenvolveu sua carreira na linha de frente da Polícia Civil, inclusive sendo o primeiro delegado de Polícia responsável pela coordenação operacional do GAS (Grupo Anti Sequestro) e do GOE (Grupo de Operações Especiais), ambos do Deinter-3 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior 3 - Ribeirão Preto). Também foi delegado de Polícia titular do GARRA (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos) de Ribeirão Preto por três anos. Dr. Neto iniciou sua carreira jurídica ao ingressar na Unaerp (Universidade de Ensino de Ribeirão Preto) em 1982, na Faculdade de Direito Laudo de Camargo. Foi estagiário concursado da PGE (Procuradoria Geral do Estado) no período de 1984 a 1986, tendo em seguida ingressado no quadro da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e iniciado sua carreira de professor universitário, ministrando as matérias de introdução ao estudo do direito, direito administrativo, direito comercial e direito penal, na Unaerp, até 1992. É pós-graduado pela Unaerp em Direito Tributário e pela Unip (Universidade Paulista) em Direito Administrativo e Administração Municipal. Natural de Cajuru, em 2011 foi homenageado com a outorga do Título de Cidadão Ribeirãopretano, pela Câmara Municipal de Ribeirão Preto, com a unanimidade de assinatura de seus membros, em razão dos relevantes serviços prestados à frente do cargo de delegado de Polícia na Polícia Civil do Estado de São Paulo. Integra a diretoria do Sinpol há seis mandados consecutivos, desde 1998, quando integrou a chapa eleita, que tinha o atual presidente, Eumauri Lúcio da Mata, já à frente da diretoria naquela ocasião. Atualmente dr. Neto é vice-presidente do Sinpol. Coleciona em seu currículo diversos cursos nas áreas de ciências jurídicas, segurança pública e no âmbito policial, realizados no BraFoto: Arquivo DR. NETO HOMENAGEM I RECEBE MEDALHA DO MÉRITO ACADÊMICO sil e em outros países, sempre atualizando seus conhecimentos. Segundo o presidente do Sinpol, a homenagem foi justa e merecida. “Dr. Neto sempre se destacou em sua atuação. É um grande policial e um grande professor. A Academia prestou um justo reconhecimento e toda a diretoria do Sinpol parabeniza o delegado pela conquista”, concluiu Eumauri. Dr. Neto recebeu a medalha do Mérito Acadênico e o diploma de Honra ao Mérito (no detalhe, abaixo), por conta de seu trabalho e dedicação à Acadepol Janeiro-Fevereiro/2015 07

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SINDICALISMO Sinpol consegue nível médio para carcereiros, agentes policias, atendentes de necrotério e auxiliares de papiloscopistas Após avaliar a revogação de um artigo na LCE (Lei Complementar Estadual) 1249/2014, o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, decidiu reunir-se com demais diretores do sindicato para ver se todos chegavam ao mesmo entendimento. O artigo em questão trata justamente de uma das principais lutas empreendidas pelo Sinpol em 2014: a valorização das carreiras dos policiais civis. No entendimento da diretoria, houve, de fato uma conquista. “Nossa luta foi para que houvesse uma valorização do nível de escolaridade das carreiras policiais que exigiam somente o primeiro grau como parâmetro para ingresso através de concurso público. São justamente as carreiras de carcereiro, agente policial, atendente de necrotério e auxiliar de papiloscopista. Tivemos várias reuniões com o então DGP [Delegado Geral de Polícia], dr. Luiz Maurício Blazeck, para tratar de vários assuntos das referidas carreiras e um dos itens era justamente o nível de escolaridade, que passou para o nível médio”, explicou Eumauri. De acordo com ele, a informação já havia sido transmitida pelo Sinpol aos seus associados, mas a diretoria percebeu que o fato passou despercebido, diante da constatação de que vários policiais civis ainda não sabiam do ocorrido. A mudança teria ocorrido quando da edição da LCE 1249/2014. Em seu artigo 5º, a redação atual é a seguinte: “...Para ingresso nas carreiras policiais previstas no artigo 5º da Lei Complementar Estadual 494, de 24 de dezembro de 1986, passa a ser exigido o ensino médio como nível mínimo de escolaridade”. A antiga redação previa o seguinte: “Para o ingresso a que se refere o artigo anterior, será exigido: - Certificado de primeiro grau ou equivalente para as séries de classe de Carcereiro, Agente Policial. Atendente de Necrotério Policial e Auxiliar de Papiloscopista Policial”. Apesar da conquista, o presidente do Sinpol garante que a luta continua. “Agora o Sinpol iniciará uma nova luta para que seja feita a valorização do salário, por uma questão de justiça. Acreditamos que assim que surgir o primeiro edital de concurso para ingresso das referidas carreiras, o governo já deverá fazer a equiparação salarial com as demais carreiras de ensino médio. Mas, conhecendo bem nosso governo, resta-nos dúvida de que ele o faça naturalmente. Se não o fizer, teremos em mãos elementos para mover ações judiciais já em estudos pelo nosso Departamento Jurídico. Nosso compromisso é lutar por melhorias para todas as carreiras policiais. Sabemos que é uma tarefa difícil, mas continuaremos lutando e suplantando obstáculos para ver nossos policiais valorizados”, finalizou Eumauri. LUTA DÁ RESULTADOS O presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, enviou, no dia 07 de janeiro, um ofício ao governador Geraldo Alckmin pedindo que sejam revistos os equívocos na aplicação dos bônus por produtividade, diante do fato de que muitos policiais civis não estão sendo contemplados. Eumauri cita os exemplos de especializadas como a DIJU (Delegacia da Infância e Juventude), DDI-A (Delegacia de Defesa do Idoso e meio Ambiente) e os carcereiros do Deinter-3 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), que não foram incluídos no rol de pagamento do bônus. “A resolução conjunta determina o pagamento do bônus às especializadas, como são a DDI-A e DIJU. São delegacias muito