Revista Jornal Empresários Dezembro 2014

 

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Revista Jornal Empresários Dezembro 2014

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® do Espírito Santo ANO XVI - Nº 180 www.jornalempresarios.com.br DEZEMBRO DE 2014 FOTO: ANTÔNIO MOREIRA FOTO: ANTÔNIO MOREIRA População de Vitória sob a ameaça da dengue Vitória está em alerta por causa da dengue, uma doença que causa prejuízo às empresas por que motiva afastamento do trabalho. Página 7 Alimentos especiais tem grande procura Quem tem foco na qualidade de vida e busca mais saúde prefere alimentos orgânicos, sem glúten de origem controlada. Página 13 BNDES prevê investimento de R$ 4,1 trilhões até 2018. Página 19

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2 DEZEMBRO DE 2014 VITÓRIA/ES 15 ANOS EDITORIAL❫❫ Finanças desorganizadas ano de 2014 foi difícil para o setor varejista no Espírito Santo, segundo análise da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES), que registra uma retração na movimentação financeira e na expectativa da classe empresarial. O presidente da entidade de classe, José Lino Sepulcri, confirma o cenário, mas ao mesmo tempo se mostra otimista com as perspectivas para 2015, “desde que haja uma reorganização das finanças públicas e maior incentivo aos investidores” . “O empresariado espera por reajuste econômico, mas não acredita que tal coisa acontecerá ainda este ano. As notícias de que a economia não será favorável em 2015 preocupam o investidor, que busca novos caminhos para movimentar a economia” , diz José Lino. Uma das preocupações básicas do setor varejista, responsável por aproximadamente 85% da arrecadação estadual, é o índice de crescimento do país, que ficou em um patamar abaixo dos divulgados pelo governo Federal. Essa preocupação é anunciada, também, pelo governador eleito, Paulo Hartung, que coloca a reorganização das finanças estaduais em prioridade para os primeiros meses de sua gestão. De acordo com diagnóstico elaborado por técnicos e debatido com a equipe de transição do governo estadual, as receitas correntes, que eram superiores de 10 a 15% às despesas, hoje apresentam déficit entre 10 a 15%, gerando uma situação de alerta, pois não há poupança, e consequentemente, dinheiro para investimentos com recursos próprios. Esse quadro negativo se apresenta, segundo apontam os analistas, apesar do aporte de mais de R$ 1 bilhão provenientes dos royalties do petróleo. O que se observa é que a máquina do governo se encontra sucateada, por falta de um planejamento adequado à realidade, principalmente quando se confirmam os elevados índices de violência, a precariedade de setores como saúde e educação e o endividamento do Estado. ■ DELFIM NETTO Reforma política m seu discurso de agradecimento aos eleitores a Presidente Dilma Rousseff colocou como prioridade em seu segundo mandato a reforma política. A reforma política é importante, precisa mesmo ser feita, só que a ideia de que ela possa ser resolvida através de um plebiscito não é correta e não vai levar a lugar nenhum. Como não existe o menor consenso sobre o que deve caber na reforma, o caminho adequado é preparar um bom projeto, leva-lo a discussão no Congresso e submeter o texto aprovado a um referendo, para que o povo diga se o aceita ou rejeita. A insistência em convocar um plebiscito vai parecer uma daquelas manobras diversionistas nesse momento em que a prioridade deve ser a de concentrar as ações do governo para mover a economia de volta ao crescimento econômico. Sem a retomada do desenvolvimento nenhum dos problemas brasileiros vai ser resolvido, muito O E menos o da reforma política, porque o baixo crescimento levará a um aumento de tensão social enorme. Há ações que têm que ser feitas imediatamente e são muito mais poderosas, como, por exemplo, a reforma do ICMS que está pronta e depende simplesmente de fazer pequenas concessões para aprova-la; uma segunda reforma é a que está na proposta da CUT - Central Única de Trabalhadores – de flexibilização das negociações entre as empresas e os trabalhadores, respeitando todos os direitos sociais sob controle dos sindicatos de tal forma a acomodar o nível do emprego nos momentos de crise. Estas são reformas muito mais importantes que a reforma política que precisa, sim, ser discutida no Congresso e depois aprovada em referendo popular. Só não pode ser feita da forma que se imaginou inicialmente. É necessário um entendimento sobre coisas fundamentais, como a introdução da cláusula de “barreira”; sobre a eliminação de acordos entre partidos; provavelmente caminhar para alguma forma de eleição distrital que impeça escolhas absurdas que acontecem a cada eleição; estabelecer algumas restrições à natureza do financiamento de campanhas: não é o financiamento público, com listas fechadas como alguns gostariam, o que significa permanecer no poder pelo resto dos tempos. A sociedade deseja claramente que se encontre o caminho para permitir que a própria ação política tenha a possibilidade de chegar a decisões funcionalmente corretas. O de que se trata nesse momento, porém, é tomar as decisões que permitam ao Brasil voltar rapidamente ao crescimento, na falta do que vamos ter uma situação muito difícil e logo lidar novamente com a ameaça de submergir na crise social de cujos efeitos (níveis de desemprego planetários, recessão), uma boa parte da huma- nidade não consegue se livrar ha seis anos. O PIB brasileiro vem crescendo a 1% ao ano, quando o potencial de crescimento da economia brasileira não é menor do que 3% ao ano. O que produziu a redução do crescimento foi a queda da produção industrial, quando nós subtraímos da indústria a demanda externa e depois a demanda interna. Então, é preciso colocar em prática um bom programa de desenvolvimento que compreenda que crescimento industrial não significa proibir as importações; significa aumentar ao mesmo tempo a exportação e as importações, junto certamente com um tratamento cuidadoso da administração fiscal, da política monetária, do cambio e das relações trabalhistas. ■ Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA-USP, exministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento. contatodelfimnetto@terra.com.br EUSTÁQUIO PALHARES uando o povo saiu às ruas em junho do ano passado causando perplexidade geral no “establishement” , ditos poderes formais, autoridades constituídas e ícones da tradição, ninguém necessitou de profundo noção de sociologia ou psicologia de massas para perceber naquele espasmo, naquela catarse de causas aparentemente difusas, um sintoma de fadiga de material, de uma rejeição a um estado de coisas, de abafamento, de sufocamento que se tornam tanto mais opressores na medida da falta de perspectivas. O “sistema” foi competente para montar um esvaziamento trabalhando com o medo, jogando exatamente com a inconsistência ideológica ou a falta de articulação do processo que emergiu espontâneo, alimentado pelo inconformismo, pela revolta, pelo esgotamento da capacidade de suportar resignadamente a esquizofrenia social que acomete o Brasil há anos. Um comando nacional que opera em uma perspectiva, a do clientelismo inconsequente servindo a um democratismo de ocasião como projeto de poder que não se sustenta economicamente a longo Uma escarrada na sociedade Q prazo. E uma sociedade para quem a estrutura do ente público tem se mostrado progressivamente dispendiosa, cara, asfixiante, principalmente para a parcela produtiva, convocada a financiar a benemerência do Estado que não se preocupa em cimentar os fundamentos econômicos da justiça social que se dispõe a promover. Por falta, então, desse alinhamento, desse viés representado por uma agenda efetiva de propostas explícitas de mudanças, tão logo o vandalismo se instalou em meio ao povo, este recuou, por não ser afeito à violência e por não endossar práticas que caracterizassem um extremismo intempestivo. Mas o artifício funcionou. A depredação inibiu a manifestação, as famílias recuaram e mesmo os factoides improvisados pelos marqueteiros, a partir de Brasilia, nem precisaram passar disso, de ações cosméticas que não foram além do anúncio, desde que as razões que as inspiraram, tão rapidamente como irromperam, arrefeceram... Mas aquele deve ser entendido como um espasmo fisiológico. Como uma manifestação da fisiologia social que pode ser contida ao nível da razão mas em dado momento irromperá, qual o conviva na festa tão concorrida que, sentindo acometer-lhe o mal estar, tenta conter o vômito... As razões que geraram o desesperado repudio a “isso tudo que está aí” , não se extinguiram, refluíram mas seguem latejando. Continuamos com um Estado caro, com o pequeno empresário brasileiro, o grande herói urbano que gera emprego, salário e impostos, garroteado por uma carga tributária de um Estado que busca compensar-se da renda que não aufere dos patrimônios, dos bancos, das heranças, com trabalhadores que na perspectiva de uma república sindicalista mostram-se ciosos de todos os direitos numa atitude que não guardam para com os seus deveres, vide nossos baixíssimos índices de mundiais produtividade, e com um marajanato encastelado no Poder Público entendendo que o setor produtivo do Brasil deve carrega-lo , nutrí-lo e mantê-lo qual estamento isolado da realidade brasileira. A questão do auxílio moradia para juízes, promotores, desembargadores, conselheiros e membros equivalentes do Poder Judiciário é apenas um escarro na face da sociedade brasileira. Não bastassem os salários privilegiados que desfrutam, os outros tantos benefícios, a jornada de trabalho – aliás, a de qualquer funcionário público - que nenhum empresário pode se dar ao luxo de cumprir ou as aposentadorias suíças, ainda afrontam nossa capacidade de não nos indignarmos alegando que “se está na Lei é legal” . E pior, retalhando o nosso país com um cultura de patológico corporativismo em que cada segmento defende os privilégios e sinecuras de sua casta em detrimento do conjunto da coletividade, como se vê com promotores, juízes e desembargadores, nesse deplorável episódio. Farinha pouca, meu pirão primeiro, ou Mateus, primeiro meu, né doutores. Sério? Triste exemplo de quem deveria ser exatamente modelo para todos os grupos sociais. Como diria o exasperado Cícero no Senado Romano: quosque tandem abutere Catilina, patientia nostra? ■ Eustáquio Palhares é jornalista eustaquio@iacomunicacao.com.br É publicado por Nova Editora - Empresa Jornalística do Espírito Santo Ltda ME - Insc. Municipal: 1159747 - CNPJ: 09.164.960/0001-61 Endereço: Praça San Martin, 84, salas 111 e 112, Edifício Alphaville Trade Center - Praia do Canto, Vitória - Espírito Santo - CEP: 29055-170 Diretor e jornalista responsável Marcelo Luiz Rossoni Faria rossoni@jornalempresarios.com.br Repórter fotográfico Antônio Moreira Colaboradores Antonio Delfim Netto, Eustáquio Palhares e Jane Mary de Abreu Site: www.jornalempresarios.com.br E-mail: jornal@jornalempresarios.com.br Impressão: Gráfica JEP - 3198-1900 Diagramação Liliane Bragatto redacao@jornalempresarios.com.b Contato comercial comercial@jornalempresarios.com.br Telefone (27) 3224-5198 As opiniões em artigos assinados não refletem necessariamente o posicionamento do jornal.

