Os Dez Mandamentos - Esequias Soares

 

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Os Dez Mandamentos - Esequias Soares

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V a l o r e s D iv in o s p a r a u m a S o c ie d a d e em C o nstante M u d a n ç a E s e q u ia s S o a r e s

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V alo res D ivinos para u m a S ociedade em C onstante M udança E sequias S oares

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V alores D ivinos para u m a S ociedade em C onstante M udança E sequias S oares 1a Edição C 94D Rio de Janeiro Outubro / 2014

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Todos os direitos reservados. Copyright © 2014 para a língua portuguesa da Casa Publicadora das Assembleias de Deus. Aprovado pelo Conselho de Doutrina. Capa: Wagner de Almeida Projeto gráfico e editoração: Paulo Sérgio Primati Revisão: Lettera Editorial As citações biblicas foram extraídas da versão Almeida Revista e Corrigida, edição de 1995, da Sociedade Bíblica do Brasil, salvo indicação em contrário. Para maiores informações sobre livros, revistas, periódicos e os últimos lançamentos da CPAD, visite nosso site: http://www.cpad.com.br. SAC — Serviço de Atendimento ao Cliente: 0800-021-7373 Casa Publicadora das Assembleias de Deus Av. Brasil, 34.401 - Bangu - Rio de Janeiro - RJ CEP 21.852-002 1" edição: 0utubro/2014 Tiragem: 35.000 CDD 222.16 Silva, Esequias Soares da, 1955- 586s -Silv Os dez mandamentos: valores divinos para uma sociedade em cons­ tante mudança / Esequias Soares. — Rio de Janeiro: CPAD, 2014. 160p.; 21cm. Bibliografia: p. 159-160. ISBN 9788526312463

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sumario ABREVIATURAS..................................................................................... 7 INTRODUÇÃO ........................................................................................9 1 OS DEZ M A N D A M E N T O S ............................................................... 13 A lei de M o isés..................................................................................14 O decálogo ....................................................................................... 17 Os códigos........................................................................................ 21 2 N Ã O TERÁS OUTROS DEUSES ..................................................... 27 Formas de adoração p a g ã ................................................................28 A idolatria do mundo antigo ............................................................ 29 O primeiro m andam ento.................................................................. 31 3 NÃO FARÃS IMAGENS DE ESCULTURAS...................................... 39 Os ídolos e as im agens.....................................................................40 O segundo m andamento.................................................................. 42 O Deus z e lo s o .................................................................................. 46 4 NÃO TOMARÁS O NOME DO SENHOR EM V Ã O ............ ...........49 O nome "Deus" ................................................................................ 50 Elion, Shadai e Adonai .....................................................................53 O que significa tomar o nome de Deus em v ã o ? ...............................58 5 SANTIFICARÁS O S Á B A D O .............................................................61 O sábado ..........................................................................................62 O quarto m andam ento.....................................................................66 O sábado no Novo Testamento........................................................ 69 O sábado cristão.............................................................................. 74 6 HONRARÁS PAI E M Ã E ................................................................... 77 Honra a teu pai e a tua m ã e ............................................................. 78 A promessa divin a........................................................................... 83

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7 NÃO MATARÁS.................................................................................87 O sexto m andam ento....................................................................... 88 G uerra............................................................................................... 92 Suicídio............................................................................................. 93 Pena de m orte...................................................................................94 8 NÃO ADULTERARÁS........................................................................ 99 O sétimo mandamento....................................................................100 O casam ento...................................................................................104 O ensino de Jesus............................................................................ 106 9 N Ã O FURTARÁS.............................................................................. 111 Propriedade e trabalho ....................................................................112 O oitavo mandamento.................................................................... 113 Legislação mosaica sobre o furto ................................................... 115 10 NÃO DARÁS FALSO TESTEM UNHO............................................ 121 O aspecto exegético ....................................................................... 123 O aspecto jurídico........................................................................... 125 O aspecto da vida d iária................................................................. 128 11 N Ã O COBIÇARÁS......................................................................... 131 Exegese do décimo mandamento................................................... 133 Os fatos .......................................................................................... 135 O décimo mandamento no Novo Testamento ..................... 136 12 A IGREJA E A LEI DE D E U S .........................................................139 A lei de D e u s .................................................................................. 140 Os três tipos de lei .......................................................................... 141 Os reformadores do século 16 ........................................................ 142 Avaliação bíblica.............................................................................144 CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................... 149 APÊNDICE HISTÓRICO........................................................................ 151 R E F E R Ê N C IA S B IB L IO G R Á F IC A S 159

