Boletim Municipal de Aljustrel nº 230

 

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Câmara Municipal de Aljustrel

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ALJUSTREL BOLETIM MUNICIPAL DEZEMBRO 2014 230 Novo PDM prevê zonas empresariais em todo o concelho O concelho de Aljustrel fica assim mais preparado para acolher novos investimentos, com a expansão dos polos industriais existentes e a criação de novas áreas de acolhimento empresarial em todas as freguesias. Município 03 Município 09 Obras 11 Associativismo 13 Património 15 Orçamento Municipal mais reduzido em 2015 A CMA, para o ano de 2015, reduziu o valor da verba orçamentada relativamente ao exercício orçamental anterior, com um total geral de 12 milhões 896 mil euros, menos 2 milhões 274 mil euros do que em 2014. Campanha de Dinamização do Comércio Tradicional A iniciativa tem como objetivo incentivar as compras no comercio local. Os três primeiros prémios correspondem a 500, 350 e 150 euros em compras a efetuar nas lojas aderentes. Câmara vence programa EDP Solidária A CMA é uma das entidades vencedoras do Programa EDP Solidária, com o projeto apresentado pela edilidade denominado “Hortas Solidárias e Centro de Interpretação de Produtos Hortícolas e Ervas Aromáticas”. 38.º aniversário da reorganização da SMIRA Conta com 5 monitores e um maestro que têm a seu cargo: a Banda Filarmónica, o Grupo de Metais, a Orquestra Juvenil, e a Turma Infantil e ainda cerca de 20 aprendizes que estão em iniciação na escola de música. Cante é Património da Humanidade Foi com emoção que todos os grupos corais do concelho se juntaram, a 28 de novembro, para celebrar a decisão tomada pela UNESCO, de elevar o cante alentejano a Património Cultural Imaterial da Humanidade.

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02 Aljustrel | Boletim Municipal | dezembro 2014 2015 Temos consciência que o caminho que nos propomos percorrer é longo e árduo. Mas temos ainda mais certeza do potencial imenso que a nossa terra encerra, em particular no que toca à identidade mineira que nos diferencia, característica que pode (e deve) ser plenamente colocada ao serviço do desenvolvimento integrado do nosso concelho. Cuidar da nossa cultura própria, integrando-a, simultaneamente, numa cultura humanista e universalista, é a aposta que queremos vencer em 2015, integrando todas as “forças vivas” das nossas comunidades. Presidente da Câmara Nelson Brito P assada a época natalícia, que, por razões óbvias, nos impele para pensamentos e ações mais centradas na família e nos amigos, o início de 2015 será tempo de “arregaçar as mangas” e continuar o trabalho. No Município de Aljustrel, apesar de um ano de 2014 que será recordado principalmente pelas enormes dificuldades sentidas pelos portugueses, prevemos dar continuidade aos processos já iniciados e concretizar um conjunto de iniciativas e projetos que se enquadram dentro dos quatro grandes pilares que assumimos enquanto vetores fundamentais de desenvolvimento para o Concelho – Educação, Ação Social, Desenvolvimento Económico e Cultura – que têm reflexos no PDM - Plano Diretor Municipal aprovado recentemente. Para a concretização das prioridades de desenvolvimento identificadas, o PDM tem como objetivos promover o desenvolvimento agro-florestal, industrial, turismo e a exploração dos Recursos Minerais. Projeta, igualmente, o desenvolvimento empresarial das áreas rurais, prevendo o alargamento dos polos industrias existentes e a criação de zonas de expansão empresarial em todas as freguesias do concelho, dando, igualmente, particular atenção ao incremento do nível de instrução e qualificação da população ativa. Prevê-se, ainda, melhorar as acessibilidades internas do concelho e ficar definida a política de solos e ordenamento das áreas urbanas. Como fim último, este instrumento de planeamento Editorial procura melhorar as condições de vida da população, acautelando a proteção dos recursos naturais e paisagísticos e a conservação do património histórico-arqueológico. Esta nova atitude perante a governação materializa-se também no Plano de Ação da Agenda 21 Local do Concelho de Aljustrel (descrito adiante na presente edição do Boletim Municipal), instrumento de planeamento onde assumimos a vontade de construir um concelho que seja um território criativo, com limites que devem ser reconhecidos e capitalizados e com potencial humano, dando particular atenção à concertação social e à abertura a novas ideias, promovendo a diversificação do tecido económico, desenvolvendo ações que conduzam à atração e fixação da população e à dinamização social, económica e cultural da população e dos ativos do território. Pretendemos, ainda, em particular, consolidar uma nova estratégia assente no binómio cultura/educação, no sentido de fomentar sinergias entre instituições públicas e privadas locais que atinjam o maior número possível de destinatários. Esta nova visão ganhará corpo através de um Plano Estratégico para a Cultura no Concelho de Aljustrel, documento que está ser elaborado por uma equipa de trabalho constituída para o efeito, que materializará uma estratégia que coloque no centro das ações o reconhecimento das práticas culturais enquanto elementos potenciadores das iden- tidades e dos valores pessoais e coletivos de cidadania. Num momento em que se celebra a elevação do Cante Alentejano a Património Imaterial da Humanidade, queremos que o nosso património local, material e imaterial ganhe expressão. Para alcançar este objetivo a concretização do projeto Parque Mineiro de Aljustrel, enquanto fator de preservação e valorização do nosso património, reúne condições para se tornar num atrativo lúdico e turístico de âmbito alargado, oferecendo aos visitantes a oportunidade de conhecer uma herança cultural diversificada, onde a história, a arte, o ambiente, a tecnologia e as diferentes culturas do trabalho que se sucederam na nossa terra se tornam nos elementos de uma estrutura territorial profunda, que só o parque pode restituir em toda a sua riqueza e complexidade. Mas não queremos que este Parque Mineiro se foque apenas no passado: está já em curso o processo de edificação do CEGMA - Centro de Estudos Geológicos e Mineiros do Alentejo, da responsabilidade do LNEG – Laboratório Nacional de Engenharia e Geologia, que dará corpo ao pilar Investigação & Desenvolvimento que o parque preconizará, trazendo para o nosso concelho uma importante infraestrutura e, principalmente, “massa cinzenta” que em muito contribuirá para o desenvolvimento de investigação e de projetos de qualificação e formação em torno da geologia e das minas. Também na vertente ambiental está em marcha a re- qualificação ambiental da zona mineira desativada de Algares, um projeto da responsabilidade da EDM – Empresa de Desenvolvimento Mineiro no valor de mais de 3 milhões de euros, que incide, precisamente, na área onde se concentram os principais pontos de interesse mineiro de Aljustrel – Malacates, cementação, teleiras, Chaminé Transtagana, Chapéu de Ferro, entre outros. Está igualmente em fase de adjudicação a obra de requalificação da Galeria Vipasca, com entrada situada em frente ao bairro mineiro do Plano. Este poderá ser o fator de maior atratividade turística do Parque Mineiro, preservando a memória e o conhecimento das gerações de trabalhadores que escavaram as minas de Aljustrel, proporcionando visitas turísticas ou pedagógicas onde se procurará oferecer uma experiência o mais aproximada possível às vivências dos mineiros. A potenciação deste património, associada a um conjunto de projetos que pretendemos implementar no âmbito do atual quadro comunitário de apoio, tais como a Casa do Artesanato, a Casa da Música, o Centro Interpretativo de Geologia e Minas e a “nova vida” que se pretende dar ao emblemático Campo das Minas em Vale d´Oca, irá certamente criar mais-valias com reflexos ao nível do desenvolvimento da nossa terra, mas também na autoestima dos habitantes do nosso concelho. A par desta dinâmica, pretendemos ter sempre no centro da nossa atenção aqueles que mais necessitam de nós: os idosos, as crianças e os mais desfavorecidos. Em 2015, a par da manutenção das políticas sociais que temos vindo a desenvolver com grande energia, pretendemos aprofundar o programa Aljustrel, Concelho Solidário, bem como intensificar as parcerias com os vários agentes sociais locais. Em termos de projetos concretos, considerando o novo Quadro Comunitário Portugal 2020, daremos relevo à defesa do projeto da Unidade de Cuidados Continuados de Aljustrel e conclusão da Rede de Lares da 3ª Idade no nosso Concelho, com a instalação em Rio de Moinhos do Lar da Cocaria. Perante os desafios que descrevi, temos consciência que o caminho que nos propomos percorrer é longo e árduo. Mas temos ainda mais certeza do potencial imenso que a nossa terra encerra, em particular no que toca à identidade mineira que nos diferencia, característica que pode (e deve) ser plenamente colocada ao serviço do desenvolvimento integrado do nosso concelho. Cuidar da nossa cultura própria, integrando-a, simultaneamente, numa cultura humanista e universalista, é a aposta que queremos vencer em 2015, integrando todas as “forças vivas” das nossas comunidades, valorizando aquilo que é nosso e abrindo-nos ao exterior – fazendo-nos ouvir e escutando o que o resto do mundo tem para nos dizer. Feliz Natal e Bom 2015. Nelson Brito FICHA TÉCNICA: Propriedade Câmara Municipal e Aljustrel Sede Avenida 1.º de Maio 7600-010 Aljustrel Telefone 284 600 070 Fax 284 602 055 e-mail geral@mun-aljustrel.pt Site www.mun-aljustrel.pt Diretor Nelson Brito (Presidente da Câmara) Coordenação Marcos Aguiar Redação Mercedes Guerreiro e Artur Martins Fotografia José Tomé Máximo e Mercedes Guerreiro, portugalfotografiaaerea.blogspot.pt Projeto Gráfico e Paginação Adriana Vieira da Silva Impressão Gráfica Funchalense Periodicidade Trimestral Tiragem 5w000 exemplares ISSN 0874-0275 Depósito Legal 120655

