Figuras&Negócios #157

 

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Ano 15 nº157 JAN 2015 Kz500.00 - USD 4 - 3 Euros - R$5.00 D E IN R FO RM A R A QU AT O IA FI G U CO AD O NA MAG 00157 RES UM C O OV M N ANOS P 5 601073 001441 SSO SEMPRE RO MI RE R A S & N E G Ó CI O S

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A CARTA DO EDITOR deixou claro no seu primeiro discurso à nação quando se declarou Presidente de todos os moçambicanos, portanto, acima das cores partidárias, e assumir que o único patrão, a quem tem de prestar regularmente contas é o Povo. Elegendo o diálogo como um dos trunfos da sua governação para se poder dirimir conflitos que numa latente sociedade democrática como Moçambique são visíveis, o novo estadista não deixou de vincar que a autoridade primeira do Estado a si pertence, pelo que não deve se coibir de ser vertical quando em causa estiver a unidade do País e da Nação. Moçambique vai continuar a ser um Estado uno e indivisível, pelo que não podem ser toleradas manifestações de políticos que auguram mudanças administrativas do Estado pelo simples facto de que os seus interesses e caprichos não foram satisfeitos no último pleito eleitoral. Na democracia, os processos eleitorais permitem escolher os eleitos para a governação e é por isso importante que ao se engajarem nesse processo os intervenientes saibam perder e ganhar. Este é um dos assuntos da presente edição onde destacamos também o início do segundo mandato da presidente do Brasil, Dilma Rousseff e abordamos com profundidade os reflexos resultantes com a queda do preço do barril de petróleo em Angola. Para já, o OGE 2015 vai ser revisto em função de eleições presidenciais. Inicialmente se ter aprovado o orçamento tendo por base o valor de receitas petrolíferas calculado na base de USD 81 o barril de petróleo. República de Moçambique tem desde o dia 16 de Janeiro um novo Presidente, Filipe Nyussi, eleito recentemente no pleito que se realizou no País. Vestindo as cores da Frelimo, o Partido que governa Moçambique desde o alcance da independência, em 1975, Nyussi é o quarto Presidente da República que o País conhece, depois de Samora Machel, Joaquim Chissano e Armando Guebuza. Filipe Nyussi assume a presidência de Moçambique numa altura em que grandes perspectivas se abrem para o desenvolvimento do País mas enfrenta uma situação complicada que vai exigir de si uma excelsa maturidade para mobilizar o engajamento de todos os moçambicanos para os desafios que se colocam. Isso mesmo Filipe Nyussi C M Y CM MY CY CMY K 4 Figuras&Negócios - Nº 157 - JANEIRO 2015

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7. EDITORIAL "SOMOS AFRICANOS" 16. LEITORES O PRESENTE ENVENENADO DO NATAL 19. PONTO DE ORDEM RESGATAR A AUTO-ESTIMA 24. FIGURAS DE CÁ 28. CULTURA KUDURO CAIU NO GOSTO DOS BRASILEIROS 34. CINEMA GLOBOS DE OURO 2015 38. ECONOMIA & NEGÓCIOS PETRÓLEO PREÇO EM QUEDA 51. NA ESPUMA DOS DIAS RENOVAÇÃO DO BI, O AMARGO-DOCE DE SER KOTA! 52. REPORTAGEM SE JESUS RESSUSCITASSE VIVERIA EM LUANDA PARA JULGAR... 60. CONJUNTURA CRESCIMENTO ECONÓMICO COM RESPONSABILIDADES SOCIAIS 68. MUNDO O COMEÇO DO FIM? 79. MUNDO REAL UM ANO DE CONTENÇÃO 87. FIGURAS DE JOGOS ESTE É O ANO DO D`AGOSTO? CRISTINA DUARTE, O BANCO PODE SER O «LUBRIFICANTE INDISPENSÁVEL» PARA A TRANSFORMAÇÃO DE ÁFRICA PÁGINA ABERTA 10. 20. PAÍS MODA & BELEZA 88. AS CASAS VIRARAM PÓ 94. COMO SE VESTIR NO AMBIENTE DE TRABALHO VIDA SOCIAL CAPA: BRUNO SENNA WHITNEY CHICONGO A NOVA RAINHA DA BELEZA ANGOLANA Figuras&Negócios - Nº 157 - JANEIRO 2015 6

