vol 3 Enciclopedia de biblia teologia H-L

 

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R.N. Champlin, Ph.D. ENCYCLOPEDIA ABiBLIA, TEOLOGIA & FILOSOFIA VOLUME 3 hagnos

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ENCICLOPÉDIA DE BÍBLIA TEOLOGIA E FILOSOFIA Por Russell Norman Champlin, PH. D. Volume 3 H -L Ia Edição, 2a Edição, 3a Edição, 4a Edição, 5a Edição, 6a Edição, 7a Edição, 8a Edição, 1991 - 2000 1993 - 2000 1995 - 4500 1997 - 5000 2001 - 3000 2002 - 3000 2004 - 3000 2006 - 2000 exemplares exemplares exemplares exemplares exemplares exemplares exemplares exemplares Direitos Reservados U IAGNOS Av. Jacinto Júlio, 620 São Paulo - SP - Cep 04815-160 - Tel/fax: (11)5668-5668 E-mail: hagnos@hagnos.com.br - www.hagnos.com.br

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1. Form as A ntigas fenício (semítico), 1000 A.C. w grego ocidental, 800 A.C. latino, 50 D.C. B Ht f hA H h 5 . U mm e Sím bolos H 2. N os M anuscritos G regos do Noto Testam ento H In 71 HHh h 3 . Form as M odernas HHhh 4. História h v-v. H é a oitava letra do alfabeto português. Historicamente, deriva-se da letra semítica heth, «sebe», uma letra consoante. Originalmente, tinha um som gutural, «ch». No grego ocidental, esse símbolo foi modificado e chamado eta, uma vogal com um fonema longo, ei. No grego ocidental tinha um som aspirado, «h». Ao ser adotada pelo latim, essa letra reteve este último fonema (perdendo a aspiração no português), de onde passou para outros idiomas modernos, retendo a aspiração em alguns deles e perdendo em outros. HP significa «cavalo de força» (em inglês, horsepower ). H é usado como símbolo do Codex W olfii B , descrito no artigo separado h. Caligrafia de Darrell Steven Chaxnplin rr ^

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H H (CÓDICE WOLFII B) Esse manuscrito foi trazido do Oriente, juntamente com G (códice Wolfii A) (vide), por Andrew E. Seidel, no século XVII. Foi adquirido por J.C. Wolf, o que lhe explica o nome. Ele publicou extratos do mesmo em 1723. A partir de então, desconhece-se sua história, exceto que, em 1838, foi adquirido pela biblioteca pública de Hamburgo, na Alemanha. Esse manuscrito data do século IX ou X D.C., contendo os quatro evangelhos, com muitas lacunas. Representa um antigo estágio do tipo de texto bizantino comum (padronizado). Publiquei um livro sobre esse manus­ crito e seus aliados chamado Fam ily E a n d Its Allies in M atthew (Studies and Documents, Salt Lake City, Utah, 1966). Meu amigo e colega, Dr. Jacob Geerlings, publicou estudos desses mesmos manuscri­ tos quanto aos outros evangelhos. Publicações como essas ilustram a história da transmissão do texto e demonstram como o mesmo foi fundido, até que se chegou ao Textus R eceptus (vide). Esse texto representa o último estágio do texto bizantino, antes da invenção da imprensa. Ver o artigo geral sobre os M anuscritos do Novo Testam ento. HAASTARI repete essa informação. Todavia, ainda há outras estórias contradizentes. Alguns estudiosos pensam que ele era filho da mulher sunamita, mencionado em II Reis 4:16, ou, então, que seria o «atalaia» referido em Isaías 21:6. Outros pensam que ele também esteve na cova dos leões, em companhia de Daniel. Esta última informação aparece na obra apócrifa Bei e o Dragão (vs. 33 ss)t Mas tudo parece ser tão imaginário quanto tudo que aparece nas obras apócrifas. O próprio livro de Habacuque presta-nos bem poucas informações. O trecho de Hab. 3:19 indica que ele estava oficialmente qualificado para partici­ par do cânticolitúrgico do templo de Jerusalém, e isso parece indicar a exatidão da informação que o aponta como um levita, visto que estava encarregado da música sacra. E curioso que não nos seja dado o nome de seu pai, e nem a sua genealogia, o que é contrário aos costumes judaicos. Elias também pode ser mencionado como uma das grandes personagens do Antigo Testamento cuja genealogia não é dada. D . Caracterização Geral Nome de uma família que descendia de Judá, que ocorre somente em I Crô. 5:6. O nome parece significar «mensageiro» ou «guia de mulas». Ele aparece como homem que descendia de Asur, por meio de sua segunda esposa, Naará. Ele viveu por volta de 1618 A.C. HABACUQUE (O PROFETA E O LIVRO) Esboço: I. II. III. IV. V. VI. VII. O Profeta Caracterização Geral Data Estilo Literário e Unidade Pano de Fundo e Propósitos Canonicidade e Texto Conteúdo e Mensagem I. O Profeta No hebraico, o nome dele significa «abraço amoroso» ou, então, «lutador». Habacuque foi um dos mais distinguidos profetas judeus. Sua obra aparece entre as dos chamados oito profetas menores. Essa palavra, «menores», nada tem a ver com a estatura do indivíduo ou com a importância de sua obra, mas apenas com o volume da mesma, em contraste com os «profetas maiores», como Isaías, Jeremias e Ezequiel, cujos escritos foram bem mais volumosos. Não dispomos de qualquer informação segura sobre o lugar de nascimento, sobre a parentela e sobre a vida de Habacuque. Obras apócrifas dizem algo a respeito, mas suas informações são conflitantes, pois, mui provavelmente, foram foijadas. O Pseudo-Epifânio (de Vitis Prophet, opp. tom. 2.18, par. 247) afirma que ele pertencia à tribo de Simeão, tendo nascido em um lugar de nome Baitzocar. Dali, supostamente, ele fugiu para Ostrarine, quando Nabucodonosor atacou Jerusalém. Mas, depois de dois anos, voltou à sua cidade natal. Porém, os escritores rabínicos fazem Habacuque ser da tribo de Levi, além de menciona­ rem um lugar diferente de seu nascimento (Huetius, D em . Evang. Prop. 4, par. 508). Eusébio informa-nos que havia em Ceila, na Palestina, um proposto túmulo desse profeta. Nicefo (H ist. Eccl. 12:48) Habacuque viveu em tempos dificílimos. À semelhança de Jó, ele enfrentou o problema do sofrimento dos justos. Ver o artigo sobre o Problema do M al. Por que razão um Deus justo silencia e nada faz, quando os ímpios devoram aqueles que são mais justos do que eles (1:13)? A resposta certa é que devemos deixar a questão aos cuidados da vontade soberana de Deus, crendo que ele continua sendo soberano, e que a seu próprio modo, e no tempo certo, ele usará de estrita justiça com todos os seres humanos, incluindo os ímpios. Destarte, «...o justo viverá por sua fé» (Hab. 2:4), uma famosa declaração que, posteriormente, foi incluída no Novo Testamen­ to. Alguns eruditos sugerem que uma melhor tradução, nesse versículo, seria «o justo viverá por sua fidelidade», e, nesse caso, os trechos de Rom. 1:17; Gál. 3:11 e Heb. 10:38,39 não contêm aplicações exatas. O ensino parece ser que os caldeus produziriam muita destruição, mas, no fim, haveriam de ser julgados, por sua vez. Entrementes, os justos confirmariam sua maneira de viver piedosamente e sua espiritualidade, o que se reveste de grande valor diante de Deus, vivendo em fidelidade, de acordo com os princípios da justiça. O livro de Habacuque, na verdade, é um poema em duas partes, que alude à queda final da Babilônia, com pequenas interpolações nos capítulos primeiro e segundo. O terceiro capítulo parece ser um salmo acrescentado. Alguns eruditos pensam para esse livro em uma data entre 612 e 586 A.C., mas, se Habacuque se encontrava no exílio, então seu poema, mais provavelmente, foi escrito entre 455 e 445 A.C., quando a Pérsia começou a mostrar que era suficientemente forte para derrotar a Babilônia, e assim impor a justiça divina sobre aquele império. Habacuque ansiava por ver isso suceder, a fim de que fosse feita a justiça contra um brutal opressor de Israel, sem importar os meios usados para tanto. O poema termina com o pronunciamento de uma lamentação sobre a Babilônia. Características distin­ tivas de outros escritos proféticos, como uma ética específica, assuntos religiosos e um esboço da reforma do povo de Deus, não fazem parte desse livro. Esse livro parece muito mais uma explosão de indignação contra a Babilônia, que levara a nação de Judá para o cativeiro, espalhando miséria e matanças generaliza­ das entre os judeus. 1

