vol 4 Enciclopedia de biblia teologia M-O

 

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vol 4 Enciclopedia de biblia teologia M-O

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R.N. Champlin, Ph.D. ENCICLOPÉDIA de BÍBLIA, TEOLOGIA ^FILOSOFIA Há VOLUME 4 hagnos

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R .N . C ham plin, Ph.D . ENCICLOPÉDIA de BÍBLIA, TEOLOGIA drLILOSOPIA VOLUME 4 I a E dição , 1991 • 2 a E dição , 1993 • 3a E dição , 199 5 • 4 a E dição , 199 7 • 5a E dição , 20 0 1 • 6 a E dição , 2 0 0 2 • 7 a E dição , 2 0 0 4 • 8 a E dição , 2 0 0 6 • 9 a E dição , 2 0 0 8 • 10 a E dição , 2 0 11 11a E dição , 2 0 1 3 | 2 0 0 0 exemplares 2 0 0 0 exemplares 4 5 0 0 exemplares 5 00 0 exemplares 3 00 0 exemplares 3 0 00 exemplares 3 0 0 0 exemplares 2 0 0 0 exemplares 3 0 0 0 exemplares • 30 0 0 exemplares • 3 0 0 0 exemplares D ireitos R eservados Av. J a c in t o J ú l io , 27 • S ão P a u l o , SP C ep 04815-160 • T e l : (11) 5668-5668 mVVV.HAGNOS.COM.BR | EDITORIAL@HAGNOS.COM.BR

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1. Formas Antigas fenício (semítico), 1000 A.C. ^ grego ocidental, 800 A.C. n latino, 50 D.C M 2. Nos Manuscritos Gregos do Novo Testamento M M M/H 3. Formas Modernas MAfmm MM m MMmm Mm 5. Usos e Símbolos No latim, M era empregado para representar o (ou décima segunda, se deixarmos de lado o K). numeral 1000. Também simboliza metro ou meridia­ Historicamente, deriva-se da letra consoante semítica no (no latim, esta última palavra significa «meiomem, «águas» ou «ondas», conforme seu formato dia»). Assim em inglês, as horas até o meio-dia são também sugere. O grego adotou essa letra, alterando AM, e depois do meio-dia PM. M s significa seu nome para mu. Nesse idioma, foi adicionada uma manuscrito, e mss, manuscritos. Quanto aos graus peminha a essa letra, e seu desenho ondeado foi acadêmicos, M.A. significa Mestre de Artes, e M.S. simplificado. Todavia, o som representado continuou significa Mestre em Ciências. M é usado como o mesmo, o som consonantal «m», até hoje. A letra foi símbolo do Codex Campianus, descrito no artigo adotada pelo latim, sem qualquer modificação separado M . essencial, e dali passou para muitos idiomas modernos. n ,. « ., Steven Champlin Caligrafia de Darrell 4. História M é a décima terceira letra do alfabeto português

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M M (Fonte Informativa) B.H. Streeter usou esse símbolo para indicar a fonte de material que Mateus dispôs a fim de usar na compilação do seu evangelho, material esse que os demais evangelistas não dispunham. Além de M, ele também usava o símbolo Q (uma fonte informativa de ensinamentos, da qual ele compartilhava com Lucas), ao mesmo tempo em que o evangelho de Marcos teria servido de base histórica essencial para Mateus e para Lucas. Quanto a uma completa discussão sobre a questão, ver o artigo separado intitulado Problema Sinóptico. M (Manuscrito) Dentro da critica textual, M é o símbolo usado para designar o Codex Campianus, um manuscrito que contém os quatro evangelhos, datado do século IX D.C. Esse manuscrito representa, principalmente, o tipo de texto bizantino, embora de mistura com variantes próprias de Cesaréia. Acha-se na Bibliothè­ que Nationale de Paris. Ver o artigo geral sobre os ficasse ao sul de Judá, ao passo que a Gesur sobre a qual Talmai governava ficava ao norte, uma parte integrante da Síria (ver II Sam. 15:8). Nesse caso, é possível que Davi simplesmente tenha feito um acordo com o pai dela, com o propósito de fortalecer a defesa de Israel. Isso ocorreu em cerca de 1053 A.C. 3. O pai de Aquis, rei de Gate, na época de Salomão (I Reis 2:39). 4. A mãe do rei Abias, filha de Abisalão, esposa de Reoboão(I Reis 15:2). Isso aconteceu por volta de 926 A.C. No versículo décimo do mesmo capítulo, ela é chamada de mãe de Asa. Os intérpretes supõem que devemos entender ali o termo «mãe» em sentido frouxo, pois ela seria, na verdade, sua avó. Unger (in loc.) explica como segue: «Abaixo parecem ter sido os fatos: Maaca era neta de Abisalão e filha de Tamar (a única filha de Abisalão; e seu marido era Uriel, de Gibeá (II CrÔ. 11:20-22; 13:2). Em vista de ter abusado de sua posição de «rainha-mãe», encorajando a idolatria Asa depôs Maaca da dignidade de rainhamãe ». (1 Reis 15:10-iJ; II Crô. 15:16). 5. A segunda das concubinas de Calebe, filho de Hezrom. Ela foi mãe de Seber e de Tiraná (I Crô. 2:48). As datas da invasão de Israel são disputadas. A data mais antiga faria com que o período fosse em tomo de 1600 A.C. 6. A irmã de Hupim e Sufim e esposa de Maquir. O casal teve dois filhos (I Crô. 7:15,16). 7. A esposa de Jeiel e mãe de Gibeom (I Crô. 8:29; 9:35). Jeiel foi um dos antepassados do rei Saul. Ela viveu em cerca de 1650 A.C. 8. O pai de Hanã, que foi um dos trinta poderosos guerreiros de Davi, parte de sua guarda pessoal (1 CrÔ. 11:43). 9. O pai de Sefatias, capitão militar dos simeonitas, na época de Davi (cerca de 1000 A.C.). Ver I Crô. 27:16. MAACATITAS Ver o artigo sobre Maaca. Esse era o nome dos habitantes de Maaca (Jos. 12:5; II Sam. 23:34). Indivíduos que faziam parte desse povo são menciona­ dos em II Sam. 23:34; Jer. 40:8; II Reis 25:23; I Crô. 4:19. MAADAI No hebraico, «ornamento de Yahweh». A pessoa assim chamada era filho de Bani. Quando Judá retomou do cativeiro babilónico, esse homem, juntamente com muitos outros, foi obrigado a divorciar-se de sua esposa estrangeira, a fim de que o povo de Israel pudesse entrar em uma nova relação de pacto com Yahweh. Isso ocorreu sob a liderança de Esdras. Ver Esd. 10:34. Em I Esdras 9.34, o nome alternativo para esse homem é Môndio. Ele viveu em tomo de 456 A.C. MAADIAS Esse nome significa «ornamento de Yahweh». Esse era o nome de um dos sacerdotes que voltaram do cativeiro babilónico em companhia de Zorobabel, de acordo com Nee. 12:5. Corria a época de cerca de 536 A.C. Ele tem sido identificado com o Moadias de Nee. 12:17. 1 Manuscritos do Novo Testamento. MAACA No hebraico, «depressão» ou «opressão». Parece que a raiz dessa palavra, no hebraico, significa «espre­ mer». Esse é o nome dado a uma localidade da Palestina, e também a várias personagens, referidas nas páginas do Antigo Testamento: Localidade: Maaca era o nome de uma região e de uma cidade, ao pé do monte Hermom, não distante de Gesur. Era um distrito da Síria, e ficava quase na fronteira do território da meia tribo de Manassés. Ver Deu. 3:14; Jos. 13:8-13; II Sam. 10:6,8; I Crô. 19:7. Esse território estendia-se até o outro lado do Jordão, até Abel-Bete-Maaca. Ao que parece, compreendia-se que a área fazia parte da herança do povo de Israel, sujeita à conquista militar, mas que os israelitas não foram capazes de ocupar a região (ver Jos. 13:13). Tanto os maacatitas quanto seus vizinhos, os gesuritas, continuaram na posse de seus respectivos territórios. Quando Davi era rei e lutava contra os amonitas, o rei arameu de Maaca proveu mil de seus homens para ajudarem os amonitas, na tentativa de derrotar Davi. Ver II Sam. 10. Maaca, porém, foi finalmente absorvida pelo reino de Damasco, que foi estabelecido nos dias de Salomão (I Reis 11:23-25). O nome maacatita é usado para referir-se a uma população (ver Deu. 3:14; Jos. 12:5). Próximo, ou mesmo dentro dos antigos limites de Maaca, havia uma cidade de nome Abel-Bete-Maaca, cujo nome, como é evidente, provinha desse território. Ver o artigo separado sobre Abel-Bete-Maaca. Pessoas (houve homens e mulheres com esse nome): 1. O quarto filho designado pelo nome, de Naor e Reumá, sua concubina (ver Gên. 22:24). Não há certeza se se tratava de um filho ou de uma filha. Tal pessoa viveu em tomo de 2046 A.C. 2. Uma das esposas de Davi tinha esse nome. Ela era mãe de Absalão. Era filha de Talmai, rei de Gesur. Esse território ficava ao norte de Judá (ver II Sam. 3:3), entre o monte Hermom e Basã. Acredita-se que Davi tenha invadido essa área. Os comentadores supõem que Davi apossou-se dessa área. — No entanto, é mais provável que a região por ele invadida