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UM ALERTA PARA ÁFRICA BOKO HARAM E AQMI PODEM PROGREDIR ÁFRICA 64. 84. 100. 104. GIRABOLA 2015 1º DE AGOSTO E LIBOLO AGITA CARTAZ DA PRIMEIRA JORNADA DESPORTO FIGURAS DE LÁ RECADO SOCIAL UM SILÊNCIO CONDENÁVEL SOBRE O TERRORISMO EM ÁFRICA Figuras&Negócios - Nº 157 - JANEIRO 2015 Publicação mensal de economia, negócios e sociedade Ano 15 - n. º 157, Janeiro – 2015 N. º de registo 13/B/97 Director Geral: Victor Aleixo Redacção: Carlos Miranda, Júlia Mbumba, Mário Beirolas, Sebastião Félix, Suzana Mendes e Venceslau Mateus Fotografia: George Nsimba e Adão Tenda Colaboradores: Édio Martins, Juliana Evangelista, João Barbosa, Manuel Muanza, Rita Simões, Ana Kavungu, D.Dondo, Wallace Nunes (Brasil), Alírio Pina e Olavo Correia (Cabo-Verde) e Crisa Santos (Moda). Design e Paginação: Humberto Zage e Sebastião Miguel Publicidade: Paulo Medina (chefe) Portugal e Europa: Venda/Assinatura e Publicidade: Rita Simões Rua Rosas do Pombal Nº15 2dto 2805-239 Cova da Piedade Almada Telefone: (00351) 934265454 Assinaturas (geral): Katila Garcia Revisão: Baptista Neto Brasil: Wallace Nunes Móvel: (55 11) 9522-1373 e-mail: nunewallace@gmail.com Produção Gráfica: Cor Acabada, Lda Tiragem: 10.000 exemplares Direcção e Redacção: Edifício Mutamba-Luanda 2º andar - Porta S. Tel: 222 397 185/ 222 335 866 Fax: 222 393 020 Caixa Postal - 6375 E-mails: figurasnegocios@hotmail.com artimagem@snet.co.ao Site: www. figurasenegocios.com Facebook: Revista Figuras&Negócios Angola 7

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"SOMOS AFRICANOS" onda de protestos que em meados de Janeiro invadiu o mundo em sinal de condenação ao massacre bárbaro perpretado em Paris (França) por elementos fanáticos e radicais islamitas contra doze jornalistas franceses veio  destapar o falso argumento da igualdade do ser humano no mundo, propalado com muita insistência nas capitais europeias que se acham paladinas da verdadeira democracia. Na verdade, desde há muito que a África, particularmente a Nigéria tem sido assolada por crimes dos mais horrendos praticados por membros do Boko Haram, que ceifam a vida de milhares de pessoas, e da comunidade internacional nada mais se ouve do que notícias soltas a condenar envergonhadamente esses actos. Sangue derramado por crime horrendo deve ser condenado em qualquer parte do mundo e não vale dividir os crimes por categorias. Antes do crime de Paris, na Nigéria 300 crianças foram raptadas pelo Boko Haram e até hoje não se sabe ao certo o seu paradeiro nem das suas condições de saúde, na mesma semana do massacre bárbaro do Charlie Hebdo, na Nigéria igualmente mais de oitenta pessoas eram assassinadas, na mesma senda, também naquele País, foram utilizadas crianças fardadas com bombas explosivas para destruir objectivos económicos e consequentemente, fazê-las perder a vida e informações recentes, quando nos encontravamos a fechar diziam-nos de um ataque, para não variar do Boko Haram, na fronteira entre a Nigéria e os Camarões onde teriam perdido a vida cerca de oitenta pessoas. É verdade que em função de uma melhor organização das suas estruturas, as autoridades francesas imediatamente após o massacre do Charlie Hebdo, mobilizaram-se com meios mais sofisticados para apanhar os assassinos que, dois dias depois seriam neutralizados e mortos. Na Nigéria e noutros pontos de África, com menos organização e meios, a polícia e segurança dificilmente conseguem conter a sanha agressiva dos islamitas radicais que elegem a decapitação, assassinato bárbaro, produção de sangue inocente como as suas principais armas para combater quem não está na linha dos seus ideais. Mas o curioso, e é aí que o Ocidente tem culpas grandes no cartório, é que esses grupos armados, quer sejam eles islamitas radicais ou bandidos que fazem do terrorismo a sua profissão aparecem sempre bem equipados do ponto de vista militar, com armas que não são produ- A EDITORIAL zidas em África, na sua maioria provenientes da Europa e da América. Dir-me-ão que o negócio do armamento tornou-se livre e incontornável mas não é menos verdade que o Ocidente tem os meios quando quer parar a "farra armamentista", pelo