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HABACUQUE (O PROFETA E O LIVRO) HL Data Os eruditos não estão acordes quanto à questão da data. A única referência histórica dara é aos caldeus, em Hab. 1:6. E, com base nisso, a profecia tem sido datada no fim do século VII A.C., após a batalha de Carquêmis, que teve lugar em 605 A.C. Nessa batalha, os caldeus derrotaram os egípcios, dirigidos pelo Faraó Neco, nos vaus do rio Eufrates, e marcharam para o Ocidente, a fim de dominarem Joiaquim, de Judá. Entretanto, alguns estudiosos pensam que esse versículo refere-se aos gregos (com o nome de q uitim , o que aludiria à ilha de Creta ; ver sobre Q uitim ). Nesse caso, estaria em foco a invasão de Alexandre, que partira do Ocidente, no século IV A.C., e não às invasões de Nabucodonosor, dirigidas do norte e do leste. Todavia, não há qualquer evidência textual em favor dessa conjectura. O trecho de Hab. 1:9 refere-se ao grande número de cativos que houve, o que parece refletir o cativeiro babilónico. Porém, se Habacuque escreveu esse poema como um exilado, então a data mais provável é algum tempo entre 455 e 445 A.C. Mas, a idéia mais comum é de que a data fica entre 610 e 600 A.C. Porém, outros estudiosos salientam que o trecho de Hab. 1:5 mostra-nos que o soerguimento da potência em pauta ocorreu como uma surpresa, pelo que uma data tão tardia quanto 612 A.C., quando os babilônios capturaram Nínive, ou 605 A.C., quando eles derrotaram o Egito, não seria provável. Para que tenha havido o elemento de surpresa, supõe-se que uma data mais recuada deve ser concebida, como os últimos anos do reinado de Manassés (689 — 641 D.C.), ou então, como os primeiros anos de reinado de Josias (639 — 609 A.C.), quando a ameaça babilónica ainda era remota. Outros pensam que a Assiria é que está em vista, e não a Babilônia. Não obstante, é possível que a ameaça babilónica fosse antiga (com base na posição do autor sagrado, dentro da história), mas que somente em cerca de 612 A.C., tenha-se tornado crítica para a nação de Judá. IV. Estilo Literário e Unidade entre outros materiais escritos da primeira caverna de Qumram (ver sobre M ar M orto, M anuscritos do e sobre K hirbet Q um ram ), omita o terceiro capítulo desse livro. Todavia, os comentários encontrados em Qunran são irregulares, e essa omissão pode ter sido proposital, nada refletindo no tocante à unidade do livro. Albright conjecturava que o Salmo de Habacuque, embora formasse uma unidade junta­ mente com o resto, contém reminiscências acerca do mito do conflito entre Yahweh e o dragão primordial do Mar ou do Rio. Porém, tal idéia requer que se façam trinta e oito emendas sobre o texto massorético, pelo que ela perde inteiramente a sua força. V. Pano de Fundo e Propósitos A profecia de Habacuque apresenta três estilos literários distintos: 1. O trecho de l:2-2:5 é um tipo de diálogo entre o profeta e Deus, que parece refletir porções do segundo capítulo do livro de Jó. 2. A passagem de 2:6-20 é o pronunciamento de «cinco ais» contra uma nação iníqua, mais ao estilo de outros livros proféticos do Antigo Testamento. 3. O terceiro capítulo é um longo poema, até certo ponto similar aos salmos, na forma em que os encontramos, aparentemente tendo em vista um uso litúrgico. Por causa dessa grande variedade quanto ao estilo, muitos têm pensado que o livro, na verdade, seja uma compilação, que gira em torno do tema comum da teodicéia, istoé, a justificação dos caminhos de Deus, em face de tanta maldade como há no mundo. Assim, há uma unidade temática, mas com grande divergência de estilo, o que sugere que diferentes matérias, de diversos autores, foram compiladas por algum editor. Quase todos os eruditos liberais rejeitam a unidade do livro. Mas a maior parte dos conservadores (alguns de forma hesitante) aceita a unidade desse livro profético. Alguns supõem que a divergência quanto ao estilo pode ser explicada conjecturando-se que um mesmo autor, em ocasiões diferentes, escreveu o material, e então, finalmente, ele mesmo reuniu todo o material, formando um único livro. A adaptação do terceiro capítulo, para fins litúrgicos, poderia ter sido obra de uma outra pessoa, que trabalhasse como músico levita, no templo de Jerusalém. É significativo que o Comentário de H abacuque, que foi encontrado Grandes eventos históricos haviam sacudido o mundo, pouco antes desse livro ter sido escrito. Israel, a nação do norte, fora levada para o cativeiro, pelo poder da Assíria. Mas, o poderoso império assírio fora subitamente esmagado. Os egípcios haviam sido derrotados pelos caldeus. Portanto, surgira uma nova potência mundial, e Judá encontrava-se entre suas vítimas em potencial. Nabucodonosor estava expan­ dindo, o seu poder, e, dentro de um período de aproximadamente vinte anos, os caldeus já haviam varrido Judá, em sucessivas ondas atacantes, provo­ cando ali uma destruição geral. Além disso, os poucos judeus que haviam sido deixados em Judá acabaram sendo deportados para a Babilônia, em 597 e 598 A.C. Isso deixara toda a terra de Israel vazia de hebreus, mas reocupada por estrangeiros, em vários lugares estratégicos. Os profetas culpavam o declínio e a apostasia graduais de Israel por essas calamida­ des. O trecho de Habacuque 1:2-4 descreve a depravação que se instalara ali. Contudo, a própria Babilônia era um exemplo máximo de corrupção. Como é que Deus poderia usar tal instrumento, a fim de punir àqueles que eram mais justos que esse instrumento, especialmente levando em conta que nem todo Israel e Judá haviam apostatado? O propósito principal do livro, pois, é a apresentação de uma teodicéia (vide). O profeta desejava justificar os atos de Deus, em face da iniqüidade do opressor, que fora usado como instrumento de castigo contra Israel. Quanto a isso, o livro está filosoficamente relacionado ao livro de Jó. Ver sobre o Problema do M al. E um outro propósito era a demonstração do fato de que o instrumento usado por Deus para punir Israel, visto que era um instrumento iníquo, seria castigado no seu tempo próprio. A justiça deve ser servida em todos os sentidos, embora, algumas vezes, os meios divina­ mente usados para produzir a mesma sejam estranhos e difíceis de entender. A arrogância humana contém em si mesma as sementes de sua própria destruição (Hab. 2:4). Porém, o indivíduo fiel pode confiar na bondade de Deus, mesmo em meio aos sofrimentos físicos e ao julgamento. Desse contexto foi que se originou aquele versículo que diz «...o justo viverá por sua fé (ou por sua fidelidade)...» Fazemos aqui uma citação. «Como é claro, o pleno sentido paulino da fé não pode ser encontrado nessa passagem bíblica freqüentemente citada (ver Romanos 1:17; Gálatas 3:11 e Hebreus 10:38)» (ND). VI. Canonicidade e Texto A aceitação da autoridade do livro de Habacuque nunca foi posta seriamente em dúvida. Ele tem retido a sua posição de oitavo dos profetas menores, nas coletâneas e nas citações referentes à autoridade. Albright referiu-se à questão como segue: «O texto encontra-se em melhor estado de preservação do que geralmente se supõe, embora sua arcaica obscuridade tornasse-o um tanto enigmático para os primeiros

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HABACUQUE tradutores». Ele propôs cerca de trinta alterações no texto massorético, na esperança de poder compor um texto mais correto. No entanto, o descobrimento do Comentário de H abacuque, em Qumran, não alterou o nosso conhecimento sobre o texto. De fato, apesar desse material servir de boa fonte informativa quanto às idéias dos essênios, não tem qualquer valor para a interpretação do próprio livro de Habacuque. No entanto, o texto possibilitou a restauração de textos originais, em alguns lugares onde antes havia dúvidas. Esse material dá testemunho sobre a unidade dos capítulos primeiro e segundo; mas, por omitir o terceiro capítulo, empresta maior crédito à opinião de que isso se deveu à adição feita por algum compilador, não sendo obra do autor original. VH. Conteúdo e Mensagem HABITAÇÃO HABDALAH No hebraico, distinção. Nome de uma cerimônia religiosa, realizada em alguma residência ou sinago­ ga, no término dos sábados e de outras festas religiosas. Essa cerimônia era de ação de graças a Deus, distinguindo certos dias para neles serem efetuadas santas observâncias. Tal cerimônia consis­ tia de palavras de bênção, proferidas sobre o vinho, sobre as lamparinas e sobre o odor das especiarias. HABILIDADE, MÃO DE OBRA Ver sobre Artes e Ofícios. HABIRU, HAPIRU A semelhança entre esse nome e hebreu, é evidente. A. As Queixas do Profeta (1:1-2:20) 1. Deus faz silêncio, apesar da iniqüidade de Israel (1:2-4) Deus responde que uma nação inimiga julgará Israel (1:5-11) 2. Deus julga, usando uma nação mais ímpia que a nação julgada (1:12-2:20) a. Deus silencia, aparentemente, e olvida-se da crueldade dos caldeus (1:12-2:1) b. Deus responde, revelando que Israel será salva, mas que a Babilônia será destruída ( 2:2- 20). B. Os Salmos do Profeta, na Forma de uma Oração (3:1-19) 1. A teofania do poder (3:2-15) 2. A persistência da fé (3:16-19) A ira de Deus espalha a destruição. Mas, é precisamente através disso que a nação de Israel é salva de suas próprias corrupções. O aspecto subjetivo da mensagem de Habacuque é que os justos viverão por sua fé. À parte de Isaías (7:9 e 28:16), nenhum outro profeta salientara a significação da fé e da oração confiante, da maneira como o fez Habacuque. Embora a terra seja desnudada pelos juízos divinos, contudo, o profeta regozijar-se-ia no seu Senhor (Hab. 3:17,18). O tema central da profecia de Habacuque é que o justo viverá por sua fé (Hab. 2:4), o que reaparece no Novo Testamento, sendo aplicado em significativos contextos (Rom. 1:17; Gál. 3:11 e Heb. 10:38,39). Bibliografia : ALB AM E IIB WBC WES WHB YO HABAlAS No hebraico, «Yahweh ocultou» ou «Yahweh protege». Ver Esd. 2:61; Nee. 7:63 e I Esdras 5:38. Esse era o nome do cabeça de uma família de sacerdotes que retomaram à Palestina após o cativeiro babilónico (vide), em companhia de Zorobabel. Visto que a genealogia deles não estava em ordem, não receberam permissão de servir como sacerdotes. O tempo foi cerca de 536 A.C. HABAZLNIAS Porém, os estudiosos têm mostrado que é mais abrangente que o nome «israelita». Isso é evidente porque se derivado nome de Éber(Gên. 10:24), filho de Selá e neto de Sém, em honra a quem os hebreus eram chamados. Éber viveu oito gerações antes de Jacó (Israel), que deu nome aos israelitas. Isso posto, todos os israelitas eram iberi (hebreus), mas nem todos os hebreus eram israelitas. Os nomes habiru e hapiru têm sido encontrados em textos com escrita cuneiforme, no sul da Mesopotâmia, na Âsia Menor e em Mari, que datam de tempos tão remotos quanto o século XX A.C. As cartas de Tell El-Amarna (século XIV A.C.) também contêm esses nomes. A forma ugaritica é ’apirum a, enquanto que a forma hebraica é ’ibri . E curioso que as referências a essa gente situam-nos fora de outras ordens sociais, pois constituíam-se essencielmeníe de pessoas destituídas de terras. Na Babilônia, os habirus serviam como mercenários, no exército babilónico; e outros, em Nuzi, venderam-se à servidão, a fim de conseguirem ao menos sobreviver. Cartas enviadas por Abdi-Hiba, de Jerusalém, a Aquenatom, do Egito, mencionam esse povo como uma ameaça à segurança dos habitantes *ia Palestina. Talvez isso se refira à invasão encabeçada por Josué, em seus estágios iniciais. A palavra Éber, a base do nome desse povo, significa «travessia», o que poderia aludir ao caráter nômade deles. Porém, também poderia significar «ultrapassadores». Os ciganos imediatamente nos sobem à mente. Povos que não têm nenhuma terra fixa, que sempre vivem entre outros povos, que estão sempre se mudando de lugar para lugar, que nunca se tornam parte da ordem de qualquer sociedade. O trecho de Gênesis 14:13 chama Abraão de hebreu-, e José também é chamado por esse nome (Gên. 41:12). Os israelitas consolidaram um dos ramos do povo hebreu, fazendo desse ramo uma nação organizada, mas sempre houve habiru não israelitas. HABITAÇÃO No hebraico, seu nome talvez signifique «lâmpada de Yahweh». Seu nome ocorre somente por uma vez, em Jer. 35:3. Habazinias era o pai de um certo Jeremias e avô do chefe recabita, Jaazanias, ao qual o profeta Jeremias testou com vinho. Viveu em algum tempo antes de 609 A.C. O teste feito por Jeremias era para ver se os recabitas seriam obedientes à ordem do antepassado deles, de que, entre outras coisas, não beberiam vinho. 3 Há um certo número de referências bíblicas, literais e figuradas, que empregam a idéia de habitação, morada. 1. Em Núm. 24:21; I CrÔ. 6:54; Eze. 6:6; 37:23 temos a palavra m oshab, «assento», qile a nossa versão portuguesa traduz por «habitação», «lugares habitáveis», e, estranhamente, na última dessas referências, «apostasias», o que representa uma interpretação, e não uma tradução. 2. Em II CrÔ. 30:27; 36:15; Sal. 90:1; Jer. 51:37, temos a palavra hebraica m aon, «habitação», e que nossa versão portuguesa traduz por essa palavra, ou