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dezembro 2014 | Boletim Municipal | Aljustrel 03 Grandes Opções do Plano e Orçamento Orçamento Municipal mais reduzido em 2015 A Câmara Municipal de Aljustrel, para o ano de 2015, reduziu o valor da verba orçamentada relativamente ao exercício orçamental anterior, com um total geral de 12 896 309 €, menos 2 274 266 € do que em 2014. m conformidade com o estabelecido na Lei nº 169/99 de 18 de Setembro, nomeadamente na alínea b) do nº 2 do artigo 53º e alínea c) do artigo 64º foram aprovadas pela Assembleia Municipal as Grandes Opções do Plano e Orçamento para o ano 2015. O documento concretiza a continuidade de uma estratégia de desenvolvimento para o Concelho de Aljustrel, alicerçada em vetores fundamentais, como a melhoria contínua dos serviços municipais; a educação, qualificação e promoção da cidadania e identidade cultural; a solidariedade e coesão social nas comunidades locais; a diversificação e crescimento do tecido económico e empresarial e as políticas sustentáveis de habitação e serviços coletivos. A Câmara Municipal de Aljustrel, para o ano de 2015, reduziu o valor da verba orçamentada relativamente ao exercício orçamental anterior, com um total geral de 12 896 309 €, menos 2 274 266 € do que em 2014. RESUMO DO ORÇAMENTO PARA O ANO 2015 Receitas Correntes .................. Capital ..................... Total: Serviços Municipalizados Total Geral: Montante (€) 8.851.432 4.044.876 12.896.308 0 12.896.308 Despesas Correntes .................. Capital ..................... Total: Serviços Municipalizados Total Geral: Montante (€) 8.165.999 4.730.309 12.896.308 0 12.896.308 Cruz Vermelha Portuguesa Resultados Os Voluntários são a alma do Movimento Orçamento Participativo 2014/2015 O A Cruz Vermelha Portuguesa -Centro Humanitário de Beja vai promover em meados de janeiro, em Aljustrel, uma formação de voluntariado destinada a todos aqueles que se queiram juntar a esta instituição humanitária. Esta organização não–governamental e sem fins lucrativos, que dentro em breve irá dispor de uma secção bem como de instalações próprias em Aljustrel, tem como missão prestar assistência humanitária e social, em especial aos mais vulneráveis, prevenindo e reparando o sofrimento e contribuindo para a defesa da vida, da saúde e da dignidade humana, pelo que o voluntariado constitui a sua essência. Para poder iniciar a sua atividade na vila mineira - e conforme regem os sete princípios básicos desta instituição, o voluntário do Movimento Internacional da Cruz Vermelha deverá ser: participativo; comprometido; capacitado e formado; motivado; disponível; polivalente e cooperativo - será disponibilizado aos voluntários uma formação institucional que será acompanhada de conceitos e práticas de suporte básico de vida (SBV) e de desfibrilação automática externa (DAE), seguidos de avaliação final. Para mais informações, contactar: Cruz Vermelha Portuguesa – Centro Humanitário de Beja Telm: 284322484 Fax: 284325115 chbeja@cruzvermelha.org.pt processo de consulta pública integrado na iniciativa Orçamento Participativo do Concelho de Aljustrel 2014/2015 decorreu entre os meses de outubro e de novembro, através da disponibilização dum questionário aos munícipes que permitiu identificar áreas prioritárias em termos de investimento e propostas concretas de investimento municipal. Este processo de auscultação decorreu através da distribuição de questionários em papel, bem como através da sua disponibilização nas Juntas de freguesia e na câmara municipal e por via dum questionário online, acessível no site do município. Paralelamente foram promovidas sessões públicas em todas as freguesias, no sentido de serem identificadas propostas por parte dos cidadãos. No total foram recolhidas 188 respostas aos questionários, sendo que para efeitos de tratamento e análise apenas foram considerados os questionários completos (que incluem resposta às questões obrigatórias), o que perfaz 128 questionários. Do total de 128 inquéritos completos, as respostas ao inquérito em suporte de papel representaram exatamente 50% (64 respostas). Foi possível verificar pela análise dos dados que os munícipes identificam como prioritárias três áreas de atuação: Desenvolvimento Económico (38,3%), Ação Social (38,3%) e Educação (36,7%). Apesar dos destaques em termos de priorização a estas áreas, a análise da tipologia de investimentos identificados revela-nos que as infraestruturas relativas à rede viária, abastecimento de água e de espaços verdes, assumem uma importância fundamental para os inquiridos, pelo que os investimentos a concretizar no âmbito do Orçamento Participativo, durante o ano de 2015, estarão em linha com a vontade expressa pelos participantes no processo. O Orçamento Participativo é uma afirmação da vontade e disponibilidade da câmara municipal para dialogar com as pessoas, seja nas sessões públicas, seja através dos questionários. Este processo insere-se num objetivo mais alargado de ampliar a participação pública dos atores sociais, sejam eles indivíduos ou organizações que compõem o Concelho de Aljustrel. Município E

