Revista Jornal Empresários Janeiro 2015

 

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FOTO: ANTÔNIO MOREIRA FOTO: BANCO DE IMAGENS JE Delícias da gastronomia sírio-libanesa em Vitória Eugênia e Fayez Âzar reabrem o restaurante Empório Árabe com nova decoração,que ampliou espaços, mantendo o mesmo padrão de qualidade. Página 9 Atenção na hora de comprar imóveis O advogado Diovano Rosetti alerta para os cuidados visando evitar problemas. O Sinduscon afirma, no entanto, que a crítica não pode ser generalizada. Página 8 ® do Espírito Santo ANO XVI - Nº 181 www.jornalempresarios.com.br JANEIRO DE 2015 FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Obras só no papel O grande projeto de mobilidade urbana do governo Casagrande se resume às obras na avenida Leitão da Silva. Página 11 Fiscaliza Vitória custa R$ 2 milhões. Página 6

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2 JANEIRO DE 2015 VITÓRIA/ES 15 ANOS EDITORIAL❫❫ A marca da violência atentado contra a revista Charlie Hebdo, ocorrido a 7 de janeiro em Paris, expõe de maneira bastante explícita o nível de deterioração do mundo, em um cenário apocalíptico que desconhece o diálogo, o respeito às diferenças e aos conceitos de ética, fazendo crescer a intolerância em um processo no qual os extremos se chocam a caminho da destruição. O assassinato de 12 pessoas, entre as quais 10 jornalistas, mostra, de um lado, o resultado de políticas equivocadas praticadas pelo mundo ocidental visando o controle de riquezas e a manutenção do poder, gerando mais pobreza, e de outro, a loucura do fanatismo religioso. Sem entrar no mérito sobre o conteúdo da revista Charlie Hedbo, o que mais choca é que esse episódio deplorável atinge a liberdade de imprensa, e em consequência a democracia. É uma atitude fascista, em nome de Alá, que não encontra justificativa sob qualquer ponto de vista, uma vez que se apresenta contra os princípios democráticos que garantem total liberdade de expressão. Os fatos que se seguiram ao atentado, como a morte de três dos assassinos e de alguns reféns, e a marcha contra o terrorismo que reuniu mais de três milhões de pessoas em Paris no último dia 11, mostram que a intranqüilidade continua no controle. Prova disso é a polêmica estabelecida com a divulgação do slogan “Je suis Charlie Hedbo” (Eu sou Charlie Hedbo), com o surgimento de um contra-slogan “Je ne suis pas Charlie Hedbo” (Eu não sou Charlie Hedbo). Fica a pergunta: é equivocado afirmar que várias capas do Charlie foram usadas, independentemente da vontade ou não de seus autores, como armas para propagar o preconceito e a estigmatização? Mesmo se a resposta for positiva, fica uma certeza: o ato de barbárie praticado pelos extremistas não favorece os esforços pela paz mundial e sob essa bandeira, o grito que sai de nossa garganta, num clamor por ampla liberdade de expressão, demonstra que todos nós somos Charlie, em respeito profundo à democracia. ■ O EUSTÁQUIO PALHARES Governo Federal arrecadou R$ 18,6 bilhões no Espírito Santo em 2013, através dos diversos tributos, com destaque para o Imposto de Renda e a Cofins. Os repasses constitucionais ao Estado totalizaram R$ 1,9 bilhão, equivalentes a 10,2% do montante de dinheiro aspirado ou sugado da economia capixaba. O orçamento do Estado para aquele ano foi de R$ 13,9 bilhões. Considerando o dízimo pago ao Estado pelo confisco tributário, o que a União levou do Estado equivaleu a 120% dos recursos que o Espírito Santo contou para atender as demandas dos serviços de saúde, educação, transporte, segurança, pessoal e investimentos, além da dívida bancária. Significa, claramente, que a União levou do Espírito Santo 120% dos recursos que o Estado dispôs para atender às necessidades dos capixabas. Em 2014, até o mês de outubro, a arrecadação federal no Espírito Santo alcançou R$ 15.4 bilhões. Ainda não contando com os números de novembro mas projetando uma média aritmética do período podese estimar uma arrecadação em 12 meses fechados em dezembro da ordem de R$ 18,6 bilhões, bisando os 120% sobre o orçamento de R$ 15,5 bilhões programado para este exercício. A União leva do Espírito Santo por ano mais de um orçamento anual e isso evidencia os termos do pacto federativo vigente: acordo de pes- O preço do capixaba ser brasileiro O coço com guilhotina ou de leão esfomeado com coelho manco. Em nome de quê isso se sustenta? Os recursos que a União subtrai ao Estado, em tese em favor da redistribuição regional aos estados mais pobres, nos permitiria financiarmos toda a estrutura necessária para atingirmos um padrão de qualidade de vida suíço, senão escandinavo. Uma duplicação da BR-262, que tantas vidas poupará, por exemplo, projeta um investimento em torno de R$ 2,5 bilhões; o novo aeroporto de Vitória está recalculado em R$ 540 milhões. Essa montanha de dinheiro permitiria que os dois eixos rodoviários federais que cortam o Espírito Santo perpendicular e transversalmente (brs 101 e 261) fossem duplicados - e geridos - em toda a extensão capixaba, portos de águas profundas, metrôs, logística, infovias em todo o estado, etc... Apenas constatar essa descomunal desproporção de pouco nos vale. Talvez inspirasse ideias sonháticas que no limite ousasse atentar contra uma cláusula pétrea da Constituição Brasileira que é a do Estado Unitário. Propor que adquiríssemos independência ou autonomia para assumirmos nossa autodeterminação e nos apropriarmos legal e legitimamente da riqueza que geramos. Os estados nacionais são criações jurídicas relativamente recentes, de no máximo 250 anos, isso sem contar as regiões que ainda estão por se redesenhar poli- ticamente, como se viu na Europa Oriental e na extinta União Soviética. Nações são, portanto abstrações jurídicas, para além de congregar um povo, um território e uma língua forjando uma mesma cultura. Mas se atentarmos para o formalismo predatório mesmo essas características são questionáveis. Independente ou autônomo e totalmente flanqueado pelo Brasil do qual se originaria, o Espírito Santo seria uma porta ao mar estratégica para o imenso país continente a oeste e mesmo uma rota alternativa entre o Sul e o Norte. Ou