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MAAI MAAI No hebraico, «compassivo». Esse era o nome de um sacerdote, filho de Asafe. Ele foi um dos músicos presentes à dedicação das muralhas restauradas de Jerusalém, nos dias de Neemias. Ver Nee. 12:36. O tempo dele girou em torno de 446 A.C. MAALÀ No hebraico, «enfermidade». Esse foi o nome de várias personagens que aparecem nas páginas do Antigo Testamento, a saber: 1. A mais velha das cinco filhas de Zelofeade, neta de Manassés. Ele morreu sem deixar herdeiros do sexo masculino, pelo que suas filhas reivindicaram a sua herança. Isso lhes foi concedido, com a condição de que se casassem com homens da tribo de seu pai, a fim de que a tribo não perdesse seus direitos sobre os territórios envolvidos. Elas cumpriram essa condição, casando-se com primos. Esse ato tornou-se um precedente nas leis da herança, em casos similares. Ver Núm. 26:33; 27:1; 36:11 e Jos. 17:3. 2. Um filho de Hamolequete, irmã de Gileade (I Crô. 7:18). Não há certeza, porém, se Maalá foi homem ou mulher. Sabe-se apenas que era descen­ dente de Manassés (I Crô. 7:18). Deve ter vivido em torno de 1400 A.C. MAALABE No hebraico, «curva costeira», nome de uma cidade do território de Aser (Juí. 1:31). Um nome alternativo é Alabe (conforme se vê em nossa tradução portuguesa). Seu local tem sido identificado com a Khirbet el-Mahalib. MAALALEL No hebraico, «louvor de El (Deus)». Esse é o nome de duas pessoas, nas páginas do Antigo Testamento: 1. Um filho de Cainã, quarto descendente de Adão, dentro da genealogia de Sete. Ver Gên. 5:12,13; 15:17; I Crô. 1:2. Esse nome aparece com a forma de Meujael, em Gên. 4:18. 2. Um filho (ou descendente) de Perez, da tribo de Judá. Ele veio habitar em Jerusalém, após o cativeiro babilónico, em cerca de 536 A.C. Ver Nee. 11:4. MAALATE Ver sobre Música e Instrumentos Musicais. MAANAIM No hebraico, «acampamento duplo». Esse nome foi dado quando Jacó, ao retornar de Padã-Arã (ver Gên. 32:2), teve um encontro com anjos. Ao vê-los, Jacó exclamou: «Este é o acampamento de Deus». Literalmente, «dois exércitos», porquanto ficou surpreendido diante do súbito aparecimento daqueles seres celestiais naquela área. Esses dois exércitos talvez fossem compostos pelo grupo humano que ele estava encabeçando e pela hoste angelical. Alguns estudiosos têm conjecturado que os anjos eram tão numerosos que pareciam dois exércitos distintos. O propósito desse relato do A. Testamento foi o de ilustrar como Jacó, ao deixar a terra de Labão e voltar para sua terra natal, contava com a proteção divina, porquanto o que ele fazia era importante para a MAARAI história subseqüente de Israel e para o cumprimento das promessas messiânicas. Posteriormente, o nome Maanaim foi dado a uma cidade das cercanias. Essa cidade ficava nas fronteiras de Gade, Manassés e Basã (ver Jos. 13:26,30). Finalmente, veio a tornar-se uma das cidades dos levitas (Jos. 21:38; I Crô. 6:8). Foi em Maanaim que Is-Bosete governou durante algum tempo. Is-Bosete era filho de Saul, a quem Abner queria ver sentado no trono de Israel, em lugar de Davi (ver II Sam. 2:8). Porém, Is-Bosete foi assassinado nesse lugar, e isso pôs fim à rivalidade. Joabe, poderoso líder militar de Davi perseguiu-o de volta a Maanaim, e, então, ele foi assassinado ali por Recabe e Baaná (II Sam. 4:5 ss). Quando Davi e seu filho, Absalão, competiam pelo poder real, Davi fez de Maanaim seu quartel general temporário, visto que tivera de fugir de Jerusalém (II Sam. 17:24-27; 19:32). Joabe e seus homens, porém, abafaram essa rebelião, tendo sido Absalão morto por Joabe. Ao que se presume, Davi estava em Maanaim quando recebeu a trágica notícia da morte de Absalão, e então clamou, angustiado: «Meu filho Absalão, meu filho, meu filho Absalão! Quem me dera que eu morrera por ti, Absalão, meu filho, meu filho!» (II Sam. 18:33). Nos dias de Salomão, esse lugar tomou-se o centro das atividades de Ainadabe, um dos doze oficiais de Salomão, que cuidavam das provisões para a casa real (ver I Reis 4:14). O único informe bíblico que nos indica a localização de Maanaim fica em Gên. 32:22; isto é, ao norte do ribeiro do Jaboque. Por isso mesmo, a Idealidade não tem sido modemamente identificada, embora haja várias conjecturas, como Mané, a quatro quilômetros ao norte de Ajlun, ou Tell edh-Dhabab esh-Sherquiyeh. MAANÉ-DÀ No hebraico, «acampamento de Dã». Nesse lugar, seiscentos homens armados, da tribo de Dã, acamparam antes de conquistar a cidade de Laís (ver Juí. 18:11,13), o que lhe explica o nome. Ficava a oeste de Quiriate-Jearim, entre Zorá e Estaol (ver Juí. 13:25). O local moderno, porém, não tem sido identificado. MAANI Esse apelativo não se acha no cânon palestino; mas encontra-se em I Esdras 9.34, a fim de indicar: 1. o cabeça de uma família, da qual alguns membros se tinham casado com mulheres estrangeiras, durante o cativeiro babilónico, e foram forçados a divorciar-se delas, ao retornarem à Palestina. 2. Esse também era o nome de um dos servos do templo, cujos descendentes retornaram do cativeiro babUônico. MAARAI No hebraico, «rápido» ou «apressado». Esse foi o nome de um dos tnnta poderosos guerreiros de Davi, parte de sua guarda pessoal ou tropa selecionada (II Sam. 23:28; I Crô. 11:30). Ele era da cidade de Netofá, em Judá, e pertencia ao clã dos zeraítas. Depois que Davi se sentou no trono real, e depois da construção do templo de Jerusalém, Maarai tornou-se o capitão da guarda do templo, durante o décimo mês do ano. Ver I Crô. 27:13. Essa posição foi ocupada por ele, sob forma preliminar, antes mesmo da edificação do templo. Ele tinha vinte e quatro mil homens sob as suas ordens. Ele viveu em torno de 975 A.C. 2

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MAARATE - MAATE cativeiro babilónico, e que foi obrigado a divorciar-se dela, depois do retorno à Palestina (Esd. 10:30). Ele No hebraico, «desolação» ou «lugar despido». Esse viveu em tomo de 456 A.C. era o nome de uma cidade da região montanhosa de 10. Um homem que ajudou a restaurar as muralhas Judá, ao norte de Hebrom, perto de Halul (Jos. de Jerusalém, terminado o cativeiro babilónico (Nee. 15:59). Talvez seja a mesma Marote referida em Miq. 3:23). Ele viveu por volta de 445 A.C. 1:12. Alguns eruditos têm sugerido Beit Ummar como 11. Um ajudante Esdras, que ficou a sua direita, sua moderna identificação, a qual fica a pouca enquanto ele lia o de livro da lei ao povo, terminado o distância ao norte de Hebrom, mas, se a sugestão não cativeiro babilónico, quando foram restaurados os está correta, então o local antigo permanece não votos religiosos do povo judeu. Ver Nee. 8:7. Isso identificado. ocorreu em cerca de 445 A.C. 12. Um sacerdote que ajudou os levitas a explicarem MA’ARIB a lei ao povo, enquanto ela era lida por Esdras, depois do cativeiro babUônico, quando queriam restaurar o No hebraico, «quem causa a vinda da noite». Esse hebreu antigo. Ver Nee. 8:7. Isso ocorreu em nome refere-se à oração vespertina. A palavra em culto questão é a palavra inicial dessa oração. A tradição cerca de 445 A.C. talmúdica atribui essa oração ao patriarca Jacó, o que 13. Um líder do povo que participou do pacto é altamente improvável. Seja como for, essa oração firmado com Yahweh, sob a direção de Neemias, era usada em alguns lugares de Israel, mas não em depois que os judeus voltaram do cativeiro babilónico. Ver Nee. 10:25. Isso sucedeu em tomo de 445 A.C. outros. 14. O filho de Baruque, descendente de José. Terminado o cativeiro babilónico, ele fixou residência MAASÊIAS em Jerusalém. Ali, participou do novo pacto com No hebraico, «realização de Yahweh». Esse era um Yahweh. Ver Nee. 11:5. Isso ocorreu em cerca de 536 nome popular entre os israelitas, pelo que um elevado A.C. Em I Crô. 9:5, ele é chamado pelo nome de número de pessoas tem esse nome, nas páginas do Asaías, de acordo com o que crêem certos eruditos. Antigo Testamento, a saber: 15. Um filho de Itiel, um benjamita. Seus 1. Um levita, músico, que participou do transporte descendentes fixaram residência em Jerusalém, após o da arca da aliança da casa de Obede-Edom, em cerca retomo do povo do cativeiro babilónico. Ver Nee. 11:7. Isso aconteceu em tomo de 536 A.C. de 982 A.C. Ver I Crô. 15:18 quanto ao relato. 2. Um capitão de cem, que ajudou o sumo 16. Um sacerdote cujo filho, Sofonias, foi enviado sacerdote Joiada a tornar Joás rei de Judá (II Crô. por Zedequias, rei de Judá, a fim de indagar do profeta Jeremias sobre questões relativas ao bem-estar 23:1), o que aconteceu por volta de 836 A.C. 3. Um oficial que assistia a Jeiel, o escriba, tendo-o dos judeus, quando Nabucodonosor estava invadindo ajudado a convocar um exército para servir ao rei a terra. Ver Jer. 21:1; 29:21,25; 37:3. Ele viveu em Uzias(II Crô. 26:11). Ele viveu em torno de 783 A.C. tomo de 589 A.C. 4. Zicri, um efraimita, matou um homem com esse 17. Um filho de Salum, que foi porteiro do templo e nome, quando Peca, rei de Israel, invadiu Judá. Ver tinha uma câmara para o seu uso particular, ali. Ver II Crô. 28:7. Isso teve lugar em cerca de 736 A.C. O Jer. 35:4. Viveu em tomo de 607 A.C. homem que foi morto era chamado «filho do rei»; mas a cronologia indica que o rei ainda não tinha idade suficiente na época para ter um filho adulto, militar MAASMÀS ativo. Por isso, os intérpretes supõem que Maaséias Esse é o nome que aparece em I Esdras 8:43, em teria sido um filho adotivo, um príncipe real, ou, lugar de Semaias, referido em Esd. 8:16. Esse homem talvez, um primo, tio ou outro parente do rei. foi líder do remanescente que retomou do cativeiro 5. O rei Josias nomeou um homem assim chamado babilónico. para cooperar com Safã e Joás, a fim de repararem o templo (II Crô. 34:8). Ele foi governador da cidade, e pode ter sido o mesmo Maaséias que era pai de MAATE Nerias, avô de Baruque e de Seraías (ver Jer. 32:12; No hebraico, «incensário», «fogareiro». Esse é o 51:59). Sua época foi cerca de 621 A.C. nome de duas pessoas que figuram no Antigo 6. Um sacerdote, descendente de Josué, que se Testamento: casara com uma mulher estrangeira, no tempo do 1. O filho de Amasai, um sacerdote coatita (I Crô. cativeiro babilónico, e foi forçado a divorciar-se dela, 6:35). Ele tem sido identificado com o homem ao regressar à Palestina, como parte do novo pacto chamado que os israelitas firmaram -com Yahweh. Ver Esd. 1375 A.C.Aimote, em I Crô. 6:25. Viveu em cerca de 10:18. Isso ocorreu em cerca de 456 A.C. levita coatita que viveu na época do rei 7. Um sacerdote, filho de Harim, que se casara com 2. Um outro (II Crô. 29:12; 31:13). Foi encarregado de uma mulher estrangeira, durante o cativeiro babilóni­ Ezequias guardar os dízimos e as ofertas (II Crô. 31:13). Viveu co, e que teve de divorciar-se dela, ao retomar à em tomo de 726 A.C. Palestina (Esd. 10:18). Ele viveu por volta de 456 A.C. 8. Um sacerdote, filho de Pasur, homem que se casara com uma mulher estrangeira, durante o MAATE (DO EGITO) cativeiro babilónico, e que foi forçado a divorciar-se Dentro da teologia mitológica do Egito, esse era o dela após o retomo à Palestina (Esd. 10:22). Tem sido nome uma deusa da justiça. Seu símbolo era uma identificado como um dos trombeteiros que participa­ pena de de avestruz. Quando uma pessoa falecida ram da celebração da reconstrução das muralhas de comparecia diante de Osiris, o rei dos mortos, a fim Jerusalém (ver Nee. 12:41). Viveu em tomo de 445 de ser julgada, o coração do morto era pesado em uma A.C. balança. No outro prato havia uma pena de avestruz 9. Um descendente de Paate-Moabe, que se casara (o símbolo de Maate). E assim a justiça era com uma mulher estrangeira, durante o tempo do determinada. MAARATE 3