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04 Aljustrel | Boletim Municipal | dezembro 2014 Aljustrel Plano Diretor Municipal Novo PDM prevê zonas empresariais em todo o concelho A nova versão do PDM tem em grande conta a necessidade de diversificação e qualificação da base económica local. Desta forma, e no que concerne aos sectores tradicionais especial destaque é dado à atividade industrial, prevendo-se o reforço das áreas de acolhimento empresarial em todas as freguesias do concelho. Desenvolvimento O novo PDM do Concelho de Aljustrel já foi aprovado pela Câmara e Assembleia Municipal, tendo seguido para publicação no Diário da República, via Direção-Geral do Território (onde fica depositada uma cópia bem como todos os documentos com a aprovação da autarquia). O PDM está, assim, na fase final de aprovação, ficando em vigor no dia seguinte à sua publicação no Diário da República. A nova versão do PDM tem em grande conta a necessidade de diversificação e qualificação da base económica local. Desta forma, e no que concerne aos sec- tores tradicionais especial destaque é dado à atividade industrial, prevendo-se o reforço das áreas de acolhimento empresarial em todas as freguesias do concelho. A concretização deste objetivo constitui um importante contributo para o reequilíbrio do sistema urbano do concelho e para a fixação das populações, reforçando as relações de complementaridade entre os aglomerados populacionais. A oferta de espaços devidamente equipados e infraestruturados constitui-se assim como uma das condições essenciais à atração de investimento. Ervidel Mesejana

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dezembro 2014 | Boletim Municipal | Aljustrel 05 Mancoca - Rio de Moinhos Jungeiros Rio de Moinhos Fábrica do Roxo Montes Velhos Carregueiro Corte Vicente Anes O Objetivos do PDM infraestruturas e equipamentos coletivos, no acesso a bens e serviços e em termos de qualidade do ambiente. • Conservação e promoção dos valores naturais, culturais, histórico-arqueológicos e paisagísticos existentes. Para a prossecução dos referidos objetivos de desenvolvimento foram estabelecidos os seguintes objetivos estratégicos: • Desenvolvimento agro-florestal e de atividades associadas ao aproveitamento dos respetivos produtos. • Desenvolvimento industrial. • Desenvolvimento do turismo. • Desenvolvimento do centro urbano de Aljustrel. • Desenvolvimento da exploração dos Recursos Minerais. • Promoção do desenvolvimento empresarial das áreas rurais. • Promoção do nível de instrução e qualificação da população ativa. • Melhoria das acessibilidades internas do concelho. • Definição e implementação de uma política de solos e ordenamento das áreas urbanas. • Melhoria das condições de vida da população. • Proteção dos recursos naturais e paisagísticos. • Recuperação e conservação do património histórico-arqueológico. Este novo enquadramento regional, e o novo enquadramento legal conferido à figura dos PDM visa os seguintes objetivos principais: • Aumento e reajustamento nos perímetros urbanos. • Requalificação urbana em tecidos construídos consolidados incluindo reabilitação do património construído. • Reabilitação do parque arqueológico e de arquitetura industrial. • Ordenamento de espaços de indústria extrativa. • Defesa e despoluição dos solos resultantes da exploração mineira. • Reforço na proteção de espaços de valorização ambiental. • Implementação novas atividades económicas e turísticas de elevado potencial. • Melhoramentos das acessibilidades rodoviárias e ferroviárias concelhias e inter-regionais. • Redimensionamento das infraestruturas de saneamento básico. • Promoção e elaboração de Planos de Pormenor e de Salvaguarda. • Reformulação do regulamento do PDM adaptando-o à nova realidade. s objetivos gerais do PDM em vigor consistiram em: • Otimização da exploração económica dos recursos existentes, nomeadamente através da reabilitação técnica e económica dos sistemas de produção agrícola e pecuária, da silvo pastorícia, do desenvolvimento da indústria, em particular da exploração mineira, do desenvolvimento de atividades terciárias e do fomento do turismo. • Desenvolvimento da vila de Aljustrel como centro de serviços supraconcelhio numa relação de complementaridade sub-regional. • Melhoria da qualidade de vida da população, em termos de Desenvolvimento

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06 Aljustrel | Boletim Municipal | dezembro 2014 Desenvolvimento sustentável Plano de ação da Agenda 21 Local de Aljustrel já está “no terreno” O Plano de Ação da Agenda 21 Local do Concelho de Aljustrel é um guião para as intervenções das instituições e organizações do Concelho, com o município como polo aglutinador, promotor e desafiador, com vista a vencer os desafios do nosso desenvolvimento, nestes tempos conturbados. P ara aqui chegar a Câmara de Aljustrel, através do projeto Agenda 21 Local, enquanto método de planeamento participado pelas populações, desencadeou as ações que levaram a um Diagnóstico de Sustentabilidade do Concelho, que contou com a auscultação e participação de variadas organizações, instituições e empresas com intervenção na economia e sociedade do Concelho, tendo-se avaliado as “forças, fraquezas, oportunidades e ameaças” com que se tem que contar e saber tirar partido. Foi através deste diagnóstico, que se consensualizou a Missão e o Desígnio que devem nortear todos os projetos e iniciativas a realizar ao longo da década e, em conformidade, se identificaram as Prioritárias Orientações Estratégicas que a todos devem mobilizar (ver gráficos), tendo sido apresentados e debatidos nas Conferências de Aljustrel, desenvolvidas no passado mês de Abril, onde foi possível assegurar um claro reconhecimento do trabalho realizado a nível institucional e junto da comunidade. Desenvolvimento Quanto ao Plano de Ação, sumariamente descrito no quadro programático (ver Quadro ), tendo como grande objetivo travar a perca e envelhecimento da população, para o qual conta com um programa específico, aposta na iniciativa e empreendedorismo nos domínios económico, social, cultural e ambiental, vistos de forma conjugada e articulada. Com vista à execução do plano, foi criada uma estrutura de coordenação que, contando com uma equipa técnica do município e da Esdime, congrega um amplo leque de organizações e com articulação com a Rede Social. Com ações em curso e projetos a serem trabalhados para merecerem os indispensáveis recursos financeiros, o município faz votos que com esta breve apresentação do Plano de Ação 2014 / 2024, resultante da Agenda 21 Local, mais pessoas e organizações abracem e se mobilizem para uma adequada execução participada do Quadro Programático descrito, que reforça a necessidade dos contributos de todos, para as necessárias atualizações e programações de curto e médio prazo.