seja, poderia refinar sua atividade econômica concentrando-a essencialmente em serviços e indústria de alta agregação de valor, exorcizando a produção suja, subalterna, dos que nos compram semimanufaturados porque com isso previnem a poluição nos locais de destino. Claro, ainda dentro da utopia possível, a insignificante representação política capixaba poderia ao menos defender a ideia, fazer barulho em torno de uma proposta que aglutinasse outros estados que perdem muito nas relações de troca dentro do atual pacto federativo. Aí não importa o porte, mas a condição deficitária dessa troca. Poderia, por exemplo, levantar a tese de que o confisco tributário federal não poderia exceder à metade do orçamento de cada estado, com o que atingido esse patamar todo o volume de impostos federais reverteria automa- ticamente para a região onde foi arrecadado, em procedimento sumário, despojado de burocracia, tramitação ou ingerência política. Quixotismo? Nada é tão poderoso quanto uma ideia que começa a encontrar o seu tempo. Quando se vê o constrangimento do Governo mudar os termos que regulam o compromisso da meta fiscal isso se torna tanto mais inatingível aparentemente. Afinal de contas, para o orçamento federal de 2014 de 2,3 trilhões, o pagamento de juros e amortização da dívida pública estava previsto em R$ 1 trilhão. U-m tr-i-l-h-ã-o de reais, ou 42% do orçamento total da União. Os R$ 116 bilhões não alcançados de superávit primário (eufemismozinho safado) são a apenas a ponta do iceberg do everest de dinheiro pago anualmente aos rentistas, bancos, investidores, os que ganham com os juros altos que o Governo precisa pagar para seguir rolando a dívida. Como pensar que a União abriria mão, portanto, de receitas, em um momento em que ela não consegue cobrir o rombo de sua conta? Isso seria problema para os brasileiros. Nós, somos capixabas. Tudo bem. Na copa do mundo a gente também poderia torcer para o Brasil...não é quando o nosso nacionalismo regurgita? ■ Eustáquio Palhares é jornalista eustaquio@iacomunicacao.com.br É publicado por Nova Editora - Empresa Jornalística do Espírito Santo Ltda ME - Insc. Municipal: 1159747 - CNPJ: 09.164.960/0001-61 Endereço: Praça San Martin, 84, salas 111 e 112, Edifício Alphaville Trade Center - Praia do Canto, Vitória - Espírito Santo - CEP: 29055-170 Diretor e jornalista responsável Marcelo Luiz Rossoni Faria rossoni@jornalempresarios.com.br Repórter fotográfico Antônio Moreira Colaboradores Antonio Delfim Netto, Eustáquio Palhares e Jane Mary de Abreu Site: www.jornalempresarios.com.br E-mail: jornal@jornalempresarios.com.br Impressão: Gráfica JEP - 3198-1900 Diagramação Liliane Bragatto redacao@jornalempresarios.com.b Contato comercial comercial@jornalempresarios.com.br Telefone (27) 3224-5198 As opiniões em artigos assinados não refletem necessariamente o posicionamento do jornal.

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4 JANEIRO DE 2015 VITÓRIA/ES 15 ANOS JANE MARY DE ABREU Educação para a vida me o teu próximo como a ti mesmo... A gente cresce ouvindo isso, mas o curioso é que ninguém nos ensina o que vem antes do amor altruísta: o amor por nós mesmos! Como dar ao outro aquilo que não temos para consumo próprio? Esse é o nó da questão. Se não aprendi a me amar, é certo que fracassarei em todas as tentativas de amar o meu próximo. Entender isso é fundamental para a construção de uma sociedade mais amorosa. A violência nada mais é que a ausência do amor. Uma pessoa que não se ama, é uma pessoa infeliz que enxerga o mundo como um grande problema para ser resolvido, não como um lindo mistério para ser vivido. Se não está bem com ela mesma, não conseguirá se harmonizar com ninguém à sua volta, reagirá com agressividade em qualquer situação. Não existe nada mais perigoso no mundo do que a infelicidade, que parece ser a principal doença do mundo moderno. É um mundo curioso o que estamos vivendo. Parece que temos solução para tudo, basta apertar um botão e lá vem A a solução pronta para ser consumida, mas o curioso é que continuamos carentes do básico – de amor! Avançamos nas conquistas materiais, mas continuamos jurássicos na questão espiritual. É fato que o mundo virou o nosso quintal, mas é fato também que nunca os corações humanos estiveram tão afastados, tão famintos de amor. Todos estão grudados nos celulares em busca de algo que possa preencher o vazio que tomou conta do grande contingente humano que hoje perambula à procura de um sentido para suas vidas. Não é por acaso que o Rivotril e o Viagra estão explodindo nas vendas – um para maquiar a depressão, o outro para alimentar a ilusão da juventude eterna. A verdade é que as pessoas estão à procura de algo que ninguém sabe exatamente o que é, elas temem a solidão porque detestam a própria companhia, afinal somos desconhecidos de nós mesmos. Não aprendemos a nos apreciar, a nos conhecer, não sabemos lidar com nossas emoções, ignoramos que já nascemos completos, não precisamos de ninguém, além de Deus, para nos completar. Faltou Educação Espiritual em nosso currículo escolar. Não estou falando de religião, mas de Espiritualidade, aquilo que não foi criado pelos homens, que não divide e só nos eleva. Fomos educados para o emprego e não para a vida; incentivados a buscar o sucesso, não a felicidade; ensinados a usar o cérebro, não o coração. O ensino tradicional incentiva a competição, não a cooperação. Transformaram a vida num estúpido campeonato, onde é preciso chegar em primeiro lugar... e sozinho! A internet, que nasceu com a proposta saudável de acabar com as distâncias e unir as pessoas, está fazendo o contrário quando reforça a lei do menor esforço: Mais fácil lidar com uma máquina do que com gente, certo? Mais fácil “amar” à distância do que construir um relacionamento... Mais fácil se distrair com os brinquedinhos do mundo material do que mergulhar para dentro de si e encontrar o verdadeiro sentido da vida... Silêncio, profundidade? Nem pensar, isso é papo careta, o tal mundo moderno se contenta com o barulho e a superficialidade. E assim foi se criando a grande legião dos ansiosos, apressados e desconhecidos, formada por pes- soas