Sinpol Dezembro 2014

 

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Sinpol Dezembro 2014

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Informativo Oficial do Sindicato dos Policiais Civis - Ano XX - Dezembro de 2.014 - nº 217 SIGNEI D Á ADEUS À Um dos mais respeitados policiais civis de todos os tempos na região de Ribeirão Preto, o investigador Sebastião Signei de Moraes, encerrou sua carreira ao se aposentar, após quase 40 anos de serviços prestados. Foram milhares de crimes esclarecidos que escreveram uma das mais importantes páginas na história da Instituição. Segundo o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, a administração foi inepta e ‘caolha’ ao transferi-lo para a Seccional de Ribeirão Preto nos últimos meses de sua carreira. Veja mais na página 4. POLÍCIA CIVIL DIG PRENDE ACUSADO D E PEDOFILIA Jornalista aliciava crianças e adolescentes pelas redes sociais e mantinha um perfil falso em nome de uma famosa atriz de televisão. Além de agir em Ribeirão Preto, ele também aliciava crianças em Jardinópolis. Tinha ainda denúncias na cidade de Praia Grande e prisão decretada pela Justiça do Paraná. Confira na página 9. A diretoria do Sinpol deseja a todos os nossos associados e familiares, a nossos colaboradores, leitores e anunciantes, um Natal de muita paz e que o Ano Novo, prestes a se iniciar, seja portador da boa nova, trazendo para todos muita prosperidade, harmonia, saúde e alegrias. São os votos de Eumauri Lúcio da Mata e da diretoria do Sinpol.  Vereador e delegado Samuel Zanferdini aprova proposição para cobrar governo;  Reunião com DGP frustra sindicalistas que esperavam avanço na questão da Reestruturação;  Deinter-3 finalmente retira veículos apreendidos das portas das delegacias e especializadas;  Policiais civis de Santa Rosa de Viterbo esclarecem rapidamente tentativa de latrocínio;  Dr. Luiz Carlos Pires fala sobre corrupção que emana a partir da política;  Jurídico do Sinpol obtém novas conversões de aposentadorias da LCE 1062/08 para a LCF 51/85. E MAIS: SERTÃOZINHO CONCLUI INQUÉRITO D E HOMICÍDIO EM USINA DE Foto: Portal g1.globo.com DIG Dezembro/2014 O titular da DIG Sertãozinho, dr. Targino, representou pela prisão preventiva do homem acusado de entrar em usina com dois revólveres e assassinar ex-chefe com tiros pelas costas, por estar inconformado com demissão. Leia na página 18. Impresso Especial 9912250402 - DR/SPI Sinpol CORREIOS SINPOL - Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto Rua Goiás, 1.697 - Campos Elíseos - Ribeirão Preto - SP CEP: 14085-460 - Fone: (16) 3612-9008 Fone Jornal: (16) 3610-2886 - jornaldosinpol@uol.com.br

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Reunião com DGP sobre a tramitação a respeito das reivindicações e do projeto de Reestruturação nada avançou O presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, esteve ao lado dos demais sindicatos filiados à Feipol/SE (Federação Interestadual dos Trabalhadores Policiais Civis da Região Sudeste) em reunião com o titular da DGP (Delegacia Geral de Polícia), dr. Luiz Maurício Souza Blazeck. A reunião ocorreu na sede da DGP, em São Paulo, e foi a primeira desde o encontro realizado em 10 de julho. Naquela ocasião, o dr. Blazeck prometeu dar andamento aos itens elencados prioritários para a elaboração do projeto que trata da reestruturação da Polícia Civil e que, segundo promessas, deveria ser enviado ainda em 2014 para a ALESP (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) iniciar a tramitação até sua votação e transformação em Lei. Segundo Eumauri, o encontro foi decepcionante. “Os tópicos conversados e analisados eram os mesmos já discutidos anteriormente. E sempre em fases de estudo e encaminhamentos. Ou seja, nada prosseguiu, já que estão nas mesmas condições em que se encontravam na última reunião, ocorrida em julho”, avaliou Eumauri. Para o presidente do Sinpol, é preciso, todavia, exaltar o trabalho que vem sendo feito pelo DGP, dr. Blazeck. “Mas não percebo que ele esteja conseguindo seu intento. Vemos nele muita dedicação, seriedade e excelentes intenções. Os tópicos tratados no encontro são reivindicações justas, mas que estão encontrando dificuldades em áreas do governo, como a Fazenda e o Planejamento. A alegação do governo, como de costume, é que essas mudanças vão gerar despesas além do limite estabelecido para tais gastos”, pondera Eumauri. Entre os assuntos tratados que, segundo o dr. Blazeck, ainda estão tramitando, os sindicalistas abordaram os seguintes temas: - DEJEC: ainda estão discutindo o critério de aplicação e o valor, porém o mecanismo será o mesmo aplicado aos PMs (Policiais Militares), lá denominado DEJEM; - GFA (Gratificação por Função Acumulada): será nos mesmos moldes ao que é dado aos delegados; - NU (Nível Universitário): a discussão ficou para 2015; - Integralidade e paridade: este item foi o que mais decepcionou os sindicalistas, pois surgiram boatos de que o governo finalmente cumpriria a lei especial para aposentadoria. Entretanto, não houve decisão. Apenas a pressão imposta ao governo pelos tribunais, onde milhares de vitórias de policiais civis têm ocorrido. Para piorar, na opinião dos sindicalistas, saiu nova resolução, desta vez da Casa Civil, norteando as aposentadorias voluntárias. “O policial perde muito, o que é lamentável”, aponta Eumauri. Em relação a outros projetos discutidos na reunião com o dr. Blazeck, alguns, se aprovados, podem beneficiar muito à categoria. Na questão dos concursos públicos, por exemplo, todos os concursos passariam a ser realizados num mesmo dia, evitando que uma pessoa preste simultaneamente para escrivão, investigador e delegado, por exemplo, ocasionando o não preenchimento de vagas caso esse candidato passe em mais de um concurso. Com essa medida, impediria a vacância dos aprovados. Outro ponto que foi discutido diz respeito à transformação de mais de 1 mil cargos de carcereios em escrivães, porém somente nos cargos já criados, não os ocupados. O DGP também anunciou a criação de mais de 4 mil vagas nas diversas carreiras. Também acenou com o término da exigência de ficar cinco anos na classe para benefícios de aposentadoria. A questão da aposentadoria voluntária premiada também foi abordada no encontro. Ao ter direito à aposentadoria voluntária, o servidor que ainda tiver férias e licença prêmio para usufruir, poderia receber o valor em dinheiro, com acréscimo de 20% do valor. O DGP também estuda transformar o pagamento da ajuda de custo alimentação em UFESP (Unidade Fiscal do Estado de São Paulo), aumentando para 15 diárias cheias ao mês e mais cinco meias diárias. Isso representaria acréscimo em torno de 140%. O DGP também abordou a intenção em se reestruturar os Departamentos, levando-se em consideração o número de habitantes atendidos em cada área, além da descentralização da Acadepol (Academia de Polícia Civil), facilitando a vida dos aprovados em fase de treinamento. Essas mudanças seriam feitas por decreto. “O problema é que o final do ano chegou e não tivemos nada de concreto. Infelizmente o senhor Geraldo Alckmin entra na fase final de seu primeiro mandato atual e prestes a iniciar o segundo, da mesma forma que se pautou até aqui: com indiferença e desprezo em relação aos policiais civis e aos servidores públicos em geral. Nossa luta vai continuar. Vamos abordar o governador sempre que possível e pressionar as autoridades para que consigamos alcançar nossos objetivos, por uma questão de justiça”, concluiu Eumauri. Foto: Raphael Abbate N O VA DECEPÇÃO Sindicalistas durante encontro com Delegado geral: reunião pouco produtiva 02 Dezembro/2014