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HABITAÇÃO então por «morada», «refúgio». 3. O vocábulo hebraico naveh é outra dessas palavras; esta é usada por trinta e duas vezes. Significa «lar», «habitação». Para exemplificar, ver Êxo. 15:13; II Sam. 15:25; Jó 5:3; Pro. 3:33; Isa. 27:10; 32:18; 35:7; Jer. 10:25; 25:30; 31:23; 50:7,19,44,45. 4. Z ebul, «habitação». Palavra hebraica empregada por cinco vezes: II Crô. 6:2; Isa. 63:15; Hab. 3:11; Sal. 49:14; I Reis 8:13. Essas são as principais palavras hebraicas envolvi­ das. São substantivos, havendo vários verbos cogna­ tos. No grego também há yárias palavras envolvidas, a saber: 1. Katoiketérion, «habitação». Esse termo é usado por duas vezes somente: Efé. 2:22 e Apo. 18:2. 2. K atoikía, «casa de habitar», palavra grega usada somente em Atos 17:26, embora o verbo correspon­ dente, katoikéo, «residir», apareça por quarenta e cinco vezes, de Mat. 2:23 até Apo. 17:8. 3. Oiketérios, «habitação», palavra grega usada somente por duas vezes: II Cor. 5:2 e Jud. 6. 4. Em I Cor. 4:11, nossa tradução portuguesa diz «morada», onde o original grego diz «estamos desestabelecidos», o que dá a idéia de que Paulo e outros apóstolos do Senhor não tinham residência fixa, pois eram pregadores ambulantes. Ali a palavra grega usada é o verbo astatéo, que é um legomenon hapax. Linguagem Simbólica que fala de multiplicidade de habitações nos mundos celestiais (João 14:2). Isso já reflete a palavra grega m oné, «aposento», empregada somente em João 14:2 e 23. HABITAÇÃO DA DIVINDADE CORPORALMENTE EM CRISTO H abita corporalm ente, Col. 2:9. A primeira dessas duas palavras, no original grego, é «katoikéo», que significa «habitar permanentemente», «estabelecer residência», em contraste com «paroikeo», «residir temporariamente». Trata-se da mesma palavra usada em Col. 1:19, que fala sobre a «plenitude de Deus», que em Cristo habita. Ver o NTI onde é mais amplamente comentada. Notemos o tempo presente. O Cristo glorificado está em foco. Corporalmente. No grego temos somatilos, isto é, «de modo corpóreo», «pertencente ao corpo». Esse uso cria certas dificuldades, pois não devemos imaginar que um corpo literal e físico seja capaz de ser a residência de todas as perfeições da natureza divina, porquanto isso seria uma contradição em termos, já que o espiritual dificilmente se identifica com o que é corporal. O contexto descreve a glória do Cristo atualmente glorificado, em contraste com a posição inferior que os gnósticos lhe atribuíam, como se ele fosse apenas um dentre muitos «aeons». Notemos aqui o tempo presente: toda a plenitude divina «está habitando» em Cristo, pelo que dificilmente está em vista a encarnação. Abaixo expomos as principais interpreta­ ções de Col. 2:9. 1. Alguns estudiosos pensam que a «encarnação» é aqui focalizada. Mas isso é quase impossível, do ponto de vista doutrinário, pois o próprio Paulo, em Fil. 2:7, aludindo à encarnação, via Cristo como esvaziado dos atributos divinos. Ainda que compreen­ dêssemos (e isso corretamente) que isso não indica a «natureza», mas antes, suas manifestações (a manifes­ tação dos atributos divinos), continuaria difícil perceber como, na encarnação, Cristo poderia ser visto como possuidor de toda a plenitude de Deus. De fato, fazia parte do plano divino que, na encarnação, essa «plenitude» fosse despida. Teria sido impossível a Cristo viver entre os homens, se porventura tivesse retido a plenitude de Deus. A encarnação, pois, foi a desistência temporária dessa plenitude, o que, neste texto, significa os «atributos» divinos e sua manifesta­ ção, com base na natureza divina. 2. Alguns pais da igreja pensavam que o termo significa «genuinamente», em oposição a «simbolica­ mente», sem qualquer alusão ao corpo físico; e isso é um uso legítimo do vocábulo. Em Cristo habita, realm ente, a plenitude divina, em contraste com os «aeons», que eram tidos como possuidores de partículas da mesma, embora todos juntos, exibissem tal plenitude. 3. Essa palavra também indica que, em Cristo, «em um só lugar, totalmente», em um «todo orgânico» (conforme diz Peake, in loc.), habita a plenitude, com o que form ando um só corpo. Nada de meras partículas da plenitude a habitarem em Cristo, conforme pensavam os gnósticos. As muitas «partí­ culas» dos atributos divinos, pelos gnósticos eram distribuídas entre as «stoicheia», ou ordens de seres angelicais. 4. Há quem pense que isso alude ao modo atual da existência do Logos divino, em seu «corpo celeste», o qual, naturalmente, não se compõe de matéria, mas é antes uma forma de energia que pertence à natureza a. Sião aparece como a habitação de Deus (Sal. 132:13). b. O tabernáculo armado no deserto era o lugar onde Deus resolveu manifestar sua presença, onde ele simbolicamente residia (Êxo. 37:1; Lev. 26:11). c. O céu é o lugar da habitação de Deus (Deu. 26:15; Sal. 123:1). d. O próprio Deus é o lugar onde habita o justo, o seu refúgio ou fortaleza (Sal. 90:1; 91:1). e. Deus habita na luz, o que alude à glória de sua presença e manifestação (I Tim. 6:16; I João 1:7). f. A encarnação de Cristo é retratada como um ato mediante o qual ele armou tenda entre nós (João 1:14). Essa idéia fica oculta na maneira como nossa versão portuguesa traduz esse versículo, mas ela é clara no original grego e em algumas versões modernas, em outras línguas. g. Deus habita entre seu povo e comunga com eles (Gen. 9:27). h. Deus estabeleceu sua residência, no Novo Testamento, no seio da Igreja(Efé. 3:17-19), o que ele realiza mediante a presença do seu Santo Espirito (I Cor. 3:16; II Tim. 1:14). i. A Palavra de Deus deve residir ricamente nos crentes (Col. 3:16; Sal. 119:11). Dessa forma é que ela exerce sobre eles a sua influência moral e espiritual. j. Babilônia aparece na Bíblia como residência de demônios, o que reconhece que há uma habitação profana, de poderes malignos, entre os homens (Apo. 18:2). l. Satanás manifesta-se de modos especiais, em alguns lugares ou em algumas pessoas, e isso é referido como se ele estivesse residindo nesses lugares ou indivíduos (Apo. 2:13). m. Após a sua ressurreição, Jesus ascendeu aos céus a fim de preparar-nos um lugar, uma habitação condigna para o seu povo, para a sua Igreja (João 14:2). n. A «casa do Pai» consiste em muitas «moradas», o

