INOVATIVA - Ano 2 - Nº 4

 

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Revista eletrônica do Instituto Nacional de Tecnologia

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inovativa REVISTA DO INSTITUTO NACIONAL DE TECNOLOGIA Comitê de Busca avalia candidatos a diretor do INT 2015 Ano 2 / nº 04 EDICAO ESPECIAL

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INT: parceiro da Indústria em inovação Área de competência da Unidade EMBRAPII INT TECNOLOGIA QUÍMICA INDUSTRIAL Subáreas Tecnologia Química Orgânica Exemplos de Linhas de Atuação Polímeros Cerâmicas Metais Catalisadores Catálise e biocatálise Corrosão e biocorrosão Tecnologia Química Inorgânica Processos Químicos Processos Físico Químicos A hora é essa. Vamos inovar? Fale conosco: embrapii@int.gov.br (21) 2123-1267 www.int.gov.br inovativa INOVATIVA - Revista eletrônica do Instituto Nacional de Tecnologia Ano 2, Nºº04 - Janeiro de 2015 Fotos: Arquivo do Instituto Nacional de Tecnologia (INT) Edição: Divisão de Comunicação do INT (DCOM)

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ESPECIAL Candidatos a diretor apresentam suas propostas de gestão para o INT Diante de um colegiado de especialistas designado pelo Ministério da Ciência,Tecnologia e Inovação (MCTI) – o Comitê de Busca –, os candidatos ao cargo de diretor do Instituto Nacional de Tecnologia (INT) realizaram as apresentações públicas de suas propostas de gestão, na manhã do dia 23 de janeiro. O evento aconteceu no Auditório Fonseca Costa, na sede do INT, no Rio de Janeiro, contando com a presença maciça de servidores e colaboradores do órgão. Presidido pelo ex-ministro Marco Antonio Raupp, atual diretor geral do Parque Tecnológico de São José dos Campos (PqTec-SJC), o Comitê de Busca teve ainda como integrantes Evaldo Ferreira Vilela, presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig); João Alziro Herz da Jornada, presidente do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro); João Fernando Gomes de Oliveira, presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii); Carlos Augusto Grabois Gadelha, secretário de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; e o tecnologista Alexandre Benevento Marques, representando os servidores do INT. No período da tarde, ainda na sede do Instituto, o Comitê de Busca entrevistou reservadamente um a um os candidatos, reunindo-se ao final das entrevistas para consolidar as avaliações e estabelecer uma lista tríplice. Os nomes dos três escolhidos serão levados pessoalmente pelo presidente do colegiado ao Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, que ficará responsável pela nomeação do futuro diretor do INT. Marco Antonio Raupp ressaltou a consolidação do processo do Comitê de Busca, fortalecido por sua c o m p o s i ç ã o d e a l t o n í ve l e a l t a m e n t e representativa e pela quantidade de candidaturas. O presidente do Comitê também destacou a transparência do processo, que permite à Instituição conhecer as propostas dos candidados e depois comparar com os resultados da escolha. 3

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O Comitê de Busca se reúne ao final dos trabalhos para avaliar as apresentações e entrevistas e elaborar a lista tríplice. Da esquerda para a direita: João Jornada, João Fernando, Kayo Pereira, EvaldoVilela, Carlos Gadelha, Marco Antonio Raupp e Alexandre Benevento. Como parâmetros da seleção, Raupp indica que serão levados em conta a demonstração da representatividade e da qualificação profissional do proponente para exercer a liderança da Instituição e representar as políticas do governo no setor. Como desafios, o ex-ministro acredita que o futuro diretor do INT terá a necessidade de expansão do espaço físico do Instituto, para abrigar o crescimento dos seus projetos e laboratórios, e ainda a sua expansão em nível nacional, levando seus projetos a outras regiões do País. Como agente da Embrapii, há também uma perspectiva muito importante para a ação do INT, destaca Raupp. Presente durante todas as apresentações públicas e participando como ouvinte das entrevistas individuais, o subsecretário interino de Coordenação das Unidades de Pesquisa do MCTI, Kayo Julio Cesar Pereira, também reforçou a importância do processo. Ele apontou o número considerável de candidatos e a qualidade das propostas como indicadores da atual importância do Instituto. O evento de apresentação pública dos candidatos foi aberto, às 9h, pelo diretor do INT, Domingos Naveiro, que agradeceu a presença e reforçou a representatividade dos membros do Comitê de Busca. Por ordem de sorteio, falaram os candidatos Wladimir Rabelo Maia, Jorge Roberto Lopes dos Santos, Luiz Carlos Dionísio, Ralph Santos-Oliveira, Caetano Moraes, Fernando Cosme Rizzo Assunção, Carlos Alberto Marques Teixeira, Ronald Pinto Carreteiro e Fabio Moyses Lins Dantas. Também compareceu às apresentações, o novo presidente da Fundação Carlos Chagas Filho deAmparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), Augusto da Cunha Raupp,que é servidor do INT. 4 inovativa Ano 2 - nº4 - 2015