que não se justifica esse arrastar de crimes horrendos na África que passa praticamente impune na imprensa ocidental e se faça estardalhaços, apenas quando eles, os criminosos, batem à porta dos países europeus. Na França e principais capitais europeias houve manifestações de condenação do massacre bárbaro de Charlie Hebdo, nós solidarizamo-nos ante a dor de todos aqueles que perderam os seus ente-queridos mas não ficou bem na fotografia alguns líderes africanos irem a correr à França para serem vistos na manifestação quando, aquí mesmo no seu continente, pouco ou nada se faz para condenar esses actos. Em Angola alguns grupos que se reclamavam da sociedade civil também ensaiaram uma vigília junto da embaixada da França em Luanda, ignorando também que aqui mesmo ao lado, dentro da nossa casa, o Continente africano,os crimes somam-se de dia para dia. Os africanos há muito se emanciparam, a maior parte dos países tornaram-se independentes das suas antigas colónias, formaram-se estados que se afirmam na comunidade das nações e os seus dirigentes escolheram livremente as opções de governação hoje, regra geral, muito levadas para a construção de democracias que respeitam as realidades e especificidades de cada um a liberdade de expressão e os direitos humanos. Afinal, não existindo modelos acabados de democracia, é justo que se respeitem as opções dos países como é curial que a condenação aos crimes que acontecem em Paris, em Londres, Lisboa ou Nairobi, Lagos, Abidjan ou Yaounde seja feita com a mesma virulência, sem divisões de mortes de primeira ou de segunda. E aos africanos cabe essa responsabilidade de fazer respeitar a  sua dignidade e afirmação, não permitindo que diante de crimes horrendos de que é vítima o continente sejamos ignorados, mas uma pequena notícia sobre falcatrua ou acto de corrupção, quantas vezes ainda no estágio de apuramento de provas, sejam motivos para grandes manchetes na imprensa internacional. Afinal, somos africanos, como tal cidadãos do mundo e merecemos ser tratados como cidadãos dignos desse nome e não como animais selvagens que podem ser abatidos indiscriminadamente. Sim somos Africanos.  Figuras&Negócios - Nº 157 - JANEIRO 2015 9

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MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES REPÚBLICA DE ANGOLA LISTA DE AGENTES DO CNC Contact: Mrs. Ilse Fliege Martinistrasse.29 D-28195 Bremen Telf: (49) 421 339 365 Fax: (494) 213 393 699 Email: management@asa-services.net/ bremen@asa-services.net Germany, Poland, Lithuania, Latvia, estonia, Russia, Ukraine, England, Ireland and Scotland ASA GMBH HEISEI SHIPPING AGENCY Contact: Mr. Sawamoto Shiba Nishi Bldg, 6F 9-1 Shiba 4-Chome, Minato KU Tokyo Telf: (81)354765771/(81)354765710 Fax: (81) 354 765 711 Email: ops@hship.co.jp Japan FRABEMAR BEACON & SOUTH ATLANTIC AGENCIAMENTOS LTDA Contact: Mr. Franco Bernardini Ms Sara Pizzo Viale Brigate Partigiane 16/2 16129 Genoa Italy Telf: (390) 105 533 011 Fax: (39) 010 541 458 Email: dbernardini@frabemar.it/mbernardini@frabemar.it Italy and spain Contact: Sr. Thiago Lima, Srª Ana Quast, Sr.José Vela D. Silva Rua do Comércio 55 - SI. 61/63 / CEP: 11010-141 - Santos - SP / Brasil Telf: (55) 13 30234255 Fax: (55) 13 30234270 Email: thiago@beaconsouth.com.br/ana@beaconsouth.com.br/ marilinda@beaconsouth.com Brazil SCC Contact: Mr. Duarte Miranda Mr Miguel Camelier Silva R. de Moscavide, Lt 4.28.02, Loja A - Parque das Nações - 1990-198 Lisboa Telf: (351) 218 947 140 Fax: (351) 218 945 145 Email: lisboa@scc.com.pt/m.camelier@scc.com.pt Portugal MITCHELL COTTS Contact: Ms.Marisa Sidorak Calle Lima 29, Piso 3, Oficina I. Buenos Aires Argentina Telf: (54) 11 48780668 / (54) 11 48780669 Fax: (541) 143 811 713 Email: marisa@angomar.com.ar/luis@angomar.com.ar Argentina, Bolivia, Colombia, Ecuador, Peru, Ungria Paraguay and Venezuela