40 Anos

 

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Revista da CMI | Secovi-MG Ano 8 Nº 21 Setembro 2014 FOCO anos Uma história de seriedade, competência e trabalho MERCADO IMOBILIÁRIO Público jovem é aposta do setor Conciliações Central comemora um ano e ótimos resultados

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editoria UNIÃO QUE GERA OPORTUNIDADES. HÁ 40 ANOS. Quando, em 1974, se reuniram para fundar o Clube de Dirigentes de Empresas Imobiliárias (CDEI), 12 empresários do setor imobiliário de Belo Horizonte davam ali os primeiros passos para a união corporativa do mercado imobiliário mineiro. Hoje, a CMI/Secovi-MG reúne quatro décadas de excelência de serviços prestados a corretoras, loteadoras, incorporadoras, administradoras de imóveis e administradoras de condomínios. Por isso, o mercado imobiliário mineiro pode se orgulhar de ter uma entidade à altura de seus representantes, pronta para defender seus direitos, lutar pelas suas bases e garantir sua integridade. Continue acreditando na CMI/ Secovi-MG que os próximos 40 anos serão ainda melhores. CÂMARA DO MERCADO IMOBILIÁRIO E SINDICATO DAS EMPRESAS DO MERCADO IMOBILIÁRIO DE MINAS GERAIS 31. 3055-5353 . SECOVIMG.COM.BR ACUMULE PONTOS PARA O PQEX 2014 setembro 2014

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editorial FOCO A revista Foco Imobiliário é uma publicação da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI | Secovi-MG). endereço para correspondência Rua Alagoas, 721 - Savassi Cep: 30130-160 - Belo Horizonte - MG Telefax (31) 3055-5353 E-mail secovi@secovimg.com.br www.secovimg.com.br Quarenta anos de desenvolvimento e inovação Esta edição da revista Foco Imobiliário é especial para a CMI/Secovi-MG. Não poderia ser diferente. Afinal, é mais uma oportunidade para brindarmos os 40 anos da entidade, que serão completados em dezembro. A reportagem especial desta edição debruçou-se sobre os primeiros dez anos do Clube de Dirigentes de Empresas Imobiliárias (CDEI) —embrião da nossa entidade— e remontou os fatos marcantes do processo de consolidação da entidade. Ao recordarmos o espírito de união e parceria entre os associados para superar tempos de recessão, como os anos mais duros da Ditadura Militar, fica fácil entender o que nos fortaleceu para chegarmos até aqui. Manter uma mesma filosofia por 40 anos é um desafio paradoxal para a entidade. Apesar de primar sempre pela inovação, acompanhando atentamente as perspectivas de desenvolvimento do mercado e evoluindo de braços dados com ele, não abrimos mão de manter os fundamentos que constituem nossa essência. A manutenção de nossos valores nos dá a segurança para crescermos de maneira saudável, preservando nossa identidade e credibilidade no mercado. Se adquirimos uma certeza ao longo de nossa trajetória é de que não há crescimento sem capacitação. Nesta edição da Foco Imobiliário, contamos com a expertise de Wagner Veloso, presidente executivo da Fundação Dom Cabral, para discutirmos qual é o panorama atual da capacitação de profissionais no Brasil e os impactos dessa realidade para o desenvolvimento econômico do país. Durante a leitura, você também conhecerá as novas tendências para o mercado imobiliário mineiro, as ferramentas on-line utilizadas pelas empresas do setor para otimizar as vendas e os frutos da parceria da CMI/Secovi-MG com o Tribunal de Justiça de Minas Gerias. Comemore conosco os 40 anos da entidade e nos ajude a construir um futuro de sucesso. Boa leitura! Câmara do mercado imobiliário e sindicato das empresas do mercado imobiliário de minas gerais (CMI/secovi-mg) Presidente: Otimar Ferreira Bicalho Vice-presidentes: Cássia Amorim Ximenes Queiroga, Flávio Galizzi, Francisco Maia Neto, Jackson Camara, Leonardo de Bessas Matos e Leonardo Mota Diretores: Adriano Manetta, Eduardo Vieira, Frederico Papatela Padovani, Jamerson Leal, Marcos Nery, Moysés Waisberg e Priscilla Rosa Tavares Borges Consultor: José Carlos Manetta Gerente Secovicred: Edilaine Dutra Gerente CMI/Secovi-MG: Lowell Revert ficha técnica Produção Editorial e Gráfica: Interface Comunicação Empresarial Jornalista Responsável: Délio Campos Coordenação Editorial: David Amorim Reportagem: Gabriela Costa Comercial: (31) 3055-5353 Projeto Gráfico: Interface Comunicação Empresarial Direção de Arte: Fernanda Braga Impressão: Impressões de Minas Gráfica e Editora Tiragem: 4 mil exemplares Otimar Bicalho Presidente da CMI/Secovi-MG 3