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EDITORIAL Confesso que, ao chegarmos ao final de 2014, a sensação que tenho é de estarmos encerrando um ano muito negativo. Porém, se olharmos detalhadamente tudo o que ocorreu, veremos luz no fim do túnel para que iniciemos 2015 com mais esperança, até contrariando o que dizem os especialistas em economia, que preveem um ano tão ruim ou até pior, financeiramente falando. Digo isso se avaliarmos as vitórias que obtivemos. São poucas diante das nossas expectativas, mas são animadoras. Falo do que conquistamos graças a nossa atuação jurídica. No ano que está se encerrando, o Sinpol obteve muitas vitórias, principalmente em relação à questão da aposentadoria especial. Obtivemos muitos mandados de segurança em favor de nossos associados, seja em primeira ou segunda instância. Os casos se multiplicaram no ano que se encerra. E conquistamos também vitórias ainda mais importantes, onde associados que se aposentaram pela famigerada Lei Estadual 1062/2008, conseguiram sentença favorável em mandado de segurança para reversão à Lei Federal 51/85, tendo então garantidos os direitos à paridade e integralidade, além das perdas salariais impingidas desde a aposentadoria até a sentença. Claro, ainda são gotas no oceano. Mas mostram que estamos no caminho certo. Assim como estivemos também na defesa de nossos associados, impedindo que arbitrariedades fossem cometidas por instâncias superiores da Polícia Civil, seja pela Corregedoria ou por outros órgãos. E também devemos destacar nossa futura sede social, que está em fase final de construção. Acredito que em pouco tempo estaremos iniciando uma nova fase na história do Sinpol. Tudo isso, porém, não foi suficiente para ofuscar os aspectos negativos enfrentados em 2014. Como de costume, o governo nos tratou com descaso e desrespeito. As negociações em torno da Reestruturação da Polícia Civil não avançaram. E Geraldo Alckmin acabou reeleito. O que é péssimo, mas poderia ser pior, diante da falta de opções. Outros candidatos também agregavam em suas alianças e coligações, verdadeiros inimigos dos policiais civis. Venceu aquele que conhecemos e sabemos da falta de sensibilidade para com o funcionalismo público. No âmbito federal quase nada mudou. Talvez tenham mudado, em ambas esferas, estadual e federal, para pior. Espero estar enganado e voltar aqui no final de 2015 para reconhecer meu erro. Porém, sem querer ser pessimista, acho isso um tanto quanto improvável. Na Polícia Civil as coisas não só não andaram como retrocederam. Os recursos humanos continuam escassos. Os cargos de chefia sempre utilizados de forma política e não técnica. Com isso os policiais civis continuam padecendo, sem perspectivas de melhoras. Da nossa parte, garantimos que a luta continua. E contamos com todos nesta luta, para não ver- ANO SOFRÍVEL EXPEDIENTE mos novamente absurdos como o que foi praticado contra um dos melhores policiais civis da história em nossa região, o investigador Sebastião Signei de Moraes. Depois de quase 40 anos de carreira, foi encostado na Seccional até se aposentar pela idade. Agora a “expulsória” é aos 65 anos, de acordo com a Lei Federal 144/2014. Por conta de uma administração caolha, inepta, ele foi transferido para funções burocráticas. Exatamente o oposto do que fez durante toda a sua brilhante carreira. Como se não tivesse mais serventia à Polícia Civil. Perdemos nós, policiais civis. Perde toda a sociedade, por conta de uma administração sem critérios técnicos de qualidade. De qualquer forma, devemos sim manter a união. Iniciaremos 2015 na luta. Queremos pressionar o governador. O Sinpol continua atuando e atuante. E, para isso, conta com todos os associados. Temos crescido, graças à união de todos. Graças à união e ao trabalho de nossa diretoria. E, em nome deste momento em que renovamos a esperança, quero agradecer a todos os associados pelo ano que tivemos. Desejo a todos os policiais civis e familiares, a nossos diretores e colaboradores, um Natal repleto de paz e união e que 2015 seja um ano resplandecente, um ano de vitórias e conquistas para todos nós! Boas festas! EUMAURI LÚCIO DA MATA Presidente do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto) O Jornal do Sinpol é uma publicação oficial, de circulação mensal, do Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto. Rua Goiás, 1697 - Campos Elíseos CEP: 14085-460 - Ribeirão Preto - SP e-mail: sinpolrp@sinpolrp.com.br Diretoria: Presidente: Eumauri Lúcio da Mata Vice-Presidência: Célio Antonio Santiago, Darci Gonzales, João Gonçalo Palaretti, Dorlei Morales, Luís Henrique Maringolli de Lima e José Gonçalves Neto; Suplentes: Adilson Massei, Sérgio Ribeiro dos Santos, Luiz Henrique Batista, Carlos Henrique Carneiro Scarparo, Targino Donizete Osório, Adhemar Pereira da Costa e Cláudio Expedito Martins; Secretários: Fátima Aparecida Silva e Doracy Alves da Silva; Suplentes: José Álvaro Ament Júnior e Luís Henrique Zanoello. Diretores Financeiros: Júlio Cesar Machado e Carlos Henrique Pischiotini; Suplentes: José Angelo Marques e Josiane Kátia P. do Nascimento. Patrimônio: Arnaldo Vaz Ferreira; Suplente: Olavo Elias dos Santos. Conselho Fiscal: Prisclia Yoshi S. Hashimoto, Clévis Samuel Lors de Faria e Diva Rodrigues dos Santos; Suplentes: Robert Schmengler Guilhaume, Marisa Lelis Takata e Jefferson Pessoti; Delegados Sindicais: Antonio Carlos Schivo e Josiane K. P. de Souza; Suplentes: Décio Kury Marques e Hélio Augusto da Silva. O JORNAL DO SINPOL É UMA PUBLICAÇÃO EXCLUSIVA DO LABORATÓRIO DE NOTÍCIAS R. Paschoal Bardaro, 633-A - Jd. Irajá Ribeirão Preto - SP Fone/fax: (16) 3610-2886 DIRETOR DE JORNALISMO: Adalberto Luque - MTb 19.218 EDITOR CHEFE: Júlio Castro O Jornal do Sinpol não se responsabiliza por especificações ou informações que não estejam previstas no contrato de publicidade AS COBRANÇAS SERÃO FEITAS EXCLUSIVAMENTE POR: Sub Ten Res PM Oswaldo Bonfim Martha J. Araújo Luque DEPARTAMENTO COMERCIAL: CONTATOS EXCLUSIVOS DEVIDAMENTE AUTORIZADOS: Fernando Mendonça Antonio Pereira Alvin Aparecido Donizete Tremura Vanderlei Garcia da Costa Marco Aurélio Scridelli Marcos Antonio Fernandes Israel Leal de Souza EDITORAÇÃO ELETRÔNICA: Laboratório de Notícias Fone: (16) 3610-2886 e-mail: jornaldosinpol@uol.com.br Os artigos assinados não refletem, necessariamente, o conceito do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. Carta Agradecimento ao dr. Samuel Zanferdini A família do investigador de Polícia Carlos Afonso Aurélio da Silva, falecido em 02/08/2014, agradece imensamente ao dr. Samuel Zanferdini, pois diante de nossa dor, o senhor foi um bálsamo em nossas vidas, nos ajudando a vencer as tempestades, com muita sabedoria, responsabilidade, amor, carinho, dedicação e muita rapidez. Dr. Samuel, obrigada por tudo, que Jesus te abençoe sempre e continue te iluminaldo. Sílvia Cunha e Rafael Cunha Notas São Francisco Clínicas Atenção associados do Sinpol usuários do plano de saúde do Grupo São Francisco. Por motivos operacionais, as exclusões e inclusões de associados e dependentes do plano de saúde devem ser feitas, impreterivelmente, até o dia 02 de cada mês. Clube fechado durantes festas de final de ano A diretoria do Sinpol comunica aos associados que a Chácara do Sinpol estará fechada, durante as festas de final de ano, de 22 a 26 de dezembro de 2014 e de 29 de dezembro de 2014 a 02 de janeiro de 2015. Antes e depois das festas de final de ano o funcionamento será normal. Maiores informações com a Central de Atendimento Sinpol, telefones (16) 3977-3850 / 36129008 / 3625-3890. Mensalidade A diretoria do Sinpol comunica a seus associados que haverá reajuste da mensalidade a partir de janeiro de 2015.Analisando os últimos reajustes concedidos pelo Governo, e ainda o aumento do custo de manutenção da Entidade, os diretores concluíram que a nova mensalidade deverá ser de R$ 25,00 para policiais civis e R$ 40,00 para contribuintes. Foi feita pesquisa junto a Sindicatos e associações de São Paulo e outros estados e a diretoria pode afirmar que a mensalidade do Sinpol é a menor de todas, se comparado o que é oferecido ao associado. A diretoria informa ainda que a nova sede social já está em fase de acabamento e é necessário honrar compromissos assumidos. “Estamos trabalhando duro até hoje, com austeridade e seriedade, pois já sabíamos da dificuldade que iríamos enfrentar, mas deixar de cumpri-las custaria muito mais caro para o Sinpol. Nosso Sindicato sempre se pautou por cumprir suas obrigações e não deveria ser diferente, pois a Entidade deve ser preservada sempre, para que todos os policiais civis associados continuem orgulhosos de sua Entidade. As pessoas passam, mas a entidade Sinpol permanece”, afirmou o presidente Eumauri Lúcio da Mata. Ação Judicial O departamento jurídico do Sinpol já está elaborando mandado de segurança contra a Instrução Conjunta UCRH;SPPREV, que estabeleceu normas e diretrizes que muito prejudicam as aposentadorias dos policiais civis, por entender que não há amparo legal. O departamento entende que a referida instrução conjunta não está apenas instruindo os setores de pessoal de como se deve ser pautada a questão da aposentadoria, mas sim funcionando como legislação complementar, ao se basear em pareceres meramente consultivos da Procuradoria Geral do Estado e torná-los procedimento e normas a serem seguidas, dando status de Lei. A diretoria solicita aos associados que acompanhem a evolução deste tema pelo site do Sinpol. Novos Associados Associaram-se ao Sinpol em novembro os seguintes policiais civis: - Marcelo Pereira da Silva, auxiliar de papiloscopista; - Erivaldo Kleber Giora, investigador; - Denny Sérgio Fricelli de Souza, investigador; - Raquel Aparecida Benedito Cardoso Cintra, escrivã; - Mário Marques de Oliveira Neto, investigador; - Luciana Bezerra Fainask Basso, agente de telecomunicações; - João Carlos Mancuso, investigador. - Adilson Borges da Silva, agente policial. A diretoria do Sinpol dá boas vindas aos novos associados e está à disposição de todos os policiais civis que quiserem integrar o quadro associativo do sindicato. Falecimentos A diretoria do Sinpol comunica, com pesar, os seguintes falecimentos: + Yara Fernandes Tozi, esposa do escrivão inativo, Humberto Tozi, ocorrido no dia 16 de novembro. A família do escrivão já falecido, Rubens Cavalcante, está abalada pela tragédia ocorrida com os dois filhos do policial civil considerado exemplar. + José Rubens Cavalcante, contador, filho de Rubens Cavalcante, faleceu no dia 16 de novembro; + Paulo Roberto Cavalcante, advogado, ex-presidente da Associação dos Advogados de Ribeirão Preto, filho de Rubens e irmão de José Rubens, faleceu no dia 17 de novembro. O Sinpol manifesta seus sentimentos aos familiares. Aposentados Associados do Sinpol que ingressaram no quadro de aposentados em novembro: - Ronaldo Narciso do Val, escrivão de Polícia de 2ª Classe; Adolfo Cesar Belório, investigador de Polícia de Classe Especial. A diretoria do Sinpol felicita os policiais civis por suas brilhantes carreiras, desejando-lhes poder usufruir seus merecidos descansos com muita saúde e alegria. Dezembro/2014 03