ANGOMAR AGENCIA MARÍTIMA SRL Contact: Ms.Nadia Titton 11th Floor, Grindrod House 108 Victoria Embankment Durban P.OBOX 1021 Durban 4000, South Africa Telf: (27) 313 027 189 Fax: (27) 313041752 Email: nadia@mitchellcotts.co.za;/nigels@mitchellcotts.co.za Republic of South Africa, Namibia, Swaziland, Zimbabwe, Mozambique, ilhas Mauricias, Tanzania and Kenya SEAWAY EXPRESS CO, LTD OIC SERVICES INC. Contact: Ms.Phornsri Simavanichkul 718/6 Soi Suanplu, South Sathorn Road, Sathorn, Bangkok 10120 Telf: (66)267933456 (66) 67947979 (66) 26794019 Fax: (66)26794018/ (66)22131125 Email:phornsri@ksc.th.com Thailand, Myanmar and Laos Contact: Mrs. Veronique Durnerin B.P 5208 Pointe Noire - Republique du Congo Telf: (18) 329 126 820 Fax: (18) 329 126 864 Email: vdurnerin@oicservices.com/info@oicservices.com USA and Mexico TECHNIMAR Contact: Mr.Sylvain Lepage Mr. Hugo Bourassa 1695 Boul. Laval, Suite 330 - Laval, QC - H7S 2M2 Telf: 1 (450) 975 2058 Fax: (14) 509 752 125 Email: s.lepage@transgloballogistics.ca/h.bourassa@transgloballogistics.ca Canada TRANSGLOBAL Contact: Mr. Schreurs Philippe Square de Meeus 38/40 - 1000 Bruxelles, Belgique Telf: (32)24016139 Fax: (3) 224 016 140 Email: office@technimar.net Belgium, Netherlands and Luxemburg 10 Figuras&Negócios - Nº 157 - JANEIRO 2015

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Contact: Mr. Willy Deku P.O. BOX CT 2878 CANTONMENTS ACCRA Fax: Telf: (23)322210509 (23)3243715976 (23)3208116762 Fax: (23) 322 210 509 Email: wilmardel@ighmail.com/ wildeku@yahoo.com Benim, cameron, Ivory Coast, Gabo, Ghana, Equatorial, Equatorial, Guinea, Nigeria, Senegal and Togo WILMARDEL LTD TIME OCEAN SHIPPING LIMITED Contact: Ms.Wang Yue I 19/F, International Ocean Shipping & Finance Center, No. 720 Pudong Avenue, Pudong New District, Shanghai - China Telf: (86)2150366097/ (86)2150366098 Fax: (86) 21 50366095 / (86) 21 50366100 Email: operationsh@timeocean.net China WILHELMSEN HYPWOON SHIPS SERVICE LTD Contact: Mr.K.S. Lee 12th floor, Doryeom Bldg., 60 Doryeom-Dong, Jongno-Gu, Seoul Korea Telf: (82)237030801 Fax: (8) 227 388 130 Email: k-s.lee@wilhelmsen.com South Korea ALADIN SERVICES CONGO Contact: Mrs.Diane Carole Makiza B.P 5208 Pointe Noire - Republique du Congo Telf: (2) 426 481 016 Email: aladin.services.congo@yattoo.com Congo SAGA SHIPPING Contact: Mr.Leo Mikkelsen Auktionsvej 10 9990 Skage Dinamarca Telf: (4) 598 443 311 Fax: (4) 598 450 029 Email: saga@saga-shipping.dk/ Denmark, Finland, Norway and Sweden Contact: Mrs.Yasemin Uyar ISTOC 18 ADA NO:120 BAGCILAR ISTANBUL-TURKEY Telf: (902) 124 823 743 Fax: (902) 124 827 757 Email: info@dsf-cnca.com/ yasemin.uyar@dsf-cnca.com Turkey DSF DOLPHIN CHARTERING SERVICES PVT. LTD Contact: Mr.Subodh Joglekar 405, Gokul Arcade. A-Wing. Vile Parle (East). Mumbai 400 057, INDIA Telf: (91)2228368825/ (91)2228368827 Fax: (912) 228 361 849 Email: dolphin@dolphinchart.com India WAB CORP MARINE TRANSPORT SERVICES (L.L.C.) Contact: Ms. Vivian Fernandez Mr. Hussein El Zein Platinum Business Center Offices No 606/607, 6th Flr. Bagdad Road, Al Nahda 2nd P.O Box 172203 DUBAI - United Arab Emirates Telf: (97) 142 583 529 Fax: (9) 611 456 688 Email: abeer@wabcorporation.com/ wab@wabcorporation.com Lebsnon, Iraq, Iran, Saudi, Arabia, Egypt, Jordan, Qatar and Syria FOREMOST LINE LIMITED Contact: Mr. ST Chen Chuang Thio Beijing Office 2708-07, Tower C, Office Park 5, Jianghai South Street, Chaoyang District, Beijing China 100020 Tel: (85) 225 418 671 Email: foremosthk@foremostline.com China WAB CORPORATION Contact: Mr. Hassan Yahfoufi, Ms. Abeer Ashour 2931, Airport Business Center, 4th Floor #402 Beirut, 2814-4105 Lebanon Telf: (9) 611 458 825 Fax: (9) 611 456 688 Email: abeer@wabcorporation.com/ wab@wabcorporation.com Lebsnon, Iraq, Iran, Saudi, Arabia, Egypt, Jordan, Qatar and Syria SIN CHIAO SHIPPING AGENCY PTE LTD MARITRADE SHIPPING