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índice 12 capa 05 06 08 10 curtas síndico destaque Bom relacionamento com os moradores entrevista Profissionais capacitados para o desenvolvimento perfil Equilíbrio nas relações s a d a c , e ad 24 jurídico a i c ên o h l Quarenta anos da entidade Luta pela conciliação 18 20 22 26 28 30 tendência Empresas investem na internet mercado De olho no segundo semestre mercado Foco no público jovem incorporadoras Construção bem planejada profissionalização Condomínios apostam em administradoras indicadores Projetos aprovados, imóveis na planta, imóveis prontos e mercado de aluguéis 4 setembro 2014

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curtas CMI/SECOVI-MG SEGURANÇA Seguro residencial atrai mineiros com oferta de coberturas extras Gestão anterior celebra crescimento da entidade A diretoria da CMI/Secovi-MG no período de 2012-2014 encerrou as atividades no dia 31 de março deste ano. O biênio foi marcado por muitas conquistas para o setor e para as empresas associadas. Depois de dois anos na presidência da entidade, Evandro Negrão de Lima Jr., se mostra “feliz com os resultados alcançados na gestão, que colaboraram para o crescimento sustentável do mercado imobiliário e da entidade”. Nesse período, foram realizados convênios e parcerias que otimizaram os negócios das associadas, além da criação de diversos serviços. Também foi ampliado o relacionamento com o poder público, empresas e outros sindicatos do setor. O mercado de seguros residenciais cresceu muito em Minas Gerais. Segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), nos últimos 12 meses houve uma alta de 66% na venda do produto para a região Sudeste. Os benefícios extras, que vão além dos danos materiais causados por explosões ou incêndios, são os grandes atrativos e se tornaram o diferencial das seguradoras. Dentre eles, cobertura para reparo hidráulico e elétrico, instalação de varal, mudança de móveis de lugar e limpeza de calhas. Módulos complementares, como seguro contra roubo de bens, por exemplo, também podem ser acoplados ao plano. A expectativa é de que esse mercado cresça ainda mais nos próximos anos. Evandro Negrão de Lima Jr. se mostra feliz com os resultados alcançados em sua gestão MERCADO Cresce operação de crédito imobiliário O crédito imobiliário brasileiro deve crescer entre 10% a 20% em 2014, conforme estimativa do vice-presidente de Habitação da Caixa Econômica Federal, José Urbano Duarte. A expectativa é de que, até o final do ano, o volume alcance 140 bilhões em operações de crédito imobiliário. Para 2015, ele acredita que o mercado continuará aquecido em todo o país, mantendo o mesmo ritmo de crescimento. Além do aumento do crédito para a construção civil, outros fatores contribuíram para o incremento do mercado brasileiro: a regulação, que tornou o custo para construir mais baixo, a exemplo do cadastro positivo; os parâmetros mais justos na comparação de preços; e a alienação fiduciária. setembro 2014 5