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Policiais civis promovem confraternização para marcar a aposentadoria do investigador Sebastião Signei de Morais e presidente do Sinpol acusa administração de “ inapta e caolha“ Foram quase 40 anos dedicados à arte de investigar. Mas a carreira de um dos nomes mais emblemáticos da Polícia Civil de Ribeirão Preto chegou ao fim em 2014. Sebastião Signei de Moraes foi aposentado depois de uma vida dedicada à Instituição. Tanta dedicação e competência rendeu ao investigador o epíteto de “Sherlock de Ribeirão Preto”. Porém, contra a vontade de Signei, ele acabou aposentado. No dia 21 de novembro, vários amigos conquistados ao longo de sua brilhante carreira promoveram uma homenagem ao policial civil que é considerado um dos mais destacados investigadores de toda a região. E, em meio às lembranças, elogios não faltaram. “Conheci Signei assim que vim para a região, quando fui delegado em Serrana, em 1983. De Serrana, fui para Miguelópolis onde fiquei por sete anos e, quando retornei para trabalhar na DIG [Delegacia de Investigações Gerais], lá estava o Signei, que passou a trabalhar comigo a partir de então. Signei, Palaretti, Darci, Targino, era um grupo muito grande, uma DIG diferente, que solucionava crimes, que tinha independência. E o Signei sempre foi uma pessoa independente, não nasceu para sentar numa mesa. Sempre foi policial de rua. Não tinha horário. Era noite, madrugada, sábado ou domingo, estava sempre trabalhando. O Signei é um exemplo. Acredito que agora, com sua aposentadoria, é um marco, uma referência que Ribeirão Preto perde”, disse o delegado aposentado, dr. Odacir Cesário da Silva. “O Signei foi um dos primeiros tiras com quem trabalhei na Polícia. Entrei um ano antes dele. Mas desde que entrou, começamos a trabalhar juntos. Signei é uma pessoa muito especial, um cara inteligente, trabalhador, esforçado. Alguém que não dá pra enumerar as qualidades. Ele acordava cedo, lia os boletins. Sábado e domingo ele também ía na delegacia. A vida dele foi Polícia. Ele viveu, comeu e sonhou Polícia Civil e nem por isso, foi poupado”, lamentou o investigador aposentado Carlos Vedovato Neto. O primeiro chefe de Signei, o investigador aposentado Darci Gonzalez, também lembrou a trajetória do “Sherlock de Ribeirão”. “Quando ele veio da Academia, passamos a trabalhar juntos. A vida toda ele foi um verdadeiro policial. Ribeirão Preto nunca teve um policial civil como o Signei. É um exemplo de homem, de policial. A saída do Signei por conta da atitude tomada pelos atuais diretores foi triste, lamentável”. Delegado atualmente no 8º DP [Distrito Policial de Ribeirão Preto], o dr. José Gonçalves Neto conheceu o investigador logo que ingressou na Polícia Civil, atuando na Seccional de Franca. “Quando vim para Ribeirão em definitivo, em 1992, para a DISE [Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes], nosso contato ficou mais próximo nos plantões e trabalhamos juntos em algumas unidades. Em 2008, quando assumi a DIG, o Signei não estava lá, até por uma grande injustiça da administração, o que significava uma perda muito grande para a sociedade. A primeira coisa que fiz para montar minha equipe foi chamar o Signei de volta. Trouxe ele para chefiar uma das equipes, porque ele não queria ser o chefe da DIG. Se não for o melhor, certamente é um dos melhores investigadores que já conheci em toda a Polícia Civil de São Paulo. Dedicado, com muita informação, habilidosíssimo, estrategista, tem todas as qualidades e um defeito: ser muito bom para os amigos, para as pessoas em geral”. “Signei foi um professor de muitos policiais. A maioria deles na ativa teve o prazer de trabalhar, acompanhar, fazer trabalho em conjunto. A Polícia Civil perde com sua saída, porque é uma pessoa muito atuante, sempre ativo, por dentro de tudo o que acontecia. Tive o prazer de trabalhar com Signei na DIG. Eu, o Signei, o Ipólito e outros colegas, tivemos inúmeros trabalhos realizados com grande sucesso. Um deles foi o caso do ciclista no Anel Viário que foi baleado no [Jardim] Progresso. Investigamos e apreendemos oito autores, agentes do crime. Foi um trabalho muito difícil, mas graças a uma investigação implacável, obtivemos êxito, assim como em vários outros casos que guardamos com carinho”, avalia o investigador Jefferson Francys Hauser Moro, atualmente na CPJ (Central de Polícia Judiciária) de Ribeirão Preto. “Lutem pela Polícia Civil” Bastante emocionado e feliz O presidente do Sinpol entregou a Signei uma placa em com a presença dos amigos de tanhomenagem à brilhante carreira tos anos na Instituição, Signei fez questão de expressar seu sentimento. “Se te falar as amizades que tenho, passando pelas ruas e as que é um ato de alegria [aposentar], estarei mentin- pessoas me cumprimentando e elogiando meu trabado. Gostaria de ser eternamente trabalhador. Mas lho. Quero pedir a todos os meus amigos para que não é possível. Chega uma época em que a Lei nos lutem pela Polícia Civil, que não abandonem a Políobriga a aposentar. Somos escravos da Lei e deve- cia Civil e que trabalhem em prol da Polícia Civil, mos obedecer. Vou com a certeza do dever cumpri- que é uma mãe de bondade. Minha caminhada na do. Como policial civil sempre respeitei meus ami- Instituição foi gloriosa. É verdade que agradar gregos gos, meus superiores, respeitei aqueles com quem e troianos é impossível. Mas não guardo rancores. investiguei, aqueles quem prendi. Nunca investiguei Fui até injustiçado, mas isso faz parte da vida. Quanto ninguém por orgulho, nunca prendi um homem pelo mais se trabalha, mais se incomoda algumas pessoprazer. As pessoas que prendi, o fiz porque investi- as, seja por inveja, seja por incompetência. No final guei, sempre no estrito cumprimento do dever da da minha carreira, que achei ser gloriosa, não fui feliz função, sempre procurando restabelecer a paz. Esse como imaginava ser. Mas infelizmente isso cabe a foi meu lema. E a Polícia Civil é quase que minha pessoas que têm o poder na mão e fazem como família. Foi dentro da Polícia que aprendi a conhecer querem. Assim fizeram, assim está feito. Não fico a vida. Foi lá que estudei, fiz faculdade, consegui com mágoa. Fico triste, pois esperava terminar miformar alguns filhos. Fiz muitos amigos. Isso fez nha carreira de forma planejada. Na verdade, atropecom que minha vida seja a de um homem rico, sem laram um pouco o que pensava em minha vida. Mas patrimônio, sem dinheiro. Sou um homem rico com tudo caminha adiante. Graças a Deus sou convidado SINPOL HOMENAGEIA “SHERLOCK DE RIBEIRÃO‘ COOPERBATATA COOPERATIVA DOS BATATICULTORES DA REGIÃO DE VARGEM GRANDE DO SUL - SP Nossa homenagem aos policiais civis de Vargem Grande do Sul, Casa Branca e região! Matriz: Estrada Mun. Faz. Campo Vitória, km 01 - Vargem Grande do Sul - SP Silo: Rod. SP 215 (Casa Branca-Vargem Grande do Sul), km 44,41 - Casa Branca - SP Fones/fax: (19) 3641-6563 - 3641-7343 - 3641-3666 04 Dezembro/2014

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por várias pessoas a trabalhar. Alguns grupos fortes de Ribeirão Preto me chamaram para trabalhar com eles, fazendo acreditar que tinha algum valor. Isso me deixa muito orgulhoso. Mesmo com o passar dos anos, as pessoas me procurando, isso me deixa feliz. Estou estudando a melhor proposta, mas vou continuar, pois minha vida é trabalho. Tudo o que puder fazer em prol da Polícia Civil, farei, sempre. Ainda hoje sou procurado por algumas pessoas que me trazem informações valiosas sobre investigação. Imediatamente procuro meus colegas da Polícia Civil e passo a eles o que chega em minhas mãos. Fico feliz de ainda ser procurado pelas pessoas. Alguns ainda lamentam que eu não devia me aposentar e isso me deixa muito feliz. Dias atrás fui procurado por alguém muito importante na cidade que disse não se conformar com minha parada. Eu disse a essa pessoa que gostaria muito de voltar, mas infelizmente a vida impôs um limite”, concluiu Signei. “Administração caolha” O presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, amigo de longa data de Signei, que também trabalhou por muitos anos com ele, fez questão de comparecer à reunião e homenagear o investigador que ingressou para a inatividade. Em nome de todos os diretores, associados e funcionários do Sinpol, Eumauri entregou a Signei uma placa de prata “mais do que merecida”. Eumauri não poupou críticas à atual direção da Polícia Civil. “Nosso objetivo é enaltecer o trabalho daquele que é considerado o maior nome da investigação em toda a região de Ribeirão Preto, na história da Polícia Civil. Porque ouvir é uma coisa, trabalhar é outra. Signei tem praticamente fanatismo pela causa da Polícia no que tange investigação, tanto que ele se dedicava. É um homem íntegro, conhecidíssimo da população. Nunca maculou a Instituição. Sua saída pode, inclusive, ser considerada uma tragédia para a Polícia Civil que já vem padecendo. Isso mostra que a atual administração tem sido inapta, ‘caolha’. Não sei se por capricho ou por falta de visão, tiraram um dos melhores investigadores de toda a história, para trabalhar internamente na Delegacia Seccional de Ribeirão Preto. Qual crime, qual pecado teria cometido o Signei, para merecer isso justamente no final de sua brilhante carreira? Ele não é maçaneta [gíria utilizada para designar policiais civis que atuam em setores administrativos], ele é linha de frente, é rua. Tem informantes. No Brasil, se o tira não tiver informante ele é apenas acompanhante na equipe. O Signei elucidava boletim, dava cana. E se pensarmos que o quadro está para ser renovado com novos investigadores e policiais civis de outras carreiras, abrir mão do talento do Signei por conta de falta de visão ou capricho, é causar ainda mais prejuízo na formação dos futuros policiais civis. Não sei qual foi o objetivo de tamanha insensatez e estupidez. Mas acho que a administração deveria vir a público parabenizar e agradecer o Signei pelos excelentes trabalhos prestados e dar explicações. Se bem que isso seria justificar o injustificável. Num momento em que há falta gritante de recursos humanos e grande parte dos inquéritos ficam sem solução, ‘encostar’ um policial tão linha de frente como Signei é corroborar com a falência da Polícia Civil. Sabemos que o dr. Adolfo Domingos da Silva Júnior foi quem tirou Signei da rua quando era o Seccional. Acredito que tenha sido até mesmo contra sua vontade, atendendo ordem superior. Essa pessoa de quem partiu a ordem, seja ele o dr. João Osinski Júnior ou quem quer que seja, deveria esclarecer a razão dessa medida descabida. A cidade e região saem perdendo com isso. A meu ver, a administração é ‘caolha’, não entende nada de Polícia. O Signei estava prestes a se aposentar, merecia ser condecorado, receber uma homenagem, uma placa de prata, não uma remoção para encostá-lo e transformá-lo em maçaneta. Mas é assim mesmo. Fica a certeza de que esses que aí estão no comando, quando se aposentarem, em menos de um mês sequer serão lembrados. Já tiras como Signei não serão esquecidos por gerações de policiais civis, pelo que fizeram, fazem e ainda farão, porque ele não deixará de colaborar, tenho certeza. Parabéns por sua maravilhosa carreira, Sebastião Signei de Moraes, com quem tive o grande prazer de trabalhar lado a lado, por muitos anos”, finalizou Eumauri. “O Signei é um exemplo. Acredito que agora, com sua aposentadoria, é um marco, uma referência que Ribeirão Preto perde.” Dr. Odacir Cesário da Silva, delagado aposentado “Ele [Signei] acordava cedo, lia os boletins. Sábado e domingo ele também ía na delegacia. Ele viveu, comeu e sonhou Polícia Civil e nem por isso, foi poupado.” Carlos Vedovato Neto, investigador aposentado “Ribeirão Preto nunca teve um policial civil como o Signei. É um exemplo de homem, de policial. A saída do Signei por conta da atitude tomada pelos atuais diretores foi triste, lamentável.” Darci Gonzales, investigador aposentado “Em 2008, quando assumi a DIG, o Signei não estava lá, o que significava uma perda muito grande para a sociedade. A primeira coisa que fiz para montar minha equipe foi chamar o Signei de volta para chefiar uma das equipes.” Dr. José Gonçalves Neto, delegado “Signei foi um professor de muitos policiais. A Polícia Civil perde com sua saída.” Jefferson Francys Hauser Moro, investigador da CPJ de Ribeirão Preto “Sua saída pode, inclusive, ser considerada uma tragédia para a Polícia Civil. Isso mostra que a atual administração tem sido inapta, ‘caolha’. ” Eumauri Lúcio da Mata, presidente do Sinpol Dezembro/2014 05