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MAAVITÁ MAAVITA - MACABEUS rara na Síria, e sèu fruto ali inferior, não sendo vegetal nativa da Palestina, alguns têm Esse patronímico de significado incerto foi aplicado espécie que a palavra hebraica aponta antes para a a um dos guardas pessoais de Davi, Eliel. A palavra pensado a laranja ou o abricó. O abricó era fruta aparece no plural, no original hebraico, provavelmen­ cidra, na Terra Santa e a sombra produzida por te devido a um erro escribal. Talvez tal titulo tivesse abundante árvore era muito apreciada. Os eruditos têm sido dado a ele, conforme se lê em I Crô. 11:46, a fim sua de distingui-lo do outro «Eliel», que figura no aventado várias frutas possíveis; a maioria das versículo seguinte. Há estudiosos que pensam que há opiniões parece favorecer o abricó como a fruta ai uma corrupção escribal da palavra, e que, indicada nas referências bíblicas (e cujo nome originalmente, deveria dizer algo como «Eliel de científico é Prunus Armeniaca). Era fruta nativa da Maanaim». Ver sobre Maanaim. Palestina nos dias do Antigo Testamento, sendo uma fruta doce e dourada, com folhas pálidas. A árvore pode atingir uma altura de 9 m, pelo que produz MAAZ No hebraico, «ira». O homem desse nome era filho excelente sombra. As flores são brancas com um tom de Rão, primogênito de Jerameel, descendente de róseo, e a parte inferior das folhas é prateada. Judá (I Crô. 2:27). Viveu em cerca de 1650 A.C. MACABEUS Ver o artigo sobre os Hasmoneanos. MAAZIAS No hebraico, «consolação de Yahweh». Há dois homens com esse nome, nas páginas do Antigo MACABEUS, LIVROS DOS Testamento: Ver o artigo geral sobre os livros Apócrifos 1. O cabeça de uma família de sacerdotes que compunha o vigésimo quarto turno de sacerdotes, que (11.12,13). serviam no culto sagrado. Ele descendia de Aarão e Esboço: I. Caracterização Geral viveu na época de Davi, em cerca de 1014 A.C. Ver I Crô. 24:18. II. I Macabeus 2. Um sacerdote que participou do novo pacto de III. II Macabeus Israel com Yahweh, terminado o cativeiro babilónico. IV. III Macabeus Ver Nee. 10:8. Ele viveu em cerca de 410 A.C. V. IV Macabeus VI. Canonicidade da Coleção N.B. — Damos um esboço do conteúdo de cada MAAZIOTE na seção relativa a cada um. No hebraico, «visões». Esse era o nome de um dos livro, catorze filhos de Hemã, levita coatita. Ele era o I. Caracterização Geral cabeça do vigésimo terceiro turno de sacerdotes, e, Ver o artigo separado sobre os Hasmoneanos atuava como músico (I Crô. 25:4,30). Viveu em tomo (Macabeus). de 960 A.C. 1. O Nome Macabeus. Originalmente, «Macabeu» era apenas um apodo, dado a Judas e a certos membros de sua família. O sentido desse apelido é MAÇA incerto, mas pode derivar-se do termo hebraico, Ver o artigo geral sobre Armadura, Armas. maqqaba, «martelo», talvez indicando a natureza No hebraico, mephits, que aparece exclusivamente dura, teimosa e resoluta daqueles que foram assim em Pro. 25:18. A maça era também chamada apelidados. Mais tarde, a alcunha veio a ser aplicada machado de guerra. Nossos índios tinham o seu a outros membros da família, até que Macabeus «tacape», que correspondia à maça dos antigos. tornou-se um nome paralelo a Hasmoneanos. Os sete Parece que essa arma de guerra vem sendo usada irmãos, em II Macabeus, são tradicionalmente desde 3.500 A.C. A cabeça da maça podia ser feita de chamados «Macabeus». Posteriormente, o nome uma pedra, ou de uma bola de metal. Havia uma recebeu uma aplicação ainda mais ampla, referindoperfuração na qual se enfiava um cabo. A invenção do se não só à família em foco, mas a todos quantos capacete de metal podia salvar quem o usasse de ser tomaram parte na luta pela independência de Israel morto com uma pancada de maça, mas nem mesmo do império selêucida, no século II A.C. tssa invenção fez a maça tornar-se obsoleta. Antes da 2. Motivo da Revolta. Antíoco IV Epifânio estava invenção do capacete, um golpe de maça podia resolvido a helenizar aos judeus. Para tanto, era significar morte instantânea, pelo que chegou a mister corromper antiga fé religiosa deles. Ele era simbolizar autoridade e poder. Daí nos vem o conceito ardoroso defensora da cultura, das maneiras e da de vara de ferro, que aparece desde o Antigo gregas. Introduziu os jogos atléticos dos Testamento (ver Sal. 2:9 e Isa. 10:5,15). O cajado do religião como também o vestuário, as instituições pastor também funcionava como uma maça (I Sam. gregos, a religião e a maneira de pensar dos helenos, 17:40,43; Sal. 23:4). Ver também no Novo Testamento políticas, e aqueles se recusavam a moldar-se a esse os trechos de Mat. 26:47,55; Mar. 14:43 e Luc. 22:52 processo deque helenização, eram severamente persegui­ quanto às maças e o uso que delas se fazia. (YAD) dos e mesmo mortos. Ele forçou os judeus a abandonarem suas leis dietéticas e a participarem da adoração pagã. Finalmente, ele introduziu no próprio MAÇÃ (MACIEIRA) templo de Jerusalém a adoração a divindades gregas, Ver os trechos de Provérbios 25:11; Cantares 2:5; chegando ao extremo de sacrificar uma porca sobre o 7:8 e Joel 1:12. As Escrituras chamam a macieira de grande altar do mesmo. Muitos judeus fugiram, e destacada entre «as árvores do bosque» (Can. 2:3). Ela muitos outros submeteram-se. Porém, em uma produz uma sombra agradável, e frutos doces, belos e pequena aldeia a pouco mais de trinta quilômetros a fragrantes. O vocábulo hebraico parece enfatizar mais sudoeste de Jerusalém, chamada Modin, o sacerdote esta última qualidade. Visto que a própria macieira é Matatias e seus filhos organizaram uma revolta 4