que habitam o mesmo espaço, mas não se conhecem. Se não se conhecem, não se respeitam e nem se amam... Se não se amam, se agridem e se matam. Enquanto os governantes permanecerem preocupados unicamente com os números da economia, sem nenhuma atenção ao desenvolvimento humano, continuaremos batendo cabeça. Podem botar milhões de policiais nas ruas, podem aumentar a repressão ao crime, superlotar os presídios, que nada disso vai funcionar a contento, porque a violência que assusta a todos nós está nascendo é no coração das pessoas, é no coração que precisa acontecer a grande mudança. A Educação tradicional coloca a criança da frente de um computador, promove intercâmbios internacionais, tem o foco na palavra da moda – empreendedorismo - e acha que está fazendo o maior sucesso. Nada disso pode vir antes do autoconhecimento. Primeiro a pessoa precisa conhecer o seu mundo interior, suas emoções, para depois conhecer o mundo exterior. Primeiro ela aprende a ser feliz, o sucesso vem como consequência do estado de harmonia interna. A alma humana é um território completamente inexplorado no Ocidente. Se não sabemos quem somos e para onde estamos indo, como alcançaremos a auto-realização e com ela a felicidade e o sucesso? Não é a sociedade que muda, são os indivíduos. Toda grande transformação vem de dentro e começa no coração. Uma pessoa que vivencia o amor no seu cotidiano é naturalmente um ser pacífico. O Programa de Educação em Valores Humanos, considerado pela ONU uma das 10 maiores ações pela paz no mundo, propõe o equilíbrio entre o conhecimento científico e a sabedoria do coração, com o foco na formação do caráter da criança. É uma ação simples, revolucionária e capaz de auxiliar a família, a escola e a sociedade na construção de seres humanos de qualidade – pessoas amorosas, éticas e pacíficas. Jane Mary é jornalista, consultora de marketing, voluntária do Programa de Educação em Valores Humanos, autora do livro Tudo é perfeito do jeito que é. www.janemary.combr janemaryconsultoria@gmail.com

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15 ANOS VITÓRIA/ES JANEIRO DE 2015 5 Ganhos maiores em hotelaria Os investimentos no Bristol Vista Azul geram resultados que podem alcançar de 15,5% a 19,9% ao ano ma nova oportunidade de investimento se desenvolve na região de Pedra Azul, uma das mais valorizadas do Espírito Santo, com retorno acima de aplicações financeiras tradicionais. Enquanto essas aplicações geram uma remuneração líquida entre 0,55% e 0,65% ao mês, as aplicações em investimentos imobiliários hoteleiros abrem a possibilidade de ganhos reais de 0.8% a 1% mensais (10% a 12,7% ao ano) ou mais. Os investimentos no Hotel Bristol Vista Azul, que fica pronto no final deste ano, terão esses valores de remuneração somados à valorização imobiliária anual mínima equivalente à inflação de 6,5%, elevando os ganhos para o investidor de 15,5% a 19,9% ao ano. “Estamos garantindo contratualmente rendimentos hoteleiros mínimos nos dois primeiros anos de 0,8% ao mês ou 19,2% ano” , informa o diretor de vendas do empreendimento, Paulo Roberto Machado. Para ele, os investidores ainda terão outros ganhos com o término das obras, previsto para o final de 2015: “Com este cenário, quem irá bancar boa parte das prestações será o próprio rendimento hoteleiro. Desse modo, o percentual crescerá ainda mais” . De acordo com a estimativa U dos empreendedores, quem adquirir agora unidades hoteleiras do Bristol Vista Azul em 60 meses, terá 60% ou mais de seus valores pagos pelo próprio resultado hoteleiro. As unidades são comercializadas a preços diferenciados por metro quadrado. “É o mais baixo preço, ficando entre 12% a 28% abaixo dos preços de outros empreendimentos” , diz Paulo Roberto Machado. Além disso, a maioria dos hotéis em construção na região de Pedra Azul se constitui de unidades dormitórios, verticais, sem áreas comuns ou nobres e sem itens de conforto e lazer. O Bristol Vista Azul é o mais completo da região, pelo critério de adequação de equipamentos hoteleiros, como SPA, ofurô, piscina, centro de convenções, entre outros atrativos, fatores que atrairão maior clientela. OCUPAÇÃO – As diárias que serão praticadas no Bristol Vista Azul serão menores do que as da maioria dos concorrentes e similares da região. Some-se a isso, que o empreendimento possui equipamentos para atender ao segmento corporativo mais exigente, formado pelas grandes empresas e operadoras de eventos, o que garante bons resultados para o investidor, que tem ainda a malha de captação de negócios da Rede Bristol. FOTOS: DIVULGAÇÃO O hotel terá amplos espaços com decoração requintada e uma das melhores vistas da região O Bristol Vista Azul terá equipamentos como lareira, centro de convenções, piscinas, entre outros atrativos Bristol Vista Azul fica pronto no final de 2015 O Bristol Vista Azul está em fase de construção na encantadora região de Pedra Azul, em Domingos Martins, sendo o mais charmoso empreendimento nas montanhas do Estado. O hotel é cuidadosamente integrado a muito verde, em local de clima ameno e com paisagens surpreendentes. Serão 104 suítes no segmento de hotelaria e 125 apartamentos residenciais, cujos espaços poderão ser ocupados com um ou dois quartos, com amplo estacionamento e completa estrutura de lazer no melhor estilo eco resort. No Bristol Vista Azul, além do visual imponente da Pedra Azul, é possível admirar a Pedra das Flores, Forno Grande e até a Serra do Caparaó, em dias de boa visibilidade. As obras estão em ritmo acelerado. O Hotel & Residencial está com 70% da superestrutura finalizada. Por isto, quem quer investir no mercado imobiliário já pode aguardar um empreendimento entregue no prazo e com a qualidade desejada. Com conclusão prevista para o segundo semestre de 2015, em dezembro de 2014 foram concluídas as lajes dos setores A e B, onde ficam as unidades hoteleiras, áreas de lazer e Fitness Center, e as lajes dos setores C e D, onde ficam as unidades residenciais, além de restaurante, longe e o meeting center. Segundo o engenheiro à frente da obra, Paulo Sérgio Zucoloto, apesar do período de chuvas intensas e queda brusca de temperatura, que poderiam comprometer a produtividade, os trabalhos estão seguindo o cronograma estabelecido. “Cerca de 60 profissionais de construção civil estão envolvidos no projeto. Para acelerar o processo, a tendência é ampliar o quadro de funcionários, atingindo um total de 190 pessoas ao longo de 2015” , afirma Zucoloto. A construção do maior e mais luxuoso hotel e residencial das montanhas capixabas conta com o trabalho da Metron Engenharia, que atua há quase 40 anos no ramo da construção civil. ■ A fachada do hotel tem um estilo ítalo-germânico, que caracteriza a região de Pedra Azul