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abreviaturas ARA ARC LXX Versão de João Ferreira de Almeida, Edição Revista e Atualizada no Brasil. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1995. Versão de João Ferreira de Almeida, Edição Revista e Corrigida. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1998. RAHLFS, Alfred; RANHART, Robert. Septuaginta, Editio Altera. Stuttgart, Germany: Deutsche Bibelgesellschaft, 2006. NTLH Nova Tradução na Linguagem de Hoje. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006. NVI TB VR Nova Versão Internacional. São Paulo: Editora Vida, 2000. Tradução Brasileira. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2011. Versão Revisada da Tradução de João Ferreira de Almeida de Acordo com os Melhores Textos em Hebraico e Grego. Rio de Janeiro: Imprensa Bíblica Brasileira, 1994.

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8 I OS DEZ MANDA M ENTO S - VALORES DIVINOS PARA U M A SOCIEDADE EM CONSTANTE M U DAN ÇA ANTI GO TESTAMENTO Gn ÊX NOVO TESTAMENTO Mt Mc Lc Jo At Rm 1 Co 2 Co G1 Ef Fp Cl 1 Ts 2 Ts 1 Tm 2 Tm Tt Fm Hb Tg 1 Pe 2 Pe 1 Jo 2 Jo 3 Jo Jd Ap Mateus Marcos Lucas João Atos Romanos 1 Coríntios 2 Coríntios Gálatas Efésios Filipenses Colossenses 1 Tessalonicenses 2 Tessalonicenses 1 Timóteo 2 Timóteo Tito Filemon Hebreus Tiago 1 Pedro 2 Pedro 1 João 2 João 3 João Judas Apocalipse Lv Nm Dt Js Jz Rt 1 Sm 2 Sm 1 Rs 2 Rs 1 Cr 2 Cr Ed Ne Et Jó Sl Pv Ec Ct Is Jr Lm Ez Dn Os J 1 Am Ob Jn Mq Na Hc Sf Ag Zc Ml Gênesis Êxodo Levítico Números Deuteronômio Josué Juizes Rute 1 Samuel 2 Samuel 1 Reis 2 Reis 1 Crônicas 2 Crônicas Esdras Neemias Ester Jó Salmos Provérbios Eclesiastes Cantares Isaías Jeremias Lamentações de Jeremias Ezequiel Daniel Oseias Joel Amós Obadias Jonas Miqueias Naum Habacuque Sofonias Ageu Zacarias Malaquias

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introdução A obra Os Dez Mandamentos - Valores Divinos para uma Sociedade em Constante Mudança é um comentário exegético e explicativo apresentado de forma prática para facilitar a compre­ ensão dessa parte da lei de Moisés. A lei foi dada a Israel como legislação para o povo antes de conquistar a terra de Canaã. Inúmeros preceitos permanecem ainda hoje na legislação de praticamente todos os países do planeta. Sua origem divina é indiscutível, pois aparece no relato dessa comunicação de Deus a Moisés desde Êxodo 20.1 até Levítico 27.34. Além disso, a Bíblia declara esse fato de maneira direta. O presente trabalho tem por objetivo ajudar o povo de Deus a distinguir entre lei e evangelho, lembrando que os Dez Mandamentos não são a lei, mas parte dela, que introduz o sistema legal de Moisés. A estrutura dos Dez Mandamentos se resumem no amor a Deus e ao próximo, diz respeito a Deus e à sociedade, que en­ volve pensamento, palavras e obras. O primeiro mandamento foi promulgado numa época que a idolatria norteava as nações, e a ordem "Não terás outros deuses diante de mim" era algo novo num código de leis. Trata-se do monoteísmo revelado que influenciou o mundo inteiro com a expansão do cristianismo. O segundo mandamento revela que esse único Deus deve ser entendido e adorado em termos espirituais e imateriais e que o culto e o louvor a ele com uso de representações visuais