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síndico destaque Aproximar para administrar bem Guiomar Borges, síndica do Edifício Dom Antônio Canova, aposta na relação quase familiar com os condôminos para manter o residencial em ordem N ão é segredo que o bom relacionamento entre síndico e moradores é primordial para o sucesso da administração de condomínios. Guiomar Borges, entretanto, vai além. Adotou como princípio da gestão do Edifício Dom Antônio Canova, no Lourdes, o companheirismo entre os moradores. “Quem mora ao lado é como se fosse da família; é preciso conhecer os vizinhos, apesar da rotina corrida”, afirma Guiomar. Há 11 anos, a administradora de empresas levou o gosto pela profissão para dentro do prédio. Assumiu o desafio de ser síndica do residencial de 30 apartamentos e se realizou por poder aplicar os conhecimentos profissionais na melhoria do local onde vive com a família há 21 anos. Se os moradores são como parentes, nada mais natural que cuidar do bem-estar dos condôminos de perto. “Prefiro acompanhar particularmente todas as atividades do edifício. Só assim tenho condições de avaliar se o serviço está sendo feito da melhor maneira possível. Todos os funcionários são contratados pelo prédio para que eu possa garantir que os direitos sejam devidamente pagos, além de sair mais em conta. Assim, tenho liberdade de participar da rotina do condomínio.” A dedicação rendeu frutos. O Edifício Dom Antônio Canova ganhou reforma na rede de distribuição de gás e no jardim, sensor de presença em todos os andares e até uma academia durante setembro 2014 a gestão de Guiomar Borges. A síndica divide o mérito da boa administração com os moradores e funcionários, sempre participativos nas decisões importantes do condomínio. O bom relacionamento é selado com momentos de confraternização. Os aniversariantes do mês são celebrados com um jantar de comemoração. Festas de Dia das Mães, Juninas e de Natal também fazem parte do calendário do edifício. Tudo organizado de maneira colaborativa. A administradora Guiomar Borges colocou em prática os conhecimentos profissionais e acabou desenvolvendo qualidades indispensáveis para a “Não basta ser somente síndica, você tem que saber conviver bem e ajudar os moradores” Guiomar Borges vida. “Durante esse período, aprendi a ser mais humana. Não basta ser somente síndica, você tem que saber conviver bem e ajudar os moradores.” 6

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INSCREVA SEU CASE NO 3º PRÊMIO EDISON ZENÓBIO DE COMUNICAÇÃO IMOBILIÁRIA. Nas edições anteriores, estas marcas saíram vencedoras. Agora é a sua vez. síndico destaque O Prêmio Edison Zenóbio valoriza o papel da comunicação no Mercado Imobiliário, dando o devido reconhecimento às empresas do setor. O Prêmio destaca as mais eficientes estratégias de ofertas de imóveis que contemplaram o Estado de Minas e o Lugar Certo em seu planejamento. Por isso, desde o briefing até o planejamento da sua campanha, considere os Diários Associados no seu mix de comunicação. Além dos resultados, ganhar o Prêmio Edison Zenóbio coloca em evidência o sucesso das empresas. Inscreva-se e continue a fazer sucesso com seus clientes. Acesse premioedisonzenobio.com.br ou fale com o seu Executivo de Contas. Apoio: Promoção: .com.br Auditoria: setembro 2014 7