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4 DEZEMBRO DE 2014 VITÓRIA/ES 15 ANOS JANE MARY DE ABREU Não espere o Natal... onheci uma mãe que gostava de comprar antecipadamente os brinquedos de Natal para os seus filhos. E todo ano era a mesma história: ela colocava os presentes em cima do guarda roupa e a criançada ficava lá embaixo sonhando com a noite de Natal, quando finalmente iriam desfrutar dos brinquedos. As crianças são muito simples e práticas por natureza, elas não conseguem entender a lógica dos adultos – por que esperar por uma data específica para alegrar o coração se é neste momento que o coração quer brincar? Qual o sentido de congelar uma emoção em nome de uma regra social? E se na noite de Natal o desejo de brincar já tiver passado? Mas a mãe tinha lá suas convicções e não estava disposta a abrir mão da tradição, do convencional. Se está determinado que todas as alegrias devem ser reservadas para a noite de Natal, assim ela entendia que a coisa deveria ser. O problema é que a vida não obedece a nenhum cronograma humano, muito menos às convenções sociais. Ela simplesmente se processa sem nenhum aviso prévio. O filho mais novo dessa mãe sonhava dia e noite com uma bicicleta, que já estava ao alcance dos seus olhos, mas completamente inacessível, em cima do guarda roupa. Chegou a fazer pirraça para antecipar o presente, mas nada C conseguiu. A mãe insistia em manter a tradição, reunir toda a família em volta da árvore de Natal, enfim, fazer o mesmo de sempre. Aí aconteceu a fatalidade: na véspera do Natal, o filho saiu para brincar na pracinha do bairro com a babá. Na volta pra casa, soltou da mão dela, foi atropelado e morto por um carro em alta velocidade. Desesperada, a mãe confessou aos amigos muitos anos mais tarde que não conseguia tirar da mente a imagem da bicicleta intocável, em cima do guarda-roupa, e o filho partindo sem realizar aquele pequeno sonho de Natal. A história dessa mãe nos faz refletir sobre essa mania que quase todo mundo tem de viver ou no passado ou no futuro, quando a vida acontece é no presente. Conheço pessoas que passam a vida lamentando o que viveu no passado, são aquelas pessoas que se apresentam como vítimas das circunstâncias. Culpam os pais, a família, o Governo, Deus e o mundo inteiro pelas suas angústias. Estão sempre dispostas a falar de suas mazelas, como se o Universo conspirassem contra elas. Também conheço pessoas que vivem para o futuro que imaginam que vão ter um dia. Elas passam batidas pelo presente, fazem dele um pequeno intervalo entre o passado e o futuro, não prestam a menor atenção ao momento presente. Todos os sonhos de felicidade dessas pessoas vão se realizar só depois que elas formarem, só depois que elas casarem, só depois que os filhos nascerem, só depois que os filhos formarem, só depois... O problema é que esse depois não tem nenhuma garantia de chegar. Nenhum de nós assina contrato de vida com Deus... por que então continuamos acreditando tanto no amanhã? Qual a certeza que você tem que estará vivo amanhã para desfrutar da vida que está sendo construída na sua mente? O que te faz acreditar que as coisas acontecerão do jeitinho que você está idealizando? Por que tanta expectativa sobre algo que definitivamente não nos pertence? Quer uma sugestão? Não espere o Natal para manifestar o seu amor, essa é a única urgência que o ser humano precisa ter. Viemos a este planeta para aprender a amar uns aos outros como irmãos e isso tem que ser feito agora, já! Não espere o Natal para se olhar no espelho e dizer em alto e bom som: Eu te amo! Eu te amo muito! No começo vai parecer estranho, mas com o tempo você vai percebendo a beleza do seu próprio ser. Se o Universo quisesse você diferente, ele teria feito outra pessoa em seu lugar. Aceite-se, não queira ser outra pessoa. A vida necessita de você do jeito que você é. É do amor por nós mesmos que nascem todos os outros amores e a compaixão pelo mundo. Não espere o Natal para presentear um amigo com a sua presença e dizer o quando ele é importante na sua vida. Cante diariamente para os seus afetos a canção mais linda que o ser humano já conseguiu compor: eu te amo! Faça isso sem medo de ser mal interpretado, sem nenhuma reserva, nenhum comedimento. O amor é uma fonte infinita, quanto mais você ama, mais amor tem para oferecer às pessoas. Não espere o Natal para perdoar aquela pessoa que você acha que te fez sofrer. Esse é o desejo oculto do seu coração... Na verdade, jogamos expectativas demais sobre as pessoas e, quando elas não correspondem, nos consideramos traídos, abandonados. Cada um faz o melhor que pode com os recursos que tem e cada um de nós está na experiência que precisa viver para evoluir. As pessoas que mais nos fazem chorar são as que mais nos ensinam a viver. Sendo assim, não há nem o que perdoar... Não espere o Natal para abraçar e beijar descomedidamente os seus filhos e toda a sua família. Vocês escolheram passar por esta existência juntos, para aprender uns com os outros. Entenda que todas as famílias têm problemas, há muitas dores escondidas nos sorrisos sociais, a prova não é fácil pra ninguém, mas é o que precisa ser vivido. Com generosidade, a gente descobre que a família é o afeto mais puro, o amor mais seguro, a certeza de sermos compreendidos sempre. A vida na terra é tão breve... Não espere o Natal para passar mais tempo com Deus. Ele não é um analgésico para ser tomado nos momentos de extrema dor e esquecido no momento seguinte, como a gente costuma fazer. Deus é a nossa única necessidade. O melhor de tudo é que o contato com Ele é facílimo, não demanda esforço, nenhum deslocamento, basta o silêncio. Deus só pode ser ouvido no silêncio... Por fim, não espere o Natal para ser feliz. Viva no rascunho, mas viva! Abandone essa mania estranha de ficar passando a vida a limpo ou ensaiando vivê-la um dia... quando as crianças crescerem... quando você se aposentar... quando comprar a casa nova... Isso é arriscado demais! A vida é essa coisa que acontece agora, no presente. Se a deixamos passar, perdemos a chance de vivê-la intensamente. Seja esperto, empenhe-se em ser feliz neste exato momento. Tenha certeza de uma coisa: Só existe um lugar...aqui! Só existe um tempo...agora! ■ Jane Mary de Abreu é jornalista, Consultora de Comunicação e Marketingautora do livro Tudo é perfeito do jeito que é. www.janemary.combr janemaryconsultoria@gmail.com