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dezembro 2014 | Boletim Municipal | Aljustrel 07 O que é a Agenda 21 Local? Estratégica e à co-responsabi lização das partes. É a este nível que se distingue uma Agenda do “Papel” para a Ação. Resultados: • Assumir o Plano de Ação como um instrumento de Gestão da Sustentabilidade Local; • Garantir a implementação das Ações. Objetivos: • Assegurar a monitorização do sistema em todas as suas vertentes; • Verificar a existência de não conformidades e identificar ações corretivas e preventivas; • Efectuar o controlo dos registos; • Realizar auditorias internas. tratégia conjunta e na aplicação de projetos com vista à melhoria da qualidade de vida ao nível local. Para isso é muito importante não esquecer que é fundamental o envolvimento e a participação ativa de todos os munícipes e de todas as organizações existentes no território, sem qualquer exceção. PLANO DE AÇÃO E POLÍTICA DE SUSTENTABILIDADE A Política de Sustentabilidade visa assegurar a definição da Politica de Sustentabilidade Local e garantir a sua adequação à Visão RESULTADOS • Revisão do Sistema de Sustentabilidade Local; • Início de um novo ciclo; • Continuidade... A Agenda 21 Local é um processo em que as autarquias locais (câmaras municipais e juntas de freguesia) trabalham com a restante comunidade na elaboração de uma es- Apresentação da Agenda 21 na Rede Social Plano de Ação Trabalhos em curso O Plano de Ação da Agenda 21 Local do Concelho de Aljustrel arrancou no início do presente ano, com o colocar no terreno do Projeto VIPASCA 21 – Pactos Locais -, com intervenção nas Freguesias de Messejana e Ervidel e do Núcleo de Aljustrel centrado na Comunicação, sendo que esta fase experimental está em desenvolvimento e brevemente resultados serão apresentados. Também em 2014, se preparou, organizou e realizou em abril as Conferências de Aljustrel, que tiveram como objetivo promover e refletir o Plano de Ação da Agenda 21. Estas conferências constituíram um inovador e relevante contributo de um concelho do “interior” para o desenvolvimento do país, como um todo, êxito reconhecido pelos conferen- cistas e participantes, que levou o executivo municipal a assumir que “as Conferências de Aljustrel vieram para ficar !”. Com o início dos trabalhos em Agosto, avançou-se na criação e funcionamento da estrutura de coordenação, tendo numa sua sessão plenária aprovado o modelo de organização e funcionamento e identificado de forma participada os projetos que devem merecer agora a prioridade na sua preparação e arranque. Foi na base desta seleção de projetos, que a equipa técnica desencadeou o funcionamento dos grupos de trabalho, com vista a aprofundar, desenhar e programar estes projetos, para darem os primeiros passos e formularem processos de candidaturas para financiamento, nomeadamente: » “Projeto de Envolvimento da Diáspora / Atração de Quadros e Empresários”; » “Intervenção para a Dinamização do Parque Habitacional”; » “Projeto Educação pela Arte e Cultura”; » “Fórum do Empreendedorismo / Núcleo Empresarial”. (Texto ESDIME) da responsabilidade da Desenvolvimento

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08 Aljustrel | Boletim Municipal | dezembro 2014 Terra Viva no Natal Freguesias Natal festejou-se em todas as freguesias do Concelho O Natal chegou ao concelho de Aljustrel. Câmara Municipal, juntas de freguesia, escolas, instituições e associações apresentam um programa diversificado de iniciativas, em vários locais, com vista a dar um ar mais festivo a esta época. Além disso, o programa, denominado “Aljustrel, Terra Viva no Natal”, que decorre paralelamente à Campanha de Dinamização do Comércio Tradicional “Compras de Natal...São no Comércio Local!” e ao “Concurso de Montras de Natal”, tem também como objetivo impulsionar o comércio local e animar as ruas do concelho de Aljustrel. Os presépios, árvores de Natal, a iluminação e as decorações de Natal nas ruas e nas montras dos estabelecimentos comerciais embelezam e criam um ambiente mais natalício. A nimação musical, concertos de Natal e arruadas pela banda filarmónica, festas de Natal com as crianças e jovens do concelho, venda de beneficência, desfiles de pais natais de mota, a cavalo, de bicicleta, apresentação de livros e Feira do Livro, sessões de cinema, almoço de Natal dos idosos e reformados, mercado de produtos da terra, oficina de gastronomia com pratos de Natal, animação no largo do mercado, noite e cantar das Janeiras são algumas das atividades propostas um pouco por todo o concelho, e que irão decorrer até ao dia 3 de janeiro. Curiosidade Qual é a origem do Pai Natal? A personagem do Pai Natal baseia-se em S. Nicolau e a ideia de um velhinho de barba branca num trenó puxado por renas (o mesmo transporte que é usado na Escandinávia) foi introduzida por Clement Clark More, um ministro episcopal, num poema intitulado “An account of a visit from Saint Nicolas” (tradução: Um relato da visita de S. Nicolau) que começava do seguinte modo “‘The night before Christmas” (que em português significa “Na noite antes do Natal”), em 1822. More escreveu este poema para as suas filhas e hesitou em publicá-lo porque achou que dava uma imagem frívola do Pai Natal. Contudo, uma senhora, Harriet Butler, teve acesso ao poema através do filho de More e decidiu levá-lo ao editor do jornal Troy Sentinel, em Nova Iorque, o qual publicou o poema no Natal do ano seguinte em 1823. A partir daí, vários jornais e revistas publicaram o poema, mas sempre sem se mencionar o seu autor. Só em 1844, é que More reclamou a autoria do poema. O primeiro desenho que retratava a figura do Pai Natal tal como hoje o conhecemos foi feito por Thomas Nast e foi publicado no semanário “Harper’s Weekly” no ano de 1866. Assim, a criação da imagem atual do Pai Natal não é da autoria da Coca-Cola, como muitos pensam. (Fonte: http://natalnatal.no.sapo. pt)