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6 JANEIRO DE 2015 VITÓRIA/ES 15 ANOS FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Fiscaliza Vitória custa R$ 2 milhões aos cofres públicos A Câmara de Vereadores do município de Vitória gastou R$ 690 mil em alguns jornais para dar publicidade ao novo serviço um custo de quase R$ 2 milhões por ano, R$ 690 mil só em publicidade, o Fiscaliza Vitória, projeto da Câmara de Vereadores da capital, exibe resultados pífios um ano depois de implantado pelo presidente da casa, Fabrício Gandini (PPS). O projeto foi lançado em outubro de 2013, em solenidade festiva no clube Álvares Cabral, à qual compareceram autoridades, empresários e líderes comunitários, em cenário típico de uma ação de marketing político. O Fiscaliza Vitória pretendia ser uma ferramenta para a população solicitar fiscalizações dos equipamentos públicos municipais. No primeiro ano de funcionamento, no entanto, o projeto não apresenta resultados à altura do investimento. De acordo com a prestação de contas, foram feitos relatórios de 523 equipamentos públicos visitados na cidade, um papel que cabe à Câmara de Vereadores, constitucionalmente. A iniciativa do vereador Fabrício Gandini (PPS) se sobrepõe a outro programa da Prefeitura – o Fala Vitória, pelo qual a po- A pulação pode fazer reclamações e solicitar serviços pelo telefone 156. Além disso, o programa demonstra que a Câmara de Vereadores não está fazendo o dever de casa, considerando que cabe aos vereadores justamente fiscalizar o executivo, entre outras ações pelas quais já são remunerados. O Portal da Transparência da Câmara informa que, só em publicidade, foram gastos R$ 690 mil em contratos, sendo R$ 250 mil para S/A A Gazeta; R$ 250 mil para a Nassau Editoria Rádio e Televisão (A Tribuna); R$ 90 mil para a Televisão Vitória S/A (TV Vitória); R$ 40 mil para ES Hoje Online; e R$ 60 mil para SDC Serviços em Comunicação (Século Diário). Além desses contratos, o portal divulgou outros gastos referentes a serviços contratados para o Fiscaliza Vitória. A empresa Infinity Negócios e Serviços foi a escolhida por R$ 167.810 para a organização de eventos oficiais da Câmara de Vitória, dentre eles o Dia do Cidadão Vitoriense, Dia da Família e o lançamento do Fiscaliza Vitória. A E-Brand Estratégias On-Line – que fez os ví- deos e peças promocionais – recebeu R$ 210 mil. Juntando os valores recém-divulgados pela Câmara com aqueles contratos que já haviam sido divulgados – Sollo Serviços de Call Center Ltda por R$ 153.600 ao ano; e Telemar Norte Leste, para o serviço de sistema de DDG (discagem direta gratuita), no valor de R$ 128.924,40 – chega-se a R$ 1.350.334,40 somente em contratos para o funcionamento do Fiscaliza Vitória. Esse valor não inclui a aquisição do veículo da marca Fiat, ano 2013 nem a folha de pagamento dos servidores que atuam no projeto, que ultrapassa os R$ 500 mil anuais. Considerando os contratos com a empresa Sollo Serviços de Call Center, que foi de R$ 153.600; com a Telemar Norte Leste, no valor de R$ 128.924,40; e que no primeiro ano foram 996 acionamentos, segundo a prestação de contas do projeto, feita em outubro deste ano; chega-se ao valor de R$ 283,65 por ligação, no primeiro ano de projeto. Mesmo considerando os dados do relatório de gestão do serviço — que não batem com os dados Em 2014, o vereador Fabrício Gandini (PPS), que é autor do projeto, gastou R$ 2 milhões no Programa Fiscaliza Vitória, com resultado pífio da prestação de contas da Câmara — o custo por ligação continua estratosférico. Os 1.461 acionamentos no período custaram, em média, R$ 193 por ligação. O motivo do alto custo é simples. A Câmara contratou o serviço de call center prevendo que o Fiscaliza receberia um número elevado de ligações. Provavelmente, fizeram uma estimativa gradativa de demanda — à medida que o serviço fosse se tornando mais conhecido aumentaria o número de ligações. Mas não foi isso que aconteceu. A fraca demanda tornou o custo do call center caro. Para tentar divulgar o serviço a Câmara não economizou. Os contratos com a empresa que fez os vídeos e peças promocionais para o Fiscaliza Vitória (EBrand Estratégias Online) não estão disponíveis no site da Câmara, mas é possível ver, nas despesas, que entre outubro de 2013 e novembro de 2014 foram feitos pagamentos no valor total de R$ 207.156,25. Não é possível saber, considerando este valor, quantos destes pagamentos se referem à prestação de serviço para o projeto. ■ LUIZ MARINS Começou um novo ano: prepare-se para correr! onta uma velha história que um americano e um japonês (hoje seria um chinês) estavam caçando na África e ficaram sem munição. De repente viram um enorme leão que se aproximava. O japonês tirou os sapatos e começou a calçar o seu tênis de corrida. Ao ver ojaponês colocando seu tênis, o americano lhe disse espantado: Você acha que de tênis correrá mais que o leão? Ao que o japonês lhe respon- C deu: Não preciso correr mais que o leão. Preciso apenas correr mais do que você! Eis aqui uma boa lição para o ano que se inicia. No mundo de hoje, extremamente competitivo, na “selva” em que vivemos, temos que correr, pois para que sobrevivamos num mundo em que não é o maior que vencerá o menor, mas sim o mais ágil que vencerá o mais lento, temos que ter a velocidade necessária pa- ra correr mais que nossos concorrentes deixando-os, e não a nós, como presas do mercado. Para isso temos que decidir com rapidez, empreender novas ideias, enfim, agir. Todos já sabemos que 2015 não será um ano fácil. Pelo contrário. São muitas as nuvens carregadas que se aproximam. Assim, seja você patrão, empregado, profissional liberal ou autônomo, o momento não é o de ficar esperando para ver as coisas acontecerem. Não é hora de ficar devorando as notícias ruins dos jornais e revistas e de ficar grudado na televisão se contaminando de tantas tragédias e notícias ruins que por certo não faltarão. É hora se ser proativoe não apenas reativo. É hora de acreditar em sua capacidade de vencer obstáculos, de correr mais que o leão e de atingir osucesso e não só sobreviver. E para correr mais que o leão você tem que estar preparado e com o equipamento certo. Por isso, antes de sair correndo, lembre-se de se preparar bem, investir em você, estudar, ler e participar de todas as oportunidades que possam fazer de você um vencedor. Pense nisso. Sucesso! ■ Luiz Marins é antropólogo contato@marins.com.br