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6 DEZEMBRO DE 2014 VITÓRIA/ES 15 ANOS FOTO: DIVULGAÇÃO Vila Velha é líder em número de imóveis em construção Dados do Censo mostram que município tem 14.759 unidades em construção, concentrando metade do total dos imóveis da Grande Vitória om 50,45% do total de imóveis em construção na Região Metropolitana, o município de Vila Velha é o maior canteiro de obras do Estado. De acordo com os dados apurados no 26º Censo Imobiliário, realizado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-ES) e divulgados neste mês, das 29.253 unidades em construção, 14.759 estão no município. Apenas em Itaparica e entorno estão concentradas 7.247 unidades, a maioria de dois e três quartos. O Censo Imobiliário é um levantamento dos empreendimentos imobiliários nos municípios da Região Metropolitana, do lançamento comercial à conclusão das obras. São considerados empreendimentos residenciais, comerciais (salas com ou sem lojas) e mistos (residenciais com salas e/ou lojas) que tenham área de construção total superior a 800 m². A pesquisa, que era semestral, passará a ser feita trimestralmente pelo Sinduscon-ES. Nesta 26ª edição, o censo apurou um total de 29.253 unidades em construção na Região Metropolitana. Conforme a série histórica, este é o segundo ano consecutivo em que há queda na produção de imóveis. Em novembro de 2012 estavam em construção 34.863 unidades. Em 2013 esse número caiu para 31.343 e este ano para 29.253. “Estamos numa fase de redução de estoques e os empresários estão mais cautelosos na hora de programar seus lançamentos. O nosso setor depende do mercado interno, por isso precisamos de uma economia em desenvolvimento e que haja segurança jurídica” , comentou o presidente do Sinduscon-ES, Aristóteles Passos Costa Neto. Ele acredita que os primeiros sinais de aquecimento da economia comecem a aparecer no segundo Na Expo Construções e na Qualicon 2014 o presidente do Sinduscon-ES, Aristóteles Passos Costa Neto, destacou a força que a cadeia produtiva da construção possui C semestre de 2015. Outro dado apresentado pelo diretor do Sinduscon-ES, Eduardo Borges, mostra que o número de unidades entregues tem sido maior que o de lançamentos. Neste último semestre do ano, por exemplo, o censo mostra que 3.861 unidades foram concluídas, enquanto 856 foram lançadas no mesmo período. Vila Velha também concentra a maioria dos lançamentos do período: 412 unidades, das 856 lançadas. Das unidades em construção, 12.480 (42,66%) estão na fase de estrutura, 9.829 (33,60%) em acabamento, 4.515 (15,43%) em fundação e 2.429 (8,31%) no tapume. Isso demonstra que o número de entregas continuará sendo grande, pois quase 10 mil unidades estão perto de ficar prontas. A queda no número de lançamentos reflete principalmente na geração de empregos. Segundo Eduardo Borges, em 2012, quando a indústria da construção civil capixaba registrou o seu pico, com obras do mercado imobiliário, industriais e corporativas, o setor empregava 64.621 pessoas. Este ano, o número registrado foi de 57.768 empregos, o que significa uma queda de 10,80% nos dois últimos anos. Apesar do mercado dar mostras de desaceleração, o percentual de vendas tem se mantido estável, com 76% das unidades comercializadas. Isso demonstra um equilíbrio entre demanda e oferta, comentou o diretor do Sinduscon-ES. Ele também disse que o excesso de burocracia e a demora das prefeituras na aprovação de projetos e licenças dificulta o lançamento de novos empreendimentos. Das unidades em construção, os imóveis de dois quartos são maioria (17.313), seguido pelos apartamentos de três quartos (6.071). Produção imobiliária desacelerada Nos últimos dois anos, observamos uma leve redução na produção imobiliária capixaba. É o que mostra o Censo Imobiliário realizado pelo Sinduscon-ES, no primeiro semestre deste ano. Esse ajuste ocorre após 10 anos seguidos de aumento na produção. Saímos de aproximadamente 8 mil unidades em produção, em 2002, para cerca de 35 mil unidades, em 2012. Os anos de maior aceleração ocorreram entre 2004 e 2008, quando a produção quase triplicou. A partir daí, diante da crise mundial e de uma base já muito alta, o avanço persistiu, embora com desaceleração, e a partir de 2012 iniciou-se a queda produtiva, atingindo atualmente pouco mais de 30 mil unidades, o que certamente ainda é uma produção muito expressiva, historicamente. Importante diferenciarmos o “volume de lançamentos” da “produção em andamento” uma vez que o ciclo de vida de um empreendimento imobiliário gira em torno de 3 a 4 anos. O volume de lançamentos apresenta maior volatilidade anualmente, visto que as incorporadoras esperam o melhor momento de mercado para realizá-los, protelando-os quando necessário, como em momentos de incerteza ou mesmo de alta concorrência. Já a produção imobiliária, que se inicia após o lançamento, não pode ser protelada, uma vez que nesse momento os contratos já estão firmados e os prazos para conclusão das obras definidos. A produção imobiliária, para seguir avançando, depende essencialmente de que o volume de lançamentos seja maior que o volume de obras concluídas. A notícia ruim da queda de produção, portanto, não é a mera redução de volumes de vendas ou lucro das empresas. A queda de produção da indústria imobiliária, como em qualquer outro segmento da indústria, significa a queda de empregos. Se há menos obras em andamento, há menos necessidade de pedreiros, eletricistas, pintores, mestres, técnicos, engenheiros, dentre outros. Se de modo geral esse ajuste na produção tem um lado saudável e necessário para equilibrar oferta e demanda, esta explicação não se aplica para 3 municípios da região metropolitana, segundo demonstram os resultados de uma pesquisa feita pelo Sinduscon-ES com 33 empresários incorporadores. Em março deste ano, eles elencaram os principais motivos para não aumentarem seu volume de lançamentos imobiliários em cada município. Em Guarapari e Vila Velha, o principal entrave para o aumento de lançamentos foi a insegurança jurídica ou a falta de diretrizes claras dos respectivos planos diretores. Em Guarapari, em segundo lugar, aparece a ineficiência/burocracia do cartório de registro de imóveis. Já em Vila Velha, o segundo lugar foi atribuído à ineficiência/burocracia da prefeitura para aprovar os projetos e, o terceiro, à alta carga tributária desse ente. Em Vitória, a demanda mercadológica praticamente não foi citada como preocupação. O principal entrave foi atribuído à escassez de terrenos, agravada por motivos relativos às áreas de marinha como a burocracia da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) e sua carga tributária que por muitas vezes inviabilizam novos negócios. Os empresários da capital também atribuíram 4 entraves à prefeitura: ineficiência/burocracia na aprovação de projetos, insegurança quanto às dificuldades e custos adicionais que podem ser gerados em Estudos de Impacto de Vizinhança de difícil previsão, as características muito restritivas do Plano Diretor Urbano na maior parte da cidade e a insegurança pela falta de diretrizes claras para medidas mitigadoras/compensatórias. A burocracia dos cartórios de registro de imóveis também foi citada. Diante disso, urge ao poder público municipal avaliar medidas que propiciem o desenvolvimento imobiliário, sob pena do fantasma do desemprego aparecer com mais força no Espírito Santo. Sindicato que representa o setor completa 80 anos A construção civil capixaba tem uma importante participação na composição do Produto Interno Bruto (PIB) do estado. O setor responde por 7,8% do PIB e gera em torno de 58 mil empregos formais. Quem representa as empresas desse segmento industrial é o Sindicato da Indústria da Construção Civil – Sinduscon-ES, que comemora 80 anos de fundação. O sindicato tem cinco áreas de atuação que envolvem indústria imobiliária, obras públicas, obras industriais e corporativas, desenvolvimento urbano e serviços. Fundado em outubro de 1934, a entidade nasceu como Sindicato dos Construtores Civis de Vitória, com 11 associados. De acordo com o atual presidente, Aristóteles Passos Costa Neto, nestas oito décadas a entidade foi presidida por 15 empresários que desenvolveram ações fortalecendo a presença do sindicato no dia a dia das empresas do setor e contribuindo com a construção de cidades melhores. Alguns fatos que marcam a história do Sinduscon-ES mostram a força da sua presença na indústria da construção capixaba e na sociedade, como a sua participação ativa nas discussões para elaboração dos Planos Diretores Urbanos dos municípios da Grande Vitória. Por iniciativa do sindicato, também foi feita uma mobilização para obtenção de espaços para as empresas locais fornecerem para as grandes plantas industriais. Através do Sinduscon-ES, as empresas foram estimuladas a investir em qualidade e em segurança no trabalho. Em 2002, o sindicato lançou o primeiro Censo Imobiliário. Na ocasião, o levantamento abrangeu duas regiões e seis bairros. Hoje, o Censo está na sua 26ª edição, com 18 regiões pesquisadas e um total de 71 bairros. Fechando o ano, o SindusconES apoiou e participou da primeira feira da indústria de materiais de construção no Espírito Santo, a Expo Construção, inserindo as palestras da Qualicon na programação. “São oito décadas defendendo os interesses das filiadas, qualificando e capacitando empresas e levando qualidade de vida para as pessoas” , conclui o presidente. ■