trabalhosas, que atuam diretamente no combate da criminalidade, seja doméstica ou externa e o fazem não só de maneira independente e exclusiva, mas também de maneira complementar, pois muitos delitos contam com o envolvimento de maiores com menores de 18 anos, além de que, muitos dos crimes praticados contra idosos são decorrentes de pes- EUMAURI COBRA JUSTIÇA COM BÔNUS DE PRODUTIVIDADE soas envolvidas com drogas”, dispara Eumauri. O presidente do Sinpol cita o exemplo do bônus pago a policiais militares, que contempla desde os que trabalham na portaria dos quartéis, os que tocam na banda e até os comandantes. “Assim como é feito merecidamente com funcionários do IC e IML. Mas com outros policiais civis não é assim. Em relação aos carcereiros, todos sabemos que eles fazem um serviço importantíssimo. Parece que os responsáveis pela seleção de unidades policiais com direito ao bônus desconhecem como funcionam as especializadas que citamos no ofício ao governador. Entendemos que o pessoal que executa serviços administrativos, tanto na Polícia Civil, no IC, IML e PM, são merecedores de bônus, como efetivamente o foram. Mas deixar de reconhecer o trabalho das especializadas e carcereiros foi um erro grave. Basta verificar nos noticiários da imprensa a quantidade de crimes que têm seu combate desempenhado pelas especializadas. Pedimos ao governador que determine nova avaliação dos conceitos para aplicação dos índices para que, merecidamente, os policias mencionados sejam efetivamente incluídos, evitando uma discriminação de muitos profissionais, além de causar desânimo geral. E pedimos também que o governo determine o pagamento, mesmo que em atraso, aos policiais que o mereceram, tanto quanto os colegas que receberam. Com a palavra, o senhor governa- dor”, disparou Eumauri. O Sinpol já comunicou-se com o escritório do dr. Wilson Luís de Souza Foz a respeito da Lei 1245 de 27/06/2014, chamada Lei da Bonificação, para que seja extensivo tal pagamento para os inativos e pensionistas, que fazem justiçam uma vez que não pode haver diferenciação de salário entre policiais civis da ativa e inativos. O presidente do Sinpol quer que o governador Alckmin repare a injustiça que vem cometendo em relação ao pagamento do bônus de produtividade, principalmente aos policiais civis das especializadas domo DDI-A e DIJU, além dos carcereiros 08 Janeiro-Fevereiro/2015

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JURÍDICO Foram seis vitórias, sendo quatro mandados de segurança pela 51/1985 e dois mandados de segurança de reversão da 1062/65, garantindo aos seis policiais civis paridade e integralidade O ano mal começou e as conquistas do Departamento Jurídico do Sinpol já despontam em grande número. Segundo o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, as ações que estão obtendo o Mandado de Segurança garantindo aos associados do sindicato o direito à paridade e integralidade ainda estão nos moldes da LCF (Lei Complementar Federal) 51/1985. “Esta Lei Federal era aplicada em todo o País, com exceção do Estado de São Paulo, que insistia na famigerada LCE (Lei Complementar Estadual) 1062/2008, alegando que a LCF 51/85 não havia sido recepcionada pela Constituição de 1988. no entendimento da PGE (Procuradoria Geral do Estado). Os companheiros que por ela se aposentavam perdiam o direito à paridade e integralidade e tinham ainda uma perda significativa nos seus salários. No ano passado, o governo federal sancionou a LCF 144/2014, que substituiu a 51/85. Desta forma, a alegação do governo de São Paulo foi por água abaixo. Mesmo assim, ainda temos muitos associados aguardando sentença e elas vêm sendo favoráveis ao Sinpol”, comemora Eumauri. Segundo o advogado Ricardo Ibelli, do Departamento Jurídico do Sindicato, nas últimas semanas seis associados foram beneficiados. “Foram todas vitórias em segunda instância. Quatro ações são relativas ao mandado de segurança pela LCF 51/85 e outras duas que fazem justiça aos associados que haviam se aposentado pela 1062/08, onde conseguimos a reversão da aposentadoria, garantindo aos policiais civis o direito à paridade e integralidade nos salários”, explicou o dr. Ibelli. A primeira vitória foi obtida pelo investigador de Dumont, Edmir Valera. Ele já havia obtido a vitória em primeira instância e teve publicada nova vitória, desta feita em segunda instância. Caso semelhante ocorreu com o escrivão de Ribeirão Preto, Wilson Aidar Júnior. Ele já havia conquistado mandado de segurança favorável à aposentadoria nos moldes da LCF 51/85. O governo do Estado recorreu e o Jurídico do Sinpol conquistou nova vitória, desta feita em segunda instância. O mesmo ocorreu com o investigador de Ribeirão Preto, José Antonio Floriano. Ele obteve mandado de segurança favorável à sua aposentadoria, garantindo-lhe o direito à paridade e integralidade no salário, como prevê a LCF 51/85. Como o governo do Estado recorreu, o caso foi analisado em segunda instância e, novamente, obteve sentença favorável, mantendo o seu mandado de segurança e ratificando a paridade e integralidade em seu salário. Já o carcereiro de Rincão, Edson Aparecido Bizarro, acabou tendo julgado improcedente em primeira instância sua ação para obter mandado de segurança que lhe garantisse a integralidade e paridade. “O Departamento Jurídico do Sinpol recorreu e o processo foi considerado procedente em segunda instância. Desta forma, o Edson conquistou mandado de segurança garantindo-lhe o direito de se aposentar nos moldes da LCF 51/85”, comemorou o dr. Ibelli. Reversão Além das quatro ações garantindo o direito dos policiais civis em se aposentarem pela 51/85 - são todos policiais civis com tempo de casa suficiente, de acordo com contagem feita pela Polícia Civil, mas que não queriam ter perdas significativas e recorreram ao mandado de segurança e agora poderão usufruir a aposentadoria com a garantia da paridade e integralidade - o Departamento Jurídico