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15 ANOS VITÓRIA/ES JANEIRO DE 2015 7 Guerra se mostra otimista para 2015 A Federação das Indústrias prevê que a economia do Estado do Espírito Santo irá superar o crescimento geral do país retomada lenta da economia brasileira deve elevar o índice de crescimento a 0,5%, enquanto a economia do Espírito Santo avançará 3,5% no PIB, segundo estimativa do Instituto de Desenvolvimento Educacional e Industrial do Espírito Santo (Ideies). O estudo destaca ainda que, considerando a média dos últimos cinco anos, o Estado cresceu 4,5%, contra 2,7% do país. A informação é do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Findes), Marcos Guerra, e foi passada em coletiva com a imprensa, realizada no dia 20 deste mês. No encontro, ele anunciou também a ampliação dos investimentos da Findes, de R$ 150 milhões para R$ 200 milhões, a maior parte destinada à educação. “Hoje em dia, as indústrias não buscam apenas incentivos fiscais, mas também mão de obra qualificada, porque não há processo inovador que se sustente sem bons pro- A fissionais. Muitas novas indústrias procuram o Sistema Findes e demandam nossos serviços. Investir em educação, é investir na competitividade da indústria capixaba” , afirmou. Guerra se mostra otimista com o bom desempenho da indústria extrativa – que registrou acréscimo de 11,9% em 2014, possibilitando que a produção física da indústria no Estado chegasse aos 5% de crescimento, enquanto a indústria nacional registrava uma queda de 3% no ano passado, segundo estimativa do Ideies. Nos últimos cinco anos, o setor produtivo no Espírito Santo cresceu 3,5%, acima da média da indústria nacional (1,4%). “Acreditamos que nossa indústria continuará crescendo e dando sinais de que o Espírito Santo vive uma janela de oportunidades para o desenvolvimento. É preciso lembrar, porém, que a indústria tradicional enfrenta um momento de grandes desafios no Estado. Nossa perspectiva é otimista, mas com Marcos Guerra informou que a Findes vai investir R$ 200 milhões este ano o pé no chão, principalmente porque este será um ano de ajustes. A consolidação dos novos investimentos e a diversificação da indústria é que devem gerar melhorias e novas oportunidades para a economia capixaba” , argumenta o presidente Marcos Guerra. O levantamento realizado pelo Ideies aponta que, até 2017, mais de R$ 21 bilhões em investimentos privados serão concretizados no Espírito Santo, gerando cerca de 22 mil empregos para a construção e 11 mil para a operação das novas indústrias. Destacam-se as obras previstas para Aracruz, Fundão, Itapemirim, Linhares, Presidente Kennedy, São Mateus e Serra.

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8 JANEIRO DE 2015 VITÓRIA/ES 15 ANOS Mais atenção na hora de comprar imóveis novos A falta de acompanhamento sistemático é a causa da maioria dos problemas mercado imobiliário está aquecido, tido como o maior gerador de emprego no país. Mesmo com o preço elevado dos imóveis, a procura por novas unidades cresce a cada dia. Adquirir uma casa ou apartamento na planta significa um excelente negócio, considerando que a valorização pode alcançar até 50 por cento do valor inicial. No entanto, é preciso ter cuidado para que o sonho da casa própria não se transforme em pesadelo. Isso pode acontecer em decorrência do padrão de qualidade da construção, que muitas vezes deixa a desejar. O advogado Diovano Rosetti, consultor jurídico e consultor imobiliário, afirma que com o aquecimento do mercado de imóveis, empresas sem competência utilizam materiais de má qualidade, e não fazem uma checagem dos imóveis nem durante a construção, nem quando eles ficam prontos, pouco se importando com prazos e as demandas com o consumidor. “Os empresários geralmente colocam a culpa na ausência de mão-de-obra qualificada e apontam os altos custos dos materiais utilizados, que irão entrar na composição final de preços” , informa Diovano. Ele ressalta porém, muitos outros problemas poderiam ser evitados mediante o acompanhamento sistemático da obra. Esquadrias sem vedação adequada, que deixam entrar água de chuva, pisos mal colocados, paredes fora de nível, instalação elétrica dimensionada de forma inadequada, revestimento externo Sinduscon diz que o padrão é bom A qualidade das unidades entregues ao comprador é uma preocupação constante do Sindicato da Indústria de Construção Civil no Espírito Santo (Sinduscon-ES), segundo seu presidente, Aristóteles Passos Costa Neto. Ele entende que reclamações que às vezes possam gerar demandas judiciais são pontuais e não podem ser generalizadas. “Temos hoje 30 mil imóveis em construção na Grande Vitória, entre apartamentos, casas, salas e lojas. Dentro desse universo o percentual de reclamações é mínimo e deve ter sido gerado por poucos clientes insatisfeitos com problemas corriqueiros, que são prontamente corrigidos” , afirma o presidente do Sinduscon. A preocupação com qualidade do setor é permanente. “Agora mesmo já conseguimos, juntamente com o governo federal, colocar em vigor a medida 656 – Norma de Desempenho de edificações, que estabelece uma padronização para o setor da construção civil” . Com essa medida, todas as unidades construídas terão especificados os tipos de materiais a serem utilizados e