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15 ANOS VITÓRIA/ES DEZEMBRO DE 2014 7 Dengue dá prejuízo às empresas O Ministério da Saúde coloca Vitória em estado de alerta. O combate ao mosquito que transmite a doença fica para depois om a chegada do verão e da época de chuvas surge uma preocupação a mais para a população: a Dengue, doença importada de locais onde o nível de saneamento básico é extremamente precário, e que todo ano provoca afastamento de trabalhadores de empresas, e até morte, além da febre chikungunya, transmitida pelo mesmo mosquito. No Espírito Santo, Vitória aparece como cidade em nível de alerta, segundo o Ministério da Saúde. Apesar dessa situação, conforme divulgado na primeira semana deste mês, as ações de prevenção e combate somente serão intensificadas a partir da normatização pelo governo federal, que tem a prerrogativa de definir e padronizar as ações para os estados e municípios. O Ministério da Saúde considera estado de alerta quando o índice dos imóveis pesquisados apresenta larvas do mosquito entre 1% e 3,9%. Outras sete cidades do Estado incluídas na pesquisa estão em condições satisfatórias, ou seja, com menos de 1% . C FOTOS: ANTÔNIO MOREIRA Como enfrentar a doença Ao serem observados os pri- minhados para os Prontomeiros sintomas da Dengue, de- Atendimentos da Praia do Suá ve-se buscar orientação médi- e de São Pedro, com a Unidade ca na unidade de saúde mais de Saúde de Andorinhas danpróxima. A reidratação oral com do apoio de atendimento, insoro caseiro, água ou sucos po- clusive nos finais de semana. de ser feita antes mesmo da Após a consulta, alguns cuiconsulta. O atendimento médi- dados devem ser observados, co pode ser comprometido, ca- como: so ocorra aumento do número • Manter-se em repouso; de pessoas com a doença, pois • Continuar ingerido bastana estrutura das unidades de saú- te líquido; de e os dois Prontos-Atendi• Usar somente os medicamentos existentes na capital mentos prescritos pelo médico apresentam problemas mesmo para aliviar as dores e a febre. ■ em situações de normalidade. As unidades de saúde da capital oferecem hidratação por via oral e medicamentos, quando necessário. Os casos mais graves, que necessitarem de hidratação venosa, serão enca- Aumenta a procura por atendimento médico Mosquito da Dengue vence a burocracia Cariacica, Linhares, São Mateus, Serra e Vila Velha são outros municipios que também se encontram em estado de alerta no Espírito Santo. O Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti (Liraa) foi realizado em outubro deste ano e apontou que 117 municípios brasileiros estão em situação de risco para a ocorrência de epidemias de Dengue. A pesquisa identifica os locais onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito transmissor da doença. Elaborado pelo Ministério da Saúde em conjunto com estados e municípios, o Liraa foi realizado em 1.463 cidades. A pesquisa é considerada um instrumento fundamental para orientar as ações de controle da Dengue, o que possibilita aos gestores locais de saúde antecipar as ações de prevenção.