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HABITAÇÃO espiritual, própria para os lugares celestiais.. (Ver I Cor. 15:20,35,40 quanto ao que sabemos sobre esse corpo e sobre o que se tem conjecturado a seu respeito. Ver Fil. 3:21 e as notas expositivas ali existentes no NTI sobre o «corpo da glória» de Cristo). Esse é um sentido possível, que alguns estudiosos preferem. 5. Também há aqueles que pensam que a alusão ao «corpo» aponta para a igreja. Nesse corpo, ele tem a plenitude de Deus. Mas essa idéia é obviamente falsa, porquanto é a grandeza de Cristo que está em pauta, independentemente de tudo o mais. Em Col. 2:10, entretanto, a igreja entra em cena. Então ela é vista como possuidora, igualmente dessa «plenitude de Deus», devido à sua associação com Cristo. No entanto, essa é uma doutrina extremamente rara nos púlpitos das igrejas evangélicas. Antes da encarnação, a plenitude habitava em Cristo, em forma não-corpórea; mas também veio a habitar nele, em «forma corpórea». embora isso não aluda a qualquer coisa física. Diz-se que os crentes estão destinados a habitar na glória, da mesma maneira, cheios de «toda a plenitude de Deus» (ver Efé. 3:19), tal como sucede no caso de Cristo. As interpretações de números três e quatro são as mais prováveis; não são contraditórias. Ambas aludem a sua «glorificação», e ambas dizem que a «pleroma» ou plenitude de Deus habita em Cristo. A terceira meramente afirma que o termo «corporal­ mente» não alude a seu «corpo celeste», mas somente ao fato de que se acha «em um único ser», manifestando-se em «um único lugar». Não se acha ela dispersa entre uma sucessão quase interminável de seres sombrios, chamados «aeons». Tudo está localizado em uma única pessoa. Talvez o texto não tencione fazer diferença entre o Cristo preencarnado e o Cristo pós-encarnado. Na qualidade de Verbo eterno, a cada lado da eternidade, ele possui a «plenitude• > . Somente Cristo, portanto, é objeto digno de nossa adoração. Somente ele é o alvo de nossa busca espiritual. Santos em adoração postam -se em torno dele, E tronos e poderes caem à sua frente; E Deus rebrilha gracioso, através do hom em , D istribuindo doces glórias a todos. o Cristo. HABITAÇÃO DE CRISTO NO CRENTE Porém Cristo é tudo e em todos, Col. 3:11. Cristo é (Isaac Watts) «Que tremendo contraste com as tradições huma­ nas e com os rudimentos do mundo» (Meyer, em Col. 2:9) «Que contraste com as agências espirituais, concebidas como intermediárias entre Deus e os homens, em cada uma das quais a plenitude divina se dividia e a glória divina se esmiuçava, em proporção à posição distanciada de Deus, em sucessivas emana­ ções». (Vincent, em Col. 2:9) Senhor de todo ser, entronizado no alto Tua glória procede do sol e das estrelas, Centro e alm a de toda a esfera, M as de cada coração am ante, quão p róxim o! o credo inteiro, a vida inteira, a lei inteira, o motivo de ufania do crente, o motivo de alegria do crente, substituindo todos os antigos valores e as antigas distinções. Ele está em todos por meio do seu Espírito, que em nós vem residir. Ele é «tudo para todos» (ver Efé. 1:23). A terminologia, «tudo e em todos», evidentemente foi tomada por empréstimo do vocabulário do panteísmo dos gnósticos, que imagi­ navam que Deus se manifesta em tudo, como se todas as coisas fossem «emanações» suas. Portanto, ele é a fonte de tudo, e, na redenção, tudo é pintado como «reabsorvido» por Deus, perdendo a sua individuali­ dade. Essas eram idéias dos mestres gnósticos. Paulo, entretanto, rejeita o panteísmo e retém a individuali­ dade de cada pessoa. Mas, para o apóstolo, só em Cristo é que nossa existência se reveste de significado. Isso pode ser confrontado com I Cor. 15:28, onde se lê que Deus é «tudo em todos». Uma vez mais se vê a justaposição entre Deus e Cristo, o que serve de prova indireta da divindade de Cristo. Nenhum mero homem, por mais exaltado que fosse, poderia ser considerado como tal. Este versículo salienta novamente a preeminência absoluta de Cristo, o tema abordado longamente em Col. 1:15-20. A relação com Cristo transcende a todos os laços terrenos, porque se reveste de' significação eterna. (Comparar com Efé. 1:23). Cristo «preenche a tudo»; a tudo ele dá significado, em sua existência. O fato de que devem ser eliminadas as distinções de sexo, raça, religião e cultura era uma idéia nova e revolucionária, nos dias de Paulo. Nada parecido com isso foi obtido, até agora, mas é o elevadíssimo alvo na direção do qual a igreja se movimenta. Não há classes privilegiadas, conforme pensavam os gnósticos erra­ damente. O evangelho promete um novo mundo, no qual haverá união e unidade. Que nossos corações se fixem naquele mundo. Em conexão com o conceito da unidade que há na igreja cristã, em torno de Cristo, o terceiro capítulo da epístola aos Efésios apresenta-nos o interessante conceito de que a igreja é o teatro e o campo experimental de Deus,porque nela o Senhor mostrará como, finalmente, ele unirá a criação inteira, incluindo os seres angelicais e todas as dimensões espirituais, quando Cristo se tomará o Cabeça de tudo, tal como agora ele é o Cabeça da igreja. Em Cristo, portanto, tudo será unificado. Cristo dará sentido e razão para a existência de tudo. Já, na m en te de Deus, Ergue-se, bela, aquela cidade; Eis, com o seu resplendor desafia A s almas que grandem ente ousam _ Sim , ordena-nos a segurar o todo da vida E edificar a sua glória ali. (Oliver Wendell Holmes). Da Divindade, Col. 2:9. No grego temos o vocábulo theotes, «deidade», «divindade», «natureza divina». A própria essência da divindade está em foco, segundo o mostrará a consulta em qualquer bom léxico. Essa palavra fala sobre o «estado do ser divino»; mas, vinculado à «plenitude», deve incluir também a idéia da «manifestação» de todos os atributos e perfeições divinos. Cristo é o guardião de toda a natureza divina e seus atributos; não participa meramente de algum fragmento da mesma, conforme dizia a idéia gnóstica dos «aeons», entre os quais eles classificavam também (Walter Russell Bowie) «Deve ter sido estranho encontrar escravos e seus senhores, judeus e gregos, assentados em uma só mesa, ligados por laços fraternais. O mundo ainda não apreendeu plenamente essa verdade, e a igreja tem falhado lamentavelmente em mostrar que isso é uma realidade. No entanto, essa verdade rebrilha acima de todas as nossas guerras e cismas, acima das miseráveis distinções de classe, como um arco-íris da promessa, por baixo de cujo portal aberto, o mundo, um dia, passará para aquela terra rebrilhante, onde povos errantes serão reunidos em paz, ao redor dos pés de Jesus, havendo um só rebanho, porque há um