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entrevista Economia da capacitação Presidente executivo da Fundação Dom Cabral alerta que mais de 90% das empresas têm dificuldade de contratar profissionais qualificados A missão de alcançar resultados expressivos no mercado exige mais que cálculos assertivos e boas oportunidades. A chave da lucratividade está no capital humano. A capacitação de profissionais está intimamente ligada ao desenvolvimento econômico, relação cada vez mais presente na pauta dos setores público e privado. Nesta entrevista, Wagner Veloso, presidente executivo da Fundação Dom Cabral, avalia as perspectivas para a economia e o impacto da capacitação no crescimento do país. O ano de 2014 traz consigo marcos importantes para o cenário nacional, como a Copa do Mundo e as eleições presidenciais. Na sua avaliação, como a economia vai ser impactada? Há perspectivas de crescimento neste contexto? O ano de 2014 será de desafios. Um ano atípico pode causar receio e demora nas decisões para investimentos. Creio que o mercado deve mostrar uma tendência à cautela, e isto pode se refletir em demora na tomada de decisões para novos investimentos ou surgimento de novos negócios. Nesse cenário, a economia pode sofrer impactos sazonais, mas os resultados não devem ser muito diferentes dos observados nos últimos dois anos. Acredito que os desafios do crescimento devem nos estimular a buscar alternativas “E quanto mais capacitado, eficiente e atualizado for esse capital humano, mais valor ele trará para o desenvolvimento da economia e do país” Wagner Veloso e podem favorecer alguns setores da economia, como o setor de serviços, principalmente hoteleiro e de turismo. Especialmente este ano, a demanda por profissionais qualificados estará no centro das discussões sobre o crescimento da economia. Este é um dos grandes desafios que o Brasil enfrenta para alavancar seu desenvolvimento? As relações produtivas e econômicas dependem em grande medida do capital humano. E quanto mais capacitado, eficiente e atualizado for esse capital humano, mais valor ele trará para o desenvolvimento da economia e do país. Em uma pesquisa sobre carência de profissionais no Brasil, realizada pelo Núcleo de Infraestrutura e Logística da Fundação Dom Cabral e divulgada no início deste ano, constatou-se que 91% das empresas consultadas estavam com dificuldades para contratar profissionais, em especial, trabalhadores manuais, do chão de fábrica, devido à escassez de profissionais capacitados. Também revelou uma grande deficiência na formação básica desses profissionais. Em pleno século 21, não devíamos estar nos preocupando com a formação básica de um profissional que chega ao mercado, mas, sim, em como torná-lo mais produtivo, eficiente, com um perfil mais inovador, estratégico e globalizado, com o domínio de várias línguas. Já melhoramos muito, porém, precisamos avançar mais e com maior velocidade para eliminar esses gargalos que, sem dúvida, prejudicam a nossa competitividade e, por consequência, a economia. A busca e a retenção de profissionais qualificados devem se aliar a quais outros fatores para que o país eleve sua economia a patamares mais altos? 8 setembro 2014

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entrevista É fundamental preparar os futuros profissionais para um mercado de trabalho cada vez mais competitivo e exigente. Precisamos de ações de longo prazo que proporcionem as bases para que nossas empresas sejam cada vez mais competitivas dentro e fora do país e a nossa sociedade cada vez mais estimulada a se capacitar e se educar para atender à demanda dos mercados. Por exemplo, ações de grande impacto seriam o desenvolvimento da infraestrutura logística, o aperfeiçoamento do gasto público —gastar menos com melhor qualidade—, a difusão da cultura de inovação no longo prazo tanto para as empresas quanto para a sociedade em geral, a revisão da carga tributária, e ainda, o mais importante, o investimento definitivo em educação, no ensino, com prioridade na qualidade do aprendizado. São ações que trariam uma mudança substancial para o país. Em um passado recente, a capacitação não era prioridade na pauta das empresas contratantes e nem daqueles que buscavam uma colocação no mercado. Os setores públicos e privados já compreenderam a importância da qualificação profissional para o desenvolvimento da economia? Eu diria que o setor privado já compreendeu há muito tempo a importância de se ter profissionais qualificados. A criação de sistemas de ensino técnico e profissionalizante é um exemplo. E há muitas empresas, hoje, que estão criando cursos e capacitações internas para qualificar os seus funcionários para funções mais específicas na empresa. O setor privado está arcando com os custos de capacitar esses profissionais, o que influencia nos gastos e na competitividade. O poder público também tem agido nesse sentido, criando escolas técnicas e fomentando o ingresso no ensino superior. No entanto, não vejo uma mudança profunda na origem desse profissional, que é o ensino fundamental e médio. Esse entrave precisa ser resolvido, com urgência, em um planejamento educacional de longo prazo para o país. Mas, em linhas gerais, podemos dizer que o setor privado e o poder público estão atentos à importância da qualificação, porém, ainda há muito chão para caminhar. Como o senhor avalia a oferta de cursos de qualificação no Brasil. Quem quiser se capacitar vai encontrar oportunidades que atendam às diversas camadas sociais? Hoje existem escolas técnicas e profissionalizantes em todo o país e a edu- cação executiva tem crescido ano após ano, com uma parceria muito grande com o setor privado e também com o público, cada vez mais ciente do papel da gestão pública eficiente para o desenvolvimento do país. Prova disso é que o nosso rol de especializações e programas se expande a cada ano, abrangendo novos mercados e as necessidades de qualificação que esses setores nos demandam. Tanto o profissional quanto as empresas estão muito cientes do papel da qualificação para a competitividade dos negócios, para a geração de valor para a empresa, e as escolas de negócios têm se preparado para atender a essa demanda, cada vez mais diversificada. Há algumas décadas, um trabalhador poderia passar toda sua trajetória profissional sem a necessidade de apreender novos conhecimentos. No nosso contexto globalizado isso não é mais possível. A capacitação profissional é um processo de atualização constante? É um processo que não tem como parar. Não se trata de um contexto brasileiro, é uma realidade mundial. O conhecimento e a qualificação são hoje um balizador universal da capacidade de trabalho do indivíduo. Atualizar-se é manter-se vivo no mercado. É nosso oxigênio. setembro 2014 9