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8 DEZEMBRO DE 2014 VITÓRIA/ES 15 ANOS FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Os malwares que mais fazem vítimas no Brasil e no mundo A maioria dos malwares chega aos dispositivos móveis por meio de jogos e aplicativos, deixando o sistema totalmente vulnerável André Luis Ribeiro faz um alerta sobre os cuidados para evitar armadilhas mundo do crime virtual só cresce no Brasil e no mundo. O que dificulta a ação de autoridades, usuários comuns e empresas em impedir esses ataques são suas variadas formas, sempre renovadas pelos criminosos. Algumas práticas são mais comuns e já se tornaram uma praga praticamente incontrolável. É o caso dos malwares móveis e bancários. Entre os casos mais graves do momento estão os ataques a dispositivos móveis. Existem no mundo, atualmente, mais de um milhão de amostras maliciosas. Há apenas três anos, havia 100 mil. A maioria dos malwares para celulares tem uma estrutura muito simples, embora seja projetada para roubar com eficiência o dinheiro das pessoas. O malware móvel está seguindo um desenvolvimento semelhante ao experimentado pelo vírus para PC anos atrás. Em seus primeiros O estágios, foram criados por amadores e só lentamente evoluíram para um negócio lucrativo. O malware móvel, mesmo com a sua estrutura simples, foi um bom negócio desde o seu início. Os smartphones e tablets são capazes de reunir e armazenar mais dados pessoais que os PCs: há uma abundância de dados valiosos a serem coletados, incluindo informações pessoais e financeiras. Por isso, o foco do malware móvel sempre foi o financeiro. Mesmo que os ataques a smartphones e tablets sejam recentes, estão se desenvolvendo muito mais rápido do que as ameaças a computadores em seus anos iniciais. Um exemplo prático é o vírus de Android na China, que infectou mais de 100 mil aparelhos em menos de 17 horas, neste ano. O malware foi feito por uma só pessoa. Os aparelhos vendidos com Android no país dificilmente chegam com o app para a loja do Google Play préinstalado, por isso a maioria das pessoas necessita ativar a opção “fontes desconhecidas” , para instalar seus jogos e aplicativos, deixando o sistema totalmente vulnerável. Com o nome de Heart App, o aplicativo tinha o objetivo de ajudar nos assuntos do coração. Ele gerou grande interesse entre os chineses e, por isso, o vírus se espalhou através de lojas de terceiros facilmente. Esse malware se comporta de maneira diferente de outros vírus. Ao afetar um dispositivo, ele envia mensagem automaticamente para os primeiros 99 nomes da lista de contatos da vítima, se espalhando rapidamente. Malwares mais elaborados, como os ransomwares e spywares, estão crescendo e lentamente tomando o controle dos aparelhos móveis, ao mesmo tempo em que o universo online das potenciais vítimas vai crescendo. Como se proteger e não ter seus dados roubados Promessas milagrosas para emagrecer, comunicados de órgãos públicos e promoções imperdíveis: cuidado! Essas podem armadilhas de crackers para invadir o seu computador. Se deixar levar pela curiosidade pode ser perigoso ao navegar pela internet. Todos os dias surgem armadilhas com o intuito de “pescar” novas vítimas. É o que se chama de “fishing” , prática usada pelos crackers, indivíduos que tem muito conhecimento de informática e usam isso para cometer crimes. Os crackers atraem usuários a clicar em links maliciosos para invadir computadores e dispositivos, roubando informações. Esses links são as armadilhas conhecidas como malwares, softwares maliciosos que podem ser vírus, worms, trojan horses (cavalos de troia), spywares, entre outros. Observados, por exemplo, em e-mails falsos que se passam por comunicados de órgãos públicos e de bancos, promoções imperdíveis, remédios para emagrecer e produtos de beleza milagrosos. Eles atuam modificando aspectos internos de máquinas ou dispositivos. Com mais pessoas conectadas ao mundo virtual, também aumenta o número de casos na Delegacia de Crimes Eletrônicos (DRCE), de acordo com o delegado André Luis Ribeiro. “Alguns se tornam um ciclo vicioso. Depois de roubar senhas e ter acesso à conta bancária, o cracker continua praticando golpes em nome da vítima, fazendo empréstimos e transações indevidas, sem parar. O mais difícil para a vítima é depois provar ao banco que não é ele quem está fazendo as transações, casos que acabam indo parar na justiça” . Para se proteger, nem sempre ter um antivírus resolve. “O primeiro passo é ter bom senso ao navegar na internet. Na dúvida, não clique. Nas eleições deste ano, muita gente caiu em golpes por meio de emails falsos da Justiça Eleitoral” , exemplificou André Luis. Também é importante ter um profissional de tecnologia ou de segurança da informação que cuide da máquina. Antivírus, firewall e antispyware são algumas ferramentas. Os programas pagos para baixar são mais confiáveis porque constantemente são atualizados. “Em empresas é interessante usar a criptografia para proteger dados, técnica que transforma a informação em ilegível, ficando conhecida apenas para o destinatário, e ainda bloquear acesso de funcionários a redes sociais, sites de compras e de conteúdos impróprios” , continuou. A pena para os crackers varia de acordo com os prejuízos causados a vítima. Em caso de estelionato, é de um a três anos de reclusão. Recentemente também foi criada no Código Penal, a lei “Carolina Dieckmann” , nº 12.737 de 2012, que torna crime a invasão de aparelhos eletrônicos para obtenção de dados particulares, com pena de reclusão de três meses a um ano. Vírus bancários são dor de cabeça O número de malwares bancários móveis alcança marcas incríveis diariamente. Somente no primeiro trimestre de 2014, mais de 2,5 mil ataques foram registrados, quase o dobro em comparação com o ano passado, que registrou 1.321 amostras. A proporção de ameaças voltadas para o Android ultrapassou 99% de todos os códigos maliciosos para dispositivos móveis. O malware aumentou 1% ao longo do trimestre. O Brasil, por exemplo, assumiu o indesejado 4º lugar no ranking dos países mais afetados por malwares bancários, perdendo apenas para Estados Unidos, Japão e Índia, de acordo com estudo realizado pela Trend Micro. Embora seja preocupante o país estar no topo da lista, o Brasil ainda se encontra melhor do que em 2013, quando ocupava a segunda posição, com 12% dos ataques globais (agora o percentual é de 7%). Apesar disso, a empresa ressalta que os números altos que finalizaram 2013 poderiam ser atribuídos à temporada de férias e final de ano, quando os criminosos focam em compradores online. De acordo com o levantamento, os ciber criminosos continuam desenvolvendo novas maneiras de obter lucros financeiros com ataques e passaram a utilizar uma abordagem não tradicional na seleção de alvos improváveis, como por exemplo, ameaças avançadas para terminais de ponto de venda (PoS) e a exploração de desastres. Apesar de bem protegidos, estes novos alvos estão na mira de criminosos ao redor do mundo. O terror dos computadores Ele tem apenas um ano de vida, mas está fazendo estrago em muitos computadores pelo mundo. O vírus CryptoLocker tem o malware P2P ZeuS (também conhecido como Gameover ZeuS) como seu principal método de distribuição. Depois de infectar o PC do usuário, ele criptografa e rouba arquivos como documentos e imagens. Para desbloquear os arquivos, o hacker pede que a vítima pague um “resgate” em dinheiro em até 72 horas. Mais de 540 mil computadores em todo o mundo foram infectados com o malware entre setembro de 2013 e maio de 2014. Cerca de 1,3% das vítimas pagaram o resgate, o que indica que a maioria acabou perdendo seus arquivos. O fim do CryptoLocker ainda é um objetivo distante, já que ele vem evoluindo e continua a infectar computadores em todo o mundo. Um aniversário indigesto Existem também aqueles malwares que parecem ser indestrutíveis, e acabam incomodando na internet durante anos. E uma enorme campanha de espionagem cibernética para roubo de dados que teve como alvo bancos, empresas e governos da Alemanha, Suíça e Áustria, completou 12 anos de existência em 2014. A Harkonnen Operation, como foi apelidada, chegou provavelmente à linha de vida mais longa entre malwares em operação na história. A campanha envolveu mais de 800 empresas de fachada registradas no Reino Unido – todas usando o mesmo endereço IP – que ajudaram os invasores a instalar malware em servidores de vítimas e equipamentos de rede de diferentes alvos. No total, os criminosos vitimaram cerca de 300 empresas e organizações. A partir da análise e pesquisa de trabalho feita pela empresa CyberTinel, acredita-se que os hackers haviam penetrado na primeira rede de computadores no ano de 2002. Proteção acima de tudo Não importa qual seja o malware do momento. Os usuários devem estar sempre protegidos, desde computadores a dispositivos móveis. E o PSafe Total oferece uma proteção completa contra os mais variados tipos de ataques. Ele é grátis, tem certificação ICSA Labs e AV-Comparatives e protege em tempo real contra vírus e ameaças com uma base de dados sempre atualizada. O mesmo vale para os dispositivos móveis. O PSafe Total Android dá a proteção necessária contra vírus, certificada pelo AV-TEST, e ainda possui ferramentas de bloqueios, o que aumenta a segurança e privacidade dos usuários. Tanto a versão para PCs quanto a de celulares também contam com ferramentas que tornam seus aparelhos mais rápidos. Cuidados especiais devem ser tomados, como trocar regularmente as senhas e nunca adquirir produtos ou aplicativos piratas, que não estejam registrados em fontes oficiais ou que geram qualquer dúvida. ■