isso inclui desde unidades de alto luxo até imóveis do programa Minha Casa Minha Vida. “Há muito exagero quando se afirma que a qualidade da construção civil no Espírito Santo é baixa. Em uma obra em escala, de 700 apartamentos, por exemplo, podem ocorrer alguns problemas, mas o percentual é mínimo” , esclarece. ■ O precário, vagas de garagem diminutas e caimento de água em banheiros e áreas de serviço feito de forma errada. Estes são alguns dos principais problemas apontados pelo consultor Diovano Rosetti. Para ele, como o preço dos imóveis se apresenta altíssimo em Vitória, muitos desses problemas poderiam ser evitados por meio de um acompanhamento mais detalhado por parte da construtora e também do comprador. “Há situações que podem ser alteradas sem elevação de preço, somente com o cumprimento do memorial descritivo da obra” , diz o consultor. Ele aponta ainda algumas práticas para baratear a obra, como a parede tipo drywall, constituída por uma estrutura de perfis de aço galvanizado na qual são parafusadas, em ambos os lados, chapas de gesso. “Esse tipo de parede não suporta o peso de um quadro pesado, por exemplo, e gera problemas acústicos que provocam desconforto” . Os bairros de Vitória que apresentam obras com problemas desse tipo são Jardim da Penha e Jardim Camburi, os mais populosos da capital. O consultor aponta dois bairros onde os imóveis são de melhor qualidade: Praia do Canto e Bento Ferreira. Além dessas, ele cita ainda questões relacionadas à documentação, que podem ter como conseqüência até mesmo a perda do imóvel. “Existem construções que são erguidas em terrenos totalmente irregulares” , ressalta o consultor Diovano Rosetti. FOTO: BANCO DE IMAGENS JE Diovano Rosetti é advogado e consultor imobiliário ALGUNS PROCEDIMENTOS PARA EVITAR PROBLEMAS levantar o máximo de informações sobre a construtora no PROCON, verifique se existem demandas judiciais, visite outras obras da empresa; ■ Leia atentamente o memorial descritivo da obra, pois nesse documento a construtora terá que informar tudo sobre a unidade nos mínimos detalhes; ■ Leia e guarde os prospectos e outros materiais publicitários sobre o que você estiver comprando ■ Procure saber se o empreendimento está regularizado no Cartório de Registro de Imóveis. ■ Procure

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15 ANOS VITÓRIA/ES JANEIRO DE 2015 9 FOTOS: ANTÔNIO MOREIRA Empório Árabe reabre renovado O tradicional restaurante mudou toda a decoração, dando ao ambiente uma atmosfera oriental, mantendo o apreciado cardápio Móveis e adornos sírio-libaneses encantam os frequentadores udo começou há 28 anos, completados no dia 16 deste mês, em um pequeno espaço de uma rua enladeirada, a Dionísio Rozendo, no Centro de Vitória. Foi ali que Fayez Âzar e Eugênia Maria Cauerk Moysés Âzar, cinco meses depois de casados, começaram a história do Empório Árabe, o mais tradicional restaurante de cozinha sírio-libanesa da cidade, que no início era apenas um espaço de 45 metros quadrados, onde se vendia de tudo relacionado à gastronomia do Oriente Médio. “O restaurante nasceu para atender aos pedidos dos clientes, depois que ficaram sabendo da minha experiência como dono de restaurante, em São Paulo” , lembra Fayez. Ele deixara sua cidade, Damasco, capital da Síria, na década de 70, e estabeleceu-se na capital paulista, onde montou um restaurante. Algum tempo depois, um paren- T te de Eugênia, vizinho dele, convidou-o para Vitória. Eugênia recorda o tempo no centro da cidade, em que vendia de tudo, de prato feito a especiarias, sempre com o toque da cozinha sírio-libanesa, principalmente quibes, esfihas, pastas e temperos especiais. “Começamos a servir arroz com lentilhas e então fomos ampliando, sempre para atender aos clientes” , conta ela, que divide com o marido a cozinha e a administração do restaurante. “Ele cuida das massas e eu dos pratos quentes” , diz Eugênia, interrompida por Fayez, em tom de brincadeira: “Ela cuida dos pratos quentes e eu das massas, mas na realidade sou um coringa, igual aquele do baralho, que se mete em tudo” . Os dois se olham, Eugênia abre um sorriso e, mirando o marido, balança a cabeça em tom afirmativo e diz: “É, são 28 anos e tudo está cada vez melhor” . Eugênia e Fayez inauguraram o Empório Árabe há 28 anos, cinco meses depois de casados Dança do ventre é atração A milenar dança do ventre é atração no Empório Árabe. Aos sábados, os clientes do restaurante podem assistir à dançarina Aleh Fassarela rodopiar com uma sincronização impressionante, em harmonia perfeita com a música. Há um mito sobre a origem sobre a dança do ventre bastante bonito. Diz-se que surgiu no Egito, em uma época marcada pelo matriarcado, e que a dança era um meio de expressar o agradecimento à deusa Afrodite pela fertilidade da terra e das mulheres. Mitos à parte, o espetáculo merece ser visto. Tabule, quibe cru e saladas fazem parte do buffet do restaurante, ao lado de pratos quentes Um recanto sírio-libanês O Empório Árabe passou por uma repaginada, sendo reaberto há quatro meses com decoração totalmente nova, dentro dos estilos sírio-libaneses. Todos os objetos da decoração do restaurante são provenientes da Síria e do Líbano, para manter o laço que une seus proprietários. Eugênia é descendente de libaneses, Fayez é nascido em Damasco, na Síria, e reside há 36 anos no Brasil. O restaurante funciona na Rua Duckla de Aguiar, numa das entradas da Terceira Ponte, em um ambiente acolhedor, com mobiliário de bom gosto, onde se destacam tapetes e objetos típicos da Síria e do Líbano. O cardápio, maior destaque da casa, é o mesmo de 28 anos atrás. “Servimos almoço e lanches. No almoço, todos os dias, são servidos de cinco a seis pratos quentes, 10 pratos frios, salgadinhos típicos e o minchui, que é churrasquinho de filé mignon, kafta (carne bem temperada) e sobremesas” , informa Eugênia. Também há a oportunidade de experimentar os pratos quentes como charutinhos de folha de uva e repolho, arroz marroquino, arroz com lentilha, abobrinhas e grelhados. Quanto à bebida, a mais pedida é o arak feito de uva e anis e preparado com gelo e água, cuja aparência é leitosa. Alem do almoço, o Empório Árabe serve lanches até às 19 horas, de segunda a sexta–feira. E as quintas e sextas serve jantar, até às 22h30minh. Os quitutes árabes como quibes, esfihas e porções de frios são uma sugestão para o happy hour. Outro serviço disponibilizado pelo restaurante é a realização de festas particulares, como casamentos ou aniversários, para até 50 pessoas. Eugênia explica que o diferencial do estabelecimento é oferecer comida sírio-libanesa e, ao mesmo tempo, possibilitar ao cliente conhecer a cultura desses dois países. ■ Famílias e empresários são os maiores frequentadores