do Sinpol obteve duas importantes vitórias. A primeira foi através do agente policial aposentado de Ribeirão Preto, Josué Sampaio de Araújo. Ele havia se aposentado há algum tempo pela LCE 1062/08 e, atendendo à convocação do sindicato, ingressou com ação pleiteando mandado de segurança para a reversão de sua aposentadoria, para que fosse nos moldes da 51/85. Em primeira instância, a sentença foi considerada improcedente. Mas o Sinpol recorreu e, em segunda instância, o Tribunal entendeu que o associado tinha o direito à paridade e integralidade e concedeu o mandado de segurança. Outro beneficiado com a reversão foi Ailton Martins de Oliveira, investigador aposentado de São Carlos. Ele venceu em primeira e em segunda instâncias. Novas ações estão tramitando nas varas da Justiça do Estado e as vitórias devem continuar ocorrendo. “Estamos sempre atentos e lutando pelos nossos associados”, concluiu Eumauri. MAIS VITÓRIAS DO SINPOL NAS APOSENTADORIAS O presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, e o advogado Ricardo Ibelli comemoram as constantes vitórias contra o Governo e em favor dos policiais civis Janeiro-Fevereiro/2015 09

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HOMENAGEM II Ex-delegado Regional de Ribeirão Preto recebeu comenda da Associação dos Funcionários Públicos, tornando-se Grande Oficial A Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo homenageou servidores públicos de diversas áreas de atuação com a medalha Ordem do Mérito do Servidor Público. Entre os homenageados, esteve o delegado de Polícia aposentado, dr. Luiz Carlos Pires, que construiu uma respeitável carreira na Polícia Civil, chegando a delegado Regional de Ribeirão Preto e um dos mais destacados professores da Academia de Polícia “Dr. Coriolano Nogueira Cobra”. Dr. Pires esteve acompanhado de sua esposa na solenidade de entrega da Medalha, que ocorreu no Clube Sírio, na cidade de São Paulo, em 07 de novembro. Criada em 1992, a medalha Ordem do Mérito é conferida anualmente aos servidores que tenham prestado serviço de relevância para a sociedade. Há cerca de 20 anos, quando era delegado assistente na Regional, dr. Pires foi condecorado pela primeira vez com o título de Comendador. Recebeu sua comenda no Salão do Congresso, em Brasília. Naquela época, somente o então DGP (Delegado Geral de Polícia) ficou sabendo da homenagem. “É que tive que solicitar um breve afastamento para receber a comenda e ao justificar ao DGP, informei-o sobre a homenagem”, lembrou com modéstia o dr. Pires. Atuando há 28 anos na Associação dos Funcionários Públicos, há cerca de oito anos ele foi agraciado pela primeira vez, quando o Conselho de Honorificência entendeu que ele fora merecedor da medalha por concorrer para o engrandecimento do funcionalismo público e do Estado de São Paulo. “Em 2014, o Conselho de Honorificência entendeu que este modesto servidor, ao lado de outros colegas, receberíamos a Medalha Ordem do Mérito”, revelou dr. Pires. Com a segunda comenda, o delegado apo- Polícia. “Orgulho-me em dizer que sou policial partilhar meus conhecimentos após os 70 sentado tornou-se Grande Oficial, um dos mais civil. Só lamento não poder mais poder com- anos”, disse na ocasião. altos, restando apenas a Gran Cruz, que é o Fotos: Arquivo Pessoal título máximo. O evento de entrega das comendas foi iniciado com a formação da Mesa das Autoridades, que contou com o presidente da AFPESP (Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo), Antonio Carlos Duarte Moreira; além do deputado federal Arnaldo Faria de Sá; do vice-almirante do 8º Distrito Naval, Liseo Zampronio; do presidente do Conselho Administrativo, Álvaro Gradim; do presidente do Conselho Fiscal, Luiz Sérgio Schiachero; do presidente do Conselho da Ordem de Mérito, Antonio Luiz Ribeiro Machado; do Chanceler da Ordem do Mérito, Alcides Amaral Salles e do grão referendário, Wallace Oliveira Guirelli. O presidente da AFPESP destacou a importância de valorização do servidor público e seu reconhecimento pela sociedade, enfatizando o grau de importância da comenda entregue aos agraciados, entre eles, o dr. Luiz Carlos Pires. Já o deputado Fatia de Sá fez questão de parabenizar cada um dos agraciados com a comenda, registrando sua alegria em participar da nobre sessão. Ele aproveitou para parabenizar a AFPESP pelos 83 anos de luta e destacou que “os governos passam, mas os Acima, dr. Luiz Carlos Pires e sua esposa, servidores ficam”. dona Eliana, durante solenidade O delegado Luiz Carlos Pires agradeceu a realizada no Clube Sírio; ao lado, no comenda e o reconhecimento por seu trabadetalhe, a comenda recebida pelo exdelegado Regional de Ribeirão Preto e lho e fez questão de destacar que dedicou sua ex-professor da Acadepol vida em executar suas tarefas como servidor público da melhor forma possível. Em entrevista ao Jornal do Sinpol, em janeiro de 2013, o delegado fez questão de destacar a alegria por ter escolhido a carreira de delegado de DR. PIRES RECEBE COMENDA 10 Janeiro-Fevereiro/2015

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ANIVERSARIANTES A vida é um milhão de novos começos movidos pelo desafio sempre novo de viver e fazer todo sonho brilhar. Feliz Aniversário aos nascidos em março! 