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10 15 ANO Financiamentos do Bandes ch FOTO: BANCO DE IMAGENS JE Nos últimos quatro anos, o banco retomou seu papel de fomentador da economia no Espírito Santo, ampliando suas C omo resultado de uma repaginada em suas linhas de ação, o Banco de Desenvolvimento do Estado do Espírito Santo (Bandes) retomou seu lugar de origem como organismo fomentador da economia do Estado. Nos últimos quatro anos, a instituição de credito aplicou quase R$ 2 bilhões, dos quais R$ 1.149 milhões nos últimos quatro anos, nas operações do Microcrédito, igualando-se a São Paulo, Estado que representa a maior economia do país. Prova disso é o salto que o Bandes deu na análise anual realizada pelo Instituto Euvaldo Lódi, da Federação das Indústrias (Findes), deixando a 94ª colocação para ocupar o l8º lugar na revista “As 200 maiores e melhores empresas do Espírito Santo” , edição 2014. A publicação é considerada uma das mais importantes amostragens da economia estadual, revela o ranking das principais empresas em atuação no Espírito Santo e traz informações que auxiliam na avalia- Funres injeta R$ 100 milhões na economia Em um trabalho de articulação junto ao Governo Federal, foi concluída este ano a estadualização do Fundo de Recuperação Econômica do Espírito Santo (Funres). Com essa alteração, os recursos provenientes da carteira de crédito do fundo, suas competências, direitos e deveres serão transferidos ao Fundo de Desenvolvimento do Espírito Santo (Fundes) de gestão estadual. “Essa medida representa o fim da burocracia e permite maior aproximação do cento de decisões com as necessidades regionais” , afirma o presidente doBandes. A transferência dos recursos, direitos e deveres do Funres para o fundo estadual, com administração do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), foi publicada pelo Ministério de Estado da Integração Nacional, no Diário Oficial da União no dia 15 de outubro deste ano. Com esta decisão, os cotistas com certificado de participação no Funres continuarão como cotistas do novo fundo. O Funres, em seus 45 anos de atuação, foi o responsável pela geração de milhares de empregos, financiamento de diversos empreendimentos e abertura de centenas de linhas de crédito. O novo fundo, com administração estadual, de regulamentação mais flexível, priorizará as aplicações nos municípios com menor atividade econômica, especialmente aqueles que não dispõem de incentivos fiscais federais. Para o diretor-presidente do Bandes, Guilherme Henrique Pereira, um dos principais compromissos destacados para o Fundes é atuar junto aos projetos estruturantes do Estado, por meio de financiamento a projetos que estimulem o crescimento. “Com a estadualização definitiva, temos mais liberdade de atuação para investir em pequenos e médios empreendedores nos municípios que mais necessitam e nos projetos mais estratégicos para o Estado” , destaca Guilherme. O Fundes tem por objetivo estimular e apoiar financeiramente projetos considerados estratégicos para a economia estadual e os seus recursos serão aportados nos municípios não localizados na região da Sudene e possuem Índice de Participação Municipal de até 5 (IPM até 5) ou para aqueles, inclusive da Sudene, que possuem IPM menor que 1. O economista Guilherme Henrique Pereira, presidente do Bandes, está satisfeito com o bom desempenho da instituição

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OS VITÓRIA/ES DEZEMBRO DE 2014 11 hegam perto de R$ 2 bilhões ção do desempenho econômico e financeiro dos empreendimentos em curso no Estado. “A nova política implementada nos últimos quatro anos ampliou as linhas de atuação, reforçadas pelo aumento de capital, autorizado pelo governador Renato Casagrande, da ordem de R$ 150 milhões, 46.8% dos quais já integralizados. O restante se encontra em fase de consolidação, que deverá estar concluída ainda neste ano” , afirma o economista Guilherme Henrique Pereira, há um ano e meio na presidência da instituição, depois de passar pela diretorias administrativa e financeira. As linhas de crédito foram diversificadas, o patrimônio líquido ampliado para cerca de R$ 300 milhões, com a estadualização do Funres. “Temos em caixa R$ 430 milhões para serem aplicados em projetos de desenvolvimento, alcançando várias áreas produtivas” , explica Pereira. Para ele, o excelente desempenho do banco demonstra o acerto da política implantada pelo atual governo e de parcerias mantidas com prefeituras, Sebrae e Banestes, que permitem a penetração do banco em todo o Espírito Santo. A linha de atuação do Bandes atinge empreendimentos de pequeno, micro e de médio porte e ainda a economia informal. Nesta área, o banco exerce uma função social importante, ao possibilitar a inclusão de pessoas físicas em cadeias produtivas, gerando emprego e renda e ampliando as oportunidades. O banco oferece o Nossocrédito, o Creditar, credito agrícola, Bandes agiliza e financiamento às prefeituras para programas de melhoria da infra-estrutura nos municípios. Esses programas contam com parcerias com as prefeituras, Banestes, como agente repassador de recursos, e Sebrae, responsável pelo gerenciamento de projetos e qualificação de pessoal. As linhas de crédito do Bandes são bastante diversificadas, possibilitando apoio a projetos de inovação, ao produtor rural, pessoas físicas, empreendedores, empresas, prefeituras, fundos e programas, além de pessoas interessadas em fazer cursos de pós-graduação. O Bandes financia até 100 por cento para empresas em implantação, dá bônus de adimplência com um por cento de desconto da taxa de juros em pagamento em dia, carência de dois anos e financia de forma associada investimento e capital de giro. Além disso, as micro e pequenas empresas com financiamento de até R$ 50 mil não precisam apresentar garantia, bastando um fiador. Nas operações de capital associado, o banco pode operar com até 70 por cento do investimento. PROINVESTE – Esse programa possibilita a abertura de linhas de crédito para os municípios investirem em infraestrutura e modernização, financiando obras, equipamentos e tecnologias que facilitarão as ações administrativas, gerando desenvolvimento e melhores condições de vida à população. As linhas de crédito do Proinveste podem ser utilizadas na implantação de obras civis, como escolas, creches, postos de saúde, entre outras, compra de máquinas e equipamentos, aquisição de tecnologias, veículos para funções operacionais nas áreas de saúde, segurança, defesa civil e serviços sociais básicos. Isso cria condições propícias para que os municípios ampliem os atrativos para a instalação de empreendimentos que irão gerar emprego e aumentar a renda. s operações, atingindo todos os municípios do Estado e vários segmentos econômicos Inovação ganha prioridade Uma das linhas de crédito lançadas neste ano é o Bandes Inovação, que faz parte do Programa de Desenvolvimento Sustentável do Espírito Santo (Proedes), com foco na promoção de competitividade de empresas, contemplando três eixos: melhoria da logística, educação e inovação e incentivo ao desenvolvimento. O objetivo é fomentar empresas que introduzam novidades no ambiente produtivo. O banco financia desde a pesquisa até a produção, sendo que o projeto pode ser financiado de acordo com a finalidade, segmento, fase de execução, objetivos do investimento e risco. Crédito pela internet O Bandes está finalizando um sistema que irá permitir a realização de operações de crédito totalmente automatizada, com a utilização da internet. Segundo o presidente Guilherme Henrique Pereira, por meio desse sistema a pessoa interessada em obter um financiamento poderá realizar toda a simulação de crédito, que terá limite de até R$ 200 mil, que poderão ser creditado em sua conta sem a necessidade de se deslocar até um posto de atendimento da instituição. A previsão é o sistema entrará em funcionamento no início de 2015. Apoio a municípios Linhas de crédito especiais, com a aprovação do Ministério da Fazenda relacionada ao limite de cédito de cada um, estão sendo disponibilizadas para todos os municípios do Espírito Santo, para investimento em infraestrutura. “O Proinveste Capixaba é um programa que visa potencializar os municípios e deixá-los preparados para receberem empreendimentos de vários segmentos, além de contribuir para a melhoria do dia-a-dia das comunidades”, desta o presidente do Bandes. A concessão do crédito é simples, sem burocracia. ■