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R ADAR Itápolis Num trabalho investigativo de paciência iniciado em setembro deste ano, policiais civis de Itápolis, na região de Araraquara, prenderam nove pessoas, sendo seis homens e três mulheres por tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de arma de fogo. Além dos nove, uma adolescente de 17 anos foi apreendida. A ação policial foi realizada numa residência localizada na Rua Esmeralda, em Itápolis. Outras residências foram vistoriadas com objetivo de colher provas suficientes e deter outros componentes da quadrilha. Nas buscas foram apreendidos nove celulares, 151 eppendorfs com cocaína, um revólver calibre 32 com a numeração raspada, R$ 6.961,00 em dinheiro e diversas anotações de controle do tráfico. Após as medidas rotineiras de polícia judiciária, as mulheres foram encaminhadas à Cadeia Publica de Fernando Prestes e os homens foram transportados para o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Taiuva. Ibaté Na manhã de 04 de novembro, policiais civis da Delegacia de Ibaté, identificaram e prenderam T.V.M., 21 anos, autora de um latrocínio ocorrido naquela cidade, no dia 02 de julho deste ano. A prisão ocorreu por meio de preventiva decretada pela Justiça, e a mulher foi recolhida à Cadeia Pública. Furto... Na manhã de 05 de novembro, policiais civis da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Ribeirão Preto, após investigações para descobrir o autor de um roubo a uma joalheria, ocorrido no dia 30 do mês de setembro, prenderam E.L.C., de 20 anos. Ele foi identificado, inicialmente, pelas vestimentas, que foram apreendidas (uma calça, uma camiseta e um óculos de sol), utilizados na prática do crime de roubo. E.L.C. foi preso e encaminhado à Cadeia Pública de Santa Rosa de Viterbo. ...e roubo Policiais civis da DIG de Ribeirão Preto, após trabalho de investigação para apurar furtos em comércios da cidade, prenderam na manhã de 06 de novembro, cinco criminosos, acusados de praticar crimes com uso de documento falso e receptação. Em uma residência no bairro Ipiranga, os policiais localizaram diversos objetos de procedência ilícita, além de um veículo Fiat Pálio. Após a prisão em flagrante, os cinco indiciados foram encaminhados à Cadeia Pública de Santa Rosa de Viterbo. Franca Policiais civis da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca prenderam, no dia 06 de novembro, R.S.A., de 23 anos, morador da cidade de Cajuru. Segundo o titular da DIG, dr. Márcio Garcia Murari, o homem seria o líder de uma quadrilha especializada em explosões de caixas eletrônicos e foi preso no Jardim Cambuí, periferia de Franca. Ele é suspeito de ter participado de atentados a agências bancárias em cidades do interior de São Paulo e Minas Gerais. Dias antes da prisão, ele e um comparsa teriam assaltado um médico de São Sebastião do Paraíso e, além do dinheiro, levaram o carro da vítima. Ao chegar a Cajuru, a dupla teria sido localizada por policiais que efetuaram o cerco. Na troca de tiros, os dois conseguiram escapar. Porém a DIG já investigava A. por sua participação em explosões de caixas eletrônicos e foram até a casa de familiares do suspeito, no Cambuí. Ele já havia sido condenado a quatro anos de prisão por tráfico de drogas, mas fugiu sem cumprir a pena. Durante a prisão, a DIG encontrou com ele uma bolsa roubada do médico mineiro. Ele confessou somente o assalto em São Sebastião do Paraíso, mas, segundo o dr. Murari, isso não é verdade. “As investigações apontam seu envolvimento”, destacou o delegado. Ele foi encaminhado ao CDP (Centro de Detenção Provisória) de Franca e de lá seguiria para uma penitenciária para cumprir a pena pela qual já foi condenado. Enquanto isso, as investigações da DIG prosseguem e ele deve ter mais crimes para responder e pagar. Cajuru Policiais civis de Cajuru prenderam, no início de novembro, um homem acusado de ter estuprado a neta de sua amásia, de apenas quatro anos de idade. A garota foi passar o final de semana na casa da avó paterna, na zona rural de Cajuru, onde trabalhava como caseira. Ficou por lá entre 17 e 19 de outubro. Quando retornou, a mãe percebeu que a menina apresentava comportamento estranho e, constantemente, levava a mão ao seu órgão genital. Conversando com a filha, a mãe obteve a constatação de que, no final de semana em que ficou na casa da avó paterna, a criança foi violentada sexualmente. O amásio da avó da menina, além de bater nela durante o ato sexual, a ameaçou caso contasse o que aconteceu. A mãe da garota deu queixa e o delegado de Cajuru, dr. Rodrigo Salvino Patto, determinou que o caso fosse investigado. A equipe apurou o caso e constatou que a avó paterna não estava no momento em que a menor foi violentada por seu amásio, mas admitiu que chegou a ver o fato e repreendeu o companheiro, que a ameaçou. Diante das evidências, o delegado solicitou a prisão de S.L. Com mandado emitido pela Justiça de Cajuru, a equipe foi até o local e prendeu o homem acusado de estuprar uma menina de apenas quatro anos. O crime revoltou os moradores de Cajuru. O caseiro foi recolhido à Cadeia Pública de Santa Rosa de Viterbo. Além do dr. Rodrigo, participaram também os policiais civis Luciano, Simara, Wagner e Lopes. Foto: www.gcn.net.br O titular da DIG de Franca, dr. Murari, comandou equipe que prendeu líder de quadrilha especializada em explodir caixas eletrônicos 06 Dezembro/2014

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OPERAÇÃO Durante ação que contou com apoio do GOE, policiais civis cumpriram mandados de busca e prisões, desmontando laboratório de manipulação de drogas Policiais civis do 6º DP (Distrito Policial) de Ribeirão Preto realizaram, no dia 12 de novembro, uma operação para o cumprimento de sete mandados de prisão. Entre os objetivos da operação, que foi comandada pelo dr. Adilson Massei, estava encontrar pessoas que teriam se aproveitado de indultos para fugir do sistema prisional. Para deflagrar a Operação, dr. Adilson solicitou o apoio do G.O.E. (Grupo de Operações Especiais), que enviou quatro policiais civis para dar apoio à equipe em campo, que esteve à cargo do chefe dos investigadores do 6º DP, Luiz Fernando Junqueira Azevedo. Logo no início da manhã, os policiais civis saíram a campo. Segundo o dr. Adilson, foram visitados três locais. Em um dos locais, o procurado através do Mandado Judicial não foi encontrado. Todavia, os policiais civis realizaram um flagrante, prendendo o irmão do procurado e desmontando um laboratório de manipulação de drogas. “Na Rua Gonçalves Magalhães [Jardim Piratininga, próximo ao Parque Ribeirão Preto], foi encontrado um ponto de ‘batismo’, onde fazem mistura de cocaína”, explicou o delegado. A equipe procurava, no local, um dos foragidos. Mas encontrou o irmão do procurado e o laboratório. Ao perceber a chegada da Polícia Civil, A. tentou fugir pelo telhado das casas vizinhas. Durante a fuga, foi dispensando droga para tentar se livrar de mais evidências. Ele foi encontrado escondido debaixo da cama de um vizinho, D.S., 23, que tentou despistar os policiais. A. acabou detido. D. também foi detido. “Ele foi autuado por favorecimento pessoal, por ter escondido um homem procurado pela Polícia”, revelou o dr. Massei. A., irmão do procurado, também já tinha passagens por tráfico de drogas. Em seu poder já não havia mais drogas, mas a equipe recuperou o que ele foi dispensando na fuga. Além disso, em sua residência, foram encontrados liquidificadores, balanças de precisão, além de porções de maconha e crack. Os policiais civis também encontraram dinheiro proveniente do tráfico de entorpecentes. Os policiais civis acreditam que, no local onde o laboratório de manipulação foi descoberto, funcionava uma “biqueira”, local que vende a droga fracionada para o dependente químico, que vendia e abastecia outras na região do Parque Ribeirão Preto. Foragido As equipes do 6º DP e GOE continuaram no cumprimento dos mandados de busca e prisão e foram atrás de outro foragido que aproveitou um indulto e não mais regressou ao sistema penal. Os policiais civis conseguiram localizar e prender W.A.S., de 32 anos. Ele havia sido condenado pelo artigo 157 (roubo sob grave ameaça ou violência à pessoa) e estava cumprindo pela no CPP (Centro de Progressão Penitenciária) de Pacaembu, interior do Estado, quando fugiu após receber o benefício do indulto. Os três detidos foram encaminhados ao CDP (Centro de Detenção Provisória). O homem recapturado deveria seguir novamente para o CPP de Pacaembu ou outra unidade prisional para cumprir o restante da pena. Os outros dois ficarão à disposição da Justiça. Segundo o delegado, a operação foi bem sucedida. “Iniciamos as ações no dia 12 de novembro, mas isso não tem data para terminar. O 6ñ DP vem realizando operações constantemente, visando tirar das ruas indivíduos condenados pela Justiça, sem deixar as investigações em segundo plano e realizando prisões e flagrantes. Prova disso é que já ganhamos a bonificação por termos atingido as metas do governo na manutenção ou queda dos índices de criminalidade”, explicou o dr. Adilson. Durante a ação, a equipes do 6º DP e GOE apreenderam 142 cápsulas contendo drogas, além de um pacote de embalagens prontas para serem utilizados no fracionamento da droga. Também apreenderam dois liquidificadores com vestígios de drogas, cerca de 200 gramas de cocaína, uma porção de crack, uma balança de precisão e R$ 180 em dinheiro. 6º DP RIBEIRÃO PRENDE TRÊS Parte dos integrantes do 6º DP que participaram da Operação para cumprir mandados de busca e de prisão Dezembro/2014 07