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MACABEUS, armada (167 A.C.). Judas tomou-se o líder principal desse movimento. Obteve sucesso imediato, o que é vividamente relatado no capitulo três em diante de I Macabeus. No começo, ele derrotava forças menores, mas, então, obteve foiça suficiente para entrar em luta com numerosos exércitos. Após uma vitória sobre Usias, general sirio, conseguiu ocupar Jerusalém e bloquear a guarnição do rei. Apenas três anos após a grande profanação, ele purificou e rededicou solene­ mente o templo (dezembro de 164 A.C.), restabele­ cendo assim o antigo culto a Yahweh. 3. A Luta Continuou. Em 163 A.C., Lisias derrotou Judas, em Bete-Zacarias, e lançou cerco a Jerusalém. Mas os problemas internos forçaram-no a abandonar seus planos e entrar em acordo com os judeus. Isso levou à retirada das forças sírias e à liberdade dos judeus em matéria religiosa e política. O poder dos Macabeus aumentou grandemente, e finalmente (152 A.C.), Jônatas foi declarado sumo sacerdote de Israel por um dos lideres do poder selêucida (que continuou exercendo muito controle sobre a política interna de Israel). Jônatas também tomou-se a grande autorida­ de civil e militar de Israel, somente para depois ser capturado e executado por Trífon, um rebelde general sírio, em 142 A.C. 4. Vicissitudes de Poder, Batalhas, Reversões e Vitórias Seguintes. João Hircano (134—104 A.C.) subiu, então, ao poder depois de seu pai Simeão, que havia sucedido no governo de Israel, após a morte de Jônatas. O governo de Simeão caracterizou-se pela paz e pela prosperidade, mas esse estado de coisas, naturalmente, não poderia perdurar muito tempo. Hircano deu prosseguimento ao conflito com os poderes selêucidas. Seu grande adversário foi Andoco VIII Evergetes. Hircano continuou a expansão hasmoneana, tendo forçado os idumeus a se converterem ao judaísmo. Fez a mesma coisa aos samaritanos, e destruiu o templo deles, no monte Gerizim. Seu governo foi longo e geralmente bemsucedido; mas houve perturbações e conflitos entre os fariseus e os saduceus. Ele favorecia estes últimos, mas os fariseus haviam sido aliados de Judas. E, mui curiosamente, Hircano agora favorecia a secularização da sociedade israelita, que os saduceus igualmen­ te promoviam, em contraste direto com os anteriores ideais dos macabeus. Hircano estava em busca de poder, e não era homem muito religioso. O filho de Hircano, Aristóbulo I, reinou por apenas um ano (104—103 A.C.). Em seguida veio Alexandre Janeu, filho de Aristóbulo, que governou de 103 a 77 A.C. Os macabeus já estavam em claro declínio espiritual. Mas Alexandre Janeu era violento e muito habilidoso na guerra. E foi assim que ele conseguiu subjugar a Palestina inteira, ao ponto de virtualmente ter restaurado os limites do reinado de Davi. Todavia, os judeus devotos odiavam-no. O que ele fazia não era muito idealista. Ele foi apenas um matador sangüinário, um homem poderoso que buscava somente a própria glorificação. Por isso mesmo, muitos judeus chegaram a aborrecê-lo de tal modo que passaram a dar apoio ao monarca selêucida, contra ele. Mas Janeu esmagou a revolta, crucificou a oitocentos lideres dos fariseus, e efetuou uma vingança geral contra seus adversários. Mas, em seu leito de morte, pensando um pouco melhor, ele recomendou à sua esposa, Salomé Alexandra, que estabelecesse a paz com os fariseus. Salomé Alexandra governou de 76 a 67 A.C. Seu governo foi um período de prosperidade áurea. Depois de sua morte, seus dois filhos, Hircano II (falecido em 30 A.C.) e Aristóbulo II (falecido em 48 A.C.), tiveram uma típica disputa pelo poder. Por LIVROS DOS algum tempo, a questão ficou resolvida, mas apenas aparentemente. Muitas intrigas faziam o equilíbrio do poder vacilar. Os partidários de ambos os irmãos apelaram para o poder de Roma, e os romanos intervieram mais profundamente do que tinham sido solicitados. Pompeu, o Grande, marchou contra Jerusalém, cercando-a e capturando-a(63 A.C.). Esse foi o começo da sujeição da Palestina inteira aos romanos. Isso pôs fim ao capitulo dos macabeus na história de Israel, embora seus ideais tivessem sobrevivido a eles, entre os judeus, no desejo que tinham de liberdade política e religiosa. Sem dúvida, esse foi um fator decisivo nas duas revoltas sem sucesso, que os judeus tiveram contra os romanos, em 67—70 A.C., e novamente, em 138 D.C. 5. A Literatura Chamada dos Macabeus. Os três livros históricos (ou quase históricos) que vieram a fazer parte da coletânea dos livros apócrifos (aceitos como Escrituras dentro do cânon alexandrino) tornaram-se conhecidos como I, II e III Macabeus. Um outro livro, IV Macabeus, na realidade, é uma espécie de obra filosófica e exortatória, e pertence à coletânea das obras pseudepígrafas. Os dois primeiros desses livros revestem-se de grande importância, e são mais fidedignos historicamente falando. Foram escritos quase contemporaneamente aos eventos registrados, no século II A.C. a. I Macabeus foi escrito perto do fim do século II A.C., originalmente em hebraico, embora exista somente em uma tradução grega. O autor exibe grande entusiasmo pelas realizações dos hasmoneanos (Macabeus), no que, algumas vezes, exagera, às expensas da história que relatava. Quanto à fé religiosa, seu autor demonstra clara crença na imortalidade da alma, zelo pela lei mosaica e um forte senso da continuidade do propósito divino na história do povo de Israel. b. II Macabeus foi escrito mais ou menos na mesma época de I Macabeus, embora em grego, e por um outro autor. Esse livro começa com duas cartas (1.1-9; 1.10—2.18), dirigidas aos judeus que estavam no Egito e referentes à festa religiosa que celebrava a rededicação do templo (H anukkah ). Então, há um sumário dos cinco livros escritos por Jasom de Cirene, que cobrem o período histórico de cerca de 175—160 A.C. Em suas idéias e em seu estilo, II Macabeus faz contraste com I Macabeus. Em II Macabeus há história, mas, primariamente, trata-se de um livro de retórica religiosa, com o fim de inspirar seus leitores, e não de torná-los estudiosos da história. Em sua doutrina, frisa o amor de Deus por Israel, apresenta uma teologia de martírio, promete a gloriosa ressurreição dos justos, e inclui a doutrina da intercessão em favor do$ mortos, como algo eficaz. Esse livro tem algum valor histórico, como suplemen­ to de I Macabeus. c. III Macabeus praticamente nada tem a ver com os Macabeus. Foi assim intitulado por estar associado aos outros livros, em uma coletânea preliminar da literatura da época. Trata-se de uma lenda, escrita em grego, por um judeu helenista, contando como os judeus egípcios foram ameaçados de total destruição, mas foram miraculosamente preservados pelo poder de Deus. O inimigo deles era Ptolomeu IV Filopator, que governou de 221 a 203 A.C. Ptolomeu envidou ingentes esforços para destruir os judeus; mas via seus esforços frustrados em cada nova investida. O ponto culminante foi atingido quando ele estava prestes a poder efetuar um grande massacre. Uma visão de anjos, que se lhe opunham, fê-lo mudar de idéia. Daí por diante creu que os judeus eram divinamente protegidos, e isso o levou a desistir de seus intuitos. 5