1 Wilson Miguel da Silva Ademar Fonseca Júnior Ivaldo Parma Fernandes Vânia Eloísa David 2 Reginaldo Cabral Calil Rogério Antonio Segismundo Lahoz Júnior Célia Domingos de Oliveira Sandra Cristina Peguin Garcia Marcilene do Prado Tanganini Daniel Cesar de Oliveira 3 Itamara Cristina Inocente de Paula Marcos Tadeu Casadore Geraldo Vital da Silva Douglas Cardilli 4 José Benjamin de Souza Antonio Nobel Conti Regina Aparecida Ribeiro de Paula Vera Márcia Tertuliano Pereira Antonio Pedro Segnorini Enilza Odete Bonagamba de Almeida 5 Airton Lisi Walter Lodi Júnior Antonio Carlos Rodrigues Leandro Arnaldo José D’Avoglio Filho Silvana Araújo da Fonseca Marisa Paulo da Cunha Sérgio Yukio Hoshiba Vera Lúcia Fermiano dos Santos Silva 6 José Roberto Passeto Vladimir Augusto Silva José Bernardino Alecrin Ovande Garmes Júnior Rodrigo Sertório Rosas 7 Clevis Samuel Lors de Faria Mercedes de Souza Lima Amilton Rinaldi Cruanes Márcia Regina Registro 8 Maria Heloiza de Paula Borges Mariangela Beraldi de Toledo Balsabino Edinir Donizetti Valentin Edivaldo Genesi Paiuca João Batista Tonetto Ana Cristina Nucci Pirondi 9 Antonio José Ipólito Maria Elizabet Ribola Sílvio Alessandro dos Santos Karina Palmeira Valerine Damásio José Roberto Lopes Filho João Paulo Fonseca Antunes Magaly Rúbio de Morais 10 Ronaldo Catalane Andretta Gilmar Ivan de Souza Edison Cardoso Zueff Cláudio Rodrigues Magalhães 1 1 Milton Francisco Cocito Antonio Geraldo Barboza 12 Jorge Eduardo Vasconcelos Sandra Helena Camossa Augusto Coelho Neto Regina Elisa Rudge Bortoli André Luiz Garcia Gonzalez 13 Antonio Luis Nardy de Mattos Barreto Laerte Aparecido Pereira Pláucio Roberto Rocha Fernandes Heber Ademir Fiorelli Wilson Morazotti Júnior 14 Rita de Cássia Ongaro Diogo Maria Emília Gomes de Castro Rafael Martins dos Santos Osmair Freitas dos Santos Isabel Cristina Antunes Ravacci Scoqui 15 Luciano Roberto Sandoval 16 Eurípedes da Silva Stuque Tereza Cristina Soares Chiaretti Faria 17 Clóvis Ferreira de Castro Antonio Carlos Costa Campi Edson Pereira da Costa Simone Persin 18 Nilton Wagner de Oliveira Joselina Maria de Oliveira Carlos Gonçalves Pestana Gisele Aparecida Furlanetto Bruzadin Furlanetto Romualdo José Bertozzi 19 Luiz Carlos Calbello Molina José Angelo Marques José Messias Rotta José Zerbato Nelson Moreira da Silva Juliano Borges José Roberto Zago Gustavo Fragiacomo 20 Antonio José de Faria Maria das Graças da Silva Garcia José Cláudio Gonçalves Sérgio Luís dos Santos Maurício Vieira da Silva 21 Fabiano de Aquino Frigo Marcos Ronaldo Neroni Élcio Gonçalves dos Reis 22 Augusto Alves Moreira José Roberto Gonçalves da Silva Kalinka Cintra Prado Francisco Albertino dos Santos Júnior Norberto Luiz Amsei 23 Rafael Gentil Júnior Aparecida Caineli de Oliveira Alcides Elia Rodrigo Marcelo Silveira Cocito Dimas Lopes dos Santos Luiz Geraldo Dias Marcelo Florêncio Alberto Leandro Cardoso dos Santos Milton Caetano Faria 24 José dos Santos Lúcia Helena Soares da Silva Devanir Ferreira de Souza Antonio Carlos Aparecido Bacaro 25 Ronaldo Nogueira de Moura Lauro Souza Simões Filho Sueli Aparecida Rodrigues de Almeida Edvar Minto Luís Eduardo Persigo Halace Antonio Remondini Júnior 26 Pedro Moretti Júnior Luci Helena Rotondo Kobelnik Carlos Alberto Nogueira Aparecido Donizete Galhardo Lúcio José Valenti 27 Cláudia Braga Rogério da Cunha Nogueira 28 João Batista Martins de Mello Tomaz Rafael Scatolin Wilson Beazini Vinícius Menezes de Souza 29 José Tadeu de Figueredo Luiz Flávio Moraes Lawall Fábio Scafi Nogueira Sidney Ferreira da Silva Dener R. Novais Hernandes Oswaldo Ramiro Rugno 30 Lúcia Silva Simões Aldo Kuanzo Nakaza José Luiz Pugliesi Emerson Renato Merlin Manoel Mendes Osse Alexandre Lucas Chaves Afonso Jussara da Ávila Holanda 31 Wesley Osvaldo Prudente Daniel Ap. Fernandes Rodrigues Fernando Gonçalves de Oliveira Elizabete Aparecida de Souza Branco TRABALHO MEMÓRIA E COMPANHEIRISMO No setor de Cartas Precatórias da Delegacia Seccional de Polícia Civil em Ribeirão Preto, sobrecarga de trabalho nunca faltou. Sempre houve um grande volume de serviço para os policiais civis que atuaram e atuam neste setor. Na foto acima, corria o ano de 2005 e, apesar do excesso de trabalho, os policiais civis sempre atuaram com companheirismo, procurando manter o ambiente de trabalho mais saudável. No registro, a partir da esquerda, Tânia de Souza Nunes Ribeiro, Verônica Regina dos Santos, dr. Décio Agostinho Gonzalez, Lúcia Silva Simões, João Batista do Nascimento e Alexandre. O Sinpol lembra aos aniversariantes que é preciso fazer o recadastramento anual junto ao Banco do Brasil, em qualquer agência ou naquela onde receber seus vencimentos ou, em caso de portabilidade, no banco em que o beneficiário optou. Quem não se recadastrar corre o risco de ter os vencimentos suspensos. O Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto está mantendo um acervo de imagens relacionadas à Polícia Civil. Para tanto, a Diretoria está incentivando a participação de associados que tenham em seus arquivos fotografias que possam ilustrar diferentes aspectos da história da Instituição. “Temos certeza que muitos colegas guardam várias fotos com lembranças de reuniões, eventos e de situações cotidianas dentro da Instituição, com um valor inestimável pelas lembranças que representam”, ressalta o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata. Os interessados em colaborar com esse resgate da memória da Polícia Civil da região podem entrar em contato com a Secretaria do Sinpol, através dos telefones (16) 3612-9008, 3625-3890 e 3979-2627, ou do e-mail sinpolrp@sinpolrp.com.br. “As fotografias serão digitalizadas e prontamente devolvidas aos seus proprietários”, garante Eumauri. O material reunido pelo Sinpol será publicado no Jornal do Sinpol e no site da entidade (www.sinpolrp.com.br). DO FUNDO DO BAÚ Janeiro-Fevereiro/2015 11