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CRIME DIG SERTÃOZINHO A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Sertãozinho prendeu na manhã de 13 de novembro, C.A.P., de 45 anos. Ele era procurado desde o dia 06, quando entrou armado na Usina São Martinho e matou a tiros o coordenador industrial Dirceu Ramos Júnior, de 35 anos, além de ferir na mão outro funcionário, Robson José Cândido Ferraz, de 49 anos. Segundo informações, C. trabalhava como operador de moenda. Ele estava na Usina São Martinho há quase 29 anos e até já pensava em se aposentar. Porém, no mês de setembro ele teria sido demitido. Em entrevista à imprensa, o delegado de Pradópolis, dr. Ildon Pimenta de Pádua, informou que mensagens com tom de ameaça contra ex-colegas de empresa teriam sido publicadas nos últimos dias pelo suspeito em seu perfil de uma rede social. O delegado informou também que o crime teve a vingança como motivação. No final da tarde do dia 06 de novembro, C. entrou na empresa em uma motocicleta. Ao estacionar o veículo, ele se dirigiu ao setor de RH (recursos Humanos) da Usina São Martinho. No local, encontrou o coordenador industrial Dirceu Ramos Júnior, de 35 anos, que era casado e tinha uma filha pequena. Segundo testemunhas, Dirceu foi ao encontro do ex-funcionário para cumprimentálo, mas foi surpreendido quando este sacou duas armas. O homem ainda tentou correr, mas foi alvejado pelas costas e acabou morrendo pouco depois. Outro funcionário também foi atingido, sem maior gravidade. C. mora em Guariba com a esposa, que é funcionária pública. Depois de sair da usina, segundo os policiais civis, ele teria fugido. INDICIA HOMEM QUE M AT O U EM USINA Targino. De acordo com o delegado, o acusado admitiu que teria ficado inconformado com a demissão na empresa onde trabalhou por 29 anos e foi tentar conversar com Dirceu. Ele alegou que, por medo dos seguranças, levou as duas armas para proteção pessoal. Ele disse que, quando Dirceu correu, ele teria se apavorado. “Após o crime, ele fugiu até Sertãozinho e depois Pitangueiras, onde teria descartado as armas usadas no crime no Rio Mogi Guaçu”, contou o delegado aos jornalistas. O delegado também informou que, para escapar da prisão, C. passou a primeira noite do crime escondido numa mata próxima de Barrinha. Depois, se hospedou em um hotel Foto: Portal G1 Funcionário demitido de empresa em Pradópolis entrou armado no local de trabalho e matou um ex-colega Como não se apresentou nos dias seguintes, o caso passou para a DIG de Sertãozinho. Depois de poucos dias, o titular da especializada, dr. Targino Donizete Osório, negociou com o advogado de C. para que seu cliente se apresentasse. Na manhã de 13 de novembro, conforme combinado, o homem acusado de ter matado o ex-colega de trabalho se apresentou ao delegado. Porém, como na Internet ele havia postado mensagens com ameaças não específicas ao funcionário assassinado, outros funcionários se sentiam ameaçados. Diante da insegurança, a juíza da 1ª Vara Criminal de Guariba, dra. Mariana Tonoli Angeli, determinou sua prisão temporária. O advogado teria solicitado ao dr. Targino que aguardasse um pouco para interrogá-lo a respeito do crime, alegando que C. estaria com um quadro depressivo e que está arrependido pelo crime. Em entrevista à imprensa, o dr. Targino informou que C. admitiu ter matado o ex-colega de trabalho e que, na fuga, teria jogado as armas num rio, porém não deu maiores detalhes de onde elas estariam. Para o delegado, o crime teria sido premeditado, mas C. foi ouvido apenas informalmente no dia em que se apresentou. No dia marcado para o depoimento, disse ao delegado somente que iria se pronunciar em juízo. De qualquer forma, dr. Targino disse à imprensa que ele já está indiciado. “Temos que levantar alguns dados, inclusive em relação ao disparo que ele efetuou contra o outro funcionário. Precisamos entender se ele tinha a intenção de também matar o rapaz, para depois definir se ele vai responder só por homicídio ou também por tentativa de homicídio”, destacou o dr. na cidade de Ribeirão Preto. Durante a conversa informal, ele negou que tenha ameaçado outros quatro ex-colegas de trabalho que, desde a morte de Dirceu, estão andando com escolta armada. “A ameaça que em tese ele teria feito pelo Facebook não tem nome. Ameaça é um crime que depende de representação. Não sabemos quem ele ameaçou”, explicou o delegado. No dia 02 de dezembro dr. Targino informou à imprensa que, após analisar os laudos, concluiu que o tiro fatal foi o que acertou as costas da vítima. “Concluímos o inquérito e estamos encaminhando para a Vara Criminal de Guariba, com representação pela prisão preventiva dele”, concluiu em entrevista aos jornalistas. O delegado titular da DIG de Sertãozinho, dr. Targino, concluiu o inquérito e representou pela prisão preventiva do acusado 08 Dezembro/2014

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Especializada de Ribeirão Preto investigava jornalista que assediava crianças por rede social e, posteriormente, descobriram que ele também agia em Jardinópolis como treinador de futebol A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Ribeirão Preto investigava há quase um mês um jornalista envolvido com assedio sexual a garotos, principalmente na faixa dos oito aos 11 anos. A suspeita surgiu depois após uma mãe descobrir que seu filho, de 11 anos, estaria sendo assediado por P.R.F.B.P., de 31 anos, através da rede social Facebook, pela internet. Assim que receberam a denúncia, os policiais civis iniciaram uma rigorosa investigação e puderam constatar que o jornalista de fato assediava garotos através do facebook. Segundo o delegado titular da DIG, dr. Ricardo Turra, o homem se tornava amigo das crianças para manter com elas conversas de conteúdo sexual. “Ele, inclusive, falava para as crianças o que gostaria de fazer com elas, com conotação totalmente sexual”, revelou o dr. Turra. No decorrer das investigações, os policiais civis descobriram que ele também tinha um perfil falso, chamado na internet de “fake”, que teria sido criado por ele para facilitar o assédio às crianças. Neste segundo perfil, segundo o dr. Turra, o jornalista tinha mais de 800 pessoas adicionadas, a grande maioria, crianças e pré-adolescentes. Neste perfil, o jornalista usava o nome de Carolina Ferraz, homônimo a uma atria da TV Globo. Os policiais civis também descobriram que P.R.P. era reincidente em casos como este. Ele já teria sido investigado na cidade de Praia Grande, litoral paulista. Diante das evidências, a equipe da DIG solicitou mandado de busca domiciliar para o apartamento do jornalista. Porém, na data em que a ação foi deflagrada, ele não estava no imóvel. Isso dificultou a apreensão de seu computador pessoal, um notebook, com o qual os policiais civis suspeitavam que ele utilizasse para conversar com as crianças. Alguns dias depois, o advogado do jornalista entrou em contato com os investigadores da DIG e marcaram para que ele comparecesse à sede da especializada com o objetivo de prestar esclarecimentos. Ele foi até a DIG no dia 30 de outubro. Durante a conversa com dr. Turra, P. negou qualquer envolvimento com o assédio de menores via facebook. Além de negar as acusações, apresentou um computador que disse ser seu. O delegado determinou que o mesmo fosse apreendido para exames minuciosos feitos pela perícia da Polícia Civil. Contudo, enquanto estava na sede da DIG, seu nome foi pesquisado de forma mais apurada e os policiais civis descobriram que ele já havia sido condenado pela prática de pedofilia e tinha prisão decretada. Era considerado foragido pela 12ª Vara Federal de Curitiba. Diante da situação, dr. Turra foi notificado pela equipe e deu voz de prisão. P. fez exame de corpo de delito e, em seguida, foi encaminhado ao CDP (Centro de Detenção Provisória) de Ribeirão Preto, onde ficou à disposição da Justiça. Desdobramento Assim que as imagens e fotos da prisão do jornalista foram divulgadas pela imprensa, surgiram novas evidências de assédio e prática de pedofilia, supostamente praticadas por P. Algumas mães da cidade de Jardinópolis, localizada a 20 quilômetros de Ribeirão Preto, procuraram a Delegacia de Polícia da cidade para relatar casos em que acusam o jornalista de ter molestado seus filhos. De acordo com a DIG, entre diversas formas de ação do acusado de pedofilia, uma delas foi constatada em uma escola de futebol daquela cidade, onde P. figurava como treinador, segundo os policiais civis. Em entrevista à imprensa, o delegado de Jardinópolis, dr. Renato Savério revelou que ele dizia aos garotos já ter trabalhado em times de futebol no exterior e que era empresário. Alegava que iria patrocinar os meninos. Uma das mães que procurou os policiais civis informou que o jornalista já havia levado os meninos para passeios no shopping e em churrasco em chácaras. Baseado nas denúncias, os policiais civis de Jardinópolis investigam a relação entre o jornalista e seu suposto sócio em uma escola de futebol em Jardinópolis, que, de acordo com depoimentos das mães, atraiam os meninos com presentes. “Quando começamos a investigação, ele excluiu a página, mas antes conseguimos dar um ‘print’. Primeiro ele negou. Depois disse que não houve contato físico com a criança, mas isso não importa. Ele mantinha fotos no computador e isso já configura crime. Costumamos dizer pedofilia, de uma forma geral, mas são crimes específicos. Em Ribeirão Preto, o crime era diferente. Ele entrava na internet e aliciava, convidando as crianças para manter atos libidinosos. É um crime que choca. Uma pessoa já condenada pela Justiça que continuava a praticar crimes e veio se estabelecer aqui. Também somos pais, temos filhos, crianças”, concluiu indignado o dr. Turra, que fez questão de elogiar o trabalho de toda a equipe que atuou no caso. DIG A ÇÃO PRENDE SUSPEITO D E P R AT I C A R PEDOFILIA Equipe da DIG que trabalhou na investigação das denúncias de assédio sexual supostamente praticadas por jornalista contra crianças e adolescentes Dezembro/2014 09