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Caracterização Geral. MACABEUS, Na verdade, essa obra é uma peça de propaganda, com pouca ou nenhuma história autêntica. Propaga a suposta superioridade espiritual dos israelitas, e sua alegada invencibilidade. d. IV Macabeus foi escrito em grego, endereçado a uma audiência de judeus alexandrinos, provavelmen­ te, durante a primeira metade do século I D.C. Seus heróis eram os Macabeus, o que explica o nome desse livro. Trata-se de uma espécie de tratado filosófico, que utiliza exemplos históricos para reforçar suas afirmativas. Seu título original parece ter sido «A Soberania da Razão». Foi escrito em bom grego, e incorpora o vocabulário e as idéias do estoicismo. O material do livro foi adaptado pelo autor com o propósito de dar razões pelas quais é um bom negócio obedecer à vontade de Deus, segundo essa vontade é exemplificada pela lei de Moisés. e. V Macabeus. Esse título foi aplicado no sexto livro das Antiguidades de Flávio Josefo. Esse mesmo título foi aplicado a um sumário árabe, da época medieval, de uma parte dessa obra do grande general e historiador judeu Flávio Josefo. EÍ. I Macabeus Esboço : 1. Nome e Pano de Fundo Histórico 2. Autoria 3. Fontes Informativas 4. Data e Propósitos do Livro 5. Conteúdo e Ensinamentos 6. Relação com o Novo Testamento 1. Nome e Pano de Fundo Histórico Esse material já foi apresentado na seção I, 2. Autoria Ninguém sabe quem escreveu esse livro. Foi escrito originalmente em hebraico, embora tenha chegado até nós em sua tradução para o grego. Sem dúvida, seu autor foi um judeu palestino, que viveu na época dos eventos descritos. Ele tinha acesso a fontes informativas excelentes, dignas de confiança. Não é possível rotulá-lo de fariseu ou de saduceu. Ele conhecia bem a Palestina, embora mostrasse ignorân­ cia quanto a lugares no estrangeiro. Era piedoso e ortodoxo em sua fé. Ele evitou a menção direta ao nome divino, preferindo usar o eufemismo «céu», ou alguma outra substituição. É curioso que ele nunca aluda à vida após-túmulo ou à ressurreição, o que talvez indique que ele era do partido dos saduceus, ou, no mínimo, que simpatizava com seus pontos de vista. Outro tanto fica subentendido pelo fato de que ele nunca mencionou anjos ou espíritos. Esse autor criticou as falhas e o declínio dos hasmoneanos, mas isso não basta para fazer dele um fariseu. Todavia, pode demonstrar que ele não era membro da família dos hasmoneanos, cujos membros tomavam sobre si o dever de glorificar a família. Os historiadores mostram-se favoravelmente impressionados pelo valor histórico de I Macabeus, crendo que seu autor dispôs de boas fontes informativas, e que ele deve ter vivido bem perto dos acontecimentos relatados. Contava com várias cartas valiosas, que pode ter obtido nos arquivos do sumo áacerdote (informações talvez refletidas em I Mac. 14.23 e 16.23 ss). Então, no oitavo capítulo, encontramos uma carta enviada por Roma, que alude à aliança firmada entre os judeus e os romanos. Outra carta, do cônsul romano Lúcio, a Ptolomeu Evergetes (I Mac. 15.16«) parece genuína. Cartas enviadas por governantes sírios aos macabeus encontram-se em I 3. Fontes Informativas LIVROS DOS Mac. 10.18«; 11.30«; 1.57; e a Simeão, em 13.36 ss e 15.2 ss. Os críticos reputam genuínas essas cartas, embora duvidem da correspondência entre os espartanos e os judeus (I Mac. 12). Entretanto, o trecho de I Mac. 14.20 ss reflete um genuíno documento histórico, que envolve os espartanos. A biografia é um elemento importante nesse livro. Cerca de metade do volume do livro (que envolve o período de sete anos) trata da história de Judas Macabeu. O trecho de I Mac. 9:22 mostra que os atos de Judas foram muito numerosos e que muita coisa do que ele fez não ficou registrado. Portanto, o autor oferece-nos uma espécie de sumário, não havendo qualquer razão para duvidar da exatidão geral da obra. Sabe-se que os judeus eram tradicionalmente sensíveis à história, e os anais dos sumos sacerdotes eram importantes fontes informativas. Não há razão alguma para duvidar-se que o autor do livro também dispunha de excelentes crônicas históricas sobre os Macabeus. O autor mostra-se entusiasmado quanto às realizações dos hasmoneanos, o que o levou a exagerar quanto a certos pontos. Parte do livro consiste em propaganda, e não em história, embora isso não macule o efeito total da obra. O autor procurou imitar o estilo dos livros de Samuel e de Reis. Misturou ali sua fé religiosa—um judaísmo ortodoxo, baseado sobre Moisés—com os relatos históricos, mas não há qualquer expressão sobre a crença na vida após-túmulo, o que também era típico à época mosaica. 4. Data e Propósitos do Livro a. Data. Esse livro foi escrito por volta do fim do século II A.C. Não reflete a divisão entre os fariseus e os saduceus, o que ocorreu mais tarde. A omissão desse detalhe dificilmente teria ocorrido se tal divisão já tivesse então ocorrido. O autor refere-se aos atos d« João, nas crônicas do sumo sacerdote (I Mac. 16:24), o que poderia significar que o autor viveu nos finais do reinado de João Hircano (governou de 134 a 104 A.C.). Quase todos os eruditos acreditam que o livro foi escrito em algum tempo dentro desse período. b. Propósitos. A história ilustrativa foi o propósito principal do autor do livro. Algo de grandioso acontecera em Israel. O autor queria apresentar o seu relato, embora fazendo-o de forma a ilustrar a providência divina, e como, durante toda a história de Israel, houve heróis que chegaram a tomar as rédeas da nação, quando os israelitas obedeciam a Deus. A providência divina opera em favor dos obedientes. Em todas as épocas da história de Israel, a lealdade a Yahweh é importantíssima, uma lealdade medida pelos padrões dos livros de Moisés. Os heróis do Antigo Testamento foram empregados para ilustrar esse ponto (ver I Mac. 2.26; 4.30; 7.1-20). 5. Conteúdo e Ensinamentos a. Introdução (1:1-9) b. Antíoco IV Epifânio, o Arquiinimigo (1.10-64) c. Começos da Revolta dos Macabeus (cap. 2) d. Atos de Judas Macabeu (3.1—9.22) e. Atos de Jônatas Macabeu (9.23—12.53) f. Atos de Simeão Macabeu (13.1—16.16) g. O Governo de João Hircano (16.17-24). Destarte, o livro descreve os atos dos heróicos filhos do sumo sacerdote Matatias. Temos relatado a essência dos atos deles na primeira seção, Caracteri­ zação Geral. Dentro da exposição histórica é que temos os ensinamentos, cujos pontos essenciais temos dado sob o ponto b. Propósitos, do quarto ponto. Eis um sumário: Ensinamentos: 6

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MACABEUS, a. A história é importante e provê um meio para Deus exibir seu poder e sua glória. Aqueles que agem dentro do propósito divino são abençoados. Esse é o ensino geral que permeia o livro. b. A providência divina salva o povo de Deus. Israel não tinha importância para as outras nações, mas é importante para Deus. Ver I Mac. 10.4 ss; 11.3 ss; 14.10 ss. c. A iniqüidade é castigada por Deus. Antíoco morreu por causa do que fizera contra os judeus (6.1-17). d. O poder de Deus não depende de números. Deus faz o improvável em favor daqueles que são dotados de uma espiritualidade superior. As orações de Judas Macabeu eram mais poderosas que as forças militares. Ver I Mac. 4.10; 7.1-20,36-38,41 ss. e. Deus usa instrumentos especiais, e alguns deles tornam-se heróis da fé. O autor ilustrou o ponto com os heróis do Antigo Testamento, vendo nos Macabeus os heróis da fé de sua época. Ver I Mac. 2.26; 4.30; 7.1-20; 9.21. f. A vitória está nas mãos de Deus. Ver I Mac. 5.62. Os Macabeus eram instrumentos usados, brandidos pelo poder real, Deus. g. A esperança messiânica é refletida em I Mac. 4.42,47; 14.41. Surgiria em cena um profeta semelhante a Moisés, que consolidaria a obra de Deus em Israel, garantindo o elevado destino desse povo. A época dos Macabeus antecipou certos aspectos do reino do Messias, como a paz e a independência financeira. Ver I Mac. 14.12. h. Torna-se necessária uma estrita obediência à lei mosaica (I Mac. 3.15; 6.21 ss; 7.10). Deus é Deus santo, e o povo precisa tratar a sério com ele. i. Torna-se notória a ausência de qualquer ensinamento sobre os espíritos ou a vida após-túmulo. Os princípios éticos não aparecem alicerçados sobre a esperança, a longo prazo, acerca da imortalidade e da recompensa eternas. 6. Relação com o Novo Testamento a. A esperança messiânica, com seu ensino do aparecimento aguardado de um profeta especial, em antecipação ao Novo Testamento. Ver I Mac. 4.46; 14.41. b. O uso da profecia de Deuteronômio 18:15,18 é refletido tanto em I Macabeus quanto em João 1:21,25. c. A reverência judaica pelos nomes divinos, mormente o de Yahweh, evidencia-se em I Macabeus. Eufemismos são usados em substituição, como «céu». A expressão usada no evangelho de Mateus, «reino dos céus», em lugar de «reino de Deus», provavelmen­ te, é um paralelo ao respeito pelo nome divino que figura tanto em I Macabeus como no próprio Antigo Testamento. d. Os atos de Judas Macabeu foram realmente numerosos. A maioria deles não ficou registrada. O autor de I Macabeus dá-nos apenas um sumário, provavelmente tendo usado fontes informativas escritas, com poucas exceções. Sua declaração final, sobre a questão, é similar à afirmação de João sobre como ele fora capaz de dar apenas uma pequena parte do que Jesus dissera e fizera, pois o mundo inteiro não poderia conter tudo quanto se tivesse de escrever a respeito Dele (ver João 21:25). III. II Macabeus Esboço: 1. Nome e Pano de Fundo Histórico 2. Autoria 3. Fontes Informativas LIVROS DOS 4. Data e Propósitos do Livro 5. Conteúdo e Ensinamentos 6. Relação com o Novo Testamento 1. Nome e Pano de Fundo Histórico Esse material já foi apresentado na seção I, Caracterização Geral. Sabemos que a parte principal de II Macabeus é um resumo de uma abrangente história, escrita por Jasom de Cirene. Não é provável que o próprio Jasom tenha sintetizado sua obra. Além disso, é muito difícil precisar a identificação desse Jasom. Um sobrinho de Judas Macabeu tinha esse nome (ver I Mac. 8.17). Ainda um outro Jasom foi enviado a Roma, mas nenhum desses dois era Jasom de Cirene. Com base no estilo das cartas introdutórias, parece que o autor era um judeu alexandrino. Visto que diversos dos mártires mencionados eram de Antioquia (ver I Mac. 6.8 e 7.3), alguns eruditos supõem que o livro foi escrito ali. O autor frisa idéias farisaicas, como a predestinação, a intervenção angelical e a ressurreição do corpo fisico, pelo que talvez ele mesmo fosse fariseu. Mas também pode ter pertencido a alguma seita separatista, como os hasidim (vide), que compartilhavam de certas crenças farisaicas. Ver sobre os Assideanos. Essa palavra, que vem do hebraico, significa «santos». Outros pensam que tanto os fariseus quanto os essênios desenvolveram-se a partir dos assideanos. Todavia, a disputa deles com Judas Macabeu não é mencionada (conforme se vê em I Mac. 7.12-16), e isso seria uma estranha omissão, se esse partido tivesse estado envolvido na produção do livro, através de um de seus membros. Algum paralelismo de expressão pode ser observado com o material essênio de Qumran (vide), com alusões à «Guerra dos Filhos da Luz e dos Filhos das Trevas». Também devemos incluir o papel desempenhado pelos anjos no drama dos homens; a relutância em fazer guerra em um ano sabático; a importância da adoração no templo de Jerusalém. Ver II Mac. 8.23; 12.1; 13.13,15,17; 15.7 ss. Não há como solucionar o problema, entretanto, embora pareça indiscutível que um fariseu tenha escrito esse livro. 3. Fontes Informativas a. A condensação da história escrita por Jasom compõe o volume maior desse livro. Ele escreveu cinco livros históricos que não sobreviveram. O livro de II Macabeus tem sido esboçado com base nos cinco supostos livros de Jasom. Os trechos de II Mac. 3.40; 7.42; 10.9; 13.26 e 15.37 seriam as declarações finais dessas seções. Além de condensações, sem dúvida, também houve ampliações de certos segmentos, quando isso pareceu importante para o autor. b. Alguns têm pensado que uma fonte informativa usada pelo autor teria sido o livro de I Macabeus, mas as evidências em favor disso são débeis. c. As informações sobre os governantes selêucidas parecem ter-se baseado sobre as crônicas a respeito deles. Alguns detalhes diferem de pormenores dados em I Macabeus, pelo que parece ter havido histórias conflitantes, usadas como fontes informativas, pelos dois autores. d. Cartas. O livro de II Macabeus começa com duas cartas que, alegadamente, foram escritas da Palestina para o Egito. Essas cartas encorajam os judeus egípcios a cumprirem seus deveres cívicos e suas observâncias religiosas. Essas cartas ficam em II Mac. 1.1-9 e 1.10—2.18. As mesmas poderiam ser meros artifícios literários para introduzir o livro, e não material autenticamente histórico. A segunda carta é especialmente suspeita, visto que contém material 2. Autoria