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perfil Relações equilibradas Otimar Bicalho aciona os conhecimentos sobre legislação urbana para mediar relacionamento entre CMI/Secovi-MG e poder público A os 15 anos de idade, Otimar Bicalho começava sua caminhada no mercado imobiliário. Os primeiros conhecimentos na área não vieram dos livros. Foram herdados do pai, tradicional construtor de casas, que deu a Otimar a primeira oportunidade de trabalho. Mal sabia Mário Bicalho que o filho faria da profissão a ponte para a realização de um dos maiores sonhos —ter o próprio negócio. Mais de 50 anos se passaram e Otimar Bicalho construiu uma sólida carreira no segmento e se tornou presidente da CMI/Secovi-MG, além de proprietário da Pitty Empreendimentos e Participações. Apesar do gosto pelo mercado imobiliário desde adolescente, a primeira formação de Bicalho foi a Engenharia Mecânica. Depois, passou pela Engenharia Econômica e só então ingressou em Engenharia Civil. Hoje, Otimar Bicalho reconhece que não poderia ter feito outra escolha. “O que me atrai é conhecer o mercado, entender quais são as tendências para a região, conhecer a expectativa das pessoas e o que a comunidade quer. Minha motivação está em minimizar problemas e fazer com que essas expectativas sejam contempladas.” “O que me atrai é conhecer o mercado, entender quais são as tendências para a região, conhecer a expectativa das pessoas e o que a comunidade quer” Otimar Bicalho 10 setembro 2014

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A inclinação por intermediar relações o levou à Câmara dos Vereadores de Belo Horizonte por 14 anos. A influência veio de Tancredo Neves, amigo da família e entusiasta da carreira política de Otimar Bicalho, lançada em 1982. O conhecimento da legislação municipal abriu as portas da Diretoria de Relações Institucionais da CMI/Secovi-MG, por meio da qual Bicalho representou a entidade no Conselho Municipal de Política Urbana por 10 anos. O relacionamento com o poder público requer jogo de cintura para administrar conflitos e entraves burocráticos inerentes ao segmento imobiliário. O acompanhamento das atividades do Legislativo que interessam ao mercado imobiliário é uma tarefa constante, uma vez que leis são criadas ou alteradas com frequência. Bicalho, entretanto, avalia que o diálogo com a prefeitura está mais acessível. “Antes só líamos as leis depois de publicadas; hoje avançamos e procuramos ler os projetos de lei para nos antecipar àquilo que está sendo proposto na Câmara”. Casado há 38 anos, pai de três filhas e avô dedicado de quatro netos, Otimar Bicalho encontra na família a base que precisa para manter a motivação nos negócios. Relação evidencia- “Graças ao equilíbrio familiar, tenho forças para desenvolver minhas atividades profissionais e ajudar a quem estiver ao meu alcance” Otimar Bicalho da na Pitty Empreendimentos, que ganhou o apelido da filha caçula como nome. Na empresa, que tem foco de atuação no Vetor Norte, Bicalho faz de tudo. Acompanha pessoalmente os processos de compra, venda, pagamento e administração. “Graças ao equilíbrio familiar, tenho forças para desenvolver minhas atividades profissionais e ajudar a quem estiver ao meu alcance”, ressalta. CONSÓRCIO NACIONAL SICOOB PARCELAS A PARTIR DE R$ 510,94 PARCELAS A PARTIR DE CARTA DE CRÉDITO VEÍCULO R$ 29.371,80 CARTA DE CRÉDITO IMÓVEL 1° A 6° PARCELA VALOR DE R$ 610,61 66 MESES - GRUPO EM ANDAMENTO R$ 746,67 R$ 90.000,00 031 3055-5350 031 3055-5352 RUA ALAGOAS, 721 SAVASSI / BH-MG 1° A 6° PARCELA VALOR DE R$ 1.049,64 147 MESES - GRUPO EM FORMAÇÃO NÃO PERCA TEMPO FAÇA JÁ SUA ADESÃO