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H ABITAÇÃO só Pastor». (Maclaren, em Col. 3:11). «Cristo ocupa a esfera inteira da vida humana e permeia todo o seu desenvolvimento» (Lightfood, em Col. 3:11). Referências e idéias. A presença habitadora do H ÁBITO significar que o seu Santo Espirito habita em nós, expressa também a nossa comunhão mística com ele, porque estamos «em Cristo» em virtude de sua presença habitadora. Portanto, estar «em Cristo» e possuir sua «presença habitadora em nossos corações» são expressões místicas que indicam a comunhão Espírito Santo\ mútua de que desfrutamos no nível da alma. (Ver o 1. O Espírito Santo habita na igreja, como seu artigo sobre Cristo-M isticismo). A expressão em templo (ver I Cor. 3:16). 2. Habita no conjunto dos Cristo ocorre por cento e sessenta e quatro vezes nas santos, como seu templo (ver I Cor. 6:19 e II Cor. epístolas de Paulo. Mas, uma vez que essas são 6:16). 3. Foi prometido aos santos (ver Eze. 36:27). 4. expressões místicas e espirituais, não podemos Os santos desfrutam da presença habitadora do pretender qualquer coisa como compreendê-las Espírito Santo (ver Isa. 63:11 e II Tim. 1:14). 5. Os plenamente, embora saibamos que indicam o santos são cheios da presença habitadora do Espírito contacto real entre o ser divino e o ser humano. No Santo (ver Atos 6:5 e Efé. 5:18). 6. A presença presente, devido às limitações do nosso conhecimento, habitadora do Espírito Santo é meio revivificador (ver isso é sabido mais através da «experiência» do que Rom. 8:11). 7. E meio de orientação (ver João 16:13 e através da compreensão racional. Gál. 5:18). 8. É prova da adoção (ver Rom. 8:15 e 8. «Como é que Cristo habita nos corações? Gál. 4:5). 9. Ê algo permanente (ver I João 2:27). 10. Ouçamos a voz do próprio Cristo, que disse: ‘...meu Os que não têm a presença habitadora do Espirito Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele Santo são sensuais (ver Jud. 19). 11. Não têm Cristo morada’». (Crisóstomo, que aludia ao trecho de João (ver Rom. 8:9). 12. OpÕem-se a Deus devido a sua 14:23). (Ver também Col. 1:27, onde se lê: «...Cristo natureza carnal (ver Gál. 5:17). Segando Efédo* 3:17 que Cristo habita pela f é nos vossos corações, a fim de que, estando arraigados e fu n d a d o s em amor, O crente é o tem plo de Cristo. As palavras « ...h a b ite Cristo nos vossos corações...» em vós, a esperança da glória). «...nos vossos corações...» Temos aqui um equiva­ indicam a permanência habitadora do Espírito de Deus, nos crentes, na qualidade de alter ego de Cristo, conforme temos comentado amplamente em Efé. 2:21,22 no NTI, onde esse pensamento é enfatizado, de tal maneira que o crente toma-se o próprio templo de Deus, o que significa, por sua vez, que goza de perfeito acesso à sua glória e ao seu poder, bem como a todo o bem-estar espiritual. O segundo pedido de Paulo, em oração, é que houvesse essa presença habitadora divina em seus leitores, e isso através do poder de Deus. Consideremos ainda os pontos abaixo discriminados: 1. A trindade divina habita em nós, o que se deduz do trecho de Efé. 2:21,22, em confronto com este versículo. O Espírito Santo é o agente dessa habitação. 2. «Habitar» significa tomar residência permanen­ te, estabelecer moradia. 3. Uma vez que Cristo é a «riqueza da glória do mistério» que em nós habita, tudo isso nos será comunicado por ele. 4. O seu Espírito, em nós residente, nos conduzirá de glória em glória, até participarmos plenamente de sua natureza, de sua santidade e de seus atributos perfeitos. (Ver II Cor. 3:18 e Rom. 8:29). Esse é o grande tema e alvo do evangelho. 5. Cristo veio habitar em nossos corações a fim de sermos o que ele é, e a fim de que todas as graças divinas tenham realização em nós. Em certo sentido, portanto, som os Cristo, isto é, estamos sendo feitos naquilo que ele é—somos Cristo «em formação». E assim participamos em tudo quanto ele realizou e experimentou, em sua morte, em sua ressurreição, em sua ascensão e em sua glorificação, conforme o trecho de Efé. 1:19 e ss nos mostra, e que faz parte de conceitos por muitas vezes reiterados, dentro da teologia paulina. (Ver no NTI Rom. 6:3 quanto a notas expositivas a respeito desse tema). 6. Cristo se encontra em nossos corações para que recebamos o que ele possui, a sua herança (ver Rom. 8:17), e para que participemos de sua glorificação (ver Rom. 8:30). 7. A idéia de que Cristo habita em nós, além de lente poético à expressão que figura em Efé. 3:16, o «homem interior». Envolve algo intelectual e emocio­ nal, mas, na realidade, aponta principalmente para o princípio íntimo da vida, para o homem essencial, para a alma ou espírito do homem, onde a habitação de Deus tem lugar, por tornar-se templo do Espírito Santo. E a alma do homem que entra em contacto direto com Deus, e que recebe as suas influências. «O coração é nosso autopensamento interior e consciente, nossos sentimentos e nossa vontade, em sua unidade pessoal». (Findlay, in loc.). Mas, ajuntamos nós, que todas essas qualidades são meramente atributos da alma. Pela fé. Está em foco a «fé evangélica», que consiste da «entrega da alma» aos braços de Cristo, e não da mera aceitação de um credo ou de tornar-se alguém membro de uma organização religiosa. (Isso pode ser comparado com o décimo segundo versículo do terceiro capítulo de Efésios, que mostra que a «fé» é o instrumento do nosso «acesso» a Deus.). Ver também o trecho de Efé. 2:8, onde a «fé» aparece como o meio que nos traz a graça divina e suas bênçãos. No trecho de João 3:16, essa fé aparece como «salvadora». (Ver o artigo sobre a «fé»). Também é de f é em fé , de um grau de fé a outro, de um exercício de fé a outro, que o justo vive (ver Rom. 1:17). Outrossim, a fé é «dom» e «fruto» do Espírito Santo (ver Efé. 2:8 eGál. 5:22). No entanto, a fé foi posta à disposição de todos os homens, mediante a «graça geral» exibida na cruz de Cristo (ver João 12:32 e Rom. 11:32). HÁBITO Esboço: I. II. III. IV. Na Filosofia Na Fé Religiosa Quebrando Hábitos Como Vestes Eclesiásticas 1. N» Filosofia 1. Aristóteles usava a palavra (no grego, éthos) para referir-se a como a disposição de agir corretamente pode tornar-se um estado permanente, um bom hábito, da mesma maneira que um vício, mediante o uso, pode tornar-se tal mediante o cultivo, a repetição. Os hábitos desenvolvem-se de qualquer atividade constante, podendo ser bons ou maus. Tomás de Aquino reteve as idéias essenciais de Aristóteles, sobre a questão.

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H ÁBITO 2. Condillac(vide) dizia que os hábitos estão à base das funções intelectuais de onde surgem os conceitos. 3. Em Hume (vide), os hábitos estabelecem os processos de análise, mediante os quais obtemos conceitos como os da causalidade e de pontos de vista mundiais. 4. Charles Peirce (vide) dava grande valor aos hábitos, aplicando-os à metafísica. O próprio Universo teria vindo a uma existência ordeira mediante hábitos formados. Mas, é impossível comprovar esse ponto. 5. Os hábitos estão à base de todas as teorias psicológicas. A repetição determina as nossas reações, e as reações tornam-se a base das atitudes e dos atos humanos. D . Na Fé Religiosa 1. Somos encorajados a cultivar as virtudes espirituais e a descontinuar os vícios (ver Gál. 5:19 ss). Isso se faz mediante atos habituais, que se transformam em atitudes. 2. Devemos buscar a mente espiritual, rejeitando a conformidade com os hábitos mundanos (Rom. 12:1,2). A conformidade se dá mediante uma série de atos que se tornaram habituais. Os hábitos determi­ nam o destino do indivíduo. Um pensamento pode tornar-se um ato; um ato pode tornar-se um hábito; um hábito pode determinar o destino da pessoa. «O hábito é um cabo; tecemos um fio do mesmo a cada dia; E, finalmente, não mais podemos quebrá-lo». (Horácio Mann). «De fato, parece que a segunda metade da vida de um homem de nada mais se compõe senão dos hábitos acumulados durante a primeira metade de sua vida» (Dostoievski). «Como o uso cria um hábito em um homem!» (Shakespeare). 3. Um hábito pode interpretar falsamente a verdade. Todos os homens são, acima de tudo, produtos de sua própria época, de suas experiências e de suas associações. Algumas vezes, porém, Deus intervém nisso. As pessoas que nascem em alguma denominação ou fé religiosa, mediante o hábito (associações constantes), acabam convencidas de que a mesma está absolutamente certa. Ao mesmo tempo, os hábitos fazem as pessoas crerem em outros sistemas. A verdade pode ser mais facilmente descoberta quando investigamos em todos os níveis, e chegamos a conhecer todas as alternativas. A interpretação de qualquer texto bíblico pode ser devida apenas aos hábitos de uma denominação, o que a faz desviar-se para longe do verdadeiro significado daquele texto. Há hábitos bons e hábitos maus; e, no entanto, um hábito qualquer serve de critério da verdade, no caso de quase todas as pessoas. Os hábitos, paralelamente a uma atitude conservado­ ra, podem ser o maior obstáculo às mudanças e ao progresso. Não obstante, existem bons hábitos, que refletem a verdade. Cada indivíduo tem a responsabi­ lidade de distinguir os bons dos maus hábitos; mas poucos estão interessados nesse tipo de atividade. Uma pessoa tenta, propositalmente, desenvolver uma reação a certa situação, a qual é contrária ou incompatível com suas antigas reações, que formaram um hábito qualquer. Assim, têm sido aplicados choques elétricos em homossexuais enquanto viam fotografias de homens despidos, e estimulados agradavelmente, enquanto viam fotografias de mulheres nuas. Desse modo, a idéia de algo desagradável fica associada à nudez H l. Quebrando Hábitos 1. Reações Incompatíveis. masculina, ao mesmo tempo em que a idéia de algo agradável é associada à nudez feminina. Esse método tem funcionado bem, no caso de alguns indivíduos homossexuais. 2. E xaustão. Uma pessoa é forçada a pôr em prática o seu hábito até ser vencida pela fadiga, o que empresta àquele hábito uma aura indesejável. Por exemplo, um pai que apanha um filho seu fumando, obriga-o a fumar até ele ficar enjoado. Dessa maneira, o enjoo é associado ao hábito ou vício de fumar. 3. Tolerância. Certa criança tem medo de gatos. A fim de curá-la dessa atitude mental sem sentido, seus pais compram para ela um gatinho. A criança não sente medo do gatinho. O gatinho não demora muito a crescer, tornando-se um gato. A criança acompa­ nhou o processo de crescimento do animal, e, quando o gato torna-se adulto, a criança não sente mais medo de gatos. 4. M udança de A m biente. Muitos hábitos são formados mediante reações a algum meio ambiente. Indivíduos que costumam freqüentar clubes noturnos ou lupanares ou bares, desenvolvem hábitos negati­ vos. Assim, as pessoas que convivem com fumantes, em muitos casos tornam-se fumantes também; e outro tanto sucede no caso do alcoolismo. E as pessoas que convivem com aqueles que enfatizam os hábitos salutares e espirituais do estudo da Bíblia e da oração, acabam adquirindo esse hábito, por força do exemplo. Há mudança de hábitos quando alguém deixa de freqüentar seus lugares habituais, deixa de se associar com pessoas que praticam habitualmente certas coisas. Temos ai a aplicação do exemplo (vide), o que é uma maneira de encorajar outras pessoas a corrigirem seus hábitos e suas atitudes. Paulo escreveu que: «Não vos enganeis: as más conservações corrompem os bons costumes» (I Cor. 15:33). E Sêneca lamentava que, em certas vilas romanas, exigia-se o relaxamento dos bons costumes e da moral. 5. A Intervenção D ivina. Deus pode mudar a maneira de pensar de uma pessoa. Isso pode ocorrer através de alguma súbita experiência espiritual ou mística, ou, então, pode ser o produto do desenvolvi­ mento espiritual, mediante o emprego dos meios de crescimento espiritual. Esses meios envolvem o uso e desenvolvimento do intelecto, através do estudo da Bíblia e de livros espirituais; através do uso da oração e da meditação; através da prática de boas obras, com vistas à santificação e ao toque místico, e, também, através do uso dos dons espirituais e da iluminação através da meditação. IV. Como Vestes Eclesiásticas Em algumas denominações cristãs e grupos nãocristãos, várias ordens religiosas distinguem-se das outras mediante algum tipo específico de veste. Essas vestes são chamadas hábitos. O propósito psicológico e espiritual disso é separar certos indivíduos para alguma tarefa ou dedicação específica, e suas próprias vestes servem de símbolo desse ato. Esses hábitos tendem por preservar a modéstia, dando à pessoa uma aparência não mundana, em contraste com as maneiras normais de vestir, que enfatizam o sensual e têm por detrás o espírito do exibicionismo. Mas, aqueles que não usam essas vestes distinguidoras, objetam ao uso das mesmas, porquanto tal uso tende por obscurecer o fato de que todos os seguidores de Cristo são sacerdotes, e que todos eles deveriam separar-se ou santificar-se para o Senhor.