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MACABEUS, lendário sobre o altar, bem como um relato da morte de Antíoco que é bem diferente daquilo que se lê em outras fontes. 4. Data e Propódto» do livro Data. Esse livro deve datar de depois da época de Jasom. Visto que o livro menciona a Hanukkah, a celebração da rededicação do templo, deve ter sido escrito depois de 164 A.C., quando ocorreu aquele acontecimento. A história de Jasom parece ter sido escrita na época do reinado de João Hircano (134—104 A.C.), pelo que II Macabeus deve ter sido escrito algum tempo depois de 130 A.C. Muitos estudiosos creem que I e II Macabeus foram escritos mais ou menos na mesma época, o primeiro em hebraico, e o segundo em grego. A primeira carta reflete a data de cerca de 124 A.C. O epílogo diz que os judeus controlavam Jerusalém, uma condição que terminou através do domínio romano, a partir de 63 A.C. Portanto, o livro foi escrito entre cerca de 120 e 63 A.C. Alguns acham que devemos pensar no tempo de Agripa I (41—44 D.C.), pensando que suas informações refletem um tempo anterior, embora só tenham sido escritas depois do início da era cristã. Sabemos que II Macabeus estava em circulação por volta de 50 D.C. Uma boa opinião é em algum tempo entre 115 e 104 A.C. Propósitos. Apesar de II Macabeus ser uma história digna de confiança, não se trata, especificamente, de um documento histórico. Antes, esse livro foi escrito a fim de magnificar o culto judeu, centralizado na adoração no templo de Jerusalém. O autor busca encorajar aos perseguidos judeus do Egito que voltassem às suas raízes, a fim de manterem sua fidelidade a Yahweh. Ele assegura-lhes que Deus os protegeria e mostrar-se-ia fiel a eles, se Lhe fossem fiéis. II Macabeus sob hipótese alguma é a continuação de I Macabeus. O primeiro desses livros é um documento histórico fidedigno, mas o segundo é um tratado teológico. O grego usado em II Macabeus é elaborado e, algumas vezes, exagerado, e a história de Jasom, apesar de emprestar ao livro um tom histórico, bem como algumas informações válidas, serve somente de pano de fundo para lições morais e religiosas que seu autor queria ensinar. Os mártires são ali glorificados, e os anjos vêm ajudar aos homens, garantindo-lhes bons resultados nas batalhas, circuns­ tâncias essas que, então, assumem aplicações morais e religiosas. LIVROS DOS b. Heliodoro, oficial de Seleuco IV, tenta inutilmente saquear o templo. Cavaleiros angelicais garantem o seu fracasso (cap. 1). c. Várias corrupções tinham invadido as institui­ çõesjudaicas, incluindo o próprio sacerdócio. Antíoco IV Epifânio estava helenizando aos judeus a pleno vapor. Jasom, seguindo sinais miraculosos no firmamento, atacou Jerusalém, na esperança de restaurar as instituições judaicas. Antíoco impediu isso mediante um terrível ataque contra Jerusalém, que culminou com a profanação do templo. E Jasom precisou fugir para as montanhas (5.11-27). d. O templo de Jerusalém foi consagrado a Zeus, e os judeus tiveram de adorar a Dionísio (6.1-9). Instituições judaicas foram descontinuadas, e foram mortos os judeus que tentaram resistir. Houve muitos mártires, incluindo um certo Eleazar, escriba especialmente santificado. Sete irmãos foram tortura­ dos até à morte, um por um, sem renunciarem à sua fé. e. Os atos de Judas Macabeu são exaltados nos caps. 8—15, uma seção que é paralela à de I Macabeus 3—7, embora alguns detalhes difiram radicalmente. Nessa seção e que temos o relato estranho (e sem dúvida falso) da morte de Antíoco IV Epifânio. Ele sofreu excruciantes dores; sua carrua­ gem passou por cima de seu corpo; vermes estavam comendo o seu corpo; arrependeu-se e tornou-se um judeu; e então enviou uma carta amigável aos judeus (II Mac. 9.11-27). f. Purificação e rededicação do templo (II Mac. 10.1-9). Novas dificuldades com o inimigo; novas vitórias; ajuda da parte de cavaleiros angelicais (II Mac. 10—11). g. Um breve período de paz. Novos combates em Jope e outras cidades. Lísias é novamente derrotado: caps. 12—13. Outro período de paz de três anos. Novas batalhas. Demétrio I envia Nicanor para ser o governador sírio da Judéia; o que provoca novos choques armados. Nicanor é derrotado, e trinta e cinco mil sírios são mortos. Jeremias (em espírito) dá a Onias, um sacerdote, uma visão para orientá-lo na guerra. O triunfo de Israel; a festa de Purim: caps. 12—13. h. Epílogo. O autor exprime esperança de haver escrito um bom relato, que prenda o interesse de seus leitores (II Mac. 15.37-39). Ensinamentos: 5. Contéudo e Ensinamento» a. A ênfase toda-poderosa sobre o templo e suas Conteúdo: instituições, como guardião das bênçãos divinas e a. Prefácio. Carta aos judeus do Egito (1.1—2.18) centro do verdadeiro culto (II Mac. 2.19,22; 5.15; b. Prólogo. Declaração introdutória (2.19-32) 14.31). c. Heliodoro banido do templo de Jerusalém b. Qualquer profanação contra isso importa em (3.1-40) crime sério, que só pode resultar em severo castigo d. A profanação do templo e a história dos mártires divino. Por essa razão, Antíoco terminou miseravel­ mente (II Mac. 5.11-6.9). (4.1—7.42) e. Morte de Antíoco; rededicação do templo (8.1— c. Deus cuida daqueles que nelé confiam e lhe 10.9) obedecem. Sua providência é a nossa segurança. A lei f. O triunfo de Judas sobre os inimigos de Israel da colheita segundo a semeadura garante a vingança (10.10—13.26) divina contra o erro (II Mac. 13.4-8; 15.32-35). g. Judas derrota a Nicanor (14.1—15.36). d. A doutrina de um Deus todo-poderoso, segundo concebido pelo teísmo. "Deus vê tudo; castiga àqueles Fatos a Observar: castigo. Ele é o Senhor todo-poderoso a. O livro cobre um período de cerca de quinzeque merecem 3.22), e é o grande soberano do mundo (II anos, pouco antes do reinado de Antíoco IV Epifânio (II Mac. 12.15,28). Finalmente, Deus é o justo Juiz de (175 a 160 A.C.). O prefácio fornece-nos o pano de Mac. fundo da insistência do autor para que os judeus se todos (II Mac. 12.6,41). conduzissem à maneira tradicional dos hebreus que e. A intervenção angelical provera algumas vitórias seguem os preceitos mosaicos. A inspiração é provida espetaculares (II Mac. 3.25; 5.1-4; 10.29; 11.6-14). através de informações sobre como o templo de f. Instrumentos divinos. Deus encontra os homens Jerusalém foi purificado e rededicado. O prólogo dá que ele quer, usando-os para os seus propósitos, como crédito a Jasom quanto ao esboço histórico. no caso de Judas Macabeu (II Mac. 8.36). 8