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capa Entidade celebra os 40 anos de uma filosofia duradoura Na primeira década de atuação, empresários do mercado imobiliário buscaram em parcerias de sucesso o combustível necessário para enfrentar os tempos de dificuldade impostos pelo Regime Militar 12 setembro 2014

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capa Aos 10 dias do mês de dezembro de 1974, às 20:00 (vinte) horas reuniram-se à Avenida Francisco Sales, 1812, nesta cidade de Belo Horizonte, os fundadores do Clube dos Dirigentes de Empresas Imobiliárias – CDEI(...)”. O registro civil no Cartório Jero Olíva marca o início de um novo tempo para o mercado imobiliário mineiro. Há 40 anos, sete empresários do setor foram vanguardistas na criação do que hoje é a Câmara do Mercado Imobiliário de Minas Gerais e modificaram a atuação das empresas do segmento no Estado. Maurício Chebly, Marco Paulo Bernardes Camelo, Clívio Gomes Luz, Lauro Alves Garcia, José Alberto Oliva, Juliano Rennó e Ulisses Chaves foram os responsáveis por firmar o tripé de valores setembro 2014 Décio Diniz Gotlib, Edmundo Novais Teixeira, José Alberto Oliva Perpétuo, Maurício Chebly, Clívio Gomes Luz, Newton Marques Barbosa, José Barcelos Costa e Lauro Alves Garcia 13

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capa Clívio Gomes Luz, Américo Giannetti Filho, Marcus Vinícius Santos Castro, Rafael Magalhães e Silvério Benjamim de Castro que compõem a essência da entidade: seriedade, competência e trabalho. Representar oficialmente o pensamento dos associados e amparar os legítimos interesses do setor é a missão da CMI/Secovi-MG desde a fundação. Nos primeiros anos, entretanto, a tarefa foi bastante árdua. A década de 1970 foi marcada pelos anos mais duros da Ditadura Militar (1964-1985), período de estagnação na economia e de mercado extremamente adverso, o que também refletiu no segmento imobiliário. “As pessoas tinham pouco dinheiro e a circulação de moeda era pequena”, lembra Maurício Chebly. Na memória do conselheiro da entidade também estão vivas as dificuldades políticas que o Regime Militar impôs à entidade. “Para fazermos Maurício Chebly, Américo Giannetti Filho, Joaquim Ribeiro e Ary Margalith 14 setembro 2014

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capa Ary Margalith, Américo Giannetti Filho, Luiz Piquet, Evandro Negrão de Lima, Sérgio Monteiro e Francisco Maia Neto reuniões maiores, tínhamos que comunicar ao Departamento de Ordem Política e Social (Dops), que mandava policiais para certificar se não havia conteúdo subversivo”. Para além das dificuldades, uma atitude pioneira ajudou a fortalecer o Clube dos Dirigentes de Empresas Imobiliárias. Um acordo operacional, criado juntamente com a entidade, regulamentou uma rede de negócios entre as empresas associadas, nos moldes do que existe atualmente com as redes imobiliárias. A diferença é que a plataforma utilizada não era a internet. Naquela época, as empresas encaminhavam pelo correio a carta de imóveis disponível para venda e o CDEI emitia boletins semanais que eram distribuídos para o público, com setembro 2014 Sentados: Mário Ohana, Evandro Negrão de Lima, Newton Marques Barbosa, Luiz Piquet, Maurício de Oliveira Campos e Guilherme Azevedo; de pé: Jonatas Valle e Juliano Rennó 15

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