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RETROSPECTIVA 2014 Grandes notícias apenas do Departamento Jurídico do Sinpol, pois nos demais aspectos, o ano foi de desalento para policiais civis Os policiais civis iniciaram 2015 renovando suas esperanças para que o ano que terminou fique no passado. Em 2014 a categoria viu a continuidade da falta de recursos humanos na Instituição. Aliás, esta questão tem se agravado, principalmente a partir do momento em que a LCF (Lei Complementar Federal) 144/2014 foi adotada. Esta LCF substitui a anterior, 51/85, que não era adotada pelo governo de São Paulo. E num de seus artigos, ficou estabelecido que a aposentadoria compulsória, isto é, a idade limite para o policial civil, caiu de 70 para 65 anos de idade, o que causou um grande número de aposentadorias compulsórias, esvaziando ainda mais as já ampla lacunas de funcionários da Polícia Civil. A categoria teve reajuste de apenas 6%, anunciada após muita pressão de sindicalistas. A questão da reestruturação não andou. Boas notícias mesmo só vindas do departamento jurídico do Sinpol. Muitas vitórias garantindo aposentadoria com integralidade e paridade, nos moldes da LCF 51/85; absolvição de associados; vitórias por desvio de função e, mais no final do ano, começaram a surgir as vitórias revertendo as aposentadorias da LCD (Lei Complementar Estadual) 1062/2008 para a 5/85. Confira, a seguir, a retrospectiva dos principais fatos que movimentaram a categoria. Nova diretoria O ano começou com a posse da nova diretoria do Sinpol. Vencedor nas eleições Fotos: Arquivo 2014 NÃO DEIXARÁ SAUDADES realizadas em novembro, Eumauri e demais membros da diretoria do sindicato tomaram posse oficialmente nas últimas horas de 2013, no dia 31 de dezembro. Ele assumiu o sexto mandato com a certeza de que jamais perdeu uma eleição como candidato e nem os candidatos que ele apoiou foram derrotados. DIG Ribeirão Preto A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Ribeirão Preto começou o ano sob os holofotes da imprensa que acompanhavam atentamente as investigações do caso do assassinato do menino Joaquim, ocorrido em novembro de 2013. A especializada, apesar do grande volume de casos e da importância que o caso Joaquim obteve na mídia, conseguiu manter alta a produtividade. A equipe começou o ano sob a titularidade do dr. Paulo Henrique Martins de Castro. Porém, em fevereiro, o delegado foi transferido para um DP (Distrito Policial) na cidade e em seu lugar assumiu o dr. Ricardo Turra. Durante o ano foram centenas de grandes casos elucidados pelos policiais civis da especializada. Denúncias O ano de 2014 foi marcado por uma série de denúncias estampadas nas páginas do Jornal do Sinpol. Já há muitos anos o sindicato tem cobrado o governo, que dá de ombros em relação à situação. Em abril de 2014, a reportagem mostrou diversas unidades utilizadas por policiais civis totalmente mal aparelhadas. Prédios como as delegacias de Guatapará e Santa Cruz da Esperança, sem a menor condição estrutural de receber uma unidade da Polícia Civil. Mostrou também situações caóticas, como falta de funcionários, rodízios de escrivães e delegados e viaturas sem condições de uso. Em Santa Cruz da Esperança, por exemplo, o cartório central funciona na cozinha de uma modestíssima casa utilizada como Delegacia do Município. Eumauri também denunciou a falta de policiais civis. Pelos cálculos do presidente do Sinpol, em maio de 2014 eram necessários pelo menos 22 mil policiais civis. Em reportagem publicada na edição de agosto, a triste constatação após uma radiografia feita em todos os distritos, especializadas e unidades que prestam atendimento direto à população: há apenas um policial civil para atender 3.824 habitantes. Maioridade penal Logo na primeira edição de 2014, o Jornal do Sinpol publicou uma reportagem feita através de pesquisa realizada entre policiais civis. Na pesquisa foram ouvidos, aleatoriamente, 86 policiais civis. Deste número, 80 deles foram favoráveis a mudanças na penalização dos menores infratores. Somente seis se mostraram contrários à redução da maioridade penal. No decorrer do ano, relatos de crimes violentos cometidos por menores de idade aumentaram. Em reportagem publicada na edição de junho, policiais civis ouvidos estimam que em todos os crimes violentos praticados, inclusive latrocínio, houve a participação de menores de idade. Competência Durante todo o ano de 2014, as páginas do Jornal do Sinpol trouxeram reportagens sobre a eficiência dos policiais civis. Embora contem com efetivo bastante reduzidos, as equipes de especializadas e DPs se desdobraram e apresentaram ótimos resultados. Em toda área de atuação do sindicato, os casos de relevância foram registrados. Ca- Jornalistas passaram a dar expediente na sede da DIG de Ribeirão Preto, durante investigações do caso do Menino Joaquim 12 Janeiro-Fevereiro/2015

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sos como as frequentes apreensões de drogas pelas DISEs (Delegacias de Investigações Sobre Entorpecentes) de todas as cidades da área do Deinter-3 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior). Ou sobre esclarecimentos e prisões de crimes de autoria desconhecida pelas DIGs de toda a região. Destaques como o trabalho eficiente registrado em Tabatinga, Luiz Antonio, Porto Ferreira, Santa Rosa de Viterbo, São Joaquim da Barra, Sertãozinho, Bebedouro, São Carlos, Franca, entre outras dezenas cidades. Sindicalismo O presidente e diretores do Sinpol participaram de várias reuniões durante todo o ano. Três eram os principais objetivos: aumento de salário, aumento de efetivo e reestruturação. Se por um lado as negociações não avançaram quase nada, por outro a força do sindicalismo, com a participação da Feipol/SE (Federação Interestadual dos Trabalhadores Policiais Civis da Região Sudeste), aumentou. O Sinpol, um dos fundadores da Feipol, teve papel decisivo nesta questão. Foram diversas reuniões com o DPG (Delegado Geral de Polícia), dr. Luiz Maurício Souza Blazeck e algumas com o SSP (Secretário da Segurança Pública), dr. Fernando Grella Vieira. Eumauri também fez questão de interpelar o governador Geraldo Alckmin - então em campanha para o Palácio dos Bandeirantes - em diversos compromissos, cobrando-o publicamente. Mesmo assim, o governo anunciou minguados 6% de reajuste. Protelou a questão da valorização tão propagada em 2013 aos delegados, investigadores e escrivães. A reestruturação foi alvo das incontáveis horas perdidas em reuniões entre sindicalistas e equipe de governo. De tudo, restou a certeza de que a cobrança é o caminho. Tanto que, sempre ao avistar Eumauri, o governador tentava esconder seu