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Os candidatos e suas propostas Wladimir Rabelo Maia Graduado em História pela UFF e em Engenharia Metalúrgica pela UFRJ, possui mestrado em Engenharia de Produção pela Coppe/UFRJ e MBA em Gestão da Qualidade pela Grifo/University of Tampa (EUA).Analista de C&T do INT desde 2013, atua na Coordenação de Negócios, com foco na prospecção, negociação e acompanhamento de projetos de inovação de empresas vinculados à Embrapii. Exerceu anteriormente cargos gerenciais em diferentes grupos multinacionais, no Brasil e no exterior, atuando em empresas como FMC Technologies, Brasil Business International Consulting, Embraer Aviation Europe e Varig Airlines. É conselheiro do Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e membro do júri do Prêmio FINEP de Inovação. Com base na missão do INT, o candidato Wladimir Maia propôs reforçar a atuação do Instituto como agente de inovação. Para isso apresentou um diagnóstico onde avaliou pontos fortes da Instituição, como o alto nível do corpo técnico, sua multidisciplinaridade e a infraestrutura tecnológica de ponta, indicando como fraquezas a baixa proporção de servidores no efetivo e o espaço físico limitado. Apontou para oportunidades como o Programa Embrapii, parcerias com ICT’s e Universidades nacionais e internacionais, atuação em redes tecnológicas e ressaltou ameaças como a baixa visibilidade no mercado nacional, a perda de espaço no sistema brasileiro de C,T&I e a dependência da Petrobras. Propôs fortalecer a gestão de pessoas, políticas de capacitação contínua, ações para viabilizar concurso público, política de responsabilidade social, g e re n c i a m e n t o d o c l i m a o r g a n i z a c i o n a l , aperfeiçoamento do Congresso Interno, além de praticar uma gestão participativa, transparente, motivadora e agregadora e implementar programa de reconhecimento e recompensa. Em relação ao ambiente externo, propôs implementar uma política de articulação junto ao MCTI, aperfeiçoar o processo de Gestão da Estratégia, implementar planos de marketing e de negócios, consolidar instrumentos de integração do corpo técnico e de divulgação da produção tecnológica para o governo, setor produtivo, ICT’s e Universidades e consolidar os Comitês de Assessoramento de Demandas Estratégicas. Ao final da apresentação, destacou valores fundamentais como respeito aos princípios constitucionais, meritocracia, valorização das pessoas, transparência, ética, disciplina, foco no cliente e orientação para resultados. Jorge Roberto Lopes dos Santos Graduado em Desenho Industrial pela UFRJ é mestre em Engenharia de Produção pela Coppe/UFRJ e doutor em Design de Produtos pelo Royal College (Inglaterra).Tecnologista do INT, atua no Laboratório de Modelos Tridimensionais, desde 1996, com pesquisas na área de modelagem e simulação tridimensional virtual e física. É professor e pesquisador do curso de Pós-graduação em Design do Departamento de Artes e Design da PUC-Rio, onde coordena o Núcleo de Experimentação Tridimensional. Atua como pesquisador colaborador do Museu Nacional da UFRJ, no Laboratório de Processamento de Imagem Digital. É ainda sócio e diretor científico da empresa Tecnologia Humana 3D (TECH3D), integrante da Incubadora de empresas do INT. Coordena o projeto Fabricação Digital (Petrobras- INT- PUC-Rio).É bolsista de Produtividade em DesenvolvimentoTecnológico e Extensão Inovadora DT II pelo CNPq. Objetivando alcançar a visão de futuro do INT de tornar-se referência nacional em pesquisa e desenvolvimento tecnológico para a inovação até 2021, Jorge Lopes propôs criar, além das áreas atuais, competências em tecnologias digitais, de gestão e difusão do conhecimento. Novas formas de compartilhamento de ideias e projetos, com o fim do ambiente protegido e o amplo acesso à linguagem inovativa Ano 2 - nº4 - 2015 5