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10 JANEIRO DE 2015 VITÓRIA/ES 15 ANOS ® 15 anos do Jornal Empresários A circulação do jornal alcança as classes A e B, em embalagem personalizada, sem nenhuma interrupção otícia boa também é notícia” . Com essa frase na cabeça e o sonho de ter um veículo de comunicação todo seu, onde pudesse colocar livremente as informações e com base em sua experiência em grandes redações do país, como o jornal O Globo e a revista Veja, o jornalista Marcelo Rossoni criou o Jornal Empresários® . O veículo circulou pela primeira vez em dezembro de 1998 e, ao completar 15 anos, apresenta uma trajetória de circulação ininterrupta, constituindo-se no único veículo em sua categoria a divulgar sistematicamente a economia do Espírito Santo. Distribuído gratuitamente e direcionado às classes A e B, relacionadas em um volumoso mailing, o Jornal Empresários ® circula com um padrão gráfico elevado, conteúdo rico em informações, e abordagens editoriais que contribuem para a valorização das empresas e, consequentemente, de lideranças empresariais do Espírito Santo. “A área econômica somente mais recentemente passou a merecer um tratamento mais adequado ao leitor comum, fora dos círculos especializados, e isso inclui até mesmo empresários. Há alguns anos, o noticiário econômico era considerado um privilégio de poucos” , assinala Marcelo Rossoni. Uma das grandes contribuições do Jornal Empresários® , segundo ele, é a abordagem de assuntos de economia em linguagem simples, fácil de ser entendida, com elevado padrão de qualidade gráfico-editorial. O jornal Empresários® , cuja marca está registrada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), circula mensalmente, com no mínimo 24 paginas, impressão em policromia e papel de alto padrão. Sua distribuição é realizada por uma equipe de entregadores e uma empresa especializada, sendo cada exemplar acondicionado em envelope plástico etiquetado com nome e endereço do leitor. Esse sistema é garantia de elevada circulação, sem qualquer perda. Marcelo Rossoni chama a atenção para a credibilidade do veículo, que se fortaleceu ao longo desses 15 anos. “Isso pode ser demonstrado observando-se o porte de nossos anunciantes, cuja relação é formada principalmente por empresas e instituições de prestígio, grandes marcas e órgãos do poder público” . “N FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Elias Colnago, diretor da Gráfica Jep Jornal é impresso na Gráfica Jep “Sinto-me extremamente prestigiado pelo fato de ser responsável pela impressão do Jornal Empresários ® , o único veículo, com exceção da imprensa diária, voltado para o setor empresarial no Espírito Santo” . A declaração é do empresário Elias Colnago, que juntamente com sua mãe, Maria Angela Colnago, dirige a Gráfica Jep, onde o jornal é impresso. A apresentação gráfica é um dos pontos fortes do jornal e, para a manutenção dessa característica, a gráfica teria que ter soluções adequadas, suporte e assessoria, oferecendo produtos e serviços com alto padrão de qualidade e acabamento. Desde junho deste ano, o já excelente padrão de qualidade deu um salto, com a entrada em funcionamento de uma nova impressora Heidelberg, com capacidade para rodar 10 cores em policromia e também a quinta cor. A Gráfica e Editora Jep é uma das mais antigas de Vitória, mas se moderniza a cada dia. Ela foi fundada em 24 de abril de 1974, por José Estevão Colnago, Jacy Colnago e Pio Arnaldo Colnago. “Nossas habilidades foram desenvolvidas para atender a grandes marcas, agências de publicidade, designers e profissionais do mercado gráfico” , informa Elias. A meta estabelecida é facilitar os processos de atendimento e produção, capacitação da equipe técnica e de atendimento, buscar novas tecnologias e realizar investimentos na área gráfica. ■ O jornalista Marcelo Rossoni comemora a edição de número 180 Arco Informática cuida da tecnologia Como parte do planejamento visando acompanhar as tendências do segmento editorial, a direção do Jornal Empresários ® busca manter-se atualizada com modernas tecnologias de informação, a fim de que os veículos possam ser vistos em avançadas plataformas de mídia. Para viabilizar o projeto de modernização, a Arco Informática, com sede em Cachoeiro de Itapemirim, foi a escolhida. A empresa, dirigida por seu fundador, o analista de sistemas Daladier W. Borges Morandi é responsável pela veiculação na web do Jornal Empresários ® e também pelo desenvolvimento do www.vitorianews.com.br, o novo veículo da Nova Editora. A Arco é especializada no desenvolvimento de websites e Software e tem uma vasta experiência em linguagens de programação para desenvolvimento dos serviços. Segundo Daladyer W. Borges Morandi, a Arco Informática “vem crescendo a cada ano, conquistando seu espaço no mercado, e cada vez mais, a credibilidade e confiabilidade de seus clientes espalhados por todo o Brasil” . O quadro de colaboradores da Arco Informática é composto por profissionais altamente qualificados e com formação acadêmica em Tecnologia de Informação, estando os mesmos aptos e atentos às novas tendências de mercado. A empresa busca sempre desenvolver seus serviços com qualidade e presteza no atendimento. “A equipe é treinada e capacitada para ofertar os melhores serviços voltados ao mercado corporativo, servindo empresas de pequeno, médio e grande porte em todo o Brasil. Além disso, a Arco Informática está capacitada para desenvolver lojas virtuais, software para imobiliárias, suporte técnico pósvenda e hospedagem de sites” , afirma Daladier.