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12 DEZEMBRO DE 2014 VITÓRIA/ES 15 ANOS FOTOS: ANTÔNIO MOREIRA Guarda móveis com segurança A empresa Alogue está localizada em área privilegiada na rodovia Vitória/Manguinhos, medindo 3000m2 e de fácil acesso uito utilizado em grandes centros urbanos, o sistema de guarda-móveis, documentos, máquinas, estoques e equipamentos, ganha novo impulso na Grande Vitória, com a Alogue self storage. Localizada na rodovia ES-010, que liga Vitória ao balneário de Manguinhos, na Serra, a empresa dispõe de modernas instalações com dispositivos de segurança e atendimento personalizado para pessoas físicas e jurídicas. “As empresas precisam guardar ferramentas, equipamentos e máquinas e não tem espaço físico para isso” , explica Alessandra Castro, que dirige a empresa juntamente com o pai, Ronaldo Castro, que possui experiência no ramo de transportes e equipamentos. São boxes individuais e privativos, com medidas variando entre 15 a 84 metros cúbicos, que podem ser alugados com preços a partir de M R$ 299 por mês. A Alogue facilita a movimentação de mercadorias, fornecendo carrinhos e também mantém parceria com empresas de transporte e prestação de serviços. Todos os boxes são dedetizados. Os espaços alugados à Alogue Self Storaqe estão em boxes ou armários de armazenagem, fechados com cadeado pelo próprio inquilino, que tem pleno acesso aos seus pertences, das 8 às 18 horas, de segunda à sextas-feira, e aos sábados, das 8 às 18 horas. “Tudo isso com flexibilidade e sem burocracia” , diz Alessandra. Os operadores da Self Storage não têm acesso ao conteúdo dos espaços alugados, sendo todas as áreas monitoradas 24 horas por câmeras de segurança e alarmes. Os itens armazenados são segurados pelo próprio cliente, que pode contratar uma seguradora de imediato na aquisição de um box. A Alogue veio suprir a falta de Alessandra Castro, diretora da empresa, monitora toda área espaços para pessoas físicas e jurídicas, quando se trata de armazenar mercadorias e produtos (estoque da empresa); produtos de importação e exportação; itens promocionais e gráficos; documentos; equipamentos leves e pesados; móveis em caso de reforma da empresa, mudança de endereço, falta de espaço e várias outras situações. “Muitos dos nossos clientes são empresas que estão de mudança de endereço ou pessoas que vão para outros estados ou até mesmo para o exterior e têm dificuldade para deixar os móveis em um lugar seguro. Essas pessoas alugam o apartamento, viajam, deixando seus móveis bem guardados” , afirma Alessandra. O cliente Alogue Self Storage tem espaço para guardar seus objetos sem a preocupação de pagamento de IPTU, água e energia elétrica. Os contratos são formalizados sem fiador, com pagamento antecipado e reajuste anual pelo IGPM. A empresa está localizada em uma área privilegiada, de fácil acesso, sem riscos de alagamento. Em 2015, a empresa colocará em funcionamento uma loja especializada na venda de produtos para embalagem e transporte e uma completa estação de trabalho, com acesso à internet e sala de reunião. Atualmente, são 128 boxes, montados em um galpão flexível, em estrutura metálica, com área de 3000m2. A área externa da empresa é de 10.000m2, à margem da rodovia para Manguinhos. ■ O galpão dispoe de 128 boxes climatizados A Alogue recebe mudanças de clientes em viagem ao exterior VANTAGENS ■ Localização estratégica ■ Box privativo, acesso restrito, sistema de monitoramento e segurança 24 horas ■ O Aluguel varia de acordo com a necessidade, sem custos de IPTU, energia, água, limpeza e condomínio ■ Contrato mensal renovado automaticamente, sem burocracia ■ Estação de trabalho com acesso à internet, telefone e sala de reunião ■ Loja especializada na venda de produtos para embalagem e transporte ■ Disponibilidade de carrinhos de transporte para movimentação de cargas, e prateleiras para armazenagem de pertences/produtos ■ Parceria com empresas de transporte e prestação de serviços ■ Atendimento personalizado

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15 ANOS VITÓRIA/ES DEZEMBRO DE 2014 13 Aumenta a procura por alimentos especiais Em busca de melhor qualidade de vida, o consumidor começa a mudar seus hábitos ão se trata de simples modismo, mas da opção por uma alimentação equilibrada, que contribui para a qualidade de vida, saúde e bem-estar. Em supermercados, padarias e lojas especializadas, esse novo hábito de consumo amplia os pontos de comercialização de alimentos especiais na Grande Vitória. Nesses locais podem ser encontrados produtos para quem adota dietas especiais, seja por opção ou restrições de saúde. As lojas oferecem itens sem glúten, diet, light, sem lactose, integrais e orgânicos. Os produtos devem ser consumidos mediante orientação de profissionais especializados, alerta a nutricionista Fabiane Farina. “É perigoso o consumo de substâncias com base na propaganda comercial, sem o su- FOTO: ANTÔNIO MOREIRA A variedade de produtos é grande N porte de um médico ou de um profissional da área, mesmo se tratando de produtos conhecidos” , diz ela. Os alimentos considerados especiais trazem de volta alguns hábitos antigos, como o consumo de chás e de produtos sem agrotóxicos. Eles podem ser especialmente formulados ou produzidos, de forma que sua composição atenda às necessidades específicas de pessoas com exigências físicas, metabólicas, fisiológicas ou patológicas particulares. Existem ainda os alimentos modificados, que também entram na categoria de especiais. São aqueles aos quais se agregam, subtraem ou substituem (total ou parcialmente) um ou mais ingredientes. Os alimentos especiais servem para quem tem restrições alimentares a glúten, lactose, açúcares, entre outras substâncias. Muitos deles caem nos hábitos da população e são consumidos livremente, com benefícios à saúde. Alguns dos mais consumidos, segundo as lojas especializadas, são chás orgânicos, quinoa, óleos vegetais, pães integrais, arroz espeMAIS VENDIDOS: cial, com elevado teor de proteína marrom, frutas desidratadas, geleias, cafés e chocolates, entre outros. Na loja Quintal, localizada na Avenida Rio Branco, na Praia do Canto, podem ser encontrados variados produtos de alimentação especial. Sem glúten, lactose, açúcares e outras substâncias consideradas nocivas para quem tem enfermidades como diabetes, problemas cardíacos, doença celíaca, entre outras. Os pães, biscoitos, geléias e massas em geral estão entre os produtos mais consumidos. ■ ALIMENTO Pão integral com frutas Pão sueco Bolacha de arroz com cobertura de chocolate (s/açúcar) GosStack (estojo para colocação de frutas desidratadas) Frutas desidratadas Massa integral para pizza Yogurte s/ açúcar Proteína de soja em fatias Quinoa Real Proteína de arroz marrom Geléias especiais Chás PREÇO R$ 19,90 R$ 12,90 R$ 11,90 R$ 39,90 de R$ 65 a 250/kg R$ 12,90 R$ 5,50 R$ 13,90 R$ 26,90 R$ 310,00 R$ 7, a 17,90 R$ 6,90 FONTE: loja Quintal, Avenida Rio Branco