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tecnológica, fazem parte do cenário previsto por Jorge Lopes, que indicou que o Instituto use sua vocação multidisciplinar para usufruir desse novo momento. Propôs ainda o compartilhamento de laboratórios e estruturas de pesquisa junto a outras instituições do MCTI, permitindo o intercâmbio de tecnologias diferentes e complementares. Da mesma forma, sugeriu parcerias em projetos nacionais de desenvolvimento tecnológico junto a outros ministérios, como o da Cultura (plataformas colaborativas e ações de baixo custo visando a inclusão digital), o da Saúde (pesquisas tecnológicas em áreas multidisciplinares) e da Micro e Pequena Empresa (inovação da gestão por meio da educação a distância). Outro ponto ressaltado por Lopes foi o apoio à internacionalização do INT, incluindo troca de informações, capacitação, projetos conjuntos, patentes, artigos científicos e captação de recursos do exterior. Como suporte, incentivaria o corpo técnico para o aprendizado em línguas com apoio de universidades parceiras. Também defendeu o apoio tecnológico às Indústrias e micro e pequenas empresas, com a extensão do atendimento da Embrapii a partir da colaboração com outras unidades do MCTI. O candidato também apresentou proposta de criação do Museu de Tecnologia: uma estrutura permanente de difusão científica e tecnológica ligada ao MCTI, aproveitando a recente vocação da área revitalizada da Praça Mauá, que vem sendo preenchida por novos museus e espaços culturais. Luiz Carlos Dionísio Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito do Sul de Minas de Pouso Alegre e advogado inscrito na OAB/MG, possui especializações em Gestão Empresarial – pelo Centro de Ensino Superior em Gestão, Tecnologia e Educação (FAI) do Vale da Eletrônica em Santa Rita do Sapucaí/MG – e em Direito Público, pelo Centro Universitário Newton Paiva de Belo Horizonte. Tem mais de 25 anos de experiência profissional dentre as áreas de Gestão Estratégica e Empresarial, Administrativa, Comercial, Financeira, Recursos Humanos, Jurídica, Empreendedorismo Acadêmico e Tecnológico. Ocupou cargos nos três níveis hierárquicos: Estratégico,Tático e Operacional como Pesquisador, Coordenador e Gerente.Atua há um ano como consultor empresarial na Amicus Inovações Indústria e Comércio de Produtos Eletrônicos. Uma gestão de impacto que promova mudanças e quedas de paradigma foi defendida pelo candidato Luiz Carlos Dionísio. Suas prioridades partiram da valorização do capital intelectual e da ampliação das relações internas, diálogo e ajuda mútua, de modo a agregar pessoas para elevar o nível da gestão gerencial, técnica e organizacional. Para isso indicou a criação de novos cargos, nova coordenação e novo Conselho de Administração, além da implementação de consultorias especializadas para todas as áreas técnicas, a serem ocupadas por pós-doutores de carreira do INT. Também propôs adequar, ampliar e modernizar a infraestrutura do Instituto para suportar o crescimento das demandas, além da reposição do número de servidores aposentados ou afastados. Indicando o repasse das tecnologias de alto impacto para o setor produtivo, sugeriu ampliar os contatos presenciais com organizações do setor industrial, como associações e sindicatos patronais. Dionísio também propõe aumentar a captação de recursos financeiros nacionais e estrangeiros, provindos de fundos setoriais, agências, fundações e programas de fomento, além de ampliar as articulações políticas com os ministérios e Congresso Nacional. Se comprometeu a continuar a execução do Plano Diretor da Unidade (PDU –20112015) e a trabalhar intensivamente na elaboração do novo PDU para o período 2016-2020. Também demonstrou intenção de garantir a captação de novos negócios alinhados aos focos de atuação e de reforçar a exposição das competências e dos resultados do INT para a sociedade. 6 inovativa Ano 2 - nº4 - 2015