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MACABEUS, LIVROS DOS g. Pontos secundários do livro são a preocupação do IV. lH Macabeu« autor com a oração e o louvor (II Mac. 8.1-5), e Esboço: também com as viúvas e os órfãos (II Mac. 8.28,30). 1. Título h. A intervenção divina mediante o retorno do 2. Pano de Fundo Histórico espirito de Jeremias (II Mac. 15.11-14). 3. Autoria Fontes Informativas i. Preocupação com os mortos e intercessão dos 4. 5. Data e Propósitos do Livro mortos em favor dos vivos. Essa doutrina faz parte, 6. Conteúdo e Ensinamentos em alguns segmentos da Igreja cristã, do conceito da 7. Relação com o Novo Testamento comunhão dos santos. Essa doutrina, com ou sem 1. Título textos de prova, supõe que há intercomunicação entre as almas humanas, aquelas que estão fora do corpo Quase todos os estudiosos pensam que chamar esse (devido à morte física) e aquelas que continuam livro de Macabeus é um equívoco. Um título melhor presas ao corpo. Os vivos poderiam ajudar aos seria Ptolemaica, segundo o nome de Ptolomeu IV mortos, e os mortos poderiam ajudar aos vivos. O Filopator, perseguidor dos judeus, descrito nesse trecho de II Mac. 12.43-46 fala em orações pelos livro. Contudo, os mais antigos manuscritos do livro, mortos. A maioria dos grupos protestantes e incluindo o Códex Alexandrinos, trazem o título evangélicos repeliu tal idéia, mas os católicos Macabeus. Os manuscritos Vaticanus e Sinaiticus não romanos, os católicos gregos e os anglicanos retêm a incluem esse livro, pelo que tem sido o mesmo idéia da ajuda mútua entre cristãos vivos e cristãos impresso como parte dos pseudepigrafos, e não dos mortos. Há evidências, na experiência humana, de apócrifos. Os eventos historiados no livro ocorreram que os mortos, em certas ocasiões, realmente cerca de cinqüenta anos antes de serem reduzidos à oferecem sua ajuda aos vivos, e que eles se põem à forma escrita. Talvez o título Macabeus (III) tenha disposição dos vivos. Deixamos a questão nas mãos de sido atrelado ao livro porque o códex A e o códex V da Deus, quanto às circunstâncias e à freqüência em que Septuaginta, fazem-no aparecer depois de I e II isso poderia suceder. Quanto os mortos podem ser Macabeus, e assim ele acabou recebendo o mesmo ajudados pelas orações dos vivos já é uma questão nome. Isso seria confirmado pelo fato de que aborda inteiramente diferente. O relato bíblico da descida de (tal como os outros dois livros dos Macabeus) a Cristo ao hades mostra-nos, definidamente, que perseguição movida por um poder estrangeiro contra espíritos, até mesmo de perdidos, são beneficiados Israel, embora tal poder seja diferente daquele pelas intervenções divinas, mesmo depois do tempo de enfocado em I e II Macabeus. Alguns eruditos suas mortes biológicas. Cristo instituiu um trabalho pensam que o livro seria uma espécie de introdução missionário no hades. Ver o artigo chamado Descida histórica aos dois primeiros, mas é difícil dizer em de Cristo ao Hades. Porém, isso não é a mesma coisa quais razões eles estribaram-se para assim pensar. que as orações dos vivos beneficiarem aos mortos. Não Talvez seja melhor confessar que o título «Macabeus» presumo saber dizer se essas orações são benéficas ou acabou sendo aplicado a esse livro por puro acidente não aos mortos, mas a doutrina da comunhão dos histórico. santos sugere que assim talvez seja. Quanto a esse 2. Pano de Fundo Histórico particular, tendo para o anglicanismo. Visto que os O livro de III Macabeus é, essencialmente, lendário livros de I e II Macabeus são considerados canonicos e didático em seu caráter, e não histórico, mas o seu para os católicos romanos, os textos envolvidos em II autor dispunha, ao que parece, de um âmago Macabeus, sobre os quais nos referimos, são histórico em mente, quando escreveu seu livro. As considerados autoritários. coisas que ele diz no primeiro capítulo, acerca de Ptolomeu IV e de sua feroz perseguição contra os j. Emulação dos mártires é o tema do trecho de II judeus do Egito, ao que tudo indica, têm alguma base nos fatos. Todavia, há estudiosos que crêem que esse Mac. 6.10-7.42. 1. Ê enfatizada a ressurreição dos mortos justos. livro seria uma pseudo-história no tocante ao tempo Esses ressuscitarão para a vida eterna (II Mac. de Ptolomeu IV e que o mesmo na verdade reflete as movidas por Calígula, imperador roma­ 7.11,36; 14.26), reunindo-se então aos seus entes perseguições em sua tentativa por levantar sua imagem no queridos (II Mac. 7.6,14,19,29). Os ímpios, por outra no, templo de Jerusalém, em 40 D.C. Nesse caso, tal parte, terão de enfrentar o castigo e o sofrimento. como no livro neotestamentário do Apocalipse, temos um livro escrito em código. Tal como Babilônia 6. Relação com o Novo Testamento Algumas das descrições constantes em Heb. indicava Roma, nesse caso, Ptolomeu IV indicaria 11:35-38 (que descrevem os heróis e mártires da fé) Calígula. Mas Calígula, na realidade, foi muito pior parecem depender da seção dos mártires em II que Ptolomeu IV, porquanto, exigiu que se lhe honras divinas, tendo erigido efígies suas, Macabeus (6.10—7.42; particularmente 5.27; 6.11 e prestassem deveriam ser adoradas. No entanto, não há 10.6). O trecho de Heb. 11:4—12:2 também é que parecido com a passagem de Eclesiástico 44—49. E qualquer indício disso em III Macabeus. Ainda outros especialistas pensam que III Maca­ isso significa que, provavelmente, a epístola aos Hebreus dependeu de dois livros apócrifos, em suas beus foi escrito em face de uma crise que os judeus descrições, de seu décimo primeiro capítulo. As sofreram, quando o Egito tornou-se província similaridades entre a angelologia de II Macabeus e do romana, em 24 A.C. Esse argumento alicerça-se sobre Novo Testamento são óbvias, mormente acerca da a laografia que Filopator teria imposto aos judeus, o maneira como os anjos atuam no livro de Apocalipse. que, na verdade, referir-se-ia ao imposto cobrado Isso, porém, reflete a angelologia desenvolvida durante o período de dominação romana aos judeus. durante o período intertestamental, e não, necessaria­ Todavia, não há razão para supormos que Ptolomeu mente a angelologia de II Macabeus. O trecho de João IV não poderia ter feito a mesma coisa. Por isso 10:22 menciona especificamente a festa da Dedica­ mesmo, um outro grupo de eruditos acredita que o ção, um paralelo com II Macabeus 10.8, embora não pano de fundo histórico do livro não passa de uma haja razão para pensarmos que o autor de Hebreus invenção, para servir de meio literário para transmis­ pediu algo por empréstimo de II Macabeus. são da mensagem do autor, que procurava encorajar 9

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MACABEUS, os judeus a se apegarem ao seu antigo culto, em face de toda e qualquer crise. Esses últimos eruditos, pois, argumentam que o livro reveste-se de natureza didática, não refletindo a esperada natureza de algum documento de crise. Visto que III Macabeus reflete um conhecimento razoavelmente bom sobre a vida e a época de Ptolomeu IV, muitos pensam que pode haver um certo âmago histórico genuíno envolvido no livro. O problema é que dispomos de bem poucas informações históricas acerca de como os judeus estavam passando no Egito, durante os dias de Ptolomeu IV, pelo que nos falta algum ponto de referência. Seja como for, provavelmente, devemos pensar em uma data em torno de 217 A.C. 3. Autoria Embora não sc possa apontar para nenhum indivíduo específico como autor do livro de III Macabeus, o grego por ele usado e o conhecimento que tinha do judaísmo alexandrino e das questões egípcias em geral, apontam para algum judeu alexandrino como autor da obra. O livro assemelha-se a certos romances gregos; e, na verdade, é uma espécie de romance histórico. Sem dúvida alguma, não é uma tradução. O autor procurou escrever com erudição , empilhando epítetos, algumas vezes ao ponto de exagero. O livro encerra repetições e exageros retóricos. Seu vocabulário é rico e variegado. Tem formas clássicas, embora haja palavras do típico grego «koiné». Também evidencia-se alguma influên­ cia da poesia grega. A linguagem do autor exibe «um pseudoclassicista ou um pseudo-aticista, que se sentia à vontade com várias fases do idioma grega» (J, em sua introdução a III Macabeus). Não há provas que identifiquem o autor com os fariseus, com os essênios, ou com qualquer outra das seitas judaicas. Ele acreditava na existência dos anjos, mas nunca mencionou a ressurreição ou a crença na vida após-túmulo, noções essas de magna importância para o farisaísmo. a. Políbio e a história. Várias narrativas do autor de III Macabeus se parecem com a história de Políbio, do século II A.C., especialmente sua descrição sobre a batalha de Rafa (Políbio, Hist. 5.80-86). Até onde é possível determinarmos, ele apresentou fatos genuí­ nos sobre Ptolomeu IV. Mas, algumas discrepâncias gritantes com Políbio maculam o quadro geral e lançam dúvidas sobre o autor de III Macabeus como um historiador. Talvez ele tenha dependido da memória, quanto a algumas de suas informações. b. A biografia de Ptolomeu IV , por Ptolomeu de Megalópolis. Tanto Políbio quanto o autor de III Macabeus podem ter tomado informes por emprésti­ mo. Sabe-se que Políbio vivia em Megalópolis. Apenas alguns poucos fragmentos de sua obra escrita restam hoje em dia, e nada de firme pode ser dito quanto a essa possibilidade. c. As tradições de judeus egípcios podem ter sido uma fonte informativa, sobretudo quanto aos caps. 4—6 de III Macabeus. Josefo também tem material correspondente, em Contra Apionem II. Os judeus apoiaram a rainha Cleópatra contra Físcon, e este soltou uma manada de elefantes alcoolizados contra os judeus, os quais mataram também a muitos dos homens do rei. Parece haver aqui alguma confusão, que envolve mais de um homem com o nome de Ptolomeu. Os judeus de Alexandria e os de Jerusalém competiam entre si, e os judeus egípcios observavam algumas festas religiosas que não faziam parte da tradição palestina. Isso se reflete em III Macabeus. 4. Fontes Informativas LIVROS DOS d. Ester. Apesar de III Macabeus não citar essa obra, alguns dos temas da mesma parecem ter sido pedidos por empréstimo; um conluio contra o rei, anulado por Dositeu (1.2,3); similaridades com Ester 2:21-23; os judeus são acusados de deslealdade (3.19; semelhante a Est. 3:8); os planos urdidos contra os judeus disparam pela culatra (7.10-15; similaridades com o nono capítulo de Ester); festas foram instituídas para celebrar a vitória dos judeus (um tema que aparece em ambos os livros). e. II Macabeus. Esse livro e III Macabeus têm alguns temas em comum, embora não narrem, em paralelo, a mesma história. Assim, os judeus lutam contra a helenização forçada (III Mac. 2.27-30; II Mac. 4.9; 6.1-9). Filopator ataca o templo de Jerusalém, conforme também fez Heliodoro (III Mac. 1.9—2.24; II Mac. 3.7). Houve intervenção angelical em batalhas (III Mac. 6.18-21; II Mac. 3.25). Houve fervorosa oração em favor da preservação do culto no templo de Jerusalém (III Mac. 2.1-20; II Mac. 3.15-23; 14.34-36). f. A Carta de Aristéias. Essa é outra obra pseudepígrafa. Ver o artigo sobre Aristéias. Há vários temas similares ou paralelos entre as duas obras. Ver III Mac. 3.21; 5.31; 6.24-28; 7.6-9, em comparação com Aristéias 16, 19, 37. A lealdade dos judeus aos Ptolomeus; a glória do templo de Jerusalém; o fato de que os judeus consideravam-se separados, embora participassem de festas e feriados egípcios. Esses são alguns dos temas similares. 5. Data e Propósito# do Livro Data. Esse livro pode ser datado entre 217 A.C. e 70 D.C. Determinar uma data mais exata depende, em grande parte, da presumível crise histórica sobre a qual o livro está baseado. Já discutimos sobre isso no segundo ponto. As possibilidades são uma crise genuína, que envolveu Ptolomeu IV (século II A.C.), ou Calígula (40 D.C.), ou, então, a crise surgida quando o Egito tornou-se uma província romana (24 A.C.). Entretanto, alguns negam que esse livro se assemelhe a uma literatura de crise. Nesse caso, nenhuma ajuda quanto à data envolvida pode ser derivada do apelo a qualquer crise histórica. As afinidades lingüísticas parecem indicar uma data antes da era cristã. Além disso, o uso de um nome pessoal, como «Filopater», na correspondência formal (II Mac. 3.12 e 7.1), não foi aplicado a Ptolomeu IV senão em cerca de 100 A.C., e isso estreita o tempo para depois dessa data, e daí até os fins da era pré-cristã. Propósitos. O propósito do autor foi o de fortalecer um povo que já estava sendo perseguido, mediante relatos sobre os testes e as vitórias de Israel, ou, então, o de ajudar a fortalecer os israelitas potencialmente perseguidos, para quando chegasse algum período de dificuldades previsíveis. O autor proveu exemplos de fé e fortaleza, com o intuito de inspirar. Até mesmo em tempos pacíficos, as histórias providas serviriam de inspiração para que o povo vivesse de modo harmônico com as antigas tradições dos hebreus. Em segundo lugar, o livro adverte que aqueles que chegassem a prejudicar o povo de Israel teriam escolhido um caminho errado, e teriam de pagar por sua má escolha. Propósito Didático. O autor promoveu várias doutrinas como úteis. Porém, deixou de lado questões como a divina retribuição, após a morte, o julgamento final, a iminente destruição cataclísmica deste sistema mundial, uma nova ordem mundial que se segui­ ria—ensinamentos esses que são doutrinas cristãs das obras pseudepígrafas e apocalípticas do período 10