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dezembro 2014 | Boletim Municipal | Aljustrel 09 Natal rima com local Câmara volta a promover “Campanha de Dinamização do Comércio Tradicional” O sorteio dos cupões terá lugar no Mercado Municipal, em data e hora a indicar atempadamente pelo município. Os três primeiros prémios correspondem respetivamente a 500, 350 e 150 euros em compras a efetuar exclusivamente nas lojas aderentes. Tombola no Mercado Municipal P ara promover o comércio local, a Câmara Municipal de Aljustrel está a levar a cabo durante a época natalícia a Campanha de Dinamização do Comércio Tradicional denominado “Compras de Natal …São no Comércio Local!”. Esta iniciativa que se destina aos estabelecimentos que tenham aderido a este projeto, bem como a todas as pessoas singulares com idade igual ou superior a 18 anos, consiste na entrega aos consumi- dores de um cupão por cada 20 euros de compra nos estabelecimentos aderentes. Os “canhotos” com nome e contacto da pessoa concorrente serão depositados numa tômbola selada no Mercado Municipal ou nos recetáculos colocados nas juntas de freguesia do concelho. O sorteio dos cupões terá lugar no Mercado Municipal, em data e hora a indicar atempadamente pelo município. Os três primeiros prémios correspondem respetiva- mente a 500, 350 e 150 euros em compras a efetuar exclusivamente nas lojas aderentes. Paralelamente, e para dar um ar mais festivo às ruas do concelho, a autarquia leva a cabo pelo 6.º ano consecutivo, o Concurso de Montras de Natal”. Com esta ação, a autarquia pretende apoiar a economia do concelho, convidando os comerciantes a decorar as suas montras de forma personalizada e alusiva a esta época. Este concurso, que decorre de 15 de dezembro a 5 de janeiro de 2015, está aberto a todos os comerciantes que possuem estabelecimentos comerciais em atividade no concelho de Aljustrel. Os concorrentes serão avaliados por um júri nomeado que terá em conta a originalidade e criatividade, a harmonia e estética do conjunto, a iluminação, as cores, formas e materiais da decoração. Os resultados finais do concurso serão divulgados no dia 12 de janeiro de 2015 no sítio da Câma- ra Municipal, e os vencedores do primeiro prémio serão galardoados com um fim-de-semana num hotel, com pensão completa. A entrega do prémio decorrerá em data e local a informar. As normas de participação no concurso podem ser consultadas no sítio da Câmara Municipal de Aljustrel em www.mun-aljustrel.pt. Para mais informações, contatar: gip@mun-aljustrel.pt ou 284 602 921. A partir de janeiro de 2015 Mercado Mensal de Aljustrel passa a realizar-se ao 4.º domingo do mês N Mercado mensal o sentido de revitalizar o mercado que se realiza, todas as primeiras terças-feiras do mês, no Parque de Exposições e Feiras de Aljustrel e, na sequência das várias sugestões dirigidas a este município, a Câmara Municipal informa que, a partir do mês de janeiro, o Mercado Mensal vai passar a ter lugar no quarto domingo de cada mês. Os procedimentos de participação dos comerciantes no referido mercado mantêm-se como habitualmente. Volta de Apoio ao Emprego Sessão de informação divulga oportunidades de emprego N o dia 19 de novembro, o Centro de Informação Europe Direct do Baixo Alentejo, com o apoio da Câmara Municipal de Aljustrel, realizou uma sessão de informação subor- dinada ao tema “ Volta de Apoio ao Emprego”. Esta iniciativa, que decorreu no Auditório da Biblioteca Municipal, teve como principais objetivos a divulgação de oportunidades concretas de emprego e de apoio à empregabilidade, de modo a contribuir para a diminuição de uma das principais preocupações dos cidadãos: o desemprego. Nesta sessão de esclarecimento, responsáveis dos Centros de Emprego e Formação Profissional de Beja e de Aljustrel, da EURES, do Centro Municipal de Acolhimento de Micro Empresas de Aljustrel e do Gabinete de Inserção Profissional da autarquia aljustrelense apresenta- ram soluções para melhoria da empregabilidade, através de formação profissional, estágios ou experiência internacional de voluntariado, sugestões sobre como aumentar a probabilidade de sucesso de uma candidatura e formas de aceder a quase 1,5 milhões de vagas de emprego disponíveis a nível europeu. Esta sessão de informação destinou-se a toda a população em geral, e muito particularmente a todas as pessoas à procura de emprego e ao público jovem. Município

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10 Aljustrel | Boletim Municipal | dezembro 2014 Administração direta Uma Câmara com rostos A Obras s intervenções da Câmara Municipal no modelo de administração direta são da responsabilidade da divisão técnica do município. As obras são realizadas aplicando meios próprios, ou adquiridos para o efeito, e que se destinam ao seu imobilizado. São exemplos destes trabalhos as pequenas intervenções urbanísticas, os ramais de águas e esgotos, trabalhos de jardinagem, construção civil, entre outros, bem como algumas intervenções de maiores dimensões. Serviço de Águas - Execução de ramal na Corte Vicente Anes Serviço de Águas - Reparação de rotura em Ervidel Serviços de Águas - Execução ramal domiciliário na Rua Candido dos Reis Serviços de Produção - Aplicação de misturas betuminosas em arruamentos Serviços de Produção - Assentamento de lajetas de betão no logradouro das Piscinas Cobertas Serviços de Produção - Execução e montagem de bancos no campo do Alvorada Futebol Clube Serviços Produção - Execução sinalização rodóviária junto Praça da Resistência Serviços de Produção - Reparação de calçada na Avenida de Algares Serviços de Produção - Reparação de caldeiras das árvores na Praça República Serviços de Produção - Reparação de passeios em pavê no Loteamento de Rossio Serviços de Produção - Reparação EM530 Serviços de Produção - Reparação de passeio em pavê na Rua de St. Bárbara Serviços de Produção - Repintura de Ilhas Serviços de Produção- Execução e montagem de cozinha Serviços Urbanos - Manutenção da Praça da Resistência

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dezembro 2014 | Boletim Municipal | Aljustrel 11 Local onde ficarão situadas as hortas no Carregueiro Inovação social A Câmara Municipal de Aljustrel venceu programa EDP Solidária Câmara Municipal de Aljustrel foi uma das entidades vencedoras do Programa EDP Solidária. O projeto apresentado pela edilidade denominado “Hortas Solidárias e Centro de Interpretação de Produtos Hortícolas e Ervas Aromáticas” mereceu toda a atenção do júri que lhe reconheceu validade e relevância no âmbito de inovação social. O projeto apresentado consiste na criação, na aldeia do Carregueiro, de uma horta com talhões para atribuição a famílias carenciadas e de um centro de interpretação de produtos hortícolas e ervas aromáticas. O projeto prevê também a promoção de ações de sensibilização para diferentes públicos e de investigação científica que permitam potenciar modos ecológicos de produção agrícola. A construção de hortas solidárias resulta da necessidade de colmatar as situações de envelhecimento populacional, desertificação, isolamento social e desemprego que a Câmara Municipal tem vindo a identificar na sua área de intervenção. A Fundação EDP, constituída como mecenas, compromete-se a financiar 12 mil euros, dos 21 mil 360 euros, que custará o projeto, sendo que 9 mil 360 euros serão financiados pela Câmara Municipal de Aljustrel. Inovação Social Hortas Solidárias O projeto Hortas Solidárias foi lançado em 2011 pela Fundação EDP, no âmbito do Programa EDP Solidária, motivado por um número elevado de candidaturas de associações interessadas na procura de soluções na área da produção agrícola e da autossubsistência de comunidades e instituições sociais. Foi assim criado um programa, que desde 2012, conta também com a parceria da Fundação Calouste Gulbenkian, e que tem como objetivo apoiar projetos relacionados com a criação de hortas que passaram a ser designadas por “Hortas Solidárias”. Em apenas três anos, as Hortas Solidárias contavam em início de 2014 com uma rede de 37 projetos, distribuídos por 15 distritos, do Norte ao Sul de Portugal, beneficiando diretamente cerca de seis mil pessoas. Integradas em instituições de solidariedade social ou em grupos comunitários, estas hortas pretendem contribuir para a auto-sustentabilidade alimentar dos seus proprietários e beneficiários, funcionando também como ferramentas de educação ambiental e nutricional e como espaços de formação. As instituições parceiras deste programa beneficiam de apoio for- mal para a criação e manutenção das suas hortas (formação, suporte técnico, construção de abrigos, etc). Até 2013 o acompanhamento destes projetos foi feito pela consultora agrícola Consulai, estando agora a ser desenvolvido pela consultora TerraProjectos. Para o futuro, a Fundação EDP prevê a constituição de uma rede de partilha de conhecimento e experiências que permita aproximar instituições e comunidade. O objetivo do programa é que estas Hortas Solidárias funcionem como um exemplo de boas práticas replicáveis por todo o país, nomeadamente junto do 3º sector. Obras