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Ralph Santos-Oliveira Graduado em Farmácia Industrial pela Universidade Federal Fluminense, possui mestrado em Tecnologias Energéticas e Nucleares pela Universidade Federal de Pernambuco e doutorado em Biotecnologia pela Renorbio. É analista pleno do Instituto de Engenharia Nuclear (IEN) da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEM), desde 2008. É membro da Comissão Permante de Radiofarmácia do Conselho Federal de Farmácia, da Câmara Técnico Temática de Radiofarmácia da Farmacopéia Brasileira e da Câmara Técnica de Radiofarmácia do Conselho Regional de Farmácia do Estado do Rio de Janeiro, sendo presidente da Associação Brasileira de Radiofarmacia. Tem experiência na área de Farmácia, com ênfase em Radiofarmácia, atuando principalmente nos temas nanorradiofarmácia, desenvolvimento de novos radiofármacos e farmacovigilância de radiofármacos. O cenário do aumento das demandas de produtos indicado pelos Objetivos do Milênio estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) foi destacado por Ralph Santos-Oliveira como importante fator para o desenvolvimento de novos projetos no INT. O plano de gestão dele destacou a implementação de um programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Produtos e Processos, usando o capital intelectual interno e de instituições parceiras. O candidato também indicou a internacionalização de pesquisas do INT por meio de projetos de cooperação com órgãos como a OMS, o NIST (National Institute of Standards and Technology/EUA) e a FDA (Food and Drug Administration/EUA), da interação com instituições de pesquisas de países membros dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e do incentivo à presença de pesquisadores visitantes. Enfatizando um projeto de gestão em Saúde, sugeriu fortalecer pesquisas voltadas ao SUS, em especial na área de nanotecnologia, também reforçando as vocações do INT para avaliação de produtos para a saúde e uma linha específica de materiais para o tratamento do câncer. Outro foco da apresentação foi a gestão de pessoal. Apontou para a necessidade de contratar mais bolsistas. Propôs a aproximação do corpo funcional por meio de um canal direto – o “fale com o diretor” – além do evento semanal “Café com o diretor”, para aumentar a integração com as áreas. Sugeriu ainda a aproximação do Instituto com o Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene), oriundo do INT, usando-o como um braço para estimular novos projetos na região. Por fim, Santos-Oliveira previu a institucionalização do projeto “INT de Portas Abertas”, com visitações de turmas de escolas aos laboratórios para despertar vocações e divulgar o trabalho do Instituto. Caetano Moraes Químico graduado pela Universidade de Brasília, é mestre em engenharia química pela UFRJ e doutor em engenharia química pela Salford University, Inglaterra. Integrou a diretoria do INT de 1990 a 2006, ocupando cargos de diretor substituto, coordenador de Química Industrial e de Desenvolvimento Tecnológico. Coordenou, de 2000 a 2006, os cursos de especialização do Instituto SENAI/RJ na área de petróleo. Atualmente é professor associado da UFRJ, onde coordena a Universidade Aberta do Brasil e é vice-coordenador do curso de graduação em Engenharia de Petróleo. Tem experiência na área de Engenharia Química, com ênfase em Processos Industriais, especialmente em fontes renováveis para produção de combustíveis e petroquímicos, processos com uso de catalisadores sólidos sintetizados a partir de metais nobres suportados em matrizes convencionais e nanoestruturadas e simulações termodinâmicas de sistemas de escoamento de gás natural em dutos. O plano de Caetano Moraes enfatizou o desenvolvimento tecnológico na área de Química, considerando também a competência desenvolvida em temas como biodiesel, nanotecnologia, petróleo e gás, produtos para a saúde e energias renováveis. Com inovativa Ano 2 - nº4 - 2015 norte nas diretrizes da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 2012-2015 e no Plano Diretor da Unidade, propôs enfrentar os desafios da missão e visão institucional, mesmo com restrições de recursos humanos, laboratoriais, financeiros, e 7