CONSULTANT SAS Contact: Ms.Nadia Berkane 10,Rue du Colisée, 75008 Paris Telf: (330) 156 591 640 Fax: (330) 156 591 642 Email: maritradesas@yahoo.fr France Contact: Mr.Thio.S.T 12 Prince Edward Road #03-13 Podium B Bestway Building Singapore 079212 Telf: (6) 562 241 011 Fax: (6) 562 242 775 Email: sinchiao@pacific.net.sg;/sthio@pacific.net.sg Australia, Indonesia, Malaysia, New Zealand, Philippines, Singapore, Bangladesh, Pakistan and Srilanka HT TRADE-COOPERATION AND TRANSPORT JOINT STOCK COMPANY Contact: Mr.Le Thiet Thao 31ª, Rua Nguyen Khuyen, Destrito Dong Da, Hanói, Vietnam Telf: (04) 374 783 47 Fax: (04) 374 716 42 Email: sociedade_ht@cnca.vn Vietnam and Cambodja SAN LIAN SHIPPING Contact: Mr.Lu Suen Yu 11/F, Ngan House, - 206/210 Des Voeux Road Central - HONG KONG Telf: (86)2150366097/ (86)2150366098 Fax: (86) 21 50366095 / (86) 21 50366100 Email: operationsh@timeocean.net China Figuras&Negócios - Nº 157 - JANEIRO 2015 11

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PÁGINA ABERTA DESTAQUE CRISTINA DUARTE, CANDIDATA A PRESIDENTE DO BAD O BANCO PODE SER O «LUBRIFICANTE INDISPENSÁVEL» PARA A TRANSFORMAÇÃO DE ÁFRICA 12 Figuras&Negócios - Nº 157 - JANEIRO 2015

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Cristina Duarte,Ministra das Financas e do Plano de Cabo Verde eh a unica mulher numa lista de seis candidatos ao posto de Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento(BAD),cujas eleicoes ocorrerao em Maio do corrente.Curiosidade:para alem de ser mulher ela tambem eh lusofona,de um Pais que tem o portugues como lingua oficial,dois atributos que aliado ah sua experiencia e competencia na area financeira fazem dela uma seria candidata que promete,se eleita,transformar a instituicao financeira num porto seguro e fundamental pela revitalizacao de Africa. Cristina ocupa ha quase dez anos o cargo de Ministra das Financas e do Plano de Cabo Verde,um cargo que lhe permite ter o peso das reformas que se operam naquele Pais onde a sua candidatura ao cargo de Presidente do BAD recebe o apoio e encorajamento da sociedade politica,independentemente das diversas correias de opiniao.Assoberbada com a sua candidatura e com questoes que ainda se prendem com o cargo governamental que ainda ocupa em Cabo Verde,Cristina acedeu falar para Figuras&Negocios respondendo por email ao questionario que enviamos. Entrevista de Victor Aleixo e Alirio Pina Fotos: Eneias Rodrigues F “ PÁGINA DESTAQUE ABERTA nuar a apresentar o meu programa, visitando o maior número possível de países. Os países têm de me conhecer melhor e para tal devo amplificar as minhas mensagens utilizando os meios de comunicação social. Conto com os países amigos de Cabo Verde, mas também com todos aqueles que acreditem que a experiencia de boa governação e de boa gestão de reformas pode ser útil na gestão do BAD. F&N - Quais são as principais motivações da sua candidatura à chefia da referida instituição? C.D - A minha motivação principal é a de poder dar uma contribuição de qualidade à transformação socioeconómica do meu Continente. A minha participação na implementação da agenda de transformação de Cabo Verde mostra que temos de ultrapassar a simples luta contra a pobreza para criar as condições de um verdadeiro desenvolvimento do nosso Continente. O BAD é um dos instrumentos mais poderosos para ajudar na transformação de África. Para tal, é necessário uma liderança com capacidade de realizar as reformas necessárias alavancadas por uma reengenharia institucional. Como gosto de desafios, seria para mim um privilégio, após o de Cabo Verde, poder influenciar as políticas públicas necessárias à consolidação das instituições africanas, continuar a infraestruturação do Continente, criar empregos para os jovens, dignificar as mulheres africanas para que elas possam participar plenamente no desenvolvimento e permitir que