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12 Aljustrel | Boletim Municipal | dezembro 2014 Associativismo Foto da Jazz Band “Os Desprezados” Foto da Banda instituida pela empresa mineira com o Diretor da Mina (Sr. Stasi) e o Mestre José Valente. Sociedade Musical de Instrução e Recreio Aljustrelense D Resenha histórica da Filarmónica da SMIRA tempo, tendo sido substituído por um jovem músico da Guarda Nacional Republicana, o Sr. José Joaquim Valente. Este músico que já havia regido bandas civis na região de Lisboa vem para Aljustrel porque se encontrava desempregado (segundo nos relatou pessoalmente uma sua neta), uma vez que era opositor político do então Governo de Ditadura Nacional, que o expulsou da GNR. Este Maestro forma, em 1932, um quinteto musical que musicava e acompanhava os filmes mudos que então passavam nos cinemas da vila. É também nesta década de 30 que surgem, com base em músicos oriundos da Banda, os primeiros grupos de Jazz Band. O primeiro foi o “Jazz Melody Band”, de curta duração, a que se seguiu “Os Desprezados” que resistiram até 1942, tendo-lhes sucedido o grupo “Terror Musical”. Apareceu na mesma linha de atuação - as orquestras de swing - o Grupo Musical Verda Stelo (Estrela Verde) que era também o nome do grupo esperantista existente em Aljustrel (O Esperanto foi uma linguagem criada com base em diversas línguas diferentes e que se pretendia que fosse universal, contribuindo para a união dos povos e para um entendimento global). Finalmente, em Maio de 1942 é oficialmente constituída a Sociedade Musical de Instrução e Recreio Aljustrelense. Foram então eleitos para a Direção: Francisco Martins Perdigão, Antero Beltrão Fernandes, António dos Santos Serra e José António de Sousa. Como diretor musical Joaquim Barão Carapinha e regente da Banda o Mestre Celestino Augusto Coelho. Dentro da SMIRA foi também criado um grupo denominado Grupo Jazz Aljustrelense, constituído pelos membros do extinto “Terror Musical”. Estes grupos eram pouco consistentes e sucediam-se rapidamente. Forma-se então fora da SMIRA, mas com músicos dela, o agrupamento “Os Liras” que, devido a questões internas da Sociedade, acabam por se estrear em público com o nome de “Os Incompetentes”. Ainda neste período o Chefe da estação ferroviária de Aljustrel, Sr. Feliciano Tonicher fundou com as suas filhas a “Orquestra Tonicha”. Em 1952 a SMIRA acaba por falta de verbas para contratar um Regente. No panorama musical aljustrelense aparecem ainda dois pequenos grupos, a “Orquestra Bolero” (1954) e o “Conjunto Lusitânia” (1956). Até 1975 não houve nenhum grupo digno de referência. Finalmente, em 16 de Julho de 1975, um grupo de aljustrelenses, antigos músicos da Filarmónica, reuniram-se e reativaram os antigos estatutos da SMIRA, tendo refundado a sua Filarmónica com o apoio dos aljustrelenses residentes em Portugal e no estrangeiro. Texto baseado no livro da autoria do Sr. Adolfo Vilhena Panelas. ata de meados do séc. XVII a primeira referência conhecida sobre a utilização de músicos em festas religiosas na nossa vila, promovidas pela Misericórdia. As referências posteriores são já do último quartel do séc. XIX onde se dá conta da existência de duas bandas na vila, conotadas com os Partidos políticos de então – Regeneradores e Progressistas – e que se alcunhavam entre si de “Laricas” (alcunha da banda Progressista) e “Intrujões” (alcunha dada à banda dos Regeneradores). Segundo parece a guerra não se limitava às alcunhas, havendo por vezes trombones amassados. Até 1928 existe Filarmónica, embora com altos e baixos, subsistindo devido à teimosia de alguns “carolas” amantes da música e da sua terra. Vem então referenciada pela primeira vez a existência de uma banda custeada pela empresa belga concessionária das minas. O primeiro Maestro da banda desapareceu ao fim de pouco Foto da Filarmónica Aljustrelense em 1902 dirigida pelo avô do Sr. Adolfo Vilhena Panelas. Obras quase concluídas “Uma Nova Era” avizinha-se para a SMIRA A segunda fase das obras do edifício da Sociedade Musical de Instrução e Recreio Aljustrelense (SMIRA) está quase terminada. Falta só remodelar o logradouro e a escadaria para que, em 2015, responsáveis, monitores e executantes possam desenvolver a sua atividade numas instalações dotadas de condições mais dignas. O edifício da SMIRA situa-se no coração da vila de Aljustrel e, apesar das diversas obras de beneficiação que tem sofrido ao longo da sua existência, precisava de novas obras que lhe permitissem estar mais adequado à função que desempenha. Numa primeira fase, e a fim de dotar o edifício de melhores condições de trabalho e funcionalidade, foi necessário proceder a obras de ampliação e de remodelação do espaço físico, criando entre outras alterações uma nova compartimentação. Numa segunda fase, a SMIRA apresentou uma candidatura ao abrigo do PRODER –subprograma 3 – Medidas 3.1. e 3.2, para a realização de obras de remodelação no logradouro e na escadaria de acesso ao edifício, bem como para apetrechamento do espaço com instalação de um sistema de ar condicionado, climatização, ventilação e também para aquisição de mobiliário e de instrumentos musicais novos para os aprendizes. O pedido de apoio, com um montante de 92 mil 813 euros, foi aceite e comparticipado em 69 mil 160 euros. Mobiliário e instrumentos já foram adquiridos. Resta proceder à remodelação do logradouro e escadaria. Com a conclusão, em breve, destas obras, avizinha-se uma “Nova Era” para a SMIRA. Esta “Casa da Música” irá dispor de uma sede, com melhores condições para continuar a desenvolver o trabalho do ensino regular da arte musical que tem vindo a ser realizado ao longo dos anos com a Banda Filarmónica, Orquestra Juvenil, Grupo de Metais, Escola de Música e Turma Infantil, em prol dos jovens e da comunidade.