constrangimento. Ele sabia que seria e será cobrado. Até que se disponha a atender as reivindicações dos policiais civis. Prestígio Além de participar intensamente das negociações junto ao governo por melhorias para a categoria, o Sinpol também demonstrou seu prestígio junto às demais entida- O advogado Ricardo Ibelli e o presidente do Sinpol, Eumauri, comemoraram dezenas de vitórias em favor dos associados, contra o governo Alckmin des de classe ao sediar o I Congresso Interestadual dos Policiais Civis da Região Sudeste. O evento reuniu policiais civis de todo o País, principalmente da região sudeste e ocorreu nos dias 31 de outubro e 01 de novembro de 2014, na Chácara do Sinpol. Chácara do Sinpol Em 2014, o associado esteve presente com maior frequência na Chácara do Sinpol. Graças à simpatia da equipe da cantina e aos atrativos do clube, muita gente passou agradáveis momentos entre familiares e amigos. Além de grandes eventos, como Carnaval, Dia das Mães e outros acontecimentos. Nova sede Em 2014, as obras para a construção da nova sede social do Sinpol transcorreram dentro do previsto. O prédio já tem toda a sua estrutura edificada e está iniciando o processo de acabamento. Em 2015 o edifício deve ser inaugurado e a categoria poderá usufruir de uma ampla e moderna sede social. Desvio de Função Em agosto o Sinpol contabilizou sua primeira vitória em ação promovida contra o governo por desvio de função. A vitória do sindicato foi obtida em favor do carcereiro de Brodowski, Cristiano Barbosa Miguelassi, que atua como investigador. Nas palavras da Juíza que proferiu a sentença, ao promover desvio de função, o governo do Estado está praticando “enriquecimento ilícito”. Absolvições Durante todo o ano o departamento jurídico do sindicato colecionou vitórias em favor dos associados que foram citados em sindicâncias administrativas. Segundo o presidente do Sindicato, muitas vezes a sindicância é instaurada por mera formalidade, por questões de prazo, o que não implica em culpa do policial civil citado. Contudo, se a defesa não for sólida, o policial civil pode ser prejudicado. E, evitando que isso ocorresse, o jurídico do sindicato esteve sempre atento e atuante. Mandados de segurança Foram dezenas de mandados de segurança obtidos durante 2014 em favor dos policiais civis que optaram em não se aposentar pela LCE 1062/2008. Graças a advogados do sindicato, com o dr. Ricardo Ibelli, eles conseguiram o direito à paridade e integralidade, nos moldes da LCF 51/ 85. Muitos policiais civis puderam, enfim, se aposentar com o mínimo de dignidade, sem perdas em seus salários. Reversão A grande notícia de 2014 ficou por conta das vitórias obtendo reversão de aposentadoria. Graças a um trabalho do departamento jurídico do Sinpol, os policiais civis que se aposentaram pela 1062/ 2008 ingressaram na justiça pleiteando mandado de segurança para a reversão deste processo para que fosse nos moldes da LCF 51/85, isto é, garantindo-lhes o direito à paridade e integralidade nos salários, o que não ocorria para quem se aposentou pela lei estadual. Em setembro de 2014 surgiu a primeira vitória neste sentido. O dr. Ricardo Ibelli anunciou a vitória do investigador aposentado de São Carlos, Ailton Martins de Oliveira. Na sentença, ele obteve o direito de receber as diferenças, com proventos integrais e com as regras de paridade desde 03 de abril de 2012, data em que se aposentou pela 1062. Em outubro o beneficiado foi o escrivão aposentado Marcos Antonio Ortêncio. Encerrando o ano, mais reversões. Obtiveram direito à paridade e integralidade, além do ressarcimento das perdas ocorridas no período em que estiveram aposentados pela LCE 1062/2008 o investigador aposentado Pedro Venâncio Duarte e o agente policial aposentado Josué Sampaio de Araújo. Que 2015 venha mais profícuo para a categoria, não somente nos resultados obtidos pelo departamento jurídico, mas para todas as reivindicações do Sinpol, o que ocasionará numa Polícia Civil melhor para todos: policiais civis e a população. Janeiro-Fevereiro/2015 13

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ARTIGO 2015. Início de um novo ano e, conjecturava eu, como seria bom se, como num passe de mágica, este ano que ora se instala fosse pródigo o suficiente para afastar da Terra toda malquerença, doto ódio, toda desesperança, e que os homens, efetivamente, viessem a se tratar como verdadeiros irmãos. Talvez se fôssemos mais éticos... Mas o que vem a ser ética? Para melhor entender o significado - que a mim me parece tão abrangente - dessa simples palavra, num primeiro momento, torna-se necessário esclarecer, parece-me, a confusão que à miúde é cometida, quando se confunde ética com moral ou viceversa. A ética não cria a moral. Conquanto seja certo que toda moral supõe determinados princípios, normas ou regras de comportamento, não é a ética que os estabelece numa determinada comunidade. A ética depara com uma experiência histórico-social no terreno da moral, ou seja, com uma série de práticas morais já em vigor e, partindo delas, procura determinar a essência da moral, as fontes de avaliação moral, a natureza e a função dos juízos morais, os critérios de justificação destes juízos e o princípio que rege a mudança e a sucessão de diferentes sistemas morais. Assim, por moral compreende-se o conjunto de regras de conduta ou hábitos julgados válidos, para grupo ou pessoa determinada. Já a ética é a teoria ou ciência do comportamento moral dos homens em sociedade. Ou seja, é ciência de uma forma específica de comportamento humano. Há que se entendê-la como parte da filosofia que se ocupa em conhecer o homem com respeito à moral e aos costumes; que trata de sua natureza (do homem) como ente livre, espiritual; da parte que o temperamento e as paixões podem ter na sua índole e costumes; da sua imortalidade, bem-aventurança e meios em geral de consegui-la. Pode-se conceituar, ainda, ética de uma forma mais