África seja competitiva no mercado global. F&N - O que pensam os seus colegas sobre esta candidatura? Acha que o País global está mobilizado para torcer pela sua vitória ou questões políticas, latentes na sociedade cabo-verdiana, poderão ter influência negativa na sua eleição? Por exemplo, o facto de ser a "chefe" de importantes reformas económicas em Cabo-Verde que podem ter tocado no bolso de muitos que não comun- &N - Como está o processo da sua candidatura à Presidência do BAD? Cristina Duarte (C.D) - Iniciámos, eu e Cabo Verde, esta caminhada no dia 6 de Outubro de 2014. Achei por bem estruturar um anúncio de candidatura que fosse para além de um acto simplesmente formal. A minha declaração inicial enuncia de forma muito clara um projecto para com o BAD e consubstancia uma visão para Africa. O objectivo é claro. Pretendo contribuir para que o processo de selecção do próximo presidente do BAD tenha em devida conta ideias, projectos, visão, experiencia, perfil, credibilidade do país. Esta primeira fase da campanha foi dedicada a dar a conhecer às diferentes forcas vivas do conti- Pretendo contribuir para que o processo de selecção do próximo presidente do BAD tenha em devida conta ideias, projectos, visão, experiencia, perfil, credibilidade do país.” nente as minhas ideias e as razões da minha candidatura. Participei em conferências internacionais, encontrei-me com os principais actores deste processo eleitoral, dei várias entrevistas aos meios de comunicação social do continente. Pude constatar que as ideias e os princípios da minha candidatura estão granjeando apoio e interesse crescente e começa a ser vista entre as candidaturas potencialmente vencedoras. Mas há ainda, no entanto, muito trabalho para garantir a minha eleição. A candidatura de Cabo Verde padece de uma profunda falta de recursos. Depois de 7 anos sob os efeitos de uma crise internacional, de um ano de seca e, agora, a erupção do vulcão do Fogo, como deve imaginar, não há recursos. Mas nem por isso nos desanimamos! Tenho que conti- Figuras&Negócios - Nº 157 - JANEIRO 2015 13

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PÁGINA ABERTA DESTAQUE gam com a sua opinião, não será uma condicionante? C.D - A minha candidatura é nacional. O primeiro apoio que recebi foi o do Chefe do Governo, o Doutor. Jose Maria Neves. Todas as forças políticas fizeram declarações públicas de apoio à minha candidatura. Antes do anúncio oficial da candidatura, o Senhor Primeiro Ministro, consensualizou com todos os atores políticos incluindo o Presidente de República, o Presidente da Assembleia, o Governo, os Presidentes de todos os Partidos políticos. Notamos nessas consultas que todos os Cabo-Verdianos se sentem orgulhosos com o lançar de uma candidatura cabo-verdiana para a posição de Presidente do BAD e com a perspectiva de ter uma cabo-verdiana a liderar a principal organização financeira africana. Notei também, pela reação das pessoas nos jornais ou directamente que o facto de ter liderado muitas reformas estruturantes para o país e de ter proposto medidas difíceis não prejudicou a imagem que tenho na sociedade. As pessoas sabem que as reformas mudarão positivamente as suas vidas. Um exemplo de uma medida difícil mas que contou com um elevado grau de maturidade e compreensão da sociedade cabo-verdiana foi o alinhamento dos preços domésticos de combustíveis com os preços internacionais, permitindo utilizar assim os recursos dos subsídios para financiar programas sociais direccionados às camadas mais desfavorecidas contribuindo para que Cabo Verde atingisse indicadores socias de entre os melhores do continente. F&N - Em Maio de 2015, o BAD terá um novo Presidente e a senhora é uma das candidatas. Acredita na possibilidade de conquistar esse cargo? O facto de ser mulher num continente ainda machista, não pode ser uma condicionante à sua