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15 ANOS VITÓRIA/ES JANEIRO DE 2015 11 Estado sem recursos para investir As finanças públicas terão que passar por um reajuste a fim de voltar a ter equilibrio entre receita e despesa Espírito Santo perdeu a capacidade de investir com recursos próprios nos quatro anos do governo Renato Casagrande, mesmo com o aporte no orçamento de mais de R$ 1 bilhão da exploração do présal. Este cenário foi detectado antes da posse do atual governo e confirmado nos primeiros dias da gestão Paulo Hartung, por meio de declarações da secretária da Fazenda, Ana Paula Vescovi, e do secretário de Educação, Haroldo Corrêa Rocha, ambos ex-integrantes da equipe de transição, com base nos primeiros levantamentos realizados na máquina pública do Estado. “Nos últimos anos, o Governo do Estado desperdiçou uma das maiores conquistas de qualquer sociedade. O equilíbrio fiscal, conquistado com muito custo, foi minado por uma série de equívocos. Um retrocesso. Uma lamentável perda, pois é o saudável equilíbrio entre receita robusta e investimento qualificado que promove o crescimento e garante melhores condições a todos, especialmente aos nossos irmãos empobrecidos” , afirmou o governador Paulo Hartung em seu discurso de posse. Para o governador, nos últimos anos o Governo do Estado passou a gastar mais, sem entregar novas obras e melhores serviços. “O Espírito Santo, que tinha tudo para dar um salto de desenvolvimento socioeconômico, perdeu o rumo. O Estado perdeu o ritmo, o ímpeto de crescimento, que gera empregos, aumenta a renda e viabiliza recursos para que o governo melhore as políticas públicas” , O FOTO: ANTÔNIO MOREIRA O governador Paulo Hartung diz que é preciso arrumar a casa para fazer a máquina pública voltar a funcionar disse o governador. A secretária da Fazenda, Ana Paula Vescovi, reforça as críticas e nos primeiros dias à frente da pasta afirmou que será necessário um reajuste nas contas públicas, para equilibrar as finanças. “Esse ajuste está disciplinado por um decreto e estabelece em todos os órgãos a redução de pessoal comissionado e em designação temporária, das despesas de custeio e das menos especiais e até supérfluas. O decreto, do primeiro dia de governo, também revisa contratos de obras e serviços de prestação continuada – os de maior valor serão todos avaliados e reavaliados pelo governo” . Esse processo se encontra em andamento, apesar do prazo de 15 dias dado pelo governador para a conclusão de relatórios nas diversas pastas da administração. “A rédea está puxada. Bastante puxada. Será um ano de freio de mão puxado para reavaliar tudo. A prioridade de 2015 é reorganizar as contas públicas. Sem isso, não temos condições de fazer as entregas que precisamos à sociedade” , diz a secretária da Fazenda. Um dos principais indicadores negativos do governo Renato Casagrande, segundo o Tribunal de Contas é a quantidade de obras paralisadas: 394. A preocupação do novo governo é garantir recursos antes de iniciar qualquer investimento. “Obra paralisada é dinheiro público no ralo. Isso vai passar por uma filtragem” , ressalta Ana Paula Vescovi. Para o governador, uma das primeiras medidas é a reavaliação do orçamento. “Uma comissão técnica de alto nível foi formada para rever o Orçamento de 2015. Os secretários da Fazenda e do Planejamento estão avaliando o projeto de lei orçamentária para apontar sugestões para o debate em torno de um orçamento realista e responsável. A guiar o trabalho desse grupo de revisão do orçamento, estão os dados da realidade do Estado e do país, as condições encontradas na máquina estadual, e os propósitos de reconquista do equilíbrio fiscal e da capacidade de investimento com recursos próprios” , diz o governador. DÍVIDA - O Estado aumentou sua dívida com o Governo Federal, segundo o economista Haroldo Corrêa Rocha, secretário de Educação. “O débito diminuiu entre 2003 e 2007, porém registrou crescimento em 2008, ainda na gestão de Hartung. Depois seguiu em queda até 2011, primeiro ano de Casagrande à frente do Executivo, quando ficou em cerca de R$ 4 bilhões, o menor índice dos últimos 10 anos. Entretanto, a partir de 2012, essa dívida vem aumentando e está em aproximadamente R$ 7 bilhões e deve chegar a R$ 9,6 bilhões, em 2019, por conta de financiamentos e outros débitos contraídos. “É a maior dívida da nossa história” , afirma. Parte dessa dívida foi contraída após o fim do Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap), em 2012, através da compensação dada pelo Governo Federal por conta do encerramento deste fundo. No entanto, o Executivo Estadual precisa pagar futuramente por essa “ajuda” recebida, de acordo com Haroldo. “A consequência desse aumento das dívidas é o crescimento do pagamento de encargos e a diminuição da capacidade de investimento com recursos próprios. Nos últimos quatro anos, o Espírito Santo perdeu quase R$ 1 bilhão de investimentos dessa natureza” . Vários projetos da gestão anterior ficaram só no papel O maior projeto de mobilidade urbana da história do Espírito, anunciado nos primeiros dias do governo de Renato Casagrande, está resumido às obras de ampliação da Avenida Leitão da Silva. Faziam parte desse megaprojeto os corredores exclusivos para ônibus, (BRT na sigla em inglês), a quarta ponte e a reativação do aquaviário. Tudo isso foi apresentado pelo governador Renato Casagrande e o secretário de secretário de Transportes e Obras Públicas, Fábio Damasceno, em várias ocasiões. Segundo o Tribunal de Contas do Espírito Santo, 394 obras estão paradas no Estado. Somadas, chegam a R$ 727,5 milhões. Dentre outros, o valor é referente a obras de rodovias, unidades de saúde, construção e reconstrução de pontes. Entre as obras paradas estão o Centro de Eventos de Vitória, orçado em R$ 98,3 milhões; o esgotamento sanitário de Santo Antônio (R$ 56,8 milhões), iniciado em fevereiro de 2008; e a reforma das rodovias ES 482 e 166 (R$ 55,8 milhões), no Sul do Estado, desde 2012. As obras do Cais das Artes (centro cultural que terá, entre outras coisas, museu e teatro) já se prolongam por cinco anos e a previsão do governador Casagrande era entregar a primeira fase do equipamento público até 30 de dezembro, o que não ocorreu. O Sistema de Transporte Aquaviário, um sonho antigo da população de poder cruzar a baía de Vitória em lanchas também foi por água abaixo. O projeto foi criado, analisado e a esperança era que até o final de 2014 o edital para licitar as embarcações fosse lançado e a entrega da obra seria iniciada em julho de 2015. Mas o Ministério Público de Contas apontou uma série de irregularidades e o Governo foi obrigado a republicar o edital. O órgão entendeu que o edital não atendia aos requisitos de um processo licitatório, que deve considerar a lisura, transparência e eficiência e não permitir que os concorrentes se conhecessem antes e combinassem preços. Situação semelhante aconteceu com o processo da construção da Quarta Ponte, que ligaria Cariacica a Vitória e tinha a missão de amenizar o fluxo de veículos nesses municípios. A nova FOTO: DIVULGAÇÃO A quarta ponte foi tema de ampla campanha publicitária ligação entre as duas cidades teria ciclovia, faixas exclusivas para os ônibus do BRT, passarela para pedestres e tinha a previsão de entrega para 2018. Porém, o mesmo Ministério Público também encontrou falhas e coube ao Estado recuar mais uma vez. Mesmo assim, a Secretaria de Comunicação do Governo do Estado, em ações de mídia mal dimensionadas, veiculou campanhas publicitárias sobre esses projetos, mostrando maquetes e perspectivas das obras, que eram dadas como garantidas. ■

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