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agilidade frente às transformações tecnológicas. Sugeriu ampliar parcerias com outros órgãos do MCTI e com instituições internacionais. Propôs ainda maior interação com a indústria e buscar a realização de concurso, considerando a alternativa de transformar o Instituto em Organização Social. Para o INT tornar-se referência, Caetano propôs identificar redes de parceria e oportunidades úteis à sociedade, nichos tecnológicos e segmentos de mercado onde possa ser protagonista, e oportunidades por todo o território nacional. Para o futuro, destacou a atuação na Embrapii, ampliando o foco em Química para outras áreas, e oportunidades de P&D junto à Petrobras no contexto do Pré-Sal. Sugeriu parcerias com ministérios, Sebrae, Federações de Indústrias, prefeituras e pontos de cultura, criando “pontos de produção” para uso de impressoras 3D no fomento ao empreendedorismo em comunidades, além de compartilhar experiências conjuntas com as empresas incubadas na forma de cursos a distância. Propôs divulgar a certificação de produtos e atuar em popularização da ciência no contexto da revitalização portuária carioca, criando um Museu de Tecnologia em parceria com os três níveis de governo e instituições estrangeiras. Por fim, sinalizou para uma modernização na gestão, estimulando as iniciativas das equipes e incorporando práticas de melhoria nos processos. Fernando Cosme Rizzo Assunção Engenheiro metalúrgico pela PUC-Rio, possui mestrado – pelo IME – e doutorado – pela University of Florida – em Ciência dos Materiais. Foi professor visitante na Universidade da Califórnia (UCLA) e na University of Leeds. É professor titular da PUC-Rio, onde foi diretor do Departamento de Engenharia de Materiais e decano do Centro Técnico e Científico. Foi diretor científico adjunto da Faperj, presidente da ABM e coordenador da Rede MetalMecânica/ Recope. É editor adjunto da revista Materials Research e key reader da Metallurgical e Materials Transactions. Detentor da Comenda Nacional do Mérito Científico, é membro da ASM International, da Academia Brasileira de Ciências,Academia Pan Americana de Engenharia e Academia Nacional de Engenharia. Foi diretor do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). Atualmente realiza estágio sênior no Bundesanstalt für Materialforschung und-prüfung (BAM), em Berlim. O candidato Fernando Rizzo relacionou o INT às funções do Sistema Nacional de Ciência Tecnologia e Inovação (SNCTI), que envolve fomento à cultura de inovação, articulação, geração de conhecimento, orientação e coordenação, desenvolvimento e mobilização de talentos, financiamento e apoio, e criação de mercados. Tomando por base o Plano Diretor da Unidade (PDU 2011-2015), ele identificou um cenário de forte contribuição em PD&I e moderada contribuição em Serviços Tecnológicos, voltando-se para a eficiência e competitividade da produção brasileira e capacitação e desenvolvimento tecnológico. Como desafios elencou a superação das limitações de recursos humanos; a necessidade de aumentar a visibilidade por meio da excelência e relevância dos resultados do Instituto; a articulação com a Sociedade, a Indústria e o Governo; e a concorrência com Instituições congêneres. Como oportunidades, indicou a atuação do Instituto como unidade credenciada da Embrapii e o novo quadro de atores do SNCTI, que passou a contar com maior participação das Fundações de Amparo à Pesquisa e da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), liderada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Também relacionou as perspectivas asseguradas pela internacionalização das pesquisas e por programas como o Ciência Sem Fronteiras e o Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec). Para alcançar a visão de futuro, tornando o INT capaz de ser reconhecido como referência nacional em PD&I, propôs revisar e dar continuidade ao PDU, propondo iniciativas como atrair profissionais qualificados e desenvolvê-los, manter e intensificar os canais de articulação política com o governo, selecionar temas de trabalho que gerem o máximo benefício à sociedade e escolher parceiros, nacionais e internacionais, que contribuam para o fortalecimento do INT. 8 inovativa Ano 2 - nº4 - 2015