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dezembro 2014 | Boletim Municipal | Aljustrel 13 Atuação da Banda Filarmónica 38.º aniversário da reorganização SMIRA festeja aniversário a olhar para um futuro mais risonho Atualmente a SMIRA conta com 5 monitores e o maestro, Ricardo Lemos, que têm a seu cargo: a Banda Filarmónica, (42 elementos entre os 11 e os 55 anos), o Grupo de Metais (13 executantes), a Orquestra Juvenil (20 elementos dos 7 aos 19 anos) e a Turma Infantil. (33 crianças dos 4 aos 7 anos) e ainda cerca de 20 aprendizes que estão em iniciação na escola de música. A Sociedade Musical de Instrução e Recreio Aljustrelense (SMIRA) comemorou, no passado dia 1 de dezembro, o 38.º aniversário da reorganização da sua banda filarmónica. Do programa festivo constou, no dia 14 de novembro, um concerto pela Banda de Música da Força Aérea Portuguesa, no Cine Oriental. No dia 29 de novembro, um concerto de Gala pela banda da SMIRA e pelo Coro Sine Nomine, na Igreja Matriz. No dia 6 de dezembro, uma arruada com a Banda Filarmónica de Marrazes (Leiria) que terminou com concertos executados pelas duas bandas no Cine Oriental. E por fim, no dia 21, um concerto de Natal pela Orquestra Juvenil, a Turma Infantil e a Classe Conjunto da SMIRA no Cine Oriental. Nestes quase 40 anos da sua nova existência, a SMIRA sempre se orientou com o “firme propósito de proporcionar o ensino da arte musical a todos aqueles que se dirigiram e que continuam a dirigir-se ao edifício.”. Ao longo dos anos, o trabalho exemplar desenvolvido com os seus executantes tem-lhe valido muitos êxitos não só na região do Alentejo, como na zona da grande Lisboa, mas também no norte do país, com especial destaque para as cidades de Fafe, Rio Tinto e para a vila de Pevidém (Guimarães), e ainda fora do Continente nas ilhas do Faial e Pico, ou até em variadíssimos locais no estrangeiro, sendo de destacar os concertos realizados, em 1979, na “Grand-Place” de Bruxelas, integrado nas comemora- ções do 1º Milenário da capital belga, mas também os diversos espetáculos efetuados em Hem e Roubaix (França) junto das comunidades de emigrantes, e em Rio Tinto (Espanha). Recorda-se que a banda filarmónica da SMIRA esteve na origem das relações entre Aljustrel e Hem, que levariam ao estabelecimento da geminação entre estas duas vilas. Em 2008, a banda foi galardoada com o 5º lugar no concurso nacional de música (num universo de 16 participantes) levado a cabo pela Fundação Inatel, em Lisboa. Atualmente conta com três monitores e um maestro que têm a seu cargo: a Banda Filarmónica, (42 elementos entre os 11 e os 55 anos), o Grupo de Metais (13 executantes), a Orquestra Juvenil (20 elementos dos 7 aos 19 anos) e a Turma Infantil. (33 crianças dos 4 aos 7 anos) e ain- da cerca de 20 aprendizes que estão em iniciação na escola de música. A SMIRA quer crescer ainda mais e desenvolver novas formações como grupos de música de câmara, turmas de formação musical e criar uma classe de conjunto. E tudo aponta para que esse desejo possa vir a ser uma realidade dentro de pouco tempo. Por um lado, as obras de remodelação da sede estão praticamente concluídas e, por outro, a SMIRA acaba de ver selecionada a sua candidatura ao “Programa de Parcerias com a Comunidade da ORICA”. Este projeto escolhido entre 35 outros a concurso a nível internacional irá permitir o financiamento de novos instrumentos e equipamentos e custear a formação dos executantes, o que trará novas perspetivas, mais alento e “Um Novo Olhar” à Sociedade. (ver caixa). “Um Novo Olhar” A ORICA seleciona e financia candidatura da SMIRA SMIRA apresentou, em agosto deste ano, uma candidatura no âmbito do “Programa de Parcerias com a Comunidade da ORICA. Sob a designação “Um Novo Olhar”, o projeto da SMIRA visa a criação de novas valências, o aperfeiçoamento dos executantes, a aquisição de diversos instrumentos e mobiliário, a formação de monitores, com o intuito de melhorar não só o desempenho dos músicos como aumentar a sua motivação, e apresentar uma maior oferta cultural à comunidade. Este projeto foi escolhido entre 35 candidaturas oriundas de 21 outros locais no mundo onde a ORICA tem representação, e irá ser contemplado com 36.750,00€, a serem distribuídos ao longo dos próximos três anos. A empresa ORICA Corporate, seguindo uma política de responsabilidade social, definiu um programa com vista a apoiar projetos oriundos da comunidade. Assim, lançou recentemente o desafio de estabelecer parcerias locais com entidades na área da edução, desporto, cultura e saúde, com vista a financiar projetos construtivos que venham enriquecer a comunidade. Por consequente, esta empresa australiana, com fábrica em Aljustrel, reconhecendo o valor da candidatura da SMIRA, aceita custear, entre 2015 e 2017, a aquisição de instrumentos e mobiliário, e a formação de uma classe de clarinetes e de saxofones, bem como patrocinar diversos concertos dirigidos à população de Aljustrel, e outros concertos de Natal para os empregados da ORICA e seus familiares. Arquivo

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14 Aljustrel | Boletim Municipal | dezembro 2014 Município Musica popular ns adegas Vin&Cultura 2014 Festa do Vinho e da Cultura animou Ervidel Durante este fim de semana, as adegas da aldeia abriram as talhas e provou-se o vinho novo. No Largo da Feira, foram expostos e vendidos produtos locais e regionais, ao mesmo tempo que atuaram diversos grupos corais e de música popular, e que na adega coletiva se saboreavam bons petiscos. À semelhança dos anos anteriores, foi transmitido em direto o programa “Somos Portugal” da TVI. N os dias 22 e 23 de novembro, a festa regressou à Freguesia de Ervidel, e nem mesmo a chuva, que teimou em cair nestes dias, foi suficiente para afastar as centenas de visitantes atraídos pelo vasto programa de animação deste evento. Uma vez mais o vinho e o mundo rural foram reis. As adegas da aldeia deram a conhecer o seu vinho novo, pequenos produtores e artesãos mostraram os seus produtos, enquanto grupos corais e de música popular percorreram as ruas e animaram a praça. Realizada na Freguesia de Ervidel, a Vin&Cultura tem vindo a afirmar-se no calendário regional dos eventos culturais e turísticos da região. E não é para menos. Ervidel, povoação muito antiga e indissociável da barragem que abastece o perímetro de rega do Roxo, foi desde sempre, terra de vinho, azeite e cereais, estando praticamente a produção de vinho de todo o concelho aqui concentrada. Por isso, ao realizar este evento, a Câmara Municipal de Aljustrel, com o apoio da Junta de Freguesia de Ervidel, dos produtores locais e do movimento associativo, pretendeu mostrar aos visitantes como a produção vitivinícola, a gastronomia e a cultura podem contribuir para o desenvolvimento da economia local. Assim, durante este fim de semana, as adegas da aldeia abriram as talhas e provou-se o vinho novo. No Largo da Feira, foram expostos e vendidos produtos locais e regionais, ao mesmo tempo que atuaram diversos grupos corais e de música popular, e que na adega coletiva se saboreavam bons petiscos. À semelhança dos anos anteriores, foi transmitido em direto o programa “Somos Portugal” da TVI. Paralelamente, o museu rural teve as suas portas abertas ao público e foi posto a funcionar o lagar, onde foi explicado aos visitantes todo o processo de produção do azeite, desde a moagem da azeitona ao produto final, terminando com uma prova e degustação das diferentes qualidades de azeite. Discurso do presidente da câmara Espetáculo na Adega Coletiva