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ARTIGO N ÓS, Por: Dr. Luiz Carlos Pires (*) BRASILEIROS “ De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto “. (R u y B a r b o s a de Oliveira [05/XI/1849 – 1 / III/1923] “ O Êguia de Haia“ – Jurista, político, diplomata, escritor, filólogo, tradutor, jornalista e orador) A prudência indica que deveria me abster de abordar temas de conteúdo político neste espaço que, não por meus méritos, mas por inequívoca gentileza da Direção do Jornal do Sinpol, me é assegurado mensalmente. Contudo, hoje, ao invés de incursionar por searas mais amenas, como as que a mim vão ditadas pela imaginação e que neste periódico as tenho transcrito, abalo-me, levado pelos sábios ensinamentos do jurista Ruy Barbosa, a tecer alguns comentários que, se não oportunos, servem a mim como catarse a resgatar o pouco de orgulho que ainda me resta por ser filho desta terra. O Brasil, certamente que no concerto do universo, é torrão abençoado por Deus. País nos trópicos inserido, acha-se a salvo das nefastas inclemências provocadas pela natureza ou por más formações geológicas, como terremotos, vulcões em atividade, furacões, tornados, etc. Seu clima ameno, suas belezas naturais e a afabilidade de seu povo conquistam os estrangeiros que aqui aportam, seja por lazer ou em razão de atividades profissionais. Mas, como nada é perfeito, temos nossas mazelas – que não são poucas – como as flagrantes desigualdades sociais, carências exponenciais nas áreas de saúde, educação e segurança, para citar as que mais de perto são objeto de análise dos peritos nas áreas, no afã de oferecer subsídios às suas resoluções. Porém, como se não bastasse, vivenciamos endêmica corrupção que nos assola a todos e para a qual não vemos solução a curto (como seria de desejar-se) ou a médio prazo. A mídia, diuturnamente, traz-nos ao conhecimento falcatruas as mais nefandas a ter lugar em todo o extenso território brasileiro, e aqui não falo dos crimes de maior ou menor impacto social – homicídios, latrocínios, estupros, roubos a mão armada –, em sua grande maioria praticados por indivíduos oriundos dos estratos sociais menos aquinhoados pelo Poder Público, principalmente. Falo, aqui, da casta em que se encontram os “ criminosos do colarinho branco ”, empresários de alto coturno, financiadores de campanhas políticas, corruptores – que só existem dada a existência de incontáveis seres humanos suscetíveis de serem corrompidos. E, nessa seara, não há como não se falar da considerável parcela de homens que fazem da política meio de vida ou profissão. São aqueles que, embora se constituam em minoria – queremos crer –, mas cujos procedimentos, inconfessáveis porque criminosos, enxovalham a toda categoria dos homens públicos. São aqueles que lá estão encastelados, sejam nas Câmaras e Executivos de pequenos municípios, como no Congresso ou nos Executivos Estaduais e na mais alta esfera Governamental, com o deliberado intuito de servir-se e a seus acólitos do erário público, e não para servir, com a maior dose de exação a seus cidadãos que, afinal, por meio do voto, foram os que os guindaram às invejáveis posições. A se contrapor a esse deplorável estado a que chegamos, após doze anos no poder do Partido dos Trabalhadores, as nossas polícias têm se havido com grande destemor, principalmente contra aqueles que, por ocuparem altos cargos nas esferas de governo – quer federal, estaduais ou municipais –, julgavam que suas práticas delituosas jamais seriam palco de apuração como ora vem ocorrendo. A imprensa livre e ainda não cooptada pelo Poder – de que o PT tanto teima em amordaçar – e o desassombro de grande parte de nossos policiais, que vêm obtendo o devido respaldo legal pelo Judiciário independente, são os responsáveis pelo alento que ainda temos nós, brasileiros, de vermos o país livre daqueles que o enodoam, sejam eles quem forem – não tão somente os quarenta ladrões, mas também os Ali Babás –, para que readquiramos o merecido orgulho de sermos brasileiros. Novembro de 2014 (*) Dr. Luiz Carlos Pires é membro da Academia de Letras, Ciências e Artes da AFPESP e da dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo; ex-Delegado Regional de Polícia de Ribeirão Preto; exProfessor da Academia de Polícia “Doutor Coriolano Nogueira Cobra” 10 Dezembro/2014

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ANIVERSARIANTES A vida é um milhão de novos começos movidos pelo desafio sempre novo de viver e fazer todo sonho brilhar. Feliz Aniversário aos nascidos em janeiro e fevereiro! JANEIRO 1 André Luís Ribeiro Chagas Otacílio José Barreiros Patrícia Berlanda Custódio da Silva 2 Mário Augusto Pontolio de Andrade Marco Aurélio Valentim Carlos Alberto Innocente 3 Adhemar Pereira da Costa Oswaldo Bigotto Francelso Ricardo Siqueira Marta Lúcia Ribeiro Tavares Daniel Pereira Lima 4 Tadeu Marques de Oliveira Antonio Benedito Canato Joana D´Arc Araújo Silva 5 Aparecida de Fátima Fabrega Orteiro Luiz Carlos Rossi Borzani Alexandre Dias de Carvalho Ivete Bernardini Schivo 6 Josué Sampaio de Araújo Erotildes Juraci de Oliveira Moreno Wilson Carlos Milani Carlos Henrique Araújo Garcia Sílvio de Souza Lima Filho Vânia França Machado Maria Bernadete Schieber Cury 7 Antonio Renato Lopes da Cunha Paulo César Mendes Jaqueline Galdiano Pereira Costa 8 Rita de Cássia do Nascimento Zaparolli 9 Mário Marcos Guimarães Abeid Simei de Moraes Brião Sandro Henrique Pedrozo de Godoy José Saul Martins 10 Júlio Cesar Machado José Gonçalo Teixeira José Augusto de Sant´Anna Kikuo Luís Osvaldo Morino Carlos José Soares José do Prado Ricarte 1 1 José Eduardo Leonardo Eliane Ferreira Pereira Sérgio Mendonça Carlos dos Reis Francisco Alexandre Antonio Belonci Liciane Carla da Silva Marlei Silva Altino Pereira 12 Milma Sandra Cocito Martins Denize de Paula Costa Passaglia José Roberto da Silva José Roberto Chagas 13 Claudete Polo Gomes Orlando de Paula Souza Clóvis Samuel Barbosa 14 Jeni Boldrin Giorgetti Sebastião Ademir Fiorelli Neuza Maria Sartori Priscila Avira Romera Sciuto 15 Raphael Abbate Coriolano Antonio de Souza Naves 16 Antonio Chaves Martins Fontes Antonio Valdecir Silva Odair Pedro de Souza 17 Sérgio Ribeiro dos Santos Júlio Cesar Cazu Lenice Aparecida Bendassoli Ferreira Sandro Rampim Viola 18 Sebastião Luiz Ribeiro Chagas Adolfo Bezerra Almeida de Souza Carlos Eduardo Benito Jorge Sílvio Renato Modena Tahan Raquel da Conceição Reis César Oliveira Pini Luís Valério Castelline 19 Ricardo de Souza Luiz Carlos da Silva João Batista Palin Paulo Sebastião de Araújo Sérgio Luiz Porfírio Lílian Cristina Pereira Gonzaga Elaine Aparecida Aprile Pires Marilda Poppi Raiz de Barcellos Luciane Dezajacomo Hélio Aparecido Gomes 20 Carlos Cesar Soares Sebastião Carlos Franceschet Selma Liao Nogueira Dalva Elisa Fasanelli Gerson Sebastião Pelayo Sebastião do Carmo Mendes 21 Deise Rodrigues Aiello Ivan Marcos Pimenta Vanilda Manoel Correia Maria Inês Santesso Pires Hélio Augusto da Silva Pedro Thimoteo da Silva Andréa Francelin Cristino Barbosa Costa 22 Elaine Borges Lourenço Alcides Machado Júnior 23 Ana Lúcia Macedo Sanches Mateus Paulo Sérgio Ribeiro Chagas Fabiana Farina Marinilce Acrani Bonagamba Cassucci Paulo Cézar Villa 24 Luiz Antonio Bernardo Lídia Mara Franco da Silva Sebastião Paulo Pureza Edson Ricco Filho 25 Tânia Maria Gomes Lourival Custódio Filho Paulo Wilson Falconi José Paulo Franco Octavio Pereira da Cruz Leila Liao Marino 26 Fernando Luís Giaretta Artibano José Cruz Alberto Conrado Garcia Milena Cristina Menegheli de Souza 27 Antonio Marcos Boscolo João Carlos de Arimathea Morais Jeremias Eugênio Rodrigues 28 Catarina Aparecida Pane Carlos Mamede Martins Luiz Augusto Carille Netto Jorge Silva 29 Fátima da Silva Pereira Lima Milton Wagner Boito Sônia Maria Simões Ana Lúcia Vilas Boas Cleto Fernando Bedo 30 Marta Regina Scarpellini Idélcio Vanderlei Viccari Carlos Aparecido da Silva Júnior Roni Edson Fidélis Mônica Nascimento Lobato Garrijo Edgard de Oliveira Dib Oswaldo José da Silva 31 Edna Lopes Pereira Paulo Dal Farra Júnior José Alberto de Castro Rhasmen Jorge Magosso Tereza Cristina Gonçalves de Oliveira FEVEREIRO 1 Francisco Antonio de Oliveira Glauber Christian Ribeiro Urbano de Souza Ivo Lamorea 2 Maria Lúcia Falconi Sueli Aparecida Vitorino Suzana Cristina Gianini José Luiz Torres Sônia Aparecida de Oliveira Martins Carmo 3 Rogéria de França do Nascimento Leite Ricardo Marques Luzia Braz Ferreira Ricardo Damas Cecílio Neusa Helena Vicari Marcelo de Paula Mendes Mundin 4 Donizeti Amâncio de Castro Manoel Marcelino Paulo de Tarso Elias 5 Aléssio Peria Júnior Hélio Pereira 6 Valdir Stevan Roberto Bernardo João Antonio Dionízio 7 Luiza de Oliveira Rodrigues Paulo Henrique Limiro Helton Testi Renz Kelly Cristina Ferro Rodrigues 8 Luís Carlos Silveira José Carvalho de Araújo Donizeti Aparecido dos Santos Cláudio Edílio Pinheiro da Silva Cecília Scarpellini Talarico Maria Cândida Loureiro Mascia Eliezer Pedretti da Silva 9 Roberto Luís Limeira Volpe Luís Bucioli Sílvio Luiz da Silva José Augusto Calixto Neto André Valério Alves Raquel Aparecida Bento Francisco Lima 1 1 Claudionice Belesso Glória Esteves Vieira 12 Eurípedes Angelo Paixão Walquíria Vendemiatti Masiero 13 Antonio Pires das Neves Sobrinho Josiane Kátia Pacagnella do Nascimento Roque Leonel Filho 14 Valentim Ferreira dos Santos Andrea Cristiane F. de Souza Nogueira 15 Célio Valdelino Baldacine Emerson Caetano do Nascimento Maria de Lourdes Bernardes de Oliveira Nelson Hugo Bernini Júnior Caio César Juliani de Campos 16 Adolfo Domingos da Silva Júnior Dagmar Venâncio da Costa Maria Cristina Brunini Silva Clóvis Luiz Ferreira Marcos Paulo Gomes de Paula Sebastião dos Reis de Souza Walter Paschoale José Antonio dos Santos 17 Paulo Cesar Machado Cairbar Eurípedes de Moraes Joaquim Orlik Montanheri 18 Ubaldo Sbicca Neto Élio Ferreira da Silva Edenir de Araújo Hamilton Geraldo Gonçalves Antonio Marcos Fernandes Robson Marchetto 19 Gumercindo Bueno Filho Hélio Luiz da Costa Antonio Cláudio Gimenes 20 Carlos Alberto Diogo Agnaldo Costa dos Santos José Roberto de Oliveira 21 José Carlos Moreno Mansano Paulo Costa de Paula Valmir Ogrízio Silva José Antonio Passalia Josinaldo Victorino de Sousa Cláudia Corte Brilho Machado Pereira Jaira Luciana Guioto Alves 22 Licanor de Souza Campos José Niles Gonçalves Nucci Roberto Aparecido Ferretti Mauro Bacci Elba Cristina Santiago de Oliveira 23 Idelfonso Pereira da Silva Décio Agostinho Gonzalez Maria Bernardete de Souza Aguiar Ricardo José Borelli Roseli Serra Ferrari 24 Carlos Jivago Campos da Silva Cézar Augusto de França Célio Roberto Dezzotti 25 Osmar Paciência Edvaldo Rodrigues dos Santos Marcos Roberto Rau Evilson Rodrigues Vigarani Hélvio Roberto Bolzani Benedito Donizetti Villas Boas 26 Célia Regina Guedes Name Idelberto Matias Júnior Luiz Carlos Colucci 27 Marcos Leandro Vendrúsculo Maurício Antonio Dotta e Silva José Paulo de Macedo Gino Murari Neto 28 Wilson Marcos Tofani Adenilson Rangel de Paula Cléber Luiz dos Santos Aguinaldo da Silva Franklin Leandro Martins Edison Dorati Lauro José Teixeira Marcelo da Silva 29 Andrea de Moraes Teixeira O Sinpol lembra aos aniversariantes que é preciso fazer o recadastramento anual junto ao Banco do Brasil, em qualquer agência ou naquela onde receber seus vencimentos ou, em caso de portabilidade, no banco em que o beneficiário optou. Quem não se recadastrar corre o risco de ter os vencimentos suspensos. Muita paz e harmonia Nós, da equipe do Jornal do Sinpol, desejamos a todos os nossos leitores, anunciantes, associados do Sinpol, seus diretores e funcionários, um Natal de muito amor e que o ano novo prestes a se iniciar seja repleto de paz, saúde, conquistas e harmonia para todos. Feliz Natal e próspero Ano Novo! São os votos de Adalberto Luque, Júlio Castro, Martha Luque, SubTen PM Osvaldo Bonfim, Fernando Mendonça, Antonio Pereira Alvin, Donizete Tremura, Vanderlei Garcia da Costa e Marco Aurélio Scridelli, equipe do Jornal do Sinpol. ABERTO 24 HORAS!!! - Lubrificantes e Combustíveis de qualidade PÃO QUENTE A TODA HORA!!! POSTO ANTONIO MARTINEZ R. Flávio Canesin, 15 (esq. Av. Dr. Celso Charuri, Recreio das Acácias) Ribeirão Preto - SP - Fone: (16) 3629-2727 Dezembro/2014 11