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HABOR - HADADE HABOR No hebraico, «reunião». Nas páginas do Antigo Testamento, esse é o nome de uma região geográfica e de um rio, a saber: 1. Uma região da Média, para onde foram transportados contingentes das dez tribos de Israel, durante o cativeiro assírio (vide). Os responsáveis por isso foram Tiglate-Pileser (I Crô. 5:26) e, posteriormente, Salmaneser(II Reis 17:6; 18:11). A região tem sido identificada com a região montanhosa entre a Média e a Assíria, que Ptolomeu chamava de Carboas (Geog. 6:1). Porém, a maior parte dos estudiosos pensa que apenas a similaridade de nomes sugere tal identificação. Habor ficava às margens do rio Gozan, e, ao que parece, esse rio chama-se, modemamente, Kizzil-Ozan. Várias ruínas têm sido encontradas naquela região, apontando para várias antigas ocupações humanas da área. 2. O rio Habor. Esse rio da Mesopotamia tem sido identificado com o moderno rio Khabur. Flui para o sul, atravessando Gozã e após pouco mais de trezentos quilômetros, deságua no ramo oriental do rio Eufrates. Os israelitas deportados pelos assírios foram instalados em suas margens, conforme se vê naquelas referências bíblicas. Alguns estudiosos modernos continuam pensando que se trata do rio que, em grego, se chamava Charboras. Na antigui­ dade, toda aquela região foi densamente povoada, e vários cômoros têm sido escavados ali. O arqueólogo Layard encontrou ruínas de procedência assíria, naquela região. HACABA Zorobabel. São mencionados em Esd. 2:51; Nee. 7:53 e I Esdras 5:31. HADADE Chefe de uma família de servidores do templo, cujos descendentes retomaram com Zorobabel. (Ver I Esdras 5:30). Ele é chamado Hagaba em Esd. 2:45. HACALIAS No hebraico, «trevas de Yahweh». Esse foi o nome do pai de Neemias. Mas, a respeito dele, não temos mais informações do que isso. Ver Nee. 1:1 e 10:1. Ele viveu por volta de 446 A.C. HACMONITA, TAQUEM ONI No hebraico, «habilidoso», um termo usado para designar um ou mais homens e os seus descendentes: 1. Um homem conhecido como pai (ou antepassa­ do) de Jasobeão, um dos poderosos guerreiros de Davi (ver I Crô. 27:2 e 11:11). Nesta última referência, o filho de Hacmoni é chamado de hacm onita. Porém, em II Sam. 23:8 (trecho paralelo), encontramos o nome próprio Taquem oni. Muitos eruditos, entretan­ to, pensam que esse nome próprio envolve um erro textual. 2. A família de Jeiel, que era um dos servos de Davi (I Crô. 27:32). Ele era «filho de Hacmoni» (conforme a nossa versão portuguesa), o que também é dito acerca de Jasobeão, em I Crô. 11:11 (em nossa versão portuguesa, «Jasobeão, hacmonita»). No entanto, no original hebraico, a maneira de dizer é uma só. O pai de Jasobeão era Zabdiel (I Crô. 27:2). Lemos,, em I Crô. 27:3, que ele era dos filhos de Perez e, portanto, da tribo de Judá. HACUFA No hebraico, «incitação». Esse homem era o cabeça de uma família de netinins, ou servos do templo, que voltaram do exílio babilónico em companhia de No hebraico, provavelmente, «trovão». Esse foi o nome dè uma das principais divindades dos sírios, de um deus arameu, e de quatro homens, nas páginas do Antigo Testamento: 1. A divindade síria. V ero artigo geral sobre os Deuses Falsos. Como título de uma divindade, essa palavra, mui provavelmente, significa «trovejador». No hebraico, a forma do nome é hadad, e, no assírio, haddu. Era o equivalente amorreu do deus das tempestades, Baal, segundo os textos de Ras Shamra. O deus grego, Zeus, também é retratado a controlar os deuses e os homens com o seu famoso raio. Os antigos personificavam e deificavam as forças da natureza. Um templo consagrado a Hadade foi construído em Alepe, que os arqueólogos têm investigado. Hadas ou Adad era um deus assírio babilónico que controlava os ventos, as tempestades, o relâmpago, a chuva e o trovão. Na Assíria, ele também aparecia como um deus da guerra. Na Síria, era chamado haddu, e não adad. Sua adoração disseminou-se pela Palestina, pela Síria e pela Mesopotâmia, mais ou menos a começar pela época de Abraão. Era o equivalente ao Baal dos cultos de fertilidade de Ugarite e de Canaã. Envolvia muitas características, em um sincretismo que misturava as idéias envolvidas em muitos deuses. Falava com uma voz de trovão; era um deus que morria e ressuscitava, à semelhança de Tamuz, da Mesopotâmia; era um guerreiro montado em um touro, armado de maça de guerra e de um raio; e, em seu capacete, havia os chifres de um touro. Um monolito de Salmaneser chama-o de «o deus de Alepo». O Antigo Testamento, porém, nunca menciona especificamente essa divindade pagã. 2. A divindade aram éia. Esse deus dos arameus tem sido identificado com o deus das condições atmosféri­ cas, chamado Ramom (no hebraico, Rimon; vide). O nome Hadade aparece em muitos nomes compostos arameus, como Hadadezer, Ben-Hadade (filho de Hadade), etc. 3. Um filho de Ismael, neto de Abraão, tinha esse nome. Ver Gên. 25:15; I Crô. 1:30. Ele viveu por volta de 1900 A.C. Foi o oitavo dos doze filhos de Ismael. Algumas traduções dizem Hadar, em Gên. 25:15, mas Hadade em I Crô. 1:30, seguindo diferentes variantes no hebraico. 4. Um dos reis de Edom, cujo pai chamava-se Bedade(Gên. 36:35,36; I Crô. 1:46,47). Ele derrotou os midianitas na planície de Moabe e fez da cidade de Avite a sua capital. Viveu por volta de 1500 A.C. 5. Um outro rei de Edom, que sucedeu a Baal-Hanã no trono. Fez de Paí a sua capital. Sua esposa chamava-se Meetabel (I Crô. 1:50). Em Gên. 36:39, ele é chamado Hadar. Viveu por volta de 1015 A.C. Ele foi o último dos primeiros reis idumeus. — Na infância, escapou do massacre que Joabe promoveu. 6. Um príncipe idumeu, que viveu na época de Salomão, isto é, por volta de 1015 A.C. É mencionado em I Reis 11:14,17,19,21,25. Escapou do massacre encabeçado por Joabe, e fugiu para o Egito, na companhia de outros. Ali foi bem tratado pelo Faraó, e acabou se casando com uma cunhada do monarca egípcio. Genubate, filho desse casamento, foi criado como um dos filhos de Faraó. Quando Davi faleceu, Hadade resolveu reconquistar o território que havia perdido, mas o rei do Egito não o apoiou no plano.