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dezembro 2014 | Boletim Municipal | Aljustrel 15 Grupos corais festejam em conjunto decisão da UNESCO Cante Alentejano já é Património da Humanidade Os Grupo Coral “As Margens do Roxo”, Grupo Coral “Os Cigarras”, Grupo de Cantares Feminino de Aljustrel, Grupo Coral da Freguesia de S. João de Negrilhos, Grupo Coral Feminino “Flores da Primavera”, Grupo Coral Feminino “Rosas de Abril” e o Grupo Coral dos Trabalhadores da Indústria Mineira marcaram esta decisão com uma sessão simbólica. F oi com grande emoção e enorme satisfação que os cantores de todos os grupos corais do concelho se juntaram, no dia 28 de novembro, nos Paços do Concelho, para celebrar a decisão tomada na véspera, pela UNESCO de elevar o cante alentejano a Património Cultural Imaterial da Humanidade. Convidados pelo executivo municipal, os Grupo Coral “As Margens do Roxo”, Grupo Coral “Os Cigarras”, Grupo de Cantares Feminino de Aljustrel, Grupo Coral da Freguesia de S. João de Negrilhos, Grupo Coral Feminino “Flores da Primavera”, Grupo Coral Feminino “Rosas de Abril” e o Grupo Coral dos Tra- balhadores da Indústria Mineira marcaram esta decisão com uma sessão simbólica que contou com o hastear da bandeira do município, durante o qual foi cantado o hino nacional, ao que se seguiu uma receção na sala de reuniões dos Paços do Concelho. No seu discurso, o presidente da Câmara após felicitar todos os presentes e representantes dos grupos corais, reconheceu que se tratou de uma grande vitória para todos os Alentejanos, homens e mulheres, que fizeram da sua voz a marca de uma região. E reconheceu que agora que o cante se transformou na canção de um país, da diáspora alentejana e do mundo, tem de haver a preocu- pação de transmitir a tradição e ensinar os mais jovens. No final, entoando a moda “Vamos lá saindo” todos os representantes dos grupos corais dirigiram-se para as Oficinas de Formação e Animação Cultural onde lhes foi oferecido um lanche. O futuro do cante Património Cultural Plano de Salvaguarda e Valorização do Cante Alentejano no Concelho de Aljustrel A Câmara Municipal de Aljustrel pretende promover um conjunto de iniciativas que concorram para a salvaguarda e progressiva valorização do cante e dos seus grupos no concelho de Aljustrel. O reconhecimento do cante alentejano como peça fundamental na cultura popular alentejana é sem sombra de dúvida um fator de inigualável valor, pelo que a sua proteção, valorização e divulgação são pontos de enorme importância com vista ao seu melhor conhecimento, organização e crescimento. Com este Plano de Salvaguarda e Valorização do Cante Alentejano, pretende-se desenvolver uma estratégia de valorização e divulgação deste riquíssimo património, ao mesmo tempo que se ambiciona divulgá-lo e transmiti-lo às gerações vindouras para que ele possa perdurar no tempo como património cultural da nossa região. Para efetivar o Plano de Salvaguarda e Valorização do Cante Alentejano no Concelho de Aljustrel é necessário estabelecer uma parceria ativa e duradoura entre o Município de Aljustrel e os vários grupos do concelho. Assim, a Câmara Municipal, como entidade coordenadora e impulsionadora do projeto, tenciona: - Levar à Assembleia Municipal de Aljustrel, uma declaração do Cante Alentejano como Património Cultural Imaterial de Interesse Municipal. – Criar uma equipa de trabalho no sentido de fazer um acompanhamento das atividades dos grupos corais existentes e auxiliar possíveis grupos informais de pessoas para formarem novos grupos. – Fomentar a criação de aulas de Cante Alentejano junto da população mais jovem do concelho. – Criar anualmente o encontro concelhio do Cante Alentejano. – Realizar um levantamento dos grupos corais existentes, criando para o efeito uma ficha de caracterização, com vários dados de cada um dos elementos para além de uma foto individual e do grupo. – Efetuar o levantamento relacionado com a atividade de cada grupo, sua fundação, a sua história, os seus trajes, suas modas, criando um inventário com todo material existente, desde fotos, histórias, registos sonoros, etc… Câmara Municipal promove encontro concelhio de cante alentejano A Cante Alentejano - Definição O Cante Alentejano é usualmente definido pela estrutura melódica e o tipo de organização performativa que o caracteriza, ou seja, o canto polifónico executado em grupo e sem instrumentos. Divididos entre o “Ponto”, o “Alto” e as “Segundas Vozes”, um grupo de cante alentejano tem como repertório as “modas” que versam, entre outros temas, sobre o trabalho, o amor, a contemplação e a nostalgia. Câmara Municipal de Aljustrel realizou no dia 8 de novembro, pelas 15 horas, um Encontro Concelhio de Cante Alentejano. Esta iniciativa aconteceu a poucos dias da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) inscrever o cante alentejano na lista representativa do “Património Cultural Imaterial da Humanidade”. O cante, “património vivo” do Alentejo, está profundamente enraizado na alma do povo desta região do sul do país. Embora não se conheçam as verdadeiras origens deste canto coletivo, interpretado no passado por trabalhadores rurais e camponesas, foi no entanto, nas minas de Aljustrel que surgiu, em 1926, o Grupo Coral dos Trabalhadores da Indústria Mineira, considerado o primeiro grupo coral organizado em Portugal. Nesse sábado, integrado no programa cultural do Cine Oriental, atuaram os oito grupos corais que existem neste momento no concelho: Grupo Coral “As Margens do Roxo”, Grupo Coral “Os Cigarras”, Grupo de Cantares Feminino de Aljustrel, Grupo Coral da Freguesia de S. João de Negrilhos, Grupo Coral Feminino “Flores da Primavera”, Grupo Coral Feminino “Rosas de Abril”, Grupo Coral dos Trabalhadores da Indústria Mineira e Grupo Coral do Centro de Animação Infantil Municipal. Património

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