eleição? C.D - Entrei nesta competição com a convicção que tenho o perfil e a experiência para ganhar. Tenho a consciência, no entanto, que este não é um critério suficiente e que fatores políticos, económicos que consubstanciam interesses estratégicos e mesmo subjetivos entram na escolha do Presidente do BAD. O objetivo da minha campanha é de levar a um debate de ideias para clarificar quem tem melhores soluções para fazer do BAD um instrumento de transformação de África e quem é o mais capaz para introduzir, na organização, as reformas necessárias e, diria mesmo, inadiáveis à luz dos novos riscos e desafios do BAD. Tentarei mostrar que o meu percurso profissional permitiu-me adquirir uma experiencia que me possibilite fazer a diferencia em relação aos outros candidatos. O facto de ser a única mulher candidata poderá ser uma vantagem para alguns ou desvantagem para outros mas nunca uma condicionante à minha eleição. As mulheres africanas têm demostrado grande capacidade É claro que os votos dos grandes países aumenta as chances de ser eleita e iremos fazer tudo para obtê-los, convencendo-lhos que tenho o melhor perfil e experiência para dirigir o BAD nestes tempos de mudanças. Sendo o BAD uma instituição importante para África, espero que os eleitores saberão colocar os interesses da instituição acima dos favores e interesses económicos de curto prazo. O apoio de Angola é muito importante para a minha candidatura, não só por se tratar de um país irmão lusófono mas também porque Angola faz parte dos grandes países Africanos com poder de influenciação. F&N - Não receia que o facto de ser ministra de um Pais pequeno para uma instituição bancária que pensa em números grandes, poderá condicionar o voto na senhora? C.D - Em tudo na vida há vantagens e inconvenientes, mas a sua avaliação muitas vezes depende do ponto de vista. O facto de ser originária de um pequeno país insular não “fazedor” de interesses económicos é uma vantagem, porque permite colocar os interesses de África em primeiro lugar numa organização onde se manifestam grandes interesses económicos muitas vezes contraditórios. Por outro lado, numa África dominada por dois grupos linguísticos, o anglófono e o francófono, ser oriundo de um pequeno país lusófono pode possibilitar um maior equilíbrio e equidistância e permitir tomar decisões na base dos interesses de todos e não de um grupo. Penso, portanto, que a pertença a um pequeno país insular e lusófono facilita o papel de construtor de consensos que deve ter o Presidente de uma organização de âmbito continental. F&N - Como vê a Africa de hoje, qual a receita para vencer a componente politica e militar que continua a ter um papel determinante sobre a economia? Nisso, que papel o BAD pode jogar, mesmo sabendo que não existe um pensamento comum no seio da instituição, onde pontificam africanos e membros europeus? C.D - Vejo um Continente que “ O apoio de Angola é muito importante para a minha candidatura, não só por se tratar de um país irmão lusófono mas também porque Angola faz parte dos grandes países Africanos com poder de influenciação.” de liderança nos diversos cargos que têm assumido em África (incluindo os de Presidente de República ou de Presidente de organização continental) e espero ser eleita por ter o perfil e não por ser mulher. F&N - O apoio dos grandes países africanos pode ser determinante na eleição do novo Presidente do BAD. A senhora sente que tem esse apoio? Concretamente de Angola, qual o engajamento que sente para que, como falante da língua portuguesa, seja eleita? C.D - O apoio de todos os países é importante e irei fazer tudo para mobilizar os países com 0.06% como os países com mais de 6% de votos. O objetivo é obter 50% do voto dos regionais e 50% dos não regionais. 14 Figuras&Negócios - Nº 157 - JANEIRO 2015

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