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HADADEZER - HADES Porém, Hadade retornou de qualquer modo a Edom e causou a Salomão algumas dificuldades.'Instigou os edomitas e desfechou ataques contra várias localida­ des. Obteve um êxito limitado em seus esforços. HADADEZER HADASSA No hebraico, «murta». Hadassa era o nome judaico original de Ester (ver Est. 2:7). Todavia, foi-lhe dado um novo nome, Ester (vide). HADES No aramaico, «Hadade é ajudador». Ele era rei de Zobá, na Síria, nos tempos de Davi. Seu território estendia-se para leste até às margens do Eufrates, e para o sul até à fronteira com Amom. O Antigo Testamento refere-se a ele como quem entrou em vários choques armados com Davi. Sofreu sua primeira derrota diante de Davi nas vizinhanças do rio Eufrates, em cerca de 984 A.C. Houve grande matança, com o envolvimento de várias cidades. Hadadezer perdeu muitos homens, e Davi tomou como despojos muito de seu equipamento. Ver II Sam. 8:3 ss e I Crô. 18:3 ss. Nessa batalha, vieram sírios de Damasco ajudar a Hadadezer, pelo que Davi matou a vinte e dois mil sírios. Os amonitas, ato contínuo, formaram uma liga com outros arameus, a fim de apresentarem uma frente sólida contra Davi. Eles insultaram embaixa­ dores que Davi tinha enviado, raspando suas barbas (ver II Sam. 10:1-6). Em vista disso, Davi enviou forças armadas contra eles, sob o comando de Joabe. Este obteve uma notável vitória; mas Hadadezer não desistiu. Retirou-se para o território a leste do rio Eufrates e reuniu um novo e mais poderoso exército, sob o comando de Sofaque, seu general. Dessa vez a ameaça era suficientemente séria para fazer com que Davi fosse pessoalmente à cena da batalha. A vitória de Davi foi tão definitiva que o poder de Hadadezer sofreu um golpe fatal. Outros governantes, que se tinham sujeitado a ele, aproveitaram a oportunidade para se livrarem de seu jugo. Dessa maneira, Davi estendeu o seu poder sobre todos aqueles territórios envolvidos. Ver II Sam. 10:15-18. Davi estabeleceu uma guarnição armada em Damasco, e recebia tributos por parte de Hadadezer. HADADRIMOM Ver também sobre Sheol. Esboço: I. II. III. IV. V. VI. I. Hades na Mitologia Grega Na Septuaginta Portas do Inferno (Mat. 1:18) Na Literatura Hebraica A Descida de Cristo ao Hades Hades — o Abismo (Apo. 9:1) Hade* na Mitologia Grega Originalmente, Hades era o nome do deus do submundo que, segundo os gregos, ficava no seio da terra. Hades era o filho de Cronos (Tempo), o deus mais alto. Zeus, outro filho de Cronos finalmente o substitiu através do uso de força. Assim, ele ficou o deus mais poderoso da mitologia grega. Hades continuava reinando no submundo compartilhando seu poder com sua esposa, Persefone. Com o desenvol­ vimento da mitologia, o termo Hades começou a ser usado para significar o próprio subm undo, a habitação dos fantasm as de homens desencarnados. No início, estes seres foram representados como entidades sem razão ou qualquer vida real. Gradual­ mente, uma vida real foi atribuída a eles, e assim se tornaram espíritos e não fantasmas. Mas o hadesfoi descrito como a habitação dos espíritos bons e maus e somente depois de maior desenvolvimento da doutrina, é que os espíritos bons receberam no submundo um lugar bom, em contraste com o estado miserável dos espíritos maus. H. Na Septuaginta Esse nome é a combinação dos nomes de duas divindades sírias, H adade e R im o m , formando um título que significa «lamentação por Hadade». Hadadrimom era um deus da vegetação, cujo nome forma combinação com Romom, o deus das tempestades, que figura em fontes extrabíblicas. Os textos de Ras Shamra demonstram que Hadade era o nome apropriado para designar Baal. Nas páginas da Bíblia, Hadadrimom designa uma localidade, existente no vale de Megido (Zac. 12:11), onde os judeus efetuaram uma cerimônia de lamento nacional, em face da morte do rei Josias, na última batalha que ele participou, na famosa planície de Esdrelom. Ver II Reis 23:29 e II Crô. 35:23. Jerônimo identificava esse lugar como Maximianópolis, uma aldeia próxima de Jezreel. Mas, alguns intérpretes supõem que essa palavra não tem o intuito de identificar uma localidade e, sim, o próprio estado de lamentação. Outros identificam esse lugar com a moderna Rummaneh, ao sul de Megido. Seja como for, a grande lamentação que assinalou a morte de Josias, às mãos de Neco II, Faraó do Egito, em cerca de 609 A.C., foi tão grande que se tomou proverbial. E o termo hadadrim om veio a simbolizar tal lamentação, sem importar se está em pauta ou não alguma localidade específica. Na versão LXX (Septuaginta) do A.T. (a tradução do original hebraico do A.T. para o grego), a palavra hades passou a ser usada para traduzir o termo hebraico «sheol», lugar dos espíritos desencarnados, igualmente tanto bons quanto maus, tanto os que se encontram na bem-aventurança quanto os que sofrem o justo castigo de seus pecados. Algumas traduções vernáculas, entretanto, têm obscurecido a idéia do «hades», traduzindo essa palavra por «inferno», o que dá a entender algum lugar horrível de punição ardente. O próprio termo «hades», entretanto, não indica necessariamente nem bem-aventurança e nem castigo, embora também possa indicar qualquer dessas situações, dependendo do sentido tencionado no contexto em que o vocábulo aparece. Os empregos da palavra são bastante amplos, porquanto pode ela significar tanto simplesmente a m orte, sem qualquer pensamento especial sobre as condições que existem antes da morte (que parece ter sido o uso hebraico mais antigo do vocábulo, bem como no pensamento grego dos tempos mais remotos, quando não havia ainda surgido a idéia de almas imortais a residirem nesse lugar, mas quando muito, apenas —alguma forma— de fantasma vazio, que não retinha a inteligência e a memória do indivíduo ali parado), mas também pode significar o lugar dos espíritos desencarnados. Os judeus calcularam que esse lugar estaria dividido em duas porções, uma para os ímpios e outra para os justos. Nesse caso, algumas vezes surge a idéia da existência de uma parede fina como papel entre essas duas porções. Isso significaria que embora não houvesse comunicação entre essas duas divisões, e embora não pudessem passar

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H A D ES mensageiros de uma para outra parte, o que ocorria em um dos lados podia ser observado do outro. O lado bom desse lugar recebeu o nome de paraíso, de «seio de Abraão», etc. E, naturalmente, existem outras descrições fabulosas sobre toda a questão, na literatura judaica, embora nenhum intérprete .as leve a sério, por não serem tais descrições inspiradas divinamente e dignas de confiança. A palavra «Tártaro» (igualmente de origem grega), tem sido usada para fazer alusão àquela parte do hades onde os homens são punidos. Essa palavra é usada no N.T. exclusivamente na passagem de II Ped. 2:4. Mas o próprio Senhor Jesus empregou a palavra geena, a fim de referir-se ao lugar de punição; e, se tivesse sido indagado sobre a identificação desse lugar, mui provavelmente teria concordado que a parte «má» do hades é a que estava em foco. (Ver o artigo sobre Geena, que também aborda o simbolismo contido nesse termo). O trecho de Luc. 16:19-31 pinta tanto o rico como Lázaro no «hades», o que preserva a idéia judaica da natureza daquele lugar. (Comentários sobre esse lugar podem ser encontrados nessa referência bíblica no NTI. Tal palavra ocorre também em passagens como Mat. 11:23; 16:18; Luc. 10:15; Atos 2:27,31; Apo. 1:18; 6:8; 20:13,14). A idéia de que o lado bom do hades foi eliminado desde a ressurreição de Cristo, tem base na ênfase dada por Paulo ao terceiro céu (ver II Cor. 12:1-4), e na declaração paulina que Cristo levou cativo o cativeiro (ver Efé. 5:8-10), o que supostamente significa o transporte dos bons espíritos para outro lugar, não está bem fundamentada nas Escrituras, e certamente não é consubstanciada por qualquer das referências bíblicas geralmente apeladas para isso. Muitas evidências demonstram que continua em existência o m undo interm ediário, sob muitas formas fora de nossa capacidade de investigação plena. Poderíamos afirmar, pois, que não sabemos grande coisa sobre esse mundo intermediário, que continuará existindo até o julgamento final, quando o hades entregará os seus mortos, e for estabelecido o julgamento eterno, conforme lemos em Apo. 20:13, 14. Acreditamos, todavia, que na era da graça os verdadeiros convertidos vão para os «lugares celes­ tiais», esferas mais altas do que «o lado bom» do hades. Embora o vocábulo hades possa fazer alusão à simples morte física, nada dando a entender sobre a vida após-túmulo, contudo, é muito provável que não seja esse o sentido que lhe é atribuído neste passo bíblico, conforme E.H. Plumptre observa (in loc.): «A morte de Cristo foi uma morte verdadeira, e apesar de que o seu corpo foi posto no sepulcro, a sua alma partiu para o mundo dos mortos, que é o ‘sheol’ dos hebreus e o ‘hades’ dos gregos, para continuar ali a obra remidora que ele havia iniciado à face da terra... e aqui temos, uma vez mais, uma interessante coincidência com a linguagem de Pedro (ver I Ped. 3:19), quanto à obra de Cristo que foi pregar aos espíritos em prisão ». U I. Portas do Inferno (Mat. 1:18). «Portas do inferno», ou melhor, portas do hades, era uma expressão oriental para indicar a corte, o trono, o poder e a dignidade do reino do mundo inferior. No V.T. (como aqui neste texto), indica o poder da morte. A idéia principal é que a igreja nunca será destruída por qualquer poder—nem mesmo pela morte ou pelo resultado da morte, e nem pelo reino do mal. A igreja é eterna; a morte, ou qualquer outro poder oculto e perverso, jamais poderá ser vitoriosa sobre ela. «Reino de Satanás» é uma interpretação que os intérpretes em geral não aceitam, embora a promessa de Cristor naturalmente, tenha incluído a idéia de que Satanás e seus agentes (seu reino) jamais poderão vencer a igreja edificada sobre a rocha. As portas do hades abrem-se para devorar a humanidade inteira, e fazem-no com êxito; mas Cristo e sua igreja vencerão esse poderoso inimigo. Esse reino da morte será abolido por Cristo (ver as seguintes passagens: Is. 25:8; I Cor. 15:15 e Efé. 1:19,20). Esse trecho implica, n- — almente, na luta contra o reino do mal, mas ensina, principalmente, a vitória sobre a morte, com todas as suas implicações. Há bons intérpretes, porém, como Erasmo, Calvino e outros, que interpretam o trecho como a vitória final sobre Satanás. A vitória sobre a morte, realmente, deve incluir essa idéia, pelo menos por implicação. Essa expressão, «porta do hades», é comum na literatura judaica (fora do V.T.), mas também se encontra em Is. 28:10 e em Sabedoria de Salomão 16:13. Na passagem de Apo. 6:8 o símbolo da morte é mais personificado, pois a m orte é apresentada montada em um cavalo e seguida pelo hades. IV. Na literatura Hebraica Não há nenhum conceito simples de «hades», nem na literatura judaica, anterior aos tempos neotestamentários, nem no próprio N.T. A idéia hebraica original do «após-vida», é que não havia «após-vida». Portanto, até mesmo nos primeiros cinco livros do A.T., apesar de ali ser ensinada a existência da vida espiritual, não ensinam a possibilidade de «vida espiritual para os homens». Os comentários dos mestres judeus, acerca desses livros, bem como seu uso no N.T., parecem subentender tal coisa; mas esses livros, considerados em si mesmos, não ensinam a possibilidade do «após-vida» para os homens. O estágio seguinte, no pensamento judaico, no tocante a isso, é similar aos conceitos gregos com seu «hades» (a região «invisível» dos espíritos). Então os judeus vieram a crer (tal como o criam os gregos) que o hades era um lugar literal, localizado no centro da terra. Para esse lugar desceriam todos os espíritos humanos, bons e maus, sem qualquer distinção; e ali não teriam qualquer existência real, com memória e consciência; antes, arrastar-se-iam em uma vida sem formas, como se fossem energias desgastadas, e não seres reais. Gradualmente, entretanto, veio a aceitar-se que os «espíritos» possuem existência real, de alguma modalidade. Assim o hades se tornou lugar de puni­ ção ou de recompensa. Essa idéia de que o hades é lugar de recompensa ou de punição, surgiu primeira­ mente na religião persa, de onde parece que penetrou no judaísmo. Já que o «hades» prometia recompensa ou castigo, foi apenas natural que daí se pensasse estar o mesmo dividido em «duas regiões distintas». E assim essa idéia veio a fazer parte da doutrina do «hades». Todos esses «estágios» de desenvolvimento dessa idéia podem ser traçados na literatura judaica, e mais de um estágio desses é refletido nas páginas do N.T. Como exemplo disso, considere-se o décimo sexto capitulo do evangelho de Lucas, onde se percebe a divisão do hades em porção pertencente.aos bons e porção pertencente aos incrédulos. A idéia no Apocalipse, é de que todos os espíritos descem ao hades, com exceção dos «mártires», que passam diretamente para os «céus», um lugar glorioso e totalmente distinto do hades. Seja como for, para o vidente João, o «hades» era um lugar interm ediário, e não permanente. Isso perdurará até que o estado eterno divida os homens em suas habitações devidas. As almas dos crentes martirizados aguardam, nos céus, pela primeira ressurreição (ver Apo. 20:4-6), ao passo que os demais mortos permanecerão no hades, 10