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Carlos Alberto MarquesTeixeira Engenheiro mecânico formado pela Universidade Católica de Petrópolis, é mestre em Economia e Gestão Empresarial pela Universidade Cândido Mendes e possui especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho e Tecnologias de Gestão da Produção. Servidor do INT há 35 anos, é coordenador geral do Rio de Janeiro e diretor adjunto do Instituto desde 2007. Coordenador do Projeto Piloto da Embrapii no INT.Coordenador das redes de ExtensãoTecnológica do Progex e do Sibratec no Rio de Janeiro. Membro do Conselho Técnico Científico do INT por quatro mandatos, do Conselho curador da Funcate e da FACC. Representante do INT na Anpei, Abipti, REdetec, CTDut e Parques Tecnológicos. É palestrante em diversos fóruns sobre a aplicação do marco legal regulatório e interação ICT/Empresas.Experiência de mais de mil pareceres e relatórios técnicos de avaliação de processos e produtos em aspectos relacionados à engenharia. Integrando a direção do INT nos últimos oito anos, Carlos Alberto Teixeira frisou algumas conquistas desse período: implantação da gestão pela estratégia mobilizando as equipes para resultados, ações articuladas com o MCTI e participação nas fases piloto e atual da Embrapii. Assim, destacou o início de uma etapa de transformações, com possibilidades de expandir o alcance dos objetivos estratégicos de ser parceiro preferencial da indústria nacional na busca por competitividade e de se tornar referência na elaboração de políticas públicas para o desenvolvimento tecnológico. Assumiu o compromisso de manter os focos estratégicos – petróleo, gás e petroquímica, energias renováveis, química verde, saúde, defesa e tecnologia social – revendo-os para aumentar seu alcance, intensificando parcerias internas, nacionais e internacionais. Propôs reforçar a abordagem transversal, associando áreas de química e materiais com áreas de engenharias, serviços de alta complexidade tecnológica, e priorizar a execução de projetos em PD&I, ampliando a participação na Embrapiii.Também comprometeu-se a aumentar a atuação nas áreas ligadas a energias renováveis; consolidar a atuação em nanotecnologia; intensificar ações junto às fundações de apoio, parques tecnológicos e institutos tecnológicos; além de consolidar o Escritório de Gerenciamento de Projetos. Previu a ampliação do quadro funcional, por via de concurso público, contratação por projetos e reintegração dos cargos alocados no Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene). Propôs ainda implantar a gestão administrativa por processos, analisar novos modelos jurídicos, criar espaços para capacitação tecnológica junto a Universidades parceiras. Em relação à infraestrutura, propôs melhoria contínua das condições de trabalho, manter a modernidade laboratorial e incorporar o prédio em frente à sede do Instituto, – pertencente ao extinto IAPETC do INSS – garantindo assim um espaço mais adequado ao crescimento do INT. Ronald Pinto Carreteiro É engenheiro mecânico formado pela PUC-Rio, com mestrado em Administração de Negócios pela Universidade Estácio de Sá, especializações em Engenharia Econômica e Administração Industrial pela UFRJ e em Engenharia de Combustíveis e Lubrificantes pela Chevron Research (Richmond/EUA) e MBA em Engenharia de Petróleo e Gás natural pelo Cefet-RJ. Possui experiência em funções de vendas, gerência de projetos, marketing, planejamento estratégico, administração de frotas, logística e distribuição, elaboração de projetos de financiamento e direção em empresas de médio e grande porte, universidades e ONGs. Foi engenheiro sênior da Petrobras, tendo sido diretor de Gás Natural, Produtos Químicos e Petroquímicos e Alternativos Energéticos da Petrobras Distribuidora. Foi presidente de Estaleiro de Construção Naval Offshore e da Companhia de Navegação de Derivados de Petróleo na Amazônia. Ministra diversos cursos, dentre eles, empreendedorismo, empreendedorismo interno, administração industrial, planejamento estratégico e gestão da tecnologia. Como estratégia de atuação, o candidato Ronald Carreteiro propôs fortalecer as ações de PD&I, Tecnologia Industrial e Serviços Tecnológicos, em parceria com diferentes atores da sociedade. Também indicou que o INT mantenha foco em temas portadores de futuro: Energias Renováveis; inovativa Ano 2 - nº4 - 2015 9