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Vereador apresentou proposição que foi aprovada e enviada a autoridades do Governo requisitando a conversão de Licença Prêmio em pecúnia, de 30 para 90 dias O vereador de Ribeirão Preto e delegado de Polícia, dr. Samuel Zanferdini, apresentou na Câmara Municipal uma proposição requisitando ao secretário da Segurança Pública que faça gestões junto ao Governo do Estado, com o objetivo de ampliar a conversão da Licença Prêmio em pecúnia, de 30 para 90 dias, em cada bloco completo, contemplando todos os policiais civis do estado de São Paulo. O requerimento, que recebeu o número 24.809/ 2014, foi aprovado na sessão realizada no dia 30 de outubro de 2014. Em suas justificativas, dr. Zanferdini considerou que os servidores da administração direta e das autarquias, em regime estatutário, assim como os militares, terão direito, como prêmio de assiduidade, a 90 dias de licença em cada período de cinco anos de exercício, desde que não tenham sofrido qualquer penalidade administrativa. Em justificativa, o delegado avaliou a situação dos policiais civis. “No caso dos servidores da Polícia Civil é possível a conversão em pecúnia, anualmente, um período de 30 dias do total de 90 dias da licença”. Ainda em sua justificativa, dr. Zanferdini prosseguiu: “...o efetivo da Polícia Civil está bastante reduzido, em total desconformidade com a quantidade estabelecida pela Resolução SSP/SP 105, de 12/06/2013, o que inviabiliza uma prestação de serviços de acordo com a real necessidade da população de Ribeirão Preto. O problema aqui pautado se torna cada dia mais grave, já que diuturnamente funcionários se agastam de seus cargos a fim de gozarem suas licenças merecidas e de direito, desfalcando sobremaneira as Delegacias de Polícia, já extremamente carentes de funcionários... que a remuneração dos policiais civis no estado de São Paulo é insatisfatória para a totalidade dos servidores de tão conceituada Instituição”, acrescentou o dr. Zanferdini, entre tantas outras considerações apresentadas. Ele requereu ainda que, uma vez aprovada a propositura, fosse dada ciência ao presidente da Assembleia Legislativa, ao Delegado Geral de Polícia, à ADPESP (Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo), ao SINDPESP (Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo) e ao Sinpol, na pessoa de seu presidente, Eumauri Lúcio da Mata. Foto: Divulgação D R . ZA N F E R D I N I P E D E CONVERSÃO D E LI C E N Ç A PR Ê M I O POLÍTICA MEMÓRIA Corria o ano de 2001 e a Chácara do Sinpol começava a ganhar contornos da grandeza que hoje representa para a categoria. O então e atual presidente, Eumauri Lúcio da Mata, desfrutando do prestígio de seu trabalho, recebia visitas ilustres e fazia questão de mostrar a obra que vinha sendo construída graças ao emprenho de todos os policiais civis associados ao Sinpol. Em março daquele ano, o jornalista e radialista Wilson Toni, um dos grandes nomes da imprensa na região de Ribeirão Preto, ficou bastante impressionado com o que viu sendo construído. Toni, que deixou saudades, além de jornalista e radialista, foi vereador, deputado estadual e secretário de governo. Em 2001 ele tinha programas na rádio e TV e dirigia o jornal Verdade, que marcou época na imprensa ribeirão-pretana. V ISITA ILUSTRE O delegado e vereador, dr. Samuel Zanferdini, que apresentou proposição na Câmara de Ribeirão Preto O Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto está mantendo um acervo de imagens relacionadas à Polícia Civil. Para tanto, a Diretoria está incentivando a participação de associados que tenham em seus arquivos fotografias que possam ilustrar diferentes aspectos da história da Instituição. “Temos certeza que muitos colegas guardam várias fotos com lembranças de reuniões, eventos e de situações cotidianas dentro da Instituição, com um valor inestimável pelas lembranças que representam”, ressalta o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata. Os interessados em colaborar com esse resgate da memória da Polícia Civil da região podem entrar em contato com a Secretaria do Sinpol, através dos telefones (16) 36129008, 3625-3890 e 3979-2627, ou do e-mail sinpolrp@sinpolrp.com.br. “As fotografias serão digitalizadas e prontamente devolvidas aos seus proprietários”, garante Eumauri. O material reunido pelo Sinpol será publicado no Jornal do Sinpol e no site da entidade (www.sinpolrp.com.br). DO FUNDO D O B A Ú 12 Dezembro/2014

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SANTA ROSA Um crime bárbaro chocou a pacata cidade de Santa Rosa de Viterbo. Uma tentativa de latrocínio contra um ex-diretor de educação municipal foi praticada com requintes de frieza e crueldade, segundo o delegado titular de Santa Rosa de Viterbo, dr. Adalberto Gonini Júnior, que também é vereador naquela cidade. Valter Pereira da Silva é uma pessoa bastante conhecida na cidade. Já foi diretor municipal de educação em Santa Rosa de Viterbo. Ele é proprietário de uma empresa que promove eventos, como jantares e festas. Valter foi encontrado no dia 13 de novembro quase morto em uma área localizada na zona rural da cidade. Ele tinha várias perfurações de um objeto cortante, diversos hematomas e um corte profundo no pescoço, que deixava até mesmo sua veia carótida à vista, além de estar com a traqueia bastante danificada. “Ele foi encontrado quase morto. Havia perdido muito sangue e bastante debilitado. Mas felizmente conseguiu contar para nossa equipe tudo o que havia ocorrido e conseguimos elucidar o caso”, revelou o dr. Adalberto. O delegado foi um dos primeiros a falar com a vítima em um hospital na cidade. “Mesmo com muita dificuldade, ele conseguiu nos contar o que houve e quem era o rapaz”, explicou o delegado. O fato ocorreu no dia 11 de novembro. Segundo apuração da Polícia Civil, J.F.S.J., de 20 anos, teria ido até a casa de Valter com o pretexto de entregar um currículo para tentar uma P OLÍCIA CIVIL DE VITERBO vaga de garçom em um dos eventos organizados pela empresa da vítima. “Apuramos que o autor conhecia a vítima há cerca de um ano, mas nunca teve qualquer contato com o mesmo”, acrescentou o dr. Adalberto. Na residência, o acusado teria desferido golpes de canivete contra a vítima. Ele também utilizou um “pé-de-ferro”, um instrumento comumente utilizado por sapateiros no reparo de sapatos. A ferramenta era utilizada como peso de porta na casa da vítima. Para sacramentar a agressão, J.F. teria feito um corte profundo no pescoço de Valter. Em seguida ele envolveu o corpo do homem desfalecido no lençol, achando que ele já estava morto. Depois apanhou a carteira, celular, alguns pertences e o veículo da vítima. Colocou o corpo no porta malas e foi até a zona rural, onde fez a desova. Evidências Ao ser preso pelos policiais civis, J.F. teria dito em depoimento que, quando foi levar o currículo, teria sido assediado e chegou a manter relações sexuais com a vítima. Depois, revoltado pelo assédio, acabou cometendo o crime, utilizando um canivete que encontrou na casa e, depois tentando se livrar do corpo do homem que julgou já estar morto. De acordo com o delegado, todavia, as evidências apontam que o crime foi premeditado. “Ele disse à namorada que iria sair para comprar um carro. E ele levou o canivete de sua casa, pois lhe pertencia. Entendemos que ele agiu com a intenção de cometer o latrocínio. ESCLARECE T E N TAT I VA D E L ATROCÍNIO Ele também já havia cometido outra tentativa Santa Rosa de Viterbo comemoraram o desde latrocínio, em companhia de seu irmão, fecho do caso, que não resultou em vítima quando ainda era menor de idade. Acredita- fatal e acabou com a elucidação do caso e mos que ele entrou na casa já decidido a co- prisão do acusado em tempo muito curto. meter o latrocínio”, evidenciou o dr. Foto: Reprodução Adalberto. Luta pela vida Durante os dois dias em que ficou na mata agonizando, Valter travou uma grande luta pela vida. Felizmente ele sobreviveu a todos os problemas que enfrentou no período em que ficou abandonado na mata, até ser encontrado por populares. “Tio Valter”, como é carinhosamente conhecido na cidade, acabou sendo levado para o HCUE (Hospital das Clínicas Unidade de Emergência), em Ribeirão Preto, onde foi submetido a uma cirurgia. Ele não mais corria risco de morte, mas seu estado de saúde inspira cuidados. O dr. Gonini requisitou a perícia na residência de Valter e no local onde ele foi encontrado agonizando. J.F. teve sua prisão temporária decretada pelo juiz Alexandre César Ribeiro, a pedido do dr. Adalberto. Ele vai aguardar à disposição da Justiça e irá responder pelo crime de latrocínio tentado, Segundo o dr. Gonini, vítima ficou agonizando em matagal durante dois dias, sobreviveu por milagre e isto é, roubo com tentativa de mor- ajudou os policiais civis no esclarecimento e prisão te da vítima. Os policiais civis de de acusado Dezembro/2014 13