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MACABEUS, intertestamental. Essa omissão, entretanto, é típica da antiga teologia dos hebreus. As lições providas aplicam-se antes ao què é daqui e de agora. Para a mente cristã, porém, tais omissões são incríveis. Porém, precisamos reconhecer o desenvolvimento da teologia, e do fato de que o judaísmo, em qualquer período de sua história, estava nos primeiros estágios desse desenvolvimento teológico. Todavia, mesmo nesses estágios iniciais havia vários campos do pensamento teológico que estavam sendo ventilados. 6. Conteúdo e Ensinamento#: Conteúdo: LIVROS DOS muitos empréstimos de idéias dos livros pseudepígrafos, especialmente de I Enoque, ao ponto que o esboço profético essencial que há naquele livro aparece claramente no Novo Testamento. 1. Título 2. Pano de Fundo Histórico e Fontes Informativas 3. Autoria 4. Data e Propósitos do Livro 5. Conteúdo e Ensinamentos 6. Relação com o Novo Testamento 1. Titulo O livro de IV Macabeus, nas coletâneas modernas, é agrupado juntamente com as obras pseudepígrafas, e não com os livros apócrifos. Tem sido preservado em vários dos manuscritos da Septuaginta, como A (Alexandrinus), S (Sinaiticus) e V (codex Venetus), embora não apareça em B (Vaticanus). Seu título tradicional é IV Macabeus porquanto apresenta os Macabeus como heróis didáticos. Mas essa obra, na realidade, é um tratado filosófico que, segundo alguns pensam, originalmente tinha o título de A Soberania da Razão. Vários dos pais da Igreja deram-lhe esse nome. Foi escrito em bom grego, não exibindo qualquer sinal de haver sido uma tradução. Emprega idéias estóicas e filosóficas a fim de mostrar por que razão a obediência à vontade de Deus—conforme expressa pelo código mosaico—é vantajosa. 2. Pano de Fundo Histórico e Fontes Informativas IV Macabeus não é um livro histórico, posto que seu autoi tivesse usado algumas seções históricas de II Macabeus. Não há que duvidar que IV Macabeus depende de II Macabeus 2.1—6.11. Estava em foco a perseguição da casa reinante selêucida contra os judeus. Alguns detalhes variam, talvez porque o seu autor dispussesse de alguma outra fonte ou fontes, escritas ou orais. O autor abrevia os relatos sobre os mártires, dos capítulos sexto e sétimo de II Macabeus, e que foram preservados em IV Macabeus 5—18. A terrível morte de Antíoco IV Epifânio, descrita tão vividamente no nono capítulo de II Macabeus, recebe um tratamento mais sucinto em IV Macabeus 18.5. De fato, algumas das diferenças são tão grandes que alguns estudiosos modernos têm pensado que o autor de IV Macabeus na realidade iitilizóu:se da obra de Jasom, mais ou menos o que também foi feito pelo autor de II Macabeus. Outros eruditos salientam que o autor não pretendia ser um historiador, tendo usado material histórico de forma bastante livre. O uso que ele fez do Antigo Testamento também reflete sua liberdade ao relatar a história da sede de Davi (IV Mac. 3.6,16), tomada por empréstimo de II Sam. 23:13-17. Quanto à sua filosofia, o autor lançou mão, principalmente, de idéias estóicas, embora também tivesse incorporado ilustrações com heróis do Antigo. Testamento, como José, Moisés, Jacó e Davi. Mui: provavelmente, o livro foi escrito em Alexandria, e, naturalmente, a colônia judaica dali estava em contato com a filosofia grega e com todas as formas de helenização. Nessa cidade é que se criou Filo, que agiu muito mais como filósofo harmonizador, procurando fazer Moisés falar grego, e Platão falar hebraico. Alguns estudiosos têm procurado ver em IV Macabeus uma espécie de pregação da sinagoga, mas isso é quase impossível. O livro é por demais distante das Escrituras do Antigo Testamento para ser isso. O autor, além disso, era um judeu piedoso, embora helenizado. Esboço: V. IV Macabeus a. Ptolomeu Filopator ameaça do templo (1.1— 2.24). b. Os judeus alexandrinos são forçados a adorar a Baco (2.25-30). c. Os que se rebelassem seriam mortos (2.31— 4.21). d. Os judeus escapam ao ataque dos elefantes, mediante intervenção angelical (4.22—6.21). e. Os judeus celebram sua vitória (6.22—7.2) Caracterização Geral. O livro é uma narrativa romântica que ilustra a invencibilidade de Israel, enquanto fossem obedientes a Deus. Os que tentassem destruir a Israel ver-se-iam frustrados a cada passo, e, quando fosse necessário, havería a intervenção divina. O adversário, Ptolomeu, era poderoso. Ele acabara de obter certo número de notáveis vitórias militares, como aquela sobre Antíoco III, quando da batalha de Rafia (217 A.C.). Mas, quando ele ameaçou o templo de Jerusalém, bastou a oração do sumo sacerdote Simão para paralisá-lo. Ele ainda conseguiu obrigar alguns judeus a adorarem a Baco, mas outros foram capazes de oferecer-lhe resistência, contra um ataque de quinhentos elefantes bêbados, visto que os anjos de Deus intervieram. Nisso o rei percebeu o poder de Deus e mudou de atitude quanto ao seu programa de perseguição. Os judeus que haviam oferecido resistência foram reinstalados como cidadãos honrosos. Porém, trezen­ tos deles, que haviam apostatado, foram executados por seus compatriotas judeus. Uma festa foi decretada para celebrar a vitória (6.22—7.23). Ensinamentos. Já vimos as gritantes omissões de III Macabeus no quinto ponto, Propósito Didático. Os ensinamentos específicos são os seguintes: a. A providência de Deus. Temos de tratar com um Deus teísta (4.21; 6.15 e 7.16). b. Deus anela por ajudar aos pecadores que se arrependam (2.13). c. Os hebreus são um povo ímpar, com provisões ímpares. Se retiverem essa sua natureza ímpar, mantendo oposição ao paganismo e suas influências, Deus haverá de recompensá-los (1.8—2.24). d. Até os homens honram àqueles que honram a Deus, embora talvez sejam necessárias medidas drásticas para que reconheçam isso (3.21; 6.25; 7.7). 7. Relação com o Novo Testamento A epifania de Deus é ativa, conforme se vê em 2:9; 5.8,5l. Em III Mac. 6.18, os anjos que fizeram intervenção em favor dos judeus foram a Sua epifania. O Novo Testamento apresenta Cristo como a maior e definitiva epifania de Deus, ao mesmo tempo em que os anjos continuam em suas boas ações. Naturalmen­ te, não há nisso qualquer empréstimo direto de idéias. O Novo Testamento reflete a teologia em desenvolvi­ mento, que atingira novos horizontes durante o período intertestamental. Outros temas, dados sob Ensinamentos, sexto ponto, também são enfatizados no Novo Testamento, embora sem qualquer emprésti­ mo direto. No Novo Testamento, como é óbvio, há 11

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