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I 10 I OS DEZ M A N D A M E N T O S -V A L O R E S DIVIN O S PARA U M A SOCIEDADE EM CONSTANTE M U D A N Ç A são ofensivos e provocam a ira divina até a terceira e a quarta geração. Deus é espírito (Jo 4.24). É, pois, todo-importante que aquele que adora a Deus tenha a sua mente e o coração cen­ trados nesse Deus que transcende a matéria e todas as coisas criadas. É grande o risco de inverter o objeto de adoração pelas representações visuais. Por isso, a adoração cristã genuína é completamente despida de toda representação visual, como imagens de escultura (Cl 3.16). O terceiro mandamento trata daquilo que falamos com res­ peito a Deus e ao próximo e da forma pela qual usamos o nome de Deus. O quarto mandamento é de caráter social e espiritual: abrange a necessidade de descanso do trabalho para o ser hu­ mano, já que o descanso do sono noturno não é suficiente. A lei estabeleceu para Israel o sétimo dia da semana e, na graça, o sábado foi substituído pelo primeiro dia da semana, o dia da ressurreição de Jesus, e deixou de ser mandamento para ser pra­ ticado naturalmente, sem coerção alguma (At 20.7; Rm 14.2-6; Cl 2.16, 17). O mandamento de honrar pai e mãe pode servir como ponte que conecta os dois grupos de mandamentos: o compromisso do ser humano com Deus e o compromisso do ser humano com o próximo. A observação desse preceito contribui para o bem-estar da sociedade e da igreja. Os pais são representantes de Deus na vida dos filhos, pois além de terem gerado os filhos, eles os cer­ cam de cuidados especiais, provendo-os de alimentos, educação, saúde, roupa, afetos. Isso é um mistério. Desonrar e desobedecer, pois, aos pais é afrontar a Deus. Esse mandamento é extensivo às autoridades espirituais e civis. O "Não matarás" é a proteção da vida; assassinar alguém é o pior crime que uma pessoa pode cometer, e isso é um golpe contra o próprio Deus, visto que o ser humano foi feito à sua

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INTRODUÇÃO \ 11 I imagem (Gn 9.6). A proibição contra o adultério é um apelo à pureza sexual e à proteção da família. É o compromisso de fide­ lidade entre os casais. O mandamento seguinte proíbe o furto, remete à proteção da propriedade e de maneira indireta fala a respeito da necessidade do trabalho. Ninguém deve viver sem uma atividade; como diz o ditado, "mente desocupada é oficina de Satanás". O nono mandamento é a proteção da honra, pois dizer fal­ so testemunho contra o próximo aqui aplica-se não apenas ao perjúrio nos tribunais para prejudicar alguém, mas também à divulgação de boatos falsos e mexericos. E, finalmente, o décimo mandamento é contra o pecado do pensamento para ajudar o israelita a não violar os mandamentos anteriores do Decálogo. A ordem natural dos Dez Mandamentos é a seguinte: Deus, família e sociedade. O estudo detalhado de cada um dos manda­ mentos do Decálogo mostra de maneira inequívoca o seu valor para Israel, principalmente por ocasião de sua saída do Egito. Sua influência está por toda parte ainda hoje, no Estado e na religião, nos manuais jurídicos e teológicos. Por essa razão, o Novo Testamento não impõe sanção jurídica, mas a graça trata essas coisas no campo espiritual, implicando a comunhão com a Igreja e com Deus. A ministração da justiça é assunto do Estado. A função da lei não é salvar, mas mostrar o pecado humano, restringir o perverso e nos conduzir a Cristo, lembrando que o Decálogo é parte da lei. Esta é santa porque é de origem divina, mas a sua função deve ser compreendida por todos os cristãos. O livro Os Dez Mandamentos — Valores Divinos para uma Sociedade em Constante Mudança enfoca cada um desses pre­ ceitos com abundância de detalhes. O primeiro capítulo é uma visão panorâmica dos Dez Mandamentos. Os dez capítulos

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OS DEZ MANDA M ENTO S - VALORES DIVINOS PARA U M A SOCIEDADE EM CONSTANTE M U DAN ÇA seguintes tratam dos dez preceitos do Decálogo e de sua apli­ cação na vida diária, família, igreja, sociedade e trabalho. Em cada estudo são apresentados os significados de cada palavra-chave, em hebraico e grego, os comentários dos versículos do Pentateuco vinculados ao mandamento em foco e, finalmente, a sua interpretação no Novo Testamento. É importante conhecer o sentido de cada mandamento no Novo Testamento e como eles foram adaptados à graça. O capítulo final mostra que obra de Deus para o cristão é a fé em Jesus, e não a prática dos Dez Mandamentos. Estes já estão incluídos nos dois grandes mandamentos de amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Estar debaixo da graça e não debaixo da lei significa que somos livres para servir ao Senhor Jesus Cristo, mas não para pecar, visto que o cristianismo é a única religião do planeta que tem o Espírito Santo. A terceira Pessoa da Trindade guia a vida cristã e controla nossos desejos.