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Tecnologias Sociais e Saúde; Petróleo e Gás/Petroquímica; Defesa; Reciclagem de Materiais, Materiais Especiais e Disposição de Resíduos. Como linhas de ação, indicou a ampliação da visibilidade institucional, com divulgação dos resultados do INT na mídia e em eventos; o aumento e diversificação das fontes de receitas; a atuação em redes internas e externas; o fortalecimento das pesquisas; a transferência de conhecimento e a promoção de projetos estruturantes de inovação planejados em interação com o setor produtivo. Como opções de parcerias, indicou CNI, Onip, IBP, Sebrae, Fiocruz, AMP, EPE, IBGE, Inmetro, Embrapa, Cenpes/Petrobras, Cepel, INPI,Anac,Aneel,ANA, IBAMA,Anvisa,AEB e Universidades, entre outras Instituições, na busca da Eficiência, Competitividade e Resultados; e em especial FINEP e BNDES. Para incentivar o foco na excelência em gestão do INT, Carreteiro se dispôs a garantir a modernidade tecnológica dos laboratórios e um cuidado especial com a gestão de pessoas, desenvolvendo competências e introduzindo a cultura orientada para resultados. Sugeriu um esforço para diferenciar os serviços do INT de outras ofertas disponíveis no mercado. Mantendo a atuação em PD&I, Serviços Tecnológicos e Avaliações, propôs estabelecer maior facilidade para negociações, criar um Serviço de Consultoria ao Cliente, cuidar para o cumprimento de contratos e prazos, e manter parceria com Instituições que atuam nas Demandas do Mapa Estratégico. Fabio Moyses Lins Dantas Graduado em Engenharia Química pela UERJ, é mestre e doutor em Ciência e Tecnologia de Polímeros pela UFRJ, com MBA em Gestão de Produção.Tem 18 anos de experiência em P&D e transferência de tecnologia para o setor produtivo. Trabalhou por oito anos no Instituto de Tecnologias em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), desenvolvendo produtos para o tratamento da AIDS e doenças negligenciadas. Pesquisador do INT desde 2004, tem foco em P&D na área de nanotecnologia usando biopolímeros. Atua nos seguintes temas: síntese de poli(ácido lático) por microondas, liberação controlada, modificação estrutural de biopolímeros, produção de nanopartículas, extrusão de medicamentos. Diversos pedidos de patente solicitados nos últimos dez anos. Destaca-se também parceria em rede com USP, UFF, CBPF, UFRJ, Instituto Politécnico de Leiria e Universidade Simon Bolívar. Como objetivos da gestão, Fabio Dantas indicou estabelecer as linhas da estratégia institucional que promovam a inovação; construir estratégias pautadas nas competências internas; fortalecer a atuação institucional através da gestão participativa em todos os níveis; e garantir a sustentabilidade financeira. Também sugeriu implantar um sistema integrado de gestão, fortalecer os recursos humanos e criar uma fundação de apoio à pesquisa do próprio INT, a FAPINT. Em função das demandas pela expansão laboratorial do Instituto, propôs a construção de uma nova sede tecnológica, em área plana, nos moldes da Academia de Ciências da Califórnia. O candidato fixou metas quantitativas, aumentando os percentuais de transferência de tecnologias em 20 por cento; o número de profissionais titulados da instituição em 50 por cento e a captação financeira em projetos e serviços em 11 por cento ao ano, para que o INT atinja 50 por cento de crescimento ao final dos quatro anos de mandato. Fábio Dantas propôs ainda estratégias conceituais de gestão pautadas nas políticas públicas de CT&I e Industrial; em pesquisas pré-competitivas; no adensamento tecnológico; na criação de um sistema de atuação contínua de solução de falhas de gestão e no fortalecimento do tripé tecnológico Recursos Humanos, P&D e Sustentabilidade. Por fim, propôs um novo organograma, que, entre outras mudanças, criaria coordenações de P&D Sustentável e de Qualidade Coorporativa. 10 inovativa Ano 2 - nº4 - 2015