simplista, mais sintética, como sendo a ciência moral, estudo dos deveres e obrigações do indivíduo e da sociedade. A ética - comportamento ético, digamos assim - se resume no emprego de regras e códigos morais, tendo como objetivo o esclarecimento e a sistematização das bases do fato moral, determinando as diretrizes e os princípios abstratos de moralidade, levando-se em conta certos valores. Moral, propriamente dita, é a moral teórica; já a ética é a prática da moral. Poderíamos dizer, sem medo de errar, quiçá, que a DIVAGAÇÕES ética indica os comportamentos que uma sociedade, na sua sabedoria e experiência, considera positivos para a paz e a ordem social, para o progresso dos cidadãos e para o aumento do bem estar de todos. Tais comportamentos hão de ser precisamente éticos, isto é, eticamente honestos. Em sentido absoluto, no entanto, ético não é apenas aquilo que se costuma fazer numa sociedade boa, mas sobretudo: - aquilo que é bom em si mesmo; - aquilo que deve ser feito ou evitado a todo custo e em todo o caso, independentemente das vantagens pessoais ou sociais que disso se extraiam; - aquilo que é absolutamente digno do homem ou que se opõe àquilo que é indigno; - aquilo que não é negociável, algo que não se pode discutir nem transigir. Infelizmente, como se pode observar no dia-a-dia, não vimos atentando para a prática desses preceitos. Muito pelo contrário, os estamos renegando. A sociedade hodierna, caracterizada pela busca desenfreada dos prazeres mundanos, dos bens materiais em excesso - que muitas vezes poderiam perfeitamente ser dispensados -. mas que em não os possuindo não nos sentiríamos “realizados” e inseridos no contexto de uma sociedade consumista por excelência, a nos polir o ego (tenho, logo existo...), faz com que não nos sobre tempo para a reflexão e o aprimoramento moral. A necessidade que as famílias têm, hoje, de alcançar (não importa muito por quais meios) posição social e bens materiais que os insiram na denominada “alta sociedade” faz com que aqueles que deveriam ser os sustentáculos do lar, os cônjuges, saiam a campo, cada um no exercício de uma atividade laborativa que possa lhes render o quanto julguem suficiente a lhes propiciar um salto o maior possível na escala social, deixando os filhos nas mãos de terceiros. Essas crianças, num período crítico de suas existências, inclusive na adolescência, vão se ressentir da ausência dos pais e, por via de consequência, do carinho, do afeto, do dileto afago, da segura orientação às suas indagações. A essas crianças, muitas vezes cercadas de bens materiais - casa bonita e num bairro elegante, roupas finas, computador, vídeo etc -, está a lhes faltar quem lhes indique o caminho seguro a ser seguido. Está a lhes faltar quem, por meio do exemplo diário, lhes incuta o amor ao próximo, a tolerância para com as faltas alheias, o ser bom, caridoso, etc...! Os jovens e adolescentes certamente gostariam - e NO CAMPO DA ÉTICA E DA MORAL muito - de poder espelhar-se na postura ético-moral irretorquível de seus pais. A melhor forma de dizer-se algo, me parece, é pelo exemplo. Certamente, muitos de nós, que há tempos nos achamos num estado de verdadeiro torpor, estupefatos frente ao caudal de escândalos de que os profissionais da política neste País são tão pródigos a nos proporcionar, a enxovalhar a honra e a credibilidade de nossas instituições republicanas, vemo-nos guindados a crer na falência do regime democrático. Mas sabemos, também, pela história, que a democracia é o menos ruim dos sistemas. Só pelo fato de permitir a existência de uma imprensa livre e que nos enseja ter conhecimento do quanto de abominável é praticado nos escaninhos do poder, ela já se justifica. Há mais de dois mil anos atrás, por volta de quatrocentos anos antes do advento do Cristo, já na Grécia antiga, homens como Sócrates, Platão, Aristóteles - para nos atermos aos filósofos mais conhecidos - pugnavam para que a sociedade da época se fizesse mais receptiva aos postulados que a tornassem mais virtuosa. Nosso Senhor Jesus Cristo deixou-nos incomensuráveis exemplos de amor ao próximo, de despojamento do supérfluo, de exercício da caridade. Da leitora dos evangelhos segundo Mateus, Marcos, Lucas e João, tornamo-nos cientes do quanto foi importante para a humanidade a passagem do filho de Deus pela Terra, de seus exemplos de vida edificantes até o supremo e incondicional amor aos homens demonstra- do, deixando-se imolar na cruz para que pudéssemos ter vida, mas vida em abundância, que nos permitisse viver em estrita observância aos seus ensinamentos. Mas, o que se constata é que nada aprendemos. Não aprendemos, inclusive, com nossos erros. E os vimos repetindo por séculos e séculos. Filósofos há que entendem não ser necessariamente imprescindível ao homem o exercício da espiritualidade, ou a prática de alguma religião, com o condão de tornarmonos mais eticamente responsáveis em todas as nossas atividades. Seja na relação pais/filhos, seja na mantença de nosso lar, em nossa atividade profissional, no relacionamento com nossos semelhantes etc. Sem pretender gerar qualquer tipo de atrito com os que possam divergir de nosso posicionamento, ousamos entender que o aprimoramento espiritual do homem possa ensejar o surgimento de uma nova sociedade, mais igualitária, mais justa, em que descaiba a prepotência, a arrogância, o desamor ao próximo e em que possamos, todos, exercitar a máxima cristã: “Faça ao seu próximo apenas aquilo que gostaria que lhe fizessem”! Utopia? Talvez... Janeiro/2015 (*) Dr. Luiz Carlos Pires é membro da Academia de Letras, Ciências e Artes da AFPESP e da dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo; ex-Delegado Regional de Polícia de Ribeirão Preto; ex-Professor da Academia de Polícia “Doutor Coriolano Nogueira Cobra” 14 Janeiro-Fevereiro/2015