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A lei de Moisés não consiste apenas num com ­ pêndio religioso; trata de profecias, histórias, regis­ tros gen ealógicos e cronológicos, regulam entos, ritos, cerimônias, exortações, preceitos morais, civis e cerimoniais, instrução para sacerdotes, sacrifícios, ofertas, festas e o tabernáculo. A grande diversidade de conteúdo e suas várias formas de apresentação dos dados da revelação têm impressionado o espírito humano até hoje. A estrutura literária dessa parte das Escrituras Sagradas é complexa e sobre ela muitas interpretações e especulações têm sido levantadas ao longo dos séculos.

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í 14 I OS DEZ M ANDAM ENTOS - VALORES DIVINOS PARA U M A SOCIEDADE EM CONSTANTE M U DAN ÇA O Decálogo é o exemplo mais conhecido da forma categórica ou absoluta que se caracteriza pelo comando absoluto, geral­ mente pelo uso da segunda pessoa do singular no futuro ou no imperativo, e algumas vezes no plural. Isso aparece nos manda­ mentos negativos ou positivos. O mandamento com o verbo no particípio hebraico também é considerado categórico ou absoluto por muitos, como em: "Quem derramar o sangue do homem, pelo homem seu sangue será derramado" (Gn 9.6); ou: "Quem ferir alguém, que morra, ele também certamente morrerá" (Êx 21.12). As expressões "quem derramar" e "quem ferir" estão no particípio, na língua original. Mas há quem afirme que a referida forma é casuística. ALEI DE MOISÉS A lei de Moisés não é a mais antiga da história, porém é a mais importante, pois se distingue das demais na antiguidade por seu caráter espiritual e sua autoridade divina. Sobretudo, por ter chegado aos israelitas por revelação celestial. Mas sua grandeza vai além de tudo isso, pois nela Deus esboça o plano da redenção humana em Cristo. É o limiar da história do plano da salvação de toda a humanidade. A obra se inicia com a origem dos céus e da terra e vai até a morte do grande legislador dos hebreus. A lei ocupa a primeira parte do Antigo Testamento por ser a parte mais antiga das Escrituras Sagradas e devido a seu caráter peculiar como fundamento de toda a literatura bíblica. Todos os livros históricos, proféticos e poéticos do Antigo Testamento apontam retrospectivamente para a lei de Moisés "como tipo de fonte principal [que] assume a existência não meramente da lei em si, senão de um livro da lei, com o caráter e forma precisos dos cinco livros de Moisés" (KEIL & DELITZSCH, 2008). Aqui,

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OS DEZ MANDAM ENTO S I 15 história é também lei e profecia, com implicações teológicas e significados espirituais profundos. Deus manda Moisés ficar no monte para ali lhe dar as "tábuas de pedra, e a lei, e os mandamentos que tenho escrito, para os ensinares" (Êx 24.12). Uns acreditam que os termos "lei" e "manda­ mentos" sejam sinônimos que indicam o conteúdo das tábuas de pedra. Uma tradição rabínica interpreta que se trata do Decálogo e de leis adicionais. Mas só os Dez Mandamentos foram escritos em duas tábuas de pedra pelo próprio Deus (Dt 4.13; 5.22; 10.2-4). As outras partes da lei foram ditadas por Deus e escritas por Moisés (Êx 17.14; 24.4; 34.27; Dt 27.3, 8; 31.9). Aqui temos os primeiros escritos da lei que envolvem os Dez Mandamentos e a instrução sobre a construção do tabemáculo (Êx 31.18), bem como sua execução até o final do livro, incluindo a interrupção dos capítulos 32-34, que relata o culto do bezerro e a restauração do povo. Mas, a revelação prossegue até o livro de Levítico (Lv 27.34). A lei é identificada na Bíblia Hebraica como sêpher ha-torãh ,' "o livro da lei" (Dt 31.16; Js 1.8); ou simplesmente ha-tôrãh,2"a lei" (Ne 8.2, 7,13). A palavra "Torá" significa basicamente, "instrução, ensino, lei" e aparece no Antigo Testamento com o sentido mais amplo de coleção ou sumário de instrução, código de lei (Êx 24.12; Dt 1.5) ou regra particular (Êx 16.4). O termo se aplica também a norma ou instrução meramente humana (2 Sm 7.19) e ainda como instrução dada por humanos para a educação na literatura sapiencial (Pv 1.8; 3.1; 6.20). Esse vocábulo é usado no plural: "Estes são os estatutos, e os juízos, e as leis que deu o SENHOR entre si e os filhos de Israel, no monte Sinai, pela mão de Moi­ sés" (Lv 26.46). O plural, tôroth, "leis", aparece aqui em relação à lei de Moisés. A lei é uma só; não existe mais que uma lei. O 1 rninn iso. 2rninn.

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