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FIQUE DE OLHO Unidade Embrapii INT oferece parceria a empresas para desenvolver inovações em tecnologia química industrial Após atuar na etapa piloto de atendimento do programa da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), entre 2011 e 2014, com 15 projetos de inovação firmados com empresas, nas áreas de Energia e Saúde, o Instituto Nacional de Tecnologia (INT/MCTI) já tem seu primeiro contrato assinado como unidade credenciada agora pela Organização Social Embrapii. Nesta nova etapa, iniciada no segundo semestre de 2014, o INT apoia o desenvolvimento de produtos e processos relacionados à Tecnologia Química Industrial. As áreas de pesquisa incluem tecnologias em Química Orgânica (polímeros), Química Inorgânica (cerâmica, metais e catalisadores) e Processos Químicos (corrosão e biocorrosão). A meta da Unidade Embrapii INT até dezembro de 2019, prazo final para contratação, é ter 32 acordos de parceria assinados com empresas e haver mobilizado R$ 76,9 milhões nesses projetos de Inovação. O coordenador de Negócios do INT, Vicente Landim, descreve que na nova etapa conta com um acompanhamento mais efetivo dos projetos por meio do Comitê Gestor da Embrapii. A primeira tarefa desse novo órgão interno é validar o enquadramento do projeto no escopo de atendimento da Unidade Embrapii INT. No decorrer do trabalho em parceria, o Comitê também avalia as etapas da inovação realizadas e orienta as empresas quanto ao melhor aproveitamento dos recursos tecnológicos do INT. As empresas também contam com o suporte do Escritório de Gerenciamento de Projetos, que visa acompanhar os contratos de inovação e tornar sua gestão mais eficaz e centralizada. Da mesma forma que na etapa piloto, os recursos públicos investidos nos projetos são nãoreembolsáveis, ou seja, não é empréstimo. A Unidade Embrapii INT e a empresa atuam como parceiros, dividindo custos. A parcela inovativa Ano 2 - nº4 - 2015 11

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correspondente à contribuição da Embrapii é de até um terço do valor total do projeto, sendo que a empresa deve aportar no mínimo um terço do valor total do projeto. O valor remanescente corresponde à contrapartida do INT, incluídos nesta parte valores econômicos como homemhora de pesquisadores de excelência e a moderna infraestrutura empregada no desenvolvimento dos projetos. Uma diferença em relação à etapa piloto é que os recursos serão liberados no decorrer do projeto, à medida que sejam cumpridas algumas metas, denominadas macroentregas. A Unidade Embrapii INT está pronta para atender as empresas interessadas, avaliando as perspectivas de desenvolvimento conjunto de produtos e processos inovadores. Mesmo em projetos que já tenham recursos das empresas aportados de forma compulsória como cláusula de investimento em P&D, é possível ainda contar com o apoio da Embrapii. Nesses casos, no entanto, a participação da empresa será, no mínimo, de 50% do valor do projeto. Para que o instrumento de apoio à inovação da Embrapii, que tem se firmado como um modelo mais efetivo de parceria entre as Instituições de Ciência e Tecnologia e as empresas, seja melhor conhecido, a Coordenação de Negócios INT tem programada uma série de reuniões e seminários no ambiente empresarial e de associações e sindicatos de empresas. De qualquer forma, o coordenador Vicente Landim afirma que os interessados em conhecer melhor o serviço podem fazer contato direto pelo e-mail embrapii@int.gov.br ou pelo telefone (21) 2123-1267. Resultados da etapa piloto O INT entrou no projeto piloto da Embrapii em 2011, junto com outras duas instituições – o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), de São Paulo, e Senai Cimatec, da Bahia – que se mobilizaram para verificar as melhores práticas para o programa que inaugurou uma nova etapa de parceria entre as ICT’s e as empresas. A adesão de empresas a esse atendimento piloto se estendeu até junho de 2014, sendo que os projetos ainda podem se desenvolver até junho de 2016. Dos 15 projetos contratados, um já foi concluído, uma solução envolvendo estudos de corrosão em aços, junto a Vallourec & Mannesmann Tubes (V & M) do Brasil. Um dos projetos foi cancelado pela empresa e outros 13 estão em diferentes etapas de realização. Desse grupo, a maioria já se encontra com mais da metade das etapas do trabalho concluída, sendo que o prazo final para a conclusão dos projetos é junho de 2016. O total de recursos investidos é de R$ 26,5 milhões. 12 inovativa Ano 2 - nº4 - 2015

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