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M UDANÇAS Ao tomar posse do novo mandato, Geraldo Alckmin nomeou Alexandre de Moraes para a SSP, que por sua vez destacou Youssef Abou Chahin para o comando da DGP Com a posse de Geraldo Alckmin ao governo do Estado em 01 de janeiro, após ter sido reeleito nas eleições de 2014, começaram as mudanças no alto escalão. O governador manteve apenas sete dos 25 secretários que encerraram a primeira gestão de Alckmin em 31 de dezembro de 2014. Alguns outros foram remanejados nas pastas. Para a pasta de Segurança Pública, Alckmin nomeou o jurista e advogado Alexandre de Moraes. Ele substitiu Fernando Grella Vieira e vai cuidar de um efetivo em torno de 150 mil servidores da ativa entre as Polícias Civil, Científica e Militar. Os recursos humanos, aliás, devem ser o grande problema a ser enfrentado pelo novo secretário, diante da enorme falta de efetivo, principalmente na Polícia Civil. Os salários também deverão compor a pauta de preocupações de Moraes, pois os policiais civis têm constantemente reclamado das grandes defasagens que ocorreram nas últimas duas décadas. Formado pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco (USP), Moraes foi secretário da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado entre 2002 e 2005. Entre 2004 e 2005 foi presidente da antiga Febem/SP (Fundação do Bem-Estar do Menor), hoje Fundação Casa. Entre 2007 e 2010 foi secretário dos Transportes na Capital, além de ter sido presidente da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e da SPTrans (Companhia de Transportes Públicos da Capital. Foi ainda, em 2009, secretário de Serviços da Capital. Autor de diversas obras jurídicas, o novo titular da SSP publicou diversos livros sobre direito constitucional, direitos humanos, agências reguladoras e legislação penal especial. DGP Para comandar a DGP (Delegacia Geral de Polícia), Moraes nomeou Youssef Abou Chahin, de 51 anos. A posse do novo DGP ocorreu no dia 06 de janeiro. Ele substituiu Luiz Maurício Souza Blazeck, que presidiu a reunião do Conselho da Polícia Civil no ato que deu posse ao novo titular da autarquia. Graduado em Direito pela FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas) em 1985, Chahin ingressou como delegado em 1988. Foi promovido à Classe Especial em 2005. É professor concursado da Acadepol desde 1995, especializado em combate a Sequestros e em Segurança Pública, com cursos pela Itália e pelo FBI dos Estados Unidos. Trabalhou por vários anos nas áreas de gestão de crises e investigações. Integrou as equipes do GARRA (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos), Grupo Antissequestro, GER (Grupo Especial de Resgate) e GOE (Grupo de Operações Especiais. Já como delegado de Classe Especial, foi diretor do DEIC (Departamento Estadual de Investigação Criminal) entre 2007 e 2009. Em seguida, foi diretor do DEMACRO (Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo), entre 2011 e 2013. Desde janeiro de 2013, vinha atuando como diretor do DPPC (Departamento de Polícia e Proteção à Cidadania). Reunião com o Sinpol e entidades Após ser empossado no comando da DGP no dia 06 de janeiro, o novo delegado geral recebeu o Sinpol e demais sindicatos que integram a FEIPOL/ SE (Federação Interestadual dos Trabalhadores Policiais Civis da Região Sudeste) no dia 15 de janeiro. A reunião foi agendada pela FEIPOL/SE e prontamente confirmada pelo novo DGP. Representando o Sinpol, esteve presente o diretor financeiro do sindicato, Júlio César Machado. “O delegado geral se mostrou bem receptivo e prometeu lutar pelos nossos direitos”, disse o diretor do Sinpol. Entre os assuntos tratados, o novo DGP e os sindicalistas falaram a respeito da necessidade de constatação vocacional, tentando afastar os “concurseiros” que ingressam e ficam pouco tempo na Instituição; discutiu-se a volta do exame oral nos concursos para Escrivã e Investigador de Polícia; tratou-se da necessidade de dar um bom atendimento à população, independente das precariedades da Polícia Civil. Os presentes também abordaram a questão da distribuição de chefias, respeitando os policiais civis que já integram a Classe Especial e a 1ª Classe. Outro assunto abordado foi em relação ao preocupante déficit de recursos humanos. Dr. Chahin comprometeu-se em reivindicar novos concursos e pedir que as vagas criadas para o cargo de carcereiros sejam transformadas em vagas para escrivães e investigadores. Os sindicalistas solicitaram concursos para Executivo Público, nome atual dos Auxiliares Administrativos, para evitar desvio de função. Além disso, solicitaram o andamento do projeto de DEJES, que voltou para a DGP para manifestação. A questão das diárias também foi tratada e o DGP disse que há um tratamento desigual entre Polícia Civil e PM e iria reivindicar equiparação. Sobre a questão do NU (Nível Universitário) para escrivães e investigadores, as entidades cobraram uma remuneração condizente. Também solicitaram valorização dos salários de agentes, carcereiros e demais cargos Foto: veja.abril.com.br ALCKMIN TROCA SSP E DGP que agora exige-se o segundo grau. Os presentes cobraram ainda o pagamento do bônus para todos os policiais da ativa. Finalmente, o novo DGP informou que vai solicitar que a Corregedoria volte a ser subordinada à DGP, assim como ocorre na PM, onde a Corregedoria está subordinada ao Comando Geral. Os sindicalistas desabafaram que não aguentam mais promessas e montagens de grupo de estudo e querem respostas, atitudes e resultados, não descartando, inclusive, uma greve caso não sejam atendidos. O DGP garantiu na reunião que quer manter contato com os Sindicatos e deixou as portas de seu gabinete abertas a todos. Foto: Site do Sinpol Acima, Alexandre de Moraes, novo titular da SSP; ao lado o diretor financeiro do Sinpol, Júlio Cesar Machado; o presidente da Feipol/SE, Kiko e o novo titular da DGP, dr. Chahin, na primeira reunião com as entidades de classe dos policiais civis Janeiro-Fevereiro/2015 15

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