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14 DEZEMBRO DE 2014 VITÓRIA/ES 15 ANOS ® 15 anos do Jornal Empresários A circulação do jornal alcança as classes A e B, em embalagem personalizada, sem nenhuma interrupção otícia boa também é notícia” . Com essa frase na cabeça e o sonho de ter um veículo de comunicação todo seu, onde pudesse colocar livremente as informações e com base em sua experiência em grandes redações do país, como o jornal O Globo e a revista Veja, o jornalista Marcelo Rossoni criou o Jornal Empresários® . O veículo circulou pela primeira vez em dezembro de 1998 e, ao completar 15 anos, apresenta uma trajetória de circulação ininterrupta, constituindo-se no único veículo em sua categoria a divulgar sistematicamente a economia do Espírito Santo. Distribuído gratuitamente e direcionado às classes A e B, relacionadas em um volumoso mailing, o Jornal Empresários ® circula com um padrão gráfico elevado, conteúdo rico em informações, e abordagens editoriais que contribuem para a valorização das empresas e, consequentemente, de lideranças empresariais do Espírito Santo. “A área econômica somente mais recentemente passou a merecer um tratamento mais adequado ao leitor comum, fora dos círculos especializados, e isso inclui até mesmo empresários. Há alguns anos, o noticiário econômico era considerado um privilégio de poucos” , assinala Marcelo Rossoni. Uma das grandes contribuições do Jornal Empresários® , segundo ele, é a abordagem de assuntos de economia em linguagem simples, fácil de ser entendida, com elevado padrão de qualidade gráfico-editorial. O jornal Empresários® , cuja marca está registrada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), circula mensalmente, com no mínimo 24 paginas, impressão em policromia e papel de alto padrão. Sua distribuição é realizada por uma equipe de entregadores e uma empresa especializada, sendo cada exemplar acondicionado em envelope plástico etiquetado com nome e endereço do leitor. Esse sistema é garantia de elevada circulação, sem qualquer perda. Marcelo Rossoni chama a atenção para a credibilidade do veículo, que se fortaleceu ao longo desses 15 anos. “Isso pode ser demonstrado observando-se o porte de nossos anunciantes, cuja relação é formada principalmente por empresas e instituições de prestígio, grandes marcas e órgãos do poder público” . “N FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Elias Colnago, diretor da Gráfica Jep Jornal é impresso na Gráfica Jep “Sinto-me extremamente prestigiado pelo fato de ser responsável pela impressão do Jornal Empresários ® , o único veículo, com exceção da imprensa diária, voltado para o setor empresarial no Espírito Santo” . A declaração é do empresário Elias Colnago, que juntamente com sua mãe, Maria Angela Colnago, dirige a Gráfica Jep, onde o jornal é impresso. A apresentação gráfica é um dos pontos fortes do jornal e, para a manutenção dessa característica, a gráfica teria que ter soluções adequadas, suporte e assessoria, oferecendo produtos e serviços com alto padrão de qualidade e acabamento. Desde junho deste ano, o já excelente padrão de qualidade deu um salto, com a entrada em funcionamento de uma nova impressora Heidelberg, com capacidade para rodar 10 cores em policromia e também a quinta cor. A Gráfica e Editora Jep é uma das mais antigas de Vitória, mas se moderniza a cada dia. Ela foi fundada em 24 de abril de 1974, por José Estevão Colnago, Jacy Colnago e Pio Arnaldo Colnago. “Nossas habilidades foram desenvolvidas para atender a grandes marcas, agências de publicidade, designers e profissionais do mercado gráfico” , informa Elias. A meta estabelecida é facilitar os processos de atendimento e produção, capacitação da equipe técnica e de atendimento, buscar novas tecnologias e realizar investimentos na área gráfica. O jornalista Marcelo Rossoni comemora a edição de número 180 Arco Informática cuida da tecnologia Como parte do planejamento visando acompanhar as tendências do segmento editorial, a direção do Jornal Empresários ® busca manter-se atualizada com modernas tecnologias de informação, a fim de que os veículos possam ser vistos em avançadas plataformas de mídia. Para viabilizar o projeto de modernização, a Arco Informática, com sede em Cachoeiro de Itapemirim, foi a escolhida. A empresa, dirigida por seu fundador, o analista de sistemas Daladier W. Borges Morandi é responsável pela veiculação na web do Jornal Empresários ® e também pelo desenvolvimento do www.vitorianews.com.br, o novo veículo da Nova Editora. A Arco é especializada no desenvolvimento de websites e Software e tem uma vasta experiência em linguagens de programação para desenvolvimento dos serviços. Segundo Daladyer W. Borges Morandi, a Arco Informática “vem crescendo a cada ano, conquistando seu espaço no mercado, e cada vez mais, a credibilidade e confiabilidade de seus clientes espalhados por todo o Brasil” . O quadro de colaboradores da Arco Informática é composto por profissionais altamente qualificados e com formação acadêmica em Tecnologia de Informação, estando os mesmos aptos e atentos às novas tendências de mercado. A empresa busca sempre desenvolver seus serviços com qualidade e presteza no atendimento. “A equipe é treinada e capacitada para ofertar os melhores serviços voltados ao mercado corporativo, servindo empresas de pequeno, médio e grande porte em todo o Brasil. Além disso, a Arco Informática está capacitada para desenvolver lojas virtuais, software para imobiliárias, suporte técnico pósvenda e hospedagem de sites” , afirma Daladier.

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15 ANOS VITÓRIA/ES DEZEMBRO DE 2014 15 VitoriaNews é o novo desafio Informação em tempo real, com o uso de tecnologia altamente avançada que permite a construção de um novo universo de notícias. É com base nesse conceito que o jornalista Marcelo Rossoni começou a encarar, desde o final do primeiro semestre, um novo desafio, 15 anos depois de lançar um veículo especializado em economia no Estado. Trata-se do www.vitorianews.com.br, jornal diário ancorado na web que já está no ar, em caráter experimental. A previsão é que no início de 2015 o veículo seja configurado de forma definitiva. O www.vitorianews.com.br foi desenvolvido pela Arco Informática, seguindo a orientação da direção do empreendimento. O veículo traz diariamente informações do Brasil e do mundo, produzidas pela agência de notícias Estadão, de São Paulo, uma das mais prestigiadas do país. Junto a esse noticiário, que alcança todos os segmentos sociais, o jornal oferece um panorama geral das opções de lazer e arte, na seção Vitória Show, e ainda colunistas de peso, como o ex-ministro Delfim Neto, além de noticiário local sobre trânsito, segurança, saúde e política, entre outros, com fotos e ilustrações. A partir da implantação do jornalismo na web ocorreu um novo segmento expansivo do meio informativo, o denominado web jornalismo, onde a atualização das notícias ocorre ininterruptamente. Este cenário propiciou novas formas de editar notícias na rede, a primeira por meio de informação online, em tempo real e a segunda através de sites de publicações, especialmente da mídia impressa, que começou a transportar à rede suas edições com uma linguagem igual à dos jornais. “O www.vitorianews.com.br está à frente, pois não se trata de uma simples cópia do Jornal Empresários® na web. É um veículo novo, com linguagem própria, conteúdo diferenciado do impresso e com um público-alvo bem mais amplo, já que veicula noticiário geral, abrangendo todos os setores da sociedade”, afirma o diretor Marcelo Rossoni. No www.vitorianews.com.br, a qualquer momento é possível acessar as notícias de interesse, atualizadas em períodos muito curtos. A barra de rolagem está sempre em funcionamento para um universo de informações cada vez maior. O veículo está concluindo a formatação dos espaços para anunciantes e, mesmo em fase experimental, já conta com uma audiência acima do esperado. O www.vitorianews.com.br tem o melhor conteúdo editorial Dois sistemas fazem a auditagem O Vitorianews dispõe de sistemas de medição modernos, que possibilitam uma visão real da audiência, com dados estatísticos, incluindo páginas visitadas e volume de acessos. Essas informações são importantes para mensurar a penetração de mensagens veiculadas. Um desses programas é o Google Analytics e Awstats. O Google Analytics informa o número de leitores em tempo real, a quantidade de acessos por seções, tempo médio de leitura, e taxa de rejeição, quando o leitor visita a página sem interagir e ainda aponta informações demográficas por país e cidade. ■ EQUIPE QUE PRODUZ O JORNAL EMPRESÁRIOS Márcio Carreiro Fernandes Marcelo Bandeira Liliane Bragatto Roberto Junquilho Fabrício Costa Carlos Fernandes da Silva Daladyer Morandi Jeanne Martins Maik Lebarck Caliari Marcos Lauff Antônio Delfim Neto Eustáquio Palhares Jane Mary Luiz Marins Sidineia Simonelli

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