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H A D ES aguardando a segunda ressurreição, ou ressurreição geral (ver Apo. 20:12,13). No livro de Apocalipse, tal como no pensamento grego, o «hades» parece ser distinguido do m undo inferior, do qual um anjo tem a chave (ver Apo. 9:1 e ss). Parece que o « m undo inferior », pertence a espíritos horrendamente malignos, piores que os ímpios mortos. Essa distinção, entretanto, parece não ser geralmente observada nas páginas do N.T. O hades do N.T. é equivalente ao «sheol» do A.T., ainda que, conforme já foi destacado, o «sheol» não representa um único conceito, mas muitos, formando uma série que mostra estágios cada vez mais desenvolvidos. Por conseguinte, o «sheol» pode significar apenas «estado de morte», e não «estado onde habitam os mortos». Contudo, por toda a parte, a Septuaginta (tradução do original hebraico do A.T. para o grego, feita antes da era cristã) traduz «sheol» por «hades». Ora o termo grego «hades» envolve um desenvolvimento similar como conceito. V. A Descida de Cristo ao Hades Os trechos de I Ped. 3:18-20 e 4:6 descrevem a descida misericordiosa de Cristo ao hades, a fim de que ele ali anunciasse, às almas perdidas, o evangelho. A maior parte da igreja cristã tem reconhecido a descida de Cristo ali como uma melhoria, ou até mesmo para «oferecer a salvação» aos perdidos daquela região. Porém, alguns grupos evangélicos dos tempos modernos, têm chegado a rejeitar essa doutrina com base «a p rio ri » do que Cristo poderia ter feito ou não (segundo a opinião deles), já que isso entraria em choque com suas rígidas idéias sobre o que deverá ser o julgamento. A despeito dessas objeções, não há que duvidar que esses versículos ensinam uma missão misericordiosa de Cristo entre as almas perdidas. É possível (m as não provável) que João, o vidente, se tenha referido a esse conceito ao falar das «chaves» brandidas por Cristo, as quais, como é óbvio, podem abrir ou fechar aquele lugar temível; mas lugar que pode ser aberto no caso de todos quantos aceitarem sua misericórdia. As fronteiras eternas não serão traçadas senão quando da «parousia» ou segundo advento de Cristo. Tais fronteiras não são determinadas quando da morte física de qualquer indivíduo. O julgamento final não ocorrerá senão após o «milênio», conforme fica claro no vigésimo capítulo do livro de Apocalipse. (Ver I Ped. 4:6 quanto ao estabelecimento dos limites eternos, por ocasião da «parousia», que é conceito neotestamentário comum). (Ver o artigo sobre a Descida de Cristo ao Hades). VI. Hades - o Abismo (Apo. 9:1) Poço do abismo, Apo. 9:1. O grego seria mais literalmente traduzido ainda como «fenda do abis­ mo». O termo grego *phrear» pode significar ou «poço» ou «fenda», que desce até o subsolo. A própria ambigüidade do vocábulo grego tem provoca­ do a ambigüidade de sua tradução e interpretação. Alguns têm preferido pensar que o próprio «hades» está em foco; mas outros pensam que se trata de uma fen d a que conduz ao hades, mas não o próprio hades. E ainda outros imaginam que se trata de uma fenda que leva a algum poço, ou ao próprio poço, inteiramente distinto do hades, por ser o lugar da habitação desses seres eminentemente malignos. Não há modo indiscutível para determinar qual a interpretação correta, mas a discussão abaixo deixa implícito que a «fenda» e o «hades* representam uma e a mesma coisa, ou então diferentes locais de uma única grande área de julgamento. Outrossim, não há nenhuma interpretação isolada e absolutamente certa sobre o próprio hades. Originaliriente, o lugar era reputado como a prisão que abrigava os fantasm as dos mortos; mas ali viveriam não realmente como almas sobreviventes, e, sim, como sombras sem bom senso, a vaguearem ao redor. Mais tarde, a idéia de «autêntica sobrevivência» veio a fazer parte da doutrina. Finalmente, surgiu a idéia da «separação» entre os «bons» e os «maus», havendo «galardões» para os primeiros e «punições» para os segundos. Por conseguinte, a cada vez em que o «hades» é mencionado, não podemos ter a certeza (a menos que o próprio contexto entre em detalhes) acerca do «estágio» do desenvolvimento da doutrina do «hades» que ali se reflete. (Ver no NTI as notas expositivas em Luc. 16:23 e Apof 1:18, quanto a maiores detalhes sobre essa doutrina). O trecho de II Ped. 2:4 emprega o vocábulo «Tártaro». Originalmen­ te, era uma região ainda mais inferior e desgraçada que o hades. O hades era considerado como algo que estava no coração da terra. Nesse caso, o Tártaro estaria bem no centro do globo, sendo reputado um lugar de dores e castigos especiais. Gradualmente, entretanto, o conceito de «Tártaro» se foi mesclando com o conceito de «hades», a tal ponto que tanto uma como outra palavra puderam ser usadas para indicar o mesmo lugar. (Ver o artigo sobre Tártaro. Ver também II Ped. 2:4). No Apocalipse, essa «fenda do abismo» também é mencionada em Apo. 11:7; 17:8 (lugar de onde subirá a «besta»), e 20:1,2 (onde se lê que ali serão lançados a besta e o próprio Satanás). Ali ficarão até o fim do milênio, após o que serão lançados no lago do fogo, o lugar do castigo final (ver Apo. 14:11, onde, sem que seja empregado esse nome, evidentemente também há alusão a essa «fenda», mostrando que os seguidores do anticristo haverão de compartilhar de sua sorte). Comparando-se entre si todas essas referências, chegamos à conclusão de que o vidente João estava aqui descrevendo a «porção má» do hades, e não algum lugar distinto do mesmo. Cumpre-nos observar que «a morte e o hades» serão lançados no «lago do fogo», juntamente com os perdidos; e supomos que o «diabo», a «besta» e seu «falso profeta» (mencionados no trecho de Apo. 20:10) participarão dessa sorte. Portanto, do «hades» serão transferidos para o definitivo «lago do fogo». Já que o vigésimo capítulo do Apocalipse não estabelece distinção entre o «hades» e a «fenda» (no grego, *phrear»), fazendo com que os perdidos, o anticristo, Satanás, etc. estejam associados ao «hades», ao passo que, em Apo. 9:1 e em Apo. 11:7 e 17:8, estão vinculados à «fenda do abismo», somos forçados a concluir que o «hades» e essa «fenda» são uma e a mesma coisa, a menos que o autor simplesmente estivesse falando a respeito de «vários compartimentos do hades», ou então de diversas localidades do mesmo lugar em geral, existentes no âmago da terra. O Apocalipse não faz o contraste entre a geena e o hades-, mas é possível que neste livro, o «lago do fogo» seja a mesma coisa que a «geena» é nos evangelhos. O «a bism o» ou *fenda» nas páginas do A.T. Consideremos os pontos seguintes: 1. Talvez haja ali alusão a algum abismo subterrâneo que fecha um grande oceano «não da superfície», conforme fica implícito em Sal. 33:7. A Oração de Manassés, em seu terceiro capítulo, indica que os antigos imaginavam a existência de uma «fenda» que conduziria a esse mar subterrâneo, desde a superfície. Esse conceito não tem qualquer relação com o presente texto. 2. O abismo era considerado como lugar apropria­ do para os inimigos de Yahweh (ver Amós 9:3; Jó 11

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