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M UDANÇA Depois de anos atrapalhando motoristas e preocupando policiais civis, veículos apreendidos que ficavam nas ruas foram recolhidos para nova área O problema era antigo e a solução foi demorada. Mas finalmente a questão foi resolvida. Os veículos apreendidos que ficavam estacionados em frente aos DPs (Distritos Policiais) e especializadas - muitos de forma irregular, atrapalhando o trânsito e apresentando risco de gerar focos do mosquito transmissor da dengue - finalmente foram removidos. Durante alguns anos o problema foi aumentando, na medida em que os veículos eram apreendidos. Esse acúmulo chegou a quase 100 veículos. A maioria deles estava estacionada nas proximidades do prédio onde funcionam o 1º DP, a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e a Central de Flagrantes, no centro de Ribeirão Preto. Eles foram aumentando por conta da falta de um espaço próprio para abrigar carros apreendidos pela Polícia e isso gerou reclamações em Ribeirão Preto e um impasse com a Transerp, autarquia municipal que cuida do trânsito de Ribeirão Preto. De acordo com o diretor do Deinter3 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), dr. João Osinski Júnior, a questão se arrastava há 30 anos na cidade, por falta de um local apropriado para recolher os veículos apreendidos pela P o l í c i a . A Tr a n s e r p , s e g u n d o o d r. Osinski, alegava que seu pátio teria sido criado para recolher somente veículos retidos por infrações de trânsito e, no entanto, alegou que 60% do pátio abrigava automóveis com restrições judiciais ou ligados a crimes. Há alguns anos a Transerp passou a recusar a entrada de novos veículos apreendidos por crimes, acidentes e problemas de documentação. Diante do impasse, a alternativa foi deixar os veículos estacionados na rua. “Essa situação foi absurda. A maioria dos veículos estava em situação de abandono. Atrapalhavam o trânsito e geravam riscos, pois acabavam acumulando água da chuva e poderiam se transformar em foco do mosquito transmissor da dengue, por exemplo. Entendemos que houve muita demora em resolver essa situação, que deveria ter sido sanada há vários anos, sem colocar os policiais civis e a própria população em risco desnecessário, nem causando aborrecimentos coletivamente”, disparou o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata. A retirada passou a ser feita por guinchos contratados pela Polícia Civil a partir do dia 27 de outubro e, já no início de novembro, todos os veículos apreendidos que estavam nas ruas próximas a DPs e especializadas acabaram sendo recolhidos à nova área. 10 mil veículos O local para onde os carros apreendidos foram levados fica numa área ao lado do Complexo Penitenciário de Ribeirão Preto, na Rodovia Abrão Assed, próximo à divisa com a cidade de Serrana. O dr. Osinski informou que a capacidade do local é para 10 mil veículos. “Este é o primeiro pátio licitado para este fim no Estado de São Paulo. Com isso, vamos resolver muitos problemas, principalmente o da superlotação do pátio da Transerp, onde 60% dos veículos que estão apreendidos lá são por falta de decisão do Poder Judiciário”, explicou o diretor do Deinter-3. O local tem cerca de 900 mil metros quadrados e vai receber veículos de Ribeirão Preto, Altinópolis, Cajuru, Brodowski, Cássia dos Coqueiros, Cravinhos, Guatapará, Jardinópolis, Luiz Antonio, Santa Cruz da Esperança, Santa Rosa de Viterbo, Santo Antonio da Alegria, Serra Azul, São Simão e Serrana. “Tínhamos só no centro de Ribeirão Preto mais de 100 veículos apreendidos, até em porta de escola e em locais onde é proibido estacionar. Em toda a área, são quase 4 mil veículos, apreendidos durante 30 anos na região, inclusive os do pátio da Transerp, que estavam em situação irregular e serão transportados para a nova área. Esses 100 veículos do centro foram transferidos em caráter emergencial”, analisou o dr. Osinski. O novo pátio tem um contrato com vigência de 30 meses e pode ser prorrogado por mais 30 meses, ao custo de R$ 53 mil por mês. O acordo inclui seguro contra roubos, furtos e incêndios. De acordo com o diretor do Deinter3, foi aberto um processo de licitação para contratar um guincho com o objetivo de recolher todos os demais veículos acumulados em delegacias de toda a região e do pátio da Transerp. O Deinter-3 também fará licitação para contratar um guincho com o objetivo de trabalhar com os novos veículos que forem apreendidos a partir do início dos trabalhos do novo pátio. D EINTER-3 RECOLHE VEÍCULOS APREENDIDOS Veículos apreendidos deixados na rua atrapalhavam o trânsito e representavam riscos, como o de criadouro do mosquito transmissor da dengue Av. Aurora Forti Neves, 261 - Olímpia - SP - Fone: (17) 3279-3344 14 Dezembro/2014

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Vem aumentando a cada mês o número de vitórias obtido pelo departamento jurídico do Sinpol em favor de seus associados. No mês de novembro cinco vitórias de grande destaque foram contabilizadas naquele setor. Uma delas foi obtida em favor de uma associada, viúva de um agente policial. Toyoko Wakamatsu Gonçalves obteve sentença favorável na 5ª Vara Cível de Ribeirão Preto contra a Fundação Waldemar Barnsley Pessoa Grupo São Francisco Clínicas. De acordo com a sentença proferida, o magistrado julgou procedente o pedido, mantendo a autora no convênio médico, mediante pagamento de mensalidades praticadas para contratos similares. Outra vitória foi obtida pela auxiliar de papiloscopista Lídia Mara Franco da Silva, de Pradópolis. Ela foi absolvida de uma SAD (Sindicância Administrativa Disciplinar) instaurada pela 3ª Corregedoria Auxiliar de Ribeirão Preto. Na sentença, o juiz proferiu pela absolvição da associada. “Não é só na questão da aposentadoria dos associados que o departamento jurídico tem atuado. Estamos sempre atentos para defender os interesses da categoria, muito embora os casos envolvendo a aposentadoria sejam em maior número”, destaca o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata. De acordo com o advogado Ricardo Ibelli, que integra o departamento jurídico do sindicato, novas vitórias foram registradas durante o mês de novembro, envolvendo questões de aposentadoria. “Uma delas envolveu o carcereiro de Ribeirão Preto, Walter Moraes Braga Júnior. Ele já havia ganhado SINPOL O B T É M NOVA S REVERSÕES D A em primeira instância e agora confirmamos no Tribunal. O governo perdeu o recurso de apelação e o associado vai poder se aposentar, graças a mandado de segurança, pela Lei Complementar Federal 51/85, com direito à paridade e integralidade”, comemora o advogado. Reversão Mas os casos que têm obtido maior repercussão são as reversões das aposentadorias dos policiais civis que acabaram recorrendo à LCE (Lei Complementar Estadual) 1062/2008. Há vários meses o Sinpol iniciou um trabalho junto aos associados que haviam se aposentado pela lei estadual. Na verdade essa lei 1062/2008 é, segundo Eumauri, prejudicial ao policial civil. “Ela não garante paridade e integralidade, o que representa uma redução sensível no salário do aposentado. O governo adotava tal lei, a nosso ver, de forma inconstitucional. Ele afirmava, através de parecer da PGE (Procuradoria Geral do Estado) entender que a LCF 51/85 não havia sido recepcionada pela Constituição Federal de 1988 e, por essa razão, adotou a lei estadual. Mas todos os demais estados e o Distrito Federal se norteavam pela 51/85. Para tentar reverter essas perdas, chamamos os associados interessados para recorrer a essa injustiça”, lembra Eumauri. Segundo o dr. Ibelli, as vitórias em favor dos associados começaram há alguns meses e estão aumentando à medida em que os juízes estão proferindo suas sentenças. “Nosso objetivo é garantir ao policial civil que se aposentou pela 1062/2008 o direito à paridade e integralidade, nos moldes do que previa à época a LCF 51/85. E as conquistas em favor dos associados estão ocorrendo mês a mês”, explica o advogado. Em novembro foram duas importantes vitórias. Uma delas foi conquistada pelo investigador aposentado de Ribeirão Preto, Pedro Venâncio Duarte. Ele obteve junto à 14ª Vara da Fazenda Pública sentença favorável que lhe garante Mandado de Segurança para fazer valer legalmente o direito à paridade e integralidade de seu salário, nos moldes da LCF 51/85. O agente policial aposentado de Ribeirão Preto, Josué Sampaio de Araújo, havia perdido, em primeira instância, o direito à reversão da 1062/ 2008 para a 51/85. Todavia, o departamento jurídi- 1062/2008 co do Sinpol recorreu e conquistou a vitória em segunda instância em favor do associado, que terá direito à paridade e integralidade. “Nossas ações não param de render frutos. Várias delas estão tramitando e devem ser sentenciadas nos próximos meses. Além disso, temos uma equipe de competentes advogados sempre prontos a defender nossos associados, seja em questões de aposentadoria ou em outros assuntos. O importante é que quem se sentir prejudicado e queira brigar por seu direito que nos procure no Sinpol para encaminharmos ao advogado. Nossas vitórias não vão parar”, conclui Eumauri. PA R A A 51/85 Segundo o advogado Ricardo Ibelli, novas vitórias continuarão ocorrendo, em todas as frentes de ação do departamento jurídico do Sinpol Dezembro/2014 15

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